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Mostrando postagens de Dezembro, 2014

Quando surgiu o pão francês e por que ele tem esse nome? Rafael Garcia

Quando surgiu o pão francês e por que ele tem esse nome? Rafael Garcia
Lucas Gomes Ferreira, por e-mail Iguaria brasileira


Daniel Aratangy
O "pão francês" das padarias brasileiras na verdade não tem tanto a ver com os pães feitos na França. A receita do pãozinho hoje mais consumido no Brasil surgiu no início do século 20, provavelmente perto da 1ª Guerra Mundial, por encomenda de brasileiros endinheirados que voltavam de viagem a países da Europa. Até o fim do século 19, o pão mais comum no Brasil era completamente diferente, com miolo e casca escuros. Na época, era bastante popular em Paris um pão curto com miolo branco e casca dourada - espécie de precursor da baguete, atual predileção dos franceses. Os viajantes de famílias ricas que voltavam de lá descreviam o produto a seus cozinheiros, que tentavam então reproduzir a receita pela aparência. O resultado foi a invenção do "pão francês" brasileiro, que difere de sua fonte de inspiração européia, sobretudo por levar um p…

Plano de atividades de Berçário

Segue abaixo uma sugestão de programação semanal de atividades de Berçário, com respectivos objetivos:
(a) Aprendizagem Ativa (Exploração PSM/Vida prática)
(b) Linguagem
(c) Exp. e representação
(d) Raciocínio lógico e relação espacial
Segunda(a) Folhear livros (capa dura/plástico ou pano) e revistas
(b) Ouvir pequenas histórias (livros e gravuras)
(b) Música com gestos
(b) Brincar com a língua, barulhos, repetição de sílabas/onomatopéias
(c) Trabalhar com os sentidos: visão (esconder e encontrar objetos)
(c) Uso do espelho: ver a si e ao outro
(d) Trabalhar quantidade: muito/pouco, cheio/vazio, mais/menos
Terça(a) Tinta caseira
(b) Cartões de linguagem
(b) Mímica com gestos
(c) Trabalhar com os sentidos: Tato (textura, peso, temperatura)
(d) Trabalhar com semelhanças e diferenças
(d) Comparar objetos quanto a forma, tamanho e cor
(d) Dobrar e amassar papéis (modificar formas dos objetos)
Quarta(a) Rasgar e amassar papéis (texturas variadas)
(b) Observar fotos e revistas (identificar objetos, pessoas e l…

Você bebe suco ou açúcar?

Ministério da Justiça Você sabia que a partir de 12/12/2014 todas as bebidas não alcoólicas, como sucos, chás prontos, refrigerantes e preparados sólidos e líquidos, utilizados em refrescos e bebidas compostas, deverão especificar a quantidade de cada componente no rótulo das embalagens? Norma do Ministério da Agricultura eleva, por exemplo, para 40% o percentual mínimo de suco de fruta nos chamados néctares de laranja e uva. Suco: o produto precisa ter 100% de suco integral, com ou sem adição de açúcar e sem aditivos químicos. Néctar de Fruta: levará 40% de polpa de fruta, completado de água potável, açúcar e muitos aditivos. Refresco: você vai ter menos de 20% de suco, o restante será água, aditivos químicos como corante e aromatizante.
Obrigado pela visita, volte sempre.

A ANÁLISE DO LIVRO DIDÁTICO DE MATEMÁTICA

A ANÁLISE DO LIVRO DIDÁTICO DE MATEMÁTICA

INTRODUÇÃO



Renato A. Silva
professorrenato@me.com




A palavra matemática é capaz de desencadear em nós sentimentos dos mais contraditórios, desde o arrepio de horror até o mais sublime suspiro de paixão. Este sentimento pode ser resgatado através da nossa história escolar e de nossas representações, nos trazendo lembranças vinculadas com a matemática, sempre e ainda muito presentes. Para alguns, tais lembranças aparecem de uma forma não muito positiva, quem sabe até para a maioria. Para outros, não trazem nenhuma lembrança mais marcante. E para uma minoria evidenciam o mestre, o professor de matemática, em seu labor buscando um outro lado da matemática: dentre aquele emaranhado de símbolos, regras e propriedades, o verdadeiro significado e a sua importância como área de conhecimento. Uma breve histórico da matemática A Matemática só entrou na escola no final do século XVIII, com a Revolução Industrial. Curiosamente, perpetuou-se desde então um equívoco…

Educação e Sociedade Autor: Fernanda da Silva Pereira

Educação e Sociedade
Autor:Fernanda da Silva Pereira
Data: 23/12/2011 RESUMO Educação e sociedade estão por causas e consequências ligadas. Pois, uma é dependente da outra. Por essa e outras questões é importante que o ser humano esteja ciente do assunto abordado neste trabalho. Levando-se em consideração as contribuições que uma passa para a seguinte, as transformações que ocorrem na sociedade e o papel da escola no desenvolvimento destas. E o que elas influenciam em nossas vidas. 1 INTRODUÇÃO Primeiramente serão abordadas as contribuições da educação para a sociedade. Sendo que as duas se complementam, porque uma depende da outra para conseguirem abranger as novidades. As quais são causa e consequência das transformações que ocorrem no mundo, principalmente as novas tecnologias. Pois, a área tecnológica é um fator, o qual tem muito a ser desvendado pela educação e pela sociedade, entre muitos outros que permeiam e até preocupam as duas.  Buscando apoio nas obras de importantes autores como…

Princípio de Peter na política à portuguesa. Má-fé na política. Evocação de Kant

- Toda a Política, como na Publicidade, a mentira e a simulação são artes sempre constantes com vista à manutenção da opacidade, por vezes em demasia. Quem está a enganar quem? Qual é a diferença... entre Gigante e Jumbo? Quarto e Quarto Completo? Duas onças e duas grandes onças? O que quer dizer Extra Longo?
- E quando se apura o nível da responsabilidade, sacrifica-se primeiro quem? O topo, o intermédio ou o nível inferior? Por regra, é o mexilhão o primeiro a estourar, e é assim para se poupar o nível superior numa contínua rotação de iresponsabilidade política, ou de que esta "morre sempre solteira". E assim chegamos ao Príncipio de Peter - associado ao prémio da incompetência, especialmente quanto mais elevado for o nível da responsabilidade na organização, na sociedade ou, pasme-se, dentro do próprio aparelho de Estado.
- Portugal continua decadente e decrépito, finge não ver os problemas e quem os pratica, e, perversamente, acaba por premiar - ainda que por omissão - a…

2. AS NUANÇAS DE JENS PETER JACOBSEN OTTO MARIA CARPEAUX

Uma amostra dos Ensaios Reunidos de Otto Maria Carpeaux
2. AS NUANÇAS DE
JENS PETER JACOBSEN OTTO MARIA CARPEAUX
Contribuindo à definição da nossa época, poder-se-ia dizer: é uma época sem nuanças. O espírito dominante, coletivista, não as suporta e não as tolera. Desafiando a frase brilhante e venenosa de Renan — "la vérité est une nuance entre mille erreurs"1 — a nossa época prefere as verdades simplificadas, "verdades em bloco", dogmáticas, das quais a nuança seria uma heresia. Faltam as nuanças entre as cores locais, duramente justapostas, dos pintores; faltam as nuanças na língua homofônica dos músicos. E quem procuraria nuanças no pão quotidiano dos intelectuais e dos pobres, no cinema? Estamos coletivamente felizes, isto é, profundamente infelizes, mas também sem nuanças. Morremos mesmo, todos, sem nuanças, a mesma morte. Neste mundo, duma só cor e ruidosamente unânime, ressoa, em voz muito baixa, a reza do poeta, a reza de Rilke: "Dá, ó Senhor, a cada um a…