quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Curso para professores de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Matemática.(divisão parte 2).



Quando devemos dividir?


  • "Você precisa distribuir 72 ovos em 6 cestos de modo que não sobrem ovos e todos os cestos tenham a mesma quantia de ovos. Quantos ovos deverá colocar em cada cesto?

  • "Você precisa guardar 90 ovos em caixas iguais. Cada caixa deverá conter 18 ovos. Não devem sobrar ovos. Quantas caixas serão necessárias?

  • Compare as duas situações-problema.

    Do ponto de vista do adulto, que já domina a divisão, podemos até afirmar que as duas situações se equivalem, na medida em que ambas são resolvidas com uma simples divisão. No primeiro caso a resposta é 72 : 6 = 12, e no segundo é 90 : 18 = 5.
    Entretanto, para a criança das primeiras séries escolares, essas situações são distintas. Com algum esforço vamos nos colocar no lugar desse aluno, procurando entender como ele pensa.
    Observemos uma criança que tenta resolver concretamente aqueles problemas. Ela poderá enfrentar a primeira situação assim: observa o cesto cheio de ovos, olha para os seis cestos vazios, faz uma estimativa e resolve colocar 6 ovos em cada cesto.

    A seguir observa os ovos que sobraram no cestão, faz nova estimativa e decide colocar mais 4 ovos em cada cesto.

    Olha o que sobrou e distribui mais 1 ovo para cada cesto. Finalmente põe 1 ovo em cada cesto e verifica que o cestão ficou vazio.

    Depois conta e descobre que colocou ao todo 12 ovos em cada cesto.

    Agora observemos a criança resolvendo concretamente o segundo problema. Ela poderia completar a primeira caixa, depois a segunda, a terceira e assim por diante até que o cestão ficasse vazio.
    Descobriria então serem necessárias 5 caixas.

    Aos olhos da criança, qual é a diferença entre estas duas situações?

    Veja bem: uma vez resolvidos os problemas, tanto num caso como no outro, temos a formação de grupos de ovos. No primeiro são 6 grupos de 12 ovos e no segundo 5 grupos de 18 ovos. Acontece que, no primeiro problema, o número de grupos a serem formados é conhecido de antemão ao passo que, na segunda situação, o número de grupos a serem formados, isto é, o número de caixas, é desconhecido. É por isso que, no segundo problema, a estratégia de solução não pode ser a mesma do primeiro. A criança não poderia ir colocando o mesmo número de ovos em cada caixa, simplesmente porque não sabe quantas caixas serão necessárias. A primeira situação está próxima do sentido usual que se dá para a divisão: repartir, distribuir (igualmente) uma certa quantidade em um número conhecido de grupos. No problema apresentado isto é representando assim: 72 : 6 = 12.
    Quando as crianças resolvem concretamente o segundo problema, da maneira como descrevemos, e pedimos que registrem o que fizeram usando símbolos matemáticos, elas costumam escrever:

    18 + 18 + 18 + 18 + 18 = 90

    ou

    5 x 18 = 90

    ou

    18 + 18 = 36
    36 + 18 = 54
    54 + 18 = 72
    72 + 18 = 90

    5 grupos de 18 completam 90.

    ou ainda

    90 - 18 = 72
    72 - 18 = 54
    54 - 18 = 36
    36 - 18 = 18
    18 - 18 = 0
    Em 90 cabem 5 grupos de 18.

    Observe como estes registros refletem o raciocínio da criança. Eles mostram o seu modo de pensar. O fato de não escreverem 90 : 5 = 18 (ou 90 : 18 = 5) é sintomático. Além de não usarem estes dois últimos registros, os alunos, em geral, resistem em aceitá-los. Isso mostra a dificuldade que sentem em "enxergar" a divisão no segundo problema. De fato, nessa segunda situação, a divisão se apresenta com uma outra faceta. Não se trata de distribuir uma certa quantidade em um número conhecido de grupos, mas sim de saber quantos grupinhos cabem no "grupão", quantos 18 cabem em 90.
    Leia novamente o título deste item. Ele contém uma pergunta. Vamos repondê-la. Há dois tipos de situações-problema que levam à divisão:

    Situação-problema1. Temos uma quantidade
    conhecida e queremos
    repartí-la num certo
    número de grupos.
    2. Queremos saber
    quantas vezes uma
    quantidade cabe
    em outra.
    Pergunta-chaveQuanto em cada grupo?Quantos grupos?

    Operações inversas


    Gilberto Gil, num dos versos da música Copo Vazio, lembra que um copo vazio está cheio de ar!

    Se enchermos um copo de água e a seguir o esvaziarmos ele volta a ficar cheio de ar.

    Responda rápido: o avesso do avesso é avesso ou é direito?

    Quando uma operação desfaz outra realizada anteriormente, determinando a volta ao estado original, dizemos que uma é a inversa da outra.
    Vejamos mais alguns exemplos:

    A adição e a subtração são operações inversas. Uma desfaz o que a outra fez. Se a um número a somamos o número b, obtemos o número c, então de c subtraimos b, voltamos ao número a. Essa idéia pode ser representada assim:

    Da mesma forma:

    Entre a multiplicação e a divisão há uma relação parecida com a que existe entre a adição e a subtração. Veja os exemplos:

    A multiplicação e a divisão são operações inversas. Uma desfaz o que a outra fez. Se o número a é multiplicado pelo número b, obtendo-se o número c, então, dividindo c por b voltamos ao número a.

    Da mesma forma:

    Em outras palavras essa idéia pode ser expressa assim: dividir o número a pelo número b significa encontrar o número c que, multiplicado por b, dá a. Assim, por exemplo, dividir 793 por 13 significa encontrar o número que multiplicado por 13 dá 793. Que número é este?

    De fato, 61 x 13 = 793.

    Nesse cálculo mental, a divisão de 793 por 13 foi efetuada com base na relação inversa existente entre a multiplicação e a divisão. Ela não foi efetuada assim:

    Nomenclatura: quando a : b = c chamamos a de dividendo, b de divisor e c de quociente. Por exemplo, na divisão de 793 por 13, 793 é o dividendo, 13 é o divisor e 61 é o quociente.

    Dividendo, divisor, quociente e resto

    Duas situações-problema nos ajudarão a construir alguns conceitos.

    • "Quantas semanas há em um ano?"

    • Um ano não bissexto tem 365 dias e a semana tem 7 dias. Queremos saber quantas semanas há em um ano, ou seja, quantos grupos de 7 há em 365. Este cálculo pode ser feito mentalmente.

      Como 365 = 7 x 52 + 1 , concluímos que um ano não bissexto tem 52 semanas e 1 dia. O problema proposto nos levou a uma divisão não exata. Esta divisão, que deixa resto 1, pode ser representada assim:

    • "Vovô Hermínio, que tem 7 netos, comprou 1 cento de balas. Sem dizer quantas balas havia no saco, entregou-o às crianças com a recomendação de que distribuíssem as balas igualmente entre elas."

    • Sentadas no chão, formando uma roda, as crianças decidiram pegar 10 balas cada uma. O saco ia passando de mão em mão e cada uma, na sua vez, retirava suas balas. Vovô observava os netos.

      Na segunda rodada as crianças decidiram pegar mais 3 balas cada uma. Isto feito, olharam as balas que ainda restaram no saco e as entregaram ao vovô, com a recomendação que as repartisse com a vovó.

      Na terceira rodada cada neto pegou uma bala. As duas restantes ficaram para os avós.

      Após a primeira rodada cada criança tinha 10 balas e restavam 30 no saco: 100 = 7 x 10 + 30. Era possível prosseguir a distribuição. Após a segunda rodada cada uma tinha 13 balas e restavam 9 no saco: 100 = 7 x 13 + 9. Nesse momento, apesar de ser possível ainda prosseguir, os netos deram por encerrada a distribuição. Mas o avô pediu que prosseguissem e, após a terceira rodada, cada um tinha 14 balas. Restavam 2 no saco: 100 = 7 x 14 + 2.
      Neste ponto, como 2 é menor do que 7, e não havia a intenção de fracionar as balas, a divisão se encerrou.
    As idéias presentes nas situações anteriores estão embutidas na definição de divisão de números naturais.
    Dividir um número natural a pelo número natural b significa encontrar outros dois números naturais q e r que obedeçam a estas condições: a = b x q + r , e , r <>.

    Representamos a divisão assim:

    O número a chama-se dividendo, b é o divisor, q é o quociente e r é o resto.

    EXEMPLOS:
    • Vejamos a divisão

    • Como 100 = 15 x 6 + 10 , e , 10 <>

    • É verdade que 23 = 7 x 2 + 9
    • Entretanto não é correto afirmar que, na divisão de 23 por 7, o quociente é 2 e o resto é 9, pois 9 é maior do que o divisor 7 e, portanto, ainda podemos continuar a divisão.
      A divisão correta é:

    • A "divisão" abaixo está errada pois, apesar de 9 ser menor que 16, não é verdade que : 127 = 16 x 8 + 9
    • A divisão correta é:



    Nesta parte da lição abordamos uma série de conceitos e idéias relacionadas com a divisão. Na parte 2 veremos o cálculo mental, as propriedades e as técnicas de cálculo referentes a essa operação.


    Fonte: http://educar.sc.usp.br/matematica/m4p1t6.htm
    E no próximo matemática divisaõ 3, postaremos exercícos de divisão. Estou te esperando até lá.

    Obrigado por sua visita, volte sempre.

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    Átomo.


    Átomo.

    Todas as substâncias são formadas de pequenas partículas chamadas átomos. Para se ter uma idéia, eles são tão pequenos que uma cabeça de alfinete pode conter 60 milhões deles.


    Os gregos antigos foram os primeiros a saber que a matéria é formada por tais partículas, as quais chamaram átomo, que significa indivisível. Os átomos porém são compostos de partículas menores: os prótons, os nêutrons e os elétrons. No átomo, os elétrons orbitam no núcleo, que contém prótons e nêutrons.


    Elétrons são minúsculas partículas que vagueiam aleatoriamente ao redor do núcleo central do átomo, sua massa é cerca de 1840 vezes menor que a do Núcleo. Prótons e nêutrons são as partículas localizadas no interior do núcleo, elas contém a maior parte da massa do átomo.



    O Interior do Átomo


    No centro de um átomo está o seu núcleo, que apesar de pequeno, contém quase toda a massa do átomo. Os prótons e os nêutrons são as partículas nele encontradas, cada um com uma massa atômica unitária.


    O Número de prótons no núcleo estabelece o número atômico do elemento químico e, o número de prótons somado ao número de nêutrons é o número de massa atômica. Os elétrons ficam fora do núcleo e tem pequena massa.


    Há no máximo sete camadas em torno do núcleo e nelas estão os elétrons que orbitam o núcleo. Cada camada pode conter um número limitado de elétrons fixado em 8 elétrons por camada.



    Características das Partículas


    Prótons: tem carga elétrica positiva e uma massa unitária.


    Nêutrons: não tem carga elétrica mas tem massa unitária.


    Elétrons: tem carga elétrica negativa e quase não possuem massa.


    Estudo do Átomo


    Em 1911 o físico neozelandês Ernest Rutherford fez sua "experiência da dispersão" para suas novas descobertas sobre a estrutura do átomo e dela surgiu a base para o modelo de átomo que estudamos até os dias de hoje.



    Rutherford bombardeou uma fina camada de ouro com partículas alfa (partículas atômicas emitidas por alguns átomos radioativos), sendo que a maioria atravessou a lâmina, outras mudaram ligeiramente de direção e algumas rebateram para trás. Ele concluiu que isso acontecia porque em cada átomo de ouro há um denso núcleo que bloqueia a passagem de algumas partículas.


    Física Nuclear


    O estudo do núcleo (centro) do átomo é chamado Física Nuclear. Como resultado desse estudo os cientistas descobriram maneiras de dividir o núcleo do átomo para liberar grandes quantidades de energia.


    Ao se partir um núcleo, ele faz com que muitos outros se dividam, numa reação nuclear em cadeia. Nas usinas nucleares as reações são controladas e produzem luz e calor para nossos lares. Usinas nucleares produzem artificialmente grandes quantidades de energia.


    O Sol é a maior fonte de energia nuclear. A cada segundo no interior do Sol, ocorrem milhões de reações nucleares em cadeia, pois, o intenso calor do Sol fazem com que seus átomos se choquem uns contra os outros e simulam em reações conhecidas como fusão nuclear. O núcleo de cada átomo libera energia que sentimos na forma de calor e enxergamos na forma luz. Enormes explosões de energias, chamadas de protuberâncias solares, ocorrem ocasionalmente na superfície do Sol.


    Física de Partículas


    Tudo que conhecemos consiste em minúsculos átomos, que são formados por partículas ainda menores e a Física de Partículas é o estudo dessas últimas que constituem os mais básicos blocos formadores da matéria no universo.


    O estudo das partículas dá aos cientistas o conhecimento amplo do Universo e da natureza da matéria. Grande parte deles concorda que o universo se formou numa grande explosão, chamada de Big Bang. Segundos após o Big Bang, acredita-se que as partículas atômicas e a radiação eletromagnética foram as primeiras coisas que passaram a existir no Universo.


    Partículas Fundamentais


    Os físicos dividem as partículas atômicas fundamentais em três categorias: quarks, léptons e bósons. Os léptons são partículas leves como o elétron.


    Os bósons são partículas sem massa que propagam todas as forças do Universo. O glúon, por exemplo, é um bóson que une os quarks e estes formam os prótons e os nêutrons no núcleo atômico.


    Os quarks se combinam para formar as partículas pesadas, como o próton e o nêutron. As partículas formadas pelos quarks são chamadas hádrons. Tal como outras partículas tem cargas diferentes, tipos diferentes de quarks tem propriedades distintas, chamadas "sabores" e "cores" , que afetam a forma de como eles se combinam.



    Acelerador de Partículas


    Partículas atômicas são estudadas com o uso dos aceleradores de partículas, as quais são máquinas complexas que disparam partículas atômicas a velocidades altíssimas, fazendo-as colidir com outras. Tais colisões expõem novas partículas que podem ser analisadas.


    Há dois tipos de aceleradores:


    Circular: As partículas são disparadas em círculos cada vez mais rápidos, por meio de poderosas forças elétricas e quando ganham suficiente rapidez são soltas em uma trilha central onde colidem com partículas alvo.


    Linear: São disparadas duas trajetórias de partículas em alta velocidade, uma contra a outra.



    Nos dois tipos de aceleradores de partículas acima, as trajetórias são registradas e as informações são fornecidas a computadores, que investigam as novas partículas.


    Fissão Nuclear


    Há dois tipos de reação nuclear: a fissão e a fusão. As usinas nucleares usam a fissão para produzir sua energia. Partículas atômicas que se movem com grande rapidez, chamadas nêutrons, são atiradas contra o núcleo do átomo para dividi-lo. Essa divisão é chamada fissão e faz com que os outros átomos também se dividam, numa reação em cadeia. Nesse processo, um pouco da massa (o número de partículas pesadas dentro do átomo) se perde, convertendo-se em imensas quantidades de energia.


    Ao se iniciar uma reação de fissão nuclear, uma partícula rápida chamada nêutron é disparada contra o núcleo de um átomo de Urânio 235. O nêutron de alta velocidade, tem potência suficiente para penetrar no interior do núcleo onde é absorvido, em seguida, o núcleo se divide em duas partes num processo chamado fissão. Essa fissão produz mais dois ou três nêutrons que vão dividir mais núcleos numa reação em cadeia. Cada vez que um átomo sofre uma fissão, libera grande quantidade de energia.



    Reações Nucleares em Cadeia


    Urânio-235 é uma forma de urânio utilizada em reações nucleares em cadeia, por que seus átomos instáveis se desintegram facilmente. Se o fragmento de urânio ultrapassar certo tamanho (conhecido como massa crítica), seus átomos se desintegram automaticamente.


    A massa crítica de urânio-235 eqüivale a mais ou menos o tamanho de uma bola de tênis. Se for maior, os átomos automaticamente se desintegram e cada um, por sua vez, libera dois ou três nêutrons. Cada nêutron desintegra o núcleo de dois ou três átomos. A cada vez que um átomo se desintegra, enorme quantidade de energia é liberada. Uma reação em cadeia, não controlada, prosseguiria indefinidamente.



    Reatores de Fissão Nuclear


    Os reatores de fissão produzem energia nuclear em usinas geradoras. No centro do reator, há barras cilíndricas de urânio-235, cujos átomos se desintegram em reações nucleares em cadeia.




    As reações são intensificadas e diminuídas, ou mesmo interrompidas, por um moderador (usualmente grafita), por barras de boro ou cádmio. As energias dessas reações aquece água ou dióxido de carbono. Isso produz o vapor. O reator de fissão é alojado no interior de uma cúpula de paredes de concreto. Por segurança, no centro ou núcleo do reator as barras de urânio combustível ficam sob 10,5 m de água.


    Termos Nucleares


    Existem muitos termos especiais para descrever os processos e os equipamentos usados nas usinas geradoras de energia. Os mais freqüentes estão relacionados a seguir:


    Lixo Nuclear: O lixo nuclear é o material radioativo já usado, que precisa ser descartado com segurança. É extremamente perigoso, pois emite ondas de alta freqüência, chamadas radiação, capazes de danificar tecidos vivos. A radiação pode perdurar por milhares - e, alguns casos milhões de anos. O lixo nuclear é produzido em laboratórios de pesquisa, usinas, hospitais, bem como nos reatores nucleares de fissão. Mas a maior parte do lixo "quente" provém dos reatores. Parte do lixo pode ser reprocessada para a produção de novo combustível nuclear, mas o restante tem de ser enterrado, ou tratado em usinas especiais. Guardar o lixo nuclear é difícil, porque há sempre o perigo de um vazamento.


    Reatores Rápidos: Funcionam de forma semelhante aos de fissão nuclear. A diferença é que, fornecem energia para o presente, eles criam o combustível para as reações futuras.


    Fusão do Núcleo do Reator: Se sair do controle devido a falha mecânica, a reação em cadeia que ocorre no interior do reator fará com que o núcleo desse reator se funda, quando a intensidade do calor crescer. Finalmente, o núcleo do reator poderá explodir ou queimar juntamente com o restante do reator, disso resultando efeitos desastrosos. Em 1986, na usina de Chernobyl, na Ucrânia, um dos reatores explodiu e ficou queimando durante duas semanas, até que o incêndio foi, finalmente, extinto. Fusões parciais já ocorreram em acidentes ocorridos em várias outras usinas nucleares.


    Sistema de Refrigeração: Um refrigerante é um fluído utilizado para remover o calor de um sistema, seja para controlar a temperatura, seja para transportar o calor para outra parte. Nas reações nucleares, o refrigerante é usado para transferir o calor gerado durante a reação, do núcleo do reator para a usina onde será convertido em eletricidade.


    Barras de Controle: São inseridas no núcleo dos reatores nucleares. Quando elas penetram no núcleo do reator, a reação da cadeia dos átomos que se desintegram diminui de velocidade; quando são retidas, a reação aumenta de velocidade. As barras de controle contém os elementos boro ou cádmio, que absorvem nêutrons produzidos pela reação. Isso garante que a reação prossiga equilibradamente. As barras também podem ser usadas para parar totalmente a reação em cadeia no caso de uma emergência.


    Moderador: Um nêutron de baixa velocidade causará uma reação de fissão de maior probabilidade do que um nêutron rápido. Movendo-se muito depressa, o nêutron pode ricochetear contra um átomo vizinho, em vez de desintegrá-lo. Muitos reatores necessitam de um moderador para manter o andamento de uma reação em cadeia, diminuindo a velocidade dos nêutrons. O moderador se localiza no núcleo do reator; pode-se usar vários materiais, inclusive água e grafita.


    Fusão Nuclear


    A fusão nuclear é um tipo de reação que produz imensas quantidades de energia. Ela ocorre naturalmente no interior do Sol, gerando a energia térmica que necessitamos para sobreviver na Terra. A temperaturas de 14.000.000 ºC (quatorze milhões de graus Célcius), os núcleos de dois átomos de hidrogênio se fundem ou unem. No processo, um pouco de massa é perdida e convertida em energia.


    No sol, onde a fusão nuclear ocorre naturalmente, os núcleos de tipos de gás hidrogênio se fundem formando o gás hélio e mais uma partícula atômica chamada nêutron. Nesse processo se perde uma pequena quantidade de massa que se converte em enorme quantidade de energia. As temperaturas extremamente altas que existem no Sol, fazem com que este processo se repita continuamente.



    Reatores de Fusão Nuclear


    Para alcançar as temperaturas necessárias para a fusão nuclear, os átomos de hidrogênio são aquecidos em um reator de fusão. Os núcleos dos átomos são separados dos elétrons (partículas com carga elétrica negativa) e se forma um tipo especial de matéria chamado plasma. Para que os núcleos separados de hidrogênio possam se fundir, o plasma deve ser conservado a temperatura de aproximadamente 14.000.000 ºC (quatorze milhões de graus Célcius).


    O campo eletromagnético dentro do reator, mantém as altas temperaturas necessárias para a fusão nuclear. Ainda estão sendo feitas pesquisas para fundir núcleos de hidrogênio em larga escala, nos experimentos de fusão da Joint European Torus, na Inglaterra.




    Relógio Atômico


    A medição do tempo para fins científicos deve ser muito precisa e o Relógio Atômico é o mais preciso de todos que existem atualmente. Ele mede as diminutas trocas de energia do interior dos átomos do metal Césio. Por serem muito regulares, as trocas criam um padrão preciso para medir o tempo. O Relógio Atômico mede as vibrações naturais dos átomos de Césio. Eles vibram mais de 9 bilhões de vezes por segundo, com isso, o Relógio Atômico atrasará poucos segundos a cada 100.000 anos.



    Fonte: www.geocities.com

    Veja alguns vídeos relacionados.

    De: cmolico

    O Átomo ( Parte 1 )




    O Átomo ( Parte 2 )



    A Tabela Periódica dos Elementos

    Grupo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
    Período
    1 1
    H

    2
    He
    2 3
    Li
    4
    Be

    5
    B
    6
    C
    7
    N
    8
    O
    9
    F
    10
    Ne
    3 11
    Na
    12
    Mg

    13
    Al
    14
    Si
    15
    P
    16
    S
    17
    Cl
    18
    Ar
    4 19
    K
    20
    Ca
    21
    Sc
    22
    Ti
    23
    V
    24
    Cr
    25
    Mn
    26
    Fe
    27
    Co
    28
    Ni
    29
    Cu
    30
    Zn
    31
    Ga
    32
    Ge
    33
    As
    34
    Se
    35
    Br
    36
    Kr
    5 37
    Rb
    38
    Sr
    39
    Y
    40
    Zr
    41
    Nb
    42
    Mo
    43
    Tc
    44
    Ru
    45
    Rh
    46
    Pd
    47
    Ag
    48
    Cd
    49
    In
    50
    Sn
    51
    Sb
    52
    Te
    53
    I
    54
    Xe
    6 55
    Cs
    56
    Ba
    *
    72
    Hf
    73
    Ta
    74
    W
    75
    Re
    76
    Os
    77
    Ir
    78
    Pt
    79
    Au
    80
    Hg
    81
    Tl
    82
    Pb
    83
    Bi
    84
    Po
    85
    At
    86
    Rn
    7 87
    Fr
    88
    Ra
    **
    104
    Rf
    105
    Db
    106
    Sg
    107
    Bh
    108
    Hs
    109
    Mt
    110
    Ds
    111
    Rg
    112
    Uub
    113
    Uut
    114
    Uuq
    115
    Uup
    116
    Uuh
    117
    Uus
    118
    Uuo

    * Lantanídios 57
    La
    58
    Ce
    59
    Pr
    60
    Nd
    61
    Pm
    62
    Sm
    63
    Eu
    64
    Gd
    65
    Tb
    66
    Dy
    67
    Ho
    68
    Er
    69
    Tm
    70
    Yb
    71
    Lu
    ** Actinídios 89
    Ac
    90
    Th
    91
    Pa
    92
    U
    93
    Np
    94
    Pu
    95
    Am
    96
    Cm
    97
    Bk
    98
    Cf
    99
    Es
    100
    Fm
    101
    Md
    102
    No
    103
    Lr


    Séries químicas da tabela periódica
    Metais alcalinos2 Metais alcalinos-terrosos2 Lantanídeos1,2 Actinídios1,2 Metais de transição2
    Metais Representativos Semimetais Não-Metais Halogênios3 Gases nobres3
    1Actinídios e lantanídios são conhecidos coletivamente como "Metais-terrosos raros".
    2Metais alcalinos, metais alcalinos-terrosos, metais de transição, actinídios e lantanídios são conhecidos coletivamente como "Metais".
    3Halogêneos e gases nobres também são não-metais.

    Estado do elemento nas Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP):

    • aqueles com o número atômico em vermelho são gases nas CNTP;
    • aqueles com o número atômico em azul são líquidos nas CNTP;
    • aqueles com o número atômico em preto são sólidos nas CNTP.

    Ocorrência natural

    • Sem borda indica existência de isótopo mais antigo que a Terra (elemento primordial).
    • Borda tracejada indica que o elemento surge do decaimento de outros.
    • Borda sólida indica que o elemento é produzido artificialmente (elemento sintético).
    • A cor mais clara indica elemento ainda não descoberto.

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    PARTÍCULA (par.tí.cu.la). Palavra do dia.


    Palavra do dia:

    PARTÍCULA (par.tí.cu.la)

    Começou a funcionar esta semana na Suíça o aparelho chamado LHC (sigla em inglês para Grande Colisor de Hádrons), o maior acelerador de partículas já construído. Um dos objetivos desse aparelho é tentar simular, em menor escala, o que teria acontecido logo após o "big bang", a explosão que segundo certas teorias teria dado origem ao universo.

    A palavra "partícula" tem sua origem do latim 'particula, ae' e designa uma minúscula parte de algo. No campo da física, "partícula" se refere a parte elementar de um sistema.

    >> Definição do Dicionário Aulete Digital:

    PARTÍCULA (par.tí.cu.la)

    Substantivo feminino.
    1 Parte pequena de algo: Examinou partículas do solo.
    2 Fís. Parte elementar de um sistema.
    3 Gram. Palavra invariável de uma só sílaba e ger. átona (pronomes, preposições, conjunções).
    4 Rel. No catolicismo, a hóstia, esp. a pequena.: "O padre aproximou-lhe da boca entreaberta a partícula consagrada" (Manuel Ribeiro, Planície heróica)

    [Formação: Do latim 'particula, ae.']

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    A MEMÓRIA E O SUCESSO ESCOLAR.


    A MEMÓRIA E O SUCESSO ESCOLAR

    *Mário Henrique de J. Gomes
    (Recensão Crítica ao livro de Alain Liery)

    Introdução
    A memória é uma palavra tão introduzida no uso familiar, que raramente se pára para pensar nela.
    Todos já comentámos alguma vez a grande memória de um amigo, já demos volta à cabeça para nos lembrarmos de algum assunto, já vimos em concursos de televisão verdadeiros monstros da memória que sabem tudo sobre determinado tema.
    Todos ouvimos falar na prodigiosa memória do famoso filósofo Picco della Mirandola (1400), que era capaz de memorizar e repetir, sem omitir uma só palavra, textos longuíssimos e não só isso: depois repetia-os começando do final para o início.
    Porém, ocorre-nos perguntar: porque lembramos? Que mecanismos entram em função na memória? Porque esquecemos?

    Alain Liery procurou, através do livro que seguidamente se encontra recenseado, revelar mais dados e informações relativas à memória. E, como a concebe profundamente implicada no fenómeno do sucesso escolar, intenta abordar a complexidade de diversos mecanismos que a caracterizam. Recorre às revelações de estudos contemporâneos, com o objectivo de falar da sua associação à inteligência. Considera-se a memória como uma faculdade essencial ao processo de aprendizagem.

    Resta referir, antes de entrar propriamente na recensão do livro "Memória e Sucesso Escolar", que o autor tem, também, realizado várias experiências colectivas acerca do fenómeno da aprendizagem e das potencialidades da memória. Algumas dessas experiências são descritas neste livro.

    É importante, também, referir que para o estudo da memória têm-se utilizado diversos sistemas que variam segundo o aspecto da memória que se pretende estudar (desenvolvimento da aprendizagem, economia de tempo, etc.).
    Concretamente, trata-se dos seguinte:
    1. Método da retenção de fragmentos
    2. Método do estudo
    3. Método do reconhecimento
    4. Método da economia
    5. Método dos acertos
    6. Método da reconstrução

    1. Memórias icónicas
    A obra de Alain Lieury é iniciada com a abordagem à memória visual, fotográfica ou icónica. Através de um pequeno exercício prova-nos que "memorizar um quadro inteiro como uma fotografia é na verdade uma tarefa impossível; com mais razão uma página inteira". Isto, para provar que ninguém possui a memória popularmente chamada fotográfica, mas antes uma memória icónica.
    Este tipo de memória é limitada pelo "campo visual eficaz" e pela "duração de vida efémera desta memória".

    2. Informações em forma visual ou forma auditiva
    Para o sucesso escolar, levanta-se a questão de qual das formas de apresentação tem mais eficácia: visual, auditiva ou audiovisual. Resultados de experiências demonstram que a apresentação auditiva é ligeiramente superior à visual, pese embora se julgue o contrário. Concretamente: a memória icónica dura 250 a 500 milésimas de segundo, enquanto a memória auditiva tem uma duração de 2 a 3 segundos.
    Pode concluir-se pois, que "a melhor representação é, portanto, a audiovisual, completada com o exercício de repetição e escrita".
    Muitas experiências foram feitas, algumas descritas por Alain Lieury. Delas se pode concluir que a memória "assenta em numerosos sistemas especializados, chamados módulos. Os módulos sensoriais existem, mas são muito efémeros.
    Outro aspecto não menos importante é o que se refere às crianças mais novas que têm desempenhos auditivos mais fracos do que as mais velhas.
    Em relação aos músicos, eles adquirem, com a sua formação musical, um sistema lexical especializado. Nas palavras do autor: "quando o músico transcreve de memória uma melodia, não é em função de imagens auditivas puras, mas sim de memória lexical feita de notas de música, tal como uma partitura".


    3. O ruído e a memória
    No decorrer deste livro, Alain Lieury busca uma tentativa de esclarecer se prejudica ou não as aprendizagens, estudar com ruído ou com música. Segundo as investigações descritas, fica demonstrado que apenas os barulhos intensos implicam perturbações e deficiências fisiológicas. Com vista a comparar o funcionamento da memória em três ambientes sonoros diferentes, as experiências levam a concluir que apenas a música vocal é incomodativa para a memorização. A música instrumental tem pouco impacto na redução do desempenho. O silêncio, esse, não perturba.
    Quando se compara a música vocal com a conversação da TV, demonstra-se que é o facto de ser vocal que incomoda e perturba a memória. Qualquer que seja a sua natureza, canções ou diálogos, o vocal perturba. Isto leva a concluir que não é a música nem o ruído que causam incómodo, mas sim as palavras.
    A explicação surge de seguida: há "concorrência cognitiva", isto é, o mesmo sistema de tratamento é mobilizado para duas actividades: aprendizagem e audição vocal. "As palavras de canções (...) interferem com o tratamento lexical na entrada da informação."
    Sendo essencial na memorização a vocalização, suprimi-la provoca uma diminuição na memória.
    A grande conclusão para a pedagogia: é preferível desenvolver a subvocalização do que impedi-la.

    A velha questão da memória associada ao papaguear veio a propósito.
    "A memória semântica é apenas conceptual, não armazenando mais do que o significado, o sentido das palavras; a morfologia das palavras é armazenada numa outra memória, a memória lexical."


    4. A imagem e a memória
    A experimentação refere, no que toca às imagens, que estas são eficazes em memória de palavras. Enquanto a média de rememoração é de cerca de sete para as palavras, já é de cerca de nove para os desenhos.
    Allan Paivio explica este fenómeno pela teoria da "dupla codificação". É necessário mais tempo para denominar uma imagem do que ler uma palavra. Na leitura a descodificação do grafismo é muito rápida, porque a interpretação semântica é opcional. A imagem, por sua vez, passa necessariamente pela memória semântica, antes de encontrar a palavra adequada. Isto leva mais tempo.
    Encontra-se este facto relacionado com a literacia. Esta questão recentemente levantada, tem a meu ver bastante a ver com isto. É possível ler um texto, inclusive em voz alta, sem o descodificar, sem verdadeiramente o compreender.

    Já Jaen Piaget e Bärbel Inhelder explicaram que a memória das crianças está relacionada com o desenvolvimento cognitivo.
    As experiências realizadas, nomeadamente comparando desempenhos na memorização de imagens entre crianças e jovens, demonstram que a "memorização de imagens complexas (...) necessita de uma análise da imagem". A memória dos mais novos falha pela falta de uma "análise perceptiva da imagem".

    Sabendo que há três possibilidades de apresentar as palavras: visual, auditiva e audiovisual; e que os conhecimentos podem ser de dois tipos: verbal, verbal + imagem e imagem e feitas as devidas experiências, deduz-se que:
    · os métodos tradicionais de ensino são os mais eficazes: a leitura e o manual, seguido de perto pela cruzamento verbal + auditivo, completado pela escrita no quadro das palavras-chave (sem imagem).
    Em suma, a leitura mantém-se como o modo privilegiado de apresentação de conhecimentos.


    5. Como regista a memória - memória a curto prazo e a longo prazo
    A questão de a memória da criança gravar como um gravador, definitivamente de uma só vez, foi também estudada e ficou demostrado que a memória não funciona como um magnetofone, gravando de uma única vez.
    Há dois tipos de memória, relativamente ao seu funcionamento, a memória a curto prazo, que tem a limitação de sete palavras e sofre um esquecimento em alguns segundos, e a memória a longo prazo, que tem uma capacidade extensível e na qual o esquecimento é progressivo em função do tempo. A memória a curto prazo funciona como se fosse um ficheiro, dispondo de aproximadamente sete unidades de memória.
    Já por diversos autores foram comparadas com as memórias do computador. Também este autor as compara: a memória a curto prazo é comparável à memória RAM (a informação perde-se quando o computador é desligado e tem uma capacidade menor - actualmente os PCs têm 32MB) e a memória a longo prazo que é comparável ao disco rígido (a informação é guardada até ser eliminada para deixar "espaço" livre e tem uma capacidade muito superior - até vários milhares de MB).

    As limitações da memória a curto prazo explica que não possamos aprender muitos elementos ao mesmo tempo. A organização semântica é o modo de aprendizagem mais eficaz. Com ela é possível o uso de "pacotes" onde se podem agrupar palavras em cada nível. Contudo, não basta compreender (semântica) para aprender. Mesmo quando as palavras são organizadas em famílias semânticas, são necessários alguns exercícios de aprendizagem.

    Em relação à memória a longo prazo acrescente-se, ainda, que quantos mais forem os conhecimentos nesta memória tanto mais a aprendizagem será facilitada, de um modo particular, nas possibilidades de organização. Desta forma, há uma relação entre o grau de conhecimentos anteriores e as diferenças de velocidade nos bons alunos e nos fracos.
    Em suma, e de acordo com a síntese proposta, a "organização é o motor da aprendizagem" e "quanto mais se sabe, melhor se aprende".


    6. O esquecimento
    A lei do esquecimento demonstrada pela primeira vez por Ebbinghauss, em 1885, é encontrada por todos os investigadores: "o esquecimento instala-se infalivelmente se não se estuda regularmente". Mais uma vez é de salientar que a memória não é comparável a um gravador.
    É bom recordar que no seu livro Lições sobre a memória, Ebbinghauss reuniu imensas experiências acerca da memória. Teve grande repercussão pelo facto de a Psicologia estar numa fase nascente. Os psicólogos experimentais desta época, influenciados pela psicologia clássico-especulativa, não se haviam afastado do contexto cartesiano. O método utilizado pela primeira vez por Ebbinghauss foi o método da economia.

    Investigações mais recentes, menos pessimistas, referem que o esquecimento não é um apagamento. O esquecimento é o insucesso na recuperação das informações.
    Neste livro, refere-se o "pioneiro da memória", mas não é abordada a clássica curva de esquecimento do referido Ebbinghauss. Seria útil perceber as três fases de desperdício, embora nesta curva só se dê conta da memória sem fazer intervir a compreensão, a vontade e o afecto. Tratava-se de fixar sílabas desprovidas de sentido e de interesse com o objectivo de obter uma ideia satisfatória da "disponibilidade" normal da memória. A curva de esquecimento demonstra, então, os resultados obtidos nas respectivas investigações, apresentando o funcionamento do esquecimento.
    Esta curva realça claramente os períodos a organizar com particular atenção durante o estudo. A perda é maior do 6.º ao 10.º minuto e é, portanto, preferível efectuar, nesse momento, um primeiro reforço do que se aprende. Este corresponde ao "período privilegiado de reminiscência", conhecido pelo "fenómeno de Ward-Hofland". Existe, também, um segundo período privilegiado de reminiscência após vários dias ("fenómeno de Ballard-Williams), provavelmente devido à existência de um processo de maturação e a uma recuperação após a fadiga do estudo.

    7. A Capacidade
    Tendo em conta que a sobrecarga é nefasta para a aprendizagem é útil organizar em pequenas categorias as noções já conhecidas. Quando se trata de aprender noções não conhecidas, qualquer noção suplementar é uma sobrecarga.
    Tendo em vista a utilidade das investigações na aplicação à pedagogia, é de referir que a sobrecarga pode ter consequências de desencorajamento sobre os alunos mais fracos. Daqui se conclui que: "a concepção dos programas deveria fazer-se com moderação, à medida das capacidades médias dos alunos".
    Ideia a não esquecer: "no decurso da aprendizagem, a memória tem uma capacidade limitada".

    Ao contrário da memória a curto prazo, cuja capacidade é estritamente limitada, a memória a longo prazo (lexical e semântica) tem capacidades imensas que desafiam a medida.

    É descrita uma investigação realizada ao longo de quatro anos, com diferentes equipas. Realizaram inventários de manuais, seleccionando palavras que não pareciam fora do vocabulário corrente. Estes inventários mostram um crescimento considerável do número de palavras nos manuais, do 6.º ao 8.º ano, indo de cerca de 6000 a 24000.
    "A Escola aparece, assim, como uma verdadeira odisseia através de um oceano de palavras e, tal como fazemos para os produtos de consumo, o Ministério da Educação deveria, talvez, propor um procedimento de avaliação dos programas e dos manuais com o objectivo de chegar a uma uniformização". Os manuais do ensino secundário são demasiado ricos no que toca a informações. A memória não é elástica e a sobrecarga é enorme nos manuais, como fica demostrado pelos estudos realizados.

    8. Inteligência e memória
    O sucesso escolar está mais associado à inteligência do que à memória. Isto, porque normalmente se considera a memória simplesmente como o "aprender de cor". Esta desvalorização advém de Descartes.
    Dado o dualismo de Descartes - o que não é espírito é máquina - os experimentadores acreditavam que a memória podia ser entendida em termos mecânicos e não em termos psicológicos. A memória era considerada como o armazenamento de toda a vida psíquica em qualquer parte do cérebro. Aquando da necessidade de algo, provoca-se um impulso de corrente nervosa que produziria a imagem armazenada em forma de representação ou lembrança.
    Ao atacar os charlatães, Descartes, transmitiu a mensagem de os conhecimentos poderem ser deduzidos do raciocínio. Em Psicologia, o raciocínio foi considerado, durante muito tempo, como a inteligência por excelência.
    Para Piaget, a memória estava subordinada às estruturas da inteligência
    A partir das descobertas feitas sobre a memória nos anos 60-70, esta aprece como infinitamente mais complexa e importante. As investigações têm vindo a provar a importância da memória nas actividades mentais. A memória começa a ser4 considerada como a fonte dos conhecimentos.
    Assim, se concluirmos que a memória dispõe de um conjunto de mecanismos de codificação e de armazenamento dos conhecimentos, ela está relacionada com o sucesso escolar. Nas próprias palavras do autor, "para a escola, a memória enciclopédica, medida pelo conhecimento do vocabulário das matérias, é o melhor prenunciador do sucesso escolar".
    A jeito de remate, poder-se-á dizer que a memória e inteligência não têm, necessariamente, de continuar separadas.


    Conclusão
    A memória parece um tema que, pela sua familiaridade, está fora de qualquer discussão e estudo, pois já é bastante conhecido por todos. No entanto, existem muitas perguntas que, se forem feitas, exigem resposta, tais como: por que recordamos?, por que esquecemos?, etc..
    Ao longo do livro de Alain Liery são apresentados estudos e experiências, desde os primeiros estudos experimentais que foram realizados por Ebbinghauss, a quem se deve um grande contributo para este tema, até aos estudos contemporâneos.
    A memória é um campo de difícil estudo, dada a sua íntima conexão com o sistema nervoso e o cérebro e já que estes são, apesar do seu contínuo estudo, desconhecidos em muitos aspectos.
    Conhecê-la, ainda que de uma forma limitada, é essencial para que a possamos utilizar melhor e, neste âmbito, transformá-la num parceiro para o sucesso escolar.

    Bibliografia complementar C.E.A.C., Curso Básico de Psicologia. 18 vols., 3.ª edição, Lisboa, 1994 CHAUCHARD, P.. La memoria. Ed. Mensajeros, Bilbau, 1971 FILLOUX, J. C. . La memoria. Ed. Diana, México, 1970 FRAISSE-PIAGET. Aprendizaje y memoria. Ed. Paidós, Madrid, s.d. LIEURY, Alain. Memória e Sucesso Escolar. Vol. 8, 1.ª edição, tradução de Ana Patrão, col. "Ensinar e Aprender", Editorial Presença, Lisboa, 1997 SAINTE-LORETTE, Patrick de & Jo Marzé. Como desenvolver a memória. Vol. 8, 1.ª edição, tradução de Paulo Pais, col. "Saber Aprender", Porto Editora, Porto, 1996

    Publicado em 01/01/2000

    *Mário Henrique de J. Gomes - Mestre em Ciências da Educação

    Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=238

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