segunda-feira, 31 de maio de 2010

Na boca do povo Básico, simples e apetitoso: o pão é o símbolo do alimento universal por Marcia Bindo


Esta matéria da revista Vida Simples, é bem interessante para trabalhar história, a matemática, a arte. De uma maneira interdisciplinar, ou transdisciplinar. Isto com as crianças da 4ª série, ou melhor 5º ano do fundamental 1. Desta maneira usando nossa criatividade podemos expandir as disciplinas  e ao mesmo tempo dar uma aprendizagem significativa. No caso na matemática , poderiamos trabalhar a questão do tratamento da informaçãomodelagem matematica e formas geométicas, na artes poderiamos trabalhar o manuseio e formas a fruição e o aroma, na história ai tem muita coisa de cada povo.

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É de manhãzinha quando sai a primeira fornada. Dá quase para escutar o canto do pão, estalando de quente, anunciando o começo de mais um dia. Na vitrine, espremem-se baguetes, broas, ciabatas, bisnagas, folhados, exalando seus aromas e, psiu!, chamando a atenção da freguesia.Num canto do balcão um sujeito se delicia com um singelo pingado com pão na chapa, enquanto o impaciente senhor, já na fila do caixa, não resiste e arranca um naco de pão pelando que acaba de comprar. Com água na boca a moça pede para embrulhar croissants, já a criançada quer mesmo é atacar os minipães de queijo. Assim, a padaria que nunca dorme ajuda a cidade a despertar melhor. E comprova que o pão, em todas as suas variações, é o alimento mais democrático que existe: tem para todos os gostos. E a toda hora. Estrela do café-da-manhã, tem participação especial no almoço, bate ponto no lanche e faz um bico até no jantar. É o nosso crocante companheiro de todas as refeições.
O pão é mesmo nosso velho conhecido. Foi o primeiro alimento manufaturado pelo ser humano e também é o mais simples: sua base leva apenas farinha, água e sal. Ao mesmo tempo, é o mais plural. Sua massa aceita diferentes formas, ingredientes e sabores.“O que varia é o tipo de fermentação, o tempo de descanso, o trabalho na massa e o principal: a dedicação do padeiro”, afirma Toninho Neto, um dos donos da Basilicatta, tradicional padaria paulistana fundada por seu tio-bisavô italiano em 1914 na Bela Vista. “Foram os imigrantes italianos e portugueses que transformaram o costume de fazer pães rústicos em um meio de ganhar a vida”, diz ele, enquanto retira fumegantes pães redondos do forno a lenha. No início, as padarias se concentravam nos centros urbanos, eram escassas, distantes, e os fregueses costumavam comprar peças enormes para durar toda a semana.
A popularização do francesinho de 50 gramas começou a partir dos meados do século 20, quando as pessoas passaram a comer mais fora de casa, e os lanches viraram mania. O pão francês caiu, literalmente, na boca do povo (francesinho que, aliás, deveria se chamar brasileirinho, já que é uma invenção nacional apenas inspirada nas longas baguetes francesas).
Foi só a partir da década de 90 que as padarias começaram a apostar na diversidade de pães para conquistar o paladar da clientela.Nessa época, os supermercados cresceram e criaram panificadoras internas, além de vender pães industrializados menos perecíveis, fazendo com que as padarias perdessem metade de sua participação no mercado de pães. Desde então, as padarias começaram a se reorganizar, e ampliaram seu leque de produtos e tipos de pães.E converteram- se em um fast food, digamos, mais saudável, oferecendo lanches e pães de tudo quanto é tipo e para todas as refeições. “O pão deixou de ser um acompanhamento para virar o alimento principal”, diz Dario Vianna, professor de panificação e confeitaria da Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo.Hoje, 40 milhões de brasileiros vão diariamente a uma padaria, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), e o consumo de pão por ano chega a ser em média 100 quilos por pessoa. Tanto consumo, claro, pede moderação. A partir de agosto será obrigatório pela vigilância sanitária a impressão de tabelas nutricionais nas embalagens de todos os produtos de padaria, inclusive nas embalagens de pães. “O consumidor terá, além do preço e ingredientes, a informação do valor nutricional e calórico”, diz Regina Rambaldi, técnica em nutrição e consultora gastronômica.
Do grão ao pão
Todo pão que consumimos hoje é resultado de uma herança ancestral repassada no decorrer de gerações e culturas. Os primeiros pães surgiram no início da agricultura, com o cultivo de grãos, há cerca de 12 mil anos. No começo era uma mistura de diferentes grãos moídos e água, uma pasta que era cozinhada sobre pedras quentes, formando uma massa seca e dura. Alguns milhares de anos depois, nas margens do rio Nilo, onde a produção de trigo era abundante, os egípcios perceberam que a massa dessa farinha umedecida,depois de um bom tempo, ficava mais porosa. E na hora de assar, a tal mistura crescia mais que o normal, ficando fofa e leve. Era a descoberta do processo de fermentação.
De lá para cá o pão conquistou espaço em todas as sociedades, ganhou novos formatos e ingredientes. E transformou-se em um alimento universal. “O pão é um elo de semelhança entre os homens porque é encontrado em todas as culturas. Por outro lado, cada lugar tem um jeito diferente de fazer seu próprio pão, de acordo com seus hábitos e ingredientes disponíveis na região”, conta o fotógrafo de culinária Paulo Braga, autor do livro O Pão da Paz, que reúne as receitas típicas de pão de todos os 194 países membros da ONU. Enquanto beliscamos broas de milho caseiras recémsaídas do forno, Paulo conta que a idéia surgiu depois do atentado de 11 de setembro em Nova Yorque.Pacifista convicto, decidiu escrever sobre um alimento comum a todos, que simbolizase a paz,a comunhão.Depois de um ano fermentando a idéia, o livro cresceu e ganhou forma.Agora sairá um segundo volume polvilhado de receitas de pães étnicos, regionais e religiosos das mesas do mundo inteiro.
Hora da partilha
Paulo leva ao pé da letra o símbolo do pão como alimento de comunhão: tem uma confraria de pão, a Mondo Pane.Uma vez por semana, ele se reúne com cinco amigos para fazer pão, falar de amenidades e tomar vinho. “Não há nada mais gostoso do que produzir o próprio pão, se envolver com a massa, ser presenteado pelo aroma fantástico que desprende do forno e ainda degustá-lo com bons companheiros”, diz ele. A própria palavra companheiro em latim significa “aquele com quem se compartilha o pão”. Pois se há um alimento que, por seu formato e consistência, pressupõe a divisão, ele é o pão.
O alimento ganhou caráter sagrado em muitas religiões e culturas.“Na última ceia, Jesus Cristo compartilhou com os apóstolos o pão e o vinho, representando seu corpo e seu sangue, e em uma passagem dos Evangelhos ele realiza o milagre da multiplicação dos pães para alimentar uma multidão”, conta Don Bernardo Schuler, há oito anos chefe de cozinha do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Lá são elaboradas algumas dezenas de unidades do famoso pão de mandioquinha, batizado de pão São Bento, uma receita secular guardada a sete chaves ­ e que desaparece como milagre da lojinha improvisada ao lado da igreja do Mosteiro. Especializado na produção artesanal de pães e bolos, Don Bernardo fala que a feitura de pão necessita um ingrediente especial: paciência. E conclui: “ É preciso tranqüilidade porque o estado de espírito interfere na qualidade da massa”.
Ofício de artesão
O padeiro Olivier Anquier pede para eu abrir alguns de seus pães com as mãos para sentir a textura mais consistente e o aroma de um pão artesanal.O francês conta que o pão rejeita a modernização, já que não suporta uma grande aceleração em sua produção. “O pão é um ser vivo, tem uma temperatura certa para render bem e, depois do trabalho, precisa de muito descanso.” Olivier é a terceira geração de padeiros de sua família e hoje produz pães para uma grande rede de supermercados em São Paulo. Explica que a diferença fundamental entre os pães considerados artesanais e os industriais está na elaboração. No pão artesanal, há maior manuseio de ingredientes e massa, quase sempre fermentada naturalmente. “Pães industriais exigem máquinas, pouco contato humano e mais produtos químicos, como melhoramentos e conservantes, para garantir vida longa ao produto”, conclui a chef de panificação Sandra Canella-Rawls, autora do detalhado livro Pão,Arte e Ciência.
Mas o pão também ganhou com as conquistas modernas. A farinha nunca apresentou tanta variedade e qualidade, e há uma gama de cereais nutritivos sendo usados nas massas. Mais bons motivos para você escolher melhor e abocanhar com gosto o pãozinho nosso de todo dia.
Multiplicação dos pães
A base de todo pão é a farinha de trigo. Mas nem por isso são todos farinhas do mesmo saco. O pão se diferencia pelo tipo de farinha de trigo usado e também pelos demais ingredientes. O grão do trigo é composto de três partes: o miolo da semente (endosperma), com mais quantidade de proteínas e carboidratos. Mais próximo da casca, o germe é onde a futura planta irá brotar. Tem vitaminas, minerais e algumas proteínas. O farelo é a casca da semente, repleta de vitaminas e fibras. Por isso, preste atenção nas características dos principais tipos de pães:
Pão branco: Feito com o grão refinado, em que só o miolo do grão é aproveitado, é pobre em vitaminas, minerais e fibras, mas rico em carboidratos, importante para dar energia ao corpo. Injustamente acusado de ser inimigo dos regimes ­ e de provocar os famosos “pãezinhos” na região da cintura ­ o pão na verdade não possui tantas calorias, se ingerido com moderação. Um pão francês têm em média cerca de 120 calorias.
Pão integral: O grão é aproveitado integralmente, por isso é rico em vitaminas, minerais e fibras. Muitos são enriquecidos com sementes de girassol, linhaça, aveia, flocos de milho, soja e farelo de trigo. As fibras ajudam o intestino a funcionar melhor, é mais nutritivo e dá uma sensação maior de saciedade. Recomendado para todas as pessoas, especialmente para quem sofre de problemas intestinais. Hoje é possível encontrar uma série de pães integrais nas prateleiras dos supermercados e em padarias.
Pão doce: São acrescentadas na massa açúcar, banha ou manteiga, ovos e leite. Por isso possui maior quantidade de gordura em relação aos outros tipos de pão.É recomendável que pessoas acima do peso controlem o seu consumo. Já os diabéticos devem optar pelos pães doces diet.
Pão fresco
Como garantir o sabor do seu pãozinho por mais tempo
Amanhecido: com o passar das horas a água presente no pão começa a evaporar. O pão resseca, vai ficando borrachento, e depois você já sabe: fica duro que nem pedra. Os pãezinhos de ontem voltam a ficar mais macios e crocantes se você respingar um pouco de água ou leite e levá-los ao forno. Mas atenção: o efeito dura pouco, então é altamente
Congelado:para congelar, coloque o pão fresco em um saco plástico, que ajuda a manter a umidade do produto, retirando todo o ar (se você não tem uma máquina a vácuo, pode usar um canudinho). Na hora de descongelar, umedeça o pão com água e leve ao forno baixo por alguns minutos. Plim! A casca volta a ganhar crocância (mas lembre-se de que o pão deve ser consumido imediatamente). Se você esperar ele descongelar naturalmente ou utilizar o microondas, o pão ficará borrachudo.
Conservado: O melhor lugar para guardar o bom e velho pão francês é no seu próprio saco de papel de padaria ­ lembrando que ele fica bom somente até o dia seguinte. Já para conservar pães artesanais você pode enrolá-los em um pano levemente úmido e guardá-los dentro de um armário. Eles duram por volta de cinco dias. Evite guardar qualquer tipo de pão na geladeira, pois o frio retira a umidade e resseca sua massa.
Ressuscitado: O pão é um alimento barato. Mas nem por isso você vai descartá-lo quando ele fica “velho”. Quando o pão endurece fica ainda melhor para preparar saborosas rabanadas, pudim-de-pão, torradinhas, croutons e farinha de rosca. Veja algumas receitas para reaproveitar os pães em: www.revistavidasimpoles.com.br
Para saber mais
Livros:
Seis Mil Anos de Pão,Heinrich Eduard Jacob, Nova Alexandria
Pão, Arte e Ciência,Sandra Canella Rawls, Senac
Pão da Paz, Paulo Braga, Senac



Fonte: http://vidasimples.abril.com.br/subhomes/comer/comer_237126.shtml?pagina=1


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Introdução a meditação - 6 partes











Introdução a meditação - 6 partes











sábado, 29 de maio de 2010

Videos em espanhol (pluralidade cultural) Entrevista sobre la dislexia

encodigo November 18, 2008Entrevista sobre la dislexia a Eduardo Herrera en Etb2.Durante la entrevista se describen los síntomas y un nuevo programa para el entrenamiento lector: la pizarra dinámica de lecto escritura.







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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Café Cultura - Transpessoal: uma visão integral do Ser Humano



Vai fazer o que neste final de semana? Humm na sabe então ai vai um programa bem interessante pra vc de Campinas e Região. Veja abaixo.


Café Cultura - Transpessoal: uma visão integral do Ser Humano.
05 de Junho de 2010 
14h30
Livraria Cultura
Shopping Center
Iguatemi Campinas

A abordagem transpessoal parte do princípio da presença de uma Inteligência ou Consciência Universal que cria, sustenta e transforma todas as manifestações. Une e integra as visões das tradições espirituais e as contribuições das ciências contemporâneas. O Ser Humano é a manifestação corporificada desta Inteligência capaz de desvelar e vivenciar esta sabedoria inata. No seu processo de "des envolvimento"  inclui e integra os aspectos corporais, emocionais e intelectuais com as dimensões existenciais e espirituais. Um caminho que vai  do pré pessoal ao pessoal e deste ao transpessoal.


Inscrições OnlineIMG_0003.JPG
Livraria 

1º Piso
Telefone: (19) 3751-4033 / 3751-4030


LIVRARIA CULTURA
Como chegar,


Visualizar Iguatemi em um mapa maior

Fonte,http://www.unisal.br/

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Estatísticas bem trabalhadas

Matemática

Prática pedagógicaTratamento da Informação
Edição 232 | Maio 2010 Título original: Dados bem trabalhados

Estatísticas bem trabalhadas

Desenvolver boas atividades com estatística significa ensinar a moçada a coletar, organizar e interpretar dados

Beatriz Santomauro (bsantomauro@abril.com.br), de Urupês, SP
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Foto: Marcos Rosa
TRABALHO COMPLETO Na EMEF Professor Athayr da Silva Rosa, os alunos aprendem a estatística em detalhes. Fotos: Marcos Rosa

Se o fazer matemático vai muito além dos procedimentos de cálculos, não faz sentido esgotar a exploração da estatística - um conteúdo prioritário da disciplina - focando o preenchimento de tabelas e números descontextualizados na ânsia de ensinar conceitos como a média aritmética. Essa maneira de trabalhar deixa de lado um processo complexo e detalhado, que envolve diversas aprendizagens. 

Propor que a turma faça pesquisas simples - como determinar o perfil das crianças que estudam na escola -, colhendo as informações necessárias, e trabalhe com elas a fim de apresentar os resultados de modo compreensível é primordial. Dessa forma, todos se apropriam da linguagem estatística e não se formam meros fazedores ou leitores de gráficos. A ideia é tão valiosa que, de saída, já abre espaço para envolver os alunos em questões muito relevantes. Qual o critério de seleção e representatividade da quantidade de pessoas envolvidas na pesquisa? É melhor fazer o censo com todo o universo envolvido, para um perfil mais fiel, ou pesquisar por amostragem, apenas com uma parte dele? 

Mas atenção ao apresentar um problema contextualizado aos alunos: ele deve servir apenas de apoio para ensinar o conteúdo e dar significado a ele. "Antes de inserir conceitos extramatemáticos para abordar a estatística, o educador tem de se perguntar se a ideia fará os estudantes enfrentarem desafios próprios da área e se terão de argumentar para validar suas resoluções. A conexão entre contexto e conteúdo não é garantia para promover a aprendizagem", diz Ivone Domingues, coordenadora pedagógica da Escola da Vila, na capital paulista, e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. Por atentar a essa questão, Daniela Mazoco, professora de Matemática do 7º ano da EMEF Professor Athayr da Silva Rosa, em Urupês, a 433 quilômetros de São Paulo, foi premiada em 2009.


Foto: Marcos Rosa
TRABALHO DE COLETA Para começar, a turma sai a campo e reúne as informações que serão usadas nos cálculos

Ela estimulou os alunos a descobrir qual o gasto médio diário de água de um morador do município, colocando em jogo a média aritmética (leia a próxima página). "O trabalho dela envolve uma das medidas de tendência central de pesquisas, tal como a moda e a mediana", explica Ruy Pietropaolo, professor de Educação Matemática da Universidade Bandeirante (Uniban). Ou seja, conceitos elementares da estatística. 

Como se sabe, para calcular a média, somam-se os valores envolvidos na pesquisa e divide-se o resultado pelo número de parcelas. No caso da moda, ela é o valor (ou valores) que aparece em maior quantidade na amostra. E, quando se trata da mediana, encontrá-la significa descobrir o valor central da amostra desde que ela esteja organizada de modo crescente ou decrescente. Assim, no grupo 2, 3, 15, 19, 19, 23, 30, a média é 15,8, e a moda e a mediana, 19. "Levar o aluno a notar quais são as medidas que representam melhor o conjunto de dados leva a uma interpretação mais adequada do que foi pesquisado", diz Pietropaolo (leia a sequência didática).

Foto: Marcos Rosa
MUITAS NOVIDADES Aulas expositivas ajudam na compreensão de conceitos como média, mediana e moda

Na amostra em que os números são relativamente próximos, a média vai ser representativa da tendência da amostra, mas se houver valores extremos a média é afetada. A mediana ou a moda representam melhor a tendência central dessa amostra. Isso fica evidente quando o desafio é, por exemplo, calcular o produto interno bruto (PIB) de um país em que as desigualdades são grandes. Se o resultado for obtido com a média, os valores muito altos ou baixos podem ficar mascarados e será difícil fazer uma análise da realidade da maior parte da população. É preciso encontrar outra medida que representa melhor a amostra: a moda, se existirem valores centrais que se repetem muitas vezes, ou, caso contrário, a mediana. "A estatística é uma ferramenta que auxilia o aluno a fazer conjecturas, investigar e elaborar questionamentos", defende Maria do Carmo Mayor Fabre, formadora de professores de redes públicas de São Paulo. 

Chamar a atenção para a noção de dispersão, outra medida estatística, ainda que o trabalho com ela propriamente dito fique reservado ao Ensino Médio, também é válido. Isso porque ela permite destacar a concentração de números em torno da média. Mesmo nos casos em que a média e a mediana são iguais, notar a quantidade de resultados próximos ou distantes do número médio ou central possibilita fazer análises mais detalhadas e evita que os resultados sejam distorcidos.
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São Paulo abandona exigência para contratar professor

São Paulo abandona exigência para contratar professor
Publicado em: 26/05/2010
A Secretaria da Educação do Estado de SP autorizou a contratação de professores que não tenham prestado exame de seleção, contrariando resolução anterior, informa a reportagem de Fábio Takahashi, publicada nesta quarta-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Na primeira avaliação dos temporários, neste ano, o total de aprovados foi insuficiente. Mesmo reprovados foram convocados. Agora, até quem não foi examinado pode ser chamado.
Para sindicatos, a carência se deve a lei que, para evitar vínculo, afasta o professor eventual por 200 dias após um ano de aulas.
O governador Alberto Goldman (PSDB) admitiu a falta de docentes de física.
O problema é geral, afirmam sindicalistas. A secretaria confirmou deficit em exatas e diz que a norma visa prevenir eventual escassez de professores.
Fonte: UOL



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Pedagogia e didática: duas ciências independentes.Monografia


Pedagogia e didática: duas ciências independentes

Enviado por Benito Almaguer Luaiza

RESUMO
A Pedagogia e a Didática são ciências particulares autônomas? É a Didática um ramo da Pedagogia, ou suas inter-relações são parte do próprio materialismo-dialético? Qual é, não a hipotética, mas a verdadeira relação entre Educação e Ensino? Essas e muitas outras interrogantes serão respondidas sucintamente neste trabalho, que a sua vez é uma síntese de uma obra maior, que levou mais de 10 anos de pesquisas: Pedagogia e Didática: duas ciências autônomas. Reflete-se sobre as origens, as categorias, leis, princípios e métodos de pesquisas de cada uma destas ciências. Conclui-se com uma valoração prática da importância desta distinção.
PALVRAS CHAVES: Pedagogia, Didática, Educação, Ensino, Instrução.
INTRODUÇÃO
Até hoje, primeira década do século XXI, em muitos países, a Pedagogia é questionada como ciência independente, e a Didática é considerada, no melhor dos casos, como uma disciplina ou ramo dela. Por que essa situação, ainda, persiste ao longo dos tempos? Será que tem a ver com a consideração histórica de confundir os termos de educação vs instrução, educação vs ensino e instrução vs ensino?
Alguém se refere à Física ou à Química como ramos ou disciplinas matemáticas? É possível o desenvolvimento de estudos e pesquisas na Física ou na Química sem o auxilio da matemática? Não obstante, dessa dependência, os cientistas, professores, pesquisadores, não consideram uma a disciplina ou o ramo da outra. È claro que a ciência não tem fronteiras, nem divisões; é o consenso dos estudiosos, pesquisadores, cientistas que a dividem para poder aprofundar no complexo mundo científico-tecnológico. Essa taxonomia é necessária, não há dúvida disso. Mas, por que uma consideração funciona para uns e não para outros?
Esse breve questionamento, utilizando essas perguntas retóricas, tem a finalidade de provocar uma reflexão sobre a constante referência da Didática como disciplina da Pedagogia, quando a relação entre ambas muitas vezes é forçada, ambígua e artificial.
Para dar respostas, ou ao menos tentar satisfazer aos leitores com reflexões adequadas sobre o assunto, este trabalho abordará, em primeiro lugar, as origens da Pedagogia e da Didática. Podendo perceber que ainda com aspectos comuns, elas não têm a mesma origem, como ciências particulares. A Pedagogia surge como ciência particular, a partir do século XIX, enquanto, a Didática esperaria mais um século.
A seguir, se procura desvendar o porquê dessa "quase" obrigatória relação direta entre a Pedagogia e a Didática. Uma forma encontrada é analisar as tergiversações a partir dos conceitos educação, ensino e instrução. O objetivo fundamental aqui é considerar a diferença entre educação e ensino e valorar a falsa unidade entre educação e instrução.
Para poder aprofundar nas diferenças, se aborda, por um lado, a Pedagogia, seu objeto de estudo, seu sistema de conhecimentos científicos: expressados, fundamentalmente em categorias, leis e princípios, e os principais métodos de pesquisa, que sustentam a cientificidade desses conhecimentos. Logo a seguir, faz-se o mesmo com a Didática, abordando-se seu objeto de estudo, sistema de conhecimentos científicos, métodos de pesquisa e se conclui com as Considerações Finais, destacando-se a importância prática da necessária independência destas ciências.
ORIGENS DA PEDAGOGIA E DA DIDÁTICA
Diferente da Pedagogia que tem seu reconhecimento como ciência particular a partir do século XIX, a Didática em muitos países, ainda não é reconhecida como ciência independente. É considerada, erroneamente, uma disciplina técnica da Pedagogia, ou como ramo desta. Não obstante, felizmente, são muitas as comunidades científicas que a partir do século XX, deram luz verde à Didática como ciência particular. A seguir uma breve referência às origens destas duas ciências em questão.
Origem da Pedagogia
A Pedagogia, como ciência, tem uma longa história. Os seus primeiros estudos e aportes emergiram, com a origem e o desenvolvimento da própria civilização. Como também aconteceu com outras ciências, a Pedagogia viu seus primeiros grandes estudos nas obras dos clássicos da antiguidade: Platão (427-347), Aristóteles (384-322), entre outros.
Seu surgimento sustenta-se a partir da definição de seu objeto de estudo: a educação. O progresso da educação não poderia se fundamentar só com experiências do dia-a-dia e conjecturas dos pensadores. Era necessário o surgimento de uma ciência que desse a esse objeto de estudo, uma sustentação científico-tecnológico.
As obras de Comenius, Rousseau, Kant, Hegel, Herbart, Chernichevski, Pestalozzi, Diesterweg e Ushinski, entre outros intelectuais, ajudaram à independência da Pedagogia como ciência particular. Os clássicos do Materialismo-Histórico e Dialético, Marx e Engels, elaboraram os fundamentos que permitiram sustentar a cientificidade desta. Dessa forma, aos poucos, a Pedagogia vai-se diferenciando, como resultado de um longo período e processo histórico, da Teologia e da Filosofia.
A seguir uma citação da interessante obra Pedagogia de um coletivo de autores alemães que sintetiza a origem da ciência da educação, e confirmam assim, de forma sucinta, que a Pedagogia surgiu como ciência particular a partir do século XIX.
A Pedagogia tem uma longa história. Surge como ciência no momento dela ser um reflexo da manifestação social objetiva da educação. Na Antigüidade, ela tem sido encerrada em complexas apreciações sobre o mundo e o homem (Por exemplo, em Aristóteles). No Feudalismo e no Capitalismo, a Pedagogia vai-se diferenciando paulatinamente, em correspondência com a necessidade social, da Teologia e da Filosofia. No século XVI e no século XVII, nasce o primeiro sistema pedagógico como resultado da divisão, do até então estreito vínculo entre a Teologia e a Filosofia. Esta é a expressão e o resultado da luta da burguesia florescente contra o Feudalismo. Não obstante, a Pedagogia continua sua relação com a filosofia, como por exemplos: Rousseau, Kant, Hegel, Herbart e Chernichevski, ela se erige cada vez mais, como uma ciência independente, nos séculos XVIII e XIX, aproximadamente com Pestalozzi, Diesterweg e Ushinski, entre outros. (NEUNER,G. et al, 1981, p. 100).

Continue lendo parte dois final 
 


Fonte,http://br.monografias.com/trabalhos3/pedagogia-e-didatica/pedagogia-e-didatica.shtml

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Psicossomática, o que é?

 

Psicossomática

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A psicossomática é uma ciência interdisciplinar que integra diversas especialidades da medicina e da psicologia para estudar os efeitos de fatores sociais e psicológicos sobre processos orgânicos do corpo e sobre o bem-estar das pessoas.
A palavra psicossomática, na visão dos profissionais de saúde que compreendem o ser humano de forma integral, não pode ser compreendida como um adjetivo para alguns tipos de sintomas, pois tanto a medicinapsicologia estão percebendo que não existe separação entre mente, corpo, alma e espírito que transitam nos contextos sociais, familiares, profissionais e relacionais. Então, psicossomática é uma palavra substantiva que pode ser empregada para qualquer tipo de sintoma, seja ele físico, emocional, psíquico, espiritual, profissional, relacional, comportamental, social ou familiar. quanto a
Por isso, na visão junguiana ou da psicologia integral, todo sintoma é psicossomático e pode ser um meio para que o processo do autoconhecimento possa acontecer e, por isso mesmo, Hipócrates, o pai da medicina, no seu aforismo já citava: "Homem, conheça-te a si mesmo, para poder conhecer os deuses e reconhecer o Deus que habita em ti". Então, qualquer sintoma ou queixa pode ser entendido como uma manifestação psicossomática, além de ser uma janela de oportunidade para o autoconhecimento!
O termo também pode ser compreendido, tal como descreve Mello Filho[1], como "uma ideologia sobre a saúde, o adoecer e sobre as práticas de saúde, é um campo de pesquisas sobre estes fatos e, ao mesmo tempo, uma prática, a prática de uma medicina integral". Passou por séculos de elaboração até ser definida pela primeira vez por Heinroth (psicossomática, 1918 e somatopsíquica, 1928). A psicossomática evoluiu das investigações psicanalíticas que contribuem para o campo com informações acerca da origem inconsciente das doenças, a vantagem que o indivíduo obtém, mesmo que indiretamente, quando adoece, etc. Em seguida dos estudos behavioristas com homens e animais. Atualmente a psicossomática tem se desenvolvido segundo uma ótica multidisciplinar promovendo a interação de vários profissionais de saúde, dentre eles, médicos, fisioterapeutas e psicólogos.
Literalmente e redutivamente, alguns profissionais de saúde ainda fazem a distinção entre as doenças psicossomáticas e outras de fatores genéticos, acidentais, ambientais ou orgânicos e, neste caso limitam as manifestações psicossomáticas exclusivamente nas alterações com causas de origem psicológicas. Aceitando que a mente, por não conseguir resolver ou conviver com um determinado conflito emocional, passa a produzir mecanismos de defesa com o propósito de deslocar a dificuldade e/ou "ameaça" psíquica para o corpo. Com isso, acaba drenando, na forma de doença e seus respectivos sintomas, o afeto doloroso. Neste sentido, entre várias doenças aceitas como psicossomáticas podemos citar:
Porém, o surgimento dos sintomas depende e varia de três fatores interdependentes:
  • Qualidade de vida, incluindo hábitos alimentares, atividades físicas, sedentarismo, etc.
  • Herança genética, que pode deixar os indivíduos mais predispostos para desenvolverem alguns tipos de doenças.
  • Fatores psicoafetivos de acordo com o manejo das emoções, dos traumas e dos sentimentos de abandono, rejeição, inclusão, culpa, etc.

 Referências

  1. MELLO FILHO, Júlio (coordenador); Psicossomática hoje; Porto Alegre; Artes Médicas, 1992.
   2. Volich R.M., Psicossomática, de Hipócrates à psicanálise. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2000 (7a edição ampliada, 2010).

 Ligações externas

 Ver também

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Preconceito lingüístico – o que é, como se faz (resenha do livro)




BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico – o que é, como se faz. Editora Loyola: São Paulo, 1999.

Marcos Bagno, em seu livro “Preconceito lingüístico: como é e como se faz”, trata de questões relacionadas ao preconceito lingüístico presente em alguns indivíduos e meios da sociedade brasileira. O autor tem como intenção tornar seu livro como um instrumento de combate a esse preconceito lingüístico.
O autor traz, nessa obra, uma reflexão detalhada sobre alguns aspectos do uso da língua e leva-nos a pensar, analisar e ver o preconceito lingüístico como resultado de um embate histórico entre a língua e a gramática normativa.
Ele faz críticas, principalmente, àqueles que tratam a gramática da língua portuguesa como se ela fosse o deus maior.
Marcos Bagno aborda no primeiro capítulo do livro que a existência da permanência desse preconceito se dá devido a oito mitos que estão presentes na fala e na vida cotidiana dos brasileiros, sendo eles: “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”; “Brasileiro não sabe português. Só em Portugal se fala bem português”; “Português é muito difícil”; “As pessoas sem instrução falam tudo errado”; “O lugar onde melhor se fala português no Brasil é no Maranhão”; “O certo é falar assim porque se escreve assim”; “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”; e “O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”.
É relevante destacar dentre esses mitos, o primeiro que diz respeito à questão de que “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”, pois esse mito não leva em consideração a questão de que o brasileiro descende de povos diferentes e que não é possível falar a mesma língua.
Também é importante citar o oitavo mito “O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”, onde o autor coloca que a norma culta de nada adianta a uma pessoa que não tenha direitos, instrução ou boas condições financeiras.
De forma clara e consistente, esses oito mitos refletem o pensamento que muitos brasileiros possuem sobre a questão da língua falada no Brasil, pois o preconceito lingüístico, segundo o autor, é alimentado diariamente em programas de televisão e de rádio, em colunas de jornais e revistas e em livros e manuais que querem ensinar o que é “certo” e o que é “errado”.
No segundo capítulo “O círculo vicioso do preconceito linguístico” pode ser observado um alerta que o autor faz para a existência de determinados elementos, onde estes, unidos, funcionam eficientemente para manter o círculo vicioso do preconceito lingüístico. Este sendo composto por três elementos, a saber: a gramática tradicional; os métodos tradicionais de ensino; e os livros didáticos.
Por fim, no terceiro capítulo cujo título é “A desconstrução do preconceito lingüístico”, Marcos Bagno reconhece a existência de uma crise no ensino da língua portuguesa e sugere alternativas de mudança de atitudes, inclusive questionamentos com relação à noção de “erro”.
Essa noção de “erro” também vale para a desconstrução desse círculo vicioso, pois se deve desmanchar assim, o conflito entre língua escrita, que é norteada pela ortografia.
Outro fator interessante que o autor aborda em sua obra é que devemos nos assumir como falantes convictos da língua materna; analisar criticamente os comandos paragramáticos; e usar somente as informações relevantes que eles possam conter, sem levar em consideração a visão preconceituosa que carregam.
Esta obra de Marcos Bagno é de grande importância, pois além de discutir o uso da língua em sociedade comentando sobre o preconceito introduzido no uso da linguagem, o autor tenta desfazer a idéia preconceituosa de que somente quem fala de acordo com a norma culta é que fala a nossa língua.
Sua obra contribui para reconhecermos a diversidade lingüística do nosso país. Logo, esta obra de Marcos Bagno deve ser divulgada através dos mais diferentes meios para que se chegue a um grande contingente de leitores para assim, tentarmos lutar contra a perpetuação desse preconceito que cerca a nossa sociedade.

Bárbara Maria Melo Silva
Universidade Federal de Pernambuco
Serviço Social
6º Período
Português Instrumental
Professor: Cleidson Jacinto de Freitas
04/05/2010
           
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