Pular para o conteúdo principal

De que lado estou? – Construção da Referência Espacial em Criança


18/12/2008
Autor e Coautor(es)
 Nilton Goulart de Sousa
imagem do usuário
BRASILIA - DF Universidade de Brasília
Estrutura Curricular
MODALIDADE / NÍVEL DE ENSINOCOMPONENTE CURRICULARTEMA
Ensino Fundamental InicialGeografiaInformação, comunicação e interação
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
- Trabalhar a questão da lateralidade dos alunos; - Desenvolver a percepção corporal individual e sua relação com os espaço em volta; - Perceber que a localização e posicionamento são relativos, dependendo do referencial em que se baseiam.
Duração das atividades
Três aulas de cinquenta minutos cada;
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
- Percepção por parte do aluno das partes do corpo e suas denominações.
Estratégias e recursos da aula
Introdução

Caro professor (a), antes do início dessa atividade, são necessárias algumas considerações introdutórias. Construir a noção de espaço geográfico em crianças que estão nas séries iniciais é passar por algumas etapas. O domínio da chamada lateralidade, a percepção das relações direita/esquerda, frente/atrás, em cima/embaixo, e suas variações, de acordo com o ponto de vista de quem observa ou conforme uma determinada referência é o quesito fundamental para a construção das relações espaciais. (CALLAI, 2005)

A construção dessas noções pela criança tem como ponto de partida o próprio corpo (a sua direita e sua esquerda). Mais tarde, em um processo gradativo de descentralização (mudança de referencial), considera a esquerda e a direita de pessoas à sua frente, para finalmente considerar o posicionamento dos objetos em relação uns aos outros, a ela própria ou a outras pessoas. Somente após o estabelecimento das relações é que a criança terá condições de entender o que é orientação através dos pontos cardeais e colaterais. (CALLAI, 2005)
Para saber mais visite:

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1290/imagens/imagem1aula1.JPG

O presente plano de aula busca trazer uma atividade que desenvolva a questão da lateralidade É uma atividade que deverá ser “dividida” com professores de matemática, Educação física, geografia, entre outros, pois tem a ver com todas as disciplinas e com o grande propósito da educação que é o de trabalhar de forma contextualizada e interdisciplinar.

Sugere-se uma seqüência de atividades a serem trabalhadas com as crianças, que mesmo aparentemente simples, são de enorme valia na percepção corporal na construção do processo de lateralidade, e visão espacial.

Atividade 01 – Brincando de Tomar Banho

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1290/imagens/imagem2aula1.JPG

Uma estratégia para a criança trabalhar a consciência de seu predomínio lateral para a direita e esquerda (lateralidade) e estabelecer as relações projetivas é através da estimulação tátil. Para tanto, sugere-se desenvolver as seguintes atividades lúdicas:
O professor coordena a atividade levando os alunos a dramatizarem um banho, lavando sua cabeça. Terão que fazer movimentos mímicos de tirar a blusa, ligar e desligar o chuveiro e passar o sabonete ou xampu com a ajuda da bucha (folha de papel amassada), esfregando o couro cabeludo:

O professor deverá solicitar ações como:

- esfregar o lado de cima da cabeça;
- esfregar a parte de trás da cabeça;
- esfregar o lado direito da cabeça;
- esfregar o lado esquerdo da cabeça;
Depois de esfregar com gestos mímicos a cabeça toda, devem se enxaguar e enxugar com uma folha de papel, podendo ser feita da seguinte maneira:

- enxugar todo o lado direito da cabeça;
- enxugar todo o lado esquerdo da cabeça;
- enxugar toda a parte da frente da cabeça;
- Enxugar toda a parte de trás da cabeça.
Com a brincadeira do banho, é possível que seus alunos iniciem o processo de construção da própria percepção corporal. O referencial inicial da criança é o próprio corpo, onde ela começa a construir o conceito de lateralidade.

Aula 2 - Localizando o eu

Outra maneira de se trabalhar a lateralidade é a consciência de sua estatura, da posição de seus membros e dos lados de seu corpo.
Material: papel grande (um para cada aluno), lápis.
Aos pares, os alunos se alternam para fazer o mapa do próprio corpo. O um aluno deita-se sobre a folha de papel, enquanto outro aluno risca o contorno do corpo do colega. Depois, os papéis se invertem. Na segunda etapa, cada aluno nomeia as partes do próprio corpo, escrevendo ou colando etiquetas.
 
18/12/2008
Autor e Coautor(es)
Autor:  Nilton Goulart de Sousa 

BRASILIA - DF Universidade de Brasília

Estrutura Curricular
MODALIDADE / NÍVEL DE ENSINO COMPONENTE CURRICULAR TEMA
Ensino Fundamental Inicial Geografia Informação, comunicação e interação
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

- Trabalhar a questão da lateralidade dos alunos; - Desenvolver a percepção corporal individual e sua relação com os espaço em volta; - Perceber que a localização e posicionamento são relativos, dependendo do referencial em que se baseiam.
Duração das atividades

Três aulas de cinquenta minutos cada;
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

- Percepção por parte do aluno das partes do corpo e suas denominações.
Estratégias e recursos da aula

Introdução

Caro professor (a), antes do início dessa atividade, são necessárias algumas considerações introdutórias. Construir a noção de espaço geográfico em crianças que estão nas séries iniciais é passar por algumas etapas. O domínio da chamada lateralidade, a percepção das relações direita/esquerda, frente/atrás, em cima/embaixo, e suas variações, de acordo com o ponto de vista de quem observa ou conforme uma determinada referência é o quesito fundamental para a construção das relações espaciais. (CALLAI, 2005)

A construção dessas noções pela criança tem como ponto de partida o próprio corpo (a sua direita e sua esquerda). Mais tarde, em um processo gradativo de descentralização (mudança de referencial), considera a esquerda e a direita de pessoas à sua frente, para finalmente considerar o posicionamento dos objetos em relação uns aos outros, a ela própria ou a outras pessoas. Somente após o estabelecimento das relações é que a criança terá condições de entender o que é orientação através dos pontos cardeais e colaterais. (CALLAI, 2005)
Para saber mais visite:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-32622005000200006&script=sci_pdf&tlng=pt



O presente plano de aula busca trazer uma atividade que desenvolva a questão da lateralidade É uma atividade que deverá ser “dividida” com professores de matemática, Educação física, geografia, entre outros, pois tem a ver com todas as disciplinas e com o grande propósito da educação que é o de trabalhar de forma contextualizada e interdisciplinar.

Sugere-se uma seqüência de atividades a serem trabalhadas com as crianças, que mesmo aparentemente simples, são de enorme valia na percepção corporal na construção do processo de lateralidade, e visão espacial.

Atividade 01 – Brincando de Tomar Banho



Uma estratégia para a criança trabalhar a consciência de seu predomínio lateral para a direita e esquerda (lateralidade) e estabelecer as relações projetivas é através da estimulação tátil. Para tanto, sugere-se desenvolver as seguintes atividades lúdicas:
O professor coordena a atividade levando os alunos a dramatizarem um banho, lavando sua cabeça. Terão que fazer movimentos mímicos de tirar a blusa, ligar e desligar o chuveiro e passar o sabonete ou xampu com a ajuda da bucha (folha de papel amassada), esfregando o couro cabeludo:

O professor deverá solicitar ações como:

- esfregar o lado de cima da cabeça;
- esfregar a parte de trás da cabeça;
- esfregar o lado direito da cabeça;
- esfregar o lado esquerdo da cabeça;
Depois de esfregar com gestos mímicos a cabeça toda, devem se enxaguar e enxugar com uma folha de papel, podendo ser feita da seguinte maneira:

- enxugar todo o lado direito da cabeça;
- enxugar todo o lado esquerdo da cabeça;
- enxugar toda a parte da frente da cabeça;
- Enxugar toda a parte de trás da cabeça.
Com a brincadeira do banho, é possível que seus alunos iniciem o processo de construção da própria percepção corporal. O referencial inicial da criança é o próprio corpo, onde ela começa a construir o conceito de lateralidade.

Aula 2 - Localizando o eu

Outra maneira de se trabalhar a lateralidade é a consciência de sua estatura, da posição de seus membros e dos lados de seu corpo.
Material: papel grande (um para cada aluno), lápis.
Aos pares, os alunos se alternam para fazer o mapa do próprio corpo. O um aluno deita-se sobre a folha de papel, enquanto outro aluno risca o contorno do corpo do colega. Depois, os papéis se invertem. Na segunda etapa, cada aluno nomeia as partes do próprio corpo, escrevendo ou colando etiquetas.


Fonte: colmagno.com.br
Após explorar bastante esses elementos, o professor cola, com fita adesiva, um barbante na testa dos alunos dividindo o corpo em duas partes e pede para identificarem seu lado direito podendo fazer uma marcação. O mesmo é feito no contorno, com o aluno posicionado de costas para não permitir o espelhamento. Depois de identificados os lados do seu corpo e do contorno, o professor dá comandos para os alunos identificarem as partes de cada lado do corpo no contorno, da seguinte forma:
- pulem no ombro direito;
- pulem no joelho esquerdo;
- com o pé direito, pulem no pé esquerdo;
- pulem na orelha esquerda;
- etc.

A próxima seqüência é indicada para quando as crianças já tiverem identificado o espelhamento da lateralidade. A atividade é desenvolvida da mesma maneira que a primeira, porém com o aluno posicionado em pé. Dessa forma, sua direita corresponde ao lado esquerdo. Portanto, dados os comandos, os alunos deverão deslocar-se indo para o lado contrário de seu corpo.
Atividade 3. As duplas
A identificação da lateralidade de outros elementos, pode ser possível a partir de diferentes movimentos. Aos pares, um aluno de frente para o outro, realiza movimentos coordenados de acordo com os comandos do professor:
- Dêem a mão direita;
- Ergam o braço esquerdo;
- Toquem com a mão direita, o pé esquerdo do companheiro;
- Pulem com o pé esquerdo;
- Com a mão esquerda, toquem o pé esquerdo do companheiro;
Com essas atividades as crianças tomam consciência de seu posicionamento corporal e sua relação no espaço. Partindo do referencial do corpo, a docente pode trabalhar a lateralidade em outras esferas, com atividades como as sugeridas em:

http://www.telelibras.com.br/materiais/lateralidade.pdf

Recursos Complementares

http://www.icpg.com.br/artigos/rev03-09.pdf http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=Lateralidade+Funcional〈=3 http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/secretarias/deficiencia_mobilidade_reduzida/programas/0003/Curso_Atividade_Fisica-Def_Mental-Cristina_Heitzmann.ppt
Avaliação

No trabalho de avaliação da questão da lateralidade, é importante o docente observar se o aluno reconhece a direita, à esquerda, à frente e atrás de si mesmo e também a de outros pontos. Para tanto as avaliações são feitas no desenvolvimento das atividades. Sugere-se também algumas práticas simples que podem ajudar no processo de avaliação. Desenhando-se dois círculos, um ao lado do outro, e, posicionando o aluno em frente aos círculos, sugere-se pedir que o aluno entre no círculo determinado pelo professor (direita ou esquerda) e percebendo se o aluno sabe (maduro) ou não sabe (inicial).

Fonte: colmagno.com.br
Após explorar bastante esses elementos, o professor cola, com fita adesiva, um barbante na testa dos alunos dividindo o corpo em duas partes e pede para identificarem seu lado direito podendo fazer uma marcação. O mesmo é feito no contorno, com o aluno posicionado de costas para não permitir o espelhamento. Depois de identificados os lados do seu corpo e do contorno, o professor dá comandos para os alunos identificarem as partes de cada lado do corpo no contorno, da seguinte forma:
- pulem no ombro direito;
- pulem no joelho esquerdo;
- com o pé direito, pulem no pé esquerdo;
- pulem na orelha esquerda;
- etc.

A próxima seqüência é indicada para quando as crianças já tiverem identificado o espelhamento da lateralidade. A atividade é desenvolvida da mesma maneira que a primeira, porém com o aluno posicionado em pé. Dessa forma, sua direita corresponde ao lado esquerdo. Portanto, dados os comandos, os alunos deverão deslocar-se indo para o lado contrário de seu corpo.
Atividade 3. As duplas
A identificação da lateralidade de outros elementos, pode ser possível a partir de diferentes movimentos. Aos pares, um aluno de frente para o outro, realiza movimentos coordenados de acordo com os comandos do professor:
- Dêem a mão direita;
- Ergam o braço esquerdo;
- Toquem com a mão direita, o pé esquerdo do companheiro;
- Pulem com o pé esquerdo;
- Com a mão esquerda, toquem o pé esquerdo do companheiro;
Com essas atividades as crianças tomam consciência de seu posicionamento corporal e sua relação no espaço. Partindo do referencial do corpo, a docente pode trabalhar a lateralidade em outras esferas, com atividades como as sugeridas em:

Recursos Complementares
http://www.icpg.com.br/artigos/rev03-09.pdf http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=Lateralidade+Funcional〈=3 http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/secretarias/deficiencia_mobilidade_reduzida/programas/0003/Curso_Atividade_Fisica-Def_Mental-Cristina_Heitzmann.ppt
Avaliação
No trabalho de avaliação da questão da lateralidade, é importante o docente observar se o aluno reconhece a direita, à esquerda, à frente e atrás de si mesmo e também a de outros pontos. Para tanto as avaliações são feitas no desenvolvimento das atividades. Sugere-se também algumas práticas simples que podem ajudar no processo de avaliação. Desenhando-se dois círculos, um ao lado do outro, e, posicionando o aluno em frente aos círculos, sugere-se pedir que o aluno entre no círculo determinado pelo professor (direita ou esquerda) e percebendo se o aluno sabe (maduro) ou não sabe (inicial).

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=1290

Obrigado pela visita, volte sempre.

Postagens mais visitadas deste blog

Carta de intenção Especialização: MODELOS DE CARTAS DE INTENÇÕES

A carta de intenção deve ser endereçada a coordenação do curso de especialização de interesse do candidato enfatizando os seguintes pontos: 

1) Identificação do candidato: Nome e formação universitária. 
2) Breve introdução sobre conhecimentos relacionados ao curso. 
3) Experiência acadêmica ou profissional na área de abrangência do curso, se houver. 
4) Interesse pessoal do candidato na área. 
5) Possibilidades de aproveitamento do curso em sua atuação profissional. 
6) Expectativas em relação ao curso. 

Obs.: A carta deve ser desenvolvida em no máximo 30 linhas. 

Estas regras eu não acredito que tenham que ser seguidas a risca. Vai do bom senso. 
O candidato deverá elaborar um documento, tendo no máximo duas laudas, escrito em Arial (tamanho 12) e espaço 1,5 entre as linhas >> 
A Carta de Intenção deverá conter as seguintes informações: 
1-Os motivos de ordem profissional e intelectual que o motivaram a candidatar-se, e qual a sua perspectiva com relação ao curso. 
2-Experiência acadêmica…

Planos de Aula: Educação Física de 1ª à 4ª série do ensino fundamental.

Planos de Aula
CONTEXTUALIZAÇÃO Para que se compreenda o momento atual da Educação Física é necessário considerar suas origens no contexto brasileiro, abordando as principais influências que marcaram e caracterizaram esta disciplina e os rumos que se delinearam. No passado a Educação Física esteve estreitamente vinculada às instituições militares e à classe médica. Esses vínculos foram determinantes, tanto no que diz respeito à concepção da disciplina e suas finalidades quanto ao seu campo de atuação e à forma de ser ensinada. Por suas origens militares e por seu atrelamento quase servil aos mecanismos de manutenção vigente na história brasileira, tanto a prática como a reflexão teórica no campo da Educação Física, restringiram os conceitos de corpo e movimento (fundamentos de seu trabalho) aos seus aspectos fisiológicos e técnicos. Atualmente, a análise crítica e a busca de superação dessa concepção apontam a necessidade de que, além daque…

Gêneros Orais e escritos na escola” DOLZ , J. e SCHNEUWLY, B. (resumo)

Gêneros e Progressão em Expressão Oral e Escrita. Elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (francófona). In “Gêneros Orais e escritos na escola”DOLZ , J. e SCHNEUWLY, B.
Este livro reúne um conjunto de nove artigos de Schneuwly, Dolz e colaboradores, traduzidos e organizados por Rojo e Cordeiro, cuja análise centra-se no texto como “a base do ensino-aprendizagem de língua portuguesa.” (p.7).
1 - Apresentação: Gêneros Orais e Escritos como objetos de ensino: modo de pensar, modo de fazer. Foi na década de 1980, no Brasil, que estudos e práticas pedagógicas começaram a serem desenvolvidas tendo o texto como fundamento. De lá para cá, o texto, na maioria das vezes, vem sendo tomado como um objeto empírico através do qual se efetivam práticas de leitura, análise lingüística e produção de textos. Inserindo-se no rol de estudiosos do tema que criticam essa abordagem limitada do uso do texto, as organizadoras esclarecem que, a partir do século XXI, novas pesquisadas vêm sendo produz…