domingo, 8 de fevereiro de 2009

Francisco Aboitiz: Sindrome de Deficit Atencional...( Vídeo em espanhol)



Presentación del profesor Francisco Aboitiz (Pontificia Universidad Católica) en el Segundo Coloquio Nacional de Estudios Cognitivos, "Aportes Actuales de la Ciencia Cognitiva a la Educación", en la Facultad de Filosofía y Humanidades de la Universidad de Chile.

http://estudioscognitivos.uchile.cl/

ABSTRACT: El síndrome de déficit atencional e hiperactividad (SDAH) es una condición bastante común, que afecta a un 7% de los niños en edad escolar, y según estudios recientes, en muchos casos se mantiene para toda la vida. Esta es una condición heredable, ya que el 80% de los casos se deben a causas genéticas. Por lo tanto, el síndrome se segrega en familias.

Nosotros hemos estudiado tanto los aspectos genéticos como los aspectos neurológicos del SDAH, y hemos confirmado que este síndrome es en parte producido por ciertos genes genes asociados a una sustancia llamada dopamina. La dopamina es una sustancia química que permite activar y orientar al individuo hacia una meta determinada. En el SDAH parece haber una malfunción de esta sustancia, lo que produce un alto grado de distractibilidad, sobre todo en condiciones en que es necesario mantener la atención por mucho rato, como en una sala de clases.

Sin embargo, los niños con SDAH no tienen problemas, y suelen incluso desempeñarse mejor que los "normales" en tareas que requieren dividir la atención hacia varios puntos en el espacio. Por lo tanto, preferimos hablar de una "estrategia" atencional distinta en lugar de referirnos a una disfunción o una patología neurológica.
Categoria: Educação
Palavras-chave:

Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=zcTp_xmJDsg&feature=related

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Dislexia de Leitura. Vídeos.

Programa Brasil das Gerais sobre dislexia de leitura com pacientes e especialistas do Hospital de Olhos - Dr. Ricardo Guimarães. Apresentação do distúrbio, diagnóstico e tratamento através do método Irlen.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7

Fonte dos vídeos acima: http://www.youtube.com/user/holhosmg

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Câmeras digitais - Máquinas fotográficas modernas e potentes

Câmeras digitais - Máquinas fotográficas modernas e potentes

Câmeras digitais: tire fotos com praticidade e qualidade

As câmeras digitais já dominaram o mercado. Entre suas vantagens está poder escolher as imagens que deseja manter, ver como ficou a foto logo após batê-la e melhorá-la com qualquer programa de edição. Bem, para comprar uma digital é necessário conhecer algumas características próprias destas câmeras e escolher a que melhor se adequa ao seu perfil de usuário. Para isto, o Zura! fez este Guia de Compras para você conhecer um pouco mais destas potentes máquinas.

Modelos de máquinas digitais

Características das digitais

Conheça os elementos característicos das máquinas digitais:

- Resolução: principal elemento trabalhado em uma câmera digital. As fotos são medidas em pixels e quanto maior for este valor, melhor será a definição e a capacidade de ampliação da imagem;

- Sensor de imagem: o sensor captura a luz e a converte em um arquivo digital. Uma câmera pode ter um sensor CCD, usado para imagens de alta qualidade e mais sensível à luz, ou CMOS, com menor qualidade e sensibilidade;

- Bateria: a autonomia da máquina depende do tipo de bateria que é utilizado. Alguns modelos podem usar baterias internas recarregáveis ou pilhas recarregáveis AA, mais recomendáveis, por serem facilmente substituídas;

- Armazenamento: esta capacidade determina o número de fotos que podem ser armazenadas. Antigamente, a memória vinha dentro da máquina e não podia ser ampliada, mas, atualmente, as câmeras já usam cartões de memória flash;

- Conectividade: a interface de conexão é o que permite descarregar as fotografias da câmera para o PC. Atualmente, a maioria das digitais vêm com porta USB e algumas também com um cabo de conexão para TV, permitindo a exibição das fotos na tela;

- Zoom: em geral, o zoom total é a soma do zoom óptico, que aproxima ou afasta o objeto fotografado com o digital, que amplia a imagem digitalmente. Mas cuidado, o zoom óptico é o primeiro a ser usado, então se o total for de 5x, o óptico pode ser de 3x e o digital de 2x;

- Controles de disparo e exposição: as câmeras têm a opção de disparador automático e controle manual, que quanto mais possibilidades tiver, mais cara será a máquina. Quanto aos parâmetros de exposição, a variedade de aberturas não é tão grande;

- Tempo entre uma foto e outra: uma boa digital deve registrar as imagens tão rápido quanto apertamos o botão, característica que distingue uma câmera boa das demais.

Recursos adicionais

Máquinas mais modernas já dispõem de alguns recursos além dos básicos, que podem ser:

Vídeo - grande parte dos modelos já permite gravar vídeos com áudio;

Gravação de sons - alguns modelos permitem gravar sons para acompanhar a foto, recurso útil para registrar informações sobre as fotos ou apenas gravar o som ambiente;

Impressão das fotos - caso seja compatível, a câmera pode ser conectada à impressora, imprimindo diretamente as fotos;

Edição de imagem - já é possível tratar as imagens na própria câmera, sem precisar de um programa de computador;

Detector de sorrisos - uma espécie de sensor presente nas câmeras mais modernas, que faz a máquina disparar ao detectar o sorriso dos fotografados;

Visor touch screen - alguns modelos dispõem de tela sensível ao toque, facilitando a navegação pelo menu;

Breve glossário

- Abertura: pequena abertura circular dentro da lente, que controla a quantidade de luz que atinge o sensor da máquina ao bater uma foto;

- Auto contraste do branco: a máquina ajusta automaticamente o contraste do branco para combinar a cor do objeto;

- Auto-exposição: cálculo automático da melhor combinação da velocidade da abertura do obturador com as condições de luz do ambiente;

- Auto foco: focalização automática da câmera;

- Buffer: memória que armazena as fotos digitais na câmera antes de gravá-las na placa de memória;

- Compensação de exposição: abaixar ou aumentar a exposição para criar efeitos;

- Compressão: processo de diminuição do tamanho das imagens, por meio de algoritmos;

- Cropping: corte de uma imagem digital;

- Definição: a definição é uma medida de qualidade da imagem e é expressa nos megapixels;

- Display: tela LCD que permite que o usuário reveja a foto e acesse outras informações como o status da bateria, número de fotos tiradas, entre outras;

- DPI: sigla para dots per inch, que é a medição da resolução de uma foto ou dispositivo digital. Quanto maior for este número, maior é a resolução;

- Efeitos: características de câmeras que permitem adicionar efeitos gráficos nas fotos;

- Escala do zoom: este valor é medido também com o X, representando um multiplicador. Por exemplo, um zoom de 35-105 mm é escrito também como zoom de 3X;

- Foco manual: permite que o usuário focalize manualmente a câmera. Bom para lugares de pouca luz ou em fotos de muita precisão;

- ISO: significa Organização de Padrões Internacionais e é o sistema que permite dobrar a sensibilidade de claridade. Um ISO 200, 400, 800 ou 1600, por exemplo, significa que é possível ajustar a sensibilidade do CCD para situações com pouca luz;

- JPG ou JPEG: formato padrão de arquivo de imagens digitais;

- Modalidades de cena: ajustes pré-definidos para alguns tipos de imagens como fotografia de esportes, retratos, paisagens, etc;

- Ruído: áreas de informação que faltam em uma imagem digital. Em alguns casos, em câmeras com menos pixels, as imagens podem sair com muito brilho ou muito escuras;

- Saturação: nível de intensidade da cor. As cores altamente saturadas podem fazer com que as imagens pareçam irreais;

Bem, agora que você já conheceu um pouco melhor as câmeras digitais é só fazer a busca que o Zura! acha para você. Boas compras!

Para comprar a câmera digital certa para você basta clicar aqui, escolher a marca, o modelo e clicar no botão “ir à loja”.

Fonte: http://guias.zura.com.br/2008/05/21/cameras-digitais-maquinas-fotograficas-modernas-e-potentes/#more-116

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Lavadora de Roupas. Dicas de compra.


E você que visita este espaço, vai comprar uma maquina de lavar? Então acompanhe algumas dicas.

A máquina de lavar roupas é, hoje em dia, um dos eletrodomésticos mais importantes em uma casa. Dos lares mais modestos ao mais requintados, quase sempre há a presença de uma máquina ou de um tanquinho elétrico, seja ele simples ou não. Essa forte adesão do público faz muito sentido, já que lavar roupa já não exige mais o trabalho manual cansativo que exigia antigamente. Hoje, basta acumular um montinho de roupa e jogá-lo na máquina com um pouquinho de sabão em pó e amaciante. Pronto! Suas roupas saem lipmas, cheirosas e macias. Para aquelas peças mais sujas e amareladas há programas especiais de lavagem, que já vêm pré-definidos na maioria dos aparelhos.

Escolha bem a sua próxima máquina de lavar, pois sendo um bem durável, ela lhe acompanhará por muitos anos. Vale a pena investir num produto bacana. Confira algumas dicas.

Quais são os tipos de lavadora de roupas?


Existem dois tipos de lavadoras, a com eixo horizontal (tombamento) e a com eixo vertical. O modelo com eixo horizontal tem a porta na frente da máquina, enquanto o outro modelo tem porta superior.

  • Porta Superior

É o modelo mais conhecido, mais comum. A vantagem desse tipo de lavadora é que se pode interromper a lavagem a qualquer momento com facilidade e rapidez para adicionar sabão, amaciante, etc., pois não é preciso esperar o nível de água baixar para abrir a porta.

Outro ponto forte do modelo superior é que exige menos exercício de quem o opera já que não é preciso abaixar para colocar ou retirar as roupas da máquina, poupando a coluna.

  • Porta Frontal

As lavadoras mais modernas e caras do mercado têm porta frontal, mas isso porque na maioria das vezes são lavadora e secadora de roupas também. A desvantagem é que pelo fato da porta se encontrar no mesmo nível do tambor, é preciso esperá-lo esvaziar-se para abrir a porta e interromper a lavagem.


Vale lembrar que, além do design, é preciso pensar no espaço disponível para este aparelho, já que a porta frontal acaba exigindo um raio maior de espaço (para abrir e fechar).

É importante a lavadora ter lavagem e enxágüe com água quente?


Sim, é um diferencial bastante útil. A etiqueta de algumas peças orienta que sejam lavadas em água morna ou quente, dependendo do tecido. Outro ponto é que em temperaturas mais elevadas, os detergentes dissolvem-se melhor. Além disso, algumas manchas são retiradas com maior facilidade em água quente. O importante é estar sempre atento às orientações de cada peça, contidas na etiqueta.

Algumas lavadoras oferecem diversos programas de lavagem. Há de fato diferença entre um programa e outro?


Sim. Há diferença principalmente de rotação e duração, de acordo com o tecido e situação da roupa (manchada, amarelada, encardida).

As roupas mais delicadas têm programas específicos onde a rotação é menor, ou seja, os movimentos da máquina serão mais lentos, “agredindo” menos as roupas durante a lavagem. Os demais programas funcionam em maior velocidade, batendo mais rapidamente as peças de roupa.

Os programas dedicados às manchas costumam durar um pouco mais porque têm a etapa “molho”, onde como o próprio nome diz as roupas ficam de molho. Nesses casos há também mais de um enxágüe.

Fonte: http://parceiro.buscape.com.br/guia-de-compra-de-lavadora-de-roupas.html#ancora01

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Quem decide o que se ensina ?

Quem decide o que se ensina
A definição do currículo escolar, do modo de implantá-lo e do grau de autonomia do professor são questões que explicitam os crescentes conflitos sobre as concepções que dividem o campo educacional
Beatriz Rey



Há aproximadamente 60 comunidades na rede vir­tual Orkut que se dedicam a criticar o Jornal do Aluno, um dos materiais da proposta curricular da rede estadual de São Paulo, instituída no início de 2008. Uma delas, cujo nome é "Eu odeio o Jornal do Aluno", traz uma lista de justificativas: foi imposto a alunos e professores; não se articula com as matérias dos livros didáticos; impede os professores de efetivamente ministrar suas disciplinas; tem linguagem difícil; é apenas uma revisão daquilo que já foi estudado. Há alunos que sugerem a queima de todos os jornais. A insatisfação atinge também alguns docentes. Um professor de educação artística da rede estadual, que não quis se identificar, conta: "No ensino fundamental, queriam que os alunos debatessem temas que desconheciam, como comunismo, na 6ª série! Outro erro é que as atividades não haviam sido testadas com alunos. Isso era claro".

Polêmico, o caso da rede estadual de São Paulo levanta um ponto central de uma discussão antiga sobre o currículo escolar na educação brasileira: a quem compete a definição dos conteúdos a ser ensinados em sala de aula? Em países como a França, o grau de liberdade das escolas nesse sentido é nulo - os professores podem escolher somente as obras literárias que desejam indicar a seus alunos.

Como é um Estado federativo, o Brasil trabalha com algumas orientações nacionais, representadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, e deixa a cargo de estados e municípios a elaboração de orientações mais específicas. Mas a adoção desse modelo não é consensual. Para alguns especialistas da área, tanto as diretrizes quanto os parâmetros são insuficientes.Seria necessário elaborar?definições mais específicas sobre o que deve ser ensinado. Para outros, o que falta são orientações concretas de estados e municípios, alicerçadas nas nacionais. Há ainda quem defenda que o professor seja o único responsável pela definição dos currículos - qualquer interferência é vista como um veto à liberdade docente.

Em paralelo a esse debate, caminha outro, também objeto de disputa entre teóricos e formuladores de políticas públicas. Como se deve dar a construção do currículo? Em outras palavras, o que justifica que algumas áreas do conhecimento, como sociologia e filosofia sejam diretamente contempladas na grade curricular - e outras, como psicologia, não?

O termo currículo vem da palavra latina currère (correr), que diz respeito ao curso, à carreira ou a um percurso que deve ser realizado. A perspectiva de currículo como plano estruturado de estudos apareceu pela primeira vez em 1633, no Oxford English Dictionary. A partir do momento em que entrou no campo pedagógico, a palavra passou a designar a relação de disciplinas organizadas numa seqüência lógica, por série ou curso e com o tempo reservado a cada uma. As matérias e a própria organização da grade curricular só existem após um processo de escolarização de conteúdos científicos. "É um processo complexo, que envolve adaptação do conhecimento à situação de ensino-aprendizagem. Mas a verdade é que o conhecimento é apresentado ao aluno como algo pronto e indiscutível", diz Antônio Flávio Moreira, da Universidade Católica de Petrópolis.

Essa transposição escondida acontece em diversas instâncias: nos órgãos públicos que organizam e selecionam conhecimento, nos livros didáticos, na escola e nas universidades, com os cursos de formação dos professores. Com tantos envolvidos, pode-se afirmar que há uma tensão relativamente grande quando o assunto é o currículo. "Há interferência de movimentos negros, feministas, indígenas, entidades religiosas, professores de sociologia, psicologia, filosofia... o conteúdo está sob influência de todas essas fontes", aponta Elba Barreto, da Faculdade de Educação da USP. Tudo para ser redefinido, novamente, nas escolas, que o molda de acordo com sua cultura específica. "Ainda que haja uma orientação geral comum, as decisões curriculares podem ocorrer em diferentes níveis", diz.

Talvez por isso ainda haja falta de clareza sobre o que deve ser ensinado. "Para fugir do conteudismo e de atender todos os segmentos sociais, deixou-se de perguntar quais são os conhecimentos necessários para que o aluno possa ser um cidadão e para que aprenda outros conhecimentos", explica o professor Antônio Flávio. Para ele, os PCNs não fornecem uma base comum aos professores para que eles possam trabalhar as disciplinas de acordo com a sua realidade. "Eles foram elaborados de forma pouco democrática. Precisamos saber quais são, por exemplo, os pontos necessários para que o aluno termine o 9º ano", continua. Mas Antônio ressalta que essa base não pode ser uma camisa de força e não pode tirar a liberdade e a criatividade do professor em sala de aula - deve ser um apoio.

Lucíola Santos, líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Currículos e Culturas da Universidade Federal de Minas Gerais, concorda com as ponderações e vai além. Para ela, os docentes estão perdidos, sem orientação nenhuma no que diz respeito aos conteúdos. "As avaliações mostram que a educação não vai bem e falta direção diante disso", assevera.

Para José Francisco Soares, especialista em avaliação e membro do Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a questão do currículo aparece de duas formas diferentes. No ensino médio, a seu ver, o problema está no grande número de disciplinas e conteúdos a serem ensinados, num modelo que está na contramão do que fazem os países desenvolvidos, em especial os Estados Unidos. "É um volume de informação muito grande", pontua.

Já no ensino fundamental, Soares crê que haja razoável consenso sobre o que se deve ensinar e aprender, dado que são conteúdos básicos. Mas o problema estaria no como fazê-lo. Ele defende que haja unidade na introdução do currículo nas escolas que fazem parte de uma mesma rede, fato que facilita a formação dos professores. "Se os professores usam materiais didáticos diferentes, como se pode capacitá-los com uma mesma orientação?", pergunta. E cita como exemplo alguns países que usam um livro-texto único, como Cuba, China e México.

Na contramão dessa linha está o ex-assistente da diretoria estadual de ensino de Osasco e autor do blog Ensino.blog.br, Flávio Tonnetti. Para ele, os PCNs já restringem a matriz curricular porque especificam suficientemente os conteúdos, e impedem tentativas inovadoras em sala de aula. "Sou contra definição mais específica. Qualquer uma seria arbitrária e não respeitaria as realidades locais. É preciso tratar a escola como célula", aponta. Flávio pondera que uma base comum nacional pode ferir a autonomia da escola, a liberdade do professor e incomodar o aluno. Sobre a possibilidade da falta de diretrizes gerar um quadro caótico, ele diz que é um risco não tão maior do que o do professor se transformar num reprodutor de conhecimentos.

Unidade na diversidade
Entre os dois extremos, encontram-se as pesquisadoras do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Meyri Venci Chieffi e Maria José Reginato. A partir de experiências com construção de currículo em redes e escolas, elas afirmam que os PCNs são suficientes, mas que orientações estaduais, municipais e de cada escola são necessárias, acompanhadas de políticas de investimento em cursos de formação de professores. Essas diretrizes são previstas, em âmbito estadual e municipal, nos Planos de Educação, que não foram levados a cabo pela maioria.

Alicerçadas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), nos PCNs e nas Diretrizes, as regulamentações estaduais e municipais devem trabalhar com a diversidade de cada região. "Como você respeita diversidades entre Amazonas e São Paulo? Tem de ter uma legislação nacional, e dentro dela, as estaduais", colocam. As pesquisadoras defendem que a construção desse currículo regional seja feita a partir de uma discussão ampla com o quadro docente, a universidade, a família e os alunos. "Tem de haver margem para que as pessoas se coloquem como sujeitos. Eles têm um nível de decisão curricular também", explicam.

O receio não é injustificado: foi exatamente o que aconteceu com a proposta curricular do Estado de São Paulo. O professor se sentiu um mero reprodutor de decisões curriculares tomadas por outras instâncias. E os alunos não se reconheceram no material. "Quando é imposto, ninguém sabe as razões pelas quais os conteúdos foram escolhidos", dizem.

São esses atores - professores, famílias e alunos, entre outros - que, segundo as pesquisadoras, deveriam fazer parte da construção do currículo real, que acabam se transformando em agentes daquilo que ambas chamam de "currículo oculto". Ou seja: no momento em que o currículo formal - as diretrizes nacionais, estaduais ou municipais - viram prática, outras situações que interferem nas experiências de aprendizagem acontecem em paralelo. "O jeito com que o professor fala com o aluno, a linguagem que usa, o tom de voz, tudo se incorpora ao currículo", defendem as pesquisadoras do Cenpec.

Parar elas, é preciso detectar dissonâncias entre esses currículos. Dar uma aula sobre ética e repreender o aluno sem motivo aparente é uma contradição de conteúdos, de certa maneira. "Há muitas interferências, e é preciso problematizar o modo de lidar com elas. Isso sem esquecer que o currículo deve ser vivo nas escolas. Para que isso aconteça, deve ser debatido, discutido e negociado."

Flávio Tonnetti, ex-assistente da diretoria estadual de ensino de Osasco: qualquer definição de currículo seria arbitrária e desconsideraria as realidades locais

Ele, o professor

Nessa perspectiva, qual deve ser o grau de liberdade do docente em sala de aula? Elba Barreto, da Feusp, defende que o professor nunca estará isolado em sua sala de aula, pronto a ensinar o que quer. "O que ele fala e a forma como trabalha os conteúdos estão ligados a uma história e representam idéias e valores diversos. Não tem como isolar isso de um contexto mais amplo", diz. Flávio Tonnetti defende a total autonomia do professor. Para ele, um ensino padronizado não garante que o conhecimento será absorvido pelos alunos. "Para que dar espaço a conservadorismo quando a educação tem fracassado constantemente?", questiona.

Há uma visão mais sistemática, defendida pela professora Lucíola Santos, da UFMG: O professor deve abordar o conteúdo através do método com o qual mais se identifica e com o qual se sente mais seguro, além de respeitar o perfil cognitivo de seus alunos.

Outra questão que passa diretamente pelo professor é a desconexão entre o que é ensinado nos cursos de licenciatura de pedagogia e o que é ensinado em sala de aula. Uma dimensão da gravidade do quadro apareceu em um estudo realizado pela Fundação Carlos Chagas que, entre outros dados, mostra que ainda há 18% dos cursos de pedagogia que prescindem da didática como uma das disciplinas curriculares.

Uma das iniciativas para resolver o problema veio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por um programa instituído em 2007 que prevê bolsas de estudos a licenciandos em pedagogia e outras áreas para atuar na escola, com orientação do professor da universidade. Magda Soares Becker, uma das integrantes do Conselho Técnico Científico da Educação Básica da Capes, diz que a iniciativa pretende estreitar os laços entre a escola de ensino básico e o conteúdo ensinado nas universidades.

Mais uma vez, a aposta é na troca de experiências e na discussão, saídas consideradas essenciais por Meyri e Maria José, do Cenpec, se a idéia é tratar do currículo escolar. "É preciso realmente ampliar a discussão para se ter a maior consciência possível do que se está fazendo. Se não, ficamos à mercê do livro didático e dos conteúdos abordados em avaliações", alertam.

Avaliações, orientadores curriculares

Até pouco tempo, antes das avaliações internacionais e nacionais tomarem a importância que têm hoje, os livros didáticos serviam de orientadores curriculares. Como há pouco consenso sobre a suficiência dos PCNs e das Diretrizes Nacionais, os professores acabavam se apegando a eles em sala de aula. Eram seus guias.

Especialistas ouvidos por Educação identificam um novo movimento atualmente: os conteúdos avaliados na Prova Brasil, no Saeb e até mesmo no Enem acabam orientando escolas e redes sobre o que deve ser ensinado. O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, diz não ter dados concretos sobre isso, mas enxerga uma tendência. "Se o currículo no Brasil fosse bem estabelecido, seguiríamos essa base", diz. Para ele, o fato de as escolas se apoiarem em avaliações não é necessariamente ruim. "Pode servir como incentivo. Depende do que a escola quer ensinar. Se o desempenho melhorar, por que não?", questiona.


A proposta curricular de SP

O Jornal do Aluno foi instituído na rede estadual paulista no início de 2008 em conjunto com a Revista do Professor. Quando assumiu a pasta, em 2007, a secretária Maria Helena Guimarães de Castro identificou problemas nos índices de desempenho dos alunos. Iniciou-se, então, um projeto de recuperação pontual em português e matemática, que englobou os dois materiais e durou 42 dias.

Segundo Maria Inês Fini, assessora da Secretaria de Estado da Educação na área de avaliação, o projeto tinha como caráter principal a interdisciplinaridade. Ambas as peças não serão reeditadas em 2009 - a revista agora foi transformada no Caderno do Professor, que serviu de base para a elaboração do Caderno do Aluno, ambos parte do material curricular de 2009. Segundo Maria Inês, o Caderno do Professor (ex-Revista) foi mantido porque 92% dos professores o acataram e não sugeriram modificações. Outros 7,5% sugeriram e os 5% restantes não gostaram do material. "Nossa obrigação, como Secretaria de Educação, é propor. Os professores usaram e reagiram", coloca.

Para a assessora, as comunidades dos alunos e professores no Orkut devem ser desconsideradas. "Comunidade no Orkut é uma leviandade. Não foi um projeto experimental, não caberia testar o aluno. Somos professores, autores de livros. Sabemos o que estamos fazendo", diz.


Para saber mais

Currículo - Campo, conceito e pesquisa. Roberto Sidnei Macedo. Editora Vozes, 2007

Currículo e autonomia. Jorge Lemos. Porto Editora, 2001

Currículo na contemporaneidade - Incertezas e desafios. Regina Leite Garcia e Antonio Flávio Barbosa Moreira. Cortez, 2003

Currículo, poder e lutas educacionais - Com a palavra, os subalternos. Michael W. Apple, Kristen L. Buras e colaboradores. Editora Artmed, 2006

Ensino de filosofia e currículo. Ronai Pires da Rocha, Editora Vozes, 2008.

Escola e sociedade e a criança e o currículo. John Dewey. Editora Relógio D'água, 2002

História da organização do trabalho escolar e do currículo no século 20 - Ensino primário e secundário no Brasil. Rosa Fátima de Souza. Cortez, 2008.

Organização do currículo por projetos de trabalho - O conhecimento e um caledoscópio. Fernando Hernandez e Montserrat Ventura. Editora Artmed, 1998

Projeto político-pedagógico - Construção e implementação na escola. Cássia Ravena Mulin de Assis Medel. Autores Associados, 2008

Saber escolar, currículo e didática - Problemas na unidade conteúdo/método no processo pedagógico. Nereide Saviani. Autores Associados, 2006


Veja também
Articulação coletiva
Vácuo inicial
Pólos divergentes
O papel do coordenador pedagógico

- Enem: rumo certo?
- O papel do coordenador pedagógico
- Vácuo inicial
- A autoridade de dentro

Fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12616

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

PEDAGOGIA E PEDAGOGOS PARA QUÊ? (Resumo do livro de José Carlos Libâneo)



PEDAGOGIA E PEDAGOGOS PARA QUÊ? (Resumo do livro de José Carlos Libâneo)
Por: Kaikuxi

Nesta obra José Carlos Libâneo coloca em evidência o tema a formação de professores e pedagogos, bem como o curso de Pedagogia. Segundo seu estudo a análise do contexto histórico, proporciona a compreensão dos fatores que foram, determinantes na arquitetura do desenho curricular do curso de pedagogia, nesta perspectiva sua posição conflita com a posição da ANFOPE. Defendendo a tese que julga de natureza pública defende a educação para todos, a melhoria da formação dos professores, a melhoria da gestão e supervisão das escolas e da organização do trabalho pedagógico, não concorda com a tese defendida pela ANFOPE, que defende a tese da identificação do curso de pedagogia, ou seja, uma licenciatura.
A opção pela identificação pela docência, a seu ver comprometeu as características “positivas do curso de pedagogia regido pelo parecer nº 252/69”, pois sobrecarregou o currículo com disciplinas voltadas especificamente para a formação de professores das séries iniciais do ensino fundamental em detrimento das disciplinas teóricas tais como: fundamentos da educação, currículo, avaliação, teorias da educação, como também as disciplinas relativas às habilitações como princípios e métodos da administração escolar, fundamentos da supervisão e orientação educacional, planejamento educacional, medidas educacionais, práticas de gestão, métodos e técnicas de pesquisa.
Contrariamente ao que postula a ANFOPE, Libâneo aponta para a redução do campo de atuação de trabalho do pedagogo, considerando que na área educacional em algumas situações como no exercício das metodologias ficaria em desvantagem frente aos profissionais de área específicas.
O fato dos próprios pedagogos abrirem mão de sua identidade profissional fechando suas identidades representativas como a Associação dos Supervisores Educacionais e Federação Nacional dos Orientadores Educacionais e quando algumas faculdades de educação transformaram o Curso de Pedagogia em Licenciatura para Formação de Professores do Ensino Médio e Séries Iniciais e as reduções da formação de especialistas a seu ver acabaram por descaracterizar o campo teórico investigativo da Pedagogia e demais ciências da educação.
Entendendo a Pedagogia como uma das ciências que estuda a educação como uma prática (e um fenômeno) complexa e multidiferencial, o autor retoma a reflexão sobre o Curso de Pedagogia e o profissional pedagogo, face a reformulação orientada por novos parâmetros curriculares nacionais. E certamente suas análises contribuirão para a formulação de um novo desenho curricular para o Curso de Pedagogia que possa responder a questão Pedagogia e pedagogos para quê?

KAIKUXI

Publicado no Recanto das Letras em 19/05/2005
Código do texto: T18028

Fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/resenhas/18028
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Modelos Pedagogicos. (em espanhol).

doris3m,
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Oficina de leitura - Contos de terror

A professora Edi Fonseca, formadora do projeto Letras de Luz, mostra em vídeo como fazer uma boa leitura de contos de terror, em roteiro elaborado pela escritora Heloisa Prieto. Assista também ao vídeo Leitura de poesia, com dicas sobre fluência e entonação para a leitura em sala de aula.





Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/multimidia/pag_video/oficina-leitura-contos-terror-419714.shtml

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Hoje é o dia do Sagrado Jejum de Sri Papamocani Ekadasi, dia 14/03/2026 sábado quem não conseguiu fazer hoje pode fazer amanhã dia 15

Papamocani Ekadasi Yudhisthira Maharaja disse: “Ó Senhor Supremo, ouvi de Ti a explicação de Amalaki Ekadasi, que ocorre durante a quinzena ...