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A relação entre escrita alfabética e escrita inconsciente Um instrumento de trabalho na alfabetização de crianças psicóticas



Psicoanálisis <> Psicopedagogía
A relação entre escrita alfabética e escrita inconscienteUm instrumento de trabalho na alfabetização de crianças psicóticas
Ilana Katz Zagury Fragelli
Psicanalista, mestre em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano no IP/USP.
Dissertação apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Mestre em Psicologia.
Área de concentracão: Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano
Orientadora: Profª Dra. Maria Cristina Machado Kupfer
e-mail: 
ilanakzf@uol.com.br
O atendimento clínico das crianças psicóticas que frequentam a Pré-Escola Terapêutica Lugar de Vida produziu questões que se referiam as possíveis relações da escrita alfabética com o tratamento. A escrita pode ocupar um lugar especial no tratamento de crianças psicóticas? Qual é o valor do que essas crianças escrevem?
Parecia curioso que, para algumas crianças, a produção de escrita, até então apenas relacionada ao processo de escolarização, ressoasse de modo especial no tratamento, podendo até reordená-lo. Observávamos que o conhecimento ofertado, ao invés de funcionar como mero instrumento para a comunicação, acabava produzindo um deslizamento significativo no modo da criança se enlaçar ao discurso social.
Inspirados pelas possibilidades que o trabalho com o sistema de escrita propiciava, na direção de se oferecer como uma alternativa para o tratamento, foi proposto para algumas crianças que frequentavam a instituição uma nova modalidade de intervenção, em que trabalharíamos na direção da alfabetização e através da qual tentaríamos produzir instrumentos para a constituição do significante.
Foi assim que a escuta das crianças em atendimento, por um lado, recolocava as questões a respeito da relação da produção de escrita com a constituição subjetiva e, por outro, pedia instrumentos teóricos que balizassem as intervenções. Deste modo, a partir da prática clínica e para à ela voltar, construiu-se essa dissertação.
Uma primeira pergunta foi formulada: qual a relação da escrita com a fala?
É essa a questão abordada no primeiro capítulo. É discutido com a escola regular sua tão estabelecida compreensão de que a escrita é a representação gráfica da fala. Os trabalhos de Emília Ferreiro e Vigotsky foram analisados, à luz da psicanálise de Lacan, e a partir de suas concepções de sujeito e representação.
A escolha da interlocução com a escola, em detrimento do entendimento psicológico sobre a escrita, justifica-se pela posição do Lugar de Vida. Ao orientar o tratamento pelos princípios da Educação Terapêutica, a clínica se aproxima do cotidiano escolar. Há oferta: podem ser palavras, gestos, músicas, histórias, letras ou qualquer outro recheio. O adulto é em alguns casos mediador e noutros introdutor da criança no jogo da cultura. Mas, muito embora essa aproximação seja bem-vinda, deve sustentar uma distância salutar, pois, ao propor uma educação com olhos no sujeito, a instituição produz instrumentos para repensar o cotidiano escolar atravessado pela pedagogia.
Isso não quer dizer que o sujeito epistêmico tenha sido excluído; o que se pretendeu foi reposicioná-lo diante do objeto dessa investigação, que é a escrita alfabética. Se é a linguagem que antecede o sujeito em sua entrada no mundo, não é ele que age sobre ela e sim a linguagem que determina e institui o sujeito. Assim, o sujeito perde o estatuto de agente/construtor até mesmo em sua relação com o conhecimento. É um sujeito assujeitado ao funcionamento da linguagem e que, portanto, tem sua relação com os objetos, sejam eles do conhecimento ou de qualquer outra ordem, sobredeterminada por suas marcas inconscientes.
Foi feita ainda a discussão da idéia, sustentada pela psicanálise, de que a escrita alfabética não é uma representação gráfica da fala. É uma modalidade de linguagem, na qual o sujeito se situa a partir do mesmo ponto que o faz em relação ao discurso falado: conta com seus significantes.
No segundo capítulo, escrita e psicanálise foram articuladas de modo mais vigoroso. A pesquisa insidiu sobre o estatuto da escrita na psicanálise de Freud e, para tal, parte de sua obra foi atravessada na tentativa de compreender sua formulação a respeito das inscrições dos traços mnêmicos, que são as marcas da relação do sujeito com a linguagem.
Foi possível entender que o tecido do inconsciente é, para Freud, uma escrita. Essa escrita inconsciente, na metapsicologia psicanalítica, é o texto construído pelas inscrições dos traços mnêmicos. Esse é um ensinamento de Freud, e é a partir dessas formulações que Lacan vai prosseguir e construir as noções de letra, significante e escrita em psicanálise, que poderão nos levar ao entendimento sobre o valor clínico a ser atribuído à escrita alfabética.
No terceiro capítulo foi abordada a confecção da escrita inconsciente através da teoria de Lacan sobre a constituição do significante. Tal teoria propõe que a constituição do sujeito e do significante se dê de modo concomitante. Isso quer dizer que é, ao mesmo tempo causa e ao mesmo tempo efeito da instalação da estrutura mínima do sujeito - o fantasma - que o significante se institui. Afinal, o sujeito só poderá funcionar suportado pelo funcionamento da cadeia significante, pois é exatamente esse elemento, o significante, que, na linguagem, dá ao sujeito a chance de se dizer, singularizar-se, de subjetivar-se.
Tentei então localizar as operações de constituição do significante e do sujeito em cada um dos três momentos lógicos propostos por Lacan. Assim, no primeiro tempo, do lado do significante teremos a inscrição do traço e do lado do sujeito a inscrição e a formação da letra. No segundo tempo, acontece o apagamento do traço para a constituição do significante e o atravessamento pelo recalque para o sujeito e, finalmente, no terceiro tempo, para confirmar sua constituição concomitante, o sujeito precisará dispor de uma constelação significante especial, a do Nome-do-Pai, para poder interpretar as marcas que recebeu nos tempos anteriores.
No quarto capítulo trabalhei a possibilidade de essa operação significante não se constituir, e portanto instituir a psicose.
Como interessava entender a sobredeterminação sujeito/significante a abordagem da psicose foi feita através da articulação entre a noção de fantasma e o fenômeno da holófrase.
A investigação apresentou a idéia de que quando o sujeito está equivalente ao objeto para o Outro primordial, não lhe é possível ser lançado ao jogo do significante, ele fica aprisionado ao objeto e, assim, não pode constituir o seu fantasma de modo suficiente a alcançar a posição de sujeito dividido, ou seja, separado do objeto. Encontramos, então, um sujeito (não dividido) em posição de equivalência ao objeto. A escrita inconsciente, confeccionada a partir dos significantes do sujeito, não tem, portanto, operacionalidade.
Atravessadas de tal modo as questões relativas a tessitura da escrita inconsciente, nos aproximamos da escrita alfabética, mas dessa vez para pensá-la, a partir da psicanálise e através do trabalho de teóricos como Balbo e Pommier, que se dedicaram especialmente a esse tema.
No quinto capítulo, ESCRITA ALFABÉTICA E PSICANÁLISE, apresenta-se a gênese da escrita alfabética tanto no âmbito da história da aprendizagem individual quanto no que se refere as etapas que a humanidade atravessou para construir a escrita.
Geràrd Pommier, ao discorrer sobre a gênese da escrita, ampara seu pensamento na noção de recalque para explicar a origem comum entre a escrita alfabética e a escrita inconsciente. Ele vai entender que para fazer a escrita inconsciente é preciso que o recalque escreva o texto, lançando ou mantendo letras e significantes no incosciente; e, para fazer escrita alfabética, é preciso que a letra saia do inconsciente, atravessando o recalque, ou seja, opere como o retorno do recalcado. Obviamente, não é mais a letra inconsciente que vai fazer a escrita alfabética, mas é certamente algo que vem de lá.
A relação de cada uma dessas letras -inconsciente e alfabéfica- com o recalque se dá de modo específico. É através do mecanismo psíquico do recalque (um apagamento), que as letras são constituídas e mantidas no inconsciente. A letra alfabética, por sua vez, tem origem no apagamento de sua origem pictórica, figurativa. Há aqui também o apagamento de algo da imagem para que possa haver escrita.
Na segunda parte desse capítulo, o desenho foi discutido como um modo de aproximação clínica que revela a posição do sujeito em questão diante da escrita, ou seja, diante de um dos modos que a linguagem acontece.
A clínica com crianças psicóticas mostra que, do ponto de vista do sujeito que está em tratamento, dentre todos os tempos referentes à constituição da escrita alfabética, aquele que temos mais chances de ver acontecer e sobre ele intervir é o tempo do desenho.
Para a psicanálise, o desenho é isolado como um momento lógico fundamental que designa um tempo da constituição do sujeito sem o qual não é possível articular a posição subjetiva que sustenta o alfabetismo.
A perspectiva clínica em relação ao desenho, que se abre rumo à constituição do sujeito, segue dois vetores opostos, e, acredito, igualmente importantes, que nos conduzem à reflexão sobre as propostas formuladas pela Educação Terapêutica.
A partir das formulações sobre a gênese da escrita, aprendemos que a figurabilidade é abandonada em nome do escrita alfabética, o que impõe uma direção clínica em que procuremos o apagamento dos traços do desenho, fazendo deles restar apenas um traço (nem pictórico nem ideográfico em sua relação com o objeto representado), que virá a se constituir como elemento significante e, assim, fazer escrita alfabética. Sendo esse o rumo da constituição do sujeito, deveríamos, na clínica das psicoses infantis, ter como tarefa direcionar a intervenção sobre o desenho para a sua destituição, o seu apagamento.
Porém, aprendemos com Balbo e Pommier que a precariedade do desenho feito por crianças psicóticas, aponta para a impossibilidade de representação psíquica de um corpo próprio, já que o corpo da criança em posição psicótica serve ao Outro como objeto de seu gozo. Nessa linha, teríamos como perspectiva de direção o oposto do que foi pleiteado acima: ao invés do trabalho seguir o apagamento do desenho, deveria certamente comemorar seu incremento.
Foi possível concluir, então, que diante do desenho há dois níveis diferentes de intervenção: decantação e incremento dos traços. Ambos se alternam na clínica e, apesar de proporem práticas vetorialmente opostas, não se contradizem quando o mérito é a direção do tratamento.
Nas considerações finais da dissertação tento articular PSICOSE E ESCRITA ALFABÉTICA.
Como primeiro passo apresento as duas condições que foram isoladas para que a alfabetização ocorra: em primeiro lugar, ao sujeito só será possível inaugurar o processo de aquisição da escrita propriamente dita (aquela compartilhada culturalmente) se sua constituição tiver permitido que a operação significante esteja plenamente ativada. A criança precisa ter a sua hipótese pessoal sobre a escrita para depois poder se curvar à norma cultural, alfabetizar-se.Como a segunda condição temos que a própria alfabetização vai contar com o recalque (como um mecanismo) para seguir seu rumo.
Em seguida, discuti os efeitos da psicose sobre a o que se escreve, que pode produzir três tipos diferentes de escrita:
1.A Escrita inexistente: qundo ela simplesmente não acontece.
2. A ecografia: Assim como estamos acostumados a assistir a aparição dos fenômenos elementares da psicose na fala como a ecolalia e a modalização tonal, a escrita, enquanto modalidade de linguagem, também pode receber esses fenômenos, e foi isso que chamei de ecografia. É um tipo de resposta do sujeito que não serve para situá-lo na linguagem: as crianças apenas grafam letras sobre o papel.
3. A Escrita incipiente: É possível que uma criança psicótica tenha alguma aproximação com a escrita alfabética sem que isso configure uma ecografia. São crianças que podem escrever uma ou outra letra/ palavra e experimentam algum nível de leitura tanto do que escrevem quanto de algumas marcas da cultura, como Coca-cola, MacDonald’s, etc.
Trata-se de uma escrita bastante incipeinte, na medida em que é bastante parcial, não se apresenta como um recurso de linguagem disponível ao sujeito, mas também, ao contrário da posição ecográfica, não mantém fechada a possibilidade de o sujeito se apoiar nos significantes da escrita para tentar se dizer.
Para concluir foram levantadas algumas hipóteses a respeito dos efeitos que o trabalho clínico com a escrita alfabética, a partir de sua relação com a escrita inconsciente, pode ter sobre a psicose na infância.
Lembremos que a escrita alfabética não é um modo de representação da fala que tem como função única a comunicação. Ela é, assim como a própria fala, um modo da linguagem acontecer no sujeito. O que se escreve, assim como o que se fala, é um efeito do trabalho do significante.
A história da humanidade mostra que a escrita não surgiu de uma necessidade de registrar o que vinha sendo falado, mas que, do ponto de vista dos acontecimentos, foi se construindo a partir de um processo de decantação dos traços do desenho, o que a situa em relação a sua origem gráfica.
Enfim, se a escrita é uma modalidade da linguagem, conserva a mesma possibilidade que sempre atribuímos à fala ao pensar nos efeitos da psicanálise sobre o sujeito. Ou seja: a escrita pode produzir significantes, e, através dela, é também possível que o sujeito possa se lançar sobre seus significantes para com eles trabalhar.
A consequência clínica mais importante dessa articulação teórica é que o sujeito pode, através da escrita, se dizer. Assim, o trabalho no âmbito da escrita alfabética, que inclui os seus mais elementares modos de figuração, ao tornar possível a articulação de uma rede simbólica, se oferece como uma alternativa possível ao sujeito para que ele siga, retome, ou complete, a sua constituição.
O desenho, ainda que esse desenho seja apenas um traço, pode promover a aproximação do sujeito com a linguagem em sua modalidade de escrita. Ele pode ser tomado como objeto de investimento das intervenções clínicas, quer seja na direção de fazê-lo crescer (porque diz respeito à possibilidade de representação pela criança de um corpo próprio), quer seja na direção de que seus traços sejam decantados (porque do apagamento da figura surgirá a letra).
O trabalho com a escrita propriamente dita -seus traços, suas pseudo-letras, suas letras desencadeadas, suas palavras soltas- também tem a mesma direção: ao seguir rumo ao alfabetismo tenta aproximar o sujeito do Simbólico, através da ampliação de sua possibilidade significante. Pinçando elementos do Real para atribuir-lhes uma versão simbólica.
Extraindo as consequências inerentes a essa articulação, diríamos que é possível a um sujeito, através de uma abordagem pela escrita, no tempo da infância, se reposicionar diante da linguagem. Assim como acontece quando trabalhamos com o discurso falado, o sujeito abandonaria a posição marcada pela forclusão do Nome-do-pai ( que institui a psicose), em direção a uma posição subjetiva que conte com o recalque em sua estruturação, uma neurose.
Tomando a direção da Educação Terapêutica seria pensar que o trabalho com a escrita que tem o alfabetismo como objetivo, poderia, em última instância, criar condições para a efetivação do recalque. Afinal, como vimos, só haverá escrita alfabética proriamente dita se o recalque operar assegurando a constituição do significante e o apagamento do figurativo no que se refere ao traço da letra.
Porém, a clínica com a escrita ainda não ofereceu mostras de que a reversão da estrutura de fato aconteça. O que vemos com bastante clareza é que a ampliação da possibilidade significante produzida pela escrita oferta ao sujeito psicótico uma posição mais confortável na linguagem. Isso tem efeitos determinantes no modo desse sujeito se posicionar em relação ao discurso social, e produz um efeito muito concreto em sua vida: ele pode circular com menos dificuldade pelo espaço da cultura.
A clínica com a escrita, por enquanto, apresenta como resultado uma ampliação significante que não corresponde à estruturação de uma neurose. O recalque opera, em relação a algumas cadeias, de modo a produzir significantes que se oferecem ao sujeito, mas não o faz a ponto de se ofertar em sua versão de Nome-do-Pai e incidir sobre o Significante 1 do desejo materno, para metaforizá-lo e enfim organizar um sujeito neurótico.
Esse resultado, por sua vez, confirma a imposição de que a alfabetização esteja colocada como um horizonte para o tratamento. Tentando aproximar a criança do universo alfabético, significantes se articulam para ampliar sua chance de se dizer. Não descartar a possibilidade de que o alfabetismo seja conquistado é sobretudo uma exigência ética: aquela que nos coloca em posição de supor que um sujeito possa surgir.
ILANA KATZ ZAGURY FRAGELLI

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fonte http://psicomundo.com/foros/investigacion/ilana.htm

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