sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sugestão de leitura de livro do editor do blog. Psicopedagogia e arteterapia Teoria e prática na aplicação em clínicas e escolas


Psicopedagogia e arteterapia

Este livro surge para acrescentar informações nas áreas de Arteterapia e Musicoterapia e orientar pacientes, professores e profissionais de saúde para que sejam aplicadas técnicas bem fundamentadas e que realmente funcionam.
A obra, também, faz a relação entre as técnicas de Arteterapia e a aplicação dos psicopedagogos. As técnicas aqui descritas e experiências aqui relatadas pretendem servir aos leitores como fundamentação e orientação tanto educacional quanto clínica, terminando em definitivo com essa grande confusão envolvendo Arteterapia, Arte como Terapia e Arte-Educação.


Sumário:

INTRODUÇÃO

PEQUENA DESCRIÇÃO DAS ÁREAS CITADAS

PRINCIPAIS PRECURSORES DAS ÁREAS DE ARTETERAPIA  E MUSICOTERAPIA

CONCLUSÃO DE PESQUISA  HISTÓRICA

PENSAMENTOS DOS CITADOS NESTA  PESQUISA

INSULINOTERAPIA, LOBOTOMIA E ELETROCHOQUE

ARTETERAPIA


Diferença entre arte como terapia,  Arteterapia e Arte-educação
Arte como terapia 
E a Arte-Educação, o que vem a ser?
A dramaturgia impulsionando a Terapia 
Consulta e sessões em Arteterapia
Avaliação em Arteterapia 
Atendimento clínico em Arteterapia 
(exercícios práticos )
Jogos dramáticos em grupos
Atividades em pintura e desenho
Atividades práticas em pintura e desenho
Atividades que podem ser aplicadas em Arte como Terapia e em Arte-Educação
Teatro de marionetes e teatro de fantoches 
Pintura 
Dança e expressão corporal,


MUSICOTERAPIA


Como a Música age no cérebro 
Solidão dos instrumentos (musicais) que curam
Modalidades da Musicoterapia
Música usada como Terapia 
O ensino da Música 
Consulta e sessões em Musicoterapia 
Atendimento clínico com Musicoterapia 
(exercícios práticos)
Arteterapia e Musicoterapia - quando e qual técnica procurar?


PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA

PSICOPEDAGOGIA EDUCACIONAL

O PROFESSOR, A PSICOPEDAGOGIA, A PRÁTICA E A DIDÁTICA

SUGESTÕES BASEADAS EM PSICOPEDAGOGIA PARA ELABORAR UM PLANO DE AULA



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Arte terapia



Arte terapia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Arte terapia é um processo terapêutico que se serve do recurso expressivo a fim de conectar os mundos internos e externos do indivíduo, através de sua simbologia. Variados autores definiram a Arte terapia, todos com conceitos semelhantes no que diz respeito à auto-expressão. É a arte livre, unida ao processo terapêutico, que transforma a Arte terapia em uma técnica especial.
Arte terapia distingue-se como método de tratamento psicológico, integrando no contexto psicoterapêutico mediadores artísticos. Tal origina uma relação terapêutica particular, assente na interacção entre o sujeito (criador), o objecto de arte (criação) e o terapeuta. O recurso àimaginação, ao simbolismo e a metáforas enriquece e incrementa o processo.

Origens

O uso de recursos artísticos com finalidades terapêuticas começa a ser incentivado no início do século XIX, pelo médico alemão Johann Christian Reil, contemporâneo de Pinel. Este profissional estabeleceu um protocolo terapêutico, com finalidade de cura psiquiátrica onde incluiu o uso de desenhos, sons, textos para estabelecimento de uma comunicação com conteúdos internos. Estudos posteriores traçaram relações entre Arte e Psiquiatria, sendo que um profissional que também utilizou o recurso da arte aplicado à Psicopatologia foi Carl Jung, que passou a trabalhar com o fazer artístico, em forma de atividade criativa e integradora da personalidade:
"Arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida" (Jung, 1920).
No Brasil, podem ser elencados os trabalhos desenvolvidos por Ulysses Pernambucano já no início do século XX, trabalho que estimulou a escrita da monografia de Silvio Moura, apresentada em 1923 e intitulada como "Manifestações artísticas nos alienados". Outro nome de importância é Osorio Cesar, que desenvolveu sua prática e pesquisas no Hospital do Juquery, na cidade de Franco da Rocha-SP. Publicou em 1929 o livro "A expressão artística nos alienados", onde propõe uma forma de compreender as produções artísticas destes indivíduos. No hospital é inaugurada, oficialmente, a Oficina de Pintura em 1923 e a Escola Livre de Artes Plásticas em 1949. Outro nome importante no país é de Nise da Silveira, que desenvolveu seu trabalho no Hospital Engenho de Dentro no Rio de Janeiro.
Quanto ao campo e nomeação das práticas realizadas no Brasil como Arteterapia, tem-se o início deste campo por volta da década de 1960, com a vinda de Hanna Kwiatkowska. Hoje este campo se ampliou, com a Arteterapia estando inserida em diversos campos e com a formulação, proposta pela União Brasileira das Associações de Arteterapia - UBAAT, de critérios mínimos que norteiam a formação deste profissional.

Conceitos

A prática da Arteterapia pode ser baseada em diferentes referenciais teóricos, como a Psicanálise, a Psicologia Analítica, a Gestalt-terapia, dentre outras abordagens advindas especialmente do campo da Psicologia, que fundamental a compreensão do arteterapeuta acerca do ser humano. Desta forma, os conceitos em Arteterapia diferenciam-se amplamente conforme a abordagem seguida pelo profissional arteterapeuta.
No caso da prática arteterapêutica pautada na Psicologia Analítica, aponta-se que para Jung, a arte tem finalidade criativa, e a energia psíquica, consegue transformar-se em imagens e através dos símbolos, colocar seus conteúdos mais internos e profundos. De acordo com o pensamento junguiano, deve-se observar os sonhos, pois são criações inconscientes que o consciente muitas vezes consegue captar, e junto ao terapeuta pode-se buscar sua significação.
No volume XI de Obras Completas de Freud, ele relata que freqüentemente experimentamos os sonhos em imagens visuais, sentimentos e pensamentos, sendo mais comum na primeira forma. E parte da dificuldade de se estimar e explicar sonhos deve-se à dificuldade de traduzir essas imagens em palavras. Muitas vezes, quando as pessoas sonham, dizem que poderiam mais facilmente desenhá-los que escrevê-los. De acordo com escritos freudianos, as imagens escapam com mais facilidade do superego do que as palavras, alojando-se no inconsciente e por este motivo o indivíduo se expressa melhor de forma não verbal. A necessidade da comunicação simbólica origina-se deste pressuposto, como forma de auto-conhecimento no tratamento terapêutico. Quanto à Arteterapia de Orientação Psicanalítica, um autor que traz importantes contribuições teóricas é Donald Woods Winnicott. Ele foi um pediatra e posteriormente um psicanalista inglês que desenvolveu uma teoria sobre o desenvolvimento emocional que dava grande importância para a criatividade como um elemento atrelado à Saúde. Além disto, instaurou o recurso do grafismo nos atendimentos que realizada, denominando a técnica criada como Jogo do Rabisco. É um autor que dá grande importância para a relação estabelecida entre paciente e terapeuta, mais do que para a verbalização de interpretações dos possíveis conteúdos inconscientes que podem estar presentes nas produções.
Partindo do princípio de que muitas vezes não se consegue falar a respeito de conflitos pessoais, a Arte terapia propõe recursos artísticos para que sejam projetados e analisados todos esses processos, obtendo-se uma melhor compreensão de si mesmo, e podendo ser trabalhados no intuito de uma libertação emocional.
Arte terapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na actividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Por meio do criar em arte e do reflectir sobre os processos e os trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar a auto-estima, lidar melhor com sintomas, stress e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos, emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
As linguagens plásticas, poéticas e musicais, dentre outras, podem ser mais adequadas à expressão e elaboração do que é apenas vislumbrado, ou seja, esta complexidade implica na apreensão simultânea de vários aspectos da realidade. Esta é a qualidade do que ocorre na intimidade psíquica; um mundo de constantes percepções e sensações, pensamentos, fantasias, sonhos e visões, sem a ordenação moral da comunicação verbal do cotidiano.
Uma obra de arte consegue, por si só, transmitir sentimentos como alegria, desespero, angústia e felicidade, de maneira única e pessoal, relacionadas ao estado espiritual em que se encontra o autor no momento da criação.
A utilização de recursos artísticos (pincéis, cores, papéis, argila, cola, figuras, desenhos, recortes, etc.) tem como finalidade a mais pura expressão do verdadeiro self, não se preocupando com a estética, e sim com o conteúdo pessoal implícito em cada criação e explícito como resultado final. Contudo, as técnicas de utilização dos materiais, acima citados, são para simples manuseio dos mesmos, e não para profissionalização ou comercialização

Objetivos

Arte terapia tem como principal objetivo atuar como um catalisador, favorecendo o processo terapêutico, de forma que o indivíduo entre em contato com conteúdos internos e muitas vezes inconscientes, normalmente barrados por algum motivo, assim expressando sentimentos e atitudes até então desconhecidos.
Arte terapia resgata o potencial criativo do homem, buscando o psique saudável e estimulando a autonomia e transformação interna para reestruturação do ser. Propõe-se então, a estruturação da ordenação lógica e temporal da linguagem verbal, de indivíduos que preferem ou de outros que só conseguem expressões simbólicas. A busca da terapia da arte é uma maneira simples e criativa para resolução de conflitos internos, é a possibilidade da catarse emocional de forma direta e não intencional.

Ver também

Ligações externas


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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Plano de aula: Geografia Biomas brasileiros: Parte 4 - Cerrado

Biomas brasileiros: Parte 4 - Cerrado

Planeta Sustentável
Bloco de Conteúdo
Paisagem
Objetivos
Identificar e compreender a distribuição e a configuração natural do cerrado brasileiro, incluindo suas formações abertas, florestas e ecossistemas associados.
Relacionar coberturas vegetais, fauna, clima, relevo, solos e recursos hídricos do bioma.
Correlacionar distribuição e biodiversidade do bioma.
Identificar e avaliar processos de expansão agrícola, industrialização, urbanização e construção de sistemas viários e seus efeitos no bioma.
Reconhecer e analisar unidades e políticas de conservação e usos sustentáveis do bioma.

Conteúdos
Bioma Cerrado: caracterização, configuração natural, usos, riscos e ameaças;
Biodiversidade;
Populações tradicionais e diversidade cultural;
Agropecuária moderna e produção do espaço nos cerrados;
Matas ciliares;
Bacias hidrográficas e recursos hídricos;
Unidades de conservação;
Pesquisa, coleta, seleção e organização de dados, textos e imagens;
Leitura e interpretação de mapas em diferentes escalas.

Anos

6º ao 9º

Tempo estimado
Quatro aulas

Introdução
Esta é a quarta sequência didática de uma série de oito propostas sobre os biomas brasileiros para Ensino Fundamental II. A primeira delas teve como objetivo fazer com os alunos um mapeamento dos biomas brasileiros, acompanhado de discussões sobre as classificações das unidades naturais presentes no território brasileiro. A segunda trouxe o detalhamento do bioma Amazônia e a terceira destaca as matas atlânticas brasileiras.

Nesta sequência, vamos discutir a configuração natural dos cerrados, reconhecendo sua distribuição bem como as interações entre formas de vida e meio físico. Apesar de ser o segundo maior bioma do país – só perde em extensão para a Amazônia – e possuir rica biodiversidade e elevado endemismo de espécies de plantas, está sob séria ameaça diante da expansão da agropecuária moderna e virtuais desdobramentos. Convide a garotada a saber mais sobre a grande savana brasileira.
Próximas aulas:

10/05 - Caatinga
24/05 - Nos campos, no litoral, no Pantanal
14/06 - Biomas brasileiros: o desafio da conservação (parte 1)
28/06 - Biomas brasileiros: o desafio da conservação (parte 2)
Texto de apoio ao professor - Cerrado

Os cerrados estão localizados basicamente no Planalto Central do Brasil. Configurando o que Aziz Ab´Saber denominou como domínio morfoclimático, eles correspondem à extensão de chapadões tropicais com cerrados e matas-galeria. Há também fragmentos de cerrado em Roraima, Amapá, Amazonas, Minas Gerais, em estados do Nordeste e no sul-sudeste do Brasil. Em sua origem, o bioma recobria cerca de 2,1 milhões de quilômetros quadrados, ou 23% da área total do território nacional.

Face às condições climáticas – clima tropical típico com estações bem definidas, seca de abril a setembro, e chuva de outubro a março, e temperaturas médias em torno de 25º C, podendo chegar a máximas de 40ºC no alto verão – e aos tipos de solo – em muitos casos, ácidos, arenosos, com deficiência de nutrientes e ricos em ferro e alumínio –, o bioma apresenta grande diversidade de coberturas vegetais. Entre elas estão formações abertas como os campos “limpos” e “sujos”, com predomínio de arbustos e vegetação rasteira; os campos rupestres, em topos de serras e chapadas acima dos 900 metros de altitude; o cerradão, com florestas associadas a solos profundos de média a baixa fertilidade; e as matas de galeria, que acompanham o curso dos rios e córregos.

São 12 mil espécies de plantas já identificadas, sendo que cerca de 4.400 são endêmicas – exclusivas da área – com variedade de flores e frutos ainda desconhecidos pela maioria da população brasileira. Além do pequi e do buriti, que já romperam fronteiras, encontra-se ali ingá, pitomba, mangaba, baru, cagaitá, entre outros. Há numerosas espécies de borboletas – mais de mil já catalogadas –, mamíferos – lobo-guará, veados, tatus, onças etc – e aves como emas, seriemas e papagaios. Entre as espécies vegetais estão o barbatimão, a gabiroba, o araçá, a sucupira, a indaiá, as sempre-vivas etc. Muitas delas estão adaptadas a buscar água em lençóis freáticos profundos. Daí a imagem de que o cerrado é uma “floresta de cabeça para baixo”.

O bioma é, também, recortado por rios das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul: Tocantins-Araguaia, que abastece a bacia amazônica; São Francisco; e Prata, com sub-bacias como as do Paraná e do Paraguai.

Apesar de sua rica biodiversidade e seu papel como importante produtor de água, os Cerrados não têm o mesmo prestígio da Amazônia e das Matas Atlânticas. As coberturas de árvores com galhos retorcidos e folhas e cascas grossas, relativamente esparsas entre a vegetação rala e rasteira, foram marcadas ao longo do tempo de forma negativa, como um ambiente hostil a ser ocupado e transformado.

Desse modo, quase 800 mil quilômetros quadrados do bioma já foram devastados, em especial pelo avanço da agropecuária moderna, queimadas, corte de árvores, abertura de estradas e surgimento ou expansão de cidades. Apenas 3% do cerrado encontra-se em áreas protegidas. O bioma não figura na Constituição Federal como patrimônio ambiental brasileiro – como ocorre com Amazônia, Matas Atlânticas, Pantanal e Zona Costeira. A diversidade cultural do país também está ameaçada, já que a região abriga diversas reservas indígenas e comunidades de remanescentes de quilombolas, entre elas a dos Calunga (nordeste de Goiás), com mais de mil famílias. (Para saber mais, leia as reportagens Delícias do cerrado, Esqueceram o desmate do cerrado e Cerrado paulista, disponíveis no site do Planeta Sustentável).

 
Desenvolvimento

1ª e 2ª aulas

Proponha que os estudantes examinem os mapas a seguir com a cobertura vegetal original do cerrado e as áreas remanescentes, que resistiram à devastação.
 
MAPA 1 - Cerrado: Cobertura original
Mapa 1 – Cerrado: cobertura inicial. Fonte: National Geographic Brasil, out. 2008, p. 63
Fonte: National Geographic Brasil, out. 2008, p. 63
 
MAPA 2 - Cerrado: Retração da vegetação nativa

Mapa 2 – Cerrado – retração da vegetação nativa. Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2004, p. 110.
Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2004, p. 110.
 Peça que observem as mudanças na distribuição do cerrado no Planalto Central e em outras áreas do país. Converse com a turma sobre as principais características naturais, econômico-sociais e culturais da região (utilize o texto-base como referência). Se necessário, apresente imagens e outros documentos para a classe.

Em seguida, proponha que se dividam em grupos para pesquisar as principais características do bioma. Cada grupo deve escolher um dos subtemas abaixo:

- Diversidade de coberturas vegetais no cerrado;
- Cerrado brasileiro, um berço das águas;
- Expansão da agropecuária moderna no cerrado;
- Como vivem os povos indígenas dos cerrados;
- Como vivem os remanescentes de quilombolas no cerrado;
- Preservação: os Parques nacionais das chapadas dos Guimarães e dos Veadeiros.

Explique à moçada que o levantamento servirá de base para seminários e uma discussão oral sobre o tema geral “O que o Brasil perde sem o cerrado: desafios da preservação”, que serão organizados nas aulas seguintes.

3ª aula
Auxilie os grupos na organização dos resultados das pesquisas e na preparação dos seminários. Os estudantes devem incluir nos trabalhos mapas, fotografias e outros materiais iconográficos. Peça, também, que selecionem as informações principais, preparem algumas anotações, e ensaiem o que vão dizer aos colegas.

Para tornar o trabalho mais rico, forneça informações adicionais. Explique à moçada que a ocupação efetiva do bioma começou a ocorrer na década de 1960. Com o estabelecimento do regime militar, sucessivos governos promoveram a abertura de estradas e deram incentivos à expansão de culturas como soja, arroz e trigo (e, hoje, a cana), e criação de aves e gado bovino. A expansão foi possibilitada pela correção de solos e o desenvolvimento de novas espécies de sementes, adaptadas às condições locais, com forte participação da Embrapa. O estado de Mato Grosso é hoje o maior produtor nacional de soja e a região Centro-Oeste se destaca na criação de gado bovino.

Comente, também, que os desmatamentos, as queimadas e o uso de produtos químicos na agricultura tornaram-se um problema a ser enfrentado no cerrado brasileiro. Segundo muitos especialistas, a região, que se tornou um celeiro agrícola e vem passando por rápido processo de modernização e urbanização, pode estar perdendo sua maior riqueza: a disponibilidade de água e de solos produtivos. Voçorocas (grandes buracos formados pela erosão causada pela chuva e por intempéries em solos de vegetação escassa), contaminação de cursos d’água e assoreamento tornaram-se comuns recentemente e são um alerta importante.

Por fim, explique que o forte debate dos últimos anos levou a uma maior fiscalização da devastação e fez com que fossem considerados usos mais sustentáveis do bioma, como o ecoturismo (parques e chapadas, região pantaneira, Jalapão etc), coleta e processamento de produtos da biodiversidade do cerrado, melhor gestão dos recursos hídricos, economia da preservação, entre outros.

4ª aula
Reserve a última aula para a apresentação dos seminários. Peça que os grupos apresentem os resultados de suas pesquisas para o restante da turma. Em seguida, promova uma discussão coletiva em que os estudantes discutam suas conclusões e considerações sobre o tema principal. Ao final dos debates, elabore com a moçada um quadro-síntese com os principais pontos e encomende uma dissertação individual sobre o tema.

Avaliação
Leve em conta a participação de cada estudante nas tarefas individuais e coletivas. Verifique também o domínio de conceitos, processos e habilidades em jogo. Avalie a pertinência das colocações em termos de propostas e alternativas de uso do bioma cerrado e examine a organização e clareza dos textos e da exposição oral. Se necessário, crie uma ficha de registros de atividades para facilitar a avaliação final. Reserve um tempo para que a turma avalie a experiência.

Quer saber mais?
Bibliografia
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: ISA, 2004.
NOVAES, Washington. Cerrado: um drama em silêncio. National Geographic Brasil, n. 103, out. 2008, p. 54-67. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_393576.shtml
THÉRY, Hervé; MELLO, Neli. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2005.

Internet
Conservação Internacional. Cerrado
IBAMA. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis
Ministério do Meio Ambiente. Cerrado: áreas prioritárias para a conservação

 
Consultoria Roberto Giansanti
geógrafo e autor de livros didáticos



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quarta-feira, 28 de abril de 2010

A importância da Educação Física nos Anos Iniciais

 o livro acima é sugestão.

Por: Carla Vasconcelos de Menezes

A totalidade do ser humano se diferencia no transcurso da evolução humana. A medida que se desenvolve o homem acentua suas predisposições e as influência do mundo circundante na estrutura holística do ser, e a Educação Física como participante deste processo tem como objetivo desenvolver e estimular o lado biológico do homem, suas aptidões corporais e sensoriais, concomitante com o lado emocional, oferecendo-lhe estímulos ao desenvolvimento em seu campo de ação (Padrão Referencial de Currículo, 1996).
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de 1997 (PCNs), o trabalho de Educação Física nas séries iniciais do Ensino Fundamental é importante, pois possibilita aos alunos terem
desde cedo, a oportunidade de desenvolver habilidades corporais e de participar de atividades culturais, como jogos, esportes, lutas, ginásticas e danças, com a finalidade de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções.
A área de Educação Física fundamenta-se nas concepções de corpo e movimento. Isto é, a natureza do trabalho desenvolvido nesta área tem íntima relação com a compreensão que se tem desses dois conceitos.
A Educação Física nos anos iniciais, segundo a Legislação, tem recebido sempre uma acentuação global do desenvolvimento integral da criança. De acordo com Rosamilha (1979) no Edital nº20 de 04/04/61, da cidade do Rio de Janeiro, tomamos o conhecimento de que:
“A Educação Física nas escolas primárias terá por fim [ ...] promover, por meio de atividades físicas adequadas, o desenvolvimento integral da criança, permitindo que cada uma atinja o máximo de sua capacidade física e mental, contribuindo na formação de sua personalidade e integração no meio social, [...]” (p.74).
Assim, percebe-se que a Educação Física desde décadas atrás tem como objetivo possibilitar prazer funcional, com base fundamental no movimento. Ela deve oportunizar ao educando a multiplicidade de suas possibilidades cinéticas, ampliando seu mundo disponível. Entretanto, algo mais que todos os exercícios físicos, ela é educação, pois através da seleção e ordenamento das atividades o educador busca cumprir seus objetivos educacionais.
Esta afirmação continua tão atual que os PCNs de 1997 nos colocam também, que a prática da Educação física na escola poderá favorecer a autonomia dos alunos para monitorar as próprias atividades, regulando o esforço, traçando metas, conhecendo as potencialidades e limitações, sabendo distinguir situações de trabalho corporal que podem ser prejudiciais a sua saúde. A iniciação precoce, a performance e o imediatismo desconsideram a individualidade de cada aluno, único em suas potencialidades e limitações. Os movimentos são estereotipados, gerando conformismo pela ausência do exercício da crítica e do espaço da criação.
“Em oposição a uma Educação Física mantenedora do “status quo” propõe-se uma ação onde o homem seja o agente ativo da construção de sua história pela sua ação consciente” (Padrão Referencial de Currículo, p.67)
Fazendo-se necessário que os profissionais de Educação Física conheçam o corpo teórico que sustenta a visão da Ciência, a conceituação específica do seu campo de conhecimento e valorizem o saber popular como parte do pensar e do fazer da Ciência, visto que
“(...) as respostas que o homem dá aos problemas do mundo da vida, ou do mundo e suas práticas, são, ao menos, tão racionais e são teóricas, como as suas indignações sobre a natureza do mundo físico.”(Padrão Referencial de Currículo, p. 102)
Propor ao aluno uma participação ativa no próprio aprendizado, a pesquisa em grupo, a experimentação e atividades que estimulem o questionamento e o raciocínio, contribuindo assim, no processo de resgate de uma Educação Física inserida no contexto escolar, como uma prática social, alicerçada na participação coletiva, que promova autonomia, criatividade e socialização, e não apenas como um componente, que desenvolve sua atividade fora da sala de aula.
A Educação Física permite que se vivencie diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais que seja vista como uma variada combinação de influências onde é presente na vida cotidiana. A partir das danças, dos esportes, dos jogos que compõem um vasto patrimônio cultural que deve ser valorizado, conhecido e desfrutado.

Cristiane da Costa Oliveira
Profª da Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental.

Carla Vasconcelos de Menezes
Profª Orientadora. Especialista em Educação Física Escolar/ Mestranda em Educação.

Referências

Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Educação Física. V.7. Brasília:1997.

Padrão Referencial de Currículo:1995-1998. Departamento Pedagógico/Divisão de Ensino Fundamental. Porto Alegre:1996.

Rosamilha, N. Psicologia do Jogo e Aprendizagem Infantil. São Paulo:Livraria Pioneira, 1979.


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terça-feira, 27 de abril de 2010

Em sintonia com a intuição


REPORTAGEM DE CAPA
Em sintonia com a intuição
Qualidade cada vez mais apreciada no mundo corporativo, a intuição é tema de Blink, livro que virou coqueluche entre os executivos americanos
ANA TEREZA CLEMENTE
Colaborou Suzane Frutuoso
Fabiano Accorsi/ÉPOCA
São flashes rapidíssimos que alertam sobre um perigo, indicam uma saída para um impasse profissional, dão pistas de como contornar uma briga amorosa. São segundos da mais legítima intuição, que, para os já treinados, ajudam a encontrar soluções. Os céticos acreditam que essas impressões instantâneas são apenas frutos da imaginação. Para o americano Malcolm Gladwell, contudo, são uma forma de ratificar a fama de bom escritor e guru de executivos. O autor do recém-lançado Blink: the Power of Thinking without Thinking (algo como Em um Piscar de Olhos: o Poder de Pensar sem Pensar, ainda sem tradução em português) está fazendo enorme sucesso nos Estados Unidos porque revela, por meio de uma série de histórias saborosas, que basta prestar atenção a preciosos ''dois segundos'' para tomar boas decisões.

AP
INSPIRAÇÃO Depois de deixar o cabelo crescer e ser alvo de preconceito, Malcolm Gladwell teve um insight e passou a estudar a intuição
Jornalista de 41 anos, Gladwell tornou-se o queridinho dos empresários americanos depois de publicar seu primeiro livro, The Tipping Point (algo como O Ponto Crucial). Nele, argumentava que idéias, produtos e comportamentos se tornam populares graças à propaganda boca a boca. E traçava um perfil de pessoas que ''criam'', ''aceleram'' e ''terminam'' os modismos. O livro ficou 28 semanas na lista dos mais vendidos e suas idéias foram incorporadas tanto por empresas (Starbucks e HP) quanto por universidades de renome, como a Columbia de Nova York. A idéia de Blink surgiu como um insight depois que Gladwell, de ascendência africana, deixou o cabelo crescer no estilo black power. ''Passei a receber multas por excesso de velocidade sem ter mudado meu estilo de dirigir. Um dia, fui cercado por policiais que me confundiram com um marginal'', explica ele. ''Aos poucos, descobri como a aparência provoca uma intuição negativa nas pessoas. E que, se pode ser percebida de forma preconceituosa, ela é também um elemento fundamental na tomada de decisões - profissionais, pessoais, amorosas.'' No livro, o guru baseia-se em estudos científicos e conta casos verídicos para explicar o processo intuitivo . Oferece também dicas de como estimular a intuição.
Chamada de sexto sentido, a intuição é um atributo inerente a todas as pessoas. Não é mais feminino que masculino, embora se cultive a idéia de que as mulheres são mais intuitivas que os homens. Não é um tipo de inspiração divina, portanto não é preciso ser místico nem religioso para acreditar nela. ''A intuição é o conhecimento que surge sem o uso da lógica ou da razão'', explicou a psicóloga americana Sharon Franquemont em entrevista a ÉPOCA. ''Ela aparece de formas diferentes, como sonhos, visões diurnas, sensações corporais, conhecimento puro, insights e criatividade'', diz Sharon, que estuda o assunto há 33 anos, já deu consultoria para empresas como Intel, AT&T e Procter & Gamble e escreveu o livro Você já Sabe o Que Fazer.

Maurilo Clareto/ÉPOCA
RAPIDEZ Em 60 segundos, Iêda Novais faz a primeira avaliação do executivo
Intuição vem do latim intueri, que significa dar uma olhada. A explicação mais simples é de que os insights não passam de modus operandi do cérebro. ''Esse órgão é uma máquina de extrair padrões e, com base neles, faz antecipações de acordo com o aprendizado, com a experiência'', diz a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É importante distinguir intuição de sorte. Um goleiro pode ter a sorte de cair para o lado certo e pegar o pênalti. Mas pode usar sua intuição, proveniente de anos de experiência, e se jogar para o lado que acredita ser o correto. Nesse caso, pegar o pênalti não vai ser obra do acaso ou adivinhação. É um pressentimento baseado no conhecimento - como se processa a intuição.
O córtex órbito-frontal é a região onde ocorrem as intuições e é uma das últimas estruturas do cérebro a amadurecer. ''Isso explica por que os adolescentes tomam decisões sem pensar tanto nas conseqüências'', justifica Suzana. Através de suas pesquisas, o psicólogo americano Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, demonstrou que os neuropeptídios - proteínas sintetizadas pelos neurônios - encontrados no estômago são similares àqueles do cérebro. Quando alguém afirma, então, que suas ''entranhas'' apontaram o que deveria ser feito, não está usando mera figura de linguagem. ''Está expressando a verdade'', constata Sharon Franquemont.

A INTUIÇÃO DE JUNG
Para o psicanalista Carl Jung, a intuição é uma das quatro maneiras de o homem entender a realidade. As outras são sensação, pensamento e sentimento. Segundo Jung, a intuição utiliza a psique para discernir sobre fatos e pessoas. Veja as características de um ser intuitivo listadas por ele
observa holisticamente
confia nos pressentimentos
é consciente do futuro
imaginativo
visionário



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 Página 7 Entrevista com a economista Flavia Cymbalista
 Página 8 Para que serve a intuição
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Pragmatismo e Utilitarismo