Pular para o conteúdo principal

5 maneiras de evitar a repetência


5 maneiras de evitar a repetência

Conheça as práticas para acompanhar os alunos durante todo o ano letivo e não deixar ninguém para trás

Cristina Casagrande de Figueiredo e Silvia Avanzi (novaescola@fvc.org.br)

Página 1 de 6>>|
Todos os anos, cerca de 7 milhões de alunos repetem a série que cursaram no período anterior. O número - alarmante - significa muitas perdas para o país, para as escolas e para os estudantes. O Brasil gasta 10 bilhões de reais para que esses estudantes tenham contato novamente com os mesmos conteúdos, muitas vezes ensinados da mesma maneira, sem garantias de que a segunda passagem pelo mesmo processo levará à aprendizagem. A repetência aumenta a distorção idade-série (28,6% no Ensino Fundamental e 44,9% no Ensino Médio), o que contribui para que a avaliação da Educação no país continue baixa. A escola com muitos repetentes também perde, pois registra dados que comprometem seu desempenho como um todo e colocam em xeque a qualidade do ensino que oferece.

O maior prejudicado, porém, é o aluno: além de refazer um ano inteiro, ele muitas vezes perde o estímulo para continuar os estudos. Isso eleva outro índice do qual o país não se orgulha: o da evasão escolar (6,9% no Ensino Fundamental e 10% no Ensino Médio, de acordo com dados do Ministério da Educação). Não por acaso, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em março de 2007 pelo governo federal, prevê o combate à repetência e ao abandono escolar, determinando que as escolas tenham um sistema de acompanhamento aos alunos com necessidade de apoio ao longo do ano e não somente nas últimas semanas de aula.
Existem várias maneiras de oferecer esse apoio. Explicamos cinco delas nesta reportagem. Para algumas, é preciso montar estrutura de salas, material e pessoal. Em outras, a orientação da coordenação pedagógica pode ajudar o professor a desenvolver atividades diferenciadas ou a montar grupos de trabalho em sala de aula para que os estudantes trabalhem em conjunto e aprendam com os colegas.

A importância do apoio pedagógico para a qualidade da Educação foi confirmada no estudo Como Sistemas Escolares do Mundo Chegaram ao Topo, da consultoria norte-americana McKinsey, realizado em 2008. A pesquisa revela que uma Educação de excelência não deve deixar nenhum aluno para trás. O sistema adotado na Finlândia, por exemplo - país sempre em destaque nos rankings educacionais -, prevê que cada escola tenha um professor especializado em reforço escolar para cada sete turmas regulares (os docentes costumam encaminhar em média 30% dos matriculados para aulas no contraturno).
Recuperação, não. Apoio contínuo à aprendizagem

A ideia de que o aluno deve receber algum tipo de apoio para evitar a repetência não é nova. Porém o mais comum é encontrar escolas e redes que reservam no fim do ano um período ao qual dão o nome de "recuperação" - como se fosse possível que qualquer criança ou jovem que não tenha compreendido ao longo do tempo, nos vários encontros semanais que teve com os professores, o faça em duas ou três aulas durante uma semana, em que são revistos todos os conteúdos ao ano. "As dificuldades têm de ser trabalhadas assim que elas aparecem em sala de aula e não deixar que se acumulem para o fim do ano", afirma Ocimar Munhoz, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).
O termo "recuperar" não é mais usado pelos educadores que defendem uma distinção entre os processos de ensino e de aprendizagem. "Todos os alunos são capazes de aprender. Contudo, eles adquirem o conhecimento em ritmos e de maneiras diferentes", afirma Rosa Maria Antunes de Barros, coordenadora pedagógica da Escola Castanheiras, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, e autora de um estudo sobre grupos de apoio em escolas. "Sempre haverá estudantes que precisarão de apoio em algum conteúdo específico de uma disciplina ou em algum momento da vida escolar. Cabe ao professor e à escola oferecer a eles diversos caminhos."

O ideal é que, de acordo com os resultados obtidos nas avaliações, os professores e a coordenação pedagógica identifiquem as necessidades de aprendizagem de cada aluno e ofereçam a ajuda necessária. "A avaliação do aluno deve ser constante para que se possa reconsiderar o trabalho docente no momento necessário", diz Rosa Antunes.
Responsabilidade compartilhada entre a rede e as escolas

Algumas redes definem o tipo de apoio pedagógico que deve ser dado nas escolas do sistema e providenciam os recursos necessários para que ele ocorra. É o caso das aulas no contraturno ou da monitoria professor-aluno. Geralmente, os técnicos das Secretarias fazem um levantamento das necessidades de aprendizagem dos alunos da rede, com base nas avaliações externas, e definem os critérios que serão seguidos. Mas nada impede que as escolas tenham a iniciativa de oferecer reforço aos estudantes: os diretores podem acompanhar as avaliações individuais desde o início do ano e, juntamente com a coordenação pedagógica, avaliar qual prática ao alcance da escola é a mais adequada - caso dos grupos de trabalho em sala de aula ou trabalhos pessoais.
Continue lendo
Página 1 de 6>>|



http://gestaoescolar.abril.com.br/aprendizagem/cinco-maneiras-evitar-repetencia-evasao-reprovacao-indicadores-avaliacao-grupos-apoio-escolar-reforco-532545.shtml

Obrigado pela visita, volte sempre.

Postagens mais visitadas deste blog

Carta de intenção Especialização: MODELOS DE CARTAS DE INTENÇÕES

A carta de intenção deve ser endereçada a coordenação do curso de especialização de interesse do candidato enfatizando os seguintes pontos: 

1) Identificação do candidato: Nome e formação universitária. 
2) Breve introdução sobre conhecimentos relacionados ao curso. 
3) Experiência acadêmica ou profissional na área de abrangência do curso, se houver. 
4) Interesse pessoal do candidato na área. 
5) Possibilidades de aproveitamento do curso em sua atuação profissional. 
6) Expectativas em relação ao curso. 

Obs.: A carta deve ser desenvolvida em no máximo 30 linhas. 

Estas regras eu não acredito que tenham que ser seguidas a risca. Vai do bom senso. 
O candidato deverá elaborar um documento, tendo no máximo duas laudas, escrito em Arial (tamanho 12) e espaço 1,5 entre as linhas >> 
A Carta de Intenção deverá conter as seguintes informações: 
1-Os motivos de ordem profissional e intelectual que o motivaram a candidatar-se, e qual a sua perspectiva com relação ao curso. 
2-Experiência acadêmica…

Você sabe, o que é Apostilamento de diploma. (CNS/CES).

Gostaria de falar com os estudantes de pedagogia como eu, que existe o apostilamento de diplomas. Uma vez na aula de legislação educacional, nosso professor falou sobre o apostilamento de diplomas. Mas o que vem a ser este ato.
Apostilamento de diplomas
É o registro feito no diploma quando o aluno apresenta conclusão de estudos adicionais.
O apostilamento de estudos adicionais de cursos concluídos antes da Lei Federal n.º 7044/82, deve ser feito pela Secretaria de Estado de Educação.
O apostilamento de estudos adicionais em diplomas de cursos concluídos depois da Lei Federal n.º 7044/82, deve ser feito pela escola que ofereceu o curso.
Documentos necessários: Diploma, histórico escolar.
Endereços das Superintendências

Apostilamento de Diploma Pedagogia
Vamos dar um ex.: Você que cursou bacharelado em pedagogia, pela nova lei de diretrizes, se você passar em um concurso público para a vaga de professor não poderá assumir o cargo. Gostaria de contar um caso verídico que aconteceu comigo.
Eu part…

Planos de Aula: Educação Física de 1ª à 4ª série do ensino fundamental.

Planos de Aula
CONTEXTUALIZAÇÃO Para que se compreenda o momento atual da Educação Física é necessário considerar suas origens no contexto brasileiro, abordando as principais influências que marcaram e caracterizaram esta disciplina e os rumos que se delinearam. No passado a Educação Física esteve estreitamente vinculada às instituições militares e à classe médica. Esses vínculos foram determinantes, tanto no que diz respeito à concepção da disciplina e suas finalidades quanto ao seu campo de atuação e à forma de ser ensinada. Por suas origens militares e por seu atrelamento quase servil aos mecanismos de manutenção vigente na história brasileira, tanto a prática como a reflexão teórica no campo da Educação Física, restringiram os conceitos de corpo e movimento (fundamentos de seu trabalho) aos seus aspectos fisiológicos e técnicos. Atualmente, a análise crítica e a busca de superação dessa concepção apontam a necessidade de que, além daque…