quinta-feira, 25 de maio de 2017

Percepção e gestalt de Viviane Carvalho






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Resenha: Virtudes do Medo: Gavin de Becker




Quem não se sente em perigo hoje em dia? A todo momento podemos ser abordados por alguém que quer nos assaltar, nos agredir, se aproximar para nos envolver em um golpe ou em um relacionamento abusivo.
Pode ser um estranho, pode ser uma pessoa que conhecemos há anos e um dia, do nada, descobrimos que ela só nos fazia mal.
Não há esperança e só nos resta caminhar tensos pelo mundo torcendo para não sofrermos muito no próximo ataque que sofrermos.
Pelo menos é assim que muita, mas muita gente mesmo, se sente.
Gavin de Becker é um especialista em segurança. A empresa dele é contratada para determinar se o cliente está em perigo ou não e tomar as medidas necessárias para livrá-lo.
O livro começa com um exemplo forte, a história real de uma moça abordada por um estranho educado e simpático que a ajuda a entrar com as compras em casa, mas logo se revela um perigoso agressor.
Através de vários casos Gavin vai mostrando que todos nós temos os dispositivos necessários para reconhecer as situações de risco e pessoas que escondem suas verdadeiras intenções.
Me parece que o ponto principal está no final do livro, mas a leitura é necessária para acreditarmos nele:
“Estar sempre alerta, esperando o próximo perigo e antecipando o que pode acontecer não nos ajuda a evitar essas situações, muito pelo contrário, isso satura nossos instintos além de causar um estresse desnecessário”
No entanto esse é um destaque meu pois a principal qualidade do livro é nos instruir sobre como funciona a mente dos sociopatas que podem nos envolver nos diversos tipos de perigos indo de meros golpes até ameaças de vida passando por relacionamentos abusivos.
Também são preciosas as dicas de como agir com essas pessoas, sabendo quando ignorá-las e quando lhes dar ouvido.
Sendo que, na dúvida, ignore.
Tudo envolve poder. Se ignoramos o agressor ele acaba se desinteressando por nós.
Essa não é uma tarefa simples, pois eles sabem buscar nossos pontos fracos, que a propósito, muitas vezes são qualidades humanas.
Por exemplo, uma boa pessoa não quer magoar os outros, então o “agressor” pode deixar um recado do tipo “Não acredito que você vai me ignorar! Só preciso de mostrar uma coisa”
Enfim, Gift of Fear ou, em português, as Virtudes do Medo é uma categoria de livro que todos deveríamos buscar para nos ajudar a entender como funcionam os predadores urbanos e como devemos reagir a eles.
Ah! Por incrível que pareça, há predadores que não sabem que estão seguindo um caminho obscuro que os levará a um fim violento. Isso é bem abordado no capítulo que fala em relacionamentos abusivos contra mulheres.
Enfim, Virtudes do Medo é uma obra prática, mas que abrange um largo espectro de situações de risco que todos nós vivenciamos atualmente. É leitura essencial!
Fiz um vídeo procurando resumir os pontos mais importantes do livro, algumas pessoas preferem assistir a ler, então lá vai!







fonte: http://www.roney.com.br/2015/04/01/resenha-virtudes-do-medo-gavin-de-becker/ Obrigado pela visita, volte sempre.

sábado, 13 de maio de 2017

Origem da Língua Porutguesa.

Origem das Palavras


Tudo tem a sua história. A língua portuguesa não é diferente. Toda língua possui uma história que se confunde com a de seus falantes, ou seja, o seu povo. O português também é assim. Nossas palavras vêm de várias fontes. Vejamos:

1ª) Fonte primária e básica é o LATIM FALADO, que os filólogos denominam de "latim vulgar". Este latim era levado pelos soldados romanos a cada região conquistada pelo império. Em cada terra, os soldados romanos se misturavam na convivência, que também gerou uma mistura lingüística do latim vulgar com a língua nativa do lugar, dando origem a vários idiomas, como: português, castelhano, catalão, provençal, francês, rético, italiano, sardo, dalmático (morto) e romeno.
A Península Ibérica foi conquistada no século III A.C.. Nela habitavam celtas, iberos, fenícios, gregos e outros grupos. Celso Cunha diz que poucas palavras destes povos permaneceram no português, como: balsa, barro, carrasco, louça, manteiga e alguns sufixos.

2ª) LATIM ESCRITO usado pela Igreja Católica e pelos intelectuais, de onde nasceram as palavras eruditas no português, como: celeste, fascículo, homúnculo, lácteo, miraculoso (de milagre).

3ª) Outras línguas, quase sempre neolatinas, das quais recebemos palavras que tiveram origem também no latim, como "amistoso", ligado à palavra castelhana amistad (no português amizade), do latim amicitate.

4ª) Invasões estrangeiras. Os visigodos, no século V, como os árabes, do século VII ao XV, estiveram na Península Ibérica, por isso há no português várias palavras de origem gótica, como: albergue, bando, guerra, trégua; de origem árabe, como: alface, álcool, cifra, faquir, tripa, xadrez.
De 1580 a 1640 Portugal permaneceu sob o domínio espanhol, são desta época o espanholismo, como: alambrado, granizo, hombridade, neblina redondilha, tablado, vislumbrar.

5ª) Imigrações. Já no Brasil, o português sofreu influência dos negros, que foram trazidos como escravos, como acarajé, candomblé, dengue, vatapá. Recebemos palavras também do povo nativo, os índios, principalmente nos nomes dos acidentes geográficos e das cidades. Depois dos europeus e asiáticos vindos ao Brasil no final do século XIX e início do século XX, como: italianos, espanhóis, japoneses. Por isso, o português do Brasil foi se distanciando do português de Portugal.

6ª) Influencia cultural. A intelectualidade brasileira já sofreu forte influência cultural da França, por isso temos palavras importadas do francês, como: chique, croqui, tricô, menu, omelete, purê, sutiã. Atualmente sofremos uma influência forte do inglês norte-americano, como: basquete, vôlei, boxe, ringue, uísque, nocaute, cartum, filme. Havendo muitas palavras que conservam a ortografia inglesa, como: marketing, software, overnight, holding, lobby. 

E o português continua aberto à importação de termos estrangeiros, principalmente em tempos de globalização. 

Hélio Consolaro


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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Principais passos da Pesquisa Científica, e como elaborar um roteiro para minha pesquisa.

COMO ELABORAR UM ROTEIRO PARA MINHA PESQUISA?


O QUE EU
PRETENDO PESQUISAR?
COMO ELABORAR UM
ROTEIRO PARA MINHA
PESQUISA?

Deve-se constar uma apresentação do tema que será pesquisado. Como você chegou a esta questão a ser pesquisada e porque e de onde ela surgiu. Portanto, é a forma de você discorrer o porquê a inquietação em questão existe.
Descrever sobre o problema que pretende resolver na pesquisa. O que se que estudar.
Pode-se discorrer sobre as hipóteses a serem verificadas.
Os Objetivos caracterizam, de forma resumida, a finalidade do projeto.
Os Objetivos devem ser redigidos utilizando verbos operacionais no infinitivo, como forma de caracterizar diretamente as ações que são propostas pelo projeto. 
Ex.: Analisar, Elaborar, Facilitar, etc.
3.1 OBJETIVO GERAL
O Objetivo Geral define explicitamente o propósito do estudo. 
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Os Objetivos Específicos caracterizam etapas ou fases do projeto, isto é, são um detalhamento do objetivo geral, e não a estratégia de análise dos dados. 
4 JUSTIFICATIVA
Nesta seção deve-se descrever o porquê se deseja pesquisar este tema.
5 HIPÓTESE
Hipótese é a tentativa que fazemos de apresentar uma solução para um problema. 
6 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
É o embasamento teórico a ser utilizado na pesquisa. Quais são os autores que serão referenciados no desenvolvimento textual.
Logo, deverá conter referências de pensadores que já se dedicaram ao tema para se poder adicionar dados novos, rebater ou reforçar o que tinha sido defendido anteriormente. 
Deve-se informar como será realizada na prática esta pesquisa. Como será obtido os dados necessários. Como será feita a obtenção dos dados, ou seja, a Metodologia adotada.
A seguir, o pesquisador deverá explicar como se pretende recolher e reter dados obtidos.
8 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DA PESQUISA
Todo projeto de pesquisa tem um prazo para ser elaborado. O cronograma apresenta as atividades propostas com o tempo previsto para a realização do projeto como um todo. 
9 REFERÊNCIAS
Devem constar a lista de referências bibliográficas que foram utilizadas para escrever o pré-projeto.
10 ANEXOS ou APÊNDICES
É um conjunto de informações suplementares normalmente no fim do pré-projeto ou outra publicação.

Veja mais...


Como elaborar um PRÉ-PROJETO?

http://artedepesquisar.blogspot.com.br/2009/09/como-elaborar-um-pre-projeto.html

Principais passos da Pesquisa Científica

http://artedepesquisar.blogspot.com.br/2011/05/principais-passos-da-pesquisa.html
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Conceito de Análise do Comportamento Autor: Anderson de Moura Lima


Cartum #66

comportamental psicologia ratos humor
“É um fenômeno deveras interessante. Toda vez que aciono essa alavanca, aquele estudante de pós-graduação solta um suspiro de alívio”.

Quando nós brasileiros ouvimos a palavra comportamento pensamos imediatamente no conjunto de reações de um indivíduo em face do meio social. Em português esta palavra tem tradicionalmente um sentido mais restrito do que em inglês. Nessa língua a palavra comportamento se refere tanto a ações de um indivíduo quanto a sentimentos, pensamentos e falas.
A palavra análise talvez não guarde muitos segredos para a maioria das pessoas que a ouçam e seu significado em português não difere do significado inglês. Análise, de acordo com o Aurélio, é a decomposição de um todo em suas partes constituintes ou o exame de cada parte de um todo, para conhecer a sua natureza, ou ainda a determinação dos elementos que se organizam em uma totalidade, dada ou a construir, material ou ideal.
Todo dia realizamos vários tipos de análises: clínicas, quando cedemos uma parte de nosso sangue para ser avaliado em um laboratório médico; morfológicas, quando determinamos o processo de formação das palavras mediante a classificação dos seus elementos mórficos para conhecermos como elas surgem; sintáticas, quando os professores de português dividem um período em orações para classificá-las em seus elementos constituintes; léxicas, quando determinamos a classe gramatical de uma palavra e combinatórias, quando examinamos o número de disposições possíveis dos membros de uma conjunto em seus subconjuntos, por exemplo, quando a FIFA sorteia os subgrupos das seleções que irão competir na Copa do Mundo.
E a análise do comportamento, quando realizamos? Alguns poderiam dizer que sempre estamos analisando o comportamento das pessoas: dos nossos colegas de turma, da nossa família, de nossa namorada e do ator do filme. De certa forma uma análise é feita, mas assim como na Gramática existe vários tipos de análises (morfológica, léxica e sintática) também podemos dizer que vários tipos de análises do comportamento podem ser feitas. Depende da área do conhecimento que utilizamos como base para realizar esta análise.
Uma das áreas do conhecimento utilizadas para se analisar o comportamento é chamada Análise do Comportamento. A Análise do Comportamento é uma ciência natural que estuda o comportamento de organismo vivos e íntegros.[1]
O conceito utilizado para definir comportamento no nome Análise do Comportamento é o conceito inglês, isso por que Análise do Comportamento é a tradução de Behavior Analysis, um nome norte-americano. Assim para a Análise do Comportamento a palavra comportamento se refere tanto a ações de um indivíduo quanto a sentimentos, pensamentos e falas.
A compreensão de cada palavra que compõe o conceito de Análise do Comportamento é essencial para entendermos essa consideração.
A Análise do Comportamento se divide em três partes: o seu braço teórico, filosófico, histórico, seria chamado de Behaviorismo Radical. O braço empírico seria classificado como Análise Experimental do Comportamento. O braço ligado à criação e administração de recursos de intervenção social seria chamado de Análise Aplicada do Comportamento.[2]
Uma ciência é um conjunto de declarações verbais sobre o mundo sob o controle de contingências bem discriminadas, que constituem assim um método, uma forma específica de falar sobre o mundo. Uma ciência natural é um discurso sobre o mundo que descreve relações entre eventos naturais. Um evento natural é um fenômeno que tem dimensões temporais e/ou espaciais discerníveis pelos órgãos sensoriais de um ser humano comum; distingue-se de eventos supranaturais ou imateriais, que não manifestam essas dimensões (...) a característica básica necessária e suficiente para uma ciência natural é que as relações que ela declara ocorram entre eventos naturais e que essa declaração inclua a descrição dos meios também necessariamente naturais através dos quais essas relações possam ser estabelecidas.[3] STARLING, Roosevelt Riston. Breves considerações sobre Ciência, teoria e fenômenos: falamos porque é verdade, é verdade porque falamos ou simplesmente falamos? Boletim informativo da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, 2001.
Comportamento é a interação entre um organismo, fisiologicamente constituído como um equipamento anatomo-fisiológico, e o seu mundo, histórico e imediato.[4] (...) Definimos comportamento como a relação entre estímulo e resposta[5] Estímulo é uma parte ou mudança em uma parte do ambiente; resposta é uma mudança no organismo.[6]
Organismos vivos são aqueles que têm composição química complexa, uma organização celular, a capacidade de nutrição, reagem a estímulos do ambiente emitindo repostas, mantêm o seu meio interno em condições estáveis, crescem e se reproduzem, modificam-se ao longo do tempo através do processo de evolução, desenvolvendo adaptação adequadas á sobrevivência. São íntegros os organismos por que se desmembrados do todo do qual fazem parte não conseguem viver no ambiente.
Behaviorismo Radical é a parte da Análise do Comportamento que estuda os conceitos vistos acima: ciência, ciência natural, evento natural, ambiente, estímulo, resposta e comportamento.
Quem analisa o comportamento? Todas as pessoas, corriqueiramente, fazem algum tipo de análise do comportamento, mas uma análise científica defere muito de uma análise corriqueira. Os Analistas do Comportamento são aquelas pessoas – pesquisadores ou profissionais – que analisam o comportamento de forma científica. No Brasil eles são majoritariamente registrados em conselhos profissionais de Psicologia ou cursam graduações e pós-graduações de Psicologia e trabalham em clínicas, escolas, postos de saúde, indústrias empresas, ONGs, hospitais, sindicatos, cooperativas, associações de moradores, fundações, universidades, centros de pesquisa e faculdades.
Como os Analistas do Comportamento realizam seus estudos? Inicialmente ele colhe os dados de pesquisa utilizando experimentos, quase-experimentos, observações, entrevistas ou pesquisas de campo e após a coleta dos mesmos fazem a análise funcional. A análise funcional é o reconhecimento da múltipla e complexa rede de determinações de instâncias de comportamento, representada pela ação em diferentes níveis (filogênese, ontogênese e cultura) das conseqüências do comportamento sobre a probabilidade de respostas futuras da mesma classe [de comportamentos] (...) A análise deve agora se voltar para as “funções” das respostas e para os modos através dos quais as mudanças por elas produzidas afetam a probabilidade de comportamento futuro. A análise funcional requerida passa a ser aquela que identifica relações de tríplice contingência responsáveis pela aquisição e manutenção de repertórios comportamentais.[7] Contingências são componentes das relações comportamentais que apresentam relação de dependência entre si, filogênese é a evolução ou desenvolvimento da história de uma espécie, ontogênese é o desenvolvimento ou curso da história de aprendizagem de um organismo e cultura é o conjunto de comportamentos que são ou não reforçados e/ou punidos por um grupo de pessoas em um ambiente comum.[8]
Os Analistas do Comportamento também realizam o que chamam de revisão e análise conceitual quando os métodos de pesquisa ou trabalho acima são complexos ou quando procuram aplicar os resultados dos seus estudos no seu cotidiano de trabalho. Revisão conceitual é a recomendação de propostas de mudança de conceitos que já existem já a análise conceitual é a proposição de novos conceitos.
Análise Experimental do Comportamento é a parte da Análise do Comportamento que fica responsável por estudar as formas de coleta, mensuração e análise dos dados advindos das pesquisas que se utilizam da análise funcional e de conceitos revistos e analisados.
Mas por que alguém analisaria o comportamento de forma científica? A justificação da existência da Análise do Comportamento perpassa necessariamente pela necessidade dos cientistas e profissionais resolverem problemas práticos do cotidiano.
É importante para o bem-estar e, muitas vezes, para a própria sobrevivência de organismos, espécies e culturas obter soluções aceitáveis para eventuais problemas práticos, sejam eles de natureza física ou social. Membros individuais especialmente felizes e constantes em obter tais soluções foram chamados de sábios em outras épocas e, na nossa, costumam ser chamados de cientistas. Modos de organizar o mundo através de declarações verbais sobre os fenômenos e/ou práticas de intervenção direta nos fenômenos que regularmente obtêm tais soluções são chamados de sabedoria ou ciência. Exatamente que tipo de situação seria considerada um “problema prático” para as diversas comunidades humanas é também algo que se subordina a lugar e tempo.[9]
Assim os Analistas do Comportamento são as pessoas que aplicam os conhecimentos advindos do Behaviorismo Radical e da Análise Experimental do Comportamento para solucionar problemas comportamentais humanos onde quer que eles existam.
Onde o comportamento existe?
Não há nada mais familiar do que o comportamento humano. Estamos sempre na presença de ao menos uma pessoa que se comporta [mesmo que seja nós mesmos]. Nem há algo mais importante que o comportamento, quer seja o nosso, quer o de outrem, quer seja ao que vemos todo dia, quer seja ao que vemos todos os dias, quer seja ao que seja responsável pelo que acontece no mundo de um modo geral.[10]
Análise Aplicada do Comportamento teria duas funções vitais: (1) manter o contato com o mundo real e alimentar os pesquisadores na área com problemas comportamentais do mundo natural e (2) mostrar a relevância social de tais pesquisas e justificar sua manutenção e ampliação da área como um todo. Como uma ciência baconiana, não contemplativa, a Análise do Comportamento tem compromissos de melhoria da vida humana e o seu braço aplicado pode funcionar como um eficiente aferidor das conseqüências práticas prometidas.[11]

Fonte: https://psicologado.com/abordagens/comportamental/o-conceito-de-analise-do-comportamento © Psicologado.com

Sobre o Autor

Anderson de Moura Lima é Psicólogo de orientação analítico-comportamental formado pela Universidade Estadual do Piauí. Contato:http://analiseesintese.blogspot.com/

Referencial teórico.

BAUM, Willian M. Compreender o behaviorismo: ciência, comportamento e cultura. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul, 1999.
CARVALHO NETO, Marcos Bentes. Análise do comportamento: behaviorismo radical, análise experimental do comportamento e análise aplicada do comportamento. Interação em psicologia, 2002.
CARVALHO NETO, Marcos Bentes. Análise do comportamento: behaviorismo radical, análise experimental do comportamento e análise aplicada do comportamento. Interação em psicologia, 2002.
CARVALHO NETO, Marcos Bentes. Análise do comportamento: behaviorismo radical, análise experimental do comportamento e análise aplicada do comportamento. Interação em psicologia, 2002.
MOREIRA, Márcio Borges; MEDEIROS, Carlos Augusto de. Princípios básicos de Análise do Comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007.
NENO, Simone. Análise funcional: definição e aplicação na terapia analítico-comportamental. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva [Online] 5:2. Disponível: http://revistas.redepsi.com.br/RBTCC/article/view/78.Acesso em 29 de Março de 2008.
SÉRIO, Teresa Maria de Azevedo Pires; MICHELETTO, Nilza; ANDERY, Maria Amália Pie Abib. O comportamento como objeto de estudo. Ciência: comportamento e cognição. 2007.
SKINNER, Burrhus Frederic. Questões recentes na análise comportamental. 6 ed.São Paulo:Papirus, 1995.
STARLING, Roosevelt Riston (2004). Produção de Conhecimento e ciência natural – tudo que é sólido pode se desmanchar no ar. In Brandão, M. Z. & cols. (orgs.). Sobre Comportamento e Cognição. Vol. 14, (84-119). Santo André: Esetec.
TEIXEIRA JÚNIOR, Ronaldo Rodrigues; SOUZA, Maria Aparecida Oliveira de. Vocabulário de Análise do Comportamento: um manual de consulta para termos usados na área. São Paulo: ESETec Editores Associados, 2006.

Fonte: https://psicologado.com/abordagens/comportamental/o-conceito-de-analise-do-comportamento © Psicologado.com


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O Jeito Certo de Ensinar as Letras



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Como Prevenir a Confusão entre Letras

domingo, 7 de maio de 2017

Por que não se critica o comunismo como o nazismo



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Números primos e compostos


Números primos e compostos

Números Primos e números compostos

Os números que possuem apenas dois divisores (ele próprio e 1) são chamados números primos.

Exemplos de números primos:

  • a) 2 é um número primo, pois D(2) = {1, 2}
  • b) 3 é um número primo, pois D(3) = {1, 3}
  • c) 5 é um número primo, pois D(5) = {1, 5}
  • d) 7 é um número primo, pois D(7) = {1, 7)
  • e) 11 é um número primo, pois D(11) = {1, 11}

O conjunto dos números primos é infinito.

P = {2, 3, 5, 7, 11,…}

Exemplos de números que não é primo:

  • a) 4 não é um número primo, pois D(4) = {1, 2, 4}
  • b) 6 não é um número primo, pois D(6) = {1, 2, 3, 6}
  • c) 8 não é um número primo, pois D(8) = {1, 2, 4, 8}
  • d) 9 não é um número primo, pois D(9) = {1, 3, 9}
  • e) 10 não é um número primo, pois D(10) = {1, 2, 5, 10}

Esses últimos exemplos são chamados de números compostos, pois possuem mais de dois divisores.

Saiba que;
  • O número 2 é o único número par que é primo.
  • O número 1 não é primo nem composto pois possui apenas 1 divisor.

EXERCÍCIOS

1 – Determine os divisores dos números abaixo e diga quais são primos e quais são compostos:

12       13       14       15       16       17       18       19       20

2 – Qual é o menor número primo?

3 – Quantos e quais são os números primos?

4 – Quais são os dez primeiros números primos?

5 – Classifique como verdadeiro ou falso:

  • a) Todos os números primos são ímpares.
  • b) Existem números que são primos e compostos.


Reconhecimento de um número primo

Para reconhecer se um número é primo, dividimos o número dado, sucessivamente, pelos números primos 2, 3, 5, 7, 11, 13,…, até que o quociente seja menor ou igual ao divisor. Se isso acontecer e a divisão não for exata, dizemos que o número é primo.

Exemplos:

O número 43 é primo?

  • 43 dividido por 2 é igual a 21 e resta 1
  • 43 dividido por 3 é igual a 14 e resta 1
  • 43 dividido por 5 é igual a 8 e resta 3
  • 43 dividido por 7 é igual a 6 e resta 1
Observe que;

  • Nenhuma dessas divisões é exata.
  • O quociente 6 é menor que o divisor 7.
  • Logo 43 é um número primo.

EXERCÍCIOS

1 – Utilize o reconhecimento visto anteriormente e verifique se os números abaixo são primos.

31       97       91       45       36       73
fonte: https://educadormatematico.wordpress.com/2009/04/29/numeros-primos-e-compostos/


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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Psicóloga explica o estresse na infância

Pais estressados têm filhos estressados

por Ceres Araujo

Crianças estressadas e bebês estressados - algo pouco concebível anos atrás, mas uma realidade nos nossos dias.
Estresse é uma reação normal e desejável do organismo frente a situações muito excitantes ou muito difíceis. O estresse não é uma doença, porém, quando a reação a uma situação estressante é intensa e prolongada, o organismo pode ser debilitado, existindo uma disfunção do sistema imunológico, o que pode determinar o aparecimento de sintomas e doenças.
Durante a vida, desde o nascimento, talvez mesmo antes, o ser humano enfrenta inúmeras situações de estresse, sendo que a capacidade de enfrentamento a essas situações vai aumentando com as experiências de vida e com a maturidade emocional. A capacidade para administrar situações de estresse é muito variável de individuo para indivíduo. Algumas pessoas lidam melhor com eventos estressantes que outras.
Muitas vezes, a capacidade ainda imatura da criança para enfrentar situações de estresse, faz com que ela experimente níveis de tensão muito elevados, durante seu desenvolvimento. Assim, o nascimento de um irmão, a adaptação à escola, mudança de casa, mudança de quem toma conta, doenças, acidentes, que são, contingências normais da vida podem ser vividas como situações estressantes. Cabe, aos adultos, responsáveis pelas crianças, a sensibilidade para perceber quando o estresse é demasiado, quando a tensão é intolerável e quando é necessário ajudar a criança a se tranquilizar.
Em todas as épocas, crescer e viver significa ter que lidar com situações de tensão, de estresse e aprender com elas. Entretanto, nos nossos tempos, observa-se uma incidência mais elevada de estresse em todas as idades, inclusive na infância.
O tipo de atividade infantil de anos atrás era menos gerador de tensão. As crianças tinham menos horários a cumprir, ficavam mais em casa, as formas de brincar eram mais apaziguadoras, etc. Atualmente o estresse provocado pelos riscos da violência urbana, pela poluição ambiental, entre outros males da vida cotidiana, fazem parte da realidade do mundo infantil.
Outro fator importante, como gerador de estresse nas crianças, está ligado diretamente à nossa era tecnológica. No mundo globalizado, cada vez mais se acelera a velocidade da transmissão da informação. As crianças são inundadas de inúmeros estímulos ao mesmo tempo e, pela idade, ainda não desenvolveram uma estrutura mental capaz de adequadamente organizá-los. Como decorrência, elevam-se a excitabilidade e a desorganização interna nas suas mentes. O resultado, em muitos casos, é o estresse para a criança.
Cumpre ressaltar também, como geradores de estresse o excesso de horários e o excesso de obrigações impostos à criança. Na estrutura familiar contemporânea, houve uma sensível diminuição do tempo de interação entre pais e filhos. Pais e mães trabalham muitas horas, as crianças estão indo para a escola cada vez mais jovens.
Se isso traz benefícios reais, pois elas estão se desenvolvendo mais precocemente em todas as áreas - hoje temos "geniozinhos de fraldas" - por outro lado, a rotina de vida diária ficou carregada de horários impostos de forma não natural. A criança é pressionada para se levantar, se vestir, se alimentar e correr para ir à escola ou a atividades extra-escolares, na maioria das vezes, enfrentando o trânsito e o perigo de assalto e sequestro comuns nas nossas cidades. Falta-lhe tempo para brincar pelo prazer de brincar, pois até o brincar está sendo submetido ao render e produzir. Os pais se cobram demais e cobram muito seus filhos. Existem altas expectativas de grandes resultados no empreendimento que se tornou a família na nossa época. Tudo isso é altamente gerador de estresse. Quando os cuidadores das crianças não entendem o que está acontecendo e não as atendem adequadamente, distúrbios físicos e emocionais podem ocorrer.
Marilda Lipp, pioneira nos estudos sobre estresse infantil no Brasil, mostra que uma criança muito poupada não se prepara para o mundo estressante de hoje e, por outro lado, uma criança muito exposta às adversidades, pouco protegida, não terá chance de adquirir, de modo gradual, boas estratégias de enfrentamento.
Seguem aqui, alguns dos principais fatores de risco para elevação do nível de estresse na infância:
- Brigas constantes ou separação dos pais
- Nascimento de irmão
- Doenças, hospitalização
- Doença mental dos pais
- Disciplina confusa por parte dos pais
- Expectativas ou cobranças exageradas por parte dos pais
- Rejeição ou "bullying" por parte de colegas
- Excesso de atividades
- Mudanças constantes de cidade
- Mudanças constantes de escola
Quanto aos fatores de proteção para evitar elevação do nível de estresse na infância, pode-se destacar, entre outros:
- Boa saúde
- Pais atentos e sintonizados às necessidades do filho
- Cuidadores e professores competentes e sensíveis à criança
- Capacidade de tolerância à frustração no esperado para a idade
- Curiosidade e interesse para lidar com situações novas.
Pais estressados têm filhos estressados, assim como professores estressados têm alunos estressados. Aprender exige certo sacrifício, mas aprender precisa ser também algo prazeroso. Pais e professores são as pessoas que apresentam, à criança, o mundo dos relacionamentos e o mundo do conhecimento. Daí a importância deles como modelos adequados para ensinar às crianças a administrar o estresse gerado pelas circunstâncias da vida.


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