quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sugestões de temas para Monografia de T.C.C. Para a Graduação em Administração de Empresas.




Sugestões de temas para Monografia de T.C.C. Para  a Graduação em Administração de Empresas.





1 - Administração - A ADMINISTRAÇÃO LOGÍSTICA NO CONTROLE DE ESTOQUES DO COMÉRCIO VAREJISTA

2 - Administração - A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FACE AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPRESSOS PELA CONSTITUIÇÃO DE 1998.

3 - Administração - A ARTE DE ATENDER BEM

4 - Administração - A COMUNICAÇÃO DE MASSA ATRAVÉS DOS PROGRAMAS DE AUDITÓRIO

5 - Administração - A CULTURA DA SOJA NO BRASIL

6 - Administração - A ESCOLA DO FUTURO

7 - Administração - A GERÊNCIA DO CAPITAL DE GIRO NA EMPRESA

8 - Administração - A GERENCIA DO CAPITAL DE GIRO NA EMPRESA

9 - Administração - A GESTÃO ADMINISTRATIVA PARA UMA ACADEMIA DE GINÁSTICA

10 - Administração - A IMPLEMENTAÇÃO DE UM SETOR FINANCEIRO NA EMPRESA 

11 - Administração - A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO MERCADOLÓGICA NA CONSTRUÇÃO DA MARCA

12 - Administração - A IMPORTÂNCIA DAS FERRAMENTAS DA QUALIDADE

13 - Administração - A IMPORTÂNCIA E APLICAÇÕES DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO - QVT - NAS EMPRESAS

14 - Administração - A MOTIVAÇÃO NO COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

15 - Administração - A PROFISSIONALIZAÇÃO DE MENORES NO BRASIL

16 - Administração - A QUALIDADE DE VIDA DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES

17 - Administração - A QUALIDADE NO ATENDIMENTO DO BANCO DO BRASIL - AGÊNCIA BAGÉ

18 - Administração - A TECNOLOGIA NA GESTÃO DAS EMPRESAS

19 - Administração - A TERCEIRIZAÇÃO DA GESTÃO DE INFRA ESTRUTURA INFLUENCIA A QUALIDADE DE SERVIÇOS DAS ORGANIZAÇÕES

20 - Administração - A UTILIZAÇÃO DOS CONCEITOS DE TAYLOR NA ADMINISTRAÇÃO MODERNA

21 - Administração - ABRIR UMA LOJA DE ROUPA DE GINÁSTICA

22 - Administração - ADMINISTRAÇÃO DE CAPITAL DE GIRO

23 - Administração - ADMINISTRAÇÃO EM AGRONEGÓCIOS

24 - Administração - ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA INTERNACIONAL: UM ESTUDO DE CASO DA EMPRESA TECHNIP

25 - Administração - ADMINISTRAÇÃO GERAL

26 - Administração - ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

27 - Administração - ANALISE DE RISCO ECONÔMICO FINANCEIRO NAS EMPRESAS

28 - Administração - ANÁLISE DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

29 - Administração - APLICAÇÃO DA FERRAMENTA CENÁRIOS PROSPECTIVOS EM PROJETOS

30 - Administração - ARMAZENAGEM FOCADA NA LOGÍSTICA

31 - Administração - ARMAZENAGEM NO SISTEMA LOGÍSTICO

32 - Administração - AS FERRAMENTAS DA QUALIDADE E SUA IMPORTÂNCIA

33 - Administração - AS IMPLICAÇÕES DA ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS - ALCA - NA ECONOMIA BRASILEIRA

34 - Administração - AUDITORIA INTERNA - CONTROLE INTERNO 

35 - Administração - AUDITORIA INTERNA EM HOTÉIS

36 - Administração - AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO ATRAVÉS DA GESTÃO DE COMPETÊNCIAS

37 - Administração - CASH - FLOW

38 - Administração - CENTRO DE TERAPIAS HOLÍSTICO

39 - Administração - CIMENTO PORTLAND - O VALOR DA MARCA PARA OS CONSUMIDORES

40 - Administração - COMPETITIVIDADE E MERCADO NA DISTRIBUIÇÃO DE
 COMBUSTÍVEIS

41 - Administração - COMPORTAMENTO DE COMPRA DO CONSUMIDOR

42 - Administração - COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS TARIFÁRIOS E SEUS IMPACTOS

43 - Administração - CONJUNTO DE ESTRATÉGIAS DE NEGÓCIOS PARA CRIAÇÃO DE UMA EMPRESA

44 - Administração - CONTROLADORIA PARA ALTO CUSTO NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE

45 - Administração - CONTROLE DE ACESSO INTEGRADO PARA A SEGURANÇA PATRIMONIAL

46 - Administração - CONTROLE DE CUSTOS X QUALIDADE DO SERVIÇO

47 - Administração - CRM - ANTECIPANDO AS NECESSIDADES DO CLIENTE

48 - Administração - CULTURA ORGANIZACIONAL

49 - Administração - CUSTOS EM HOTELARIA

50 - Administração - DESENVOLVIMENTO DOS FUNCIONÁRIOS DE UMA EMPRESA QUE PRESTA SERVIÇOS TERCEIRIZADOS

51 - Administração - DISTRIBUIÇÃO DO CUSTO DA AGROINDÚSTRIA DO FRANGO

52 - Administração - DOUTRINAMENTO: O QUE É POLÍTICA SALARIAL

53 - Administração - EMPOWERMENT

54 - Administração - EMPRESA DE FINANCIAMENTO PARA PESSOA FÍSICA CDC

55 - Administração - EMPRESA FAMILIAR: PROCESSO DE SUCESSÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO

56 - Administração - ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

57 - Administração - ERP: ANALISE DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL DE UMA EMPRESA DE MÉDIO PORTE

58 - Administração - ESTRATÉGIAS DE GESTÃO ECONÔMICA E FINANCEIRA NA ADMINISTRAÇÃO

59 - Administração - ESTRATÉGIAS DO UNIBANCO PARA ATENDER OS SEUS CLIENTES

60 - Administração - ESTUDO DO PENSAMENTO DE CHANDLER NA RELAÇÃO DE ESTRATÉGIA E ESTRUTURA

61 - Administração - ESTUDO SOBRE CARGOS E SALÁRIOS

62 - Administração - ÉTICA DO ADMINISTRADOR

63 - Administração - ÉTICA EMPRESARIAL NO SÉCULO XXI EM CONTRASTE COM O BUSHIDÔ - CÓDIGO DE HONRA DO SAMURAI

64 - Administração - EVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA DE FUNDOS DE INVESTIMENTO

65 - Administração - EXPORTAÇÃO DE CACHAÇA ARTESANAL PARA A ALEMANHA 

66 - Administração - FÁBRICA DE MOTOS NO BRASIL

67 - Administração - FERRAMENTAS DE QUALIDADE E SUA IMPORTÂNCIA

68 - Administração - FILANTROPIA E SUA RESPONSABILIDADE SOCIAL

69 - Administração - FORMAS DE PLANEJAMENTO EMPRESARIAL : MODELO DE CRIAÇÃO DE UMA EMPRESA VIRTUAL

70 - Administração - GARANTIAS LOCATÍCIAS E ALUGUEL COM GARANTIA DE PAGAMENTO

71 - Administração - GESTÃO ADMINISTRATIVA PARA UMA ACADEMIA DE GINÁSTICA -

72 - Administração - GESTÃO DE CONHECIMENTO PARA A FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS

73 - Administração - GESTÃO DE ESTOQUES

74 - Administração - GESTÃO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - POSTOS DE GASOLINA

75 - Administração - GESTÃO DE NEGÓCIOS EM ALIMENTAÇÃO ÊNFASE NA QUALIDADE

76 - Administração - GESTÃO DE PESSOAS

77 - Administração - GESTÃO DE PESSOAS POR COMPETÊNCIAS UMA MUDANÇA DE REFERENCIAL OU MODISMO?

78 - Administração - GESTÃO ESCOLAR PRIVADA: A BUSCA DA QUALIDADE PELA NOVA CONCEPÇÃO EMPRESARIAL DE RECURSOS HUMANOS

79 - Administração - GESTÃO HOSPITALAR : AS INFORMAÇÕES DE CUSTOS COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE GERENCIAL NOS HOSPITAIS

80 - Administração - HOTELARIA

81 - Administração - IMPACTO NA DEMISSÃO E A RECOLOCAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO

82 - Administração - IMPLANTAÇÃO DA FARMÁCIA AMBULATORIAL DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO FRANCISCA MENDES

83 - Administração - IMPORTÂNCIA DO FLUXO DE CAIXA E A SUA UTILIZAÇÃO PARA A GESTÃO FINANCEIRA DAS EMPRESAS

84 - Administração - INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO: APLICAÇÃO DA CONTRATAÇÃO DIRETA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

85 - Administração - INSTALAÇÃO PORTUÁRIA ALFANDEGÁRIA: O IR E VIR DA ECONOMIA BRASILEIRA

86 - Administração - LEASING COMO FORMA DE FINANCIAMENTO

87 - Administração - LICITAÇÕES E CONTRATOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

88 - Administração - LIDERANÇA - ADMINISTRAÇÃO DO SENTIDO

89 - Administração - LIDERANÇA COMO FATOR DE SUCESSO EMPRESARIAL

90 - Administração - LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO

91 - Administração - MARKETING BANCÁRIO

92 - Administração - MARKETING DE RELACIONAMENTO

93 - Administração - MELHORIA NO ATENDIMENTO BANCÁRIO

94 - Administração - MERCADO DE TRABALHO - O IMPACTO NA DEMISSÃO E A RECOLOCAÇÃO NO MERCADO

95 - Administração - MISSÃO, VALORES E VISÃO POR DEPARTAMENTO

96 - Administração - MIX DE PRODUTOS

97 - Administração - MODELAGEM ORGANIZACIONAL: QUALIDADE NOS SERVIÇOS 

98 - Administração - MUDANÇA ORGANIZACIONAL

99 - Administração - NOVO POSICIONAMENTO LOGÍSTICO BRASILEIRO

100 - Administração - O BALANCED SCORECARD E AS COMUNICAÇÕES DO SISTEMA DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO

101 - Administração - O CAMINHO DOS CORREIOS AO PNQ

102 - Administração - O CONFLITO SÓCIO-ECONÔMICO DA SOCIEDADE COOPERATIVA

103 - Administração - O CRESCIMENTO DAS COOPERATIVAS NO MERCADO EMPRESARIAL

104 - Administração - O PATROCÍNIO ESPORTIVO COMO ALAVANCADOR DE NEGÓCIOS

105 - Administração - O POSICIONAMENTO DA CONGA®

106 - Administração - O TRANSPORTE DE PRODUTOS HORTIFRUTIGRANJEIROS NA CEASA DE VITÓRIA DA CONQUISTA

107 - Administração - O VALOR DA MARCA PARA CONSUMIDORES DE CIMENTO PORTLAND

108 - Administração - OS IMPACTOS DA IRRESPONSABILIDADE SOCIAL DE UM BANCO DE VAREJO COM O PÚBLICO INTERNO

109 - Administração - PLANEJAMENTO

110 - Administração - PLANEJAMENTO DE PRODUÇÃO

111 - Administração - PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE MARKETING

112 - Administração - PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ESTUDO DE CASO

113 - Administração - PLANO DE CARGO E CARREIRA - EXTINÇÃO DE CARGO

114 - Administração - PROGRAMAS DE CONTROLE EM ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO: O MRPII EM QUESTÃO

115 - Administração - PRIVATIZAÇÃO DE EMPRESAS E SERVIÇOS

116 - Administração - PROCESSO DE VENDAS: IMPORTÂNCIA DO PRÉ E PÓS-VENDA

117 - Administração - PROTEÇÃO AO TRABALHO DA MULHER E DO ADOLESCENTE

118 - Administração - PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE : INDUSTRIAL E INTELECTUAL

119 - Administração - QUALIDADE DE VIDA NAS ORGANIZAÇÕES 

120 - Administração - QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

121 - Administração - RATREABILIDADE BOVINA

122 - Administração - RECURSOS HUMANOS - MUNICÍPIO DE MATUPÁ - MT

123 - Administração - SISTEMA DE GESTÃO DE COMPETÊNCIAS

124 - Administração - SOLUÇÕES ESTRATÉGICAS PARA UMA PEQUENA EMPRESA

125 - Administração - STRESS NO TRABALHO DIANTE DAS METAS ESTABELECIDAS PELAS ORGANIZAÇÕES

126 - Administração - TAXAS TOBIN : SUAS APLICAÇÕES E IMPLICAÇÕES NOS PAISES EMERGENTES ESPECIALMENTE O BRASIL

127 - Administração - TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS

128 - Administração - TEORIA DAS RESTRIÇÕES - TOC

129 - Administração - TEORIA DE SISTEMAS

130 - Administração - TERCEIRIZAÇÃO DAS SECRETARIAS MUNICIPAIS DE TEIXEIRA DE FREITAS - BA

131 - Administração - TRABALHO VOLUNTÁRIO RESPONSABILIDADE SOCIAL

132 - Administração - TRABALHO X RELACIONAMENTO

133 - Administração - UM NOVO FOCO IMOBILIÁRIO EM TEMPOS DE VIOLÊNCIA URBANA

134 - Administração - VANTAGENS DE FINANCIAMENTO ATRAVÉS DO FINAME

135 - Administração - VISÃO: MISSÃO E VALORES POR DEPARTAMENTO

136 - Administração - VOLUNTARIADO NAS EMPRESAS

137 - Administração - WEB MARKETING COMO FERRAMENTA NA DIVULGAÇÃO DE CARROS POPULARES NACIONAIS
Agricultura 

138 - Agricultura - A MODERNA AGRICULTURA BRASILEIRA

139 - Agricultura - AGRONEGÓCIOS

140 - Agricultura - AGRONEGÓCIOS - SOJA

141 - Agricultura - FINANCIAMENTOS AGRÍCOLAS

142 - Agricultura - IMPACTOS DA AGRICULTURA SOCIAL NO PERÍODO DE 2000 A 2003

143 - Agricultura - O DESEMPENHO DAS MPEs NA INDÚSTRIA DE TORREFAÇÃO E MOAGEM DE CAFÉ

144 - Agricultura - PRADMA REPRESENTAÇÕES LTDA. - COMERCIALIZAÇÃO E PRODUÇÃO DA BATATA

145 - Agricultura - SEGURO RURAL


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terça-feira, 9 de abril de 2013

Sociologia Clássica



Sociologia Clássica



A Sociologia volta-se o tempo todo para os problemas que o homem enfrenta no dia-a-dia de sua sociedade. Ela pretende ser um conhecimento científico sobre a realidade social e, enquanto tal, visa estabelecer teorias, bem como confrontá-las com a realidade.



Cientificismo e organicismo

A primeira corrente teórica sistematizada de pensamento sociológico foi o positivismo. Seu primeiro representante foi Auguste Comte. Tinha a crença no poder exclusivo e absoluto da razão humana em conhecer a realidade e traduzi-la sob forma de leis naturais.Seu conhecimento pretendia substituir as explicações teológicas, filosóficas e de senso comum por meio das quais – até então – o homem explicava a realidade.
Essa tentativa de derivar as ciências sociais das ciências físicas é patente nas obras dos primeiros estudiosos da realidade social. O próprio Comte deu inicialmente o nome de “física social” às suas análises da sociedade, antes de criar o termo Sociologia.
A própria sociedade foi concebida como um organismo constituído de partes integradas e coesas que funcionavam, harmonicamente, segundo um modelo físico ou mecânico. Por isso o positivismo também foi chamado de organicismo.
Defendia o ponto de vista de somente serem válidas as análises das sociedades quando feitas com verdadeiro espírito científico.
O positivismo exaltava a coesão social e a harmonia dos indivíduos em sociedade. Foram teorias que abriram as portas para uma nova concepção da realidade social com suas especificidades e regras.


Durkheim e os fatos sociais

Para o filósofo francês Émile Durkheim, na vida em sociedade o homem defronta com regras de conduta que não foram diretamente criadas por ele, mas que existem e são aceitas na vida em sociedade, devendo ser seguidas por todos.
Seguindo essas idéias, Durkheim afirma que os fatos sociais, ou seja, o objeto de estudo da Sociologia, são justamente essas regras e normas coletivas que orientam a vida dos indivíduos em sociedade.
Esses fatos sociais têm duas características básicas que permitirão sua identificação na realidade: são exteriores e coercitivos.
Exteriores, porque consistem em idéias, normas ou regras de conduta, foram criadas pela sociedade e já existem fora dos indivíduos quando eles nascem.
Coercitivos, porque essas idéias, normas e regras devem ser seguidas pelos membros da sociedade. Se alguém desobedece a elas, é punido pelo resto do grupo.
Outro conceito importante para Émile Durkheim é o de instituição. Para ele, uma instituição é um conjunto de normas e regras de vida que se consolidam fora dos indivíduos e que as gerações transmitem umas as outras. Ex.: a Igreja, o Exército, a família, etc.
As instituições socializam os indivíduos, fazem com que eles assimilem as regras e normas necessárias à vida em comum.

Consciência coletiva

Consciência coletiva trata-se do “conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média de uma mesma sociedade” que “forma um sistema determinado com vida própria”.


Weber e a ação social

Para o sociólogo alemão Max Weber a análise deve concentrar-se nos atores e em suas ações; a sociedade não é algo exterior e superior aos indivíduos, como para Durkheim. Para ele é qualquer ação que o indivíduo pratica orientando-se pela ação de outros.
Só existe ação social quando o indivíduo tenta estabelecer algum tipo de comunicação, a partir de suas ações, com os demais.
Ele estabelece quatro tipos de ação social:
Tradicional: aquela determinada por um costume;
Afetiva: aquela determinada por afetos;
Racional com relação a valores: determinada pela crença consciente num valor considerado importante;
Racional com relação a fins: determinada pelo cálculo racional que estabelece fins e organiza meios necessários.


Marx e as classes sociais

Diferentemente de Durkheim e Weber, Marx considerava que não se pode pensar a relação indivíduo-sociedade separadamente das condições materiais em que essas relações se apóiam.
Para viver, os homens têm de, inicialmente transformar a natureza Para Marx, a produção é a raiz de toda a estrutura social.
O objetivo maior de Marx era estudar a sociedade de seu tempo – a sociedade capitalista.A produção na sociedade capitalista só se realiza porque capitalistas e trabalhadores entram em relação.
 Marx considerava que há um permanente conflito entre essas duas classes – conflito que não é possível resolver dentro de sociedade capitalista.
Para ele, a ciência tem um papel político necessariamente crítico em relação à sociedade capitalista.

A idéia de alienação

Marx desenvolve o conceito de alienação mostrando que a industrialização, a propriedade privada e o assalariamento separavam o trabalhador dos meios de produção que se tornaram propriedade privada do capitalista.
Marx mostrou, entretanto, que na sociedade de classes esse Estado representa apenas a classe dominante e age conforme o interesse desta.
Autoria: Rosemary Lopes



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Aula sobre Sociologia Clássica Émile Durkheim: professor Cássio Diniz



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Frase de um Filósofo
Leia frases tiradas diretamente de palestras, livros, entrevistas com os principais filósofos.
Responsável - Equipe de ensino do Instituto Packter.
 

Você pensa honestamente, por isso acaba por odiar o mundo inteiro. Você detesta os crentes porque a fé é um indicador de estupidez e de ignorância; e detesta os descrentes porque não têm fé nem ideal. Odeia os velhos pelas suas mentalidades ultrapassadas, e os novos pelo seu liberalismo.
Tchekhov (sobre os paradoxos)

Confusão é o nome que inventamos para uma ordem que não compreendemos.
Henry Miller (sobre a confusão)

A vida real de um pensamento dura apenas até ele chegar ao limite das palavras: nesse ponto, ele lapidifica-se, morre, portanto, mas continua indestrutível, tal como os animais e as plantas fósseis dos tempos pré-históricos. Essa realidade momentânea da sua vida também pode ser comparada ao cristal, no instante da cristalização.
Schopenhauer. Pensamento (a vida de um pensamento)

Todos os homens se imaginam no bem, no passado ou no futuro. Todos os homens se esquecem dos verdadeiros fins e fazem dos meios os seus objetivos. Para onde quer que os homens se voltem, encontram o impossível. Todos os homens se julgam mais que os outros. Não basta aos homens possuir um bem, se não for maior que o do próximo.
Papini (o que pensam os homens)

É difícil o enfrentamento com os erros do nosso tempo. Se os enfrentamos ficamos desacompanhados, e se nos deixamos apanhar por eles não ganhamos com isso nem mérito nem a alegria.Parece que para destruir servem todos os falsos argumentos. Para construir, não.
Goethe (enfrentar os dilemas de época)

A felicidade é uma estação intermediária entre a carência e o excesso.
Ibsen (sobre a felicidade)

É sabido que grupos completos de pensamento atravessam instantaneamente as nossas cabeças, na forma de certos sentimentos, sem tradução para a linguagem humana, menos ainda para uma linguagem literária... porque muitos dos nossos sentimentos, quando traduzidos numa linguagem simples, parecem completamente sem sentido. Essa é a razão pela qual eles nunca chegam a entrar no mundo, no entanto todos os tem.
Dostoievski (escritor russo)

A palavra não é o signo do pensamento, se compreendermos como tal um fenômeno que anuncia outro, como o fumo anuncia o fogo. A palavra e o pensamento só admitiriam essa relação exterior se uma e outro fossem dados tematicamente; na realidade estão envolvidos uma no outro, o sentido está preso na palavra, e a palavra é a existência exterior do sentido.
Maurice Merleau-Ponty (sobre a palavra e o pensamento)


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EXPANDIR A CORRUPÇÃO É ESTRATEGIA REVOLUCIONÁRIA - OLAVO DE CARVALHO



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REVOLUÇÃO CULTURAL: ENGENHARIA DA INCONSCIÊNCIA E SABOTAGEM DA INTELIGÊNCIA



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Aula Figuras Linguagem






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Atividades de matemática para o terceiro ano dos anos inciais (antiga segunda série)




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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Existencialismo Pronto from Universidade Federal de Ouro Preto





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Filosofando introdução a filosofia Maria Lúcia Aranha




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Livro de Osvaldo Peralva: O Retrato Sobre o comunismo e suas fraudes. indicação de Olavo de Carvalho.





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Canal do Otário: Merdalife, MMN (99,9%) e Pirâmides (Eng / Esp / Fra / B...




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Os sintomas mais preocupantes




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domingo, 7 de abril de 2013

Olhar Digital - Apresenta o Galaxy S4



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A Petrobras está mal de caixa por causa das escolhas que fez nos últimos anos - Podcast



SEXTA, 29/03/2013

A Petrobras está mal de caixa por causa das escolhas que fez nos últimos anos

Construção de refinarias longe dos centros consumidores, falta de transparência e escolhas políticas são algumas dos motivos que podem justificar a má fase da estatal.
Logotipo da Petrobras (Crédito: divulgação)

Leia mais: http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/epoca-em-destaque/2013/03/29/A-PETROBRAS-ESTA-MAL-DE-CAIXA-POR-CAUSA-DAS-ESCOLHAS-QUE-FEZ-NOS-ULTIMOS-ANOS.htm#ixzz2PmXgErca



Época em Destaque
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Com Diego Escosteguy |















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Dep. Francisco e Dep. Marco Feliciano falam sobre serem taxados de homof...


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O estatuto da imagem em Jung



O estatuto da imagem em Jung


 Carlos Bernardi

             A imagem possui uma importância central para Jung, importância esta que se revela na fórmula que caracteriza o psiquismo: psique=imagem.
            Através dessa equação Jung quer enfatizar que os conteúdos psíquicos, sua expressão, são sempre imagéticas, maneiras de se mostrar ou de se apresentar.
            Surge aqui um problema. Imagem é muitas vezes entendida a partir de uma perspectiva visual e reprodutora, mas Jung é claro ao afirmar que seu entendimento da imagem vem do campo lingüístico. Por isso escreve, que por imagem:
      não entendo o retrato psíquico do objeto exterior, mas uma representação imediata, oriunda da linguagem poética, ou seja, a imagem da fantasia que se relaciona indiretamente com a percepção do objeto externo. Esta imagem depende mais da atividade inconsciente da fantasia... (Jung, Tipos Psicológicos, pág. 417)
            Portanto, se Jung equaciona psique com imagem e imagem com expressão poética, podemos falar, eliminando um dos termos destas equações que psique=expressão poética.            A expressão do psiquismo não é da ordem conceitual, mas de uma ordem tropológica, ou seja, são metáforas e metonímias, não havendo uma identidade entre imagem interna e referente externo.
            Desde suas pesquisas sobre os complexos, estruturas autônomas de armazenamento de informações no psiquismo, Jung já mencionava estes dois tropos, embora com nomes diversos. As imagens eram registradas no psiquismo através de dois tipos de associação: por contigüidade e por semelhança. Estas correspondem, exatamente, às características das denominações tradicionais, metonímia e metáfora, respectivamente. Repito, a imagem psíquica, registrada no psiquismo, não se identifica ou não se confunde com o referente externo. Esta forma de entender a imagem psíquica acompanha Jung desde suas pesquisas com as associações de palavras, realizadas sob a direção de Eugen Bleuler, desde 1905. Foi através dessas pesquisas que Jung descobriu a existência dos complexos psíquicos de tonalidade afetiva, comprovação experimental da existência do inconsciente. Esta descoberta, vale a pena recordar, juntamente com a adesão da Escola de Zürich, foi fundamental para o reconhecimento das idéias de Freud.
            Já no campo lingüístico, Maurice Blanchot pensa a imagem de maneira semelhante.
               A imagem, segundo a análise comum, está depois do objeto: ela é a sua continuação; vemos, depois imaginamos. Depois do objeto viria a imagem. “Depois” significa que cumpre, em primeiro lugar, que a coisa se distancie para deixar-se recapturar. Mas esse distanciamento não é a simples mudança de lugar de um móvel que, continuaria, entretanto, sendo o mesmo. O distanciamento está aqui no âmago da coisa. a coisa estava aí, que nós apreenderíamos no movimento vivo de uma ação compreensiva e, tornada imagem, ei-la instantaneamente convertida no inapreensível, inatual, impassível, não a mesma coisa distanciada mas essa coisa como distanciamento, a coisa presente em sua ausência, a apreensível porque inapreensível, aparecendo na qualidade de desaparecida, o retorno do que não volta, o coração estranho do longínquo como vida e coração único da coisa. (Blanchot, O Espaço Literário, pág. 257)
            Imagem é, portanto, distanciamento. Se sonho, digamos, com um gato, com o gato da minha tia, por exemplo, este gato não será pura e simplesmente a reprodução fiel daquele gato, mas será o gato-da-minha-tia adulterado, transformado tropologicamente, na medida em que é trazido para um outro contexto. Poderia formular estas questões: O que estará fazendo o gato-da-minha-tia aqui? Onde é aqui? Qual a relação (poética) entre o gato-da-minha-tia e aqui? Conseqüentemente, já não sei de que gato se trata. Esta forma de pensar a imagem psíquica caminha lado a lado com as teorizações de Gaston Bachelard sobre a imagem poética e seu "órgão", a imaginação.
               Pretende-se sempre que a imaginação seja a faculdade de formar imagens. Ora, ela é antes a faculdade de deformar as imagens fornecidas pela percepção, é sobretudo a faculdade de libertar-nos das imagens primeiras, de mudar as imagens. Se não há mudança de imagem, união inesperada das imagens, não há ação imaginante. Se uma imagem presente não faz pensar numa imagem ausente, se uma imagem ocasional não determina uma prodigalidade de imagens aberrantes, uma explosão de imagens, não há imaginação. Há percepção, lembrança de uma percepção, memória familiar, hábito das cores e das formas. (Bachelard, O Ar e os Sonhos, pág. 1)
            A imagem, prossegue Bachelard, é de uma novidade radical. Quando surge estamos vendo-a pela primeira vez, abrindo, em suas palavras, "um porvir da linguagem". Além do mais, graças à sua mobilidade, outro traço apontado por Bachelard, seu sentido estará sempre se modificando. A forma definitiva é a destruição do "princípio imaginário". Em outras palavras: "No reino da imaginação, a toda imanência se junta uma transcendência" (Bachelard, A Terra e os Devaneios do Repouso, pág. 6).
            Isto é, o sentido da imagem não é o mesmo de sua manifestação imanente. É transcendental, está para além do valor de uso ou sentido literal da expressão verbal que constitui a imagem. Esta novidade que nos fala Bachelard é igualmente reconhecida por Jung. Por este motivo quando Jung fala de método, este só pode ser o método dialético, um método que é, na verdade, um abrir mão de todos os métodos. Duas são as fontes que tornam este método necessário no processo de análise, vale dizer, no processo de leitura das narrativas apresentadas pelo paciente.
1. A individualidade do paciente é desconhecida, por isso não se pode fazer afirmações genéricas sobre seus pronunciamentos;
2. Existem múltiplas possibilidades interpretativas dos conteúdos psíquicos, por este motivo, também não se podem fazer afirmações genéricas sobre seus pronunciamentos.
            Tomando a dialética no sentido de arte da conversação, Jung destaca que os sentidos das imagens só surgem a partir de uma troca entre os participantes do diálogo. O que o psiquismo nos apresenta são, portanto, símbolos, que remetem incessantemente a uma esfera de desconhecimento, nunca transformado em certeza. A prática junguiana nunca apontaria, num primeiro instante, para um dicionário de símbolos qualquer, independente de sua "completude", mas partiria sempre dessa postura de desconhecimento total. É da ordem de uma aproximação, mas não de uma decifração. A imagem sempre nos devora. Ela sempre nos desordena.
      O símbolo é sempre um desafio à nossa reflexão e compreensão.
            Em tipos psicológicos acrescenta:
      Um símbolo perde, por assim dizer, sua força mágica, ou, se quisermos, sua força redentora, logo que foi reconhecida, logo que for conhecida uma solucionabilidade. Por isso, um símbolo ativo tem que ter uma constituição inexpugnável. (Jung, Tipos Psicológicos, pág. 229)
            Quando reduzimos o desconhecido ao conhecido, isto parece paradoxal, diminuímos a potência do símbolo, seu poder redentor ou seu poder de redimir, como diz Jung, pois, neste caso, não estaremos mais sendo por ele provocados. Mas, o que é provocar? Jacques Derrida sugere uma resposta, ou várias (Derrida, Without Alibi, pág. XVI). É sair à frente, expor-se, desafiar, ousar, enfrentar ou confrontar. Isto tudo sem demora e sem álibi. Aqui estou, podemos dizer para o símbolo, pronto para ouvir não só o que ele tem a me dizer, mas, igualmente, aquilo que não consigo ouvir. Mesmo assim, estou aqui. Se conhecermos tudo que um símbolo tem a dizer ele não é ou não é mais um símbolo, mas um signo ou um sinal. Chegamos, assim, àquilo que pode ser entendido, aproximadamente, como a definição junguiana de símbolo.
      O símbolo, no entanto, pressupõe sempre que a expressão escolhida seja a melhor designação ou fórmula possível de um fato relativamente desconhecido, mas cuja existência é conhecida e postulada. (Jung, Tipos Psicológicos, pág. 444)
            Sei que existe, mas não sei o que é. Vejo, mas não posso apreender, ou seja, por as mãos, agarrar, pegar, possuir e conquistar. O símbolo, como disse mais acima, só permite uma aproximação, o único meio de buscarmos um estado de paz, como pensa Emmanuel Levinas. Para tanto devemos reconhecer que o símbolo é algo precário diante dos poderes de auto-afirmação e autonomia do ego mesmo quando este é perturbado pela heteronomia do sintoma. Sabemos que o sintoma, na definição de Freud, constitui uma formação de compromisso, vale dizer, um acordo mudo entre a autonomia do ego e a heteronomia do outro. A estranheza desse outro é absorvida na mesmidade do ego. Sabemos, ao mesmo tempo, que este acordo-como-sintoma é uma chance do outro poder ser ouvido. Por isso, para Levinas, a paz, entendida  como proximidade com o vizinho, ocorre no momento em que o ego desperta (ou entra em um estado de insônia) para a compreensão da precariedade do outro e se sente responsável por ele, colocando em questão sua "própria identidade, sua ilimitada liberdade e seu poder" (Levinas, Peace and Proximity, pág. 167).
            Podemos, agora, compreender por que o símbolo, em geral, não é um símbolo por si mesmo, mas é o produto desse despertar, dessa insônia, de uma atitude da consciência observadora, como sustenta Jung, uma atitude que "considera o fato dado não apenas como tal, mas como a expressão de algo desconhecido" (Jung, Tipos Psicológicos, pág. 445). O símbolo deve ser mantido como enigma, algo que nunca será desvendado ou solucionado, que nunca será petrificado em significação. Seu entendimento será sempre um talvez.
            Pela presença deste elemento desconhecido, o símbolo verdadeiro, que Jung denomina de símbolo vivo, não pode ser criado intencionalmente pelo homem, por sua consciência, mas é sempre um acontecimento, um evento cujo sentido não está presente, mas que se doa ou exige ser lido e compreendido em sua radical alteridade. Eles desejam que a consciência simplesmente os deixe acontecer, na atitude que Emanuel Levinas chama de passividade diante do rosto do outro. Este rosto, o rosto do símbolo, que me constrange eticamente a oferecer uma resposta. Minha responsabilidade consiste precisamente nisso: oferecer respostas a seu constante desafio.
            O símbolo deseja que eu o vivencie de maneira imediata, ou seja, entre ele e eu há uma relação aberta e é esta abertura que garantirá a liberdade das minhas respostas. Caso aconteça o contrário, vale dizer, se entre eu e o símbolo imperar uma relação mediada, já não terei a mencionada liberdade, mas serei obrigado a adotar os sentidos ou significados que se intrometeram em nome de um código social ou uma instituição qualquer.
            O símbolo, se ainda fizer sentido usar esta palavra, passa a possuir um valor histórico e tradicional. Seu mistério se foi, assim como, sua novidade. Não há mais por vir. Só código, regra, lei. Tudo isso suficiente para satisfazer necessidades genéricas, mas incapaz de dar conta de situações individuais.
            O símbolo possui a função de compensação, tanto individual quanto coletiva, de estados de conflito, estabelecendo um campo intermediário onde todas as partes envolvidas no conflito terão sua chance de apresentarem seus discursos. Desde Freud o conflito que dará origem ao sintoma, é um conflito inconsciente, onde as partes nele envolvidas não têm chance de mostrarem seu rosto. A luta decorrente deste conflito pode gerar uma paralisia, que Derrida entende como o aspecto negativo de uma aporia ou contradição lógica. Mas é justamente esta aporia, esta possibilidade do impossível, o jogo, que é a condição da marcha, da decisão, do acolhimento do outro que não podia se manifestar, mas que estava próximo à nossa porta. O símbolo, ou o símbolo mediador, é justamente a tentativa de sair da paralisia e por a aporia em movimento.
               Se a expressão inconsciente permanecer intacta, formará a matéria-prima não para um processo de resolução mas de construção, e ela se tornará o objeto comum da tese e da antítese. Tornar-se-á um conteúdo novo que dominará toda a atitude, acabará com a divisão e obrigará a força dos opostos a entrar em canal comum. E assim acaba a suspensão da vida, ela pode continuar fluindo com novas forças e novos objetivos. (Jung, Tipos Psicológicos, pág. 449)
            Esta função de mediação Jung denominou função transcendente. Este transcendente, Jung adverte, não deve ser entendido no sentido metafísico, mas no sentido que é o símbolo que facilita a transição, a transcendência, de um estado de separação entre as posições consciente e inconsciente. Esta separação é produto da atitude unilateral da consciência, que não suporta confrontar e ser confrontada por outros pontos de vista, não externos, mas igualmente "internos". Através da função transcendente nada é excluído, "tudo toma parte na discussão" (Jung, A Função Transcendente, pág. 91), acrescenta Jung.
            A resistência que ela obviamente provoca faz com que, no processo de análise, seja o analista aquele que tomará esta função em sua pessoa, através da vivência transferencial. Com isso, se transforma no símbolo daquele que aceita o diálogo com os símbolos, o símbolo daquele que aceita o polilóquio, dizendo aqui estou para o inconsciente, e pronunciando um sim hospitaleiro aos seus conteúdos.
            Mas como pronunciar este sim com sinceridade, ou, com que grau de profundidade este sim é pronunciado? Isso é uma questão de atitude, que é dependente de uma transformação radical do ego, onde este se coloca na posição de “personagem” em meio a outras personagens respeitando-as e, passivamente, no sentido que Levinas dá a este termo, se apresenta diante do Outro para ouvir seu Dizer, sabendo que este outro pertence a uma outra realidade, a realidade psíquica. Esta realidade é, contudo, tão real quanto a outra; sua alteridade tão alteridade quando à do outro. Como crer nisso, repetindo a questão. Jorge Luiz Borges nos ofereceu uma resposta.
               Dijo Coleridge que la fe poética es una voluntaria suspensión de la incredulidad. Si asistimos a una representación de teatro sabemos que en el escenario hay hombres disfrazados que repiten las palabras de Shakespeare, de Ibsen o de Pirandello que les han puesto en la boca. Pero nosotros aceptamos que esos hombres no so disfrazados; que este hombre disfrazado que monologa lentamente en las antesalas de la venganza es realmente el príncipe de Dinamarca, Hamlet; nos abandonamos. En el cinematógrafo es aún más curioso el procedimiento, porque estamos viendo no ya al disfrazado sino fotografías de disfrazados y sin embargo creemos en ellos mientras dura la proyección. (Borges, Siete Noches, pág. 17). 
            Um outro poeta romântico expressa o mesmo pensamento. Trata-se de John Keats que se preocupava com a habilidade de se trabalhar com a imaginação sem a necessidade de se buscar fatos ou razões. Chamou isso de "capacidade negativa" (Avens, Imaginação é Realidade, pág. 2). Esta capacidade negativa ou a fé poética de Coleridge são, por si mesmas, atos de literatura, na medida em que a reação do eu em relação às personagens depende dele assumir um "como se" elas fossem reais. Só assim sofrerá o impacto pleno da "presença" da personagem como o outro.
            Essa atitude, no entender de Jung, requer um movimento de sacralidade diante das imagens. É justamente isso que ele chama de religião. Para entendermos esse movimento é preciso lembrar que Jung trabalha com uma etimologia específica de religião, aquela desenvolvida por Cícero que afirma que religião vem de religere, a observação atenta e cuidadosa de algo. Enquanto considerar a imagem, no caso a personagem, como apenas um produto da imaginação não há como existir esta fé psicológica ou esta capacidade negativa. Deve ocorrer, por parte do ego uma atitude de sacralidade para com as produções do inconsciente, como se tivessem sido enviados por Deus, entendendo Deus como a expressão máxima da alteridade do outro, o absolutamente outro. De qualquer modo, não estamos lidando com realidades metafísicas ou discussões teológicas, mesmo que isto seja sentido como uma perda. Por isso, concordamos inteiramente com Jorge Luis Borges quando afirma:
      E em nossa não tão bela mitologia, falamos do "eu subliminar", do "subconsciente". Claro, essas palavras são bastante toscas quando comparadas às musas ou ao Espírito Santo. Seja como for, temos de nos haver com a mitologia de nosso tempo. Pois as palavras significam essencialmente a mesma coisa. (BORGES, Esse Ofício do Verso, pág. 18)
            Se o símbolo é a melhor tentativa de se formular algo desconhecido, o que dele podemos pensar é sempre da ordem de uma aproximação, nunca de um esgotamento. À tradução completa em algo conhecido Jung chamou de signo, que podemos dizer que é a morte do desconhecido, a morte do Outro: sua radical estranheza é reduzida ao meu total conhecimento de seu sentido, dando vazão ao nosso sonho de estabilidade. 

Carlos Bernardi
bernardi@rubedo.psc.br


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