segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Marx Vs Proudhon – Como prevaleceu o que havia de pior na Esquerda - Instituto Rothbard Brasil


Por Erik von Kuehnelt-Leddihn -04/02/20190


O fourierismo na França foi ofuscado pelo surgimento de um homem com uma mente socialista muito mais clara e profunda que por sua vez, infelizmente para nós, foi suplantado por Karl Marx – Pierre Joseph Proudhon, que como Fourier era oriundo de Besançon. O pai de Fourier era um lojista com algumas posses. Enquanto que o pai de Proudhon vinha de um ambiente “proletário”. Não obstante, Pierre Joseph conseguiu obter uma boa educação em um collège onde aprendeu latim e grego e posteriormente hebraico. Ele logo perdeu sua Fé, sendo influenciado por ideias socialistas, mas se revoltou contra as especulações e profecias malucas de Fourier e seu discípulo Considérant, os quais ele atacou em panfletos. Ele se tornou o primeiro pensador socialista metódico e científico, porém, ao contrário de seu feroz oponente, Karl Marx, sempre manteve – mesmo em seu “ateísmo” – uma certa perspectiva humana e metafísica. Ele era, de certo modo, um ateu atormentado por dúvidas, e na parte final de sua vida ele lutou ferozmente contra o fanatismo dos inimigos das religiões. Seu socialismo era “distributivista” ao invés de coletivista; a palavra chave de seu pensamento econômico é “mutualismo”. Ele era completamente contra o liberalismo econômico porque ele temia a grandeza, a concentração de riqueza, empresas colossais, porém ele era igualmente inimigo do estado centralizado onipotente que figura como a base fundamental em todo pensamento esquerdista.

Nos numerosos livros e panfletos de Proudhon encontramos noções e ideias que qualquer verdadeiro defensor da liberdade ou qualquer conservador poderia subscrever, mas que realmente são parte integrante do “arsenal” do pensamento direitista. Ele verdadeiramente pertencia àquela não muito rara categoria de teóricos que, se tivesse os contatos certos, os amigos certos e o ambiente certo, poderia ter superado o magnetismo da esquerda.

Em seu Confessions of a Revolutionary Proudhon diz que “é surpreendente observar o quão frequentemente temos nossas questões políticas complicadas pela teologia”[1] e de fato ele nunca se divorciou completamente de uma perspectiva teológica. Ele sempre permaneceu um antiestatista íntegro e naturalmente um antidemocrata convicto. É significativo que um dos principais teólogos católicos contemporâneos, Henri de Lubac S. J., dedicou um estudo profundo a ele: Proudhon et le christianisme. Constantin Frantz, o grande conservador alemão, não conseguiu esconder sua admiração por Proudhon, porém lamentou que ele tenha que ter citado um “radical francês” porque a Alemanha, o país clássico dos pensadores, havia se tornado intelectualmente estéril. Proudhon, no entanto, continuou convicto de que a França era a nação da “mediocridade dourada”.

Deixe-me apenas citar algumas passagens para ao menos dar uma vaga ideia da parte do pensamento de Proudhon que estava fadada ao conflito com a perspectiva socialista posterior que era ditatorial, centralizadora e “democrática”.

“A Revolução de Fevereiro substituiu o sistema de voto por “classes”[2]: o puritanismo democrático ainda não estava satisfeito. Alguns queriam que o voto fosse dado as crianças e mulheres. Outros protestaram contra a exclusão dos inadimplentes, infratores libertados e prisioneiros. Não dá para entender como não demandaram a inclusão de cavalos e burros.”

“A democracia é a ideia do estado sem limitações.”

“Dinheiro, dinheiro, sempre dinheiro – esta é a cruz (le nerf) da democracia.”

“Democracia não é nada além da tirania das maiorias, a tirania mais execrável de todas porque ela não se baseia nem na autoridade de uma religião, nem na nobreza da raça e nem nas prerrogativas dos dons ou da propriedade. Sua fundamentação são números e sua máscara é o nome do povo.”

“Democracia é uma aristocracia dos medíocres.”

“Autoridade, que na monarquia é o princípio da atividade governamental, é na democracia o objetivo do governo”

“O povo, graças a sua inferioridade e miséria, sempre irá formar o exército da liberdade e do progresso – mas devido a ignorância e rudimentariedade de seus instintos, como resultado da urgência de suas necessidades e a impaciência de seus desejos, tende em direção a formas simples de autoridade. O que ele busca não são, de maneira alguma, garantias legais das quais ele não possui noções concretas e nem quaisquer realizações de seu poder. . . ele tem fé em um líder cujas intenções são conhecidas. . . Para este líder ele concede autoridade sem limites e poder irresistível. . . O povo não acredita em princípios que por si só poderiam salva-lo: lhe falta a ‘religião de ideias’.”

“Democracia é, na verdade, essencialmente militarista.”

“Todo estado é por sua própria natureza expansionista.”

“Entregues à própria sorte ou levados por uma tribuna, as massas nunca conseguirão nada. Elas têm os olhos voltados para o passado. Nenhuma tradição é formada entre elas. . . . sobre política não entendem nada além de intrigas, sobre o governo somente desperdício e força pura; de justiça apenas acusações; de liberdade somente a construção de ídolos que são destruídos no dia seguinte. A ascensão da democracia deu início à uma era de atraso que irá levar a nação e o estado à morte.”

“Aceite como um homem a situação que você se encontra e se convença de uma vez por todas que o mais feliz dos homens é aquele que sabe melhor como ser pobre.”

“Minha opinião sobre a família não é como a do Direito Romano antigo. O pai da família é para mim um soberano. . . . Considero todos nossos sonhos sobre a emancipação das mulheres destrutivos e estúpidos.”

“Quando dizemos ‘o Povo’ sempre queremos dizer inevitavelmente a parte menos progressiva da sociedade, a mais ignorante, a mais covarde, a mais ingrata.”

“Se democracia é razão, então ela deveria representar primeiramente demopédia, ‘educação do povo’.”

“O século XX dará início à um período de federação ou a humanidade entrará em um purgatório de mil anos.”

Portanto, não deve ser surpresa nenhuma que este homem do povo, em grande parte um autodidata mas que possuía uma certa sabedoria popular, estava fadado ao conflito com outro homem cuja mente se encontrava bizarramente divorciada da realidade, uma pessoa cheia de ódio, um ilusionista, mas ao mesmo tempo um demagogo habilidoso – Karl Marx. Estes dois homens, mesmo que ambos tivessem uma reivindicação genuína ao rótulo de “socialista”, eram temperamentalmente polos opostos.

Proudhon, apesar de seu anticlericalismo (que foi diminuindo conforme foi envelhecendo) era profundamente imbuído de princípios morais cristãos. Ele levou uma vida exemplar extremamente pura e de estudos e se sacrificou por suas ideias, sempre guiado por sentimentos profundos e verdadeiros.

Um livro que ele publicou em 1846, Système des contradictions economiques ou Philosophie de la misère, foi o motivo do confronto com Marx. A burguesia de Trier atacou furiosamente Proudhon em um texto agressivo, La Misère de la Philosophie. Ainda que Proudhon e Marx sonhassem com um “desaparecimento do estado”, Marx via a realização de suas ideias através de meios revolucionários, através do uso da força bruta, através da “ditadura do proletariado”. Proudhon, por outro lado, era um “evolucionista”: A ordem correta das coisas deveria ser descoberta, não arbitrariamente planejada. O socialismo deveria surgir gradualmente, em estágios, sem revoltas, através da persuasão: Deveria abranger o globo através de adesão voluntária e finalmente unir a humanidade não sob um superestado centralizador, mas em um sistema federativo, através de federações profundamente enraizadas nos costumes, instituições e tradições locais. O padre de Lubac destaca o apego sentimental de Proudhon ao lugar da França que ele nasceu e cresceu – o Franche Comtè que ficou sob o domínio espanhol por muito tempo e onde os sentimentos de liberdade individual eram particularmente fortes.

Quando veio o feroz e talvez inesperado ataque de Marx, Proudhon não respondeu. Este homem nobre e sensível provavelmente considerou que fosse abaixo de sua dignidade reagir àquele texto grosseiro. Embora Proudhon pudesse ter despertado níveis maiores de paixões, embora fosse ele quem cunhou o termo “socialismo científico”, ele era desprovido do dogmatismo amargurado irredutível de Karl Marx. Se Proudhon tivesse mantido a liderança do movimento socialista, teria dado a ele um caráter mais anárquico e “personalista”, uma maior humanidade e plasticidade. O mundo ocidental teria lidado com ele com mais facilidade. Ao invés disso Karl Marx prevaleceu com seu monasticismo secular rígido destinado a afundar a civilização em uma miséria abismal. Daniel Halévy escreveu bem acertadamente que, “Havia um espaço para um grande diálogo entre dois homens: Marx, o protagonista da revolução das massas proletárias, e Proudhon, o defensor da revolução personalista. O diálogo afundou e Marx é o responsável por isso, porque o tom que ele deu logo no início impossibilitou a aguardada discussão”.

Tradução de Fernando Chiocca

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Notas

[1] Cf. J. P. Proudhon, Les confessions d’un revolutionnaire (Paris, 1849), p. 61. Repetidas vezes Proudhon abordou o problema da existência de Deus e defendeu calorosamente a posição católica contra Feuerbach. Cf. Daniel Halévy, “Proudhon d’ après ses carnets inédits (1843-1847),” Hier et Demain (Paris: Sequana, 1944), no. 9, pp. 26-27

[2] O voto por classes baseando-se em graus de educação, tributação ou rendimentos continuou na Europa pelo começo do século XX. A Áustria, por exemplo, introduziu o sistema de um-homem-um-voto somente em 1907, porém, ainda antes da Grã-Bretanha. A Rodésia independente, timocrata e não democrata, tem duas “classes” (“listas”). Cf. State of Rhodesia, Democracy and the Constitution (Salisbury: Fact Papers, 1966), no. 8. (A nova constituição de 1970 não é basicamente diferente). George Bernard Shaw, um fabiano que tem seus momentos de genialidade, disse, “Não vejo como superar esta dificuldade enquanto nossos democratas insistirem em assumir que o Sr. Homem Comum seja onisciente e também ubíquo, e se recusem a considerar o sufrágio à luz da realidade do senso comum. Quanto controle do governo o Sr. Homem Comum precisa para se proteger da tirania? Quanto ele é capaz de exercer sem se arruinar e destruir a civilização? Penso que não . . . .” “É uma questão de história natural simples que humanos variam muito em competência política. Eles variam não apenas de indivíduo para indivíduo, mas também de idade para idade no mesmo indivíduo. Diante deste fato evidente é estupidez seguir fingindo que a voz do povo é a voz de Deus. Quando Voltaire disse que o Sr. Todo Mundo era mais sábio que o Sr. Qualquer Um ele nunca havia visto o sufrágio adulto em ação. Todo tipo de gente forma o mundo, e para a civilização se manter alguns desses tipos devem ser mortos como cães raivosos enquanto outros devem ser colocados no comando do estado. Até que as diferenças sejam classificadas não podemos ter um sufrágio científico, e sem um sufrágio científico toda tentativa de democracia irá se autoderrotar como sempre se autoderrotou.” (Cf. seu  Everybody’s Political What’s What, London, 1944, pp. 45-46.) Enquanto essas linhas estão sendo escritas, o socialismo britânico, em nome dos potentados africanos, ainda tenta governar economicamente a Rodésia para impor o sistema de um-homem-um-voto. Pouco importa que aqueles que mais irão sofrer com o embargo (que conta com a participação de assassinos totalitários de diversos continentes) são precisamente as pessoas pelas quais se está beneficiando a Rodésia, o elementos mais carentes economicamente da Rodésia, os africanos. O esquerdistas quase sempre são cruéis e irão sacrificar tudo e todos por suas ideias fixas.

Erik von Kuehnelt-Leddihn
(1909-1999) pertencia a nobreza austríaca e foi um teórico político-social que se rotulava como um inimigo de todas as formas de totalitarismo e um “ultraconservador liberal de extrema direita”. Considerado uma “Enciclopédia Ambulante”, possuía profundo conhecimento de humanidades e era um poliglota fluente em 8 idiomas e capaz de ler outros 17.



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sábado, 10 de janeiro de 2026

Isabel Veloso descansa em paz. João maria andarilho






Isabel Veloso, influenciadora que tornou pública sua luta contra o câncer nos últimos anos, morreu neste sábado, 10, aos 19 anos de idade. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., em dezembro de 2024, ela chegou a deixar um conselho aos fãs a respeito de sua eventual morte.há 4 horas


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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Banco Master, TCU, BC e o que vai acontecer? Chega mais vem com nois

Na hierarquia institucional brasileira, definida pela Constituição Federal, nem o Tribunal de Contas da União (TCU) nem o Banco Central do Brasil (BCB) é superior ao outro. Ambos são instituições independentes, com autonomias específicas, e não há subordinação direta entre eles.
  • O TCU atua como órgão auxiliar do Poder Legislativo (art. 70 e 71 da CF), responsável pelo controle externo da administração pública federal, incluindo fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial de autarquias como o BCB.
  • O Banco Central possui autonomia técnica, operacional e financeira (reforçada pela Lei Complementar 179/2021), executando políticas monetárias e supervisionando o sistema financeiro, sem subordinação hierárquica a outros órgãos do Executivo ou Legislativo.
O TCU pode fiscalizar o BCB quanto à legalidade, legitimidade e economicidade de seus atos administrativos (como uso de recursos públicos), mas não interfere no mérito técnico de decisões regulatórias ou prudenciais (ex.: intervenção em bancos ou política monetária). Isso ocorre porque o TCU exerce controle de "segunda ordem": verifica o "como" (procedimentos e motivação), mas não o "se" (decisões discricionárias técnicas).Essa relação gera debates institucionais, como no caso recente da liquidação do Banco Master (2025-2026), onde o TCU realizou inspeções no BCB para analisar documentos e procedimentos, mas reconheceu explicitamente que não pode substituir o juízo técnico do Banco Central. O BCB, por sua vez, defende sua autonomia operacional, e analistas alertam que excessos na fiscalização poderiam criar precedentes de interferência política.Em resumo: são instituições paralelas, com o TCU tendo poder de fiscalização limitada (sem superioridade hierárquica), e o BCB preservando independência em suas funções-fim. Não há "superior" na estrutura constitucional; há equilíbrio entre controle externo e autonomia técnica.
Aqui estão as principais fontes que embasam as afirmações do texto sobre a relação entre TCU e Banco Central do Brasil (BCB), incluindo a hierarquia constitucional, competências de fiscalização e o caso recente da liquidação do Banco Master (2025-2026):Fontes Constitucionais e Legais PrimáriasConstituição Federal de 1988:Art. 70: Define a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e entidades da administração direta/indireta (incluindo autarquias como o BCB).
Art. 71: Competências exclusivas do TCU, como auxiliar o Congresso no controle externo, apreciar contas e fiscalizar legalidade, legitimidade e economicidade, sem interferir no mérito técnico de atos discricionários.
Disponível em: Plano Nacional ou sites oficiais como o do STF/Planalto.
Lei Complementar nº 179/2021 (Autonomia do Banco Central):Art. 6º: Caracteriza o BCB como autarquia especial com ausência de subordinação hierárquica, autonomia técnica, operacional, administrativa e financeira.
Reforça que o BCB não está subordinado a ministérios ou outros órgãos, preservando independência em funções-fim (política monetária, supervisão financeira).
Texto integral: Site do Planalto.gov.br.
Fontes sobre Fiscalização do TCU sobre o BCBPortal do TCU (portal.tcu.gov.br):Seção "Competências do TCU": Explica arts. 70 e 71 da CF, confirmando fiscalização sobre autarquias federais, incluindo verificação de legalidade e economicidade, sem prejuízo à autonomia técnica.
Nota oficial do Presidente do TCU, Vital do Rêgo (05/01/2026):"Não paira qualquer dúvida sobre a competência do TCU para fiscalizar o BC [...] Nos arts. 70 e 71 da Constituição, o TCU é investido do controle externo [...] inclusive autarquias como o Banco Central. A fiscalização inclui a verificação da legalidade, legitimidade e economicidade [...] sem prejuízo da autonomia técnica e decisória do Banco Central."
Reportado em veículos como CNN Brasil e outros.
Jurisprudência e Doutrina:STF (ADI sobre LC 179/2021): Confirmou que autonomia do BCB não afasta controle externo pelo TCU (nem interno pela CGU).
Acórdãos do TCU: Reconhecem limites à fiscalização (não interfere em mérito técnico de decisões regulatórias/prudenciais).
Fontes sobre o Caso Banco Master (Liquidação em novembro/2025 e Inspeção TCU em 2025-2026)Decisão do TCU (despachos de janeiro/2026, ministros Vital do Rêgo e Jhonatan de Jesus):Autorização de inspeção in loco no BCB para analisar documentos e procedimentos da liquidação extrajudicial do Banco Master, focando em legalidade, motivação e proporcionalidade.
TCU reconhece que não pode substituir juízo técnico do BCB, mas verifica "como" as decisões foram tomadas.
Reportagens: CNN Brasil (05/01/2026), Seu Dinheiro, Folha de S.Paulo, InfoMoney.
Posição do BCB:Recorreu de decisão monocrática, defendendo autonomia operacional e questionando rito da inspeção.
Comunicados oficiais enfatizam que fiscalização não atinge mérito de intervenções/resoluções bancárias.
Análises Especializadas:Artigos em BM&C News e Conjur: TCU tem competência constitucional para fiscalizar, mas limite é o não ingresso no mérito técnico; excesso poderia gerar interferência indevida.
Essas fontes confirmam o equilíbrio descrito: o TCU exerce controle externo limitado (legalidade/procedimentos), sem superioridade hierárquica ou interferência no mérito técnico do BCB. O debate no caso Master ilustra tensões atuais, com o TCU reafirmando competência e o BCB defendendo autonomia. Se precisar de links específicos ou trechos adicionais, é só pedir!
Fonte Grok

domingo, 4 de janeiro de 2026

Venezuela prometida a a atual, caiu de Maduro.





Em 2010, a Venezuela vivia o auge da bonança do petróleo e ocupava uma posição de destaque tanto na América Latina quanto no cenário global.

Aqui estão os dados principais sobre a posição econômica do país naquele ano:

1. No Cenário Mundial

  • Ranking do PIB Nominal: A Venezuela era a 34ª maior economia do mundo em 2010, com um PIB aproximado de US$ 393 bilhões (segundo dados revisados do FMI/Banco Mundial).

  • PIB per Capita: O país atingiu seu pico histórico em 2010, chegando a cerca de US$ 13.600. Para comparação, este valor era superior ao PIB per capita do Brasil e da Argentina na mesma época, colocando a Venezuela como um dos países mais ricos da região em termos de renda por habitante.

2. Na América Latina

  • Posição Regional: Era a 4ª maior economia da América Latina, ficando atrás apenas do Brasil, México e Argentina.

  • Influência: Devido ao alto preço do barril de petróleo (que sustentava mais de 90% das exportações), o país era um dos principais credores e investidores em programas regionais, exercendo forte influência política através de blocos como a ALBA e o Mercosul (onde entrou como membro pleno logo depois).

Resumo Comparativo

Indicador (2010)Posição / Valor
Ranking Mundial (PIB)34º lugar
Ranking América Latina4º lugar
PIB Nominal~US$ 393 bilhões
PIB per Capita~US$ 13.646

O que mudou?

A partir de 2013-2014, com a queda nos preços do petróleo e o agravamento da crise política e institucional, a economia venezuelana entrou em um colapso sem precedentes, perdendo cerca de 75% do seu tamanho em uma década.

Você gostaria de comparar esses números de 2010 com os dados atuais ou com outro país vizinho daquela época?

Hoje, em janeiro de 2026, a situação econômica da Venezuela é de uma lenta recuperação após quase uma década de queda livre, mas o país ainda está longe do poderio que tinha em 2010.

Abaixo, os dados atualizados baseados nas projeções mais recentes do FMI e da CEPAL:

1. No Cenário Mundial

  • Ranking do PIB: A Venezuela ocupa aproximadamente a 65ª a 70ª posição global. Em 2010, era a 34ª.

  • Tamanho da Economia: O PIB nominal estimado para 2025/2026 gira em torno de US$ 80 a US$ 100 bilhões. Note a diferença drástica: em 2010, a economia valia quase US$ 400 bilhões.

  • PIB per Capita: Estimado em cerca de US$ 3.000 a US$ 3.500, uma queda de mais de 75% em comparação aos US$ 13.600 de 2010.

2. Na América Latina

  • Posição Regional: O país caiu da 4ª para a 11ª ou 12ª posição na América Latina.

  • Ultrapassada por vizinhos: Países como República Dominicana, Equador e Guatemala, que eram economias bem menores que a venezuelana em 2010, hoje possuem PIBs superiores ao da Venezuela.


Comparativo Direto: 2010 vs. Hoje (Projeção 2026)

Indicador2010 (Auge)Hoje (Jan 2026)
Posição na América Latina4º lugar~11º lugar
Posição no Mundo34º lugar~68º lugar
PIB Nominal~US$ 393 bilhões~US$ 82 bilhões
Status EconômicoExpansão e BonançaRecuperação Pós-Colapso


Gostaria que eu detalhasse quais países da América Latina "ultrapassaram" a Venezuela nesse período ou quer ver os dados sobre a inflação atual?

Em 2010, a Venezuela estava em uma fase de crescimento demográfico constante, antes do início da grande crise migratória que marcou a última década.

População em 2010

A população era de aproximadamente 28,4 a 28,8 milhões de habitantes.

  • Censo e Estimativas: Segundo dados do Banco Mundial e do Worldometer, o número exato ficava em torno de 28.813.101.

  • Crescimento: Naquela época, a população crescia a uma taxa de cerca de 1,5% ao ano.

  • Perfil: A grande maioria da população (cerca de 88%) já vivia em áreas urbanas, com Caracas sendo o principal polo demográfico.


Comparação com os dias atuais (Janeiro de 2026)

A evolução populacional da Venezuela desde 2010 é um dos fenômenos mais atípicos do mundo moderno:

  1. O Pico (2015): A população chegou a atingir cerca de 30,5 milhões de pessoas por volta de 2015.

  2. A Queda (Migração): Devido à crise econômica e social, estima-se que mais de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos (o maior êxodo da história recente da América Latina).

  3. População Atual: Hoje, a população residente na Venezuela estabilizou-se em torno de 28,5 milhões de pessoas.

Curiosidade: Devido à imigração em massa, a população atual da Venezuela é praticamente a mesma de 15 anos atrás, revertendo décadas de crescimento natural.

Gostaria de saber para quais países a maior parte dessa população migrou ou quer ver mais detalhes sobre a pirâmide etária venezuelana?

As informações que compartilhei com você são baseadas em relatórios de instituições internacionais que monitoram a economia e a demografia global. Como o governo venezuelano parou de publicar muitos dados oficiais durante a crise, essas organizações se tornaram as fontes mais confiáveis para estatísticas históricas e atuais.

Aqui estão as principais fontes utilizadas:

1. Dados Econômicos (PIB e Ranking)

  • FMI (Fundo Monetário Internacional): Utilizado para o ranking global e as projeções do PIB nominal para 2025/2026 através do relatório World Economic Outlook.

  • Banco Mundial: Fonte dos dados históricos de 2010, onde o PIB nominal da Venezuela foi registrado em cerca de US$ 393 bilhões.

  • CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe): Utilizada para a comparação do desempenho da Venezuela em relação aos vizinhos latino-americanos.

2. Dados Populacionais e Migração

  • Plataforma R4V (Response for Venezuelans): Esta é uma plataforma conjunta da ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e da OIM (Organização Internacional para as Migrações). É a fonte oficial para o número de 7,7 milhões de migrantes e refugiados.

  • Worldometer e Divisão de População da ONU: Fontes para o número base da população em 2010 (aproximadamente 28,8 milhões) e as estimativas de crescimento e retração demográfica.

3. Referências de Mídia e Análise

  • Relatórios de portais de análise financeira como Trading Economics e Macrotrends, que compilam as séries históricas de PIB per capita (confirmando o pico de US$ 13.600 em 2010 e a queda subsequente).


Nota de Transparência: Devido à hiperinflação e à falta de transparência em alguns anos (especialmente entre 2015 e 2019), os valores exatos de PIB em dólares podem variar ligeiramente entre as fontes (ex: FMI vs. Banco Mundial) dependendo da taxa de câmbio utilizada para o cálculo, mas todas confirmam a mesma trajetória de queda drástica.

Gostaria que eu te enviasse o link direto para algum desses relatórios específicos ou que eu comparasse esses dados com os de outro país como o Brasil?

Não, muito obrigado Gemini.

Obrigado pela visita, volte sempre. Se você observar que a postagem, vídeo ou slidshre está com erro entre em contato.

Marx Vs Proudhon – Como prevaleceu o que havia de pior na Esquerda - Instituto Rothbard Brasil

Por Erik von Kuehnelt-Leddihn -04/02/20190 O fourierismo na França foi ofuscado pelo surgimento de um homem com uma mente socialista muito m...