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Entenda os diferentes métodos de ensino Um pouco da história das teorias pedagógicas e dos mestres que inspiram a prática nas escolas



Teoria Construtivista, por Jean Piaget
Para Jean Piaget, epistemólogo suíço e um dos grandes teóricos da pedagogia, a principal meta da educação é criar seres capazes de fazer coisas novas e não repetir, simplesmente, o que as outras gerações fizeram. Seres que sejam criadores, inventores e descobridores. A segunda meta da educação, de acordo com ele, é formar mentes que tenham condições de criticar e não aceitar tudo que lhes é proposto. Resumindo, sua teoria busca formar cidadãos criativos e críticos. Além disso, a teoria de Piaget defende que o professor não deve apenas ensinar, mas, acima de tudo, orientar os alunos para uma aprendizagem autônoma.

Paulo Freire e a Educação Libertadora
O pernambucano Paulo Freire foi o mais célebre educador brasileiro. Reconhecido mundialmente, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Seu maior objetivo era conscientizar o aluno com relação às classes menos favorecidas e fazê-lo entender sua situação de oprimido e agir em favor da própria libertação. Por isso, seu principal livro foi Pedagogia do Oprimido. Ele propôs uma prática de sala de aula que desenvolvesse a criticidade do aluno. Criticava a ideia de que ensinar é transmitir saber e condenava a educação bancária, onde, segundo ele, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno. Para o educador pernambucano, o profissional de educação deve levar os alunos a conhecer conteúdos, porém, não como verdade absoluta. “Os dois lados devem aprender juntos, um com o outro”, defendia. Paulo Freire dizia que ninguém ensina nada a ninguém, mas as pessoas também não aprendem sozinhas. Ele afirmava, ainda, que enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los. Seu método de ensino ficou conhecido como Educação Libertadora.

Sociointeracionismo, o ensino como processo social
Para o psicólogo bielorusso Lev Vygotsky, o teórico do Sociointeracionismo, o desenvolvimento intelectual é construído através das interações com o meio social, da relação com outros indivíduos. Nesse caso, o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem. Sua teoria defende que o indivíduo constrói suas concepções através da assimilação do conhecimento do ambiente em que ele vive. Vygotsky costumava dizer que “na ausência do outro, o homem não se constrói”. 

Avaliação por competência
É uma forma de avaliar o aluno levando em consideração, ao longo de sua vida escolar, o que ele já sabe, o que aprendeu com a aula e como coloca em prática aquilo que aprendeu. Ou seja, leva em consideração não só os conhecimentos adquiridos, mas também as habilidades e as atitudes desenvolvidas pelos estudantes, buscando a sua transformação. A avaliação por competências é parte norteadora no processo de ensino-aprendizagem porque permite a formação permanente do estudante. Esse tipo de avaliação sobrepõe os aspectos qualitativos sobre os quantitativos, portanto, não valoriza somente os resultados de provas.

Pedagogia de Freinet
Celestin Freinet era um educador francês que desejava criar um sistema democrático de educação, livre de contradições sociais. O teórico tinha como objetivo desenvolver uma escola popular. Foi o criador do Movimento da Escola Moderna, na França, que se caracteriza por sua dimensão social. Para ele, a criança tem que ser vista não como um indivíduo isolado, mas como parte de uma comunidade e jamais ser marginalizada, principalmente quando fizer parte de classes menos favorecidas. Freinet utilizava como técnica de pedagogia desenho e texto livres, aulas-passeio, jornal de classe, livro da vida, entre outras, que representavam momentos de um processo de aprendizagem, propiciando as condições para estabelecer a apropriação do conhecimento. Ele dizia que “se não encontrarmos respostas adequadas a todas as questões sobre educação, continuaremos a forjar almas de escravos em nossos filhos".



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