sábado, 31 de janeiro de 2009

Água ou Coca-Cola.

joaomaria,


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(Resenha e resumos). Alfabetização - Leitura e escrita.


Professores que não gostam de ler


Thais Helena dos Santos
Agência EducaBrasil


Democracia e justiça social só são possíveis em uma sociedade que tenha em seu projeto político a garantia de alfabetização, leitura e escrita. Essa é a idéia inicial defendida pela professora e pesquisadora do Departamento de Educação da PUC-Rio, Sonia Kramer, no livro Alfabetização - Leitura e escrita, reeditado pela Editora Ática. Publicada pela primeira vez em 1980, a obra foi revisada e traz a constatação de que, em muitos aspectos, a educação no Brasil não mudou desde a primeira edição do livro. 

Alfabetização apóia-se em objetivos claros ou "convicções" como escreve a própria autora: "Uma política cultural efetiva é disso que necessitamos..." Portanto, Kramer analisa a educação brasileira partindo, principalmente, de idéias relacionadas às políticas públicas e que tem conseqüências diretas no cotidiano do professor, como a questão dos salários e da formação permanente. Suas reflexões têm por inspiração "o magistério e suas lutas". 

Se Alfabetização parte de uma concepção ampla a respeito da educação brasileira, é no desenvolvimento de três grandes temas que Kramer chega a questões práticas do cotidiano dos professores. Na apresentação do livro, a autora já alerta para essa abordagem, revelando que muitas das perguntas de seu trabalho surgiram de discussões com professores em projetos de formação da qual participou, em pesquisas ou consultorias. 

A primeira parte, "Alfabetização e cotidiano da escola", aborda a prática pedagógica por meio de estudos que tiveram origem em pesquisas da autora. Dessa forma, ela faz um "mergulho na alfabetização" e elabora uma compreensão teórica do tema. Descreve estratégias e procedimentos metodológicos adotados em suas investigações e recorre a diálogos e comentários anotados durante reuniões de pais e professores. Outros dois textos, na mesma seção, focalizam a formação de professores e propõem reflexões sobre formas de trabalho correntes nessa formação, dificuldades no desempenho do papel do educador e possíveis soluções para os problemas. 

A seguir, em "Alfabetização, leitura e escrita - lições de teoria, lições de prática", Kramer contextualiza sua visão de escola e do papel da alfabetização na luta pela democratização da educação brasileira. Também analisa o processo de alfabetização do ponto de vista do direito da criança à escola. Depois, a questão da responsabilidade do professor na formação de cidadãos é abordada com base num "desabafo" de professoras que foi escutado numa viagem de ônibus pela autora do livro. "Eles pensam que a gente é super-herói, mulher maravilha...", diziam elas. As principais teorias relacionadas à alfabetização são analisadas em seguida. 

Por fim, em "Pesquisa, ensino e políticas públicas de leitura, escrita e formação", última parte do livro, a autora discute suas pesquisas sobre a relação dos professores com a cultura, suas narrativas, leituras e escritas. Ou, mais especificamente, "a relação dos professores com os livros ao longo de suas trajetórias de vida e de trabalho". Da experiência com alunos de pedagogia que admitiam não gostar de ler, Sonia Kramer coloca em questão a formação de professores leitores. "Como pode um professor que não gosta de ler e de escrever, que não sente prazer em desvendar os sentidos de um texto, tornar seus alunos pessoas que gostem de ler e escrever?", perguntou em uma de suas pesquisas. O papel da memória, da narrativa e da leitura na história de vida podem ser pistas importantes para compreender o universo da formação destes profissionais. Alfabetização - Leitura e escrita vai além desse debate e apresenta soluções.

Livro:
Alfabetização - Leitura e escrita Autor(es): Sonia Kramer Editora: Ática N° páginas: 214 

Fonte: http://www.midiamix.com.br/eb/exe/texto.asp?id=400

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Especial Zapp e Roger.


Zapp (também conhecida como Zapp Band ou Zapp and Roger) foi uma banda americana de soul e funk, formada em 1978 pelos irmãos Roger Troutman, Larry Troutman, Lester Troutman, Tony Troutman e Terry "Zapp" Troutman. Tornaram-se conhecidos na época por hits como "More Bounce to the Ounce", "Dance Floor" e "Computer Love", e foram a inspiração para diversos grupos de G-funk e hip hop, especialmente em sua variante da costa oeste norte-americana, que utilizaram-se das batidas tradicionalmente marcadas com palmas que caracterizavam o estilo de funk da banda, e do uso notável feito por Roger de sua talk box.

História

Formado pelos irmãos Roger, Lester, Larry, e Tony Troutman, cresceram em Hamilton, (Ohio - EUA), influenciados principalmente por bandas como Ohio Players e Parliament, entre outros. Tony foi o pioneiro a iniciar-se na vida artística. Unido com seus irmãos Roger nos vocais e violão, Lester na bateria e Larry na percussão montou o Zapp. O grupo contou ainda com os vocalistas Bobby Glover e Jannetta Boyce, tecladistas Greg Jackson e Sherman Fleetwood e ainda com Eddie Barber, Jerome Derrickson e Mike Warren.

A banda estourou rapidamente e o próprio Bootsy Collins foi contratado para trabalhar com o grupo no primeiro álbum do grupo. Lançado em 1980, alcançando rapidamente o Top 20 daquele ano. Roger trabalhou também com Funkadelic de George Clinton no disco The Electric Spanking of War Babies e lançou seu primeiro álbum solo: The Many Facets of Roger. Seu primeiro grande hit "I Heard It Through the Grapevine", também usando Talk Box no vocal, ganhou disco de ouro.

Zapp II, lançado em 1982, provou da mesma maneira o sucesso do primeiro álbum do grupo. O grande hit deste álbum foi Dance Floor.

Zapp III, lançado em 1983, só alcançou os Top 40 na parada americana, e o segundo álbum de solo de Roger, The Saga Continues, também foi uma decepção, entretanto a versão dele de "Midnight Hour" foi bem aceita.

O “Zapp IV New U” foi ligeiramente melhor em seu lançamento (1985), graças novamente a característica do grupo: talk Box no vocal, mas em 1987, o terceiro álbum solo de Roger, Unlimited!, ainda caracterizou o golpe maior do grupo, "I Want to Be Your Man", que foi um estouro nas paradas R&B.

Embora os hits do Roger e do Zapp freqüentassem constantemente as paradas de sucesso na década de 80, a unidade do grupo foi rompida efetivamente em 1991, quando Roger lançou seu LP Bridging the Gap. Roger continuou produzindo e cantando com outros artistas, e foi ele que fez a talk Box de Dr. Dre & 2Pac, Top 10 em 1996 no single "California Love". O álbum 1993, Roger & Zapp collection All the Greatest Hits vendeu bem, e o grupo ganhou seu primeiro disco de platina.

A história do Zapp terminou em tragédia no dia 25 de abril de 1999, quando Roger foi assassinado por Larry que se suicidou em seguida.

Nos anos 80, a banda Zapp revolucionou a música com o uso do talk Box em seus vocais, marca registrada da banda. O talk Box era um sistema eletrônico acoplado a uma mangueira pelo qual o vocalista cantava. Esse recurso eletrônico alterava a voz que passava pelo teclado de Roger.

O Famoso Talk Box é uma caixinha com uma mangueira, era o equipamento responsável por aquela voz distorcida, que fez a banda Zapp famosa mundialmente. Mas não foram eles que inventaram esse recurso. Na verdade, esse equipamento foi desenvolvido para ser um pedal para guitarras. O músico de rock Peter Frampton desenvolveu a técnica, colocando a mangueira na boca e falando através dela. O som ia até a talk Box e depois para sua guitarra, que transformava, produzindo algo até então inédito. A primeira música gravada por Frampton com esse recurso chama-se Show me the way. No final dos anos 70, Roger Troutman (Zapp) começou a fazer experiências com o equipamento, conectando-o a um vocoder e gravou várias músicas com ele nos discos de sua banda da época, chamada Human Body. As músicas da Human Body já apresentavam os ingredientes que fariam sucesso posteriormente, com o Zapp.

Como a voz é o elemento principal para a mágica da talk Box acontecer, ninguém consegue produzir um resultado final igual ao de outro músico. O som produzido é bem singular e carrega a marca registrada de quem o produziu.

Discografia

  • Zapp (1980)
  • Zapp II (1982)
  • Zapp III (1983)
  • The New Zapp IV U (1985)
  • Zapp Vibe (1989)
  • Zapp & Roger: All The Greatest Hits (1993)
  • Roger & Zapp: Greatest Hits Vol. 2 & More (1996)
  • Zapp VI: Back by Popular Demand (2002)

Ligações externas


Este artigo é um esboço sobre Música. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Roger Troutman & Zapp Live DC 1989 Pt. 1


Roger Troutman & Zapp Live DC 1989 Pt. 2


Roger Troutman & Zapp Live DC 1989 Pt. 3


Roger Troutman & Zapp Live DC 1989 Pt. 4


Fonte dos vídeos: http://br.youtube.com/user/NuDelic

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Especial Zapp e Roger.


Zapp (também conhecida como Zapp Band ou Zapp and Roger) foi uma banda americana de soul e funk, formada em 1978 pelos irmãos Roger Troutman, Larry Troutman, Lester Troutman, Tony Troutman e Terry "Zapp" Troutman. Tornaram-se conhecidos na época por hits como "More Bounce to the Ounce", "Dance Floor" e "Computer Love", e foram a inspiração para diversos grupos de G-funk e hip hop, especialmente em sua variante da costa oeste norte-americana, que utilizaram-se das batidas tradicionalmente marcadas com palmas que caracterizavam o estilo de funk da banda, e do uso notável feito por Roger de sua talk box.

História

Formado pelos irmãos Roger, Lester, Larry, e Tony Troutman, cresceram em Hamilton, (Ohio - EUA), influenciados principalmente por bandas como Ohio Players e Parliament, entre outros. Tony foi o pioneiro a iniciar-se na vida artística. Unido com seus irmãos Roger nos vocais e violão, Lester na bateria e Larry na percussão montou o Zapp. O grupo contou ainda com os vocalistas Bobby Glover e Jannetta Boyce, tecladistas Greg Jackson e Sherman Fleetwood e ainda com Eddie Barber, Jerome Derrickson e Mike Warren.

A banda estourou rapidamente e o próprio Bootsy Collins foi contratado para trabalhar com o grupo no primeiro álbum do grupo. Lançado em 1980, alcançando rapidamente o Top 20 daquele ano. Roger trabalhou também com Funkadelic de George Clinton no disco The Electric Spanking of War Babies e lançou seu primeiro álbum solo: The Many Facets of Roger. Seu primeiro grande hit "I Heard It Through the Grapevine", também usando Talk Box no vocal, ganhou disco de ouro.

Zapp II, lançado em 1982, provou da mesma maneira o sucesso do primeiro álbum do grupo. O grande hit deste álbum foi Dance Floor.

Zapp III, lançado em 1983, só alcançou os Top 40 na parada americana, e o segundo álbum de solo de Roger, The Saga Continues, também foi uma decepção, entretanto a versão dele de "Midnight Hour" foi bem aceita.

O “Zapp IV New U” foi ligeiramente melhor em seu lançamento (1985), graças novamente a característica do grupo: talk Box no vocal, mas em 1987, o terceiro álbum solo de Roger, Unlimited!, ainda caracterizou o golpe maior do grupo, "I Want to Be Your Man", que foi um estouro nas paradas R&B.

Embora os hits do Roger e do Zapp freqüentassem constantemente as paradas de sucesso na década de 80, a unidade do grupo foi rompida efetivamente em 1991, quando Roger lançou seu LP Bridging the Gap. Roger continuou produzindo e cantando com outros artistas, e foi ele que fez a talk Box de Dr. Dre & 2Pac, Top 10 em 1996 no single "California Love". O álbum 1993, Roger & Zapp collection All the Greatest Hits vendeu bem, e o grupo ganhou seu primeiro disco de platina.

A história do Zapp terminou em tragédia no dia 25 de abril de 1999, quando Roger foi assassinado por Larry que se suicidou em seguida.

Nos anos 80, a banda Zapp revolucionou a música com o uso do talk Box em seus vocais, marca registrada da banda. O talk Box era um sistema eletrônico acoplado a uma mangueira pelo qual o vocalista cantava. Esse recurso eletrônico alterava a voz que passava pelo teclado de Roger.

O Famoso Talk Box é uma caixinha com uma mangueira, era o equipamento responsável por aquela voz distorcida, que fez a banda Zapp famosa mundialmente. Mas não foram eles que inventaram esse recurso. Na verdade, esse equipamento foi desenvolvido para ser um pedal para guitarras. O músico de rock Peter Frampton desenvolveu a técnica, colocando a mangueira na boca e falando através dela. O som ia até a talk Box e depois para sua guitarra, que transformava, produzindo algo até então inédito. A primeira música gravada por Frampton com esse recurso chama-se Show me the way. No final dos anos 70, Roger Troutman (Zapp) começou a fazer experiências com o equipamento, conectando-o a um vocoder e gravou várias músicas com ele nos discos de sua banda da época, chamada Human Body. As músicas da Human Body já apresentavam os ingredientes que fariam sucesso posteriormente, com o Zapp.

Como a voz é o elemento principal para a mágica da talk Box acontecer, ninguém consegue produzir um resultado final igual ao de outro músico. O som produzido é bem singular e carrega a marca registrada de quem o produziu.

Discografia

  • Zapp (1980)
  • Zapp II (1982)
  • Zapp III (1983)
  • The New Zapp IV U (1985)
  • Zapp Vibe (1989)
  • Zapp & Roger: All The Greatest Hits (1993)
  • Roger & Zapp: Greatest Hits Vol. 2 & More (1996)
  • Zapp VI: Back by Popular Demand (2002)

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Roger Troutman & Zapp Live DC 1989 Pt. 2


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Roger Troutman & Zapp Live DC 1989 Pt. 4


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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

MÉTODOS DE INVESTIGACIÓN EDUCATIVA (I BIMESTRE [Octubre 2007)

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Universidad Técnica Particular de Loja Carrera: Educación Infantil Materia: Métodos de Investigación Educativa Bimestre: I Bimestre Periodo: Octubre 2007-Febrero 2008 Ponente(s): Dr. César Granda
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Livro didático CONTRA ou a FAVOR?


Magda Soares, doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), estuda há anos a importância do livro didático no dia-a-dia do magistério. Com mais de 24 obras publicadas sobre letramento, linguagem, leitura, escrita e alfabetização, defende o livro didático na sala de aula, rebatendo enfaticamente as críticas que fazem ao seu uso. Afirma que trata-se de um erro histórico, já que o livro persistiu ao longo dos séculos, sempre presente em todas as situações formais de ensino: "Professores e alunos, avaliadores e críticos que manipulam os livros didáticos nem sempre se dão conta de que eles são o resultado da longa história da escola e do ensino". O que não é aconselhável é usá-lo como uma imposição, uma prescrição que deva ser seguida passo a passo. "O livro didático é necessário e eficaz, mas se deixar dirigir, exclusivamente, por ele, é renunciar à liberdade que o professor tem, pode e deve ter", afirma em entrevista à Nós da Escola.

Embora receba várias críticas, o livro didático continua sendo um importante instrumento de trabalho. Por quê?

Magda Soares - Quatro questões estão presentes na pergunta, questões fundamentais em uma reflexão sobre livro didático: primeiro, ao usar o verbo "continuar", a pergunta revela o reconhecimento da permanência do livro didático ao longo do tempo; segundo, a pergunta caracteriza bem o livro didático, chamando-o de "instrumento de trabalho"; terceiro, a pergunta qualifica esse instrumento de trabalho que é o livro didático como "importante", caracterização com que concordo plenamente; finalmente, a pergunta menciona as "varias críticas" que o livro didático recebe, críticas que é necessário discutir e rebater. Acho que seria interessante comentar essas questões.

Quais são então as críticas feitas aos livros didáticos?

Magda Soares - As críticas que atualmente são feitas ao livro didático chegam a defender sua rejeição, sua eliminação das salas de aula, como se ele fosse um material didático recém-inventado, de existência ainda indefinida e perigosa, criado para oprimir e submeter os professores e enriquecer autores e editores. Um erro histórico, porque o livro didático surgiu já na Grécia Antiga - Platão aconselhava o uso de livros de leitura que apresentassem uma seleção do que havia de melhor na cultura grega; a partir daí, o livro didático persistiu ao longo dos séculos, sempre presente em todas as sociedades e em todas as situações formais de ensino. Um exemplo: "Os Elementos de Geometria", de Euclides, escrito em 300 a.C., circulou desde então e por mais de vinte séculos como manual escolar; outros exemplos são os livros religiosos, abecedários, gramáticas, livros de leitura que povoaram as escolas por meio dos séculos. Ao longo da história, o ensino sempre se vinculou indissociavelmente a um livro "escolar", fosse ele livro "utilizado" para ensinar e aprender, fosse livro propositadamente "feito" para ensinar e aprender. Professores e alunos, avaliadores e críticos que, hoje, manipulam tão tranqüilamente os livros didáticos nem sempre se dão conta de que eles são o resultado de uma longa história, na verdade, da longa história da escola e do ensino.

Este vínculo do ensino com o livro didático limita o trabalho do professor?

Magda Soares - Uma das crítica feitas ao livro didático - e aqui continuo a rebater essas críticas - é que ele tira a autonomia e liberdade do professor para buscar ou criar, ele mesmo, o material e as atividades com os quais desenvolve o processo de ensino e de aprendizagem. Um dos pontos falhos dessa crítica é que ela não considera, eu até diria "não respeita", as condições de trabalho que são dadas ao professor no Brasil, hoje. Outro ponto falho é que não é propriamente o livro didático que tira a autonomia e liberdade do professor. O professor que se deixa dirigir exclusivamente pelo livro didático está renunciando à autonomia e à liberdade que tem, que pode ter e que deve ter. Essa autonomia e liberdade estão garantidas quando o professor usa o livro didático apenas como um instrumento de trabalho, lançando mão dos textos e das atividades que o livro propõe como uma facilitação de seu trabalho: alguém - o autor ou os autores do livro didático - com mais tempo, mais vagar e quase sempre mais experiência, oferece a ele suporte para a realização de sua tarefa - selecionou textos adequados, informações necessárias, atividades apropriadas, o que exige busca, pesquisa, reflexão, coisas para as quais o professor dificilmente teria tempo ou condições. Qual o motivo da permanência do livro didático na escola? Magda Soares - Apesar das grandes mudanças que a escola tem experimentado ao longo do tempo, uma característica ela nunca perdeu, característica que é a sua própria essência: na escola, ações e tarefas são ordenadas e hierarquizadas, alunos são distribuídos em grupos organizados por determinados critérios - o ciclo, a série, a turma, o tempo é dividido e controlado, o trabalho obedece a determinadas regras e rituais e é avaliado; sobretudo, na escola, são ensinados e aprendidos conhecimentos, práticas sociais, habilidades e competências, selecionados no amplo campo da cultura, hierarquizados e seqüenciados. Currículos, programas, materiais didáticos representam estratégias sociais e educacionais para concretizar e operacionalizar essa seleção, hierarquização e seqüenciação. Nesse sentido, o livro didático foi criado, e isso aconteceu antes mesmo de serem estabelecidos programas e currículos mínimos, como instrumento para garantir a aquisição dos saberes escolares, isto é, daqueles saberes e competências considerados indispensáveis para a inserção das novas gerações na sociedade, aqueles saberes que não é permitido a ninguém ignorar. Além disso, ele fornece ao professor textos e propostas de atividades que viabilizam a sua ação docente, o que é particularmente importante hoje, no Brasil, por causa das condições atuais de trabalho dos professores que, para sobreviver, têm ou de se ocupar com aulas em dois e às vezes até três turnos, ou de ter uma outra atividade, paralela à do magistério.

Desde 1995, o MEC vem desenvolvendo ações que visam à melhoria da qualidade do livro didático. A qualidade dos livros melhorou?

Magda Soares - Considero de grande importância para a educação e o ensino a ação que o MEC vem exercendo na área do livro didático: ao constituir comissões de especialistas para fixar critérios de qualidade do livro didático e para avaliar os livros oferecidos por autores e editores, o MEC presta um grande serviço tanto à escola pública, garantindo a qualidade dos livros entre os quais os professores podem escolher e que os alunos podem receber, por meio do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), quanto à escola privada, que conta, para orientar suas escolhas, com uma avaliação externa dos livros oferecidos no mercado. Os Guias de Livros Didáticos publicados pelo MEC após cada avaliação, com as resenhas críticas dos livros assinalados, constituem uma orientação preciosa para professores, tanto da escola pública quanto da escola privada. Ao longo dos anos e das avaliações, os números comprovam que a qualidade dos livros vem melhorando significativamente: nas primeiras avaliações, uma grande percentagem dos livros encaminhados ao MEC eram excluídos ou não recomendados - em 1997, por exemplo, dos 511 livros para as primeiras séries do Ensino Fundamental apresentados pelas editoras, foram recomendados apenas 66; nas últimas avaliações, diminuiu muito o número de livros que as editoras submetem à apreciação e também o número de livros que as comissões rejeitam como "não recomendados", o que indica que não só as próprias editoras vêm sendo mais criteriosas na seleção dos livros que publicam, como também autores têm reformulado seus livros ou construído novos livros atentos aos critérios de qualidade.

Quais os critérios para a escolha de um livro didático?

Magda Soares - Os Guias publicados pelo MEC apresentam os critérios utilizados para a avaliação dos livros didáticos, esses mesmos critérios podem orientar a escolha de livros por uma escola ou professor. Se a escolha for feita entre os livros avaliados e recomendados, aqueles que constam do Guia, já foram excluídos os livros que ferem critérios que não podem deixar de ser considerados: um livro didático não pode apresentar conceitos ou informações incorretas, não pode veicular preconceitos de classe, etnia, cor gênero, etc. Para além desses critérios que valem para todo e qualquer livro, os critérios variam de disciplina a disciplina, porque cada uma tem suas especificidades. Um critério fundamental de escolha, porém, é que o livro seja coerente com a concepção que o professor tem da natureza do conteúdo que ensina e dos objetivos do ensino desse conteúdo, seja adequado ás características de seus alunos e ao projeto político-pedagógico da escola. Como esses critérios se fundamentam em aspectos que são ou devem ser comuns aos professores de uma mesma escola, no caso das característica dos alunos e do projeto político pedagógico, ou comuns aos professores de uma mesma disciplina, no caso da concepção da natureza e dos objetivos da disciplina, a escolha do livro didático não pode ser responsabilidade de cada professor, não deve ser um ato individual, mas deve ser assumida pelo grupo de professores, ora da escola como um todo, ora dos professores de uma determinada disciplina; deve ser um ato coletivo.

O que explica a permanência de alguns títulos no mercado, durante décadas?

Magda Soares - É realmente um fenômeno interessante a questão do tempo durante o qual um determinado livro didático permanece no mercado. Se tomamos uma perspectiva histórica, constatamos que esse tempo vai se tornando cada vez mais curto, ao longo das décadas. No passado, houve livros didáticos com numerosas e sucessivas edições utilizados por 40, 50 anos nas salas de aula; um exemplo é a "Antologia Nacional", de Fausto Barreto e Carlos de Laet; publicada em 1895, dominou, por mais de 70 anos, o ensino de Português, com sua última edição, a 43ª, em 1969. Nas últimas décadas, o número de edições de um mesmo livro didático é bem menor, seu tempo de vida nas salas de aula e, portanto, no mercado, não ultrapassa, geralmente, cinco, seis anos.

Por quê?

Magda Soares - Há várias razões para isso. Uma delas é que, enquanto até a década de 60 eram poucos os livros didáticos oferecidos no mercado, a partir dessa década como conseqüência da grande expansão do número de escolas e, portanto, do número de alunos e professores, cresce o número de consumidores do livro didático e, por causa desse novo e promissor mercado, multiplicam-se os autores, os editores e, portanto, as obras - a escolha se dispersa entre várias obras, uma obra é logo substituída por outra. Outra razão, esta talvez mais importante, é que o avanço e a mudança dos conhecimentos e habilidades no mundo contemporâneo são tão rápidos que quase se pode afirmar que o que se está ensinando hoje estará provavelmente ultrapassado no ano que vem. Sendo assim, os livros didáticos, que não podem conter conceitos ou informações que se tornaram errados ou inadequados, que devem incorporar novas concepções de aprendizagem, novas metodologias, novos recursos, costumam ficar em pouco tempo ultrapassados e saem do mercado ou são substituídos por nova versão que atualize a anterior.

Qual a diferença entre o livro didático e o paradidático? Há alguma tendência de um vir a substituir o outro, no futuro?

Magda Soares - Livro didático e paradidático são diferentes quanto a seus objetivos e suas funções. O objetivo do livro didático é apresentar uma proposta pedagógica de um conteúdo selecionado no vasto campo de conhecimento em que se insere a disciplina a que se destina, organizado segundo uma progressão claramente definida e apresentado sob forma didática adequada aos processos cognitivos próprios a esse conteúdo e ainda própria à etapa de desenvolvimento e de aprendizagem em que se encontre o aluno. Sua função, como já foi dito, é servir de suporte para o ensino, um instrumento de trabalho para o professor e aluno. Já o livro paradidático tem por objetivo aprofundar ou ampliar um determinado tópico ou tema do conteúdo de uma ou mais disciplinas; sua função não é a de dar suporte ao ensino e à aprendizagem, como o livro didático, mas é a de auxiliar o ensino e a aprendizagem; uma outra diferença é que, enquanto o livro didático é concebido para um uso sobretudo coletivo e, de certa forma, obrigatório, o paradidático é concebido para uma leitura individual e freqüentemente facultativa. Quanto á segunda parte da pergunta - se há tendência de o paradidático substituir o didático - eu diria que não; o livro didático tem objetivos e funções indissoluvelmente ligados à própria essência e natureza da escola e do ensino, como comentei anteriormente, não pode ser substituído por um material que tem objetivos e funções diferentes; o paradidático certamente contribui na busca dos objetivos e no desempenho das funções que tem o livro didático, mas não tem condições de substituí-lo. Mas convém lembrar que os paradidáticos, que se multiplicaram nas últimas nas últimas décadas, vêm oferecer aos professores uma valiosa alternativa, entre as muitas e várias outras de que eles dispõem, para que não se limitem ao livro didático, exerçam sua autonomia e liberdade para ir além dele, enriquecê-lo e ampliá-lo.

Por que o Brasil comemora o Dia Nacional do Livro Didático?

Magda Soares - Em um país que tem um pouco a mania dos "dias nacionais" para comemorar as mais diferentes coisas, não poderia deixar de existir um Dia Nacional do Livro Didático, como forma de reconhecer e valorizar esse tipo de livro que vem sendo, como defendi ao longo dessa entrevista, um fundamental instrumento de trabalho para o ensino e a aprendizagem escolar, um importante coadjuvante da formação das novas gerações, uma contribuição significativa ao trabalho do professor.

Fonte: Rede Pitágoras e

http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/artigos/livro-didatico-contra-ou-a-favor.php

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Educação Especial: Braille


Braille

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

"PREMIER"

Braille é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille. L. Braille perdeu a visão aos três anos. Quatro anos depois, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris. Em 1827, então com dezoito anos, tornou-se professor desse instituto. Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, L. Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo.

Em 1829, publicou o seu método. O sistema Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, o deficiente visual distingue por meio do tato. A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais.

L. Braille morreu de tuberculose, em 1852, ano em que seu método foi oficialmente adotado na Europa e América.

Um cego experiente pode ler duzentas palavras por minuto.

Alfabeto Braille de seis pontos

  • Letras e Números
  • Outros símbolos

De acordo com a GRAFIA BRAILLE PARA A LÍNGUA PORTUGUESA (Aprovada pela portaria nº 2.678 de 24 de setembro de 2002 [1]) e publicada pelo MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO e SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL 2ª EDIÇÃO, 2006, fazem-se necessárias as seguintes atualizações:

- Os parênteses foram subdivididos em dois grupos:

Alfabeto Braille com codificação Unicode

Padrões básicos
Letra A B C D E F G H I J
Número 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0
Com o ponto 3
Letra K L M N O P Q R S T
Com os pontos 3 e 6
Letra U V X Y Z Ç É Á È Ú
Com o ponto 6
Letra Â Ê Ì Ô Ù À Ï Ü Õ Ò/W

Outros padrões e combinações:

Braille Letra/Símbolo
Í
Ã
Ó
vírgula (,)
ponto (.) / apóstrofo (')
⠄⠄⠄ reticências (…)
ponto-e-vírgula (;)
dois-pontos (:)
ponto de exclamação (!)
ponto de interrogação (?)
hífen (–)
⠤⠤ travessão (—)
aspas (")
⠣⠄ abre parêntese [(]
⠠⠜ fecha parêntese [)]
asterisco (*)
cifrão ($)
⠈⠑ euro (€)
grifo (exemplo)
inicial maiúscula (Exemplo)
⠨⠨ caixa alta (EXEMPLO)

Ligações externas

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Pragmatismo e Utilitarismo