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O aparelhamento do Estado e a formação da “militância playmobil”


Os ataques da imprensa sobre o Ministério dos Esportes e o PCdoB podem até não dar em nada, mas algumas coisas começam a ficar muito claras.
A mídia se baseia em alguns fatos concretos, como a gravação da conversa de um ex-militante com um filiado ao partido, e outros nem tão razoáveis assim, como a aquisição de um terreno por parte do Ministro, que a princípio não parece possuir bens fora do padrão. Neste último caso é uma especulação descabida, mas que não invalida os outros fatos.
Mas o que ninguém está falando se relaciona ao que realmente está acontecendo e nem mesmo o Ministério faz questão de esconder: a absurda utilização do dinheiro público para aparelhamento de um partido.
São várias ONG´s organizadas por filiados do PCdoB espalhadas pelo Brasil sendo sustentadas com recursos públicos, em um aparelhamento descarado.
Vamos supor que não houvesse problemas com a prestação dos serviços, e que as acusações de que 20% estariam sendo desviados não existisse.
Se estiver tudo certo já estará tudo errado.
A justificativa de que é um procedimento legal não invalida o questionamento político do aparelhamento estatal com a finalidade de fazer política. Não dei (e muito menos milhões de pessoas) meu voto em Dilma (no segundo turno) nem em Lula para que fosse dado ao PCdoB o direito de distribuir centenas de milhões de reais entre ONG´s de partidários.
Outro pergunta completamente cabível é: suponhamos que o PM que denunciou Orlando seja um bandido, como é que o partido e o Ministério se envolvem política e administrativamente com um camarada deste quilate?
Quem precisa esclarecer isso é o próprio partido, e não a mídia.
Particularmente acho pouco provável o próprio Ministro ter se envolvido em negócios com o PM denunciante, mas que a máquina do Ministério, especialmente à época de Agnelo Queiroz, se envolveu, não resta dúvidas.
O pior é a cegueira que toma conta de uma parte da esquerda, que nem ao menos questiona o aparelhamento da estrutura estatal, como se isso fosse uma coisa normal.
Começa-se a partir do princípio de que mandar dinheiro para uma ONG amiga fazer um projeto ao invés de enviar a uma Prefeitura é algo absolutamente normal.

Militância “aguerrida” não questiona mais nada
Esperava-se certo comportamento republicano da esquerda, mas foi justamente o contrário.
Nem mesmo a direitona do Governo Collor e Sarney foi tão longe.
Como disse o Senador Cristovam Buarque hoje pelo Twitter: “Pior da corrupção é que está formando uma geração de militantes cínicos.”
Parece que estamos formando uma massa de playmobils. Não se questiona, não se envergonha, apenas defende, como se bonecos fossem.
Não importa se um deputado se junta ao que há de pior na política para aprovar uma nova lei ambiental, ou mesmo se o Governo esquece que utilizou um discurso terrorista em relação à privatização e logo depois parte para privatizar aeroportos. O que importa é que o “centralismo democrático” manda e a manada obedece.
E se alguém se coloca contra, rapidamente é classificado como direitoso ou de estar fazendo o jogo da direita. O maniqueísmo exarcebado conceitua um lado como “progressista” e outro como “atrasado”, como se fosse possível uma verdade absoluta.
O cidadão nem se dá o direito de colocar meia dúzia de neurônios críticos para funcionar, para avaliar se o que sai na mídia tem ou não fundamento. Se está contra meu partido, está errado.
No fundo são energúmenos em estado bruto.
Uma vergonha para todos os que sonham por um país decente.


http://acertodecontas.blog.br/politica/criou-se-uma-massa-de-militantes-playmobil/

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