segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

HISTORIA.-ensino médio Slides

HISTORIA.-ensino medio



Obrigado pela visita, volte sempre.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO PELA MÍDIA - CHOMSKY

AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO PELA MÍDIA - CHOMSKY






AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA 


O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia: 


1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO. 
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. 

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”. 


2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES. 
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. 


3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO. 
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez. 


4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO. 
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento. 


5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE. 
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? 
“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”. 


6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO. 
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos… 



 7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE. 
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”. 


8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE. 
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto… 


9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE. 
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução! 


10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM. 
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

_____________________

http://conspiratio.blogs.sapo.pt/tag/noam+chomsky

Obrigado pela visita, volte sempre.

A guerra dos métodos de alfabetização

Vicente Martins 

A guerra dos métodos de alfabetização

O presente artigo responde a quatro perguntas sobre método de  alfabetização em leitura: (1) O método fônico é o mais eficaz para alfabetização?(2) Quais as principais diferenças entre o modelo fônico e o construtivista? (3) Segundo uma pesquisa feita pela revista Veja 60% das escolas adotam o modelo construtivista para alfabetização dos alunos. Por que a grande maioria opta por esse método? (4) Quais as vantagens que o aluno tem ao ser alfabetizado pelo método fônico?

Comecemos pela primeira questão. Há uma guerra dos métodos de alfabetização em leitura, no Brasil e fora do Brasil, especialmente a Europa, que, na verdade, dissimula uma outra guerra, de ordem ideológica e financista, entre especialistas no mundo da lectoescrita. Não é de hoje.

Diríamos que há, pelo menos, um século, discutimos a prevalência de um método sobre o outro. Ontem, hoje e amanhã, certamente, quem ganha, claro, terá seus dividendos editoriais e mais prestígio nacional ou internacional sobre o campo fértil das mídias, que é o da leitura e da escrita.

No Brasil, nos anos 60, século passo, o educador Paulo Freire, por exemplo, com seu  método de alfabetização, ganhou notoriedade internacional por defender a aquisição da leitura além do acesso ao código lingüístico e de levar o alfabetizado a uma visão crítica, política e politizada de um mundo do trabalho, do cotidiano, da vida em sociedade,  povoado de inquietações, aspirações sociais, violências simbólicas, conflitos de classes sociais e dominado por forças de dominação econômica e cultural. É um modelo inspirador para os alfabetizadores do século XXI.

A peleja dos métodos de alfabetização está bem polarizada: métodos fônicos de um lado, do outro, os construtivistas. Os métodos fônicos também são conhecidos por métodos sintéticos ou fonéticos. Partem das letras (grafemas) e dos sons (fonemas) para formar, com elas, sílabas, palavras e depois frases.

São vários modelos de métodos fônicos. Entre eles, o mais antigo e mais consistente, em termos de pedagogia da alfabetização em leitura, é o alfabético ou soletração, que consiste em primeiro ensinar as letras que representam as consoantes e, em seguida, unir as letras-consoantes às letras-vogais.

 Os modelos alfabéticos de alfabetização em leitura, por seu turno, partem das sílabas para chegar às letras e aos seus sons nos contextos fonológicos em que aparecem. As cartilhas de ABC, durante muito tempo encontradas em mercearias ou bodegas ou mesmo mercados, eram o principal material didático e contavam com a presença forte do alfabetizador que acreditava que, pelo caminho da repetição das letras e dos seus sons, o aluno logo chegaria ao mundo da leitura.

  Os métodos construtivistas de alfabetização em leitura, também chamados analíticos ou globais partem das frases que se examinam e se comparam para, no processo de dedução, o alfabetizando encontrar palavras idênticas, sílabas parecidas e discriminar os signos gráficos do sistema alfabético.

A aplicação do método construtivista, na prática, quando aplicado, tende a ser mais praxiologia do que mesmo método. Por que praxiologia? Induz à alfabetização, centra-se no alfabetizando e não no alfabetizador, quando, a rigor, nesse momento, a intervenção do educador se faz importante uma vez que há necessidade, na alfabetização, de um ensino sistemático e diretivo para levar o aluno à compreensão do sistema de escrita da língua.
É na alfabetização que o aluno deve construir a consciência lingüística da leitura.
 A tradição de helênica de alfabetização nos leva a considerá-la  uma importante etapa da educação escolar (embora a Lei de Diretrizes e Bases da Educação(LDB),  promulgada, em 1986,  não faça referência a uma sala específica de alfabetização na educação infantil ou no ensino fundamental)  como uma iniciação no uso do sistema ortográfico.

Há uma espécie de consenso entre os alfabetizadores de considerar que a alfabetização é um processo de aquisição dos códigos alfabético e numérico cujo finalidade última é a de levar o alfabetizado ao letramento e ao enumeramento, isto é, a adquirir habilidades cognitivas para desenvolver práticas que denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito.

Mas como garantir a alfabetização em leitura? Através de métodos ou estratégias de aprendizagem. Por isso, quando nos reportamos, historicamnente, aos métodos de alfabetização em leitura, estamos nos referindo, dentro da longa tradição da alfabetização,  a um conjunto de regras e princípios normativos que regulam o ensino da leitura. Nos anos 60, a maioria da população brasileira aprendeu a ler pelo  método da  silabação, que consiste em ensinar a ler  por meio do aprendizado de sílabas e a partir delas a formar palavras e frases. A segmentação das sílabas em fonemas e letras é uma etapa posterior.

 Todavia, só o método, em si, não garante a aprendizagem. É importante a formação do alfabetizador. Sem formação lingüística, o método pode perder sua eficácia. A alfabetização em leitura é diretamente relacionada com o sistema de escrita da língua.

No caso das chamadas línguas neolatinas, particularmente o Português e o Espanhol, o método fônico se torna um imperativo educacional por conta do próprio sistema lingüístico, isto é, o chamado princípio alfabético, manifesto na correspondência entre grafemas e fonemas e na ortografia sônica, mais regular e digamos, assim, mais biunívoca: uma letra representa um fonema, na maioria dos casos.

Como a língua não é perfeita unívoca – exatamente por é social, construída historicamente pala comunidade lingüística -  sons como /sê/ ou /gê/ poderão terão várias representações gráficas, transformando esses casos isolados em contextos equívocos e que, no fundo, podemos contar nos dedos e que não perturba o processo de alfabetização.

Com as afirmações acima, já podemos estabelecer algumas diferenças básicas entre os dois métodos. O fônico, como o próprio nome nos sugere, favorece o princípio alfabético, a relação grafema-fonema e seu inverso, isto é, a relação fonema-grafema. Se a escola partir do texto escrito, no método fônico, estará, assim, enfatizando a relação grafema-fonema. Se a escola parte da falta do alfabetizando, focalizará, desde logo, a relação fonema-grafema.

O grande desafio dos docentes ou dos pedagogos da leitura é, tendo conhecimento de Lingüística e Alfabetização, levar os alunos a entenderem, ao longo do processo de alfabetização, as noções de fonema e grafema. Entender, por exemplo, que fonema, som da fala, faz parte do chamado módulo fonológico, uma herança genética do ser humano.  

Na fase de balbucio, ainda não os sons da fala ainda não  manipulados pela criança, mas, a partir dos três anos de idade, já considerada nativa,  a escola pode ensinar ao educando, sistematicamente, o sistema sonoro da língua, levando-o à consciência fonológica ou fonêmica, de modo que entendam que o fonema é uma   unidade mínima das línguas naturais no nível fonêmico, com valor distintivo.

Os investigadores de leitura mostram que o método fônico também é mais eficiente para as comunidades lingüísticas pobres, ou seja, as camadas populares com acesso precário aos bens culturais da civilização letrada. Por que isso ocorre? Graças ao fonema podemos distinguir  morfemas ou palavras com significados diferentes, todavia próprio fonema  não possui significado. Em português,  as palavras faca e vaca distinguem-se apenas pelos primeiros fonemas/f/ e/v/.

Os fonemas não  devem ser confundidos, todavia, com as letras dos alfabetos, porque estas  frequentemente apresentam imperfeições e não são uma representação exata do inventário de fonemas de uma língua. As letras do alfabeto são signos ou sinais gráficos que representam, na transcrição de uma língua, um fonema ou grupo de fonemas. Como as letras não dão  conta de todo o sistema de escrita, os lingüistas falam em grafemas no campo da escrita.

Os grafemas, bastante variados, estão presentes no sistema da escrita da língua portuguesa. Para a compreensão da escrita alfabética ou ortografia da língua portuguesa, a noção de grafema se faz necessária uma vez ser uma unidade de um sistema de escrita que, na escrita alfabética, corresponde às letras e também a outros sinais distintivos, como o hífen, o til, sinais de pontuação e os números.

O método global além de não ter funcionado ou vir tendo uma resposta eficaz no sistema educacional da América Latina, uma vez que não se presta ao nosso sistema lingüístico, ao contrário do método fônico, que requer conhecimentos metalingüísticos da fonologia da língua portuguesa, o global requer dos alunos uma maior carga de memorização lexical.

O método global de alfabetização em leitura peca porque sobrecarrega a memória dos alfabetizandos quando ainda não estão em processo de construção do seu léxico, que depende, como nos ensina o sociointeracionismo, das relações intersubjetivas ou interpessoais e de engajamento pragmático das crianças no uso social da língua. Numa palavra, diríamos que o método global depende muito das formas de letramento da sociedade, dos registros de atos de fala, nos diferentes contextos sociais e culturais da sociedade, em que a palavra é, assim, o grande paradigma em ponto de partida da pedagogia da leitura. Para os países desenvolvidos e com equipamentos sociais à disposição dos alunos, cai como uma luva.

Para os países subdesenvolvimentos, tem se constituído uma lástima e é deplorável a situação por que passa o Brasil, nos exames nacionais e internacionais, anunciando o nosso pais como o pior país do mundo em leitura.Ao contrário do método fônico, o método global não tem um caráter emancipatório, retarda o ingresso da criança no mundo da leitura.

A partir dos anos 80, no século passado, o Brasil, através de seus governos, influenciado com os achados da psicogênese da escrita, realmente uma teoria (e não pedagogia) bastante sedutora em se tratando de postulações pedagógicas,  adotou o método construtivista para o  sistema educacional, em particular, o público, a adotar o método construtivista ou global. 

Uma década depois, os resultados pífios do Sistema de Avaliação da Educação Escolar (convertido,agora, em Prova Brasil) revelaram que as crianças, depois de oito anos de escolaridade, estavam ainda com nível crítico de alfabetização, mal sabiam decodificação, isto é, transformar os signos gráficos(letras) em leitura. Sem leitura, como sabemos, o aluno não tem estratégia de desenvolvimento de capacidade de aprender ou de aprendizagem.

Os primeiros seis anos do século XXI já assinalam o  principal desafio dos governos, estabelecimentos de ensino e docentes, no meio escolar, é o de levar o aluno ao aprendizado da lectoescrita. O que deveria ser básico se tornou um desafio aparentemente complexo para os docentes da educação básica: assegurar, através da leitura, escrita e cálculo, a aprendizagem escolar.

Por que o domínio básico de lectoescrita se tornou tão desafiador para o sistema de ensino escolar? Por que ensinar a ler não é tão simples? Como desvelar o enigma do acesso ao código escrito? Em geral, quando nos deparamos com as dificuldades de leitura ou de acesso ao código escrito, esperamos dos especialistas métodos compensatórios para sanar a dificuldade.

Nenhuma dificuldade se vence com método mirabolante. O melhor caminho, no caso da leitura, é o entendimento lingüístico, do fenômeno lingüístico que subjaz ao ato de ler. Ler é ato de soletrar, de decodificar fonemas representados nas letras, reconhecer as palavras, atribuir-lhes significados ou sentidos, enfim, ler, realmente, não é tão simples como julgam alguns leigos.

O primeiro passo, nessa direção, o de ensinar o aluno a  aprender a ler antes para praticar estratégias de leitura depois,  em outras palavras, de atuar eficientemente com as dificuldades do acesso ao código escrito, as chamadas dificuldades leitoras ou dislexias pedagógicas, é ensinar o aluno a  aprender mais sobre os sons da língua, ou melhor, como a língua se organiza no âmbito da fala ou da escrita.Quando me refiro à fala, estou me referindo, sobretudo, aos sons da fala, aos fonemas da língua: consoantes, vogais e semivogais.

A leitura, em particular, tem sua problemática agravada por conta de dificuldades de sistematização dos sons da fala por parte da pedagogia ou metodologia de plantão: afinal, qual o melhor método de leitura? O fônico ou o global? Como transformar a leitura em uma habilidade estratégica para o desenvolvimento da capacidade de aprender e de aprendizagem do aluno?

Assim, um ponto inicial a considerar é a perspectiva que temos de leitura no âmbito escolar. Como lingüística, acredito que a perspectiva psicolingüística responde a série de questionamentos sobre o fracasso da leitura na educação básica. Em geral, os docentes não partem, desde o primeiro instante de processo de alfabetização escolar, da fala. A fala recebe um desprezo tremendo da escola e é fácil compreender o porquê: a escrita é marcador de ascensão social ou de emergência de classe social.

A escrita é ideologicamente apontada como sendo superior a fala. A tal ponto podemos considerar essa visão reducionista da linguagem, que quem sabe falar, mas não sabe escrever, na variação culta ou padrão de sua língua, não tem lugar ao sol, não tem reconhecimento de suas potencialidades lingüísticas. Claro, a escrita não é superior a fala nem a fala superior a escrita. Ambas, interdependentes. A alma e o papel, o pensamento e a linguagem, a fala e a memória, todos esses componentes têm um papel extraordinário na formação para o leitor proficiente.

1. ABUD, Maria José Millarezi. O ensino da leitura e da escrita na fase inicial de escolarização. São Paulo: EPU, 1987. (Coleção temas básicos de educação e ensino)
2. ALLIEND, G. Felipe, CONDEMARÍN, Mabel. Leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. Tradução de José Cláudio de Almeida Abreu. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.
3. BETTELHEIM, Bruno, ZELAN, Karen. Psicanálise da alfabetização. Tradução de José Luiz Caon. Porto Alegre: Artmed, 1984.
4. BOUJON, Christophe, QUAIREAU, Christophe. Atenção e aproveitamento escolar. Tradução de Ana Paula Castellani. São Paulo: Loyola, 2000.
5. CARDOSO-MARTINS, Cláudia (org.). Consciência fonológica e alfabetização.Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.
6. CARVALHO, Marlene. Guia prático do alfabetizador. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1999.
7. CASTELLO-PEREIRA, Leda Tessari. Leitura de estudo: ler para aprender a estudar e estudar para aprender a ler. Campinas, SP: Alinea, 2003.
8. CATACH, Nina (org.). Para uma teoria da língua escrita. Tradução de Fulvia M. L Moretto e Guacira Marcondes Machado. São Paulo: Ática, 1996.
9. CATANIA, A. Charles. Aprendizagem: comportamento, linguagem e cognição. 4ª ed. Tradução de Deisy das Graças de Souza. Porto Alegre: Artmed, 1999.
10. CHAPMAN, Robin S. Processos e distúrbios na aquisição da linguagem. Tradução de Emilia de Oliveira Diehl e Sandra Costa. Porto Alegre: Artmed, 1996.
11. COHEN, Rachel, GILABERT, Hélène. Descoberta e aprendizagem da linguagem escrita antes dos 6 anos. Tradução de Clemence Marie Chantal Jouët-Pastre et ali. São Paulo: Martins Fontes, 1992. (Coleção Psicologia e Pedagogia)
12. COLL, César, MARCHESI, Álvaro e PALACIOS, Jesús. Desenvolvimento psicológico e educação: volune 3, transtornos do desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2 ed. Tradução Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2004.
13. COLOMER, Teresa, CAMPS, Anna. Ensinar a ler, ensinar a compreender. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.
14. CONDEMARÍN, Mabel e MEDINA, Alejandra. A avaliação autêntica: um meio para melhorar as competências em linguagem e comunicação. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2005
15. CONDEMARÍN, Mabel, GALDAMES, Viviana, MEDINA, Alejandra. Oficina da linguagem: módulos para desenvolver a linguagem oral e escrita. 1ª ed. Tradução de Marylene Pinto Michael. São Paulo: Moderna, 1999.

Vicente Martins - vicente.martins@uol.com.br


Obrigado pela visita, volte sempre.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Psicanálise: A mente segundo a teoria de Sigmund Freud

  • Divulgação
    O difícil relacionamento entre Sigmund Freud (personificado por Viggo Mortensen) e Carl Jung (Michel Fassbender) é o tema de "Um método perigoso", filme de David Cronenberg.
    O difícil relacionamento entre Sigmund Freud (personificado por Viggo Mortensen) e Carl Jung (Michel Fassbender) é o tema de "Um método perigoso", filme de David Cronenberg.
Sigmund Freud e a psicanálise se popularizaram de tal forma que suas idéias são, muitas vezes, veiculadas de modo errôneo e distorcido, como tudo que passa por um processo de grande divulgação, em especial numa sociedade de massas como a nossa.
Assim, é preciso, antes de mais nada, esclarecer o significado dessa expressão. O que é psicanálise? Em primeiro lugar, uma teoria que pretende explicar o funcionamento da mente humana. Além disso, a partir dessa explicação, ela se transforma num método de tratamento de diversos transtornos mentais.
São dois os fundamentos da teoria psicanalítica: 1) Os processos psíquicos são em sua imensa maioria inconscientes, a consciência não é mais do que uma fração de nossa vida psíquica total; 2) os processos psíquicos inconscientes são dominados por nossas tendências sexuais.

Sexo e libido

Nesse sentido, Freud buscou explicar a vida humana (pessoal e individual, mas também pública e social) recorrendo a essas tendências sexuais a que chamou delibido. Com esse termo, o pai da psicanálise designou a energia sexual de maneira mais geral e indeterminada. Assim, por exemplo, em suas primeiras manifestações, a libido liga-se a outras funções vitais: no bebê que mama, o ato de sugar o seio materno provoca outro prazer além do de obter alimento e esse prazer passa a ser buscado por si mesmo.
Por isso, Freud afirma que a boca é uma "zona erógerna" e considera que o prazer provocado pelo aro de sugar é sexual. Portanto, repare bem, a libido pode nada ter em comum com as áreas genitais.
Posto isso, a psicanálise compreende as grandes manifestações da psique como um conflito entre as tendências sexuais ou libido e as fórmulas morais e limitações sociais impostas ao indivíduo. Esses conflitos geram os sonhos, que seriam, segundo a interpretação freudiana, as expressões deformadas ou simbólicas de desejos reprimidos. Geram também os atos falhos ou lapsos, distrações falsamente atribuídas ao acaso, mas que remetem ou revelam aqueles mesmos desejos.

Transferência e sublimação

A psicanálise, que se faz através da conversação, trata as doenças mentais a partir da interpretação desses fenômenos, levando o paciente a identificar as origens de seu problema, o que pode ser o primeiro passo para a cura. Um dos fenômenos que ocorrem durante a terapia psicanalítica é a transferência dos sentimentos (amor ou ódio) do paciente para o seu analista.
Outro conceito agregando à teoria por seu próprio criador foi o de sublimação, que compreende a transferência da libido para outros objetos de natureza não sexual, gerando fenômenos como a arte ou a religião. Além dele, há também o conceito decomplexos, mecanismos associativos aos quais devem ser atribuídos as principais perturbações mentais.
Vale lembrar que o conceito "complexo" não é de Freud, mas de seu discípulo Carl G. Jung, que depois rompeu com o mestre e criou teoria própria (a psicologia analítica). De qualquer modo, na obra "A Interpretação dos Sonhos", de 1900, Freu já esboçara os fundamentos do Complexo de Édipo, segundo o qual o amor do filho pela mãe implica ciúme ou aversão ao pai.

Id, ego e superego

Em 1923, no livro "O Ego e o Id", Freud expôs uma divisão da mente humana em três partes: 1) o ego que se identifica à nossa consciência; 2) o superego, que seria a nossa consciência moral, ou seja, os princípios sociais e as proibições que nos são inculcadas nos primeiros anos de vida e que nos acompanham de forma inconsciente a vida inteira; 3) o id, isto é, os impulsos múltiplos da libido, dirigidos sempre para o prazer. (Os três termos alemães empregados por Freud, em sua língua materna, eram "Ich", "Es" e "Überich", que se traduzem também por eu, isso e supereu.)
A influência que Freud exerceu em várias correntes da ciência, da arte e da filosofia foi enorme. Mas não se deve deixar de dizer que muitos filósofos, psicólogos e psiquiatras fazem sérias objeções ao modo como o pai da psicanálise e seus discípulos apresentam seus conceitos: como realidades absolutas e não como hipóteses ou instrumentos de explicação que podem ser ultrapassados pela evolução científica e, em alguns casos, foram mesmo.
A depressão, por exemplo, é um transtorno mental para cujo tratamento a psicanálise pode funcionar somente como co-adjuvante, devido ao caráter bioquímico que está em sua origem. Além disso, em uma de suas últimas obras "O Mal-Estar na Civilização", publicado em 1930, Freud tenta explicar a história da humanidade como a luta entre os instintos de vida (Eros) e os da morte (Tanatos), teoria cujo caráter maniqueísta foi apontado por vários críticos.

A contribuição freudiana

Independentemente disso, a importância de Sigmund Freud para a ciência é inquestionável e reside principalmente em três pontos. Antes de mais nada, o destaque pioneiro que o médico vienense deu ao fator sexual que era - até Freud - uma área de completa ignorância para a ciência e a filosofia.
Além disso, vários conceitos desenvolvidos por Freud serviram a diversos ramos da psicologia e possibilitaram o avanço dessa ciência que é muito mais do que um simples complemento da psiquiatria, enquanto uma especialidade médica. Isto é, a psicologia não se limita a tratar de distúrbios, mas a tentar explicar os processos psíquicos do ser humano.
Finalmente, o tratamento psicanalítico de diversos transtornos mentais continuam a se revelar eficazes e a ajudar uma grande quantidade de indivíduos a ficarem em paz consigo mesmo e com a vida. Como já se disse, a psicanálise pode ser um co-adjuvante no tratamento de algumas doenças.
Em outros casos, ela pode se tornar a protagonista, evitando o recurso aos produtos farmacêuticos e seus inevitáveis efeitos colaterais. Pode também levar as pessoas a entenderem que os conflitos internos são inerentes ao ser humano normal, auxiliando-os a conviver com eles.

Bibliografia

  • Noções básicas de Psicanálise - Charles Brenner - Editora Imago 5a. Edição

Psicodrama Pedagógico e Jogos Dramáticos


Texto de Gleidemar Diniz, autora dos livros “Psicodrama pedagógico e teatro/educação” (Editora Ícone) e “Psicodrama, amplitudes e novas aplicações” (Robe Editorial), doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Gleide oferece cursos, oficinas, workshops, treinamento para profissionais de Educação e de outras áreas. Contato:luaucultura@hotmail.com.
O QUE É PSICODRAMA PEDAGÓGICO?

O criador do Psicodrama, Jacob L. Moreno, estudou medicina, entrando para a Universidade de Viena em 1909 e graduando-se em 1917.
Desenvolveu um método diferente do de Freud. De acordo com o preceito freudiano, o paciente deveria estar disposto em divã falando ao analista. Moreno, ao contrário, colocou o paciente juntamente com outros, por meio do teatro improvisado, denominado Psicodrama.
O método psicodramático tem como princípios básicos a improvisação teatral, a espontaneidade, a criatividade e o trabalho em grupo.
Além do teatro terapêutico, Moreno desenvolveu possibilidades de aplicação do método psicodramático também na educação.
Enquanto o Psicodrama terapêutico visa ao tratamento e é um trabalho especificamente técnico realizado por profissionais específicos da área da psicoterapia, o Psicodrama Pedagógico não tem esta finalidade específica.
O Psicodrama Pedagógico consiste numa proposta que utiliza os fundamentos do método psicodramático com o objetivo de: melhorar a aprendizagem e a qualidade do ensino; obter maior compreensão de um tema já adquirido mediante métodos tradicionais, melhor compreensão de um conteúdo escolar curricular; avaliar os conhecimentos obtidos e a fixação destes; transmitir conhecimentos novos; ao treinamento da espontaneidade; a uma melhoria da sociabilização; desenvolver a capacidade criativa.

JOGOS DRAMÁTICOS E PSICODRAMA

Tanto o Jogo Dramático quanto o Psicodrama tem por princípio e base a improvisação. 
O Jogo Dramático se diferencia dos outros jogos porque envolve representação dramática, apresentando diferentes personagens. Pertence ao campo das representações teatrais.
Existe uma ampla variedade de Jogos dramáticos que podem ser aplicados desde a pré-escola até os cursos superiores.
Assim como no Psicodrama, as etapas do Jogo Dramático são o aquecimento, a dramatização e os comentários.
Os jogos dramáticos prestam grande contribuição ao trabalho psicodramático. O campo oferecido pelos Jogos Dramáticos e Técnicas psicodramáticas é vasto, podendo se utilizar também o teatro de bonecos, máscaras, música.
ÁREAS DE APLICAÇÃO DO PSICODRAMA PEDAGÓGICO E DOS JOGOS DRAMÁTICOS

Nos cursos de Psicodrama Pedagógico e Jogos dramáticos que realizamos com professores, foram vivenciadas técnicas dramáticas abrangendo várias matérias curriculares, entre elas: ciências, geografia, português, história e matemática.
Fizeram parte de nossos cursos de ¨Psicodrama Pedagógico¨ e ¨Jogos Para o Desenvolvimento Humano¨, profissionais de outras áreas, além da Psicologia  e Pedagogia. Entre elas, Artes, Serviço Social, Filosofia, Educação Física, Área Empresarial.
Verificamos que, para todas, o Psicodrama Pedagógico e os Jogos Dramáticos contém técnicas apropriadas e recursos de auxílio às suas profissões.
Através da representação, os profissionais podem visualizar novos ângulos para seus trabalhos.
A metodologia psicodramática presta relevante contribuição à ciência por possibilitar maior compreensão de temas e aprofundamento de conhecimentos através de suas eficientes técnicas e por propiciar o desenvolvimento da capacidade criativa, espontaneidade e sociabilização.
http://espacoluau.wordpress.com/2011/02/25/psicodrama-pedagogico-e-jogos-dramaticos/


Obrigado pela visita, volte sempre.

PSICODRAMA: O que é?




O que é?

O Psicodrama é um método de ação profunda e transformadora, que trabalha tanto as relações interpessoais como as ideologias particulares e coletivas que as sustentam. Sua aplicação é uma das mais eficientes e criativas nos campos da saúde, da educação, das organizações e dos projetos sociais.
É orientado pela emoção, pelo grupo e pela co-criação, pois busca promover estados espontâneos, discriminar e integrar, com certa harmonia, o individual com o coletivo, o mundo interno com a realidade compartilhada. Produz catarse emocional e insights cognitivos. Para isso, usa tanto a comunicação verbal como a não verbal.
Nasceu do Teatro de Improviso. Foi criado por Jacob Levy Moreno (1889-1974) um psiquiatra romeno que viveu na Áustria e nos Estados Unidos. Em 1925 ele fundou o Teatro da Espontaneidade, no qual, ousadamente, convidava o público a criar sua própria história, teatralizando-a de forma espontânea, no melhor estilo dos espetáculos da Commedia dell’Arte realizado, no séc. XVII, nas ruas da Itália multifacetada e rica em dialetos da época.

Como funciona?

Opera em um palco ou cenário (o lugar da ação dramática) com um protagonista, (indivíduo ou grupo), que catalisa o foco da ação. O coordenador dos trabalhos e diretor da ação dramática pode ser auxiliado por outros profissionais, chamados egos auxiliares, que têm por principais funções: encarnar pessoas ausentes importantes na estruturação dos conflitos, assumir o lugar do cliente, explicitar sentimentos ocultos, criar novas ressonâncias e contrapontos às experiências causadoras de sofrimento.
Tal método de ação encena histórias, encarna personagens internos ou míticos, desenvolve enredos, cria realidades suplementares. No aqui e agora são representadas cenas que podem retratar lembranças do passado, situações vividas de maneira incompleta, conflitos, sonhos, e até, formas de lidar adequadamente com acontecimentos futuros. Ficam evidentes modos singulares de ser, sentidos sociais e culturais do vivido, que podem ser transformados.
Os termos protagonista, solilóquio, cena, cenário, diretor, papel mostram não só a origem teatral do Psicodrama, como também a permanência intrínseca da possibilidade revolucionária e popular das Artes Cênicas no centro da intervenção psicodramática. Com a diferença que no Psicodrama o resultado estético pode ser bom, mas não deve orientar o processo, como acontece no teatro convencional. 

Como se tornar psicodramatista?

A pesquisa em Psicodrama ocorre em seu próprio fazer, pois o referencial teórico-metodológico-prático Moreniano apóia-se no aqui e agora dos indivíduos e do grupo.
Por liberar a espontaneidade-criatividade do Ser Humano, esse locus de co-criação pede dois movimentos complementares: o primeiro permite o fluir da intuição e da ação espontânea; o segundo persegue um pensar que permite a compreensão do que ocorre no jogo intersubjetivo.
Neste sentido, não só o Diretor de Psicodrama é um investigador participante como todos os envolvidos acabam tendo o estatuto de pesquisador. A pesquisa psicodramática é precursora da Pesquisa-Ação, pois é uma modalidade de pesquisa humana, para e com a população.
Para realizar seus objetivos, o método apóia-se em sólido campo teórico e em um poderoso arsenal de técnicas, que são percorridos no Curso de Formação em Psicodrama do Instituto Sedes Sapientiae, que forma profissionais para a atuação nos focos Psicoterápico e Sócio-Educacional.

http://www.sedes.org.br/Departamentos/Psicodrama/sobre_o_psicodrama.htm

Obrigado pela visita, volte sempre.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Luciana Ayer - Comer melhor para pensar melhor



www.fb.com/horizonteampliado

Trecho do Café Filosófico com Luciana Ayer.

Será que aquilo o que escolhemos ingerir influencia nosso comportamento, nosso estado de espírito e nossas escolhas na vida?

Abordaremos a importância do entendimento sobre a alimentação como um processo e não como escolhas momentâneas.

Luciana Ayer, nutricionista clínica dedica-se há 20 anos na realização de atendimento clínico personalizado e a proferir palestras na área de Alimentação e Saúde. É co-autora do livro Nutrição Cerebral e docente da Unipaz-RJ.

Obrigado pela visita, volte sempre.

50 dicas para pensar melhor

50 dicas para pensar melhor


Estas são dicas retiradas de materiais utilizados no seminário "Poder Cerebral", desenvolvido por Karl Albrecht Internacional.

1. Respeite todos os níveis de sua mente ( por exemplo, a  experiência subjetiva e o conhecimento bem com o raciocínio verbal); lembre-se de que o raciocínio é uma função corporal.
2. Respeite todas as formas de saber, em si mesmo e também nos outros.

3. Pratique a humildade; intelectualmente, socialmente e emocionalmente

4. Promova o alto respeito pela evidência, em si mesmo e nos outros; muitos problemas contêm suas próprias soluções quando você as entende bem.

5. Anote suas ideias. Mantenha canetas e fichas de arquivo ao seu alcance, onde quer que você esteja.

6. Preste atenção a diferenças nos estilos de raciocínios; lembre-se de que cada pessoa tem sua forma única de elaborar a realidade.

7. Explique coisas no padrão de raciocínio da outra pessoa, quem nem sempre é o seu.

8. Combine seus palpites com sua lógica; eles são grandes parceiros.

9. Mantenha suas opiniões na forma de rascunho; isso pode torná-lo mais alerta para novas perspectivas

10. Verifique se o cérebro com o qual você está conversando está "online"

11. Ouça o subtexto: dados; sentimentos; valores e opiniões.

12. Adie suas reações sinalizadoras; não deixe sua amígdala ser sequestrada.

13. Suspenda o julgamento ao ouvir algo novo

14. Pratique uma atitude de gratidão, generosidade e altruísmo prático.

15. Tenha seus julgamentos de valor, suposições e inferências.

16. Pratique o raciocínio e a conversa em tom não absoluto ( minimize o uso de "tudo", "todo", "sempre", "todo mundo", etc.

17. Pratique o raciocínio relativo ("em que extensão...")

18. Pratique a auto-referência ("Parece..." ou "Pelo que sei...")

19. Lembre-se que discutir é uma das formas menos efetivas de mudar a opinião de alguém.

20. Lembre que o contexto tem uma comunicação tão forte quanto o conteúdo. Em uma reunião ou outra situação de grupo, note o processo bem como o conteúdo.

21. Use a linguagem da liderança e grandes ideias, e as pessoas estarão mais inclinadas a tratá-lo como líder.

22. Volte a assumir partes de seu corpo que você pode ter rejeitado antes.

23. Declare seus direitos cívis intelectuais: "Não sei", "Eu errei" e "Mudei de ideia".

24. Lembre-se de que sua noção de humor é seu barômetro de estresse; quando parece que não existe nada de que possa rir, provavelmente você esteja estressado demais.

25. Encontre pelo menos 5 minutos por dia para reflexão; encontre um lugar provado, feche suas ideias, entre na zona alfa e fique lá.

26. Conheça seus módulos mentais; observe-os em ação e aprenda quando e como eles querem ter influência em seu comportamento.

27. Lembre-se constantemente de que sue valor próprio não é algo que você tenha de provar, ou uma conclusão à qual você chega; é um pressuposto que você tem como ponto de partida.

28. Lembre-se de que frequentemente há mais de uma "resposta certa".

29. Cuidado com slogans; frequentemente eles são um convite à reação em reflexão.

30. Lembre-se de que a "verdade" se restringe ao sistema individual do cérebro-mente em que ele surge, e ao sistema de linguagem usado para elaborá-la.

31. Não tenha medo, nem evite o raciocínio lógico; os dados são seus amigos.

32. Pratique "sesorship" positiva; você pode preferir concentrar sua atenção em insumos positivos.

33. Gaste mais tempo lendo do que gasta assistindo televisão

34. Monitore constantemente sua fala interior; prefira a linguagen positiva.

35. Afaste-se de pessoas tóxicas e daquelas que o levam ao pensamento negativo;

36. Não banque a vítima ou o mártir; aceite a responsabilidade e autoridade pelas consequências em sua vida.

37. Monitore seu humor; mantenha-se otimista; quando você estiver de mau humor, não chute o cachorro, o gato ou qualquer coisa.

38. Para mudar sua forma de sentir, mude o que você está fazendo.

39. Aprenda sempre; tente descobrir alguma coisa nova todos os dias.

40. Não dê conselhos; sugira opiniões.

41. Note os hologramas culturais, os padrões e regras básicos não declarados que modelam seu comportamento todos os dias.

42. Evite a praga dos clichês; mantenha sua linguagem inovadora e original.

43. Não anule ideias ao ouvi-las pela primeira vez; use a fórmula "p.i.n" (Primeiro Positivo, então Interessante,  então os aspectos Negativos).

44. Faça bom uso de metáforas e palavras visuais; elas acrescentam cor e poder à sua linguagem.

45. Não confunda um "papo" casual com uma conversa; explique suas ideias claramente; use uma estratégia discursiva para levar os outros até sua verdade.

46. Use o poder do pensamento bivergente; saiba quando divergir e quando convergir, e faça isso por opção consciente.

47. Não se deixe intimidar pelo pensamento consensual; como Aldous Huxley disse: "O importante não é que está certo, mas o que é certo".

48. Use mapas e ideias e escreva fichas para fazer um inventário dos elementos de uma situação; use o pensamento que envolve o cérebro todo para combinar os fragmentos e partes com o quadro geral.

49. Um curso equilibrado entre o cinismo e a credulidade; não aceite tudo como lhe propõem, e não procure motivos diabólicos em tudo.

50. Esteja sempre pronto para sorrir no próximo segundo, e mantenha-se sempre sorridente.

Não esqueça de curtir o Mundo interpessoal no Facebook e de Assinar nosso boletim semanal para receber os artigos por e-mail!


fonte: http://www.mundointerpessoal.com/2013/06/50-dicas-para-pensar-melhor.html

Obrigado pela visita, volte sempre.

JM SBT - Sobre a TIM, protestos, telefonia e liberdade econômica



Obrigado pela visita, e volte sempre.pegue a sua no TemplatesdaLua.com

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

SBT PR - ROLEZINHO



Obrigado pela visita, volte sempre.

NOVAS MENTIRAS VELHAS OU NOVAS MENTIRAS EM LUGAR DAS VELHAS A Estratégia Comunista de Dissimulação e Desinformação Por ANATOLIY GOLITSYN




Obrigado pela visita, volte sempre.

Gestão de aprendizagem em eja numa visão psicopedagógica



Jefferson Falcão Sales

RESUMO

O presente trabalho teve como principal objetivo verificar, segundo a percepção de docentes da educação do trabalhador do SESI-CE, em que nível a psicopedagogia pode contribuir à educação de jovens e adultos. A metodologia baseou-se na aplicação de questionários a quatorze docentes da educação do Trabalhador do SESI-CE das empresas Kraftfoods I e III e Vicunha I com o intuito de adquirir informações sobre a contribuição e importância da psicopedagogia na gestão de aprendizagem em Educação de Jovens Adultos. Os docentes apresentaram conhecimentos prévios sobre a psicopedagogia e seu campo de atuação, porém necessitam aprofundar seus estudos sobre esta área da educação, pois muitas considerações demonstram superficialidade. No entanto, alguns docentes psicopedagogos apresentaram relatos significantes sobre a contribuição dos estudos psicopedagógicos na ação docente em Educação de Jovens e Adultos.
PALAVRAS CHAVES - EJA, SESI, PSICOPEDAGOGIA, EDUCAÇÃO, APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

SUMMARY

This work aimed to identify the perception of the SESI's professors about the contribution of Psycho pedagogy in the Adults Learning Management. Fourteen professors from SESI's -CE Worker Education responded to a questionnaire. The results showed that the knowledge of the professors about psycho pedagogy was superficial, but some of them that knew this methodology well, agree that it is very important and may contribute with success in the Adults Teaching. 

KEY WORDS - EJA, SESI, PSICOPEDAGOGY, EDUCATION, SIGNIFICANT LEARNING


INTRODUÇÃO

Ao ingressar em 1999, no Programa Educação do Trabalhador(8) do SESI-CE, havia a convicção de que seria uma experiência, onde desenvolveria competências profissionais no âmbito da educação que seriam fundamentais em outros momentos da trajetória profissional
As obras de Paulo Freire(10) pressupostos teóricos da EJA no Brasil e no mundo, foram na academia, fontes de estudos relevantes. Daí o interesse em aprofundar os estudos sobre as organizações de aprendizagem em EJA.
Este estudo se apresenta relevante, pois a EJA, atualmente, é uma modalidade de ensino ainda desprovida de uma política pública(8) específica, correndo o risco de continuar ficando à margem do processo educativo a nível nacional. Desse modo, afirmar e defender através de referenciais teóricos consistentes, o valor e a singularidade da gestão de aprendizagem em EJA(4,5,6,7,8), faz-se importante para todos os que atuam nesta modalidade da educação.
Dessa forma, pretendeu-se nesta monografia, propor e responder a seguinte questão: segundo a percepção de docentes em que nível a psicopedagogia pode contribuir para a educação de jovens e adultos? O objetivo geral da pesquisa é verificar, segundo a percepção de docentes, em que nível a psicopedagogia pode contribuir para educação de jovens e adultos. E os específicos são:1) Verificar segundo a percepção de docentes, o nível de conhecimento dos docentes sobre a psicopedagogia; 2) Conhecer, segundo a percepção dos docentes o nível de importância da psicopedagogia e suas contribuições para Educação de Jovens e Adultos. 3) Verificar, segundo a percepção de docentes, as contribuições que a psicopedagogia pode trazer a ação docente em Educação de Jovens e Adultos.
As contribuições da psicopedagogia foram abordadas neste ensaio como facilitadoras do processo de ensino e aprendizagem nas salas de aula de EJA. Este ensaio pretendeu desvelar as contribuições da psicopedagogia nas organizações de aprendizagem em Educação de Jovens e Adultos (EJA), já que estes atuam positivamente na práxis profissional abordada.
Atualmente muito se tem discutido, fomentado, comentado e escrito sobre esta intrigante área da educação que se coloca entre a pedagogia e a psicologia. 
A presente pesquisa pretendeu apresentar a identidade da psicopedagogia, enquanto área que busca ocupar-se dos problemas de aprendizagem e as suas diferentes formas de atuação preventiva e terapêutica no âmbito de salas de EJA. A compreensão e o conhecimento da psicologia do adulto(6,7,9) associados com a competência técnica didática resultam no processo ensino-aprendizagem singular à "psicoandragogia"(6,7,9).
A psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, os fatores externos e internos que o influenciam positivamente ou negativamente, buscando englobar eqüitativamente os aspectos cognitivos, afetivos e sociais. Então, o seu objeto de estudo se estrutura em torno do processo de aprendizagem humana. Este objeto de estudo deve ser entendido a partir de dois enfoques: preventivo e terapêutico. No primeiro enfoque, o seu objeto de estudo é o indivíduo a ser formado e seus processos de desenvolvimento no sentido amplo, envolvendo os aspectos familiares, institucionais e sociais. Já no segundo, enfoca o objeto de estudo que é o processo de diagnóstico e intervenção das dificuldades de aprendizagem. Neste sentido, o campo de atuação do psicopedagogo(12) relaciona-se com três vertentes distintas:
1. numa linha preventiva, podendo desempenhar uma prática docente direcionada à formação de profissionais, com intuito de subsidiá-los com técnicas e conteúdos relevantes às suas práxis;
2. numa linha terapêutica, onde atuará realizando diagnóstico de dificuldades e problemas de aprendizagem; 
3. numa linha clínica, onde além de realizar diagnósticos, conduzirá também uma intervenção, onde o diálogo com outras áreas do conhecimento será indispensável para o sucesso deste processo.
Assim, a função primordial do psicopedagogo(12) é de facilitar e promover a realização da aprendizagem, favorecendo a reestruturação do modelo de aprender a aprender, e estabelecendo vínculos que colaborarão com o desenvolvimento do aprendente. Na verificação do potencial de aprendizagem, este profissional considera como fatores intervenientes na sua análise: a ansiedade, o medo e a frustração do aprendente frente à aprendizagem. Nesta função, o psicopedagogo encontra muitos desafios, onde o conhecimento de si mesmo, de suas necessidades e potencialidades, será o seu primeiro suporte "técnico". 
Encontrou-se na formação psicopedagógica, subsídios para dinamização da sala de aula para entendimento e, por conseguinte, para intervenção nas dificuldades de aprendizagem dos aprendentes como também para compreensão totalizante de uma gestão em EJA.


2. MÉTODOS E PROCEDIMENTOS

Este trabalho consistiu em analisar a percepção dos docentes da Educação do Trabalhador do SESI-CE, sobre a importância da psicopedagogia na gestão em sala de aula em EJA, buscando nos marcos teóricos a fundamentação de toda análise, garantindo o caráter epistêmico da pesquisa. 
A amostragem consistiu em quatorze docentes que atuam na educação do trabalhador do SESI-CE na educação básica: Alfabetização, Ensino Fundamental e Médio de Jovens e Adultos nas empresas Kraft foods I e III, e Vicunha I, no turno da noite. Foi deliberado por uma das categorias de amostra não-probabilística - amostra proposital, pois a população de participantes ficou reduzida aos atores educativos da Educação do Trabalhador do SESI-CE das empresas relacionadas acima, das cidades de Fortaleza e Maracanaú, respectivamente. 
A referente pesquisa é quantitativa, pois foi utilizado como instrumento de coleta de dados um questionário com mix entre perguntas abertas e fechadas. Este foi elaborado, tendo como base os objetivos a serem alcançados na pesquisa. 
Os questionários foram entregues aos atores educativos participantes nas escolas-empresa onde exercem a função de educadores de adultos pelo SESI-CE. Foi estipulada uma data para entrega que proporcionasse aos participantes, tempo disponível para resolução do instrumental com tranqüilidade.
Os depoimentos e idéias dos questionários foram transcritos com muita fidedignidade. Foram selecionados os aspectos relevantes ao trabalho, e aglutinados, através das informações obtidas se transformando em tópicos. Foram construídas categorias através dos tópicos selecionados, onde foi realizada a triangulação entre as diferentes informações obtidas. Foi realizada com fidedignidade, a junção das informações de cada categoria, respeitando os limites da generalização de resultados. A discussão dos resultados foi enriquecida através de estudo dos teóricos que fundamentaram este trabalho. Assim os, os resultados serão apresentados através de categorias.


3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1. Nível de conhecimento dos docentes sobre a psicopedagogia

Analisando o gráfico 1 a seguir, onde foi traçado o nível de conhecimento dos docentes sobre o que é a psicopedagogia e o que ela estuda, ficando evidente, que a maioria deles já havia escutado falar nesta nova área de estudo da educação. No entanto, apresentam idéias estereotipadas sobre qual o seu objetivo de estudo e qual a sua funcionalidade no âmbito educacional. Os comentários, que muitos fizeram, reduziram os estudos psicopedagógicos à relação de problemas de aprendizagem e a distúrbios de aprendizagem. Nesse aspecto, percebem a psicopedagogia unicamente no âmbito terapêutico, omitindo a sua melhor funcionalidade quando é usada a nível preventivo.Um dos comentários pode ilustrar este resultado: 
"A psicopedagogia trabalha com os distúrbios psíquicos - emocionais de aprendizagem do aluno"


Gráfico 1. Conhecimento dos docentes sobre a psicopedagogia

Neste gráfico, percebe-se que dois docentes, nunca escutaram falar sobre a psicopedagogia, aproximadamente 14% do universo pesquisado, de onde se pode tirar duas conclusões possíveis: 1) o curso de licenciatura dos mesmos apresenta uma grave falha curricular, não contemplando pelo menos uma disciplina de psicologia da aprendizagem; 2) precisam enriquecer suas leituras sobre formação de educadores. Outros seis, aproximadamente 44% disseram que tinham conhecimentos prévios e destes, dois apresentaram idéias estereotipadas sobre psicopedagogia. Entretanto, cinco, aproximadamente 36%, disseram saber o que estudava a psicopedagogia de onde um (7,5%) apenas, apresentou idéias equivocadas sobre a mesma.
Vale ressaltar, conforme Goguelin(1), que em geral, o pedagogo prático (ensinador, educador) está preocupado em transmitir os seus conhecimentos, aos seus alunos, cujo critério é o da eficácia e cuja habilidade está ligada a metodologias específicas. No entanto, o psicólogo , seja este psicopedagogo, psicossociólogo ou psicanalista devido à sua formação experimental buscam na investigação metodológica, perspectivas possíveis para melhorar técnicas de ensino e aprendizagem. Daí, o resultado apresentado neste gráfico, que demonstra o conhecimento insatisfatório dos docentes sobre a psicopedagogia em seus conhecimentos profissionais, sobretudo, na gestão de sala de aula em EJA.


3.2. A importância da psicopedagogia para EJA

A interpretação do gráfico 2 é interessante, pois se for confrontado com os dados do anterior, percebe-se uma contradição entre as informações. Apesar de demonstrarem pouco embasamento em estudos psicopedagógicos, a maioria dos docentes (85,3%), doze, afirmaram que os estudos psicopedagógicos são importantes para gestão de sala em EJA. No entanto, dois (14,7%) não opinaram sobre o assunto, justamente os que nunca escutaram falar em psicopedagogia. É possível concluir que apesar de saberem da importância das investigações psicopedagógicas sobre a aprendizagem para seus ofícios, os educadores muitas vezes colocam em segundo plano, o aprofundamento desta temática. Provavelmente por autodefesa, pois podem encarar os seus limites enquanto professores e aprendentes também. Sobre o assunto afirma Goguelin:
"Deste modo o pedagogo fica em posição de defesa e nós entramos num autêntico problema de formação: o psicólogo (a psicologia) informou o pedagogo a cerca do resultado dos seus trabalhos, e, informando-o, instruiu. Por isso, o pedagogo, ser lógico, deveria aplicar sem reticências; mas não é isso o que sucede; a informação coloca o pedagogo em desequilíbrio psicológico apesar de todas afirmações tranqüilizadoras que lhe fazem e talvez mesmo por causa dessas afirmações. Informaram-no, mas não o formaram, visto que não integrou a informação na sua conduta, nos seus comportamentos, nos seus atos." (GOGUELIN, 1973, p- 20)

Gráfico 2. Importância da psicopedagogia para EJA



3.3. Contribuições da psicopedagogia a EJA

Nesta categoria analisada, é apresentada a opinião dos docentes sobre a psicopedagogia e sua contribuição na educação de jovens e adultos. Entre as opiniões, podemos destacar as seguintes: 
1. "Vai auxiliar o professor a detectar distúrbios ou onde o aluno está com problema de aprendizagem." 
2. "É uma forma mais complexa de desenvolver a educação, onde o indivíduo é trabalhado como um todo. Quanto mais abrangente o processo de educação, educando e educadores só terão a ganhar maior conhecimentos do ser humano." 
3. "Psicopedagogia é uma área que relaciona pedagogia e psicologia. E ela contribui na educação de jovens e adultos facilitando o processo de aprendizagem". 
4. "A psicopedagogia pode ser um importante instrumento facilitador da aprendizagem na EJA". 
5. "Contribui de forma a valorizar o potencial de cada indivíduo visando uma otimização do aprendizado e respeitando a individualidade de cada aluno". 
6. "Sabendo que a psicopedagogia estuda e lida com o processo de aprendizagem e suas dificuldades em uma sala de EJA, onde lidamos com a diversidade, é fundamental o olhar sistêmico do psicopedagogo, como um auxiliar que viabiliza as condições de aprendizagem, principalmente para quem quebrou o processo de evolução emocional, cognitivo e até mesmo psico-motor ".
7. "Psicopedagogia é a aplicação da psicologia experimental à pedagogia. Tem contribuído muito na EJA no sentido de que este profissional não terá apenas um olhar pedagógico, mas buscará detectar as causas pelas quais o sujeito não aprende, ou melhor, onde se localiza sua inadaptação e, dependendo do caso, fará encaminhamentos adequados a outros profissionais."
Nas duas primeiras considerações, as percepções dos docentes sobre as contribuições da psicopedagogia estão limitadas aos aspectos clínicos e terapêuticos (primeira consideração), holísticos (segunda consideração) da psicopedagogia. Demonstrando desconhecimentos sobre a área e pouca atuação da mesma em suas práxis. 
Na terceira e quarta consideração, os docentes afirmaram que a psicopedagogia como facilitadora do processo de aprendizagem dos alunos, no entanto, não disseram como isto se efetiva.
Já nas três últimas, foram encontradas percepções bem conscientes nestes docentes, pois apresentaram como a psicopedagogia se torna facilitadora do processo de gestão de sala em EJA. Vale ressaltar que as duas últimas considerações são de docentes especializados em psicopedagogia. Assim, é possível concluir que a formação psicopedagógica conduz o educador de adultos a uma visão crítica da própria postura como ensinante na sua sala de aula, pois o processo será guiado no sentido de atender as individualidades existentes no processo com suas singularidades cognitivas, afetivas e sociais. Afirma Goguelin:

"Perante o ensino pouco eficaz o pedagogo tende a fazer o seu exame de consciência no nível das técnicas que utilizou. O psicólogo terá mais inclinação para investigar os comportamentos dos alunos, as motivações destes, as suas atitudes, os seus móbeis, as eventuais frustrações, as necessidades,etc". (GOGUELIN, 1973, p- 22).

3.4. Contribuições da psicopedagogia à ação docente em EJA

No gráfico 3, foram abordados os resultados obtidos de acordo com a visão dos educadores com formação em psicopedagogia, pois somente eles foram contemplados a responderem a última parte do questionário que tratava justamente desta temática. Apresenta as categorias, onde a psicopedagogia mais colabora na gestão de sala em EJA, segundo os psicopedagogos participantes da pesquisa. Vale ressaltar que, além dos docentes psicopedagogos, outros seis docentes responderam esta parte do questionário, talvez, por falta de atenção nos enunciados ,ou porque não queriam ficar excluídos da finalização do processo.

Gráfico 3. Psicopedagogia e ação docente

A primeira categoria a ser analisada e refletida é a do olhar psicopedagógico para o aprendente adulto, pois segundo os psicopedagogos melhora a observação do educador frente às problemáticas apresentadas pelos aprendentes. Afirma um respondente:
"Após este curso passei a ter uma visão mais abrangente do ensino-aprendizagem. Os conhecimentos psicopedagógicos deram-me condição de acompanhar meu aluno no seu processo de construção, oferecendo-lhe meios facilitadores para essa construção respeitando-o em suas conquistas, em sua cultura, e crenças e valores componentes fundamentais de sua história".
Estas palavras nos remetem à aprendizagem significativa proposta por Rogers(2,3) que sua realização só é possível se o professor for capaz de aceitar o aprendente, tal como ele é, compreendendo os sentimentos que este manifesta, pois a aprendizagem autêntica é baseada na aceitação incondicional do outro. 
Ainda refletindo sobre o olhar psicopedagógico na aprendizagem de adultos, acrescenta outro respondente:
"Sim e muito. O olhar para o educando é totalmente diferente, aprendemos a observar como o outro aprende e como superar as dificuldades. Nossos alunos são vistos no individual e não como um número".
A segunda categoria a ser abordada é a questão do vínculo entre educador - aprendente que, segundo teóricos psicanalíticos, é o motor para aprendizagem. Afirma mais um respondente:
"A mais importante contribuição foi voltada para o vínculo, pois sem este não haveria outras".
A terceira categoria é a dinamização dos meios facilitadores à aprendizagem dos adultos(6,7,9), entre eles o trabalho emocional-afetivo feito em sala que estimula o desenvolvimento cognitivo dos aprendentes. Argumenta outro respondente:
"Acredito que em sala fazemos o papel preventivo e curativo. O respeito para com a dificuldade do outro aumenta porque nós temos como dinamizar meios para que o quadro se reverta e cada progresso é uma vitória, tanto para o educando como para nós. E uma coisa muito importante é o nível emocional que é trabalhado a cada dia, estimulando assim, o cognitivo." 
Estas palavras nos remetem a Knowles apud Moura(4,5) quando defende que a teoria de aprendizagem de adultos apresenta um desafio para os conceitos estáticos da inteligência, para as limitações padronizadas da educação convencional e para a teoria que restringe as facilidades educacionais alguma a uma classe intelectual.A educação de adultos é uma tentativa de descobrir um novo método e criar um novo incentivo para aprender suas implicações que são qualitativas, não quantitativas. Os aprendentes adultos são justamente aqueles cujas aspirações intelectuais são menos prováveis de serem despertadas pelas instruções de aprendizagem convencionalizadas, rígidas e inflexíveis.
Ora, é nesta busca de novos métodos e meios que está o centro da psicopedagogia preventiva que pretende conquistar o sucesso do aprendente adulto. Está evidente que a psicopedagogia é de suma importância na questão de aprendizagem em EJA, pois a especificidade da clientela exige do educador não apenas a capacidade técnica para o ensino, mas outras habilidades que envolvem uma interdisciplinaridade de conteúdos e ciências, as quais, a psicopedagogia referencia como colaboradoras para o conhecimento do seu objeto de estudo: aprendizagem e suas especificidades. Sobre o assunto opina um respondente:
"Antes eu tinha uma concepção apenas pedagógica da aprendizagem. Quando algo não ia bem eu buscava soluções apenas na pedagogia procurava rever questões metodológicas. Aprendi que o ensino-aprendizagem vai bem mais além do que simplesmente métodos. A psicopedagogia é de natureza interdisciplinar utiliza recursos das várias áreas de conhecimento humano para a compreensão do ato de aprender." 
A partir desta análise, percebe-se a singularidade do educador de adultos como psicopedagogo, que conduz sua prática para uma visão multifocal e nunca linear do ensino-aprendizagem. Demonstra senso de curiosidade, de motivação(13) e criatividade frente aos desafios que encontra no cotidiano de sua práxis. Percebe que a problemática social interfere no processo não como determinante, e sim condicionante, e, com uma visão consciente do real, busca meios para que o processo não estagne, colocando em risco sua auto-estima e a de seus aprendentes. A psicopedagogia não é uma área investigativa exclusiva a curiosos que não estudaram Psicologia na academia, mas sobretudo, um conhecimento autêntico, que se legitima cada vez mais através de práticas excepcionais de profissionais especializados, como os citados acima; que unido às suas capacidades técnicas didáticas constroem uma gestão de aprendizagem em EJA com verdadeiros e eficientes princípios andragógicos. Conclui-se com o pensamento de Goguelin:

"O pedagogo definir-se-á como um ensinador, um mestre, um professor, um instrutor, um monitor (pessoa que dá opinião): há alunos discípulos (disciplina= ensino educação, mas igualmente obediência). Todas estas palavras se ligam aos pólos ensinar-instruir-educar. O psicólogo, e sobretudo, o psicossociólogo- definir-se-á mais como formador, animador, facilitador do jogo, condutor de grupo; dirige-se a sessionnaires, estagiários, a participantes, a assistentes, a membros do grupo." (GOGUELIN, 1973, p-22-23)
3.5. Visão dos docentes sobre aprendizagem significativa e sobre o que consideram indispensáveis à gestão de sala de aula em EJA
No gráfico quatro, percebe-se que onze dos docentes, aproximadamente 72%, escutaram falar de aprendizagem significativa(2,3) e comentaram de forma satisfatória sobre o assunto. Já dois(14,3%), dos submetidos ao questionário não haviam escutado nada sobre o tema e apenas um (7,4%) afirmou ter escutado sobre o assunto, mas seu comentário estava incongruente com o que foi proposto. O problema não é saber o que seja aprendizagem significativa, e sim, como mediá-la na gestão de sala de EJA, pois sem isto, o processo fica inadequado, não respeitando a inerência da andragogia. Argumenta Rogers (2,3):
"Por aprendizagem significativa entendo uma aprendizagem que é mais do que uma acumulação de fatos. É uma aprendizagem que provoca uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação futura que escolhe ou nas suas atitudes e personalidade. É uma aprendizagem penetrante, que não se limita a um aumento de conhecimentos mas que penetra profundamente em todas as parcelas de sua existência." (ROGERS, 1997, p-322)

Gráfico 4. Conhecimento dos docentes sobre aprendizagem significativa
No quinto gráfico, estão enfocados os cinco pontos indispensáveis à gestão de sala de EJA(6,7,9) na visão dos docentes. Com aproximadamente 34% dos votos(onze), ficou o tópico conhecer as problemáticas inerentes à realidade de vida do aluno. Isto demonstra a preocupação dos docentes sobre como avaliar seus aprendentes individualmente, pois se usarem a metodologia avaliativa tradicional não estarão respeitando a singularidade do aprendente adulto no processo ensino-aprendizagem. Com aproximadamente 28% (nove) ficou o tópico ter domínio do conteúdo ensinado empatado com o relacionar a história de vida do aluno com ensino. Ironicamente, estes dois tópicos são contraditórios entre si, pois existe a preocupação com o conteúdo ensinado e, por sua vez, este conteúdo ensinado deve ser relacionado com a história de vida dos alunos. Para solucionar este paradigma, é preciso a consciência pelos educadores de que a experiência é o recurso mais rico para a aprendizagem de adultos e que a orientação de adultos para a aprendizagem deve ser centrada na vida. Com aproximadamente 22% (sete) ficou o tópico planejar bem as aulas onde a reflexão deve se dirigir no mesmo sentido do tópico anterior. E em quinto lugar, com aproximadamente 16% (cinco) dos votos, ficaram empatados os tópicos: ser altruísta promovendo empatia positiva com os alunos, e a aprendizagem significativa; demonstrando a preocupação dos docentes com a questão do vínculo e da motivação dos aprendentes com o sucesso da aprendizagem dos mesmos durante o processo.

Gráfico 5. Fatores indispensáveis à gestão de sala de EJA na visão dos docentes


CONCLUSÃO

O presente trabalho teve como principal objetivo verificar, segundo a percepção de docentes em que nível a psicopedagogia pode contribuir à educação de jovens e adultos. Os objetivos específicos foram verificar, segundo a percepção dos docentes: 
- o nível de conhecimento dos docentes sobre a psicopedagogia;
- o nível de importância da psicopedagogia para EJA;
- as contribuições que a psicopedagogia pode trazer a EJA;
- as contribuições que a psicopedagogia pode trazer a ação docente em EJA.
Na primeira categoria analisada - nível de conhecimento dos docentes sobre a psicopedagogia - a maioria dos docentes apresentaram conhecimentos prévios sobre ela. Porém, algumas considerações demonstraram idéias estereotipadas sobre esta área da educação, reduzindo seu campo de atuação apenas ao nível terapêutico. 
Na categoria importância da psicopedagogia para EJA, encontrou-se um paradoxo, pois os docentes apesar de demonstrarem pouco conhecimento da área em análise, afirmaram sua importância a EJA. Na categoria - sobre as contribuições da Psicopedagogia a EJA - foi confirmado o pouco conhecimento da maioria dos docentes sobre a psicopedagogia, apesar de alguns deles terem apresentado excelentes considerações sobre como a psicopedagogia facilita o processo de aprendizagem nas salas de EJA.
Com relação ao tópico, contribuições da Psicopedagogia à ação docente(6,7,9) em EJA, foi evidenciado pelos docentes psicopedagogos, três categorias onde a psicopedagogia atua eficazmente na gestão de sala em EJA: 1) o olhar psicopedagógico - caracterizado pela observação apurada do educador frente ao potencial e à necessidade de aprendizagem dos aprendentes adultos; 2) o vínculo - caracterizado pela empatia e altruísmo do educador frente aos seus aprendentes e vice-versa; 3) meios de dinamização para facilitação da efetivação da aprendizagem - caracterizada por aplicação de jogos, técnicas e dinâmicas de grupo, mensagens reflexivas, teatro de bonecos, dramatizações e aulas de campo, onde é priorizado o aspecto afetivo-emocional dos aprendentes.
Na categoria - visão dos docentes sobre aprendizagem significativa - foi observado que a maioria dos docentes sabiam em que consistia este tipo de aprendizagem, no entanto, de acordo com as outras categorias analisadas talvez não consigam efetivá-la realmente em suas práxis.
Na última categoria - fatores indispensáveis(6,7,9) à gestão de sala de aula em EJA - foi percebido a preocupação dos docentes com relação ao ensino centrado no aprendente, e de como relacioná-lo com os conteúdos sistematizados do currículo, bem como planejar boas aulas para favorecimento da aprendizagem significativa(2,3) e do vínculo com os aprendentes. 
Pela análise realizada, conclui-se a necessidade dos docentes em buscar mais estudos sobre a Psicologia(1) da Aprendizagem e sobre a Psicopedagogia, para que possam realizar na prática muitos anseios que apresentam frente à aprendizagem de seus aprendentes. Com relação aos conhecedores e aplicadores dos conhecimentos psicopedagógicos, ficou evidente que estes apresentam um maior domínio e compreensão do processo de ensino e aprendizagem de seus aprendentes, de onde conquistam e adquirem mais satisfação interior frente ao magistério. 
Apesar do uso de apenas um instrumental de aferimento de dados, o questionário, os objetivos da pesquisa foram alcançados. Além desta limitação, é reconhecido que existem outras neste estudo: amostra reduzida e limitada apenas a uma mesma instituição de ensino; o estudo aborda apenas a percepção dos docentes não de outros intervenientes no processo (aprendentes, supervisores). Desta forma, seria importante que os próximos estudos levassem em conta estas limitações, com vista a aprofundar ainda mais esta temática. Porém, a participação dos docentes foi a grande colaboradora do sucesso deste trabalho, suas informações foram indispensáveis para análise crítica do referencial teórico selecionado.
Os pensamentos de teóricos da corrente humanista(2,3,4,5,13) estiveram implícitos em muitos relatos dos docentes, legitimando a necessidade de um conhecimento de teorias de aprendizagem que favoreçam o ensino centrado no aprendente e a aprendizagem significativa. No entanto, foi pontuada também por um dos docentes a questão vincular, que envolve a abordagem psicanalítica. A psicopedagogia(12) é uma área de estudo interdisciplinar que se detém no processo de ensino e aprendizagem, assim é recomendável que haja o aprofundamento sobre as contribuições da corrente psicanalítica na gestão de aprendizagem em EJA, já que os referenciais teóricos deste estudo foram as psicopedagogias do self(2,3,4,5,13) de Rogers, Maslow, Knowles - pensadores humanistas por excelência.
A repercussão na aprendizagem em EJA com o ensino centrado no aprendente(2,3) será o favorecimento da criação de um clima de confiança, no qual a curiosidade e o desejo natural de aprender poderiam ser alimentados e incentivados. Os aprendentes e os educadores se engajarão eqüitativamente, num processo ativo de tomada de decisão, proporcionando a realização da aprendizagem significativa(2,3). Um sentido de comunidade será desenvolvido, onde a competição destrutiva de hoje será substituída pela cooperação, pelo respeito ao outro e pelo auxílio mútuo. Os aprendentes pregarão a si mesmo e desenvolverão a autoconfiança e auto-estima. Surgirá também uma situação onde os aprendentes e educadores se descobrirão cada vez mais como fonte de valores, alcançando a consciência do que o bom da vida provém do interior e não depende de fontes externas. Assim, os aprendentes irão encontrar satisfação na descoberta intelectual e emocional, levando-os a se tornarem autênticos aprendizes, vencendo todos os seus limites.
É por demais necessário que os docentes em EJA conheçam os estudos sobre a especificidade da aprendizagem na andragogia(14,15,16), pois como foi abordado no presente discurso, existem princípios andragógicos que os educadores de adultos devem seguir para que a gestão de aprendizagem seja realmente realizada com êxito. Deste modo, aprendente e "ensinante" conduzirão um processo onde a experiência dos primeiros será a fonte inspiradora do trabalho do segundo; onde a aprendizagem tradicional dará lugar a uma aprendizagem contextualizada, por sua vez, significativa; e também, onde a motivação de ambos será a garantia da realização das metas e objetivos a serem alcançados.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. GOGUELIN, Pierre. A formação contínua dos Adultos. Póvoa de Vargim: Publicações Europa-América Lda, 1973.
2. ROGERS, Carl Ransom. Tornar-se Pessoa. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
3.__________________. Um jeito de ser. São Paulo: EPU, 1988.
4 .MOURA, Rui Manuel. Processo de Aprendizagem Autodirigida em Adultos.Tese de Mestrado. Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 1998.
5. ___________________. Desenvolvimento Pessoal e Profissional do Professor: uma reflexão da e para a Educação de Adultos. Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 2000.
6 . MUCCHIELLI, Roger. A formação de Adultos. São Paulo: Martins Fontes, 1981.
7. PINTO, Álvaro Vieira. Sete Lições sobre Educação de Adultos. 3.ed. São Paulo: Cortez Editora,1985.
8. CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO DE ADULTOS. Declaração de Hamburgo: agenda para o futuro. Brasília: SESI/UNESCO, 1999.
9. DÁLIA, Edna C. P. et al. Educação de Adultos - Textos e Pesquisas. Rio de Janeiro: Edições Achimé, 1983.
10.FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários à Prática Educativa. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1997.
11. FURTER, Pierre. Educação e Vida. Petrópolis: Vozes, 1966.
12. KIGUEL, Sônia Moojen. Reabilitação em Neurologia Pediátrica e Psiquiatria Infantil - Ascpectos Psicopedagógicos. Congresso Brasileiro de Neurologia e Psiquiatria Infantil. Porto Alegre: Abenepe, 1983. 2v.
13. MASLOW, Abraham. Motivação e Personalidade. Nova Iorque: Harper, 1954.
14. CAVALCANTI, Roberto de Albuquerque. Andragogia: Aprendizagem nos Adultos. Revista de Clínica Cirúrgica da Paraíba, João Pessoa, n.6, p.33-41, jul, 1999.
15. PRATT, Daniel D. Andragogia após vinte cinco anos . In: PRATT, Daniel D.(org.) Teoria de Aprendizagem do Adulto.São Francisco: Jossey- Baixo, 1993. 
16. GOMES, Rita de Cássia Guarezi et al. Tecnologia e Andragogia: aliadas na educação à distância - Gestão de Sistemas de Educação a Distância. Laboratório de Ensino a Distância: UFSC, 2000.


Obrigado pela visita, volte sempre.

Pragmatismo e Utilitarismo