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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Por que o cristianismo é moralmente superior à esquerda materialista. Ou: A estupidez dos jantares inteligentes (PONDÉ)
Por que o cristianismo é moralmente superior à esquerda materialista. Ou: A estupidez dos jantares inteligentes
Excelente a entrevista do professor e filósofo Luiz Felipe Pondé a Jerônimo Teixeira, nas “Páginas Amarelas” da VEJA desta semana. Reproduzo alguns trechos.
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Luiz Felipe Pondé, de 52 anos, é um raro exemplo de filósofo brasileiro que consegue conversar com o mundo para além dos muros da academia. Seja na sua coluna semanal na Folha de S.Paulo, seja em livros como o recém-lançado “O Catolicismo Hoje” (Benvirá), ele sabe se comunicar com o grande público sem baratear suas idéias. Mais rara ainda é sua disposição para criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Pondé é um crítico da dominância burra que a esquerda assumiu sobre a cultura brasileira. Professor da Faap e da PUC. em São Paulo, Pondé, em seus ensaios, conseguiu definir ironicamente o espírito dos tempos descrevendo um cenário comum na classe média intelectualizada: o jantar inteligente, no qual os comensais, entre uma e outra taça de vinho chileno, se cumprimentam mutuamente por sua “consciência social”. Diz Pondé: “Sou filósofo casado com psicanalista. Somos convidados para muitos jantares assim. Há até jantares inteligentes para falar mal de jantares inteligentes”. Estudioso de teologia, Pondé considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Eis um pensador capaz de surpreender quem valoriza o rigor na troca de idéias.
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Luiz Felipe Pondé, de 52 anos, é um raro exemplo de filósofo brasileiro que consegue conversar com o mundo para além dos muros da academia. Seja na sua coluna semanal na Folha de S.Paulo, seja em livros como o recém-lançado “O Catolicismo Hoje” (Benvirá), ele sabe se comunicar com o grande público sem baratear suas idéias. Mais rara ainda é sua disposição para criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Pondé é um crítico da dominância burra que a esquerda assumiu sobre a cultura brasileira. Professor da Faap e da PUC. em São Paulo, Pondé, em seus ensaios, conseguiu definir ironicamente o espírito dos tempos descrevendo um cenário comum na classe média intelectualizada: o jantar inteligente, no qual os comensais, entre uma e outra taça de vinho chileno, se cumprimentam mutuamente por sua “consciência social”. Diz Pondé: “Sou filósofo casado com psicanalista. Somos convidados para muitos jantares assim. Há até jantares inteligentes para falar mal de jantares inteligentes”. Estudioso de teologia, Pondé considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Eis um pensador capaz de surpreender quem valoriza o rigor na troca de idéias.
Em seus ensaios, o senhor delineou um cenário exemplar do mundo atual: o jantar inteligente. O que vem a ser isso?
É uma reunião na qual há uma adesão geral a pacotes de idéias e comportamentos. Pode ser visto como a versão contemporânea das festas luteranas na Dinamarca do século XIX, que o filósofo Soren Kierkegaard criticava por sua hipocrisia. Esse vício migrou de um cenário no qual o cristianismo era a base da hipocrisia para uma falsa espiritualidade de esquerda. Como a esquerda não tem a tensão do pecado, ela é pior do que o cristianismo.
(…)
Não há lugar para um pensamento alternativo nem na hora da sobremesa?
Não. A gente teve anos de ditadura no Brasil. Mas, quando ela acabou, a esquerda estava em sua plenitude. Tomou conta das universidades, dos institutos culturais, das redações de jornal. Você pode ver nas universidades, por exemplo, cartazes de um ciclo de palestras sobre o pensamento de Trotsky e sua atualidade, mas não se vêem cartazes anunciando conferências sobre a critica à Revolução Francesa de Edmund Burke, filósofo irlandês fundamental para entender as origens do conservadorismo. Não há um pensamento alternativo à tradição de Rousseau, de Hegel e de Marx. Tenho um amigo que é dono de uma grande indústria e cuja filha estuda em um colégio de São Paulo que nem é desses chiques de esquerda. É uma escola bastante tradicional. Um dia, uma professora falava da Revolução Cubana corno se esse fosse um grande tema. Ela citou Che Guevara, e a menina perguntou: “Ele não matou muita gente?”. A professora se vira para a menina e responde: “O seu pai também mata muita gente de fome”. O que autoriza um professora a usar esse tipo de argumento é o status quo que se instalou também nas escolas, e não só na universidade. O infantilismo político dá vazão e legitima esse tipo de julgamento moral sumário.
É uma reunião na qual há uma adesão geral a pacotes de idéias e comportamentos. Pode ser visto como a versão contemporânea das festas luteranas na Dinamarca do século XIX, que o filósofo Soren Kierkegaard criticava por sua hipocrisia. Esse vício migrou de um cenário no qual o cristianismo era a base da hipocrisia para uma falsa espiritualidade de esquerda. Como a esquerda não tem a tensão do pecado, ela é pior do que o cristianismo.
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Não há lugar para um pensamento alternativo nem na hora da sobremesa?
Não. A gente teve anos de ditadura no Brasil. Mas, quando ela acabou, a esquerda estava em sua plenitude. Tomou conta das universidades, dos institutos culturais, das redações de jornal. Você pode ver nas universidades, por exemplo, cartazes de um ciclo de palestras sobre o pensamento de Trotsky e sua atualidade, mas não se vêem cartazes anunciando conferências sobre a critica à Revolução Francesa de Edmund Burke, filósofo irlandês fundamental para entender as origens do conservadorismo. Não há um pensamento alternativo à tradição de Rousseau, de Hegel e de Marx. Tenho um amigo que é dono de uma grande indústria e cuja filha estuda em um colégio de São Paulo que nem é desses chiques de esquerda. É uma escola bastante tradicional. Um dia, uma professora falava da Revolução Cubana corno se esse fosse um grande tema. Ela citou Che Guevara, e a menina perguntou: “Ele não matou muita gente?”. A professora se vira para a menina e responde: “O seu pai também mata muita gente de fome”. O que autoriza um professora a usar esse tipo de argumento é o status quo que se instalou também nas escolas, e não só na universidade. O infantilismo político dá vazão e legitima esse tipo de julgamento moral sumário.
Como essa tendência se manifesta na universidade?
O mundo das ciências humanas, em que há pouco dinheiro e se faz pouca coisa, é dominado pela esquerda aguada. Há muito corporativismo, e a tendência geral de excluir, por manobras institucionais, aqueles que não se identificam com a esquerda. Existe ainda a nova esquerda, para a qual não é mais o proletariado que carrega o sentido da história, como queria Marx. Os novos esquerdistas acreditam que esse papel hoje cabe às mulheres oprimidas, aos índios, aos aborígines, aos imigrantes ilegais. Esses segmentos formariam a nova classe sobre a qual estaria depositada a graça redentora. Eu detesto política como redenção.
O mundo das ciências humanas, em que há pouco dinheiro e se faz pouca coisa, é dominado pela esquerda aguada. Há muito corporativismo, e a tendência geral de excluir, por manobras institucionais, aqueles que não se identificam com a esquerda. Existe ainda a nova esquerda, para a qual não é mais o proletariado que carrega o sentido da história, como queria Marx. Os novos esquerdistas acreditam que esse papel hoje cabe às mulheres oprimidas, aos índios, aos aborígines, aos imigrantes ilegais. Esses segmentos formariam a nova classe sobre a qual estaria depositada a graça redentora. Eu detesto política como redenção.
(…)
Por que o senhor deixou de ser ateu?
Comecei a achar o ateísmo aborrecido do ponto de vista filosófico. A hipótese do Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu. Sou basicamente pessimista, cético. descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la. Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.
Por que o senhor deixou de ser ateu?
Comecei a achar o ateísmo aborrecido do ponto de vista filosófico. A hipótese do Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu. Sou basicamente pessimista, cético. descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la. Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.
Post publicado originalmente às 19h25 deste sábado
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/por-que-o-cristianismo-e-moralmente-superior-a-esquerda-materialista-ou-a-estupidez-dos-jantares-inteligentes/
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PALAVRA DO DIA: Férias
PALAVRA
DO
DIA
Aulete
Digital
– Palavra
do
dia:
A
palavra
é
sua!
Tema
da
semana:
Verão.
Férias (19/12/12)
As férias
consistem em dias consecutivos para descanso de trabalhadores e de estudantes, após um período anual ou semestral de atividade. A denominação dessa forma, no plural, é muito mais conhecida. O que pouca gente sabe, no entanto, é que há também a palavra 'féria', no singular. Ela se sefere à renda de um trabalhador ou ao dia em que não se comemora festa especial. Desta segunda definição é que a palavra 'férias', como conhecemos hoje, se origina. O termo provém do latim 'feria, ae', singular de 'feriae, arum', que significava, entre os romanos, o dia em que não se trabalhava por prescrição religiosa. É muito comum que o período de férias dos trabalhadores e, principalmente, dos estudantes coincida com o verão. Por isso, aqui no Brasil e no restante do hemisfério sul do planeta, as férias mais longas do ano são tiradas entre os meses de dezembro e fevereiro. Já nos países do hemisfério norte, isso ocorre entre junho e agosto.
>>Definição do iDicionário Aulete:
(fé.ri:as)
sfpl.
1. Dias consecutivos para descanso
de trabalhadores e de estudantes, após um período anual ou semestral de
atividade (férias regulares; férias de
meio de
ano).
[F.:
Pl. de féria.]
_____
A
Palavra
do
Dia
é
um
serviço
oferecido
gratuitamente
aos
usuários
cadastrados
do
Aulete
Digital.
Palavra
do
Dia:
uma
parceria
da
Lexikon
editora
digital
com
a
Rádio
Globo.
_____
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
O Santo Nome Religião Música Política Culinária Vegetariana Vídeos Imagens Cultura e Bem Viver: A FARSA DA INDÚSTRIA DE AUTO-AJUDA
O Santo Nome Religião Música Política Culinária Vegetariana Vídeos Imagens Cultura e Bem Viver: A FARSA DA INDÚSTRIA DE AUTO-AJUDA: A FARSA DA INDÚSTRIA DE AUTO-AJUDA “A mentirosa indústria de conselhos cresce e porque as mentes das pessoas não crescem junto? ” Po...
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A FARSA DA INDÚSTRIA DE AUTO-AJUDA
A FARSA DA INDÚSTRIA DE AUTO-AJUDA
“A mentirosa indústria de conselhos cresce e porque as mentes das pessoas não crescem junto?”
Por Elenilson Nascimento
Cada dia mais as pessoas compram livros de auto-ajuda, sobre bons comportamentos, de como conseguir um marido ou esposa perfeitos, como fazer loucuras na cama, perfil profissional adequado e mundo sustentável, mas mesmo assim não se percebe uma alteração de comportamento plausível por esses leitores. E, antes que alguém apareça aqui para dizer que eu sou mal amado, no decorrer desse post, por exemplo, estarei colocando algumas “mensagens positivas de auto-ajuda” para você também ficar muito feliz, bater palminhas, pular, se sentir melhor neste mundo caótico e erguer as mãos aos céus.
“Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço”, essa pérola é de Dave Weinbaum. Mas tem também as anônimas clássicas: “Não busque boas aparências, elas podem mudar. Só precisamos de um sorriso para transformar um dia ruim”; “O melhor amigo é aquele com quem nos sentamos por longas horas, sem dizer uma palavra, e ao deixá-lo, temos a impressão de que foi a melhor conversa que já tivemos na vida”; “Quando a porta da felicidade se fecha, outra porta se abre. Porém, estamos tão presos àquela porta fechada que não somos capazes de ver o novo caminho que se abriu”. Ou então: “Viva de maneira que sua presença não seja notada, mas que sua ausência seja sentida”.
Dizer que esses livros são ruins é como bater na mesma tecla e ninguém se incomodar. Eu até tenho alguns deles em casa, como “Pés no Chão e Cabeça nas Estrelas” e outros do Lair Ribeiro (*porque eu ganhei viu!), “Desperte o Gigante Interior” de Anthony Robbins e alguns mais do bruxo midiático Paulo Coelho, mas, hoje, eles estão lá somente para preencher espaços na minha estante. Ficar repetindo frases do tipo: “Voltar atrás é melhor que perder-se no caminho” ou mentalizar que dinheiro nasce em árvores é meio que constrangedor e uma ofensa para a minha inteligência.
Alguns desses autores teimam ainda em justificar suas opiniões limitadas com frases batidas de famosos, como por exemplo: “As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar”, do Leonardo DaVinci; “A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive” de Mahatma Gandhi; “A diferença entre o possível e o impossível está na vontade humana” de Louis Pasteur; “Os sentimentos verdadeiros se manifestam mais por atos que palavras” de Shakespeare; ou mesmo, “As vezes é preciso parar e olhar para longe, para podermos enxergar o que está diante de nós” do ex-presidente John Kennedy. Fico imaginando que daqui a algum tempo vão usar as frases típicas do Lula também: “Não é mérito, mas, pela primeira vez na história da República, a República tem um presidente e um vice-presidente que não têm diploma universitário. Possivelmente, se nós tivéssemos, poderíamos fazer muito mais".
Esse livros de auto-ajuda são produtos semiculturais cujo conteúdo é invariavelmente pontuado por frases feitas e histórias sem profundidade que beiram o risível. Apesar dessas características, essas obras não apenas passeiam com frequência pelas mãos de educadores brasileiros, como orientam vários de seus pensamentos e atividades pedagógicas. E as pessoas consomem esses livrinhos ordinários como se consumissem bens diversos: compram por modismos os best-sellers divulgados em listinhas encomendadas de revistas semanais e dessa forma sentem-se inseridas na intelectualidade das pessoas cultas. Uma pena!
E, dessa forma, as pessoas se perdem na imensidão do mar de conhecimentos vazios e de pseudo-ensinamentos e acabam, por fim, perdendo a percepção do que é realmente interessante para si. E já que são de conselhos que se vive o homem, aqui vai mais alguns típicos: “Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar”; “A vida é para quem topa qualquer parada, e não para quem pára em qualquer topada”; “Conseguir um amigo é uma graça, mantê-lo é um dom e amá-lo é uma virtude” e essa agora é do Albert Einstein: “O único lugar onde o sucesso vem antes que o trabalho é no dicionário”.
Se as pessoas menosprezassem o conhecimento comum de todos, o gosto duvidoso e muito popular, se as pessoas valorizassem mais o conhecimento pessoal, a leitura de si mesmas, talvez, eu disse talvez, elas fossem mais felizes. Grandes pessoas não leem só aquilo que é de gosto popular, mas, são sim grandes pessoas por adentrar no seu universo particular e experimentar aquilo que não vem dos outros mas de si próprias. Isso é opinião! Isso são escolhas! Isso é inteligência! Mas isso também significa não ignorar aquilo que é comum a todos, mas desconfiar, e muito, daquilo que a todos agradam, mas que não deve ser tratado como algo tão relevante.
Mas se você é do tipo que não concorda com as coisas que eu escrevo, mas que não vive sem dar uma “espiadinha” no blog, então copie mais algumas dessas frases: “Prefiro os que me criticam, pois ajudam a me corrigir, mas àqueles que me bajulam perpetuando meus erros” de Santo Agostinho; “Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar, não fique triste. Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo e, no entanto, a maioria da plateia ainda dorme…” de John Lennon; e também a otimista até dizer chega: “Todo meu patrimônio são meus amigos” de Emily Dickinson.
Essa mesma constatação que eu fiz aqui também foi feita, em tom muito mais crítico, pelo filósofo e consultor em educação Arquilau Moreira Romão, que defendeu recentemente a tese de doutorado “Filosofia, educação e esclarecimento: os livros de auto-ajuda para educadores e o consumo de produtos semiculturais”. Em uma entrevista, o autor do trabalho acadêmico, falou das principais características dessas publicações, dos interesses que estão por trás delas e de como esses textos prestam o que considera um desserviço ao exercício da reflexão e ao desenvolvimento do espírito crítico. Agora, clique também abaixo e ouça o filósofo, psicanalista e escritor Luiz Felipe Pondé (foto ao lado) – autor de “Crítica e Profecia, A Filosofia da Religião em Dostoiévski” – falar sobre a farsa da indústria dos livros de auto-ajuda.
podcast: Portal da Metrópole
fotos: reprodução
Por Elenilson NascimentoCada dia mais as pessoas compram livros de auto-ajuda, sobre bons comportamentos, de como conseguir um marido ou esposa perfeitos, como fazer loucuras na cama, perfil profissional adequado e mundo sustentável, mas mesmo assim não se percebe uma alteração de comportamento plausível por esses leitores. E, antes que alguém apareça aqui para dizer que eu sou mal amado, no decorrer desse post, por exemplo, estarei colocando algumas “mensagens positivas de auto-ajuda” para você também ficar muito feliz, bater palminhas, pular, se sentir melhor neste mundo caótico e erguer as mãos aos céus.
“Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço”, essa pérola é de Dave Weinbaum. Mas tem também as anônimas clássicas: “Não busque boas aparências, elas podem mudar. Só precisamos de um sorriso para transformar um dia ruim”; “O melhor amigo é aquele com quem nos sentamos por longas horas, sem dizer uma palavra, e ao deixá-lo, temos a impressão de que foi a melhor conversa que já tivemos na vida”; “Quando a porta da felicidade se fecha, outra porta se abre. Porém, estamos tão presos àquela porta fechada que não somos capazes de ver o novo caminho que se abriu”. Ou então: “Viva de maneira que sua presença não seja notada, mas que sua ausência seja sentida”.
Dizer que esses livros são ruins é como bater na mesma tecla e ninguém se incomodar. Eu até tenho alguns deles em casa, como “Pés no Chão e Cabeça nas Estrelas” e outros do Lair Ribeiro (*porque eu ganhei viu!), “Desperte o Gigante Interior” de Anthony Robbins e alguns mais do bruxo midiático Paulo Coelho, mas, hoje, eles estão lá somente para preencher espaços na minha estante. Ficar repetindo frases do tipo: “Voltar atrás é melhor que perder-se no caminho” ou mentalizar que dinheiro nasce em árvores é meio que constrangedor e uma ofensa para a minha inteligência.
Alguns desses autores teimam ainda em justificar suas opiniões limitadas com frases batidas de famosos, como por exemplo: “As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar”, do Leonardo DaVinci; “A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive” de Mahatma Gandhi; “A diferença entre o possível e o impossível está na vontade humana” de Louis Pasteur; “Os sentimentos verdadeiros se manifestam mais por atos que palavras” de Shakespeare; ou mesmo, “As vezes é preciso parar e olhar para longe, para podermos enxergar o que está diante de nós” do ex-presidente John Kennedy. Fico imaginando que daqui a algum tempo vão usar as frases típicas do Lula também: “Não é mérito, mas, pela primeira vez na história da República, a República tem um presidente e um vice-presidente que não têm diploma universitário. Possivelmente, se nós tivéssemos, poderíamos fazer muito mais".Esse livros de auto-ajuda são produtos semiculturais cujo conteúdo é invariavelmente pontuado por frases feitas e histórias sem profundidade que beiram o risível. Apesar dessas características, essas obras não apenas passeiam com frequência pelas mãos de educadores brasileiros, como orientam vários de seus pensamentos e atividades pedagógicas. E as pessoas consomem esses livrinhos ordinários como se consumissem bens diversos: compram por modismos os best-sellers divulgados em listinhas encomendadas de revistas semanais e dessa forma sentem-se inseridas na intelectualidade das pessoas cultas. Uma pena!
E, dessa forma, as pessoas se perdem na imensidão do mar de conhecimentos vazios e de pseudo-ensinamentos e acabam, por fim, perdendo a percepção do que é realmente interessante para si. E já que são de conselhos que se vive o homem, aqui vai mais alguns típicos: “Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar”; “A vida é para quem topa qualquer parada, e não para quem pára em qualquer topada”; “Conseguir um amigo é uma graça, mantê-lo é um dom e amá-lo é uma virtude” e essa agora é do Albert Einstein: “O único lugar onde o sucesso vem antes que o trabalho é no dicionário”.
Se as pessoas menosprezassem o conhecimento comum de todos, o gosto duvidoso e muito popular, se as pessoas valorizassem mais o conhecimento pessoal, a leitura de si mesmas, talvez, eu disse talvez, elas fossem mais felizes. Grandes pessoas não leem só aquilo que é de gosto popular, mas, são sim grandes pessoas por adentrar no seu universo particular e experimentar aquilo que não vem dos outros mas de si próprias. Isso é opinião! Isso são escolhas! Isso é inteligência! Mas isso também significa não ignorar aquilo que é comum a todos, mas desconfiar, e muito, daquilo que a todos agradam, mas que não deve ser tratado como algo tão relevante. Mas se você é do tipo que não concorda com as coisas que eu escrevo, mas que não vive sem dar uma “espiadinha” no blog, então copie mais algumas dessas frases: “Prefiro os que me criticam, pois ajudam a me corrigir, mas àqueles que me bajulam perpetuando meus erros” de Santo Agostinho; “Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar, não fique triste. Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo e, no entanto, a maioria da plateia ainda dorme…” de John Lennon; e também a otimista até dizer chega: “Todo meu patrimônio são meus amigos” de Emily Dickinson.
Essa mesma constatação que eu fiz aqui também foi feita, em tom muito mais crítico, pelo filósofo e consultor em educação Arquilau Moreira Romão, que defendeu recentemente a tese de doutorado “Filosofia, educação e esclarecimento: os livros de auto-ajuda para educadores e o consumo de produtos semiculturais”. Em uma entrevista, o autor do trabalho acadêmico, falou das principais características dessas publicações, dos interesses que estão por trás delas e de como esses textos prestam o que considera um desserviço ao exercício da reflexão e ao desenvolvimento do espírito crítico. Agora, clique também abaixo e ouça o filósofo, psicanalista e escritor Luiz Felipe Pondé (foto ao lado) – autor de “Crítica e Profecia, A Filosofia da Religião em Dostoiévski” – falar sobre a farsa da indústria dos livros de auto-ajuda. podcast: Portal da Metrópole
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Marcadores: Literatura auto-ajuda, Luiz Felipe Pondé, Notas Básicas, Podcast
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Há algum verso que possamos recorrer no Bhagavad-gita em tempos de aflição?
Queridos devotos e devotas do Senhor, Hare Krishna!
Aceitem, por favor, minhas humildes reverências.
As glórias são para Srila Prabhupada que nos outorga a possibilidade de sermos verdadeiramente felizes.
RESPOSTA COM BSE NA VERSÃO VÉDICA
por Sua Graça Sriman Sankarshan Das Adhikari (enviado de Solferino, Mauritius)
Pergunta: Há algum verso que possamos recorrer no Bhagavad-gita em tempos de aflição?
Resposta: Esses dois versos seguintes são ótimos quando se está angustiado por aflição:
na prahṛṣyet priyaṁ prāpya
nodvijet prāpya cāpriyam
sthira-buddhir asammūḍho
brahma-vid brahmaṇi sthitaḥ
bāhya-sparśeṣv asaktātmā
vindaty ātmani yat sukham
sa brahma-yoga-yuktātmā
sukham akṣayam aśnute
nodvijet prāpya cāpriyam
sthira-buddhir asammūḍho
brahma-vid brahmaṇi sthitaḥ
bāhya-sparśeṣv asaktātmā
vindaty ātmani yat sukham
sa brahma-yoga-yuktātmā
sukham akṣayam aśnute
Tradução: Uma pessoa que não se regozija por conseguir coisas agradáveis e não se lamenta pela ocorrência de coisas desagradáveis, que é inteligente em assuntos relacionados ao eu,que não se confunde e conhece a ciência de Deus, está já situada na transcendência. Tal pessoa liberada não é atraída pelo prazer dos sentidos materiais, mas está sempre em transe, gozando o prazer interior. Desse modo a pessoa autorrealizada sente felicidade ilimitada, pois se concentra no Supremo.” Bhagavad-gita 5.20-21
A ideia é que você encontra sua felicidade interior no relacionamento devocional com Krishna, Deus, sem deixar que os altos e baixos do mundo afetem sua consciência.
Sankarshan Das Adhikari
Desejando servir
Prana-vallabha Devi Dasi (DvS)
Juiz de Fora Mandir
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domingo, 16 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
Entrevistas e modelos de entrevistas (reais) com pedagogos empresariais.
Abaixo links de entrevistas e, roteiros de entrevistas com pedagogos empresariais. Muitas vezes é difícil você que vai fazer uma entrevista ( que seu curso de pedagogia ou especialização pede) ou bolar um roteiro, não é verdade. Com o material abaixo você terá, uma melhor noção.
http://rodrigosantos.com/arquivos/entrevista/entrevista_rs_fala_sobre_pedagogia_empresarial.pdf
http://maisdapedagogia.blogspot.com.br/2010/06/entrevista-pedagogo-empresarial.html
http://empresarialgesto.blogspot.com.br/2010/11/entrevista-com-pedagogo-empresarial.html
http://triodepedagogas.
http://triodepedagogas.blogspot.com.br/2010/06/entrevista-com-um-pedagoga-empresarial.html
http://www.ufpe.br/ce/images/Graduacao_pedagogia/pdf/2008.2/pedagogia%20empresarial%20o%20exerccio%20da%20pedagogia%20no%20processo%20d.pdf
http://www.unioeste.br/cursos/cascavel/pedagogia/eventos/2008/2/Artigo%2021.pdf
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
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