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SÍNDROME DE DOWN: ACOMPANHAMENTO CLÍNICO NA INFÂNCIA




O primeiro ano de vida é o período de maior risco de vidaA infância é decisiva para que o paciente possa atingir a sua potencialidade. A prevenção, detecção precoce e tratamento imediato das diversas afecções intercorrentes vão evitar ou atenuar as complicações limitantes para a vida.

O primeiro ano de vida é especialmente importante. Tomam-se algumas decisões médicas decisivas para o resto da vida como controle de infecções, tratamentos auditivos, cirurgia cardíaca. É o período de maior risco de vida e as cardiopatias representam a principal causa de óbito. É também o ano de maior velocidade de crescimento e desenvolvimento onde os programas de estimulação apresentam as melhores respostas. A avaliação do crescimento e desenvolvimento, pela sua importância, é apresentada em tópico específico.

Além de observar a evolução de possíveis complicações já detectadas no período neonatal e de realizar as avaliações periódicas, é preciso estar atento para os seguintes aspectos.

Cardiopatias:
Representam o grupo de afecções mais importantes desta fase, especialmente durante o primeiro ano. Mesmo que o paciente seja assintomático, deve ser realizado pelo menos um ecocardiograma nos primeiros seis meses de vida.

Infecções:

Principalmente as respiratórias, são a segunda causa de óbito no primeiro ano. São frequentes as rinites, adenoidites, amigdalites, laringites, bronquites, broncopneumonias, pneumonias e otites. Blefaroconjuntivites e piodermites também são comuns.

Visão:

- Estrabismo
- Erros de refração, especialmente miopia.
- Nistagmo.
- Catarata.
- Obstrução do ducto lacrimal.

Audição
- Defeito funcional da tuba auditiva.
- Hipoacusia.
- Surdez.

Tireóide
- Hipotireoidismo;
- Hipertireoidismo.

Sistema osteoarticular:

A instabilidade atlanto-axial, pela frequência e gravidade dos problemas que pode determinar (compressões medulares) exige realização rotineira de avaliação por volta dos três ou quatro anos de idade. É também comum a luxação do quadril.

Dentição:
Costuma ser tardia, pode haver falta de alguns dentes, pode haver outros problemas ortodônticos, tendência a cáries, infecções periodontais. Em toda consulta, avaliar os cuidados de higiene dentária. Deve ser estimulada a visita regular ao dentista.

Nutrição:
Quando não há cardiopatia, existe tendência à obesidade. A criança obesa costuma ser o adulto obeso, sendo importante à prescrição de uma dieta adequada e exercícios físicos apropriados.


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