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domingo, 16 de março de 2008

Pedagogia de Projetos, Relatório de Estágio, Plano de Aula, Observações e Avalições.

Apresentando uma fábula com o avental didático-pedagógico no estágio.


Trabalho apresentado ao Curso Pedagogia da UNOPARVIRTUAL - Universidade Norte do Paraná, para a disciplina Estágio Supervisionado II. Aluno: João Carlos Maria
Orientador: Prof. Sandra Rampazzo
Tutor Eletrônico: Thalita Janaina de Oliveira Serrano
Tutor de Sala: Clarisvaldo da Silva Britto.
Campinas
2007
PLANO DE AULA GERAL
TEMA: NO SÍTIO DO SEU LOBATO ( natureza)
Era, uma vez um homem simples, que amava a natureza, os animais e as plantas. Chamava-se “Seu” Lobato e vivia num sítio, numa casinha e confortável, com sua mulher e seus animais de estimação. Todos os animais eram felizes porque recebiam muito carinho e atenção dos seus donos.

A primeira coisa que Seu Lobato e sua esposa faziam ao acordar era tratar dos bichinhos, dando a cada um sua comida predileta.

Havia um porquinho comilão, um pato e um ganso muito amigos uma ovelha muito carinhosa e um sapinho que adorava pular na frente de quem passava para dar um “sustinho”.

Um dia, o porquinho sumiu. Seu Lobato e sua esposa ficaram muito tristes e até choraram. Todos os outros animais estavam sentindo muita falta do amigo porquinho e cada um tratou de ajudar a procurar nos lugares que mais conheciam do sítio. Combinaram de ir cada um de um lado.

Até que o sapinho, que pulava rapidamente por todos os lugares, encontrou o porquinho deitado embaixo de uma árvore carregadinha de frutas maduras e ele já havia comido todas que caíram da árvore. Ficou tão pesado e barrigudo que nem conseguia sair de lá e voltar para casa.

Foi necessário o “Seu” Lobato ir buscá-lo. O sapinho foi pulando avisar e “Seu” Lobato logo compreendeu que ele queria que o seguisse. Assim conseguiu encontrar seu porquinho comilão.
O porquinho teve até que tomar remédio para dor de barriga, de tanto que comeu, mas aprendeu a lição, agora já sabe que não pode comer tanto de uma só vez. Essa foi a história elaborada pela professora com a minha ajuda e a ajuda dos pequeninos.

JUSTIFICATIVA: Após observar as crianças, e sua faixas etárias verificamos que elas sempre perguntavam sobre a fazenda, sítio e animais foi onde através da professora Rosane e dos próprios alunos , escolhemos este tema. Pra inserir elas no contexto do campo, ou eixo natureza e sociedade.(por que escolheu essa aula, qual sua importância)

OBJETIVOS GERAIS: Mostrar para as crianças, que existe outro tipo de moradia de lugares, onde as pessoas vivem com os animais e a natureza e comparar com a vida d na cidade ex (de onde vem o leite do mercado ou da vaca). E com isso transportar de um jeito lúdico e didático esses conceitos de uma maneira natural.

METODOLOGIA: A metodologia que utilizamos foi a de método de projetos ou pedagogia de projetos. Usamos um avental de pano bordado com um cenário trabalhado com rendas e flanela. No cenário, tem, uma lagoa o céu o pomar. E foram feitos bonecos de panos tipo dedoches, do porquinho, da ovelha, do sapo, do cisne, do pato e do Seu Lobato e esposa todos avulsos com velcro atrás deles. Com isso em mãos começasse a contar a história do sítio etc.


PROCEDIMENTO: Primeiro o professor se apropria bem do tema, se quiser pode até usar um espelho para narrar a historia para si mesmo e ao mesmo tempo se olhar no espelho. Depois a professora encaixa na rotina em que se conta historias e encaixa essa abordagem. É necessário que se prepare às crianças antes de se começar a contar. Logo, depois ela a medida em que vai contando, vai adicionando ao avental com o cenário os personagens avulsos que fazem partes da história. Tudo isso com muito sentimento e expressão e falando uma pouco sobre cada personagem etc. Uma observação importante no primeiro dia contamos a história e trabalhamos os nomes as cores, no segundo dia trabalhamos a seqüência dos personagens respeitando a idade deles que era de 3 anos,, no segundo dia matemática quantos personagens tem no cenário e assim por diante.

DESENVOLVIMENTO

Mexer com o imaginário das crianças, o mundo do faz de conta. Escolhendo história que correspondam com a idade e desenvolvimento. Por este motivo escolhemos ao método de projetos criado por Kilpatrick em cuja finalidade era englobar o ensino mediante atividades manuais. Esse método visou, sobretudo a participação de todos na confecção dos projetos. Ele dizia, “não podemos ensinar coerência, se não conhecemos o objetivo exato a ser alcançado. Qual é esse objetivo? Como a personalidade humana deve ser considerada?” (COTRIM; PARASI, p 287, 1985).
Assim, adequamos o método de projetos coma a criação de uma história, com o auxilio de um avental temático elaborado coma professora e as crianças. A ansiedade das crianças e da professora para ver o avental pronto foi muito interessante fui chamado de professor meu maior premio. Um dos principais objetivos de se contar histórias é o da recreação. Mas a importância de contar histórias vai muito além. Por meio delas podemos enriquecer as experiências infantis, desenvolvendo diversas formas de linguagem, ampliando o vocabulário, formando o caráter, desenvolvendo a confiança na força do bem, proporcionando a ela viver o imaginário.
Além disso, as histórias estimulam o desenvolvimento de funções cognitivas importantes para o pensamento, tais como a comparação (entre as figuras e o texto lido ou narrado) o pensamento hipotético, o raciocínio lógico, pensamento divergente ou convergente, as relações espaciais e temporais (toda história tem princípio, meio e fim ). Os enredos geralmente são organizados de forma que um conteúdo moral possa ser inferido das ações dos personagens e isso colabora para a construção da ética e da cidadania em nossas crianças.

AULA 1 EIXO MATEMÁTICA

Objetivos: Construir de maneira lúdica o raciocínio lógico matemático, e desenvolver a seqüência da historinha.
Série: crianças do agrupamento 3 ( 3 anos de idade).
Número de participantes: Toda a sala.
Procedimento: Os procedimentos usados para esta atividade são iguais à mencionada acima, no plano de aula geral. A única diferença é que ao apresentar os personagens do avental o educador/a, pergunta as crianças quais os personagens apareceram primeiro.
Depois se começa a contar todos os personagens contidos na história, o personagem não devem passar de dez. A participação dos pequeninos foi espantosa eles realmente prestam atenção.
Tempo: 4 horas.

AULA 2 EIXO NATUREZA E SOCIEDADE

Objetivos: Inserir a criança no mundo, da natureza de maneira alegre e com emoção mostrando a elas que existe outros lugares, onde pessoas vivem de maneira diferente da nossa. E também mostrar que muita coisa que compramos no mercado vem desses lugares.
Série: crianças do agrupamento 3.(idem acima).
Número de participantes: Todas as crianças, da sala.
Procedimento: O mesmo utilizado no plano de aula geral. Com uma diferença ao se contar a história o educador/a vai mostrando que muitos daqueles objetos e seres ouvidos e vistos, podem ser vistos onde eles moram ou no mercado ex. o sol, o porco a pato, o leite da vaca.
Tempo: 4 horas.



AULA 3 EIXO LINGUAGEM ORAL

Objetivos: Incorporar, linguagens, novas para que os pequeninos possam enriquecer sua linguagem oral.
Série: crianças do agrupamento 3.(idem acima).
Número de participantes: Todas as crianças, da sala.
Procedimento: Seguir o mesmo do anterior só que com, uma mudança ao se contar a historinha com o avental o educador/a deve nomear os objetos dando nomes. E explicando para as crianças que elas também tem um nome e que seus amiguinhos também. Na verdade eles vão começar a perceber que quando damos nomes às coisas ficam mais fáceis se expressar etc.
Tempo: 4 horas.

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

Rotina estrutura básica, e tão preciosa nas atividades do dia. A rotina diária é o desenvolvimento prático do planejamento. É também a seqüência de diferentes atividades que acontecem no dia-a-dia da escola de educação infantil e é esta seqüência que vai possibilitar que a criança se oriente na relação tempo-espaço e se desenvolva. Uma rotina adequada é um instrumento construtivo para a criança, pois permite que ela estruture sua independência e autonomia, além de estimular a sua socialização.
Podemos observar que na escola Hilário Magro Jr. onde realizamos o nosso estágio a importância do planejamento da rotina. O acolhimento de boas vindas, as atividades dirigidas, o espaço pra brincar, as atividades especiais dos dias das mães, dos pais, dia da arvore, dia sete de setembro etc. Maria Carmen Barbosa e Maria da Graça Horn, afirma em Organização do Espaço e do Tempo na Escola Infantil.

O cotidiano de uma Escola Infantil tem de prever momentos diferenciados que certamente não se organizarão da mesma forma para crianças maiores e menores. Diversos tipos de atividades envolverão a jornada diária das crianças e dos adultos: o horário da chegada, a alimentação, a higiene, o repouso, as brincadeiras – os jogos diversificados – como o faz-de-conta, os jogos imitativos e motores, de exploração de materiais gráficos e plásticos – os livros de histórias, as atividades coordenadas pelo adulto e outras.( BARBOSA; HORN, Artmed, 2001).

Assim, para se organizar estas atividades de rotina é fundamental que a organização do tempo leve em consideração as necessidades de higiene, alimentação, cuidados.

OBSERVAÇÕES FEITAS COM CRIANÇAS DE 3- 4 E 5 ANOS DE IDADE

Crianças de 3 anos: As crianças dessa faixa etária recebem a nomenclatura de , agrupamento 3. A rotina e o planejamento são feitos de acordo com a idades delas. O dia a dia das crianças são de acolhimento, a professora recolhe os cadernos, vê recados cola recados. Estas atividades foram executadas por mim no período de estágio. As crianças são muito curiosas e também egocêntricas nessa fase e os conflitos são resolvidos de uma maneira adequada levando em conta cada criança afinal o Joãozinho não é igual ao Luizinho. O professor tem que ter um bom manejo de classe para não se perder e se estressar, e estressar os pequeninos. Afinal os adultos têm livros que abordam a temática criança já a criança não dispõe desse recurso. Os pequeninos são muito diferentes de outros tempos obrigando o professor uma constante evolução.
A primeira coisa feita pela professora logo após recolher os cadernos é contar uma história, eles adoram, também se ensinam canções e parlendas.
Tem também atividades dirigidas, de festividades onde são feitos trabalhos de pintura colagens etc.

Crianças de 4 anos: Ou agrupamento 4, as atividades de rotinas são basicamente as mesmas das crianças de 3 anos. O que diferencia o enfoque do professor é que as crianças dessa faixa etária vão um desenvolvimento psico-emocional e motor já conseguem colar sem ajuda, os desenhos vão ganhando um contorno mais firme já não é mais a garatuja. Observamos que à medida que os pequeninos vão crescendo vão se sentindo mais autônomos exigindo do educador/a um maior esforço em ajudá-los a superar seus próprios conflitos internos e externos.

Crianças de 5 anos: Agrupamento 5, a rotina dessa fase é basicamente igual das anteriores. Mas o impressionante é que as crianças conseguem escrever seus nomes sozinhas, o dia ou a data doa dia. O educar conta uma história e eles conseguem fazer desenhos das mesmas o que não ocorria nas outras fases. A coordenação motora está melhor, e estão quase saindo do estágio pré-operatório. Mas cabe ressaltar que o conhecimento das crianças não é linear mais sim descontinuo, ou seja, muitas vezes ela se apropria de um ensinamento, mas pode esquecê-lo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O ESTÁGIO E A INTERVENÇÃO

A satisfação com que as crianças admiram o que para elas é novidade, é impressionante. Depois da intervenção elas querendo recortar revistas, e montar sua própria história. Agora elas não vêem as revistas como antes, mas sim como possibilidades de construir-se como sujeito que tem seus direitos e potencialidades. No começo para elas parece que não vai dar, mas quando conseguem é maravilhoso. Infelizmente a figura paterna está muito ausente hoje em dia. Percebemos no nosso estágio quantas coisas simples como, falar seus nomes (das crianças) ou prestar, atenção faz uma diferença enorme. Vimos também à importância de se anotar registrar, planejar enfim a rotina na organização do tempo. Quando lemos num livro técnico algo a respeito das crianças é uma coisa, mas ver aquelas palavras em ação é outra coisa. Conhecimento prático.

INTERVENÇÃO E MOSTRA DE ESTÁGIO

A intervenção foi muito proveitosa, as professoras na escola gostaram muito e principalmente as crianças e os pais. No mundo do imaginário um papel se transforma num brinquedo. E uma história numa fantasia esse mundo da criança é surpreendente. A capacidade de atenção aos detalhes.
No eixo matemático vimos às crianças prestarem atenção na seqüência dos personagens e seus nomes (agora eles dão mais atenção a esse detalhe). Professor como eles me chamavam carinhosamente, foi o maior presente (Gustavo 3 anos , eu já sei segurar o lápis e vou desenhar o seu Lobato). Uma mãe me disse; a Júlia está que rendo recortar uma revista e montar uma história.
No eixo natureza, a classe toda em dias variados vinha me dizer, Tio eu fui ao mercado e disse para meu pai que o leite vinha do sítio do Seu Lobato. Outros me diziam que viu um sapo e que ele morava numa lagoa perto de sua casa etc. Como é gratificante ver os pequeninos em ação.
No eixo língua oral eles mostrando uns para os outros, que sabiam palavras novas foi uma competição interessante, bem que Vygotsky, diz que a linguagem estrutura o pensamento. Vimos isto na prática e também lemos nos livros a somatória dos dois deu a práxis pedagógica. Como também a emoção é um chamamento para a ação. (VYGOTSKY, 1991).
Na mostra de estágio trocamos experiências, contamos nossas intervenções, tinha um trabalho mais lindo do que o outro. Essa interação me fez amadurecer e fixar conhecimentos, não só teóricos mais também práticos.


REFERÊNCIAS

BARBOSA, Maria Carmen; HORN, Maria. Organização do espaço e do tempo na Escola Infantil: Pra que te quero? Porto Alegre: Artemed, 2001.

COTRIM, Gilberto Vieira; PARASI, Mário. Fundamentos da educação: história e filosofia da educação. 10 ed. São Paulo: Saraiva, 1985.

VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.


2 comentários:

narada_muni_das disse...

como educar sem doutrinar

Anônimo disse...

educaçao como fator determinante ; educaçao monetaria pode ser ensinado as crianças

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