terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sugestões de temas para monografias do curso de Psicopedagogia


Sugestões de temas para monografias do curso de Psicopedagogia



O desenho na avaliação psicopedagógica - sugestão: Marisa
O adolescente infrator e o fracasso escolar - sugestão: Felipe
Dificuldades de aprendizagem no processo de alfabetização
A prática avaliativa num contexto psicopedagógico
A importância da mediação no processo de aprendizagem
Estratégias Pedagógicas Facilitadoras da Aprendizagem através de enfoques Psicopedagógicos
O papel do psicopedagogo na instituição escolar
Influência da motivação no processo ensino aprendizagem
A fala cotidiana do aluno e a sua influência nos processos educativos formais.
Jogos didáticos na área de matemática: aprimorando o ensino- aprendizagem dos educados
Intervenção psicopedagógica em crianças com TDAH
O psicopedagogo e as intervenções nas dificuldades de aprendizagem
A importância do jogo no processo de aprendizagem
Diagnóstico psicopedagógico
O psicopedagogo e sua intervenção nas dificuldades de aprendizagem
Os contos de fadas num contexto psicopedagógico
A utilização de softwares como instrumento de trabalho psicopedagógico
Afetividade num olhar psicopedagógico
Relação entre afetividade e inteligência
A omissão da família nas atividades escolares e o fracasso escolar
A importância da família no processo de aprendizagem da criança
Psicopedagogia e a construção do pensamento e da linguagem
Psicopedagogia e inclusão escolar
Reeducação psicomotora
O desenvolvimento Psicomotor de crianças hospitalizadas
Atividades lúdicas em psicopedagogia
A atividade lúdica na construção do conhecimento matemático na 1ª série do ensino fundamental
Brinquedoteca
A importância das atividades lúdicas para o trabalho do Psicopedagogo
O brinquedo e o desenvolvimento cognitivo em crianças da pré-escola
O trabalho psicopedagógico com crianças com Síndrome de Down
Psicopedagogia e a educação de deficientes auditivos
Psicopedagogo hospitalar: quem é este profissional?
Evasão escolar
Implantação de um grupo de apoio psico-sócio-familiar
A sexualidade: uma ação pedagógica na escola
Dificuldade de leitura e escrita ou dislexia?






PARA QUEM PRECISA FAZER A MONOGRAFIA EM PSICOPEDAGOGIA

Carlos França, Gildenir Carolino Santos, Sérgio Goldenberg

Pesquisar, dizendo de um modo muito simples é “procurar”. Só que este procurar possui um tema específico a ser estudado, objetivos definidos, justificativas, fundamentação teórica, procedimentos metodológicos, e assim por diante.

RESUMO: Este artigo é dirigido àquelas pessoas que, por estarem fazendo uma especialização em nível de pós-graduação, precisam apresentar uma monografia como exigência parcial para a obtenção do título de especialista. Contém uma explanação inicial sobre o que seja pesquisa teórica, pesquisa de campo, e suas várias modalidades. Dá uma idéia para o leitor do que seja pesquisa com abordagem quantitativa ou qualitativa. Apresenta os vários procedimentos para coleta de dados e os métodos usados para análise e interpretação de resultados. Expõe com detalhes as partes estruturais de uma monografia, explicando cada parte que a compõe em termos de pré-texto, texto e pós-texto. Orienta como compor a monografia a partir de perguntas fundamentais que devem ser respondidas pelo autor da mesma. Faz sugestões de como acertar melhor na redação da monografia. Finaliza com uma ampla bibliografia comentada sobre metodologia da pesquisa, que complementa sobremaneira as informações contidas neste artigo.

Introdução

Na verdade, se você está fazendo um curso de especialização em Psicopedagogia, obrigatoriamente terá que entregar, no final do mesmo, uma Monografia como exigência parcial para a obtenção do título de especialista nesta área. Pelo menos é esta a legislação vigente para cursos de especialização em nível de pós-graduação.

Existem boas obras sobre metodologia da pesquisa que ajudam o aluno na elaboração deste trabalho final de curso, mas algumas sugestões podem ajudá-lo a encontrar o seu caminho mais facilmente.

Tomamos a liberdade desta pretensão no momento, pois como professores de cursos de pós-graduação em Psicopedagogia, ajudando nossos alunos a prepararem suas monografias, seja como professor ou orientador dos mesmos. Quem sabe nossas sugestões possam ajudar mais pessoas que não estão sob nossa ação direta em sala de aula!

Para realizar este tipo de trabalho acadêmico, algumas exigências precisam ser atendidas, sem o que a monografia não se caracterizará como um trabalho de comunicação científica. A ciência possui uma maneira própria de se comunicar que se distingue de outros estilos literários.

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), órgão responsável pela normalização técnica no país, possui para a área científica, normas de composição e referências que devem ser seguidas em trabalhos de monografia, dissertações de mestrado, teses de doutorado ou artigos e livros de cunho acadêmico. Portanto, um conselho inicial é: fazer seu trabalho consultando a ABNT.

Para elaborar sua monografia você precisará fazer uma pesquisa. Pesquisa é um termo que possui conotações diferenciadas, pois pesquisa pode ser entendida como mera consulta à opinião pública, pode ser o simples trabalho escolar como consulta a uma revista ou enciclopédia, ou pode ser um recurso científico para a produção e divulgação de conhecimentos. Neste último sentido ela tem características muito peculiares, as quais deverão ser utilizadas para a elaboração da monografia.

Pesquisar, dizendo de um modo muito simples é “procurar”. Só que este procurar possui um tema específico a ser estudado, objetivos definidos, justificativas, fundamentação teórica, procedimentos metodológicos, e assim por diante.

Como você sabe a Psicopedagogia possui áreas temáticas bastante amplas, então, o primeiro passo é especificar, diante de uma temática escolhida, o tema que você gostaria de pesquisar. Por exemplo, na ampla temática da aprendizagem, você poderia escolher temas como: motivação, alfabetização, aquisição do conhecimento físico, etc. E mesmo com o tema escolhido, muitas vezes é necessário “afunilar” seu âmbito de pesquisa. Caso tivesse escolhido alfabetização, poderia ser, por exemplo, a alfabetização de alunos com síndrome de Down, da Escola Infantil “Prof. Túlio de Lemos”, da Prefeitura Municipal de Araripe/MS.

1. E JÁ QUE ESTAMOS FALANDO DE PESQUISA

Qual o tipo de pesquisa que você deseja fazer? Teórica ou de Campo?

Quando falamos em pesquisa teórica ou de campo, estamos apenas diferenciando aquela pesquisa teórica que usa apenas idéias para sua elaboração, ou a pesquisa de campo que utiliza sujeitos, condições experimentais, ambientes naturais ou controlados.

Na teórica, você trabalha com o mundo das idéias, seja argumentando, expondo, explanando, dissertando, etc. Na de campo, você trabalha com o mundo real, fazendo experimentos com indivíduos em situações vividas de modo natural ou controlado.

1.1 As pesquisas teóricas – Usualmente são chamadas de pesquisas bibliográficas, pelo de fato de serem geradas pela leitura de um conjunto de livros pertinentes ao tema que está sendo objeto de estudo.

Sendo assim, você pode fazer uma pesquisa bibliográfica propondo ou defendendo a aplicação de uma determinada teoria; pode fazer uma comparação entre teorias; pode analisar ou comparar algumas pesquisas; pode fazer um levantamento histórico; pode estudar um determinado fenômeno na Psicopedagogia (ansiedade infantil; dislexia etc.) Com isto a pesquisa bibliográfica pode ser realizada sob um enfoque argumentativo, analítico, comparativo, histórico, descritivo, e assim por diante.

Só para exemplificar, uma pesquisa bibliográfica pode ter um enfoque histórico, ou seja, você consultaria uma série de livros pertinentes ao tema escolhido e falaria sobre a história da educação infantil no seu município. Poderia ter um enfoque argumentativo, quando você, consultando uma bibliografia adequada, defendesse sua posição em relação o uso de computador nas escolas.

Num outro enfoque para a pesquisa bibliográfica, você poderia analisar uma determinada teoria relacionada com a alfabetização. Poderia também comparar várias teorias para dissertar sob as vantagens e desvantagens de cada delas em relação à aprendizagem em sala de aula. E assim por diante... as possibilidades de pesquisas teóricas são muitas.

1.2 As pesquisas de campo – podem ser do tipo: experimental; pesquisa-ação; estudo de caso; pesquisa etnográfica; fenomenológica; etc.

A pesquisa experimental, por exemplo, tem muito a ver com ambientes controlados de laboratório. Primordialmente, ela foi muito usada em Psicologia e Educação, devido ao seu rigor metodológico, já que o método experimental provém das chamadas “ciências naturais” (Física, Química, Biologia).

Como argumentam Lüdke e André (1986), na obra “Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas”, esse tipo de pesquisa, apesar de sua relevância, não se mostrou tão adequado para o estudo de muitos fenômenos humanos, principalmente em ambientes naturais. Daí a razão pela qual se foram adotando outras maneiras de pesquisar, quais sejam, a pesquisa-ação, estudo de caso, pesquisa etnográfica, etc.

A título de ilustração vamos dar um exemplo de pesquisa experimental. Existe um tipo de hipótese básica em ciências: Se... Então.

Se estivéssemos lidando com a Física, poderíamos trabalhar com a seguinte h

ipótese: Se um metal for aquecido, então ele se dilata.

No experimento, aquece-se o ferro, o zinco, o cobre, o estanho, etc. e verifica-se a dilatação ou não desses metais.

Quando a hipótese é repetidamente comprovada, pode-se obter um princípio ou uma lei. No exemplo acima, obteve-se o princípio: “Com o calor os metais se dilatam”.

Exemplo na Educação:

Se um grupo de alunos for elogiado, então terá melhor desempenho

Para testar essa hipótese, precisamos trabalhar com a noção de variáveis (variável controlada, variável dependente, variável independente); com a noção de grupo de controle, grupo experimental, com uma fundamentação teórica, análise estatística dos dados, possibilidade de controlar, repetir e generalizar resultados.

VC – Variável Controlada

VD – Variável Dependente

VI – Variável Independente


O procedimento é ter dois grupos com iguais condições (variáveis de controle - VC), sendo que a única condição que deve variar é o fator elogio, incluído no grupo experimental como a variável independente (VI).

Passados os dias ou meses determinados pelo pesquisador para testar sua hipótese, fazendo-se as mesmas provas ou testes para os dois grupos, caso o grupo experimental apresente melhores notas, pode-se afirmar que o fator elogio melhora o desempenho dos alunos.

Os dados obtidos com este tipo de pesquisa (notas dos alunos) podem ser trabalhados estatisticamente para que se possa analisar e comprovar com alta margem de segurança que, realmente, o elogio melhora o desempenho dos alunos, caso a hipótese se confirme no experimento. Outros experimentos mais complicados podem trabalhar com testes estatísticos específicos, dependendo do tipo de dados que estão sendo analisados.

1.3 Abordagem quantitativa e qualitativa

Por força dessa comprovação estatística, que trabalha com números e cálculos, a pesquisa experimental tem o que se chama de uma abordagem quantitativa

Já a pesquisa com abordagem qualitativa prefere outros tipos de análises, embora possa até utilizar a estatística, mas não necessariamente. Sua preocupação maior é descrever qualitativamente os dados que configuram um determinado fenômeno humano.

Seria oportuno citar novamente Lüdke e André (1986), quando estas autoras nos lembram que:

a)- A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como sua fonte direta de dados e não, necessariamente, laboratórios ou ambientes de pesquisa controlados;

b)- Os dados coletados são predominantemente descritivos;

c)- O “significado” que as pessoas dão aos fenômenos e à sua vida são focos de atenção especial ao serem analisados pelo pesquisador.

Enquanto na pesquisa com abordagem quantitativa, a obtenção de dados se faz quase que estritamente pela observação e experimentação, na pesquisa com abordagem qualitativa o processo de coleta de dados pode ser: observação direta; observação participante; depoimentos; entrevistas; análise de documentos; histórias de vida; testes psicológicos; videoteipes; fotografias; etc.

Dependendo da maneira pela qual você escolheu para coletar os dados da sua pesquisa, decorrerá o método para analisar e interpretar os resultados obtidos. Daí, então, você terá o Método Estatístico; Método Clínico; Análise do Discurso; Análise de Conteúdo; Fenomenológico; Análise documental, etc.

Retomando... até aqui mencionamos: tipos de pesquisa (teórica ou de campo); abordagens ou enfoques para as mesmas (quantitativa ou qualitativa); os diversos processos para coleta de dados (observação, experimentação, observação participante, depoimentos, entrevistas, etc); e os métodos de análise dos dados obtidos (método estatístico, método clínico; análise do discurso; análise de conteúdo; etc.) .

Caro leitor, se algumas coisas até o presente momento deixaram algumas dúvidas, o fato é que um curso de metodologia da pesquisa que é dado num semestre, quando reduzido a um artigo de algumas folhas, realmente deixa muito a desejar. Entretanto, melhor alguma coisa do que nada! No fim deste artigo você terá a sugestão de algumas obras que poderão clarear melhor algumas idéias ou conceitos reportados aqui.

2. ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

O termo monografia designa um tipo especial de trabalho científico. Considera-se monografia aquele trabalho que reduz sua abordagem a um único assunto, a um único problema, com um tratamento especificado, conforme Salomon (1973, p.219) ou ainda, de acordo com Salvador (1971, p.167-168), o trabalho monográfico caracteriza-se mais pela unicidade e delimitação do tema e pela profundidade do tratamento do que por sua eventual extensão, generalidade ou digressões pessoais. É feito sob a orientação conjunta de um professor devidamente qualificado, visando à obtenção do título de Especialista. Não se estabelece um número determinado de páginas, mas é recomendável que a monografia contenha cerca de 50 páginas.

2.1 Exemplo de Estrutura de Monografia

Pré – texto

Texto

Capa

Introdução

Folha de rosto

Capítulo 1

Termo de aprovação

Capítulo 2

Dedicatória (opcional)

Capítulo 3,

Agradecimentos (opcional)

(OU MAIS)

Epígrafe (opcional)

Considerações Finais ou Conclusões

Resumo


Abstract (opcional)


Sumário


Pós – texto

Referências Bibliográficas (só das obras citadas no texto)

Bibliografia (obras que contribuíram para a realização do trabalho)

Anexos (questionários, depoimentos, apêndices, glossário, etc)

2.2 Descrição das partes da Monografia

2.1.1 Pré-Texto

Capa - Deve reproduzir os elementos representativos da Folha de Rosto: autor, título do trabalho, local e data.

Folha de Rosto - página que contém os elementos essenciais à identificação da obra. Deve conter:

Nome do autor;

Título principal do trabalho: deve ser claro e preciso, contendo palavras que identifiquem o seu conteúdo e possibilitem a indexação e recuperação da informação, não podendo conter abreviaturas sem a indicação dos termos por extenso;

Subtítulo: se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título principal utilizando-se dois pontos (:);

Instituição à qual o trabalho é submetido e título pretendido;

Nome do orientador, quando houver;

Local; Ano

Termo de aprovação - Página elaborada pela seção de pós-graduação a ser inserida na versão final, indicando o orientador, os examinadores, as instituições a que são filiados e a data da aprovação.

Dedicatória - Homenagem ou dedicatória do trabalho a outras pessoas, como amigos, parentes, colaboradores e outros. (opcional)

Agradecimentos - Registro de agradecimento àqueles que contribuíram de maneira relevante à elaboração do trabalho, restringindo-se ao mínimo necessário. (opcional)

Epígrafe - Citação de um pensamento que, de certa forma, embasou a gênese da obra, é significativo, agrada ao autor, etc. Pode ocorrer também no início de cada capítulo. (opcional)

Resumo - Apresentação concisa dos pontos relevantes do conteúdo e das conclusões do trabalho, compondo-se de uma seqüência corrente de frases e não de uma enumeração de tópicos. Deve-se evitar o uso de fórmulas, equações, diagramas e símbolos, optando-se quando necessário, pela transição de uma forma extensa. Não deve incluir citações bibliográficas.

Abstract - Versão do resumo em português para o inglês, idioma de divulgação internacional. (opcional)

Sumário - Enumeração das principais divisões, seções e partes do trabalho, feita na ordem em que estas se sucedem no texto.

2.1.2 Texto

Esta parte da monografia considerada como texto é na realidade o núcleo do trabalho. Pode conter a introdução, capítulos tais como a revisão da literatura, fundamentação teórica, metodologia do trabalho, análise e interpretação dos resultados. Contém também a parte de considerações finais ou conclusões. Naturalmente que a divisão de capítulos e suas denominações dependerá do tipo de pesquisa que será desenvolvida pelo autor da monografia.

De modo geral, o autor do texto deveria deixar claro para o seu leitor que o trabalho realizado responde às seguintes questões: o que; por que; como e para que?

a) O QUE – Será a INTRODUÇÃO do seu trabalho. Tente clarear para o seu leitor, o que você pretende fazer. O que você está pesquisando, com que tipo de pesquisa, com que teoria, com que tipos de sujeitos e local da pesquisa, com que metodologia. Além disso, na introdução você pode indicar qual será o objetivo principal da sua monografia e descrever para o seu leitor o que contém cada um dos capítulos do seu trabalho e, concluído o trabalho, expor a que resultados você chegou.

b) POR QUE – Será sua JUSTIFICATIVA para o trabalho. Como você vê a importância do que vai realizar. Qual a relevância de pesquisar o que você está pesquisando. Por que razão você está desenvolvendo este tema de pesquisa. Algumas vezes seu objetivo geral e específicos são colocados nesta parte do trabalho. No próximo capítulo, depois de justificar por que está trabalhando no que escolheu, você poderá fazer a fundamentação teórica do trabalho. Pode fundamentar seu trabalho numa só teoria. Pode citar várias outras teorias e dizer porque prefere a que adotou. Pode também fazer uma revisão bibliográfica dos trabalhos realizados na área. Certas coisas ficam a critério do elaborador da monografia, dependendo do tipo de pesquisa que está realizando.

c) COMO – Será a DESCRIÇÃO METODOLÓGICA, ou seja, como você pretende fazer sua pesquisa. Você vai descrever para o seu leitor os passos que pretende dar na trajetória da sua pesquisa. Que tipo de pesquisa você pretende realizar: pesquisa experimental; pesquisa bibliográfica; pesquisa de campo; pesquisa com enfoque qualitativo ou quantitativo, etc. Caracterizará seus sujeitos, local de pesquisa, instrumentos e procedimentos para a coleta dos dados e procedimentos para a análise e interpretação dos dados. Depois de descrever para o leitor como fará seu trabalho, num próximo capítulo passa a demonstrar como realmente fez o que descreveu no capítulo anterior.

d) PARA QUE - Será a CONCLUSÃO do seu trabalho. Aqui você pode fazer uma síntese da sua pesquisa. Fazer suas considerações finais a respeito do trabalho, podendo fazer suas inferências, proposições ou sugestões com base nos resultados que você obteve.

Finalmente, para compor seu texto, lembre-se que existem as normas da ABNT para fazer citações, inserções de idéias de outros autores no corpo do seu trabalho, etc. Tabelas, gráficos, figuras inseridas no texto devem ser enumeradas e nomeadas, devendo constar a fonte das mesmas quando advirem de outros autores.

2.1.3 Pós-texto

No pós-texto, devem constar informações como anexos, referências bibliográficas ou bibliografias utilizadas no desenvolvimento do trabalho. Podendo, também, apresentar outras informações úteis para quem pretende consultar a monografia, tais como, glossário, índices, leis, ilustrações, testes ou questionários utilizados, etc.

3. SUGESTÕES FINAIS

Abaixo, seguem algumas sugestões que complementam esta nossa vontade de colaborar com as pessoas que por ventura estão precisando fazer sua monografia de final de curso, esperando que tais “dicas” possam ser úteis de alguma forma, em algum momento.

3.1. Evite fazer citações muito longas de autores que você está usando no texto. Caso seja preciso uma longa citação, “quebre-a” entremeando-a com colocações próprias.

3.2. Evite compor parágrafos muito longos, no qual a idéia principal do período fica perdida numa grande quantidade de frases entrepostas ao longo do mesmo.

3.3. Procure não ficar colocando parágrafos desconectados das idéias que vinham sendo expostas em parágrafos anteriores (encher lingüiça).

3.4. Quando for dar continuidade a uma idéia sob um outro ponto de vista, faça uma “ponte” entre elas. Não mude de assunto repentinamente.

3.5. Procure usar um só tipo de tratamento pronominal na redação do trabalho. Pode-se usar o “nós”, ou o “se”. O “eu” geralmente evita-se usar.

3.6. O trabalho precisa ter uma “consistência interna”, isto é, os assuntos devem estar concatenados compondo uma seqüência lógica.

3.7. Evite a prolixidade. Seja conciso na exposição das idéias. Não repita as mesmas coisas com outras palavras.

3.8. Procure usar as normas da ABNT para compor um trabalho de cunho acadêmico.

3.10 No seu trabalho de pesquisa para a monografia dê preferência por temáticas que sejam do seu gosto, ou que já fazem parte da sua prática profissional.

10. Não faça o trabalho apenas por fazer, para se livrar da monografia e obter logo o seu título de especialista. Se o desprazer acompanhar sua tarefa, ficará bem mais difícil terminá-la.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LUDKE, M. ; ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

SALVADOR, A. D. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica :elaboração de trabalhos cientificos. 11.ed., rev. e ampl. Porto Alegre : Sulina, 1986. 239p.

SALOMON, D.V. Como fazer uma monografia. 2.ed. rev. e atual. São Paulo:

Martins Fontes, 1993.

BIBLIOGRAFIA COMENTADA SOBRE OBRAS DE METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1999. 153p. ISBN: 85-224-2300-8.

Sinopse: O processo de transmissão/aquisição de cultura, apesar de todo o avanço tecnológico observado na área de comunicações, ainda é fundamentalmente realizado através da leitura. Há, contudo, entre os professores universitários, a mesma queixa generalizada: os alunos não têm o hábito da leitura. O fato é que os estudantes não estão habituados a encarar a leitura como um processo mais abrangente, que envolva o leitor com o autor, não conseguindo prestar atenção, entender e analisar o que lêem. Tendo isso em vista, este livro divide-se em duas partes. A primeira (Requisitos Básicos) enfatiza A Importância da Leitura, Técnicas para Elaboração dos Trabalhos de Graduação, Técnicas de Pesquisa Bibliográfica, Fases de Pesquisa Bibliográfica, Partes que Compõem um Trabalho de Graduação, Normas para Redação dos Trabalhos e A Elaboração de Seminários. A Segunda parte (Introdução à Pesquisa Científica) traz informações sobre Métodos e Técnicas de Pesquisa, Pesquisa de Campo e Relatório de Pesquisa.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências bibliográficas : procedimento (14.001 - NBR-6023, ago/2000). [Rio de Janeiro]: ABNT, 2000. 19p.

Sinopse: Esta norma fixa as condições exigíveis pelas quais devem ser referenciadas as publicações mencionadas num determinado trabalho, relacionadas em bibliografias ou objeto de resumos ou recensões. Pode ser aplicada também à referenciação de material especial (microformas, mapas, gravações, filmes, etc.). Esta norma é destinada sobretudo a autores, editores e bibliotecários na compilação de referências para inclusão em bibliografias

­­­­­­­­­­­BARROS, A. J. P.; LEHFELD, N. A. S. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 11.ed. Petrópolis: Vozes, 2000. 102p. ISBN: 85-32600-182.

Sinopse: Contemporaneamente nada se faz sem o auxílio da pesquisa. A preocupação é racionalizar esforços e tempo na produção de bens, na implantação de serviços e descobertas de elementos que contribuam para a melhoria das condições de vida das populações. Não se trata de um modismo da época, mas sim de uma forma mais segura, encontrada e aperfeiçoada até os nossos dias por aqueles que se preocupam com o progresso técnico-científico e desenvolvimento social dos países.

BRANDÃO, C.R. (Org.). Repensando a pesquisa participante. 2.ed. São Paulo: Brasiliense, 1985. 252p.

Sinopse: O organizador apresenta vários trabalhos de outros autores, com o propósito de mostrar o que é a pesquisa participante, e como encontrar as definições concretas de uma metodologia aplicada para a elaboração de projetos de pesquisa na área social. Além disso, apresenta notas para debate sobre a pesquisa-ação através de Michel Thiollent.

BASTOS, L.R. et al. Manual para elaboração de projetos e relatórios de pesquisa, teses, dissertações e monografias. 5.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000. 130p. BN: 8521612249.

Sinopse: Textos sobre o preparo de teses, dissertações e trabalhos científicos, abordando matéria relacionada a estrutura e organização, redação técnica e referenciamento bibliográfico, já se encontram à disposição da comunidade científica brasileira. Alguns, de autoria de organizações, São preparados com o objetivo de nortear a elaboração e a apresentação gráfica de seus próprios trabalhos; outros representam contribuições individuais, em geral editadas comercialmente..

ECO, U. Como se faz uma tese. 10.ed. São Paulo: Perspectiva, 1993. 170p. (Estudos).

Sinopse: "Como se faz uma tese" é, sem sombra de dúvida, o relato da experiência de um pesquisador, obra realizada, praticamente, nas fórmulas didáticas de um professor que conhece o ofício.

FRANÇA, C. Psicologia fenomenológica: uma das maneiraS de se fazer. Campinas: Ed. da Unicamp, 1989. 122p. ISBN: 85-268-0140-6.

Sinopse: Nesta obra, que é a publicação adaptada da tese de doutoramento do autor, tem-se passo a passo a maneira de se fazer a pesquisa psicológica com enfoque fenomenológico. Apresenta com base na Fenomenologia , uma pesquisa qualitativa que analisou e interpretou o discurso de alunos formandos, em de Pedagogia, da Faculdade de Educação da Unicamp. Conforme o título, o autor propõe uma das maneiras de se fazer pesquisa na área da Psicologia com base enomenológica.

FRANÇA, J.L. et al. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 4.ed. rev. e ampl. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 1998. 213p. (Aprender). ISBN: 8570411537.

Sinopse: Esta obra baseada nas normas da ABNT, constitui, hoje, um sucesso editorial. Esta Quarta edição, revista e ampliada, traz, dentre outras novidades, orientações para a referenciação de documentos eletrônicos, continuando, dessa forma, a cumprir a finalidade de acompanhar as inovações que sempre surgem nesse campo, e orientar de modo prático e funcional, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, editores, e todos aqueles que estão envolvidos com a produção científica.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5.ed. São Paulo: Atlas, 1999. 206p. ISBN:85-224-2270-2.

Sinopse: Este livro, apresentado em sua 5ª edição, tem como propósito fundamental o de proporcionar aos estudantes tanto as bases conceituais quanto os instrumentos técnicos necessários para o desenvolvimento de pesquisas nos diferentes campos das ciências humanas e sociais. Trata-se de um livro introdutório, elaborado, porém, com a preocupação de permitir que seu usuário se capacite não apenas para a elaboração de um projeto de pesquisa, mas também para sua execução e apresentação

HIRANO, S. (Org.). ; ABRAMO, P. (Colab.) et al. Pesquisa social : projeto e planejamento. 2.ed. São Paulo: T.A. Queiroz, 1988. 232p. (Biblioteca básica de ciências sociais. Série 2. Textos ; v.1). ISBN: 8585008830.

Sinopse: Este é um livro, assegura o autor, de importância básica indiscutível para os que se iniciam na pesquisa social e que tem assegurado desse já um lugar destacado e preferencial na bibliografia pertinente ao assunto. Na Segunda parte são apresentados exemplos expressivos e já clássicos, entre nós, de especificação de áreas de estudo e de formulação de plenos de pesquisa que se transformam em paradigma de métodos de investigação social, ilustrando toda uma concepção da ciência social e do seu significado prático.

KERLINGER, F.N. Metodologia da pesquisa em ciências sociais: um tratamento conceitual. São Paulo: EPU, [s.d.]. 378p. ISBN: 8512603402.

Sinopse: O objetivo principal desta obra é permitir a compreensão da ciência e da pesquisa. As noções fundamentais da pesquisa científica são apresentadas de modo significativo e não-técnico, sem prejuízo da profundidade e da exatidão. O autor mostra, com bastante clareza, como são feitas as pesquisas em várias áreas de estudo, como a Psicologia, a Educação e a Sociologia, embora sua preocupação seja a de aproximar os princípios de todas as ciências.

LAVILLE, C. ; DIONNE, J. A construção do saber : manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed ; Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999. 340p. ISBN: 8573074892.

Sinopse: Através deste manual, professores e universitários poderão encontrar as bases epistemológicas que fundamentam diferentes formas de produção do conhecimento; as operações mentais e práticas constitutivas do processo de produção de um conhecimento novo ou original; os elementos básicos de análise estatística visando a orientar os pesquisadores a tirarem o máximo de proveito do potencial da informática. Este livro também oferece uma indicação das principais fontes documentais brasileiras e internacionais no campo das ciências humanas.

LEWIS, I.W. Trabalhos acadêmicos: orientações e normas. Manaus: EDUA, 1999. 92p.

Sinopse: Esta obra publicada pelo Prof. Isaac Warden Lewis da Universidade do Amazonas, traz orientações sobre a leitura, os tipos de documentações, a produção de texto para os diversos tipos de trabalhos acadêmicos, além da estruturação e exemplificação das normas para apresentação de trabalhos acadêmicos. Traz ainda, alguns textos produzidos por alguns autores da Universidade do Amazonas.

LUDKE, M. ; ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. (Temas básicos de educação e ensino).

Sinopse: Estas duas professoras doutoras da Puc do Rio de Janeiro apresentam de maneira muito facilitada os diferentes tipos de pesquisa em educação, que adotam uma abordagem qualitativa para sua realização. Muito bom este livro para quem deseja conhecer o que é pesquisa qualitativa.

MARCONI, M.A. ; LAKATOS, E.M. Técnicas de pesquisa : planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 1982.

Sinopse: Este livro constitui um valioso apoio aos professores e alunos, pois está voltado para a instrumentação técnica do trabalho sistemático da informação e da bibliografia. Trata-se de um trabalho meticuloso que enfoca a necessidade e a importância da informação, o papel da pesquisa bibliográfica na pesquisa científica, a normalização das referências bibliográficas, a forma mais conveniente de utilizar citações e a elaboração de trabalhos científicos (monografias, dissertações, teses, artigos, comunicações, papers, trabalhos didáticos, resumos de textos e resenhas bibliográficas).

MINAYO, M.C.S. (Org.) et al. Pesquisa social : teoria, método e criatividade. 7.ed. Petrópolis: Vozes, 1997. 80p. (Temas sociais). ISBN: 8532611451.

Sinopse: Este livro introduz o estudante de graduação ao mundo da investigação social e da pesquisa qualitativa. Pela sua linguagem simples e objetiva atende aos interesses dos universitários das mais diferentes áreas que desejam aprender a escrever um projeto de pesquisa e iniciar-se no trabalho empírico.

MIRANDA, J.L.C. ; GUSMÃO, H.R. Projetos & monografias. Niterói: Intertexto, 1999. 109p. ISBN: 8587258044.

Sinopse: A redação científica possui alguns pontos fundamentais que devem ser observados pelo autor. Problemas redacionais serão resolvidos no momento que normas básicas de conduta na redação forem seguidas. Com estes parâmetros, esta obra apresentação um delineamento básico e diretrizes da estruturação de projetos e monografias, que irão auxiliar muito aos pesquisadores e demais categorias que pretendem elaborar trabalhos técnico-científicos.

MONTEIRO, G. Guia para elaboração de projetos, trabalhos de conclusão de curso (TCCs), dissertação e teses. São Paulo: Edicon, 1998. 73p. ISBN:85-290-0080-3.

Sinopse: O trabalho acadêmico, quer de graduação, quer de pós-graduação, não prescinde de seguir as normas técnicas vigentes. Uma pesquisa científica elaborada com critérios elaborada com critério pesauisa científica elaborada com o critério.

OLIVEIRA, S.L. Tratado de metodologia científica : projetos de pesquisas, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira, 1997. ISBN: 8522100705.

Sinopse: A Metodologia estuda os meios ou métodos de investigação do pensamento correto e do pensamento verdadeiro, e procura estabelecer a diferença entre o que é verdadeiro e o que não é, entre o que é real e o que é ficção. Este livro está dividido em quatro partes para facilitar a exposição da Metodologia, como parte da Ciência. Parte I :- Generalidades; Parte II :- Estudando a Ciência; Parte III :- Fazendo a Ciência; Parte IV :- Escrevendo a Ciência.

PÁDUA, E. M. M. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. 6.ed.rev.amp. Campinas: Papirus, 2000. 120p. ISBN: 85-308-0607-7. (Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).

Sinopse: O objetivo deste texto é oferecer diretrizes básicas para o desenvolvimento das atividades de pesquisa, a partir dos elementos que a nossa prática docente tem identificado como sendo os conhecimentos básicos para se iniciar uma pesquisa com caráter científico.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS. Faculdade de Biblioteconomia. Projeto Disque-Biblio. Normalização de trabalhos acadêmicos e referências bibliográficas. Campinas: DCE-Sempre Ousar, 1997. 52p.

Sinopse: Esta obra que foi publicada pela equipe de profissionais bibliotecários e estudantes de graduação em Biblioteconomia, é uma obra instrutiva a todos aqueles que desejam padronizar os seus trabalhos acadêmicos de forma prática e clara. Apesar de já se apresentar defasada na questão das referências bibliográficas, a estruturação ainda obedece as normas vigentes de Documentação, inclusive a normalização de documentos eletrônicos. Ver também outras obras sobre Normalização e Referências.

REY, L. Planejar e redigir trabalhos científicos. São Paulo: Edgard Blucher, 1987. 240p.

Sinopse: Escrito para aqueles que se iniciam no campo da pesquisa e da publicação de trabalhos científicos, bem como para os que desejam melhorar sua técnica de redação de projetos de pesquisa ou de seus resultados, este livro compreende duas partes: uma em que se discute o uso do método científico, a forma de redigir um projeto de investigação, e onde se indicam as principais fontes de financiamento para assegurar sua execução. Outra, onde são resumidas as boas regras de redação de um trabalho para publicação em revistas científicas.

RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 2000. 144p. ISBN:8532600271.

Sinopse: Este trabalho se destina aos principiantes, isto é, aos que estão se iniciando no estudo de métodos e técnicas de pesquisa científica. E seu objetivo é servir de roteiro para ajudar os alunos a acompanharem as explicações e outras orientações dadas pelo professor. O nosso intuito é apresentar, de maneira simples, as noções básicas necessárias à elaboração de um projeto de pesquisa.

RUIZ, J.A. Metodologia científica : guia para eficiência nos estudos. São Paulo: Atlas, 1979.

Sinopse: A Metodologia Científica, quanto ao conteúdo selecionado para este manual, pertence ao núcleo das disciplinas básicas de cursos superiores de diversas áreas. Em razão de sua função auxiliar e propedêutica, esta disciplina é ministrada no primeiro semestre de vários cursos. Sugere como descobrir tempo para estudar, como planejar a utilização mais eficiente desse tempo, quer em sala, quer em reuniões de grupo, quer em sessões de trabalho individual de preparação e revisões de aula. Destaca-se o tratamento dado pelo autor ao tema Leitura Trabalhada bem como às técnicas para a Elaboração e Redação de Trabalhos de Pesquisa.

SALOMON, D.V. Como fazer uma monografia. 2.ed. rev. e atual. São Paulo: Martins Fontes, 1993. (Ensaio superior). ISBN: 8533601662.

Sinopse: Como o próprio título indica, o autor vai orientando o leitor nos diversos passos que devem ser seguidos para a elaboração deste tipo de trabalho de cunho acadêmico.

SANTOS, G.S. ; PASSOS, R. (Colab.). Manual de organização de referências e citações bibliográficas para documentos impressos e eletrônicos. Campinas: Ed. Unicamp ; Autores Associados, 2000. 92p.

Sinopse: Este manual, baseado nas normas da ABNT e ISO, é de grande valia para a área de documentação, mesmo porque mostra como o pesquisador deve organizar as suas referências bibliográficas para documentos impressos e eletrônicos. Trata-se de uma obra obrigatória à biblioteca de todos aqueles que se lançam à produção de trabalhos acadêmicos e relatórios de pesquisa. De fato, com o advento da Internet, as rotinas de normalização sofreram significativas mudanças. Essas mudanças são aqui incorporadas, dentro de uma clareza meridiana.

SEVERINO, A.J. Metodologia do trabalho científico. 21.ed. rev. e ampl. São Paulo: Cortez, 2000. 279p. ISBN: 8524900504.

Sinopse: Buscando contribuir para a superação da limitação de obras em metodologia, este livro fornece diretrizes lógicas, metodológicas e técnicas para a formação de adequados hábitos de estudo, de leitura e análise de textos, de utilização de instrumentos de trabalho acadêmico, de debate coletivo, de produção e sistematização do conhecimento.

TAFNER, M. A.; TAFNER, J.; FISCHER, J. Metodologia do trabalho acadêmico. Curitiba: Juruá, 2000. 172p.

Sinopse: Este trabalho se destina aos acadêmicos dos primeiros semestres da Universidade. O principal objetivo desta obra é oferecer subsídios básicos para a elaboração e apresentação de um trabalho acadêmico que pode ser apenas um simples trabalho de uma disciplina do curso de graduação ou uma tese de doutorado.

THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 6.ed. São Paulo: Cortez, 1994. ISBN: 8524900296.

Sinopse: Esta é um tipo de pesquisa com enfoque qualitativo, bastante usada em situações de pesquisa em que o pesquisador é um observador participante e um transformador da realidade vivenciada, em função das situações e resultados que vão sendo obtidos no decorrer da pesquisa.

TRALDI, M.C. ; DIAS, R. Monografia passo a passo. Campinas: Ed. Alínea, 1998. 95p. ISBN: 8586491233.

Sinopse: Esta obra elaborada por professores de Metodologia da Pesquisa, enriquece o contexto de publicações almejadas na organização e normalização de documentos. Apresenta roteiro para elaboração de monografia e referências bibliográficas.

TRIVINOS, N.A.S. Introdução à pesquisa em ciências sociais : a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Ática, 1987. (p.?)

Sinopse: O autor apresenta uma introdução à pesquisa qualitativa bem fundamentada. Seu texto é voltado para a educação. No entanto, suas colocações sobre o assunto servem para profissionais em geral da área de ciências sociais. Ressaltamos duas partes do capítulo 5: uma que apresenta a técnica de análise de conteúdo e outra que sintetiza princípios para a interpretação dos dados na pesquisa qualitativa.

VASCONCELLOS, L. Planejamento da pesquisa. 2.ed. São Paulo: EDUC, 2000.

Sinopse: Esta obra elaborada para aqueles que querem uma boa estruturação em seu trabalho é ótima. Apresenta um ótimo roteiro para elaboração dos trabalhos científicos, trazendo uma metodologia adequada.

Publicado em 09/05/2003 12:34:00


Carlos França, Gildenir Carolino Santos, Sérgio Goldenberg - CARLOS FRANÇA: Prof. Livre Docente da Faculdade de Educação da Unicamp,Departamento de Psicologia Educacional. Professor de pós-graduação em Psicopedagogia, ministrando as disciplinas Introdução à Psicopedagogia, Fundamentos de Psicopedagogia, Metodologia da Pesquisa. GILDENIR DOS SANTOS:Bacharel em Biblioteconomia, Mestre em Educação pela Unicamp na área de pesquisa “Educação, Ciência e Tecnologia. Atualmente,Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação da Unicamp. Várias Publicações na área . Professor de Normas Técnico-científicas em vários cursos, inclusive Psicopedagogia. SÉRGIO GOLDENBERG - Psicológo clínico. Prof. Livre docente da Faculdade de Educação da Unicamp. Especialista em Psicologia da Aprendizagem. Ex-coodenador do curso de Pedagogia FE/Unicamp. Ex-chefe de Departamento da Psicologia Educacional da Unicamp. Atualmente, Professor do Curso de Psicopedagogia e Coordenador dos Cursos de Pós-graduação do Instituto Superior de Ciências Aplicadass (ISCA), Limeira/SP.

Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=416

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Psicopatologia da Infância e Adolescência


Veja alguns temas, que aprendemos na psicopatologia. Para ver o artigo basta cliquer num dos links abaixo.
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Psicopatologia


Este tema para quem cursa, psicopedagogia é de suma importância. Com o decorrer do tempo vou postando mais matérias sobre este assunto além de vídeos também.

Psicopatologia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Psicopatologia é um termo que se refere tanto ao estudo dos estados mentais patológicos, quanto à manifestação de comportamentos e experiências que podem indicar um estado mental ou psicológico anormal. O termo é de origem grega; psykhé significa espírito e patologia, estudo das doenças, seus sintomas. Literalmente, seria uma patologia do espírito.

A psicopatologia enquanto estudo das anormalidades da vida mental é às vezes referida como psicopatologia geral, psicologia anormal, psicologia da anormalidade e psicologia do patológico. É uma visão das patologias mentais fundamentada na fenomenologia (no sentido de psicologia das manifestações da consciência), em oposição a uma abordagem estritamente médica de tais patologias, buscando não reduzir o sujeito a conceitos patológicos, enquadrando-o em padrões baseados em pressupostos e preconceitos.

Karl Jaspers, o responsável por tornar a psicopatologia uma ciência autônoma e independente da psiquiatria, afirmava que o objetivo desta é "sentir, apreender e refletir sobre o que realmente acontece na alma do homem".

Para Jaspers, a psicopatologia tem por objetivo estudar descritivamente os fenômenos psíquicos anormais, exatamente como se apresentam à experiência imediata, buscando aquilo que constitui a experiência vivida pelo enfermo.

A psicopatologia se estabelece através da observação e sistematização de fenômenos do psiquismo humano e presta a sua indispensável colaboração aos profissionais que trabalham com saúde mental, em especial os psiquiatras, os psicólogos e os assistentes sociais, dentre outros.

Autores como Jaspers ("Psicopatologia geral", 1913) e E. Minkowski ("Tratado de psicopatologia",1966) devem nos inspirar ainda a que estabeleçamos uma ponte possível entre a psicopatologia descritiva e a fenomenológica. Diferentemente de outras especialidades médicas, em que os sinais e sintomas são ícones ou índices, a psiquiatria trabalha também com símbolos. Posto isso, o pensamento, a sensibilidade e a intuição ainda são, e sempre serão, o instrumento propedêutico principal do psiquiatra, pois que, sem a homogeneidade conceitual do que seja cada fato psíquico não há, e não haverá, homogeneidade na abordagem clínico-terapêutica do mesmo. Essa é a nossa tarefa: mergulhar nos fenômenos que transitam entre duas consciências, a nossa, a do psiquiatra/pessoa e a do outro, a do paciente/pessoa. Deixar que os fenômenos se fragmentem, que suas partes confluam ou se esparjam, num movimento próprio e intrínseco a eles. Cabe-nos a leitura da configuração final desse jogo estrutural, sem maiores pressupostos ou intencionalidade, e com procedimentos posteriores de verificação. Essa é a tarefa da Fenomenologia.

Grupos ou categorias

As manifestações psicopatológicas podem ser classificadas de diversas maneiras, por etiologia a exemplo das orgânicas e psicológicas por tipo de alteração a exemplo da neurose e psicose que considera a relação com a consciência perda de contato com a realidade na concepção psicanalítica desta, etc. A categoria de classificação possui fins estatísticos ou seja de tabulação de prontuários médicos, atestados, declarações de óbito entre as mais conhecidas estão o CIDManual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, uma publicação da American Psychiatric Association, Washington D.C., sendo a sua 4ª edição conhecida pela designação “DSM IV”. Classificação Internacional das Doenças e de Problemas relacionados à Saúde que está na 10ª revisão e se inciou em 1893 e o DSM referente ao

O capítulo V do CID corresponde aos Transtornos Mentais e Comportamentais e inclui as seguintes categorias de classificação - que por sua vez são subdividios em sub-categorias:

F00-F09 - Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos. ver F00-F03 Demência

F10-F19 - Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substancias psicoativas.

F20-F29 - Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e delirantes.

F30-F48 - Transtorno do humor (afetivos).

F40-F48 - Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o stress e transtornos somatoformes. ver: F40-F41 Ansiedade

F50-F59 - Síndromes comportamentais associadas com distúrbios fisiológicos e a fatores físicos. ver: F50.0 Anorexia, F50.2Bulimia

F60-F69 - Transtorno de personalidade e do comportamento do adulto. ver: F60.2 Personalidade dissocial

F70-F79 - Retardo Mental. ver também: Oligofrenias

F80-F89 - Transtornos do desenvolvimento psicológico ver: F84.2 Síndrome de Rett

F90-F98 - Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente na infância e adolescência. ver: F90 Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade

Observe-se que várias categorias de classificação podem ser desenvolvidas a partir dos critérios fornecidos por distintas teorias como por exemplo a fenomenologia que propõem a descrição a partir das manifestações observáveis ou a psicanálise que lida com modelos de relação do egoinconscientes do desejo e a realidade. com os mecansimos

Ver também


Asclepius staff.svg Este artigo é um esboço sobre Medicina. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


Psi.gif Este artigo é um esboço sobre psicologia. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Quer saber mais,

Psicopatologia - Introdução e Definição
Psicopatologia: Breve introdução
A Psicopatologia e o Modelo Médico

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O que eu preciso para ser Diretor de Escola? (Diretor de Escola - grau de formação ).


Olá, bom dia a todos que visitam meu blog. Em atenção aos muitos e-mails que tenho recebido de estudantes de pedagogia e licenciaturas perguntando sobre a formação do diretor e o que é preciso para ser um, pesquisei no site da Secretaria Estadual de Educação e encontrei este artigo.


Diretor de Escola - grau de formação


Diretor de Escola - grau de formação

1. Qual a formação necessária para o cargo de Diretor de Escola na Rede Estadual de São Paulo?
A Lei n.º 9394/96 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, em seu art. 64 dispõe: " A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional."
A Lei Complementar 836/97 que Institui Plano de Carreira, Vencimentos e Salários para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação e dá outras providências correlatas, dispõe em seu art. 8º: "Os requisitos para o provimento dos cargos das classes de docentes e das classes de suporte pedagógico ficam estabelecidos em conformidade com o Anexo III desta lei complementar.
Anexo III

Denominação
Formas de Provimento
Requisitos para provimento de cargo
Diretor de Escola
Concurso Público de Provas e Títulos - Nomeação
Licenciatura Plena em Pedagogia ou Pós graduação na área de Educação, e ter, no mínimo, 8 (oito) anos de efetivo exercício de Magistério

Para obter a legislação consulte os sites: www.mec.gov.br e www.imesp.com.br


Para ser diretor em escolar particular, pela pesquisa que fiz nos sites de agencias de emprego eles querem, mais ou menos o informado abaixo.

Diretor Educacional

SAO PAULO - SP

Salário: A Combinar

Responsável pela gestão de colégio particular de educação básica. Orientar, acompanhar e avaliar o trabalho da equipe pedagógica e docente. Implantar as ações previstas no planejamento estratégico e avaliar os resultados... . Atender famílias e alunos. Experiência em cargos de direção em escolas de educação básica,estruturação pedagógica. Formação superior em Pedagogia e desejável a especialização em Gestão Escolar. Benefícios: Cesta básica, Vale

E o salário médio nas particulares gira em torno de R$ 3.000,00 por 40 horas semanais. Nas públicas o salário médio mensal gira em torno de R$ 2.500,00 a R$ 4.500,00 por 32 horas semanis em média. Bem uma coisa sabemos nas particulares eles tem preferência por quem tem formação em pedagogia. Mas há exceções. De qualquer forma, você meu caro estudante de pedagogia ou de licenciatura, mesmo que você tenha o desejo de ser: diretor de escola, orientador educacional, coordenador pedagógico, supervisor de ensino, vice-diretor, delegado de ensino, e inspetor educacional etc (estas funções são chamadas de gestão escolar, geralmente quem faz especialização em gestão escolar vai ter uma base de todas estas carreiras mencionadas). Em nossa pesquisa ficou claro que tanto as escolas públicas quanto as particulares, exigem para se assumir estes cargos uma experiência nas salas de aula como professor. O que quero dizer com isto, é que meu caro estudante mesmo que você queira se dedicar a estas áreas da educação, a experiência de sala de aula você tem que ter, valeu.


Quer saber mais, clique nos links abaixo
http://homolog.novaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/lst_diretor.shtml
Escola particular e pública têm a mesma meta: qualidade
Bibliografia_Diretor_2006 Concurso Público de Diretor de Escola


De tempos em tempos vou postar mais sobre este assunto.

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Esclarecimento segundo Kant:


Esclarecimento segundo Kant:

Alexander Martins Vianna

Em 1784, Immanuel Kant(1724-1804) publicou o seu artigo “O que é Esclarecimento?”. Observando a forma que desenvolve seu argumento, podemos notar que Kant entende o Esclarecimento como uma condição moral e não uma coisa, e seu sentido não pode ser restringido a saber ou conhecimento, pois é a combinação do conhecimento profundo sobre um assunto específico com a autonomia crítica do sujeito do conhecimento. Esquematicamente, Scholar
(Profundo conhecedor de um assunto) + Autonomia
(Falar em seu próprio nome)

Segundo Kant, todos (homem ou mulher) podem alcançar esclarecimento sobre qualquer assunto, embora a grande maioria não queira praticar ou desenvolver tal condição moral, seja por comodismo, oportunismo, medo ou preguiça. Logicamente, em seu processo social de formação (Bildung), todo indivíduo vive uma situação de menoridade em algum momento ou fase de sua vida. Neste caso, a menoridade é natural, pois confunde-se com imaturidade, tal como a imaturidade da semente em relação à árvore que ela pode vir a ser, já que nenhuma pessoa nasce pronta. No entanto, Kant questiona aquelas autoridades (principalmente religiosas) que, através do medo ou do constrangimento, mantenham seus sujeitos em menoridade quando já teriam condições intelectuais de não sê-lo; e ironiza aqueles sujeitos que, por comodismo, oportunismo ou preguiça, vivam uma situação de menoridade auto-imposta. Portanto, ser esclarecido não é apenas ter um profundo conhecimento sobre um assunto (condição de Scholar), mas combinar isso com a conquista da autonomia – passo moral fundamental apenas dado por uma minoria. Nesse sentido, todos potencialmente podem esclarecer-se, já que possuem capacidade de pensar, mas nem todos conseguem superar o medo, a preguiça ou o interesse particular para alcançar a condição de esclarecimento.

Além disso, deve-se considerar mais um detalhe: o sujeito do conhecimento apenas pode tornar-se Scholar sobre algumas matérias ou conjunto de matérias específicas, pois não é possível ter um conhecimento profundo sobre todas as coisas da vida social, natural ou sobrenatural. Isso significa que só se pode ser esclarecido sobre um assunto ou conjunto de assuntos, sobre os quais se lança críticas que ajudem no seu aperfeiçoamento; porém, em relação a outros assuntos sobre os quais não se possa ser Scholar, vive-se uma condição de menoridade necessária – o que é o mesmo que dizer, por exemplo, que somente um general pode criticar outro general, mas um general não poderia ser criticado por seu tenente, capitão ou coronel, pois isso, segundo a ótica de Kant, abalaria a ordem social e política e poderia levar a sociedade para a barbárie de lideranças religiosas ou políticas oportunistas. Portanto, apenas pode livremente criticar quem seja Scholar em relação a um assunto. No entanto, para criticar, o Scholar deve falar em seu próprio nome, em outras palavras, se ocupa um cargo, não pode criticá-lo enquanto o exerce, pois, além de ser perigoso para a ordem social e política, demonstraria hipocrisia ou falta de moral. Vejamos o exemplo que Kant dá a respeito do pastor:

“…O pastor dirá: ‘Nossa igreja ensina isso ou aquilo; estas são as provas que ela usa’. Nesse sentido, ele beneficia a sua congregação tanto quanto possível por apresentar doutrinas nas quais não acredita completamente, mas se compromete em ensiná-las pois não é completamente impossível que elas não possam conter alguma verdade oculta. Em todo caso, ele não encontrou nada nas doutrinas que contradiga o coração da religião. No entanto, se ele acredita que tais contradições existem, ele não estaria mais habilitado para administrar seu ofício com clareza de consciência. Ele teria que renunciar ao seu cargo…”

O mesmo argumento valeria para outros cargos ou atividades. Como Scholar, se um sujeito encontra contradições irremediáveis nos princípios que sustentam um cargo, ofício ou sistema filosófico, terá que sair da condição de menoridade e falar em seu próprio nome, o que significa abandonar a posição anterior. Ora, isso é um teste moral e um modo de evitar que a sociedade se tornasse refém de oportunistas e manipuladores, pois quem lança crítica deve ter o sentimento autêntico de aperfeiçoamento das coisas a ponto de abandonar seus interesses e comodismos particulares e voltar-se para o benefício do próximo, em vez de transformar sua crítica em meio de realização de seus interesses particulares. Este é o sentido do uso público da razão, em contraponto ao seu uso particular e privado. Nesse sentido, o Scholar usa privadamente a sua razão quando – como ator na competência particular de um cargo, posição funcional ou sistema filosófico – fala em nome da instituição em relação à qual tal competência está referida.

Portanto, ser esclarecido é, antes de tudo, um compromisso moral com o aperfeiçoamento e bem-estar da sociedade, respeitando as hierarquias sociais existentes. No entanto, por medo, comodismo, oportunismo ou preguiça, poucos Scholars tornam-se efetivamente esclarecidos, embora tenham condições intelectuais para tanto quando estão em uso privado da razão. Neste caso, a menoridade auto-imposta reverbera para um problema moral, que é o oposto do pragmatismo político de Maquiavel(1469-1527). A indagação moral kantiana por excelência é: “Tenho eu um sentimento não meramente centrado em meu interesse mas também um sentimento desinteressado concernente aos outros? Sim”. Ora, isso é um desdobramento para o mundo do princípio luterano de que toda obra deve derivar do amor – a exemplo de Cristo*. Deste modo, as pessoas deixariam de ser meios para se chegar a alguma coisa (fundação do Estado, vantagens materiais, cargos, prazer sensual ou salvação da alma) e tornar-se-iam fins em si mesmas.

A partir da segunda metade do século XVIII, novos espaços de sociabilidade e as transformações na vida econômica constituíram novos processos de construção de identidade que libertaram muitos indivíduos letrados dos referenciais político-jurídicos estamentais, definindo-se o valor da pessoa a partir de seu talento manifesto ou presumido (bom nascimento). Porém, em larga medida, “bom nascimento” teve seu sentido antigo atenuado, não significando necessariamente ser nobre de nascimento, mas enobrecido pelo mérito manifesto nas convivências em sociedade. No entanto, a nova liberdade (autoconstituição reflexiva de si mesmo) foi descoberta para ser logo constrangida, pois agora havia um leque preestabelecido de escolhas sociais baseado na progressiva especialização técnica e funcional da sociedade.

Em seu livro “Modernidade e Identidade”, Anthony Giddens enfoca os vários processos reflexivos de construção de identidade na sociedade moderna (que compreende para ele os sécs. XIX-XX), onde afirma que, até a década de 1950, era possível observar um indivíduo ainda pressionado entre as formas pré-modernas (mais fixistas) de identidade e os novos valores, típicos da modernidade, ligados à velocidade e à liberdade de ação, escolha e autoconstituição. No entanto, Giddens lembra que a liberdade de autoconstituição reflexiva chocava-se com um leque preestabelecido de opções. Ele entende tal fenômeno como associado à especialização tecnológica do trabalho e à multiplicidade de papéis sociais, percebendo que a autonomia na modernidade é em larga medida constrangida pelo próprio processo de modernização da vida social, que torna todos impessoalmente reféns de sistemas-perito, que são os efetivos criadores/programadores das agendas de escolha ou leques de opções das multidões. Nesse sentido, aplicando as inferências de Giddens às idéias de Kant sobre o “uso privado da razão”, observamos um limite funcional à liberdade, pois, em face das especialidades existentes numa sociedade, haverá sempre “cidadãos passivos” em relação a algum assunto. Logo, se uma sociedade em processo de esclarecimento pressupõe um tipo de liberdade ancorada na autonomia moral, tal liberdade é relativizada pelas relações funcionais de interdependência dos indivíduos. Enfim, segundo Kant, Você tem liberdade de criticar as coisas em relação às quais seja Scholar(perito, segundo vocabulário de Giddens), mas somente pode criticar se vive uma condição de autonomia funcional, condição para o uso público moralmente aceitável da razão.

O Que é Esclarecimento?[1]

(1784)

Immanuel Kant

Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade[2] auto-imposta. Menoridade é a inabilidade de usar seu próprio entendimento sem qualquer guia. Esta menoridade é auto-imposta se sua causa assenta-se não na falta de entendimento, mas na indecisão e falta de coragem de usar seu próprio pensamento sem qualquer guia. Sapere aude! (Ouse conhecer!). “Ter a coragem de usar o seu próprio entendimento” é, portanto, o motto do Esclarecimento. Preguiça e covardia são as razões de a maior parte da humanidade, de bom grado, viver como menor durante toda a sua vida, mesmo depois de a natureza a muito tempo ter livrado-a de guias externos. Preguiça e covardia demonstram porque é tão fácil para alguns se manterem como tutores.

É muito confortável ser um menor. Se eu tenho um livro que pensa por mim, um pastor que age como se fosse minha consciência, um físico que prescreve a minha dieta e assim sucessivamente, não tenho então necessidade de empenhar-me por conta própria. Se eu posso pagar, não tenho necessidade de pensar. Muitos poderão discordar comigo nessa matéria: os próprios guardiães que se encarregam de cuidar para que a esmagadora maioria da humanidade – e, dentro dela, todo o sexo feminino – não alcance a maturidade, não apenas por ser desagradável, mas extremamente perigosa. Tais guardiães tornam estúpido seu gado doméstico e cuidadosamente se previnem para que suas dóceis criaturas não tomem caminho próprio sem seus arreios. Assim, eles mostram para seu gado o perigo que pode ameaçá-los caso pretendam andar por sua própria conta.

Na verdade, o perigo não é realmente tão grande quanto parece. Afinal, depois de tropeçar um pouco, todos aprendem a andar. Entretanto, exemplos de tropeços intimidam e geralmente desencorajam todas as novas tentativas. Portanto, é muito difícil para o indivíduo agir por sua própria conta e superar a menoridade, que se torna para ele quase uma segunda natureza. Assim, mesmo que esteja já amadurecido, o indivíduo é desde o início incapaz de usar seu entendimento por conta própria porque nunca se permitiu tentar fazer isso. Dogmas e fórmulas – estas ferramentas mecânicas para usos razoáveis (ou, pelo contrário, abusivos) das dádivas naturais dos indivíduos – são os grilhões de uma duradoura menoridade. O homem que se livra deles dá um salto incerto acima do abismo, mas este tipo de movimento livre não é comum. Eis a razão para o fato de que apenas poucos homens caminham decididamente e saem da menoridade, cultivando seus próprios pensamentos. No entanto, é praticamente certo que o público possa esclarecer-se. De fato, basta que a liberdade seja dada para que o esclarecimento torne-se praticamente inevitável.

Sempre haverá pensadores independentes, mesmo entre os auto-intitulados guardiães da multidão. Uma vez que tais homens livrem-se do jugo da menoridade, derramarão sobre si o espírito de uma apreciação razoável do valor humano e de seu dever de pensar por conta própria. É interessante observar que o público que se manteve anteriormente sob o jugo destes guardiães, quando é incitado à revolta por alguns deles – que são incapazes de qualquer esclarecimento –, força-os posteriormente a permanecerem submissos. Isso demonstra o quanto é perigoso implantar preconceitos: estes eventualmente voltam-se contra seus próprios autores ou contra os descendentes dos autores. Portanto, apenas lentamente o público deve alcançar esclarecimento. Uma revolução pode levar ao fim de um despotismo pessoal ou de uma avarenta e tirânica opressão, mas nunca leva a uma verdadeira reforma dos modos de pensar. Novos preconceitos tomarão o lugar dos antigos como guias de uma multidão irracional.

O esclarecimento requer nada além do que liberdade – e o mais puro de tudo isso é a liberdade de fazer uso público da razão em qualquer assunto. Por outro lado, o uso privado da razão freqüentemente pode ser restrito, mas isso não necessariamente retarda o processo de esclarecimento. Atualmente, ouço clamores de todos os lados: “Não questione!”. Os oficiais militares dizem: “Não questione, mexa-se!”. O coletor de impostos: “Não questione, pague!”. O pastor: “Não questione, creia!”. Somente um único soberano[3] em todo mundo pode dizer: “Questiona tanto quanto quiseres, e sobre o que quiseres, mas obedeça!”. Nós encontramos restrições à liberdade em todo lugar. Mas qual restrição é nociva ao esclarecimento? Qual restrição é livre de erros e qual antecede o esclarecimento? Eu respondo: o uso público da razão deve ser livre todo o tempo e somente isso pode levar esclarecimento à humanidade.

Por “uso público da razão” entendo o uso que um homem, como scholar[4], faz da razão diante de um público letrado. Eu chamo de “uso privado da razão” aquele uso que um homem faz da razão em um posto civil que lhe foi confiado. Em alguns negócios que afetam o interesse da comunidade, um certo mecanismo [governamental] é necessário, em relação ao qual alguns membros da comunidade permanecem passivos. Isto cria uma unanimidade artificial que servirá para o cumprimento dos objetivos públicos, ou ao menos para proteger tais objetivos da destruição. Aqui, questionar não é permitido: deve-se obedecer. Uma vez que um participante deste mecanismo se considera ao mesmo tempo parte de uma comunidade universal (uma sociedade mundial de cidadãos) – lembrando que ele pensa por sua própria conta como um scholar que racionalmente se dirige ao seu público através de seus escritos –, ele pode efetivamente questionar – mas nada sofrerão os assuntos com os quais ele está associado parcialmente como membro passivo[5]. Portanto, seria um completo infortúnio se um oficial militar (no cumprimento de seu dever ou sob ordens de seus superiores) quisesse questionar a adequação ou utilidade de suas ordens. Ele deve obedecer. No entanto, como um scholar, ele certamente não poderia evitar de reconhecer os erros no serviço militar e deve expor suas visões ao julgamento de seu público. Um cidadão não pode deixar de pagar os impostos que lhe são cobrados – e impertinentes críticas a esses impostos podem ser punidas (como um escândalo que pode provocar uma desobediência geral). Não obstante, tal homem não viola os deveres de um cidadão se, como um scholar, publicamente expressa suas objeções a respeito da inadequação ou possível injustiça de tais impostos.

Um pastor também é limitado a pregar para sua congregação de acordo com as doutrinas da igreja à qual serve, pois ele foi ordenado para isso. Mas como um scholar ele tem completa liberdade, na verdade, a obrigação, de comunicar a seu público todos os seus pensamentos cuidadosamente examinados e construídos a respeito dos erros nessa doutrina e expor suas proposições a respeito do progresso do dogma religioso e das instituições eclesiásticas – o que não é nada que possa sobrecarregar a sua consciência. No entanto, quando ensina seguindo seu ofício de representante da igreja, o pastor representa alguma coisa da qual ele não é livre para ensinar tanto quanto observar. Ele fala como alguém que é empregado para falar em nome e sob as ordens de alguém. O pastor dirá: “Nossa igreja ensina isso ou aquilo; estas são as provas que ela usa”. Nesse sentido, ele beneficia a sua congregação tanto quanto possível por apresentar doutrinas nas quais não acredita completamente, mas se compromete em ensiná-las pois não é completamente impossível que elas não possam conter alguma verdade oculta. Em todo caso, ele não encontrou nada nas doutrinas que contradiga o coração da religião. No entanto, se ele acredita que tais contradições existem, ele não estaria mais habilitado para administrar seu ofício com clareza de consciência. Ele teria que renunciar ao seu cargo.

Portanto, o uso que um scholar faz de sua razão diante da congregação que o emprega é somente um uso privado (para uma audiência doméstica), não importa o quão importante seja. Em vista disso, o pastor, como um pregador, não é livre e nem deve ser livre se ele está encarregado das ordens de alguém. Por outro lado, como um scholar que fala para seu público (o mundo) através de seus escritos, o ministro – no uso público de sua razão – goza de liberdade ilimitada para usar sua própria razão e para falar por si. Que os guardiães espirituais do povo devam tratar a si mesmos como menores é um absurdo que resultaria em perpétuos absurdos.

No entanto, deve uma sociedade de ministros, digo um Conselho Eclesiástico, ter o direito de se comprometer, por juramento, com uma doutrina inalterável de modo a assegurar-se como guia perpétuo acima de todos os seus membros e, através destes, acima do povo? Eu digo que isso é praticamente impossível. Tal contrato – concluído para privar a humanidade de qualquer novo esclarecimento – é simplesmente nulo ou vazio, mesmo que tenha sido confirmado por um poder soberano, parlamentos e pelos tratados mais solenes. Uma época não pode fazer um pacto que comprometa as idades futuras, não pode evitar que elas aumentem suas significantes inspirações, purifiquem-se de erros e gradativamente progridam no esclarecimento. Isso seria um crime contra a natureza humana, cujo destino assenta-se justamente em tal progresso. Portanto, as idades futuras têm pleno direito de repudiar tais decisões como desautorizadas e ultrajantes. A pedra de toque de todas essas decisões – que devem tornar-se leis para um povo – baseia-se nesta questão: Poderia um povo impor tal lei a si mesmo?

Pode ser possível introduzir no momento presente uma ordem provisória enquanto se espera uma ordem melhor. Entretanto, enquanto tal ordem provisória continuar, cada cidadão – e, acima de tudo, cada pastor atuando como scholar – deve ser livre para publicar suas críticas das falhas das instituições existentes. Isso deve continuar até que a compreensão pública dessas questões vá tão longe que – unindo a voz de muitos scholars, mas não necessariamente todos – as propostas de reforma possam ser trazidas diante do soberano para proteger aquelas congregações que tenham decidido, de acordo com suas melhores luzes, alterar a ordem religiosa, sem prejuízo, entretanto, para aquelas congregações que queiram sinceramente permanecer nas instituições antigas. Mas concordar com uma constituição religiosa perpétua não passível a ser publicamente questionada por ninguém seria, como foi, aniquilar um período para o progresso do aperfeiçoamento humano. Isso deve ser absolutamente proibido.

Um homem pode postergar seu próprio esclarecimento, mas somente por um período limitado. No entanto, suspender o esclarecimento de uma só vez, para si mesmo ou para seus descendentes, é violar e pisar nos sagrados direitos do homem. O que um povo não pode decidir por si mesmo, menos ainda pode ser decidido por um monarca, pois sua reputação como administrador consiste precisamente na maneira que une a vontade de todo o povo com a sua própria. Se o monarca percebe que toda verdade ou suposto progresso [religioso] permanece regulado ao nível da ordem civil, ele pode para o restante das coisas da fé deixar seus súditos livres para fazerem o que acharem necessário para a salvação de suas almas. Salvação não é assunto para monarca; é seu atributo impedir que todo homem seja compelido por outrem em matéria de fé, para que possa promover a sua própria salvação da melhor forma possível. De fato, seria prejudicial para a sua majestade que o monarca se imiscuísse nestes assuntos e vigiasse os escritos nos quais seus súditos expõem suas visões [religiosas], mesmo quando baseado na mais alta inspiração, pois assim expor-se-ia à reprovação: Caesar non est supra grammaticos [César não está acima dos gramáticos]. É ainda pior quando o monarca degrada seu poder soberano de modo a apoiar o despotismo espiritual de uns poucos tiranos no Estado em prejuízo do restante dos súditos.

Quando nós perguntamos “Vivemos agora numa época esclarecida?”. A resposta é “Não”, mas vivemos numa época de esclarecimento[6]. Tal como as coisas se apresentam agora, estamos longe de ver homens verdadeiramente capazes de usar sua própria razão em assuntos religiosos de forma confiante e correta sem guias externos. No entanto, temos óbvias indicações de que o campo de trabalho em direção à meta [da verdade religiosa] está sendo aberto agora. Mais ainda: os impeditivos contra o esclarecimento geral ou contra a saída de uma menoridade auto-imposta estão diminuindo gradativamente. Nesse sentido, esta é a idade do esclarecimento e o século de Frederico, o Grande.

Um príncipe não deve pensar que desqualifica a dignidade de seu estamento pelo fato de não considerar ser seu dever guiar seus súditos em assuntos religiosos; pelo contrário, ele deve deixá-los em completa liberdade. Se ele repudia a arrogante palavra tolerante, ele é em si mesmo esclarecido; ele merece ser louvado por um mundo gracioso e próspero, como um homem que primeiro soube libertar a humanidade da dependência (ao menos de guia) e deixar todos usarem sua própria razão em assuntos de consciência. Em seu reinado, pastores honrosos – atuantes como scholar, malgrado os deveres de ofício – podem publicar livre e abertamente suas idéias para o mundo avaliá-las, mesmo que desviem aqui ou ali da doutrina aceita. Isso é tanto mais verdadeiro para as pessoas que não estão sujeitas a juramento de ofício. Este espírito de liberdade está espalhando-se para além das fronteiras [da Prússia], mesmo onde tem tido que lutar contra os impeditivos externos estabelecidos por um governo que falha em compreender seu verdadeiro interesse. [Frederico II da Prússia] é um claro exemplo de que a necessidade de liberdade não provoca o menor estorvo à ordem pública ou à unidade da comunidade.

Quando deliberadamente não se mantém os homens no barbarismo, eles gradativamente superam tal condição por si mesmos. Eu tenho enfatizado o ponto principal do esclarecimento – o homem sair de sua auto-imposta menoridade – primeiramente em assuntos religiosos porque nossos administradores não têm interesse em se manter no papel de guardiães de seus súditos nas artes e nas ciências. Acima de tudo, menoridade em religião não é apenas nociva, mas desonrosa. Mas a disposição de um governo soberano em favorecer a liberdade nas artes e ciências vai mais além: o governante sabe que não há perigo em permitir que seus súditos façam uso público de sua razão e publiquem suas idéias a respeito da melhor constituição, assim como as suas cândidas críticas às leis básicas existentes. Nós já temos um flagrante exemplo [de tal liberdade], e nenhum monarca pode igualar-se àquele que nós veneramos.

Somente o homem esclarecido, que não teme as sombras e comanda um exército ao mesmo tempo bem disciplinado e numeroso como mantenedor da paz pública, pode dizer aquilo que [o soberano de] um estado livre não pode ousar dizer: “Questiona tanto quanto quiseres, e sobre o que quiseres, mas obedeça!”. Assim, nós observamos aqui, como em qualquer outro assunto humano (em que quase tudo é paradoxal), uma surpreendente e inesperada cadeia de acontecimentos: se um amplo grau de liberdade civil parece ser vantajoso para a liberdade intelectual das pessoas, isso ao mesmo tempo estabelece insuperáveis barreiras; entretanto, um grau menor de liberdade civil dá a oportunidade para o espírito expandir-se até o limite de sua capacidade. Por isso, a natureza tem cultivado cuidadosamente a semente dentro de uma casca dura – nomeadamente, o desejo de e a vocação para o livre pensamento. E quanto mais este livre pensamento gradativamente resiste aos modos de pensamento do povo, mais os homens tornam-se cada vez mais capazes de agir em liberdade. Enfim, o livre pensamento age até mesmo nos fundamentos de governo, e o Estado acha isso agradável para tratar o homem – que é agora mais do que uma máquina – de acordo com sua dignidade.

Revista Espaço Acadêmico
http://www.espacoacademico.com.br/

Fonte: http://blog.controversia.com.br/2007/11/12/esclarecimento-segundo-kant/

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Feliz dia dos Professores


Os meus queridos amigos/as de profissão tenham um feliz dia dos professores.


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Um novo Procon

Foto do Procon Campinas: avenida Francisco Glicério, nº 1307 - Centro - CEP: 13.012-000
Horário de atendimento: das 9 às 16 horas
Telefone: (19) 3735-1000 Fax: (19) 3735-1007
e-mail: procon@campinas.sp.gov.br
http://www.procon.sp.gov.br/




"PROCON é coisa do passado

A Revista Exame do dia 15/07 traz uma reportagem sobre um site chamado "Reclame Aqui".
A idéia é que seja um mural (ESPÉCIE DE MURO DAS LAMENTAÇÕES) onde as pessoas expõem suas queixas sobre serviços ou produtos, visível a todos que acessarem o site. O interessante é que, sem burocracia, os problemas são solucionados com mais rapidez.
Quando um consumidor reclama de um produto de alguma empresa, essa empresa recebe um e-mail dessa queixa. E como a empresa preza por sua imagem, ela tende a ser eficiente na solução, que será aberta ao público. O que tem dado muito certo, já que 70% dos casos são resolvidos! E o tempo médio é de menos de uma semana, diferente do PROCON que tem a média em 120 dias.
Lá vai o site: www.reclameaqui.com.br
Divulguem

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O que acontece quando uma organização é declarada terrorista?

Quando uma organização é oficialmente declarada ou designada como terrorista — seja por um governo específico (como o dos Estados Unidos),...