sexta-feira, 27 de novembro de 2015

5,6 mil disputam concurso de Nova Odessa. Data do concurso 29/11/2015, relação candidato/vaga

5,6 mil disputam concurso de Nova Odessa

Agente de trânsito tem maior relação candidato/vaga

Publicado em 2015-11-07 09:20:26 Atualizado em 2015-11-07 09:20:26 (553 visualizações)

A Prefeitura de Nova Odessa recebeu 5.595 inscrições para o concurso público. Deste total, 5.433 candidatos disputarão as 65 vagas abertas em 18 diferentes áreas e 162 participarão do processo que vai formar cadastro de reserva. As provas estão previstas para acontecer nos dias 29 de novembro e 06 de dezembro.

A maior concorrência vai ser no cargo de Agente de Trânsito com 453 disputando a única vaga. Vida mais 'fácil' vai ter os 114 candidatos às 5 vagas de prof. de Artes da Educação Básica (menor relação candidato/vaga da disputa). 

O concurso foi aberto devido necessidade de manutenção e reposição do quadro de funcionários após saída de servidores por exonerações, aposentadorias e outras situações. O processo também atende indicações feitas pelo Ministério Público do Trabalho de Campinas.

Os salários oferecidos variam de R$ 1.143,10 a R$ 5.201,31 para cargas horárias de 20 a 40 horas semanais. Segundo a Secretaria de Administração, os locais e horários das provas serão divulgados nos próximos dias, conforme edital do concurso.
                                        
Local de prova:COLÉGIO NETWORK - 1.º PERÍODO


Data/Hora:29/11/2015 - 09:00:00
Cidade:Nova Odessa
UF:São Paulo
Endereço:Av. Ampélio Gazzetta
Número:200
Complemento:
Bairro:Lopes Iglesias

Esta escola é para cargos de professor da educação básica , anos iniciais.



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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Vali e Sugriva: de Inseparáveis para Irreconciliáveis. O que podemos aprender com a história desses irmãos?


Julgar sem Entender: A Receita para Arruinar Relacionamentos

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Chaitanya-charana Dasa

Vali e Sugriva: de Inseparáveis para Irreconciliáveis. O que podemos aprender com a história desses irmãos?

Uma das subtramas mais pungentes do Ramayana é o confronto fratricida entre os dois irmãos macacos Vali e Sugriva. No Mahabharata, a animosidade fraterna entre os Pandavas virtuosos e os maldosos Kauravas continua até a morte dos Kauravas. Em contraste, o Ramayana apresenta uma reconciliação no leito de morte entre os irmãos símios que é tão emocionalmente fascinante quanto eticamente esclarecedora.
A Dupla Impressionante
A história desses dois irmãos se desdobrou em Kiskindha, o reino dos vanaras no sul da Índia. Os vanaras foram uma raça de macacos celestiais possuidores de formidável força e inteligência, com alguns macacos líderes que tinham mais atributos sapientes do que um símio. A localização de Kiskindha era geopoliticamente significativa, estando situada estrategicamente entre o reino dos seres humanos no norte e o reino dos demônios, no sul. Ao longo da sua infância e juventude, Vali e Sugriva foram inseparáveis. Como os Pandavas, ambos tinham dois pais: um terrestre e um celestial. O pai terreno deles foi Riksharaja, o rei do vanaras, ao passo que seus pais celestiais foram Indra e Surya, respectivamente, dois dos deuses mais poderosos. Assim como Indra era superior na hierarquia cósmica a Surya, Vali, sendo mais velho e mais forte, era superior a Sugriva. Assim como Indra era dado a acessos de arrogância e impetuosidade, também assim era Vali. Assim como os dois deuses trabalhavam harmoniosamente na administração cósmica, seus dois filhos também trabalhavam harmoniosamente na administração do reino macaco. Quando Riksharaja se aposentou, de acordo com a tradição da primogenitura, Vali subiu ao trono de Kiskindha, e Sugriva tornou-se seu fiel e engenhoso assistente.
Uma vez, um temível demônio, Mayavi, foi a Kiskindha e desafiou Vali para uma luta. O monarca vanara saltou de cima de seu trono e se apresentou, sendo seguido de perto por Sugriva. Se era para ser uma luta, Vali tinha a intenção de se envolver em um combate justo face a face, porém Sugriva o acompanhou para dar segurança adicional, caso o demônio tivesse quaisquer cúmplices que pudessem atacar indevidamente. Não sabendo das boas intenções dos irmãos, Mayavi recuou com medo quando viu a impressionante dupla no comando, vindo em sua direção. Percebendo que não era páreo para essa força combinada, ele se virou e fugiu.
Vali, sabendo que o demônio iria perturbar a paz na vizinhança se não lhe fosse ensinada uma lição, decidiu persegui-lo, e Sugriva o seguiu. Mayavi, tentando desesperadamente livrar-se dos irmãos, mergulhou em uma caverna na montanha, que o levou a um labirinto de catacumbas.
Vali decidiu persegui-lo nesse escuro buraco cavernoso e disse a Sugriva para guardar a entrada, caso o demônio fugisse de Vali no labirinto e tentasse escapar. Sugriva implorou a Vali que o deixasse participar da perigosa busca subterrânea, mas Vali se recusou e, mais uma vez, repetiu sua instrução. Depois que seu irmão desapareceu na imensa escuridão, Sugriva esperou por um longo tempo, olhando para dentro da caverna, tanto quanto os olhos podiam enxergar. Ele não via nada e não ouvia nada até que, finalmente, o grito do demônio ressoou pela caverna. Foi um grito de agonia ou de vitória? Sugriva esperou, esforçando-se e rezando para ouvir algum som de seu irmão, mas a caverna manteve um silêncio mortal. Quando o silêncio ensurdecedor continuou, o coração de Sugriva se angustiou como se ele deduzisse que seu irmão heróico tivesse sido morto.
Sugriva se sentiu dividido entre seu desejo de vingar a morte de seu irmão e seu dever de proteger seu reino do demônio mortal. Se Mayavi saísse da caverna, ele poderia muito bem ser imparável. Sugriva ponderou: “Seria eu capaz de dominar um inimigo que já havia vencido meu irmão mais poderoso?”. Decidindo que a discrição era a melhor parte da coragem, Sugriva concebeu uma estratégia alternativa. Ele olhou em volta, até que avistou uma pedra gigante. Esforçando-se – suado e ofegante –, ele empurrou o pedregulho até que fechasse a caverna. Sentindo-se seguro de que isso manteria o demônio acuado, Sugriva voltou para o reino. Com o coração pesado, ele informou aos cortesãos, que ansiosamente os aguardavam, sobre o desaparecimento de seu valente monarca e ordenou um período de luto em todo o estado. Após o fim do período de luto, os ministros pediram a Sugriva que assumisse o papel de rei, apontando a ausência de qualquer outro herdeiro qualificado. Ainda afligido pelas memórias de Vali, Sugriva resolveu continuar o legado de seu irmão e aceitou o manto real.
De Inseparável para Irreconciliável
Poucos dias depois, Vali marchou de volta ao palácio, com os olhos cheios de ira. Depois de uma longa busca na caverna, ele encontrou o demônio. Tendo a intenção de acabar com a cansativa ameaça, Vali não perdeu a energia rugindo enquanto matava o demônio, que gritava. Quando voltou para a entrada da caverna, angustiou-se ao encontrar um pedregulho enorme bloqueando-a. Ele chamou Sugriva, mas não obteve resposta. Estando esgotado devido à busca e à luta, ele não pôde mover a pedra. A ausência de Sugriva e a presença do pedregulho desencadeou nele uma suspeita desconcertante: será que seu confiável irmão conspirou para prendê-lo na caverna?
Vali precisou de vários dias para recuperar sua força e chegar a um estado em que conseguisse mover a pedra. Quanto mais se empenhava, mais sua desconfiança aumentava. Certamente, a pedra era grande demais para ter sido movida pelo vento ou outras forças naturais. E mesmo se, de alguma forma, ela tivesse sido transferida naturalmente, certamente não poderia ter tanta precisão para fechar a caverna.
Quando Vali finalmente forçou sua saída, correu de volta para seu reino, cheio de dúvidas sobre seu irmão. Quando viu Sugriva sentado no trono, ele sentiu que sua suspeita fora confirmada. Enfurecido, ele atacou Sugriva, cuja alegria em ver Vali vivo rapidamente deu lugar ao desânimo. Sugriva tentou explicar a situação, mas Vali estava muito furioso para ouvir qualquer coisa e simplesmente bateu em Sugriva com seus estrondosos punhos. Sugriva ficou devastado ao ver o ódio nos olhos do seu amado irmão. O pensamento de que seu irmão não só tinha suspeitado, mas também o condenado, machucou Sugriva mais do que os golpes que choviam em cima dele. Não tendo qualquer vontade para lutar e esperando que pudesse ter, mais tarde, uma chance melhor de esclarecer quando Vali se acalmasse, Sugriva fugiu do palácio e do reino.
Ver Sugriva fugindo reforçou a convicção de Vali de que seu irmão era culpado. Caso contrário, por que ele teria fugido assim? Tendo assim julgado Sugriva como um traidor, a mente egoísta de Vali incitou-lhe a continuar a perseguir seu irmão, mesmo no exílio, antes que sofresse outro golpe.
O infeliz Sugriva fugiu para longe, mas Vali o perseguiu implacavelmente. Finalmente, Sugriva encontrou refúgio junto a Kiskindha – na área do lago de Pampa, nas imediações do eremitério do sábio Matanga. Vali havia uma vez, intoxicado pelo poder e em uma demonstração de força, atirado ao longe a carcaça de Dundubhi, um demônio que havia matado. O sangue da carcaça tinha caído na arena sacrificial de Matanga, profanando-o. O sábio, irritado e desejando retificar a arrogância de Vali, amaldiçoou o macaco dizendo que ele morreria caso entrasse até mesmo na vizinhança do eremitério.
Na zona de segurança criada pela maldição de Matanga, Sugriva viveu em uma paz inquieta, sempre com medo, olhando para fora, para quaisquer assassinos que Vali pudesse enviar para fazer o trabalho que ele próprio não podia fazer. Como a hostilidade de Vali não mostrou nenhum sinal de diminuição, Sugriva gradualmente perdeu toda esperança de reconciliação. Os dois irmãos inseparáveis ​​tinham se tornado irreconciliáveis.
A Atribuição de Erro
Ambos Sugriva e Vali chegaram a conclusões equivocadas – Sugriva sobre a morte de Vali, e Vali sobre a traição de Sugriva. Se considerarmos as informações disponíveis para eles, ambos haviam feito inferências razoáveis. A diferença entre eles era que Sugriva teve pouca oportunidade de testar a sua inferência – a possibilidade de Mayavi sair era muito perigosa. Vali, porém, teve muitas oportunidades para testar a sua inferência – sendo mais forte, ele poderia dar-se ao luxo de dar a Sugriva uma audiência. Além disso, Sugriva não era nenhum demônio indigno de confiança, mas seu honesto irmão, e um irmão que o tinha servido fielmente como braço direito durante muitos anos. Devido tanto à sua relação quanto à sua história, Sugriva merecia uma audiência adequada antes de ser julgado. Infelizmente, Vali estava muito certo de sua leitura da situação e não sentia necessidade de procurar qualquer esclarecimento.
Vali sucumbiu a um erro humano comum, que os psicólogos chamam de “erro de atribuição”. Quando vemos outros se comportando de forma inadequada, tendemos a atribuir esse comportamento às suas falhas de caráter interno, não às circunstâncias atenuantes externas. Assim, quando vemos alguém comendo exageradamente, julgamos que ele é glutão. Quando nós mesmos comemos demais, no entanto, tendemos a ser muito mais caridosos na atribuição: “Eu fiquei muito tempo sem comer”.
Nós sucumbimos ao atribuir erros devido a uma combinação perigosa de pressa e excesso de confiança. Quando confrontados com o inesperado, queremos compreendê-lo rapidamente, e, uma vez que chegamos a um entendimento, nos agarramos a ele, pensando: “Eu sou tão inteligente – como eu poderia estar errado?”.
Se somos realmente inteligentes, porém, vamos considerar a possibilidade de que podemos estar errados. Afinal de contas, as formas em que as coisas acontecem no mundo são complexas. E ainda mais complexas são as maneiras como as pessoas pensam. Então, determinar o que as faz agir de determinada maneira não é fácil. No entanto, quando sabemos algo sobre o outro, presumimos que sabemos o suficiente para descobrir seu comportamento – uma presunção que muitas vezes nos cega para os nossos preconceitos e erros. Em vez de sermos vítimas de tais presunções e chegar a julgamentos precipitados, podemos fazer melhor justiça à nossa inteligência dando aos outros o benefício da dúvida e, com a mente aberta, ouvindo seu lado da história.
Devido a sua pressa e excesso de confiança, Vali sucumbiu ao julgar Sugriva sem entender – uma receita infalível para arruinar relacionamentos. E, com certeza, seu relacionamento logo jazia em ruínas.
A Intervenção de Rama – Marcial e Verbal
Alguns anos à frente: Rama entrou em cena e fez uma aliança com Sugriva. Como parte de seu pacto, prometeu corrigir os erros que Vali tinha cometido com Sugriva. A pedido de Rama, Sugriva desafiou Vali a uma luta. Quando os dois irmãos estavam lutando, Rama, depois de uma tentativa inicial abortada, atirou em Vali uma flecha letal.
Podemos questionar a moralidade da ação de Rama, como fez Vali enquanto estava deitado no chão, mortalmente ferido. Em resposta, Rama deu várias razões, centrado no ponto de que um agressor pecaminoso pode ser morto por qualquer meio. Vali tinha cometido vários atos de agressão contra o seu próprio irmão: atacou-o com intenção assassina, estando ele despojado de toda a sua riqueza e até mesmo tomou a esposa de Sugriva, Ruma, como sua própria esposa. Um irmão mais velho que toma a esposa de seu irmão mais novo comete um pecado grave, quase semelhante ao incesto. Devido a toda essa agressão injustificada, Rama declarou que Vali merecia nada menos do que a pena capital.
A análise deste raciocínio pode ser um artigo em si. Para o nosso propósito presente, ele deve ser suficiente para que Vali encontrasse um raciocínio convincente. Se o queixoso, num caso de injustiça percebida, anuncia, após a devida discussão e deliberação, que nenhuma injustiça foi feita, nós também podemos aceitar esse pronunciamento – afinal, o autor sabe mais e se percebe mais do que nós.
Depois de analisar seu caso, Rama adiantou o julgamento para Vali: “Se você pensa que Eu agi de forma errada, vou retirar a flecha e restaurar a sua vida e força agora”. O orgulho de Vali foi destruído duplamente pelas flechas de Rama perfurando seu peito e pelas palavras-flechas de Rama penetrando suas presunções, fazendo-o ponderar suas ações e reconhecendo seu erro. Ele humildemente respondeu que, apesar de seus muitos crimes, ele havia sido abençoado imotivadamente por ter a oportunidade inestimável de morrer na presença auspiciosa de Rama – uma oportunidade que ele não queria deixar passar apenas para ter uma vida mais longa. Ele ainda confessou que, por muito tempo, também sentia que poderia ter prejudicado Sugriva, mas seu orgulho não lhe permitira considerar esse sentimento.
A Reconciliação no Leito de Morte
Com seus últimos suspiros, Vali consolou sua chorosa esposa Tara e seu filho em luto, Angada. Ele pediu para que não tivessem ressentimentos com Sugriva, mas vivessem em paz sob o seu abrigo. Em seguida, virou-se para Sugriva, pedindo-lhe que não tivesse qualquer malícia para com Tara e Angada, mas que cuidasse deles.
Buscando o perdão de seu irmão e querendo fazer as pazes, Vali tirou o colar de joias que Indra lhe dera. Esse colar celeste veio com a bênção de proteger seu portador. Na verdade, foi esse colar que tinha mantido Vali vivo por tanto tempo, mesmo depois de ter sido mortalmente ferido pela flecha de Rama. Que pai não desejaria tal armadura para seu filho? Assim como Indra tinha dado o colar para seu filho, Vali também teria sido inteiramente justificado em dar o colar para seu filho. Contudo, ele deu a Sugriva, expressando, assim, através de suas ações, o seu profundo remorso, já que ele não tinha energia ou tempo para expressar em palavras. Assim que o colar saiu das mãos de Vali, sua alma saiu de seu corpo.
Depois de ouvir de seu irmão suas dolorosas palavras e vê-lo cair para trás, imóvel e silencioso, Sugriva desmoronou. Esse foi o irmão mais velho que ele tinha conhecido e amado e perdido por tanto tempo – e estaria agora perdido para sempre. Oprimido com o pesar por ter instigado o assassinato de tal irmão, Sugriva censurou a si mesmo e resolveu expiar seu pecado de fratricídio acabando com a sua vida igual a do seu irmão.
Rama e Lakshmana consolaram Sugriva com palavras gentis, lembrando-o de seu dever para com sua família e seus cidadãos. Sugriva se recompôs, ordenou que os macacos em luto providenciassem um funeral real para seu rei falecido e começou um segundo período de luto por seu irmão.
RPDA para a Reconciliação
A história de Sugriva e Vali desafia contornos simplistas do bem contra o mal. Os dois irmãos eram virtuosos, mas foram separados por quase toda uma vida devido a um erro de julgamento infeliz pelo irmão mais impetuoso, mais poderoso. O que poderia ter sido uma história feliz de afeto fraternal tornou-se, devido a um mal-entendido não esclarecido, uma história infeliz de animosidade fraterna, que terminou em um fratricídio devastador. Felizmente, sua infelicidade foi reduzida pela intervenção de Rama, que provocou uma reconciliação pré-morte.
Nós também podemos reduzir a infelicidade em nossos relacionamentos, internalizando a lição imortal dessa história – nunca julgar sem entendimento. E se nós já julgamos outros sem compreendê-los, podemos buscar a reconciliação, como fez Vali. Nós podemos trilhar o caminho para a reconciliação com RPDA: Reconhecer, Pedir Desculpas, Alterar.
  1. Reconhecer: Nos relacionamentos nossos que estão “azedos’, podemos honestamente ser introspectivos e humildemente ouvir as outras pessoas para verificar se estamos mais errados do que acreditamos. Se descobrimos nosso erro, temos de reconhecê-lo, como fez Vali após ouvir Rama.
  2. Pedir Desculpas: Assim como as palavras arrogantes de julgamento podem machucar, as humildes palavras de aproximação podem curar. Podemos tomar grandes passos na reconstrução de relacionamentos, pedindo desculpas, assim como Vali, para as coisas erradas que fizemos, consciente ou inconscientemente.
  3. Alterar: As ações falam mais alto do que as palavras. Assim como Vali deu seu colar para Sugriva, podemos fazer o que for melhor nas circunstâncias para corrigir, ou pelo menos atenuar, as consequências do nosso erro de julgamento.
Vali precisou dos solavancos da morte para deixar de lado seu orgulho e compensar seu erro de julgamento. Esperemos que, ao meditar sobre a sua história e aprender com ele, possamos fazer isso muito antes de um choque tão extremo.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ESCRITORES DA LIBERDADE: UMA RESENHA CRÍTICA. Resenhado Por: Maria Silva

ESCRITORES DA LIBERDADE: UMA RESENHA CRÍTICA



ESCRITORES DA LIBERDADE: Gênero: Drama. Direção e Produção Richard Lavagranese. Roteiro: Richard Lavagranese e Erin Gruwell. EUA/Alemanha, 2007.



Baseado em fatos reais, o filme Escritores da Liberdade retrata o desafiante drama de “Erin Gruwell”, uma professora do 1º ano do Ensino Médio, que leciona as disciplinas de Inglês e Literatura numa escola da periferia de Los Angeles/EUA. Sua turma composta por adolescentes que possuem em seu contexto histórico, social, cultural, uma infância frustrada, marcada pelo medo e que cresceram totalmente desacreditados na vida, devido a situações de conflitos entre raças nos bairros pobres de Los Angeles.

Estruturalmente, o filme Escritores da Liberdade se divide em três momentos básicos: o primeiro momento mostra a alegria de Erin Gruwell em, finalmente, poder se dedicar a atividade de docência, que era um de seus sonhos. O segundo momento destaca todas as frustrações e desafios nos quais ela passa na tentativa de realizar um trabalho docente significativo. O terceiro momento enfatiza as conquistas alcançadas com a turma, os frutos colhidos, diante do seu esforço.

Reportando-se ao conteúdo do filme, a professora Erin Gruwell assume a turma do 1º ano do Ensino Médio, para lecionar as disciplinas de Inglês e Literatura cheia de sonhos e ideais. No entanto, depara-se com uma série de problemas: violência, desmotivação, indisciplina e discriminação. A maioria dos alunos vinha de uma realidade social violenta, boa parte pertencia a gangues, advinham de famílias desestruturadas e, eram estigmatizados e excluídos dentro e fora da escola. 

Entretanto, esses alunos sem uma boa perspectiva de vida, tiveram a grande oportunidade de encontrar em sua trajetória escolar uma educadora que embora com pouca experiência prática, mas com bons fundamentos teóricos e, com muita motivação para enfrentar os desafios, buscou transformar aquela triste realidade.

Inicialmente, Erin Gruwell enfrenta problemas de ordem metodológica, visto que o que ela planejava desenvolver não era significativo para a turma, o que levava à desmotivação dos alunos e esses apresentavam sérios problemas de indisciplina. Contudo, ela consegue reverter àquela penosa realidade buscando novas alternativas, pois era flexível e consciente do seu compromisso com a educação. Assim, na tentativa de desenvolver um trabalho que se aproximasse da realidade dos alunos, elabora aulas dinâmicas utilizando à música, jogos, a fala dos alunos e a literatura como recursos metodológicos, objetivando elevar a autoestima e fazê-los perceber a si próprios, a vida e o mundo de maneira diferente.

Após ter conseguido avanços e despertar à atenção da turma ela decide conhecer a história de vida de cada um de seus alunos. A partir daí passa a trabalhar valores e sentimentos, objetivando sensibilizá-los para uma série de questões como: discriminação, preconceitos e tolerância, o que veio a diminuir significativamente a violência na sala de aula, possibilitando uma maior integração dos alunos nas aulas e um olhar diferenciado diante da realidade vivida.

Embora diante da falta de apoio por parte da direção e coordenação pedagógica da escola, Erin, não se deixa abater e desenvolve propostas pedagógicas inovadoras com a turma, investe em leituras significativas, através do projeto literário com o livro “Diário de Anne Frank”. Esse projeto envolvia atividades como a construção de um diário, no qual os alunos escreveriam sobre as coisas boas ou ruins vivenciadas; aulas passeios a espaços culturais; escrita de cartas para a Miep Gies, “a senhora que deu abrigo a Anne Frank”, culminando com uma visita da mesma à instituição de ensino.

Através desse projeto os alunos deram um salto qualitativo no processo de ensino/aprendizagem, passaram a ser construtores de conhecimento e de sua própria história. As produções literárias dos alunos resultaram em um livro intitulado “O Diário dos Escritores da Liberdade”, e foi lançado em 1999 nos Estados Unidos.

Através desse filme, pode-se  refletir criticamente sobre os fatores que contribuem para indisciplina e a violência na escola; discutir sobre as atitudes dos professores que venham a contribuir para a melhoria da relação professor-aluno e analisar o papel da escola frente aos problemas de convivência dos alunos no âmbito escolar.

Nesse sentido, no tocante aos fatores que contribuem para a indisciplina e a violência na escola, o filme aponta as condições sociais e culturais como fatores determinantes, o que ao nosso vê foi muito bem destacado, visto que conforme os estudos sobre essas temáticas, esses são, certamente, pontos importantes quando se relaciona indisciplina, violência e escola.   

No que se refere às atitudes dos professores que venham a contribuir para a melhoria da relação professor-aluno, o filme destaca bem o que muitos estudos já nos indicam: que um dos caminhos para que a escola avance pedagogicamente é justamente procurar criar maior possibilidade de discussão e diálogo com os jovens, em prol do desenvolvimento e resgate de valores, em que o respeito à diversidade e a tolerância, sejam vistos como condições fundamentais para se viver harmonicamente em sociedade. O que foi muito bem enfatizado no contexto das relações entre professor e aluno em Escritores da Liberdade.

Contudo, ao examinarmos as relações sociais do contexto escolar mostrado no filme, poderemos constatar a existência de violências que também eram produzidas por funcionários da escola, visto que reforçavam estereótipos e discursos que vitimizavam os alunos por meio da violência simbólica. Nessa perspectiva, a escola não apresentava um ambiente acolhedor, onde todos se sentissem comprometidos e valorizados. O que deve ser um dos papéis fundamentais da escola para que ela venha a ter boas relações de convivência.

Por fim, a relevância do conteúdo pedagógico retratado em Escritores da Liberdade possibilita criar, também, condições subjetivas necessárias para uma série de reflexões acerca do direcionamento do trabalho do gestor e do supervisor escolar, visto que além de abordar os desafiantes caminhos do trabalho docente, nos permite discutir sobre o planejamento das ações, conteúdos relevantes, metodologias e recursos necessários ao ensino. Ampliando, assim, a discussão acerca de posturas necessárias a um bom gestor e a reflexão quanto ao que é possível ser feito dentro das possibilidades educacionais que são oferecidas. 

Nessa Perspectiva, pela importância pedagógica em que se reveste o filme, recomenda-se aos educadores de forma geral, em especial aos que trabalham com adolescentes que vivem contextos similares aos apresentados e, a todos os que sentem interesse pelo conteúdo educacional, pois embora o filme mostre como contexto uma escola americana, ele nos oferece aproximações com a realidade educacional de muitos contextos escolares brasileiros.

Richard Lagravenese nasceu em 30 de outubro de 1959 nos Estados Unidos. Já produziu vários filmes de longa metragem, como: P.S Eu Te Amo em 2007; Paris Eu te Amo 2006; A década Under the Influencer 2003, e escritores da Liberdade em 2007.

                                                      Resenhado Por: Maria Silva

Referência Bibliográfica
SCHILLING, Flávia; ALVAREZ, Marcos César; BOTO, CARTOLA e outros. Grandes Temas: Violência escolar e seus conflitos. Segmento- Revista Educação, São Paulo, nº 01, Nov, 2006, p. 06-89.


fonte: http://mariajprn.blogspot.com.br/2011/07/escritores-da-liberdade-uma-resenha.html

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Quadros comparativos das Teorias de Piaget e Vygotsky

Quadros comparativos das Teorias de Piaget e Vygotsky


SEMELHANÇAS
VYGOTSKY E PIAGET
São interacionistas, isto é, estão atentos para relevância das conexões entre o individuo e meio na elaboração dos processos psíquicos.
São construtivistas em suas concepções do desenvolvimento intelectual, ou seja, sustentam que a inteligência é construída a partir das relações recíprocas do homem com o meio.
Os dois se opõem tanto a teoria empirista quanto à concepção racionalista.
Ambos enfatizam a necessidade de compreensão da gênese dos processos cognitivos.
Defendem que é importante que se respeite o nível da criança na colocação mínima e máxima para cada ensinamento.
Consideram o discurso egocêntrico como ponto de partida do discurso interior.
Ambos empregam métodos qualitativos que buscam apreender os fenômenos psicológicos em sua dinâmica e não somente resultados isolados expressos em estatísticas.
Defendem que a imaginação surge da ação, o que é importante na formação da consciência.


DIFERENÇAS
VYGOTSKY
PIAGET
Quanto ao papel dos fatores internos e externos no desenvolvimento
Privilegia o ambiente social. Reconhece que se variando esse ambiente, o desenvolvimento também variará. Não aceitando uma visão única e universal do desenvolvimento humano.
Privilegia a maturação biológica. Aceita que os fatores internos preponderam sobre os externos, postula o desenvolvimento em sequencia fixa e universal de estagio.

Quanto à construção real
Diz que a criança já nasce num mundo social, e desde o nascimento forma visão do mundo através de interação com adultos ou crianças mais velhas. Pro-cede-se então do social para o individual ao longo do desenvolvimento.
Acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estagio de desenvolvimento que se encontra, aproximando-se da concepção dos adultos
Quanto ao papel da aprendizagem
Postula que desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, portanto, quanto mais aprendizagem, mais desenvolvimento.
Acredita que a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele, minimizando o papel da interação social.
Quanto ao papel da linguagem no desenvolvimento e relação entre linguagem e pensamento
Pensamentos e linguagem são processos interdependentes, desde o inicio da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica suas funções mentais superiores, dando uma forma ao pensamento, possibilitando o aparecimento da imaginação, da memória e o planejamento da ação. A linguagem sistematiza a experiência direta das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.
O pensamento aparece antes da linguagem, sendo uma das suas formas de expressão. Pensamento depende da coordenação dos esquemas sensoriomotores e não da linguagem. Esta só ocorre depois que a criança já alcançou determinado nível de habilidades mentais, subordinando-se aos processos de pensamento. Estabelece separação entre as informações que podem ser passadas por meio da linguagem e os processos que não parecem sofrer qualquer influencia cognitiva.


AmigoNerd.net. Quadro comparativo - Jean Piaget e Vigotsky. Disponível em: http://amigonerd.net/sociais-aplicadas/pedagogia/quadro-comparativo-jean-piaget-e-vygotsky. Acesso em 16 fev. 2013.



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