Faça sua própria bússola!
Por: Maria Ramos
A bússola é um instrumento usado há séculos para orientação. Ela consiste basicamente em uma agulha que aponta sempre para o Norte. Você mesmo pode construir uma bússola de baixa precisão. Para isso, você vai precisar de um
ímã (talvez tenha um na geladeira da sua casa), uma agulha, uma rolha de cortiça ou um pedaço de
isopor, uma fita adesiva, uma faca e um vasilhame com água.
Instruções:
• Corte a rolha de cortiça ou o pedaço de
isopor, deixando-o com cerca de um centímetro de altura, formando um disco.
• Depois, magnetize a agulha: passe uma de suas extremidades na parte lateral do
ímã cerca de 20 vezes sempre no mesmo sentido, tomando o cuidado de não fazer movimentos de ida e volta.
• Usando a fita adesiva, fixe a agulha no disco e coloque-a sobre um vasilhame com água. Se estiver tudo certo, quando você mexer na agulha, ela deve voltar para a mesma posição, ou seja, indicando a
direção Norte-Sul.
Metodologia: O professor explica o que deverá ser feito (como os alunos deverão realizar a pesquisa, onde ela será realizada, exemplifica os produtos a serem pesquisados, etc). O professor poderá utilizar a historia da Cigarra e da Formiga para dar uma noção de trabalho e economia, podendo fazer perguntas sobre o texto (evitando uma exposição muito longa, visto que o tempo de concentração de uma criança num mesmo assunto é inferior a 15 minutos).
Tempo de Execução da Pesquisa: Uma semana. Este
projeto deve ter início preferencialmente numa quarta-feira, pois três dias serão utilizados para a explicação e organização dos conteúdos e do processo, da seguinte forma:
1º dia - história da Cigarra e da formiga.
2º dia – reforço da história para que conceitos de economia sejam introduzidos - o professor explica para a classe a tarefa que cada um vai realizar, através de um diálogo onde cada um escolhe o tema de suas pesquisas.
3º dia – o professor apresenta uma mostra com fotos ou ilustrações de gráficos, tabelas, informações sobre a confecção da bússola, produtos etc.
4º dia (sábado) início da pesquisa.
5º dia – continuação da pesquisa.
6º dia - conclusão
7º dia - avaliação da pesquisa.
A
idéia é destinar o final de semana para que os alunos possam realizar a pesquisa enquanto passeiam por seu bairro ou cidade, com seus pais ou amigos, e que esta
atividade possa ser desenvolvida de forma agradável e natural.
Avaliação: Avaliação
dialógica: como o nosso
objetivo é verificar o nível de amadurecimento e evolução das crianças usaremos a avaliação
dialógica, e dentro desta a avaliação
prognóstica na qual observaremos os pré requisitos ou avaliação de entrada; depois partiremos para a avaliação
diagnóstica, apresentando os procedimentos do dia a dia a fim de verificarmos quem está incorporando as habilidades previstas. E por fim a avaliação
classificatória, na qual faremos a avaliação final dos
educandos. Deste modo não separamos as questões quantitativas e qualitativas da evolução do aluno.
PESQUISA DE PREÇOS DE ESCOLHA LIVRE
loja 1
Nome da loja:
loja 2
Nome da loja:
loja 3
Nome da loja:
Produto escolhido
(nesse item todos os produtos pesquisados devem ser da mesma marca).
Nome do produto:
Preço
Preço
Preço
Produto escolhido (nesse item observaremos marcas diferentes de um mesmo produto).
Nome do produto:
Preço
Preço
Preço
Diferenças de preços:
Observe a primeira coluna (produtos da mesma marca) e relacione os preços do maior para o menor ►
Observe a segunda coluna (mesmo produto de marcas diferentes) e relacione os preços do menor para o maior.►
RESPONDA ÀS QUESTÕES ABAIXO:
Qual loja tem o menor preço?
Qual loja tem o preço mais alto?
Calcule a diferença entre os preços:
Da loja 1 para a loja 2
Da loja 2 para a loja 3
Da loja 1 para a loja 3
Que tipo de conta você utilizou para descobrir as diferenças de preços?
Vale a pena pesquisar? E os produtos iguais de marcas diferentes são mais caros ou baratos? (o professor tem que dar um explicação do que quer).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após mais de 50 horas de observações do espaço escolar. Vemos a mudança antes na educação infantil o lúdico fazia parte do processo de ensino/aprendizagem. Agora vemos este recursos cada vez mais distantes.
Redução do recreio,
contação de história é coisa rara, provas avaliações, e basicamente a
comunição entre
educandos e educadores é feita de maneira
rispida salvo algumas
exceções. Muitas professoras novas que sentem na pele a diferença da faculdade e seus ensinamentos e a realidade de uma escola na periferia. Quem ensinou a estes professores/as manejo e
direção ou gestão em uma sala de aula. Professores sendo humilhados por crianças e professores violentando psicologicamente os alunos mais indefesos. A falta de recursos básicos como papel
sulfite para
atividades extras ou outras compromete o processo educativo. Não é a toa que muitos autores falam respeito, da avaliação, das provas, dos conteúdos, da formação continuada, da mudança de paradigma etc.
Não basta fazer m cursos de pedagogia tem que ter vocação e amar o que faz, vimos na prática que esta minoria de educadores nos faz acreditar ainda na educação. Outro ponto é a rotina da escola muito diferente
dequela na qual estagiamos o 1º semestre e o 2º semestre de 2007 na educação infantil.
Neste escola os pais participavam mais da escola. Agora na periferia é raro a participação, deles esta distância coloca nos ombros dos professores um fardo do qual não estão dando conta.
Sala de informática com computadores novos fechada. A rua está atraindo mais do que a escola. Muitos professores eventuais, outros não sabem como fazer os educando aprenderem.
Estão esperando o apito das 1700 horas para encerrarem seus turnos. A cabeça não consegue pensar direito muito barulho em sala de aula. Agora os mesmos pais que não participam da escola , sabem
decor e salteado o endereço do pessoal da delegacia . Isto é para fazer uma queixa sobre professores. Eles conhecem até o
ECA, mas de seus filhos não sabem nada. Por este motivo entendo por que muitas professores pediram transferência para educação infantil.
Será que um dia veremos os cursos de licenciaturas serem os mais concorridos dos vestibulares?
Educação virou terra de todos e
dominio de poucos.
Os currículos de nossas escolas têm sido propostos para atender a massificação do ensino. Não se
planeja para cada aluno, mas para muitas turmas de alunos numa hierarquia de séries, por idades mas, esperamos de uma classe com 30 ou mais de 40 alunos, uma única resposta certa. Resumindo onde está a pedagogia
construtivista? Onde está o
planejamento do currículo? Onde está a escola cidadã? Onde está os especialistas em educação?
A escola pública que se encontram nas periferias das grandes cidades precisam de políticas públicas urgente. Existem educadores e professores. Há uma diferença enorme, entre estas duas palavras.
"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." (Paulo Freire)
REFERÊNCIAS
http://www.escoteiro.com.br/aprenda/oriente_se/bussola.asphttp://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=802&sid=3BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Volume 1 – Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília:
MEC, 1997
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Volume - 10.1 Temas Transversais Pluralidade Cultural. Brasília:
MEC, 1997.
DEMO, Pedro. Ironias da Educação: mudanças e contos sobre mudança. Rio de Janeiro:
DP&A,2000.ROMÃO, J. E. Avaliação
dialógica: desafios e perspectivas. São Paulo:
Cortez, 1998.
ANEXOS
PARÁBOLA DO HOMEM DAS CHAVES
Prof Nascimento
Numa pequena aldeia, havia um homem que aprendera a fazer chaves. E as fazia tão bem que logo lhe apareceram vários candidatos a aprendiz. Uma chave presa a um cordão era o certificado de conclusão do aprendizado com aproveitamento.
O artesão estava cada vez mais feliz com sua arte. Na verdade, estava tão feliz que mal percebia a decepção dos seus ex-discípulos. Estes, após terem viajado mundo afora, retornavam desanimados, atirando suas chaves aos pés do antigo mestre.
Eis que, após muito tempo, começou a ficar incomodado com o que denominava ingratidão. Precisando de aconselhamento, subiu a montanha e procurou o sábio eremita. Queria saber por que as pessoas são tão ingratas para com alguém que tudo faz por elas. E contou o caso da devolução das chaves.
O eremita ouvia atentamente e, quando o interlocutor terminou sua exposição, nada disse por alguns segundos, que pareceram ao artesão uma eternidade.
— Bom homem — começou o ermitão, alisando sua barba longa e encanecida —, a vaidade é o grande pecado daqueles que julgam ensinar. O que você dava aos seus discípulos não era ensinamento, mas uma exibição de arte e poder. Você adorava o título de Mestre das Chaves.
O artesão ouvia tudo sem nada refutar, cabeça baixa, as mãos apertando nervosamente um velho chapéu de couro. As palavras do sábio calavam fundo, atingindo-o em cheio. O velho montanhês sabia das coisas da vida. Parecia ler a alma das pessoas.
— Mas eu fiz um bom trabalho. Por que eles não reconhecem isso?
— Bom homem, você nunca parou para avaliar seu trabalho de um ponto-de-vista importante: quando se ensina, o mais importante é o aprendiz. Você, em algum momento, questionou a validade de seus ensinamentos para o crescimento de seus aprendizes? Presumo que não.
O artesão fez um gesto de desânimo, e o ancião da montanha continuou:
— Seus discípulos confiavam em você, e você os traiu. Por onde quer que eles andem, levam sempre uma chave pendurada ao pescoço. Essa chave não os leva a nenhum lugar importante. Não conseguem, com ela, alterar a realidade em que vivem, abrindo caminhos novos e mais promissores. Você não lhes ensinou o que fazer com as chaves. Você mesmo não deve saber por que e para que faz chaves. Saiba que chaves devem servir para abrir portas, ou se tornarão objetos inúteis.
O artesão agradeceu ao velho eremita e, pensativo, desceu a montanha lentamente. Tirou do pescoço a sua chave, mirou-a fixa e demoradamente, num gesto quase solene, e murmurou:
--- Tenho muito que aprender sobre você, antes de voltar a formar novos artesãos.
http://www.geocities.com/Athens/Delphi/8488/chaves.html
João C. Maria (meus artigos)
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