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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Sugestão de livro meus podcasts. Avaliação do processo de ensino-aprendizagem (Regina Cazaux Haydt)
http://www.mguacu.com.br/ar1.pdf
http://www.mguacu.com.br/ar2.pdf
| Curso de Formação de Gestores e Professores-Avaliação | UFBA | |
| http://www.youtube.com/results?search_query=avali%C3%A7%C3%A3o+escolar |
http://www.google.com.br/search?q=avalia%C3%A7%C3%A3o+escolar++slideshare&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Analisar detalhadamente a forma como os alunos escrevem é a primeira providência para determinar os pontos que devem ser ensinados
Língua Portuguesa
O que cada um sabe
Analisar detalhadamente a forma como os alunos escrevem é a primeira providência para determinar os pontos que devem ser ensinados
para resolvê-los. CLIQUE PARA AMPLIAR
Sobretudo do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental, a prática é indispensável porque as turmas costumam ser bastante heterogêneas: enquanto alguns estudantes demonstram mais familiaridade com os conteúdos gramaticais e a organização textual, outros, recém-alfabéticos, enfrentam dificuldades básicas em questões de ortografia. É claro que nada disso é problema: erros desse tipo são parte do processo de apropriação da linguagem. Mas às vezes as dificuldades são tão alarmantes e variadas que fica a sensação de que não há nem por onde começar...
A sondagem inicial serve justamente para mostrar - com o perdão do surrado ditado - que o diabo não é tão feio quanto se pinta. "Nos diagnósticos bem feitos, o objetivo não é contabilizar os erros um a um, porém agrupar problemas semelhantes para direcionar o planejamento de atividades capazes de corrigi-los", explica Cláudio Bazzoni, assessor de Língua Portuguesa da prefeitura de São Paulo e selecionador do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. Em outras palavras, entender as principais dificuldades da turma é fundamental para saber o que é mais importante ensinar. E isso deve ser feito também com as crianças que têm deficiência (leia mais no quadro abaixo).
Para realizar a sondagem inicial da produção de texto em alunos com deficiência física nos membros superiores, é preciso encontrar alternativas para que as crianças possam escrever. A avaliação deve levar em conta o grau de deficiência - o importante é valorizar o que o estudante faz dentro das suas possibilidades. Para os que conseguem escrever com uma adaptação para o uso do lápis, é possível que os traçados sejam disformes e distantes da representação formal das letras e palavras. Nessa situação, o melhor é não se prender às diferenças de forma - ao contrário, procure se focar no conteúdo, analisando o que o texto revela em termos de compreensão do assunto abordado. Já para aqueles que necessitam da ajuda de um colega para escrever, o ideal é observar a interação entre o aluno com deficiência e o colega, em especial a maneira como ele dita e revisa o que está escrevendo. Em todos os casos, a avaliação nas atividades de produção coletiva se torna ainda mais importante. Nas aulas de revisão, por exemplo, você pode pedir que as crianças com deficiência exponham suas ideias sobre a construção do texto e registrar as falas como uma referência na avaliação.
Antes de começar a atividade, é preciso montar uma lista com os itens que serão analisados. Não podem faltar aspectos relacionados aos padrões de escrita e às características do texto. Do 3º ao 5º ano, o foco deve recair sobre a ortografia e a pontuação e é essencial verificar se a turma conhece e respeita os traços do gênero escolhido (veja na imagem acima um exemplo de diagnóstico com base em alguns dos erros mais comuns nessa fase).
Em seguida, você já pode pedir que os alunos escrevam. Não há segredo: como em qualquer proposta de produção escrita, os alunos precisam saber para que vão escrever (ou seja, a intenção comunicativa deve estar bem definida), o que vão escrever (o gênero selecionado) e quem vai ler o material (o destinatário do texto). "Também é importante explicar que essas produções servem para mostrar ao professor como ajudá-los a ser escritores cada vez mais competentes", afirma Soraya Freire de Oliveira, professora da EE Carvalho Leal, em Manaus. Em sua classe de 5º ano, ela propôs que a garotada produzisse uma autobiografia, gênero que vinha sendo trabalhado desde o ano anterior - uma opção válida, já que os estudantes tinham familiaridade com o tipo de texto. Contudo, os especialistas apontam que pode ser ainda mais produtivo sugerir que os alunos recriem, com suas próprias palavras, histórias conhecidas, como uma fábula (leia mais no plano de aula). "Assim, você pode se concentrar nos aspectos que têm de ser melhorados para aproximar o texto que os alunos fazem daquilo que é considerado bem escrito", afirma Cláudio.
Com as produções em mãos, Soraya, a professora de Manaus, partiu para a análise, anotando na lista de aspectos sondados quantas vezes cada tipo de erro se repetia nas produções. No fim, descobriu que muitas crianças não utilizavam sinais de pontuação. "Percebi que esse deveria ser o conteúdo prioritário naquele início de ano", ressalta.
Do 3º ao 5º ano, a ortografia é um dos problemas comuns
O resultado do diagnóstico de Soraya é bastante comum: ortografia e pontuação costumam ser os pontos mais críticos para as crianças dessa faixa etária. "Muitos alunos escrevem do jeito que falam e até inventam palavras", conta Cláudio. Mesmo assim, dizer que a turma tem problemas com "ortografia e pontuação" é vago demais. Quais problemas, especificamente? Faltam vírgulas? Muitos trocam letras? Poucos sabem dividir os parágrafos? Mais uma vez, a sondagem pode ajudar: se os itens analisados forem bem determinados, você saberá com bastante precisão que pontos atacar.
É importante lembrar, ainda, que cada conteúdo deve ser abordado por meio de novas propostas de textos, sempre com etapas de revisão. Refletir sobre os aspectos notacionais (relativos às regras de uso da língua) e discursivos (relativos ao contexto de produção) é o jeito mais eficaz de levar os alunos a aprender os padrões de escrita e a superar os problemas que enfrentam ao escrever.
Cláudio Bazzoni
EE Carvalho Leal , R. Borba, s/nº, 69065-030, Manaus, AM, tel. (92) 3216-9050
BIBLIOGRAFIA
Ortografia: Ensinar e Aprender , Arthur Gomes de Morais, 128 págs., Ed. Ática, tel. 0800-115-152, 36,90 reais
Por Que (Não) Ensinar Gramática na Escola , Sírio Possenti, 96 págs., Ed. ALB & Mercado de Letras, tel. (19) 3289-4166, 19 reais
INTERNET
Neste site , na seção Biblioteca Pedagógica, o documento Aprender os Padrões da Linguagem Escrita de Modo Reflexivo, sobre como realizar um diagnóstico de produção de texto
domingo, 5 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
História da Educação: Oriental, Grega, Romana e Tecnológia. Com uma podcast
Tópicos das civilizações orientais: China, Índia, Egito, povo hebreu e suas relações com práticas pedagógicas.
Tópicos relacionados com a contribuição filosófica e pedagógica da Grécia para a Educação.
Análise da Antiguidade Romana e sua contribuição para a Educação:Patriarcalismo-Tradicionalismo-Junção Greco-Romana. Representantes: Cícero, Quintiliano, etc. Ênfase na Humanitas: conhecimento universal, semelhança com Paidéia
Breve histórico da Educação e Tecnologia: rádio, tv, correspondência, computador, internet, no Brasil.
fonte dos slides: http://www.slideboom.com/people/ROBSSANTOSS
BIBLIOGRAFIA
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação. São Paulo: Moderna, 2005 FILHO, Gerado Francisco. História Geral da Educação. São Paulo: Alínea editora, 2005
CAMBI, Franco. História da Pedagogia. São Paulo: Fundação Editora UNESP (FEU), 1999
LOPES, Eliane Teixeira; GALVÃO, Ana Maria de Oliveira. História da Educação (o que você precisa saber sobre...) Rio de Janeiero: DP&A editora, 2005
GADOTTI, Moacir. História das idéias pedagógicas. São Paulo: Ática, 2002.
MANACORDA, Mario Alighiero. História da Educação – da antiguidade aos nossos dias. São Paulo: Cortez, 1989.
HILSDORF, Maria Lucia Spedo. História da Educação Brasileira: Leituras. São Paulo: Thomson, 2006
Vídeos
http://www.google.com.br/search?hl=pt-br&client=firefox-a&hs=ZDt&rls=org.mozilla:pt-BR:official&q=historia%20da%20educa%C3%A7%C3%A3o&um=1&ie=UTF-8&tbo=u&tbs=vid:1&source=og&sa=N&tab=wv
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Bobby Brown - Rock witcha
Bobby Brown - Rock witcha
Enviado por welcomeback. - Veja os últimos vídeos de música em destaque.
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Estudante de pedagogia vira aluna de creche para preparar aula no futuro
Estudante de pedagogia vira aluna de creche para preparar aula no futuro
O projeto é uma parceria entre Unifesp, governo de São Paulo e prefeitura de Guarulhos
Há um projeto que tramita no Senado para regularizar essa ideia de instituir a residência pedagógica
Alunos do curso de pedagogia estão encabeçados em um projeto, digamos, que diferente: observar as aulas ministradas para estudante de creche, ensino infantil ao fundamental, incluindo EJA. Além do estágio, os estudantes se comprometem a preparar aulas, como vivência para que no futuro possam aperfeiçoar seus ensinamentos.
Quem participou durante duas semanas foi a estudante do 3º ano de pedagogia Lays Pereira, 21. Após acompanhar diariamente a rotina do maternal, propôs novas atividades para a escola Procópio Ferreira, em Guarulhos (Grande São Paulo). Com estágio, ela pode observar que os professores usam pouco o espaço externo da creche para promover leituras de histórias e rodas de conversas.
O projeto integrado pelos alunos da Unifesp é um convênio com a Prefeitura de Guarulhos e o governo do Estado. “Como os alunos acompanham o dia todo do professor, conseguem refletir sobre o cotidiano escolar”, comenta Clecio Bunzen, professor que supervisiona os residentes.
Para a doutora em Educação, Regina de Assis, conviver de perto com a rotina dos alunos é bem mais do que estágio e conhecer a gestão da escola. “Essa experiência diminui a ansiedade e aumenta a capacidade de [o futuro professor] intervir”, diz.
“É uma modalidade diferente de estágio obrigatório e propõe a imersão do aluno no dia a dia de uma escola”, completa a tutora do Portal Educação, Emileide da Costa.
Em contrapartida, quem se beneficia é a escola. “A ajuda da universidade e dos universitários é muito bem-vinda. Eles têm um olhar que a gente não tem”, exclama Keli Cristina Gomes, coordenadora da escola municipal Elis Regina.
Há um projeto que tramita no Senado para regularizar essa ideia de melhorar a formação dos professores e instituir a residência pedagógica. Mas até agora, no entanto, não houve acordo para que seja votado.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Loose Ends - Gonna Make You Mine (1986)
British soul at it's best. This trio gave us this hit in the late summer of 1986 and it's A-sided counterpart "Stay a little while child" as well. What a way to cruise with your top down while this song blares through your speakers. Retrospect and enjoy
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O que é perímetro? E como o calculamos?
Perímetro é a medida do comprimento de um contorno.
Observe um campo de futebol, o perímetro dele é o seu contorno que está de vermelho.
Pra fazermos o cálculo do perímetro devemos somar todos os seus lados:
P = 100 + 70 + 100 + 70
P = 340 m
O perímetro da figura abaixo é o contorno dela, como não temos a medida de seus lados, para medir o seu perímetro devemos contorná-la com um barbante e depois esticá-lo e calcular a medida.
Por exemplo:
O perímetro da figura é a soma de todos os seus lados:
P = 10 + 8 + 3 + 1 + 2 + 7 + 2 +3
P = 18 + 4 + 9 + 5
P = 22 + 14
P = 36
A unidade de medida utilizada no cálculo do perímetro é a mesma unidade de medida de comprimento: metro, centímetro, quilômetro...
Área
Área é a medida de uma superfície.
A área do campo de futebol é a medida de sua superfície (gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos em uma malha quadriculada, a sua área será equivalente à quantidade de quadradinho. Se cada quadrado for uma unidade de área:
Veremos que a área do campo de futebol é 70 unidades de área.
A unidade de medida da área é: m2 (metros quadrados), cm2 (centímetros quadrados), e outros.
Se tivermos uma figura do tipo:
Sua área será um valor aproximado. Cada
No estudo da matemática calculamos áreas de figuras planas e para cada figura há uma fórmula pra calcular a sua área.
Funções da Linguagem
Funções da linguagem: conceito, tipos, aplicações e muito mais

- Por
- Atualizado em 14 de novembro de 2022 às 17:42 • Publicado em 30 de setembro de 2022
- 9 minutos de leitura
Ao enunciar uma frase ou construir um texto, o locutor busca transmitir uma mensagem, seja para comover o leitor, promover um produto ou serviço, explicar uma situação, informar um acontecimento, abrir um canal de comunicação ou outros objetivos. Nesse sentido, as funções da linguagem são uma classificação para os usos da língua em diferentes contextos.
Neste resumo, você entenderá melhor cada uma das seis funções da linguagem: metalinguística, fática, emotiva, apelativa, poética e referencial. Conheça os usos principais de cada uma delas e, ainda, observe exemplos. Vamos lá?
Navegue pelo conteúdo
O que são as funções da linguagem?
As funções da linguagem são elementos da comunicação que permitem enfatizar um elemento da mensagem. Por exemplo, você pode construir o texto com mais foco nos sentimentos do locutor, ou focar na forma como o interlocutor receberá a mensagem.
Podemos definir, então, as funções da linguagem versam sobre a forma como a língua se rende à intenção comunicativa. O bom uso dessa ferramenta permite que os conteúdos tenham mais significado e cumpram o objetivo da comunicação.
Veja, na lista abaixo, os elementos que podem ganhar atenção durante a escrita de uma obra em língua portuguesa.
- Emissor: aquele que pronuncia ou escreve a fala. Pode ser real ou fictício. Em geral, nos textos poéticos, é representado pelo eu-lírico;
- Código: é o instrumento utilizado para construir a mensagem. No caso deste artigo, são as letras do alfabeto, em língua portuguesa. Outros exemplos seriam as libras, o braile, as línguas estrangeiras, etc;
- Contexto: é o panorama que sustenta a história. Geralmente, traz as informações do porquê, como, onde e com quem aconteceu algo ou alguma coisa;
- Receptor: o interlocutor da conversa, o leitor da obra. O receptor é o indivíduo que receberá a mensagem que está sendo transmitida;
- Canal: representa o meio de comunicação. Pode ser o celular, uma carta, um rádio, a televisão, ou a nossa voz (nas situações cotidianas);
- Mensagem: por fim, o último elemento da linguagem é a mensagem. O conteúdo que está sendo expresso e transmitido.
Quais são as funções da linguagem?
Função emotiva
A função da linguagem do tipo emotiva ou expressiva é aquela que foca no emissor. Veja que há uma semelhança nas palavras — utilize isto como uma memorização: função emotiva ↔ emissor.
Geralmente, os textos que utilizam tal ferramenta apresentam caráter subjetivo: o autor fala muito de si, dos seus sentimentos e valores. Assim, a primeira pessoa do singular está muito presente e marcante no decorrer da obra.
São utilizadas ferramentas linguísticas que expressam as emoções do emissor, como interjeições, exclamações. Além disso, a escolha das palavras traz muito conteúdo sentimental, com temas amorosos, melancólicos, saudosistas, entre outros.
O juízo de valor pode aparecer nos textos com função emotiva, inclusive a partir da opinião do locutor. Então, adjetivos e advérbios opinativos são muito explorados.
Perceba que essa função da linguagem não é nada objetiva e direta, e não possui cunho argumentativo. Por isso, quando for escrever a redação do Enem, que é dissertativo-argumentativa, não dê enfoque ao emissor — isso deixaria seu texto muito opinativo e sem credibilidade!
Exemplo de função emotiva
Ao longo da explicação, é notável que a função emotiva é essencial para a escrita de poemas e textos mais sentimentais. De fato, esse tipo de linguagem é muito expressiva para os poetas. Acompanhe no exemplo abaixo, um poema que explora o foco no emissor.
(Fragmento de texto retirado de uma questão do Enem 2012)
Desabafo
Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado.
CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento).
Função metalinguística
A próxima função da linguagem é a metalinguística em que, como supõe o nome, o enfoque é na própria língua. Isso significa que o código é o tema central da mensagem.
Em geral, a metalinguagem aparece quando um autor resolve escrever sobre o fazer literário, sobre os usos da língua ou explicar algumas construções textuais. Aliás, este resumo que você está lendo utiliza a função metalinguística: é um artigo inteiro falando sobre o próprio código de escrita.
De maneira semelhante, o dicionário é um dos maiores exemplos da função metalinguística. Afinal, ele é um conjunto de palavras que explicam o significado de outras.
É importante destacar que o mesmo processo pode ser observado quando uma música cita outra música, um programa de televisão discorre sobre outro, ou situações semelhantes.
Exemplo de função metalinguística
Veja, agora, um exemplo de função metalinguística e como ele apareceu em uma questão do Enem 2020.
O resgate de um barco com 25 imigrantes africanos na costa do Maranhão reacendeu a discussão sobre o quanto o Brasil estaria, cada vez mais, atraindo pessoas de outros países em busca de refúgio ou de melhores condições de vida.
O país recebeu 33.866 pedidos de refúgio de imigrantes no ano de 2017, segundo um relatório recente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça.
A definição clássica de refugiado é “o imigrante que sofre de fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas”.
No entanto, a Acnur, agência da ONU para refugiados, já tem um entendimento ampliado do que pode configurar um refugiado, incorporando também as características de uma crise humanitária: fome generalizada, ausência de acesso a medicamentos e serviços básicos e perda de renda.
Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 22 maio 2018 (adaptado).
Nesse texto, a função metalinguística tem papel fundamental, pois revela que o direito de o imigrante ser tratado como refugiado no Brasil depende do(a)
a) número de pedidos de refúgio já registrados no relatório do Conare.
b) compreensão que o Ministério da Justiça tem da palavra “refugiado”.
c) crise humanitária que se abate sobre os países mais pobres do mundo.
d) profundidade da crise econômica pela qual passam determinados países.
e) autorização da Acnur, que gerencia a distribuição de refugiados pelos países.
No decorrer do texto, é abordado o significado da palavra refugiado: o código utilizado para explicar o próprio código — aqui encontramos a função metalinguística.
Para além de identificar a função, o enunciado e alternativas propõem que se discuta a importância dela no texto. Pode-se entender que o jornalista busca debater quais são as compreensões das instituições a respeito dos refugiados, comparando uma visão mais objetiva ou mais completa, que considere a crise humanitária em questão. Assim, a alternativa correta é a letra B.
Função referencial
A função referencial da linguagem é aquela que foca no contexto para fornecer informações. Em geral, responde às perguntas do porquê, como, onde, com quem, quando e de que forma uma situação aconteceu.
A principal característica desta função é a objetividade. Os textos referenciais trazem conteúdo direto, claro, sem resquícios de opinião do emissor, com linguagem impessoal, denotativa e que se afasta do fazer literário. Por essas características, é uma construção explorada por jornalistas que estão noticiando fatos em jornais, revistas ou reportagens.
Você deve utilizar a função referencial na escrita de um texto argumentativo — assim, você não utiliza sua opinião para persuadir o leitor, mas lança mão da informação, dos dados e estatísticas que façam o receptor refletir sobre o conteúdo!
Exemplo de função referencial
(Fragmento de texto retirado de questão do Enem 2018)
Deficientes visuais já podem ir a algumas salas de cinema e teatros para curtir, em maior intensidade, as atrações em cartaz. Quem ajuda na tarefa é o aplicativo Whatscine, recém-chegado ao Brasil e disponível para os sistemas operacionais iOS (Apple) ou Android (Google). Ao ser conectado à rede wi-fi de cinemas e teatros, o app sincroniza um áudio que descreve o que ocorre na tela ou no palco com o espetáculo em andamento: o usuário, então, pode ouvir a narração em seu celular.
Disponível em: http//veja.abril.com.br.
Acesso em: 25 jun. 2014 (adaptado).
Função apelativa
A função apelativa, também conhecida como função conativa, é aquela que dá mais enfoque ao receptor. Nesse sentido, é a principal ferramenta utilizada para chamar a atenção dos interlocutores e convencê-los de alguma ação.
Em geral, publicidades e propagandas empregam essa função com muita frequência para instigar a compra de um produto ou serviço. Campanhas de conscientização, receitas de bolo e manuais de instrução também são adeptas da função apelativa.
Os textos são construídos com verbos no imperativo, que expressam ordens e mandados. Se dirigem ao interlocutor ou leitor diretamente, com conjugação na segunda pessoa do singular (tu) ou, mais comumente, com o “você”. Em alguns contextos, ainda, utiliza-se o vocativo para chamar a atenção do receptor.
Exemplo de função apelativa
“Vote consciente! Não desperdice a chance de mudar o futuro do país!”
“Água pode acabar. Economize!”
“Separe 3 ovos, duas xícaras de farinha de trigo, 3 colheres de açúcar e meia xícara de cacau em pó. Misture bem no liquidificador, unte uma forma e despeje a massa sobre ela. Coloque no forno pré aquecido a 180º e deixe assar por 45 minutos.”
Função fática
O foco no canal é a principal característica da função fática da linguagem. Neste caso, busca-se a abertura da comunicação, o caminho para o início da conversa. Em outros casos, também pode ser utilizada para concluir o diálogo.
A conversa de elevador é o exemplo mais clássico dessa função: introduz-se um tema aleatório para testar a possível comunicação. Caso o vizinho responda, abre-se o diálogo, que logo se encerra com um “bom dia”, fechando novamente o canal.
Exemplo de função fática
Na música abaixo, de Léo Magalhães, o emissor busca incessantemente abrir o canal entre uma interlocutora.
“Alô, alô, alô, fala comigo
Alô, alô, te esquecer não consigo
Alô, alô, alô, não vai doer não
Alô, diz um alô coração (alô)
Diz pra mim qual a razão, por que não quer me atender
Se fez uma declaração, se apaixonar por você
Não é justo nunca mais, quero ouvir a sua voz
Juro que não ligo mais, se disser que não pensa em nós”
Função poética
A última função da linguagem é a poética, que ajusta o foco em direção ao conteúdo da mensagem e a forma como ela é elaborada.
Nesse caso, a estética aparece como um elemento importante — além de ter sentido, a mensagem deve ser bonita e de boa sonoridade. Elementos criativos são empregados, as figuras de linguagem, rimas, metrificação, organização dos versos em estrofes e outros exemplos.
Uma característica relevante são as múltiplas interpretações que a linguagem pode assumir quando focamos na mensagem. Assim, é uma função artística, que permite a criatividade do autor, com liberdade de expressão e linguagem conotativa.
Exemplo de função poética
Perceba que, como prediz o nome, a função poética merece destaque na construção de poemas, como você observa abaixo.
(Enem-2009)
Canção do vento e da minha vida
O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
[…]
O vento varria os sonhos
E varria as amizades…
O vento varria as mulheres…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos…
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.
Predomina no texto a função da linguagem:
a) fática, porque o autor procura testar o canal de comunicação.
b) metalinguística, porque há explicação do significado das expressões.
c) conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar de uma ação.
d) referencial, já que são apresentadas informações sobre acontecimentos e fatos reais.
e) poética, pois chama-se a atenção para a elaboração especial e artística da estrutura do texto.
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Todos os anos, o Enem cobra certos temas, como as funções da linguagem, a arte e literatura modernista, a história do Brasil, a sociedade brasileira, as funções de primeiro e segundo grau, entre outros conteúdos. Nos cursos preparatórios da Coruja, você terá acesso a aulas específicas para os eixos mais cobrados, com professores especializados e material didático de qualidade. Clique no banner abaixo e saiba mais!

- Publicado em 9 de março de 2023
- Atualizado em 27 de setembro de 2023 às 14:44 • Publicado em 15 de dezembro de 2022
- Atualizado em 16 de junho de 2025 às 11:50 • Publicado em 13 de maio de 2025
História da universidade
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domingo, 28 de novembro de 2010
O que acontece quando uma organização é declarada terrorista?
Quando uma organização é oficialmente declarada ou designada como terrorista — seja por um governo específico (como o dos Estados Unidos),...
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Dissertação Márcia Carlon...
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Ficha Técnica Título Original: Little Buddha Gênero: Drama Tempo de Duração: 140 minutos Ano de Lançamento (Inglaterra / França / Liec...
