sábado, 13 de setembro de 2008

Rousseau: A arte da Filosofia, Literatura e Educação.


Rousseau: A arte da Filosofia, Literatura e Educação

Agnes Cruz de Souza
agnescruz@zipmail.com.br
Curso de Graduação em Ciências Sociais
Unesp – Campus de Araraquara/FCL


"É preciso estudar a sociedade pelos homens, e os homens pela sociedade: os que quiserem tratar separadamente da política e da moral nunca entenderão nada de nenhuma das duas"

Jean-Jacques Rousseau, Emílio ou da Educação


A vida de Rousseau

Tão importante quanto a descrição proposta do Emílio de Rousseau, é o conhecimento de sua vida para que se possa demarcar sua posterioridade nas áreas de política, filosofia, psicologia infantil, literatura, sociologia, entre outras.

Jean Jacques Rousseau foi um dos mais considerados pensadores europeus no século XVIII. Sua obra inspirou reformas políticas e educacionais. Nasceu em Genebra, na Suíça em 28 de junho de 1712 e faleceu em Ermenonville, nordeste de Paris, França em 2 de julho de 1778. Foi filho de Isaac Rousseau, relojoeiro de profissão, com antepassados protestantes e apesar da profissão, nunca chegou a pertencer à aristocracia. Era um pouco mais pobre do que os demais irmãos em virtude de ter que dividir a herança com mais quatorze irmãos. Casou-se com Suzanne Bernard, filha de um pastor de Genebra. A mãe de Rousseau viera a falecer poucos dias após seu nascimento. Rousseau tinha um irmão mais velho, François, que era mais velho sete anos e ainda jovem abandonou a família.

Rousseau foi criado na infância por uma irmã de seu pai e uma ama. Num certo momento, perdeu também o pai porque este, no ano de 1722, desentendendo-se com um cidadão de certa influência, ferindo- o no rosto num encontro de rua. Este incidente obrigou a seu pai deixar Genebra para não ser injustamente preso.

Junto ao seu irmão, Rousseau ficou com o tio Gabriel Bernard, engenheiro militar que era irmão de sua mãe e casado com uma irmã de seu pai.

Rousseau não teve educação regular, senão por certos períodos e não freqüentou nenhuma universidade. Era um autodidata. Ainda na casa paterna leu muito; lia para seu pai enquanto este trabalhava em casa nos misteres de relojoeiros, os livros deixados por sua mãe e pelo pastor, seu avô materno. Juntamente a estas leituras, Rousseau acrescentará muitas outras, especialmente livros de história.

Sob tutela de seu tio, foi enviado para Bossey, a fim de estudar com o pastor Lambercier.

Aos 12 anos, de volta a Genebra, passa alguns anos na casa de um tio (outro), aprendendo a desenhar com um primo. Nessa época pensou até em ser ministro evangélico por admirar a atividade, mas os recursos econômicos de que dispusera não eram suficientes para continuar os seus estudos nesse sentido. Assim, o sentimento de inferioridade social começa a ser alternante no caráter de Rousseau. Aos 14 anos será aprendiz na casa de um gravador e aos 16 anos de idade, foge da cidade para escapar aos maus tratos do patrão. De 1728 a 1742 vagueia e trabalha pelo sul da França, pelo norte da Itália, pela Suíça, lendo muito, ensinando música, vivendo de vários empregos, ao sabor das circunstâncias e de seus amores.

Em meio a muitas humilhações e angústias pelas quais passou, Rousseau tem melhor sorte ao ter amizade com o filósofo Condillac (1715-1780) e com Denis Diderot (1713-1784) que encomendou–lhe artigos sobre música para a enciclopédia.

Em 1745, liga-se a Thérèse Levasseur, com quem tem cinco filhos, ambos direcionados a orfanatos, porque Rousseau achava que não poderia cuidar deles sendo pobre e doente. Presencia-se em Rousseau a marca do remorso presente no resto de sua vida e para livra-se dele, preocupava-se sempre em encontrar justificativas.

Em 1746, com a morte de seu pai, Rousseau recebe uma pequena herança e pode sobreviver folgadamente.

Em 1749, ao visitar Diderot na prisão (estava preso devido a sua obra Lettre Sur lês aveugles), Rousseau leu o anúncio de um concurso da Academia de Dijon e sentiu grande emoção ante a perspectiva de concorrer com êxito. A questão era se a restauração das ciências e das artes tinha tendido a purificar a moral. Estimulado pelo amigo, enviou um trabalho. Seu ensaio, conhecido sob o título abreviado de Discurso sobre as ciências e as artes, ganhou o primeiro prêmio e sua publicação ao final do ano seguinte o tornou famoso.

No Discurso sobre as ciências e as artes (1750), Rousseau articulou o tema fundamental que corre através de sua filosofia social: o conflito entre as sociedades modernas e a natureza humana e ressalta o paradoxo da superioridade do estado selvagem, proclamando a "volta da natureza". Ao mesmo tempo denuncia as artes e as ciências como corruptoras do homem.

Nessa ocasião, Rousseau caiu doente e desenganado por médicos e pensa em reformular sua vida adaptando-se a doença e afastando-se da agitação da vida social.

A Academia de Dijon propõe novo trabalho, desta vez sobre a origem da desigualdade entre os homens. Para escrevê-lo, passeando nos bosques em Saint Germin, procura recriar na mente a imagem do homem natural. Desenvolveu o tema de que da própria civilização vinham os males que afligiam o homem civilizado. Considera os homens iguais no estado natural, quando viviam isoladamente como selvagens, e que a civilização se encarrega de introduzir a desigualdade. Embora sem êxito, sem o prêmio, é seu segundo escrito sensacional. Sua fama estava assegurada.

Em 1756, Rousseau escreve uma carta a Voltaire, dando-lhe conselhos sobre sua visão negativa do mundo. Rousseau diz que o livro "Cândido ou o otimismo" foi uma resposta sarcástica a seus pontos de vista otimistas, expressos naquela carta. Em 1756 também, põe-se a escrever o romance A nova Heloísa, típico de sua personalidade romântica.

Rousseau, um 1762 publica um de seus mais conhecidos e influentes trabalhos: Emílio ou da Educação e Do Contrato Social.

Os dois livros, após sua publicação, foram considerados ofensivos a autoridade e assim Rousseau inicia um período difícil de perseguições políticas. Seus problemas não são mais com amigos ou amantes, mas com o parlamento. Refugia-se em Neuchâtel. Voltaire, através de um panfleto critica Rousseau, magoando-o fortemente. Assim, pôs-se a escrever As Confissões, relatando toda a sua vida e pensamento, sendo assim uma espécie de auto-biografia sintetizando-o como homem, filósofo, educador e romântico.

Em seus últimos anos de vida, Rousseau escreve os Devaneios de um caminhante solitário, com descrições da natureza e dos sentimentos humanos. Falece em Ermenonville e é enterrado na Ilha de Choupos.

O pensamento de Rousseau

Rousseau é filósofo iluminista precursor do romantismo no Séc. XIX, e apesar de ser iluminista, era um crítico ao movimento.

Sendo característico do iluminismo, pensava que a sociedade havia pervertido o homem natural que vivia harmoniosamente com a natureza, livre de egoísmo, cobiça, possessividade e ciúme.

Rousseau recebe várias críticas de Voltaire que diz: ninguém jamais pôs tanto engenho em querer nos converter em animais " e que ler Rousseau faz nascer desejos de caminhar em quatro patas", mas a proposta rousseaniana é o combate aos abusos e não repudiar aos valores humanos.

A sua teoria política, é sob vários aspectos uma síntese de Hobbes e Locke. O ferro e o trigo civilizaram o homem e arruinaram a raça humana.

Rousseau não busca retornar o homem a primitividade, ao estado natural, mas ele busca meios para se diminuir as injustiças que resultam da desigualdade social. Indica assim alguns caminhos:

1.º - igualdade de direitos e deveres políticos ou o respeito por uma "vontade geral";

2.º - educação pública para todas as crianças baseadas na devoção pela pátria e austeridade moral.

3.º - um sistema econômico e financeiro combinados com os recursos da propriedade pública com taxas sobre as heranças e o fausto.

A pedagogia de Rousseau

Os pressupostos básicos de Rousseau a respeito da educação eram a crença na bondade natural do homem, e atribuir à civilização a responsabilidade pela origem do mal.

A educação deveria levar o homem a agir por interesses naturais e não por imposição de regras exteriores artificiais, pois só assim o homem poderia ser dono de si próprio.

Outro aspecto da educação natural está em não aceitar uma educação intelectualizada, levando ao ensino formal e livresco. O homem não é constituído apenas por intelecto, pois suas disposições primitivas, tais como os sentidos, os instintos, as emoções e os sentimentos existentes do pensamento elaborado são dimensões mais dignas de confiança.

Rousseau utiliza-se de novas idéias para combater as que prevaleciam em sua época há muito tempo, principalmente a de que a educação da criança deveria ser voltada aos interesses do adulto e da vida adulta. Introduz a concepção de que a criança é um ser com características próprias, e desse modo não podia ser vista como um adulto ou a partir de seu pensamento.

Com estas idéias, derrubou concepções vigentes que pregavam ser a educação, o processo pelo qual a criança adquire seus conhecimentos, atitudes, hábitos armazenados pela civilização, sem transformações.

Cada fase da vida, para Rousseau, tem suas características próprias. O homem e a sociedade modificam-se, e a educação é fundamental para a necessária adaptação a essas modificações.

Rousseau afirma que a educação não vem de fora, é a expressão livre da criança no seu contato com a natureza.

No contexto de sua época, Rousseau formulou princípios educacionais que permanecem até os nossos dias, principalmente quando afirmava: que a verdadeira finalidade da educação era ensinar a criança a viver e aprender a exercer a liberdade. Pode-se afirmar que as idéias de Rousseau influenciam diferentes correntes pedagógicas, principalmente as tendências não diretivas, no século XX.

Assim, podemos enfatizar que na verdade Rousseau é ao mesmo tempo amado e temido: sua obra e mesmo sua pessoa são fascinantes para uma época em que um novo homem se abria para novos tempos, em que um eu solitário e muito puro se abria para o futuro e sobretudo para a alma romântica que estava nascendo.

"Educação pública, educação privada, formar o homem ou o cidadão? Questões a partir do Emílio de Rousseau"

Rousseau, a partir da questão acima, propõe rever a contradição existente entre o homem e o cidadão, pois, segundo ele, não é possível a existência de um homem e um cidadão, pois nestas duas pessoas, existem contrapontos, sendo tipos opostos e excludentes.

No plano filosófico geral de Rousseau, a contradição homem/cidadão se dá através da contradição existente entre o homem e a sociedade.

Para Rousseau, o homem nasce bom e a sociedade o corrompe, ou seja, o homem através da história torna-se mau , com o objetivo de lesar o outro.

O homem primitivo era bom porque era natural.

A partir da questão da formação do homem ou do cidadão, como os homens poderiam voltar a ser bons?

Rousseau propõe sua solução política através do Contrato Social e a solução pedagógica é apresentada no Emílio.

A maldade existente entre os homens está presente no Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Nesse discurso Rousseau divide a evolução do homem em três estágios diferentes que remetem aos seguintes:

1.º Estado – homem natural
2.º Estado – homem selvagem
3.º Estado – homem civilizado

O homem natural é um animal que se integra a natureza e a mesma é generosa para com o homem (instinto e sensação), que vive isoladamente por vontade própria, independente do semelhante, mas dependente da natureza, de onde retira tudo o que precisa e é guiado pelo instinto da conservação (preocupação consigo).

O homem selvagem, que remete às sociedades indígenas já tem um interesse particular, marcas, vícios, conflitos a partir da consciência moral, de onde nasce a virtude.

O homem civilizado tem seus interesses particulares fortalecidos e entram em conflito pois sua consciência moral é abafada existindo a oposição de interesses.

Assim, o homem tornou-se egocêntrico e individualista, tornou-se um homem natural no mau sentido.

A contradição homem/cidadão no Emílio está presente num plano de princípios. Seu livro não trata de uma proposta de educação, mas sim de uma filosofia da educação com conceitos e idéias de modo abstrato do homem em geral.

Emílio é um personagem fictício para ilustrar os princípios de Rousseau em seu ensaio pedagógico sob forma de romance.

Como já foi relatado no início da discussão, a preocupação de Rousseau centra-se no objetivo de optar entre formar o homem ou o cidadão, na impossibilidade de haver os dois ao mesmo tempo já que são antagônicos e também são dois tipos puros, conceituais existentes no plano de princípios.

Para Rousseau, o homem, dito homem natural forma-se através da educação doméstica ou privada no seio da família. É um ser inteiro, de existência absoluta, relacionando-se consigo mesmo e tudo é para si mesmo. Como exemplo, pode-se citar o homem natural de que Rousseau trata no "Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens".

O cidadão é formado através do projeto educacional público assistido pelo Estado. O cidadão é uma fração, existindo na relação em um todo, tendo uma existência relativa. Rousseau exemplifica o cidadão como a mãe espartana que, diante de uma guerra é informada sobre a morte de seus filhos no decorrer da mesma, pouco importando-se com o fato, mas preocupando se sim com a vitória de sua pátria, demonstrando-se uma verdadeira cidadã.

A partir destas descrições, quem seria o "homem civilizado" do presente em relação a estes dois tipos (homem e cidadão)?

Na verdade, ele não seria nem um nem outro, pois a educação da sociedade não formaria nenhum deles, mas sim um ser misto.

Para a conciliação destes dois seres é necessário o conhecimento do homem natural (por exemplo, a criança, que é um) e assim, o cidadão somente poderá existir a partir deste homem natural, o qual será originado pela natureza e para vê-lo, a história individual será o caminho a seguir.

Referências Bibliográficas

FORTE, Luís Roberto Salinas. Rousseau: da teoria à prática. São Paulo. Ed. Ática, 1976.

STAROBINSKI, Jean. Jean-Jacques Rousseau: a transparência e o obstáculo. Tradução: Maria Lúcia Machado. São Paulo. Cia. Das Letras,1991

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do Contrato Social. Ensaio sobre a origem das línguas. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Discurso sobre as ciências e as artes. Tradução de Lourdes Santos Machado. 3.º Ed. São Paulo. Abril Cultural (Os Pensadores), 1983.

Agradecimentos:

Gostaria de parabenizar os coordenadores do curso: Prof. Dra. Karin Volobuef (Unesp) e Prof. Dr. José Oscar de Almeida Marques (Unicamp) pelo talentoso trabalho desenvolvido no Curso de Extensão do Rousseau. De uma forma clara e abrangente, os temas tratados no curso possibilitaram a descoberta das várias facetas existentes em Rousseau, um autor tão importante que nos deixou um legado de muita sabedoria, tanto através de sua vida como de suas obras.

Araraquara, fevereiro/2002.


Fonte: http://www.unicamp.br/~jmarques/cursos/rousseau2001/acs.htm

Quer saber mais,
http://www.centrorefeducacional.com.br/rousseau.html
http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0174/aberto/mt_72479.shtml
http://www.consciencia.org/fundamentosfilosofiamorente2.shtml

Fique agora com alguns vídeso sobre Rosseau.

From: claudiomarcio2007
Jean Jacques Rousseau - Sua Vida


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Jean Jacques Rousseau - Sua Obra


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Jean Jacques Rousseau - Seu Legado para a Educação


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ANFITRIÃO. Palavra do dia.


Palavra do dia:

ANFITRIÃO

Está acontecendo durante está semana os jogos Paraolímpícos, que assim como as Olimpiadas, também acontece em Pequim, Na China. O país anfitrião vem se mantendo no primeiro lugar no quadro de medalhas também nas paraolimpíadas.

A palavra "anfitrião" se refere a quem recebe os seus convidados. Seja um país ou uma pessoa. A palavra tem origem do francês 'amphitryon'.


>> Definição do dicionário Aulete Digital:

ANFITRIÃO (an.fi.tri.ão)

sustantivo masculino.
1 Indivíduo que recebe convidados para banquete, festa etc., ou arca com as suas despesas

[Pl.: -ãos. Fem.: -ã, -oa.]

[Formação: Do francês 'amphitryon', do antr. gr. 'Amphitrýon'.]
_____

Aulete Digital: O primeiro dicionário livre, gratuito e interativo do Brasil. A palavra é sua!

www.auletedigital.com.br

Gostaria de sugerir uma palavra? Envie um e-mail para palavradodia@auletedigital.com.br com a palavra "Sugestão" no campo "Assunto".
_____

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Síndrome de Burnout em Professores.

From: ChaficJbeili


Video elaborado pelo psicanalista e psicopedagogo Chafic Jbeili para informação e prevenção da burnout em professores.

Palestras | oficinas | treinamentos e capacitação de professores em todo o Brasil | Treinamento | psicologia artigos | depressão | estresse | burnout em professores | desenvolvimento | atendimento | intercâmbio | pesquisa | treinamento rh | recursos humanos treinamento | treinamento comportamental | treinamento pessoal | treinamentos educacionais | treinamento desenvolvimento humano | liderança | treinamento gerencial | consultoria educacional | treinamento motivação | avaliação educacional | educação a distância | educação executiva | educação infantil | avaliação de projeto | criação de projetos | avaliação de desempenhos | seminários | congressos | debates | avaliação de aprendizagem | produtor de eventos | registrador de eventos | instituto de pesquisa eventos de integração | psicanálise | psicopedagogia.

Quer saber mais,
http://www.webartigos.com/articles/1180/1/a-sindrome-de-burnout/pagina1.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Burnout

From jcfdezmx2,
Sindrome De Burnout
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Prêmio Dardos.



Recebi de minh amiga virtual, Verônica do Idéias em Blogs. O prémio Dardos. Ai vai minha lista.
As regras para recepção do prêmio implicam em: Exibir a imagem do prêmio, como acima.
Criar um link para o blog que ofereceu o prêmio. Entregar o prêmio para outros quinze blogs.
Os meus agraciados com o Prêmio Dardos são em oder aleatória.

Maryana's Blog , da professora Mariana.

Linda Menina, da professora Juliana.

Recanto das Palavras, do escritor mestre Jorge Alberto.

Me Acharam, da professora Márcia Ribeiro.

Alfabetização Minha Paixão, da pedagoga/educadora professora Galuce.

QuimiLoucos, da professora de Química Thaiza.

Arte Pedagógica, da professora Silvia.


Bolg do Luis Dhein, do professor Luís.

Carbono 14: Entrou aqui, virou História, do professor de História Daniel Marques.

Um Toque de Qualidade, da professora doutora Eliana.

Ciber História, do professor de história Licínio Filho.

Novo Tele-curso, equipe tele-curso.

Ciências & Histórias, do Fabiano.

Educação e Diversidade, do Professor Uiversitário João Cabral de Portugal.

SABER & EDUCAR, da pedagoga/professora Sunshine.

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SALA DE AULA | Ciências. É tudo na prática.


edição 215 - set/2008

Para valorizar a atitude investigativa e o conhecimento prévio da turma, o ideal é realizar experiências científicas com jovens do 5º ao 9º ano

Anderson Moco, colaboraram Beatriz Vichessi, de Curitiba, PR; Rodrigo Ratier, de Monte Negro, RO; e Thiago Moura, de Palmeira dos Índios, AL

Apenas 15% dos alunos brasileiros da rede pública de Ensino Fundamental estudam em escolas com laboratório de Ciências. Nas particulares, a taxa não passa dos 60%. Números bem abaixo dos Estados Unidos, onde esse índice é de quase 90%. O que não significa que não se possa oferecer um ensino de qualidade em Ciências. É claro que a infra-estrutura ajuda, além de garantir segurança em procedimentos específicos. Mas o que realmente importa é a intenção do professor. "Muitas instituições com bons equipamentos não sabem usá-los, transformando o laboratório num local de confirmação dos conteúdos trabalhados em sala de aula", afirma Luciana Hubner, selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10. "É como se fosse preciso provar que era verdade o que foi dito em classe, o que torna a atividade chata."

Foto: Marcelo Almeida

ciencias

MÃO NA MASSA Estudantes de Curitiba conhecem bem a vidraria e sabem como usar os recursos do laboratório

Realizar experiências por si só não melhora o aprendizado. Afinal, não é o fazer que faz a diferença, mas a reflexão sobre os processos para entender a lógica dos conteúdos abordados. "O ensino de Ciências deve ser uma maneira de pensar o mundo e a relação que estabelecemos com ele para permitir que os estudantes saibam usar o conhecimento", completa Luciana. É por isso que escolas sem laboratório conseguem fazer suas turmas avançarem - com atividades práticas e simples. Basta propor experiências que estimulem a observação, a experimentação e a pesquisa, não com uma visão cientificista, mas com a intenção de dar os meios para que todos relacionem o conteúdo ao cotidiano (leia mais no quadro abaixo). Em outras palavras, é preciso levar a garotada a se perguntar por que e como as coisas acontecem. "E, para tanto, não é preciso ter microscópios, vidraria completa, bancadas e pias. Basta ensinar com determinação e oferecer tarefas focadas na aprendizagem", ressalta Antonio Carlos Pavão, diretor do Espaço Ciência, ligado ao governo de Pernambuco.

Em linhas gerais, as fases podem ser: definição do tema principal, estabelecimento do conjunto de conteúdos necessários para que o aluno trabalhe o problema a ser investigado, alinhamento de objetivos a alcançar, seleção de atividades e clareza nos critérios de avaliação. Nunca é demais lembrar que, para estimular a autonomia, é aconselhável que os alunos participem da elaboração do protocolo, utilizem todos os materiais, organizem as anotações e discutam os resultados. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, os três principais blocos de conteúdos no ensino de Ciências devem ser os conceitos, os procedimentos e as atitudes. Infelizmente, muitos colégios trabalham cada um separadamente - mas os especialistas garantem que as experiências práticas são um dos melhores meios de integrar e explorá-los de forma articulada.

Conceitos sem decoreba
Os conceitos são aquilo que a turma precisa saber: a base teórica, os dados, os fatos, as classificações e os princípios (um jeito antigo de pensar a prática de sala de aula é fazer a garotada só decorar informações, o que não leva a uma aprendizagem consistente). "As teorias científicas são complexas, geralmente distantes do senso comum, pois precisam de um alto grau de abstração. Daí a importância da experimentação para a compreensão desses conceitos", ressalta Ildeu de Castro, do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Foto: Marcelo Almeida

ciencias

COMO FUNCIONA Autonomia no preparo e na realização dos experimentos ajuda a dominar procedimentos

Criar condições para que os alunos observem o conceito na prática é o que faz Daniel Inácio de Lima, do Colégio Estadual Humberto Mendes, em Palmeira dos Índios, a 136 quilômetros de Maceió. A escola possui um amplo e bem equipado laboratório, mas a experiência proposta para a classe de 7ª série é simples: construir um suporte para uma lâmpada, ligálo a uma bateria e deixar duas extremidades do fio soltas. Na bancada, três potes: um com água, outro com água e sal e o terceiro com água e sabão. Mergulhando as extremidades do fio nesses líquidos, em qual deles a lâmpada vai acender?

No primeiro momento, a maioria costuma apostar que isso ocorre nos três - o que valoriza ainda mais a experiência. No copo com água, a lâmpada fica apagada e o professor pergunta por quê. A água não conduz energia? Nos outros dois potes, a luz se acende. Novas questões são lançadas. Como o sal facilita a passagem da corrente? E o sabão? Daniel já havia ensinado em classe o papel dos íons na condução de eletricidade. "Num primeiro momento, alguns não conseguem relacionar o conteúdo da aula à observação e é preciso intervir", conta. Será que as outras substâncias mudam a estrutura química da água? Todos concordam e passam a pensar no produto final dessa mudança. Depois de muita discussão, vem a conclusão: a mistura faz com que parte das moléculas se separe e forme íons, que permitem a passagem da eletricidade - e o conceito de condutividade fica na cabeça, pois foi construído cientificamente em vez de ser apresentado apenas como um conceito a decorar.

Assim a turma aprende mais

Confira a seguir quatro dúvidas comuns sobre como melhorar o ensino de Ciências na escola.

- É imprescindível organizar uma feira de Ciências?
De maneira nenhuma. Muitas escolas com bons programas de ensino da disciplina não fazem feiras anuais. A idéia desse tipo de evento é apresentar para estudantes, professores e familiares um pouco do trabalho de investigação feito pelos alunos. Mas a feira não serve para nada quando só reproduz ano a ano experiências já conhecidas. Ela só faz sentido quando as turmas mostram como desenvolvem suas investigações e os caminhos percorridos, como num congresso de verdade.

- Como repor os materiais usados nas experiências?
Muitas instituições públicas com laboratório de Ciências contam com a ajuda das Associações de Pais e Mestres para ajudar a manter a estrutura funcionando. Reagentes, vidraria e os itens específicos para cada experimento são comprados pela APM e doados para a escola (já que requisitar o material para a Secretaria de Educação pode levar meses). Em outros casos, a direção se encarrega de adquirir o equipamento necessário. E também é possível pedir que os alunos levem de casa o necessário.

- É possível buscar apoio externo para aperfeiçoar o ensino?
Sem dúvida. Universidades e centros de pesquisa podem oferecer uma valiosa contribuição. A estrutura física e o conhecimento de seus professores estimulam ainda mais a turma. E faculdades públicas oferecem cursos de formação continuada para professores.

- Trabalhar com projetos é o melhor jeito?
Eles são bastante úteis porque favorecem o trabalho em equipe e a articulação entre os diversos conteúdos. Além disso, permitem chamar pessoas de fora da escola, o que pode ser muito interessante. Cabe a você planejar a seqüência de etapas, tendo em mente um claro objetivo final. E não se esqueça de documentar todas as etapas. No fim, a garotada pode produzir folhetos, jornais, cartazes, maquetes, dramatizações etc.

Procedimentos eficientes
Quando se fala em conteúdos procedimentais, é preciso responder às seguintes perguntas: como fazer uma boa investigação científica? Que passos garantem o sucesso de um trabalho desse tipo? Qual a forma correta de usar os instrumentos no laboratório? E a importância da pesquisa de campo? Vale destacar que a aprendizagem de procedimentos é inerente à aprendizagem de conceitos. O importante é que ela implica aprender a fazer. Para saber argumentar, é preciso dar espaço para os alunos desenvolverem e sustentarem idéias, confrontando-as com outras. "Os procedimentos devem aproximar a turma das formas de trabalhar mais rigorosas, criativas e coerentes com o modo de produção do conhecimento científico", ressalta Marcos Engelstein, formador de professores.

Foto: Ademilde Correia

ciencias

MÉTODO CIENTÍFICO Turma de Monte Negro é persistente na busca e na compreensão das informações estudadas

No Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, em Curitiba, Sherley Tamazini dá ênfase à aprendizagem desse bloco de conteúdos na 8ª série. Depois que a experiência do dia é explicada, ela convida um integrante de cada grupo a ir até a bancada e separar os ingredientes e materiais necessários. "Poderia deixar tudo pronto, mas acho importante que eles manuseiem os reagentes e a vidraria. Alguns têm medo de quebrar algo, mas é preciso torná-los confiantes." No fim de cada atividade, um relatório simples garante que todos cheguem a conclusões, sempre com a ajuda da professora, num caminho bem parecido com o seguido por cientistas de verdade.

Atitude de cientista
Já a categoria de conteúdos atitudinais abrange as normas e os valores que têm por objetivo criar um vínculo com o saber e sua produção, a chamada atitude científica. Aqui têm espaço a curiosidade, a busca constante, o desejo de conhecer pelo prazer de conhecer, a crítica e o questionamento, em oposição ao critério de verdade única. O mesmo vale para a valorização da vida em sua diversidade, a responsabilidade em relação à saúde e ao ambiente, a consideração de variáveis que envolvem um fato, o respeito às provas obtidas por investigação e a interação nos grupos de trabalho.

Foto: Foto: Gianpiero Gadoltti

ciencias

TESTAR HIPÓTESES Em Palmeira dos Índios, a garotada é estimulada a explorar as próprias suposições sobre o tema

Na EEEMF Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, em Monte Negro, a 250 quilômetros de Porto Velho, os estudantes aprendem que persistir é fundamental e que um primeiro resultado não satisfatório serve de incentivo e base para novas investigações. Na escola, qualquer lugar com pia é candidato a sediar experimentos, muitos deles já premiados em feiras Brasil afora: melhor projeto de Ciências da Região Norte em 2007 concebido pela Fundação Oswaldo Cruz, destaque na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia em 2007 e 2006, e convite para expor na SBPC Jovem, evento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

"Nossa idéia de trabalho é propor problemas para os alunos resolverem. Isso desperta o gosto pelas aulas", diz a professora Filomena Minetto Brondani. A palavra de ordem, diz ela, é evitar a reprodução de experiências conhecidas ou previamente ensinadas em sala. "Quando um experimento não dá certo, explico que isso também ocorre com os cientistas, o que nos leva a descobrir o que causou o problema." O projeto Sabão Antiinflamatório com Óleo de Copaíba teve início em 2006 com a missão de investigar se era possível acrescentar à fórmula do sabão comum o óleo de copaíba, uma árvore comum na região que índios e seringueiros usam com essa função. Orientados por Filomena desde a coleta do óleo, os jovens fabricaram várias amostras. Nas primeiras, o sabão ficou com uma aparência grosseira e o óleo não se dissolveu por completo. Depois de vários testes, muitos erros, anotações sobre cada passo e cada resultado, apareceu a fórmula ideal. "O valor de continuar pesquisando e testando é obter um resultado satisfatório", afirma a professora.

Foto: Gianpiero Gadoltti

ciencias

ACENDE OU NÃO? Testes ajudam a dominar a linguagem da Ciência e a entender como ela faz parte de nosso dia-a-dia

No Ensino Fundamental, o ensino de Ciências não visa formar biólogos, físicos e químicos, mas aproximar os alunos do saber científico e fazê-los pensar sobre os fenômenos naturais e o uso da tecnologia. Por isso, ele tem como referência o conhecimento produzido pela comunidade científica, mas precisa ser adequado à escola (confira uma sugestão de atividade no quadro ao lado). Os especialistas são unânimes em afirmar que essa é a única maneira de melhorar a qualidade das aulas no país. A julgar pelos testes nacionais e internacionais de avaliação, ainda temos um longo caminho a seguir. Um caminho que as escolas citadas nesta reportagem já estão trilhando.

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
A Didática das Ciências
, Jean Pierre Astolfi e Michel Develay, 132 págs., Ed. Papirus, tel. (19) 3272-4500, 27 reais
Didática das Ciências Naturais: Contribuições e Reflexões, Hilda Weissmann, 248 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444 (edição esgotada)

CONTATOS
Colégio Estadual Humberto Mendes
, Av. Muniz Falcão, 701, 57602-490, Palmeira dos Índios, AL, tel. (82) 3420-1224
EEEFM Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, R. Justino Luiz Ronconi, 2122, 67880-000, Monte Negro, RO, tel. (69) 3530-2943
Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, R. Emiliano Perneta, 92, 80010-050, Curitiba, PR, tel. (41) 3323-2511

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Faça você mesmo. Trepa-trepa de PVC.

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Como construir um trepa-trepa com tubos de PVC, para incrementar a área de brincadeiras da creche. A professora Angela Maria Pamplona, professora da rede municipal de Itajaí, a 100 quilômetros de Florianópolis, criou um recurso para auxiliar os pequenos de 1 e 2 anos, que estavam em diferentes fases de crescimento. Ela criou um brinquedo diferente: um trepa-trepa, construído com canos de PVC de 40 polegadas que mede apenas 1,20 metro de altura. Os dos parques são feitos de ferro e têm dois metros em média. O exemplar reduzido tem uma explicação. "Para brincar e se divertir fazendo as primeiras acrobacias, é necessário que todos alcancem as barras", ela lembra. Pensando na segurança, ela colocou areia dentro dos tubos para que estes ficassem firmes e não quebrassem quando alguém se pendurasse neles. É possível preparar boas atividades para os pequenos sem depender de instalações e materiais especiais. Muitas brincadeiras tradicionais, como a amarelinha, são repletas de desafios corporais. "Crianças de até 3 anos gostam de situações que tenham um enredo, por causa do aspecto simbólico que apresentam", lembra Paula Zurawski, formadora do Instituto Avisa Lá e do Instituto Educação Superior Vera Cruz, em São Paulo, que sugere o plano de trabalho do quadro acima.

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Faça você mesmo - Gavetinhas da memória.

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Conheça o trabalho da professora Nylse Cunha e da Brinquedoteca Indianópolis, em São Paulo. Neste vídeo, aprenda a fazer um brinquedo que ajuda a desenvolver a memória da garotada, feito com caixas de fósforo. No dia 21, aprenda a fazer o forma palavras.

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Sugestão de atividade. Gêneros masculinos e femininos . (anos inicciais).

Fonte: http://www.4shared.com/

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