quinta-feira, 28 de abril de 2011

Professor e Qualidade de Ensino



Professor e Qualidade de Ensino por,

Paulo Nathanael Pereira de Souza Doutor em Educação e Presidente do Conselho de Administração do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE. E-mail: imprensa@ciee.org.br

O ensino será o que forem os professores. Uma política educacional que se esmerasse na construção dos prédios escolares, que se voltasse para equipamentos sofisticados e que se aprofundasse em inovações curriculares e metodológicas, mas que se esquecesse do professor, estaria fadada ao insucesso. Porque o bom professor faz o bom ensino, apesar de todas as precariedades de meios que vierem a cercar o seu trabalho. Se essa é uma regra para todos os níveis de ensino, valerá muito mais para o ensino fundamental e, dentro dele, para as suas séries iniciais.

A obra da educação nessa fase vive das impressões que a presença do mestre causa na criança. Esquece-se a lição, não se esquece a influência marcante do professor. Só com o professor satisfeito e seguro, preparado e afetuoso se formará a criança, porque a educação sempre se fará apesar do ensino, desde que haja um clima de simpatia no relacionamento entre o mestre e o discípulo.
O que se observa hoje, entre nós, é uma incompreensível indiferença em relação ao professor, principalmente os das séries iniciais, por cujas mãos passa a maioria esmagadora dos brasileiros que completam sete anos de idade.
Desvalorizado profissionalmente, mal pago e desestimulado pela falta de perspectivas de realização pessoal, vai o mestre-escola perdendo o interesse pelo que faz, em detrimento da obra educacional que lhe está confiada. A isso se pode, sem exagero, chamar de desastre nacional, pois a qualidade de vida das novas gerações dependerá, em grande parte, do sucesso ou do insucesso da primeira experiência de escolaridade – que, na maioria dos casos, poderá ser a única. Coincide ela, em cada criança, com a fase crítica de formação das bases da personalidade e da aquisição da visão inicial do mundo, daí a gravidade de que se reveste a situação.
Por isso, não basta afirmarem políticos e educadores ser o ensino a maior prioridade nacional e entenderem que, ao garantir vagas nas escolas para todas as crianças de 7 a 14 anos, terão cumprido o seu dever.
Tão importante quanto assegurar a existência de vagas é conceder apoio ao professor, que dará efetividade e consistência à democratização de oportunidades educacionais.
O primeiro, se bem que não o único, apoio devido é o que diz respeito ao regime de trabalho do professor e, por conseguinte, à sua remuneração. Não são necessárias demonstrações estatísticas para evidenciar um fato notório que ninguém desconhece: dos trabalhadores qualificados deste país, poucos ganharão pior do que o professor, especialmente aquele das séries iniciais de ensino fundamental.
A explicação que se dá é sempre a mesma: há professores demais na rede escolar e dinheiro de menos nos orçamentos públicos. Explicação melancólica, já que a ação do professor teria que ser encarada, não como algo que se paga mal, porque há sempre uma permanente limitação de verbas, mas como aquela tarefa para qual não há sucedâneo e que deve ser remunerada à altura de sua importância, ainda que à custa de sacrifícios de outras prioridades.
Afinal, qual é o preço do trabalho do professor de primeiras letras? O mesmo preço do destino de um povo, se é que este possa ser estimado em custos financeiros.
Se outros países resolveram o problema e questões tão ou mais intrincadas do que essa têm sido enfrentadas com sucesso pelos brasileiros, porque não buscar uma solução à altura da sua importância? À altura e com a devida urgência, eis que a situação tende a ficar dramática. Pois não só se acentua a evasão de professores dos quadros do ensino, como as novas gerações não mais demonstram interesse pela carreira do magistério e conhecem-se numerosos casos de professores que abandonam a profissão, trocando-a por empregos mais bem remunerados no comércio, nos bancos, nos escritórios. Nada há de absurdo nisso, considerando que há regiões onde o professor ganha menos que o salário mínimo. Foi-se o tempo em que, num estado como São Paulo, o professor primário ganhava tanto quanto o juiz de direito, sendo ótimo partido para as meninas casadoiras ou, quando mulheres, para os rapazes sem profissão definida, nem renda própria.
O baixo rendimento escolar no ensino fundamental, que tanto preocupa os estudiosos do setor, não será corrigido apenas com a remessa do professorado a reuniões, encontros e até cursos de atualização e aperfeiçoamento didático. Esse é um procedimento com o qual se gastam verbas polpudas e não raro se desperdiçam esforços hercúleos para, ao final, obter-se um resultado próximo a nada.
Preocupado com a sobrevivência no dia-a-dia, fazendo milagres para manter-se e manter sua família num estilo de vida fronteiriço à miséria, tendo que trabalhar num segundo emprego ou, quando não, dando aulas em vários estabelecimentos de ensino, como se fora máquina, o professor não reúne um mínimo de condições psicológicas para melhorar os padrões didáticos à custa de novos cursos e novos seminários de estudo.
No momento em que o professor for pago convenientemente, voltarão a povoar-se as escolas normais e as faculdades de filosofia, os concursos ao magistério terão mais e melhores candidatos, o nível de ensino se qualificará e uma gama imensa dos atuais problemas escolares se resolverá como por um passe de mágica.
E o que é mais importante, o futuro da nação estará mais bem assegurado do que esteve no passado e está no presente.


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quarta-feira, 20 de abril de 2011

O curso normal, de nível médio, retoma espaço e ganha adeptos


REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 168 

A volta do que não foi

Com sua extinção prevista a partir da edição da Lei de Diretrizes e Bases (1996), o curso normal, de nível médio, retoma espaço e ganha adeptos
 
Marta Avancini


Natália Neves Viana é aluna do 3º ano do curso de formação de professores do Colégio Estadual Dr. Nilson Ribas, em Jaguapitã, interior do Paraná. Longe de ser um caso isolado, a jovem faz parte de um contingente de quase 200 mil alunos em todo o Brasil que estão matriculados em cursos de nível secundário de formação de professores - denominação contemporânea do antigo curso normal. Aos 16 anos, Natália conta que decidiu fazer o curso por influência da família e das amigas. Não se arrepende da escolha. "Foi algo que me abriu muitas portas. Além disso, estou aprendendo coisas que permitem um olhar mais aprofundado do dia a dia."  Ela também começa a vislumbrar seu futuro profissional: pensa em fazer pedagogia e se especializar em educação especial.

É a experiência de jovens como Natália  - que, por terem tido contato cedo com o mundo da educação e da escola, se animam em seguir carreira no magistério -, somada à necessidade de aumentar significativa e rapidamente o número de docentes para a educação infantil e o primeiro ciclo do ensino fundamental e os percalços das políticas de formação docente desde a década de 1990, que estão renovando o fôlego dos antigos cursos normais.

Ao contrário do que imaginam muitos, os cursos não estão extintos no Brasil. É verdade que desde que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) foi aprovada, em 1996, eles perderam espaço e prestígio para a formação de nível superior. Como se sabe, a LDB preconiza, no artigo 62, que para atuar na Educação Básica o docente deve ter formação de nível superior. Mas, no mesmo artigo, admite a formação de nível médio como suficiente para lecionar na educação infantil e nos anos iniciais do
ensino fundamental. 

O fato é que esses cursos continuam em funcionamento em 20 estados, de acordo com a Sinopse Estatística da Educação Básica de 2009, disponível do site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Em vários deles, com um número significativo de matrículas: no Rio de Janeiro, que possui o maior número de matrículas, são 40,3 mil alunos. Pernambuco e Paraná vêm na sequência, com 35,6 mil alunos e 24,2 mil respectivamente.

A chefe do Departamento de Educação e Trabalho da Secretaria de Educação do Estado do Paraná, Marilda Diório, conta que, com a aprovação da LDB, o normal foi perdendo espaço, restando apenas 14 escolas que mantiveram o curso em todo o estado. Esse quadro foi revertido em 2003, quando, por demanda dos municípios, a oferta da modalidade voltou a crescer. Hoje, são 134 escolas da rede pública com curso normal.

Em Pernambuco, a história é semelhante. "A LDB respalda a manutenção dos cursos normais e há demanda por parte dos municípios", justifica Simone Santiago, gerente de Políticas Educacionais de Ensino Médio da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, onde o curso está implantado em 72 municípios.

Diante desse cenário, começa a ser ventilada a proposta de resgatar os cursos normais, transformando-os numa porta de entrada para a carreira docente. A ideia ganhou força na Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada em 2010, que rejeitou um trecho do texto que foi para debate e que previa a extinção do curso normal de nível médio do país. Com isso, a emenda pela manutenção do curso normal foi aprovada com maioria na plenária final.

Com base no referendo da Conae - e, obviamente, na enorme demanda por professores existente no Brasil -, a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC) está começando a construir uma estratégia para fortalecer o curso normal enquanto espaço de formação de profissionais para atuar na educação infantil, segundo informa a coordenadora-geral de Formação de Professores da SEB, Helena Lopes de Freitas.

"O normal sempre teve seu lugar e, embora não seja a formação de que todos os professores precisam, pode desempenhar um papel importante na solução de um dos principais problemas que enfrentamos hoje: a necessidade de ampliar o número de docentes", afirma  Helena, admitindo que não existe um consenso no país em relação ao papel que cabe ao curso normal no circuito da formação docente.

Assim sendo, em 2011, a SEB deverá dar início a uma ação em parceria com os estados que mantêm esses cursos, com a finalidade de estudar estratégias para fortalecê-los.
Na opinião do assessor do Senado João Monlevade, que foi presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e membro do Conselho Nacional de Educação, o referendo da Conae tem um significado importante. "Foi uma vitória importante, sintonizada com a realidade e as demandas do país", analisa.

Para ele, assim como na visão de outros especialistas envolvidos na discussão, o normal pode desempenhar um papel relevante na profissionalização, ao mesmo tempo que garante uma formação inicial de qualidade ao futuro professor. "Quem faz pedagogia, normalmente é o aluno de baixa renda, que muitas vezes precisa trabalhar durante o dia e estudar a noite em cursos de nível superior de qualidade discutível", argumenta.

Assim sendo, por que não resgatar o papel histórico tradicionalmente desempenhado pelas escolas normais? É o que defende Isabel Lelis, professora e pesquisadora do Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Em busca de legitimidade
"As escolas normais têm recebido um número crescente de alunos provenientes das camadas populares e precisam ser tratadas pelo Poder Público como um espaço legítimo de formação de professores", afirma Isabel. "As faculdades de educação e os cursos de pedagogia devem se abrir aos egressos da escola normal como um espaço formador de outra latitude."

Ao mesmo tempo, diante da inexistência de uma rede competente de instituições de ensino superior capaz de fornecer os conhecimentos, habilidades e competências requeridas pelo professor neste século 21, a escola normal permanece como uma instância de formação de professores das séries iniciais, complementa a professora da PUC-Rio.

Esse ponto de vista não é unânime.  O docente e pesquisador ligado ao Departamento de Ensino da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Alvaro Hypolito avalia que "hoje o Brasil pode prescindir dessa modalidade".

"O exemplo do Acre mostra que não é necessário recorrer ao magistério para formar professores", lembra Hypolito, referindo-se ao sucesso da estratégia adotada no Estado nortista e que resultou em uma rede com quase 100% de docentes com nível superior.

Crítica versus prática
Além disso, para o professor, o ensino superior forma um professor mais crítico, pois agrega uma bagagem que torna o futuro profissional capaz de refletir e se posicionar frente aos grandes temas e questões da educação nacional (por exemplo, o analfabetismo) - algo que ele considera importante para o bom exercício da profissão, mas que é difícil ocorrer no secundário por falta de maturidade do jovem nessa etapa da vida. 

Ele também alerta para o risco de, ao se incentivar a formação de nível secundário, enfraquecer o movimento pela melhoria das condições salariais e de trabalho da categoria. "É mais barato para as prefeituras contratarem um profissional de nível médio, o que dificulta o processo de implantação do piso nacional."

Para além da defesa do nível secundário ou do nível superior como sendo "a" instância de formação dos professores, uma problemática de fundo - e ainda não resolvida - é um entendimento mais claro do que se espera do professor que vai para as salas de aula.

Nesse sentido, uma reflexão da professora Isabel, da PUC-Rio, ajuda a colocar o debate em perspectiva: "A crise da escola normal e seu declínio se constituíram sob a hegemonia de razão teórica e sob a pseudodesvalorização da dimensão da prática pedagógica".   

Ou seja, uma questão de fundo - ainda não solucionada - é qual é o tipo de professor que se pretende formar para atuar na Educação Básica. "Não existe um consenso nacional, mas esta é uma questão que precisa ser olhada", propõe Helena Freitas.

De um lado, os defensores da manutenção e fortalecimento dos cursos normais veem nessa modalidade a vantagem de ela possibilitar o contato com a prática, familiarizando o profissional com o cotidiano da sala de aula. De outro, os críticos defendem a necessidade de reforçar a formação crítica para o futuro docente, o que somente seria possível na faculdade.

A ênfase na prática é vista como uma vantagem para quem atua na ponta da gestão, como a coordenadora de Educação Infantil do Departamento de Educação e Cultura da Prefeitura de Jaguapitã, no Paraná, Ivone Damasceno de Almeida.  "O professor que tem normal é mais preparado, pois tem mais contato com as crianças", diz. "A teoria é importante, mas se o professor não fizer a ligação entre teoria e prática na sala de aula, não adianta", complementa Ivone.

A superação do impasse, na visão de Helena, depende de costurar uma articulação entre os dois níveis de formação. "Não é uma defesa saudosista do antigo normal, mas da construção de uma nova escola normal, com currículo melhorado e em articulação com os cursos de pedagogia, sem desprezar a sua tradição de uma escola que dá uma formação de qualidade aos alunos que passam por ela", defende a coordenadora de formação da SEB/MEC.

Para Isabel Lelis, da PUC-Rio, a retomada dos normais pode se constituir numa boa alternativa para a formação de professores no contexto de trabalho, "em processos reais de interação entre pares (professores da universidade e professores das escolas de Educação Básica)" e tendo em vista a construção de competências coletivas - e não individuais.
Dos tempos do Império
As escolas normais brasileiras foram criadas na época do Império, com o objetivo de preparar pessoal para viabilizar o projeto de expansão do ensino primário. A primeira foi a de Niterói, nascida em 1835. Na década seguinte, instituições semelhantes foram instaladas na Bahia e na então Província de São Paulo.

Contudo, a efetiva expansão para todo o território nacional das escolas destinadas a formar professores para o ensino primário ocorreu no inicio do século 20, já durante a República. Naquela época, as escolas normais consolidaram-se como uma instituição essencialmente feminina.


As escolas eram dotadas de escolas-modelo anexas, destinadas à prática pedagógica, e foram responsáveis pela profissionalização do magistério primário no Brasil.



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sábado, 16 de abril de 2011

TDAH e hiperatividade - como é o diagnóstico?



TDAH e hiperatividade - como é o diagnóstico?


O diagnóstico do TDAH (DDA) - Déficit de Atenção começa com uma extensa análise clínica do caso por um especialista em TDAH e co-morbidades, quando são analisadas as características cognitivas, comportamentais e emocionais relacionadas à presença ou não da impulsividade, hiperatividade e impulsividade.

A partir daí, a depender das características do caso, o especialista pode solicitar outros testes e exames, desde exames físicos até avaliação cognitiva, neuropsicológica, comportamental e/ou emocional. Conheça os procedimentos do IPDA e programas de avalição / testes para Diagnóstico Diferencial.

O diagnóstico do TDAH não deve ser baseado exclusivamente em listas de sintomas - apenas ter muitos dos sintomas não significa que, necessariamente, alguém é portador do TDAH. Há várias outras causas que podem mimetizar os sintomas do TDAH ou até mesmo ocorrerem simultaneamente a ele - o que é chamado de co-morbidade. Além disso, há mais de um tipo de TDAH.

        Um bom diagnóstico é pré-requisito para o sucesso do tratamento.  Um diagnóstico completo só pode ser realizado por um especialista. Se houver suspeita de TDAH, procure um profissional especializado para uma avaliação completa. Somente um especialista podera excluir outros problemas que podem mimetizar os sintomas de TDAH, como falta de atenção, hiperatividade física ou mental, impulsividade, falta de auto-controle, problemas com memória, organização, gerenciamento do tempo, etc.


Por que é difícil diagnosticar TDAH (DDA) e hiperatividade?

O diagnóstico de TDAH é um dos mais difíceis de serem feitos, pois há muitos outros problemas que podem mimetizar seus sintomas. Por esta razão é necessário fazer um bom Diagnóstico Diferencial, que conclui tratar-se de TDAH após excluir todas as outras alternativas.

A análise clínica do caso deve ser extensa - ou seja, não é possível fazer diagnóstico em uma sessão rápida, apenas checando a lista de sintomas.

Além da análise clínica, o especialista poderá solicitar exames complementares, para identificar problemas simultâneos ao TDAH ou excluir outras possibilidades. 

 Qual especialista faz o diagnóstico de TDAH?

Procure sempre um especialista, com conhecimento profundo do assunto e que atenda com regularidade casos de TDAH e co-morbidades. Normalmente, os especialistas são médicos - neurologistas ou psiquiatras - e psicólogos.

Lembre-se: é fundamental um conhecimento amplo, não apenas de TDAH mas também de patologias associadas, tanto orgânicas quanto comportamentais, cognitivos e emocionais, para que o diagnóstico diferencial seja feito com precisão. A qualidade do tratamento depende diretamente da qualidade do diagnóstico.


fonte: http://www.dda-deficitdeatencao.com.br/diagnostico/

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Prova de Professores de SP deve ser em julho (prova do mérito)



JORNAL AGORA – 13/04/2011

FUNCIONALISMO, por Cristiane Gercina

Prova de Professor deve ser em julho

A Secretaria de Estado da Educação divulgou que os professores da rede estadual devem fazer a prova do Programa de Valorização pelo Mérito em julho. O dia ainda será definido pela Secretaria de Estado da Educação. Com o sistema, o Estado dá reajuste aos professores mais bem avaliados.
Para receber o reajuste, os professores da rede estadual terão de tirar, ao menos, nota seis – em uma escala que vai até dez.
A participação é restrita aos profissionais que estão há, pelo menos, quatro anos – ou 1.460 dias – na função. Também é exigido que o professor esteja dando aulas em uma mesma escola há 1.168 dias, no mínimo.
O servidor precisa ter atingido, nos últimos quatro anos de atuação na rede pública, 2.304 pontos na tabela de frequência.
Um professor que não teve faltas em um mês, por exemplo, ganha 60 pontos na tabela. Quem faltou 31 dias não ganha pontos.
Foram criados cinco faixas para cada uma das categorias – professor, diretor e supervisor – para definir o reajuste dos profissionais.
A promoção da faixa 1 para a faixa 2 equivale a um aumento de 25% da remuneração inicial. Quem passar para a faixa 3 terá aumento de 50%. Na faixa 4, o reajuste será de 75% e, na última faixa, o servidor ganhará 100% de aumento.


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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Concepções sobre avaliação

 Concepções sobre avaliação

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sistema numeração decimal - 4º e 5ºano

sistema numeração decimal - 4º e 5ºano

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bullying - Violência Nas Escolas

 Em todos os ambientes onde pessoas se encontram sejam eles: trabalho, família, igreja, tribos, estabelecimentos comerciais, hospitais e demais lugares, acontecem  relações interpessoais.  Nas instituições escolares elas também se evidenciam e originam, muitas vezes, certos dissabores entre seus agentes. Acontece que nestas relações há sempre um mais forte - ou que pelo menos demostra ser assim -  e nessa ânsia pelo poder, o suposto mais forte, busca sua ou suas vítimas, através das quais seu domínio será exercido. Uma vez escolhida a vítima, o agressor irá maltratá-la, visando ridicularizá-la perante os demais colegas. Algumas pessoas acham por bem assistir a tudo como se nada estivesse ocorrendo - são os chamados espectadores.  

Neste contexto se estabelece o Bullying, que tem como protagonistas a vítima, o agressor, o espectador  e seu círculo vicioso.
A vítima é sempre humilhada, "perde" seus pertences constantemente, falta às aulas sem motivo, apresenta baixo rendimento escolar, demonstra insegurança ao se manifestar em público, apresenta manchas  e arranhões pelo corpo - nem sempre as consegue justificar - prefere se manter afastado dos demais colegas.

O agressor é temido pelos demais, manipula seus espectadores - que o auxiliam em suas práticas- anda sempre em grupos, não suporta ser contrariado, apresenta atitudes agressivas por qualquer motivo, seu tom de voz é grosseiro, aparece com pertences, lanches de suas vítimas - alegando ter sido presenteado por elas.

O espectador assiste a tudo na maioria das vezes sem se manifestar, em alguns casos participa como cúmplice das agressões temendo contrariar o agressor, que por sua vez se voltará contra ele.
As formas de Bullying mais comuns em ambientes escolares são: agressões físicas e verbais; ameaças; brigas; chantagens; apelidos; trotes; roubo; racismo; xenofobias - aversão a tudo aquilo que vem de outras culturas e nacionalidades - intimidações; piadinhas; assédios; xingamentos; alienações; abusos; discriminações e várias outras formas de se ridicularizar uma pessoa.

Na maioria das vezes a vítima aceita todo o seu sofrimento sem dizer nada a ninguém, porém se transforma em uma pessoa triste, constantemente deprimida e sem perspectivas de lutar pelos seus direitos - nesse caso, ela poderá  até optar pelo suicídio. 

Talvez guarde essa mágoa durante anos e de repente, em um momento de explosão, invada sua escola atire nos colegas e em quem atravessar seu caminho, passando da condição de vítima para agressor - todavia sempre que a vítima opta por matar, ela pratica o suicídio em seguida. 

Pode ser também que a vítima  não consiga reproduzir seus maus tratos ao seu agressor, mas o fará assim que encontrar uma pessoa mais fraca do que ela, estabelecendo assim o tão temido círculo vicioso do Bullying.
É importante ressaltar que o Bullying, não é praticado apenas por alunos e entre alunos. Conforme foi dito anteriormente, ele se traduz em todas as relações desiguais de poder em que um dos agentes sejam ridicularizados ou sofram qualquer tipo de agressão. Portanto, no ambiente escolar, pode acontecer também entre alunos e professores - inclusive alguns alunos, além de agredir fisica e verbalmente seus professores na escola - criam perfis em sites de relacionamentos visando ridicularizá -los ainda mais. Em contra partida alguns professores utilizam o recurso avaliação para punir e alienar seus alunos; abusam de seus conhecimentos e "poder"  para humilhá-los. 




A partir do momento em que o Bullying começa a ser praticado - independentemente de quem sejam seus protagonistas - ele gera situações de violência que podem  se estender por toda a sociedade. É necessário que  todos os envolvidos no processo educacional estejam atentos a este vilão que permeia a educação do século XXI e elaborem planos de ação em que valores como o respeito, amor, companheirismo e cidadania sejam constantemente abordados. Consequentemente os ambientes escolares que investirem  nesses valores tão esquecidos em tempos atuais, estarão contribuindo para que a prática do  Bullying venha a se extinguir de nossas escolas.   



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Pragmatismo e Utilitarismo