segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Blogs e sites especializados em planos de aulas, de Geografia. (5ª a 9ª).


Abaixo links e atalhos, para Blogs e Sites especializados em planos de aulas Geografia ensino fundamental.

http://ensinandoageografar.blogspot.com/2007/06/portiflio_26.html

http://portifolioestagioestela.blogspot.com/2007/11/planos-de-aula.html

http://paiole.wordpress.com/2007/11/21/plano-de-aula/

http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/pdf/Esp_001/geografia5_8.pdf

http://manchageo.blogspot.com/2007/11/aula-simulada-plano-de-aula-5-srie.html

http://popnews.wordpress.com/2007/10/13/dicas-para-se-fazer-um-plano-de-aula/

http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=Plano+de+aula+geografia+5%C2%AA+s%C3%A9rie&start=30&sa=N



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Pedagogia Histórico Crítica

Read this document on Scribd: Pedagogia Histórico Crítica


Fonte: http://www.scribd.com/doc/520321/Pedagogia-Historico-Critica

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NEPOTISMO (ne.po.tis.mo). Palavra do Dia.


Palavra do Dia:
NEPOTISMO (ne.po.tis.mo)

Na última semana, o Supremo Tribunal Federal determinou que é proibida a prática do nepotismo. A decisão dos magistrados atinge as três esferas do poder, vedando a contratação de parentes no executivo, no legislativo e no judiciário.
A palavra “nepotismo” tem uma origem curiosa. É a junção de “nepote” com o sufixo “ismo”. “Nepote” designa sobrinho ou conselheiro do Papa. O favorecimento excessivo concedido pelos papas a quem tinha tal condição passou a ser chamado de “nepotismo”.
Com o tempo, o termo passou a designar também qualquer favorecimento a parentes por quem ocupa cargos públicos.

>> Definição do dicionário Aulete Digital.

NEPOTISMO (ne.po.tis.mo)

Substantivo masculino

1 Favorecimento de amigos e parentes por parte de quem ocupa cargos públicos.

2 Favorecimento, proteção: Essa empresa funciona na base do nepotismo.

3 Hist. rel. Favores excessivos dentro da estrutura administrativa da Igreja, concedidos pelos papas aos seus sobrinhos.

[Formação: nepote (sobrinho) + -ismo.]
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domingo, 24 de agosto de 2008

Kamau canta "Equilíbrio" no Poploaded do iG.

ig


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Educação: Termômetro do bom ensino.

Os rankings ajudam os pais num momento decisivo:
o de escolher uma escola para os filhos


Camila Pereira

Lailson Santos
O estudante Fernando com o pai: o Enem ajudou a definir o novo colégio

Escolher uma escola na qual matricular os filhos sempre foi, no Brasil, um processo mais intuitivo do que propriamente racional. Os pais costumavam tomar essa decisão baseados em visitas aos colégios e ancorados na experiência alheia. O único medidor objetivo no horizonte eram as taxas de aprovação das escolas no vestibular. E só. O cenário começou a mudar três anos atrás, quando o Ministério da Educação (MEC) passou a divulgar o resultado dos colégios no Enem, uma prova de conhecimentos gerais aplicada aos estudantes no fim do ciclo escolar. Com ela, houve um avanço. Tornou-se possível, afinal, comparar as escolas por meio de um ranking. Ele está, de fato, sendo usado com esse fim, segundo aponta um levantamento com base nos três últimos exames. Chamam especial atenção os números relativos aos dez colégios particulares com melhor desempenho desde 2005. Num período em que as matrículas no ensino médio minguaram 9% no país, o número de novos alunos nessas escolas campeãs subiu até 40%. Isso ajuda a mensurar o raio de influência da avaliação oficial na vida de pessoas como o publicitário Randal Soares. O fato de o Vértice, um colégio de São Paulo, ter surgido no topo do ranking nacional foi decisivo para que Soares tomasse a decisão de ali matricular os filhos Fernando, 15 anos, e Isabela, 12. Ele resume um pensamento geral: "Ganhei uma espécie de bússola para rastrear o bom ensino".

Márcio Lima
A médica Ivana, mãe de Luiza, mudou-se para a Bahia: sem conhecer nenhuma escola, a solução foi olhar para o topo do ranking


Os especialistas chamam atenção ainda para outro efeito positivo de avaliações como o Enem – esse, menos visível. Ao jogarem luz sobre o mau resultado de determinadas escolas, os rankings, de certo modo, obrigam-nas a melhorar. É uma questão básica de sobrevivência. Quem não elevar o nível das aulas provavelmente perderá alunos. Isso já ocorreu com universidades, cuja qualidade de ensino é avaliada e comparada há mais tempo no Brasil. Uma pesquisa feita pelo MEC mostra que, em faculdades com cinco anos consecutivos de notas baixas, as inscrições no vestibular caíram pela metade. A reação? Elas dobraram o número de professores com mestrado ou doutorado. A avaliação das escolas no Enem é algo mais recente, portanto ainda não há sobre ela dados tão consolidados. Existem, no entanto, alguns bons exemplos de como certos colégios têm feito esforço para avançar. Depois de não figurar no topo por três anos seguidos, o tradicional Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo, colocou em ação uma espécie de plano de emergência. Passou a oferecer aulas extras e criou uma disciplina para tratar alguns dos assuntos da atualidade sobre os quais os estudantes revelaram mais desconhecimento no exame oficial. Essa e outras tantas escolas não escondem a intenção de treinar os alunos para o próximo Enem, de modo a ganharem posições no ranking. Diz Claudia Xavier, diretora do Porto Seguro: "Um bom resultado na prova é uma vitrine para o colégio".

Essa competição entre as escolas particulares, impulsionada pelo Enem, se dá num contexto em que a disputa por novos alunos nunca foi tão acirrada. De um lado, o número de colégios de ensino médio se expandiu 6% nos últimos cinco anos. De outro, o total de estudantes despencou 9% – e eles se tornarão ainda mais escassos. Por uma razão simples: a cada ano, os brasileiros têm menos filhos. Diante desse cenário, as escolas ganham uma razão a mais para prestar atenção no Enem e nas demais avaliações do MEC. Com uma nota ruim, elas perdem fôlego para concorrer por novos alunos. Se vão bem na prova, têm um trunfo na mão. Não causa espanto o fato de muitos desses colégios bem-sucedidos no exame investirem em publicidade, com o objetivo de chamar atenção para o resultado. Diz o especialista Ryon Braga: "A competição motivada pelos rankings tem funcionado há décadas como motor para o bom ensino em países desenvolvidos".

O Enem surgiu há dez anos com o propósito de medir o nível de conhecimento dos estudantes – e não propriamente para aferir a qualidade das escolas. Ele tem sido usado pelos alunos no ingresso em mais de 500 faculdades no país. Em certos casos, a nota se soma à do vestibular. Em outros, o Enem já substitui a prova tradicional. Os especialistas fazem uma ressalva à aplicação do exame como ferramenta para avaliar os colégios. Diz respeito a seu caráter voluntário. Como só faz a prova quem quer, pode haver distorções nos resultados. Do ponto de vista estatístico, a ponderação faz sentido. O MEC defende a divulgação dos rankings, no entanto, com base em dois argumentos. O primeiro é que os técnicos conseguem minimizar as eventuais distorções por meio de recursos estatísticos. O segundo argumento é que cerca de 80% dos estudantes das boas escolas particulares já comparecem à prova. Esse é, até então, o único indicador disponível – e ele tem sido útil a gente como a médica Ivana Freire. Recém-chegada de Mato Grosso a Feira de Santana, na Bahia, ela desconhecia as escolas da cidade. Decidiu, então, matricular a filha Luiza, de apenas 4 anos, no colégio campeão do estado, o Helyos. Em um momento tão crucial para os pais quanto o da escolha de uma escola, os rankings representam, sem dúvida, um grande avanço.

Com reportagem de Milena Emilião

Fonte: http://veja.abril.com.br/070508/p_152.shtml

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7 medidas testadas – e aprovadas.

Educação


Camila Pereira

Fotos Roberto Setton e Jung Yeon-Je/AFP
O estudo coordenado por Mona Mourshed desvenda o sucesso de países como a Coréia do Sul (à dir.): idéias para o Brasil

VEJA TAMBÉM
Exclusivo on-line
Mais sobre educação

Entender como países em destaque nos rankings de ensino chegaram ao topo é o que mais impulsiona hoje as pesquisas na área de educação. Nenhuma delas foi tão longe quanto um recente estudo da consultoria McKinsey coordenado pela egípcia Mona Mourshed, doutora em desenvolvimento econômico pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e estudiosa das reformas educacionais em dezenas de países. Durante um ano, uma equipe comandada por ela entrevistou mais de 200 pessoas e visitou 120 escolas em vinte países. Justamente aqueles com resultados mais extraordinários na educação, caso de Cingapura, Coréia do Sul e Finlândia. O maior mérito do trabalho é chamar atenção para práticas comuns a esses países, todas testadas com sucesso na sala de aula. Na semana passada, Mona esteve em São Paulo para falar sobre o estudo a representantes do Ministério da Educação (MEC) e de secretarias de ensino. Ela diz: "Estou certa de que outros países podem se beneficiar dessas práticas a curto prazo e sem gastar muito". Em entrevista a VEJA, a consultora fala de sete medidas aplicadas com sucesso nos países que estudou – e que podem ajudar também a elevar o nível do ensino no Brasil.

Só os melhores ensinam – Poucos fatores influenciam tanto a qualidade do ensino em um país quanto o nível de seus professores – daí a relevância de recrutar os mais talentosos. Foi com esse objetivo que países como Coréia do Sul e Finlândia criaram seleções tão rigorosas quanto as de uma grande empresa. A triagem começa na escola. Só podem concorrer a uma vaga nas faculdades de educação aqueles 10% com o melhor boletim, dado especialmente espantoso diante da realidade de países como o Brasil: os professores brasileiros compõem justamente a turma dos 30% com as piores notas. Para sonhar com um lugar numa dessas faculdades (e muita gente lá sonha mesmo), é preciso ainda passar por provas, entrevistas e aulas demonstrativas devidamente avaliadas por especialistas. Com tantos filtros na entrada, a experiência aponta para três efeitos positivos: não se desperdiça tempo nem dinheiro na formação de gente sem talento, a qualidade dos cursos aumenta e a carreira de professor, naturalmente, ganha novo status. Nada disso faria mal ao Brasil.

Para cada estudante de pedagogia, um tutor – Em países de bom ensino, ninguém se forma sem antes fazer o básico: entrar numa sala de aula na função de professor. Não se trata de um estágio comum. Os universitários são acompanhados por espécies de tutores, professores experientes cujo papel é orientar os novatos do momento em que se sentam para planejar uma aula até quando corrigem a lição. Mais do que isso: aos tutores é designada a tarefa de avaliar o desempenho dos aspirantes a professor, corrigir eventuais falhas e ensinar tudo na prática – chance que os estudantes brasileiros raramente têm. A decisão de criar essa função, tomada por governos de diferentes países, ajudou a elevar o nível dos professores recém-formados. Deu tão certo que, em alguns lugares, tais profissionais já são figuras permanentes nas escolas, caso da Inglaterra. Lá, eles não apenas dão consultoria aos principiantes como avaliam, diariamente, o nível geral do ensino.

Tornar atraente a carreira de professor – A junção de duas medidas se revelou eficaz em uma dezena de países. Uma delas diz respeito ao salário inicial dos professores: quando o valor foi igualado ao de outras carreiras, houve um substancial aumento na procura por faculdades de educação. O detalhe é que tais países, entre os quais Coréia do Sul e Cingapura, não reservaram nenhum centavo a mais para a educação. Eles conseguiram mais dinheiro ao decidir aumentar o tamanho das classes, medida que permitiu enxugar o quadro de professores – e pagar mais aos recém-formados. Esses países não fizeram isso sem consultar as pesquisas. Segundo elas, turmas maiores não prejudicam o ensino de maneira significativa, como apregoa o senso comum. Por outro lado, um bom salário inicial tem funcionado como poderoso fator de atração de gente talentosa. Isso, no entanto, não é o bastante. Os mais brilhantes só passaram a procurar maciçamente a carreira de professor depois que esses países implantaram sistemas meritocráticos, nos quais os melhores ganham mais dinheiro e responsabilidade e vislumbram no horizonte a possibilidade de exercer diferentes funções, como a de "consultor de currículo" – tão prestigiada quanto a de diretor de escola.

MBA para os diretores – Em geral, vale a regra: quanto mais eficiente o diretor, melhor é o ensino da escola. Por isso, países de educação exemplar se empenharam em encontrar uma fórmula para chegar aos melhores e treiná-los para exercer a função. Enquanto em nações que aparecem na rabeira dos rankings, como o Brasil, os diretores ainda tomam decisões com base na intuição, naquelas que estão no topo eles só podem ocupar o cargo depois de passar por uma espécie de MBA. Durante seis meses, freqüentam cursos para aprender técnicas elementares de gestão e fazem estágio em grandes empresas, nas quais observam os métodos aplicados por executivos. É assim em Cingapura, país que levou às últimas conseqüências o treinamento de diretores na iniciativa privada. Ninguém lá é empossado sem antes se internar numa multinacional, entre as quais HP e IBM, e provar, por meio de avaliações, ter aprendido a traçar metas, cobrar resultados e estimular uma equipe.

Shiho Fukada/AP
Escola na Finlândia: reformas no ensino que deram certo


Auditoria na sala de aula – Monitorar a qualidade do ensino por meio de critérios objetivos é básico – e o Brasil já faz isso há uma década. Um passo adiante, segundo revela a experiência de outros países, é dar a especialistas a tarefa de inspecionar periodicamente as escolas, como em auditorias feitas nas empresas. Nesse caso, eles são contratados pelo governo para produzir avaliações sobre o ensino nas escolas. Durante as visitas, assistem às aulas, entrevistam alunos e professores e observam o estado de conservação do prédio. Dessas auditorias não resultam apenas relatórios, mas também um conjunto de recomendações bem práticas, como mudar os rumos de uma disciplina ou mesmo trocar um diretor ineficiente. Sim, em cidades como Nova York eles podem ser demitidos caso não dêem mostras de estar à altura do cargo.

Roteiros para ensinar – A história é a mesma em países de ensino exemplar: nenhum deles alcançou o sucesso em sala de aula sem um bom currículo oficial. Entenda-se por isso aquele cujas metas de aprendizado são claras e exigentes. A experiência mostra que esse é um divisor de águas entre o mundo da intuição, no qual os professores se guiam pelas próprias crenças, e o da razão. Com o currículo, eles passam a ter objetivos definidos – e um instrumento para aferir o nível dos alunos diante de expectativas concretas. Ainda que não pairem dúvidas sobre o mérito dessa prática, ela é rara no Brasil. Para se ter uma idéia, apenas recentemente o estado de São Paulo passou a adotar um currículo único nas escolas – até o ano passado, eram 600 deles. São justamente os países de mau ensino, como o Brasil, que mais precisam dos currículos, e eles devem ser prescritivos. Só é recomendado que se tornem mais flexíveis quando o país já tiver enraizado a cultura do bom ensino, o que não é o caso do Brasil.

Aula particular de graça – Em escolas públicas de países como a Finlândia, nada funcionou tão bem no combate à repetência como a implantação de um sistema para atender os estudantes com dificuldade de aprender, à parte das aulas. O reforço escolar é levado tão a sério que em cada escola há alguém designado para ministrar as tais aulas particulares. Esses professores não costumam se queixar. Ganham mais e têm boas condições de trabalho: são treinados durante um ano para a função e ainda contam com a ajuda de psicólogos para lidar com os casos mais difíceis. Não é pouca gente que freqüenta esse tipo de aula: cerca de 30% dos alunos. A decisão de investir aí se provou acertada – até do ponto de vista financeiro. Cada aluno que repete custa algo como 20.000 dólares a mais aos cofres públicos. Ao fazerem as contas, os especialistas concluíram que custa menos pagar pelo reforço escolar. Depois dele, a reprovação sempre despenca – algo que em países campeões em repetência como o Brasil é emergencial – e o ensino melhora.


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O homem que brincava de fazer arte. Plano de aula Ensino Médio.

Pablo Picasso criou o cubismo. Foi barroco, expressionista e surrealista. Rompeu com a estética de sua época para "desenhar como criança". Traga para a sala os traços e as cores que marcaram as artes plásticas do século XX.


Objetivos
Observar as influências entre as diversas correntes artísticas ao longo do tempo e perceber a contribuição de Pablo Picasso nas artes plásticas

Introdução
"Quando criança, eu desenhava como Rafael. À medida que fiquei mais velho, passei a desenhar como criança".
As palavras do pintor espanhol Pablo Picasso sintetizam sua trajetória artística. Ao longo de sete décadas, ele criou pinturas, colagens, esculturas, gravuras, cerâmicas, cenários para balés, uma produção "caudalosa", resume a reportagem de VEJA. Durante esse tempo, aprendeu a brincar com imagens, a apresentá-las livremente, com frescor e espontaneidade. Também aprendeu a olhar o mundo com olhos de criança, como quem o vê pela primeira vez, e transmitiu esses ensinamentos a gerações de artistas plásticos. Foi esse o maior legado de Picasso. Hoje, quando a liberdade e a subjetividade se manifestam na arte, é difícil imaginar que, antes dele, não era assim.

Naturalmente, não desenhar "como Rafael" não significa esquecer as lições do mestre renascentista e de outros mestres. Ao contrário, a criatividade de Pablo Picasso recebeu as influências de todos os séculos e de todas as latitudes da expressão artística. O plano de aula vai ajudá-lo a mostrar a seus alunos a rede de vasos comunicantes das artes plásticas, tecida ao longo dos séculos.

A realidade da arte
O desenho de uma árvore é uma representação do real, mas também faz parte da realidade. Especialmente aos olhos de um artista: para ele, a pintura é tão real quanto a árvore. Muito de seu trabalho é alimentado pela própria arte, ao revisitar temas e tradições. Não se trata de uma cópia: ele experimenta, explora, incorpora e afinal "desaprende", como Picasso "desaprendeu" Rafael.

Essas influências e incorporações se manifestaram em momentos decisivos da obra de Picasso. Em 1907, ele transformou a maneira de apresentar a figura feminina com a tela Les Demoiselles d'Avignon, inspirada nas máscaras tradicionais africanas. Seguiu-se a revolução do cubismo (1909-1912), que nega a perspectiva criada no Renascimento e apresenta as massas de um objeto sob diferentes focos de luz. A influência maior foi exercida pelo pós-impressionista francês Paul Cézanne (1839-1906), que enfatizou a massa e a estrutura subjacente do objeto e não a visão apresentada pela luz que dele irradia. O resultado, no caso do cubismo, foram as visões múltiplas do objeto e a fratura do espaço, do jogo de luzes e sombras e da cor, que até hoje marcam as artes plásticas.

Nas décadas seguintes, Picasso manteve diálogo com outros movimentos artísticos e culturais, como o surrealismo e o expressionismo. O contato com o surrealismo ajudou-o a explorar o tema da sexualidade em imagens como as da série do Minotauro, símbolo do humano e do animal em cada um de nós. As deformações do expressionismo, por sua vez, integraram-se ao cubismo a ponto de se tornarem características da arte de Picasso. Como observa a reportagem de VEJA, esse é o estilo predominante em muitas obras da mostra Picasso Anos de Guerra 1937-1945. Entre essas obras estão as gravuras dedicadas a Dora Maar. Nelas, ignorando convenções do "belo", Picasso mostra como percebia a namorada. Apesar das "monstruosidades" expressionistas, lembram as fotografias de Dora Maar (veja a reportagem e o site www.whom.co.uk/dora/doramaar.htm).

Cubismo, expressionismo e o barroco do flamengo Rubens (1577-1640) somam-se na grande ausência da mostra: o mural Guernica, criado em 1937, depois que a aviação nazista massacrou a aldeia basca de Guernica, durante a Guerra Civil Espanhola. Entre as imagens está a de uma mulher de braços erguidos, que parece transplantada da tela Horror da Guerra, de Rubens.

"Frágil, o mural não deixa mais a Espanha", informa a reportagem. Mas sua força enquanto denúncia dos horrores da guerra permanece total. Conta-se que na França, durante a Segunda Guerra Mundial, um nazista perguntou a Picasso se ele é quem havia feito o mural. O pintor respondeu, numa referência à violência alemã contra as pessoas e animais da aldeia: "Não. Foram vocês."

Atividades
1. Encarregue os alunos de rastrear as principais influências na arte de Picasso. Algumas pistas: a arte francesa do século XIX; a arte espanhola (Velázquez, El Greco, Goya; a arte grega, especialmente na cerâmica).

2. Encomende pesquisas em livros e na internet sobre fotos de Dora Maar e as gravuras de Picasso que a representam. A partir desse material, mostre à classe como o universo criado pelo pintor tem raízes na realidade.

3. Encomende pesquisas sobre a obra de Cândido Portinari, especialmente a dramática série dos Retirantes. Mostre aos alunos como algumas soluções do pintor brasileiro foram influenciadas por Picasso.


1905:

Museu de Arte Moderna de Nova York


Pintado em Paris, o óleo sobre tela Família de Saltimbancos demonstra simpatia e solidariedade em relação aos modelos, pessoas independentes e livres. Pertence à chamada "fase rosa" de Picasso

1907:

Museu de Arte Moderna de Nova York


Influenciado pela arte africana e pela expressão de massas na obra de Cézanne, Les Demoiselles d'Avignon é uma obra revolucionária, que rompe com a perspectiva linear tradicional e com o modo de representar a figura feminina na pintura clássica


1909:

Museu Ermitage de São Petersburgo

O Reservatório em Horta de Ebro (óleo sobre tela) apresenta a estrutura geométrica de um cristal. Mostra influências de Cézanne e das paisagens pintadas por Georges Braque (1882-1963). Entre 1909 e 1912, Picasso e Braque trabalharam em conjunto, lançando o movimento conhecido como cubismo


1934:

Alipio Silva Jr.

Minotauro Cego Guiado por uma Menina. Influenciado pelo surrealismo, Picasso explora a noção de metamorfose em suas obras. O tema do Minotauro, desse período, é muitas vezes uma auto-imagem, associada à luta entre o humano e o bestial em cada pessoa


1937:



As imagens fragmentadas de Guernica denunciam o massacre de uma aldeia pela aviação alemã a serviço do franquismo durante a Guerra Civil na Espanha. O mural, encomendado pelo governo republicano, está hoje no Museu do Prado. Acima, um estudo do pintor para Guernica

Veja também:

BIBLIOGRAFIA
Cézanne, Hajo Düchting, Taschen Editora
O Pensamento Vivo de Picasso, José G. Simões Júnior, Martin Claret Ed., tel.: (0-XX-11) 262-8144
Picasso and the War Years, 1937-1945, Stephen A. Nash (ed.), Thames and Hudson

Consultoria: Paulo Portella Filho

Artista plástico e coordenador do Serviço Educativo do Museu de Arte de São Paulo

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/online/planosdeaula/ensino-medio/PlanoAula_294701.shtml

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PASSAPORTE (pas.sa.por.te). Palavra do Dia.


Palavra do Dia:

PASSAPORTE (pas.sa.por.te)

Três países da América do Sul dispensaram o uso do passaporte brasileiro, em acordo assinado na reunião de cúpula do Mercosul: a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
"Passaporte" vem do francês 'passeport', palavra composta por 'passer', passar, e 'port', passagem, saída, porto. Inicialmente, passaporte era o documento que acompanhava as mercadorias. Só mais tarde passou a se aplicar também às pessoas.
A palavra tem raízes latinas - "passare", passar, e "portus", porto - e designa o documento pessoal que serve como identificação oficial no exterior e que permite ao portador sair do país.

>> Definição do dicionário Aulete Digital:

Passaporte (pas.sa.por.te)

Substantivo masculino.

1 Documento pessoal e oficial, emitido pela autoridade competente, que permite ao portador sair do país e que lhe serve como identificação no exterior
2 Fig. Pop. Licença franca e ampla dada a alguém para executar alguma coisa: Tem passaporte para fazer e dizer o que quiser.

[Formação: Do francês 'passeport'].

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Master: delegados PF vê 'afronta em prerrogativas' de Toffoli | G1, João Maria Andarilho Utópico comenta.

Toffoli indica quais peritos vão poder analisar material do caso Master A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulg...