segunda-feira, 9 de março de 2009


Matemática é D+

Vídeos

Uma vez por mês, Priscila Monteiro dá aula a uma turma de 2ª série e a uma de 3ª série (respectivamente 1ª e 2ª séries em 2007) na Escola Estadual Victor Civita. Nesse momento, com a presença da professora do grupo na sala, a formadora coloca em prática a abordagem de conteúdos discutida nos encontros de formação.

Os vídeos disponíveis abaixo têm em média 6 minutos de duração. Eles são produzidos durante as aulas e resumem todas as etapas de trabalho: a contextualização dos problemas, o momento de lançar o desafio à turma, o acompanhamento da formadora e a validação das estratégias utilizadas pelos alunos. Além dos momentos mais significativos de cada aula, todos os vídeos apresentam comentários da formadora sobre a atividade.



Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/fvc/matematica_d_mais/pagina/matematicaDmais_275956.shtml

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domingo, 8 de março de 2009

Feliz dia das Mulheres.


mako1954


As mulheres, que são mães, sogras, irmãs, cunhadas, namoradas, tias, avós, professoras, trabalhadoras etc. Desejo a vocês um feliz dia das mulheres.

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sábado, 7 de março de 2009

Chegamos a 1 ano de atividades em nosso Blog.


Muito obrigado, muito obrigado, a vocês que visitam este Blog. Chegamos hoje a 1 ano de funcionamento. Bem como a marca de mais de 50.000 acessos.

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quinta-feira, 5 de março de 2009

Crianças de 6 anos , no ensino fundamental. (meus artigos).


Quando uma criança de seis anos entra no ensino fundamental, algumas observações devem ser levadas em conta. Segundo Condermarin e Blomquist a criança pode ter dificuldade em aprendizagem por imaturidade ou certos desenvolvimentos oculares ainda não maduros.

A imaturidade na iniciação da aprendizagem constitui uma causa freqüente de dificuldades na aprendizagem da leitura. As investigações demonstram que a instrução formal de leitura deve iniciar-se quando a criança pussui uma idade mental de seis anos e meio aproximadamente. Está iniciação formal refere-se ao ensino sistemático dos símbolos gráficos. (Condermarin e Blomquist, p.17, 1989).

É sabido que nem todas as crianças se desenvolvem e amadurecem de maneira igual. Umas caminham mais rápido do que outras e vice-versa. Existe neste sentido uma ampla gama de variedades no crescimento; nem todos atingem a maturidade sistemática para aprendizagem simultaneamente. Nesse ponto as meninas geralmente amadurecem um ano e meio mais cedo do os meninos.
Mas gostaria de tocar em outro ponto deste desenvolvimento.
Estar pronto para ler e participar deste processo de esnsino-aprendizagem implica também na maturidade de outros aspectos: a criança deve possuir uma idade visual. O olho da criança de seis anos possui freqüentemente uma hipermetropia; ela não pode ver com clareza objetos tão pequenos como uma palavra.
Não, podemos perder de vista estes pequenos detalhes, isto nos faz lembrar a parábola do semeador. Cada criança se desenvolve no seu ritmo.

Um pedagogo-a/professor-a deve ser um estudioso de sua práxis.


Veja abaixo alguns vídeos e slides sobre esta temática.

O corpo humano - 03 - Visão - Parte: 1, 2 e 3


Palavras-chave:

Prionyx


Prionyx


Prionyx


Slides.

robsoncosta,
Avaliação da Acuidade Visual - Professor Robson


Glossário:

PRAXE / PRÁXIS

Estas duas palavras vêm da mesma raiz grega ("práxis"), que significa "ação". Tome cuidado com a pronúncia do "x". O de "praxe" se lê como o de "lixo". Já o de "práxis" se lê como o de "fixo". Na prática, a palavra "praxe" é mais usada e significa "rotina, procedimento costumeiro": "Estabeleceu a praxe de almoçar com o irmão". "Práxis" se usa também em filosofia. É conceito fundamental no pensamento marxista. Trata-se do conjunto de atividades que criam condições para a ação prática, a produção material.(prof. Pasquale).


O autor: João C. Maria, aluno(pedagogia módulo 7 noturno), Unopar Virtual unidade Campinas 2.

Unopar sou feliz aqui.





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quarta-feira, 4 de março de 2009

Paulo Freire, rigorosidade metódica. (Slides).

joaomaria,


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Novos rumos do ensino ,pedagogia.

Pedagogia

Se você acredita que as escolas são o único e provável destino dos profissionais formados em Pedagogia, então, está na hora de abrir os olhos

O pedagogo David Bomfin, 50 anos, deixou, há algum tempo, de atuar em hospitais. Não, você não leu errado. Pedagogos e hospitais combinam, assim como combinam pedagogos e shoppings, pedagogos e mineradoras, pedagogos e siderúrgicas, pedagogos e empresas de Engenharia Costeira. Esse profissional há muito soltou-se das amarras das instituições de ensino, embora continuem sendo o espaço mais privilegiado de inserção, e conquistou novos espaços de trabalho.

Segund

o a coordenadora do Colegiado de Curso de Pedagogia da UFMG, Maria de Fátima Cardoso Gomes, o pedagogo era anteriormente formado para ser, por exemplo, diretor, orientador ou supervisor em instituições de ensino, algo bem distante da realidade e das necessidades atuais. Para ela, apesar de em muitas faculdades esse velho modelo prevalecer, o mercado de trabalho cresce visivelmente e em busca de novas práticas. "Esse modelo está mudando e a nova realidade exige gente muito mais preparada", sustenta.

"O pedagogo é aquele que, a partir d

e um diagnóstico, identifica necessidades e falhas no processo de ensino-aprendizagem; indica metodologias adequadas à situação de cada local; e aponta se, por exemplo, as ações devem ser voltadas para o grupo, para o indivíduo, ou mesmo envolver parceiros externos. Onde houver processo de aprendizagem, o pedagogo tem com o quê contribuir", completa David Bomfin.

Arquivo pessoal

DAVID BOMFIN trocou a agitação das salas de aula pelas muitas possibilidades de ensino que existem mundo afora

Formado há mais de 20 anos, Bomfin vive de uma cidade para outra, em todo o país, prestando consultoria em Pedagogia Empresarial, segmento em franca ascensão, mas ainda pouco conhecido. Ele deixa claro que o pedagogo não tem que se preocupar com o tipo de instituição e sim com habilidades próprias da Pedagogia para atuar em qualquer instituição. "Quando o pedagogo entra em um hospital, não

tem que entender de Medicina. Ele tem que ser capaz de indicar os problemas que geram dificuldades nos mais variados processos de aprendizagem naquele local, além de estratégias e ferramentas para a resolução dos impasses", argumenta.

Educador social Segundo Maria de Fátima Cardoso, a Pedagogia Empresarial tem mesmo se tornado uma opção bastante viável para os futuros profissionais, assim como o trabalho em ONGs (organizações não-governamentais) e projetos sociais, como os ligados às ações afirmativas* ou aos de reforma agrária. O curso na UFMG, diz a coordenadora, forma um profissional generalista, que trabalha em duas vertentes: na formação de docentes e de profissionais que irão lidar com a coordenação e com a gestão de processos educativos escolares e fora da escola.

"Estão surgindo novas oportunidades, o mercado de trabalho é exigente e procura por um profissional com formação de um educador social", assinala. Já flexibilizado, o curso de Pedagogia oferece formação complementar em Gestão Educacional, Educação Infantil, Educação de Jovens Adultos e Alfabetização, Leitura e Escrita. "Percebemos que o profissional não poderia deixar a Universidade voltado apenas para a escola, para educaç

ão infantil ou básica. Os problemas na educação brasileira são muitos e variados e temos que atentar para os diferentes aspectos".

Quem tem pressa, come cru

As exigências do mercado de trabalho são bastante evidentes na opinião da experiente Sylvia Garcia, 62 anos. Ela lembra que a busca das escolas pela qualificação de seus profissionais é grande e atinge as redes pública e privada. "Tem muita gente preocupada", assinala ela, que se dedica a projetos de avaliação de sistemas educacionais. Nesse trabalho, realiza intervenções de longa duração. "É um trabalho bastante complexo, porque a instituição tem que ser acompanhada muito de perto por um período longo, de anos. Só assim, podemos diagnosticá-la e identificar as estratégias de aperfeiçoamento", explica. Para se ter uma idéia do aprofundamento da avaliação, Sylvia conta que no Sistema Marista foram necessários cinco anos de acompanhamento.

Segundo Sylvia, o campo é muito grande, mas é preciso que o pedagogo se especialize. "Se ele vai ajudar outros professores, é necessário que tenha uma formação ampliada", lembrando que os pedagogos vão, dependendo do caso, propor melhores formas de ação dos professores junto aos alunos, auxiliar os professores a construir métodos de avaliação ou ainda trabalhar com a avaliação de aprendizagem

.

Oportunidades Acostumada às mazelas e aos prazeres da rede pública de ensino, a pedagoga Sara Mourão Monteiro, 42 anos, acredita que os futuros profissionais devem estar atentos à realidade dos grupos com os quais trabalham, afastar preconceitos e manter a autocrítica. "Se o pedagogo é um acompanhador das práticas e dos processos de outros, não pode ser alguém fechado em si mesmo e nas suas próprias teorias", ressalta.


CLÁUDIA BERGERHOFF está sempre atenta à oportunidades de participação em projetos de extensão e pesquisa na Faculdade de Educação

Sara participou da implantação da Escola Plural, na rede de ensino da Prefeitura de Belo Horizonte. "Foi um grande desafio, pois tínhamos que articular muito bem a alfabetização e o ensino com a realidade social dos alunos e da família", lembra. Sara trabalha na produção de material didático para a formação de professores. "Os professores não se limitam mais a cartilhas ou a livros. Eles incorporam muitos outros recursos e o pedagogo pode ajudá-los", diz.

Decidida a voltar a estudar depois de 10 anos longe dos bancos escolares, Cláudia Bergerhoff, aluna do 9o período, impôs-se dedicação máxima ao curso. "Eu nem acreditava que poderia passar no vestibular, mas a conquista serviu para me mostrar que eu podia e devia fazer mais", avalia ela.

"Os projetos de pesquisa e extensão que me ajudaram na compreensão do papel do pedagogo e me incentivaram em todo o percurso. O aluno precisa saber que pode seguir vários caminhos, mas tem que prestar atenção ao que a Escola oferece. Se bobear, achar que o curso é fácil, pode entrar e sair daqui como entrou e só se lamentar quando estiver lá fora", analisa.

Ações afirmativas - conjunto de ações, projetos e iniciativas que visam eliminar preconceitos de genêro e cor.
Fonte: http://www.ufmg.br/diversa/7/pedagogia.htm

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terça-feira, 3 de março de 2009

De mochila e laptop


De mochila e laptop

O uso de celulares, iPhones e Blackberries se torna cada vez mais comum nas salas de aula americanas e ajuda a aproximar professores e alunos

Fernanda Melazo, de Los Angeles


A brasileira Francine, da Universidade da Califórnia: celular liberado em sala para torpedos, pesquisas e e-mails

Chessa Piker-Ward, 22 anos, tem aulas de coreografia no curso de Dança do Departamento de Artes da Universidade de Santa Cruz da Califórnia, nos Estados Unidos. Além das sapatilhas, Chessa leva na mochila o laptop. Na última aula, a professora sugeriu aos alunos que pesquisassem na internet vários significados para a expressão "doenças do amor". Enquanto ensinava o que sabia sobre o impacto dos sentimentos nos gestos e movimentos do corpo, seus estudantes levantavam novas questões e diferentes passos de dança a partir das descobertas online. "Foi muito divertido. Eu gostei de dançar com as definições das palavras", diz Chessa, que está no primeiro ano do curso.

Chessa, seus colegas e seus laptops repetem em sala de aula uma cena que já se tornou corriqueira nas universidades norte-americanas, onde os computadores portáteis substituem os tradicionais cadernos. "No meu curso de método, por exemplo, vários colegas levam seus laptops para fazer anotações", testemunha Chessa, que chega a brincar com o fato de seus amigos a considerarem ultrapassada em termos de tecnologia. "Eu não sei nada sobre os telefones inteligentes. Meus amigos sempre fazem piada porque meu celular é muito antigo", diz.

A chamada geração net e seu talento nato para a tecnologia modificaram de maneira irreversível os padrões de ensino. Computadores portáteis, celulares, telefones inteligentes, como iPhone e Blackberry, e redes de relacionamento disputam espaço cada vez maior com os métodos tradicionais de educação e já são um desafio para as instituições de ensino superior.

O cálculo é que atualmente 80% dos estudantes universitários nos Estados Unidos têm seu próprio laptop, como Chessa. Os números são da Educause, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo orientar as universidades sobre o melhor uso da tecnologia da informação. A Educause é composta por representantes de mais de 2.200 instituições de ensino superior e organizações do setor da educação. E pesquisa anualmente, desde 2004, o comportamento dos estudantes em relação ao uso de tecnologias.

"O aumento no uso da tecnologia da informação oferece oportunidades e desafios para faculdades e universidades. Crescem, por exemplo, questões sobre quais dos recursos poderão ser utilizados no ensino. Seria desejável incorporar novas e emergentes tecnologias no currículo? Há ganhos educacionais nisso? Os alunos esperam que os seus colégios e universidades usem essas novas tecnologias em seus cursos? Os dados das pesquisas fornecem suporte a essas decisões, descrevendo como os estudantes usam a tecnologia", explica Judy Borreson Caruso, diretora de política e planejamento da Educause.

Oúltimo levantamento mostra que 66% dos universitários norte-americanos possuem telefones inteligentes, que oferecem acesso à internet. Em Los Angeles, a brasileira Francine Alcântara, 29 anos, compõe esta estatística. Ela acabou de ganhar um iPhone de um amigo que frequenta o bar onde a estudante trabalha. Agora faz parte da maioria de seus colegas que adotou a maior sensação do mercado de telefonia como o brinquedo preferido. "Esses telefones são excelentes. Não preciso chegar em casa para fazer pesquisas ou checar meus e-mails", diz Francine, que estuda psicologia na Universidade da Califórnia Dominguez Hills.

A futura psicóloga diz que na sua faculdade há pouca restrição quanto ao uso dos celulares nas salas de aula. "Podemos usar para mandar torpedos, pesquisar e checar e-mails. Só não podemos atender ligação durante as aulas", diz ela, que, por meio de seu endereço eletrônico fornecido pelo provedor da universidade, troca constantemente mensagens com os professores. "Mesmo quando estou fora da faculdade, posso continuar conversando com os professores pelo e-mail. Se tenho alguma dúvida sobre trabalhos, prazo de entrega, reuniões, envio uma mensagem pelo iPhone, de onde eu estiver. E, em pouco tempo, recebo a resposta", conta ela, mostrando o grau de envolvimento de alguns professores com o uso da tecnologia.

Em Chicago, a estudante de jornalismo da Faculdade de Columbia Jessica Galliart, 21 anos, acompanha com interesse o crescimento do uso da tecnologia, e principalmente dos telefones inteligentes no campus. Ela, que já está no último ano do curso, é editora-chefe do site The Columbia Chronicle, uma publicação online feita apenas pelos estudantes.

Segundo Jessica, a utilização desses telefones para o ensino ainda é reduzida, mas os professores começam a conversar com os alunos dentro de sala de aula sobre como usar iPhones, Blackberries, celulares e outros recursos tecnológicos. Um deles acabou de propor um novo curso para o próximo semestre chamado "Jornalismo Móvel", que tratará do uso dessas tecnologias no jornalismo.

"Para o ensino e a aprendizagem, essas tecnologias podem ser utilizadas para abrir a comunicação com os alunos. Quase todo estudante tem telefone celular, e o uso de iPhones e iPods no campus é muito alto. Utilizar esses dispositivos para se comunicar com os alunos sobre atribuições, planos de aula, mudanças de carga horária ou simplesmente para ter uma troca de ideias mais rápida é uma maneira interessante de explorar novos territórios no ensino superior", opina Jessica.

Mas, apesar da moda, o uso dos telefones para o acesso à internet ainda é restrito, segundo a Educause. Muitos estudantes reclamam do alto custo cobrado pelos provedores. Por isso, faculdades e universidades estão monitorando o ponto de maturação entre preço e acesso para avaliar o potencial do uso dessa tecnologia como plataforma de ensino.

Já a utilização dos celulares para comunicação via mensagem de texto é generalizada: 84% dos estudantes usam esse recurso para manter contato com seus colegas e professores. O costume serve a vários propósitos: marcar e confirmar reuniões, avisar sobre mudança de horário de aula, informar sobre andamento de trabalhos em grupo e trocar informações instantâneas.

Na Universidade de Michigan, Thiago Antonio, 28 anos, outro brasileiro que está no primeiro ano do curso de Ph.D. em psicologia de comunidades ecológicas usa seu telefone celular para enviar e receber mensagens de sua orientadora. "Acho que é uma forma prática e rápida. Quando preciso confirmar uma reunião ou avisar sobre o andamento dos trabalhos científicos, mando uma mensagem de texto para seu celular. Assim ela pode checar quando for conveniente para ela", diz.

A aluna de dança Chessa Piker-Ward: pesquisa na internet durante a aula ajuda a definir coreografia
De todas as tecnologias da informação, as redes sociais de relacionamento se tornaram em pouquíssimo tempo o modo mais popular de comunicação entre os jovens estudantes. Diferente da preferência no Brasil pelo Orkut, as páginas mais frequentadas nos Estados Unidos são MySpace e Facebook. Segundo a Educause, 85% dos alunos de universidades estão nessas redes. Um fenômeno que chama tanta atenção que, pela primeira vez, ganhou da entidade um capítulo especial na mais recente pesquisa realizada.

"As redes de relacionamento estão transformando por completo o tecido social das universidades. Por meio delas, os alunos ampliam seus contatos pessoais e suas perspectivas, desenvolvem sua capacidade de relacionamento e ganham um novo canal de interação com seus colegas de classe", afirma Nicole Ellison, professora da Universidade de Michigan e responsável pelo estudo que integra o levantamento feito pela Educause.

Segundo Nicole, conhecer e entender as redes de relacionamento e as motivações para seu uso passaram a ser uma tarefa importante para as universidades e faculdades. "Embora muitos professores avaliem as redes como uma distração nas salas de aula, seu uso tem impacto no ensino e na aprendizagem. Os estudantes acessam as páginas para montar seus grupos de estudo, conversar sobre trabalhos e trocar informações com seus colegas de classe", afirma.

Em muitas universidades norte-americanas e até em escolas do ensino médio, as chamadas high-schools, vários professores aproveitam a popularidade das redes de relacionamento para engajar os estudantes no dia a dia dos cursos. Muitas instituições já usam as redes para atrair novos estudantes e manter contato com ex-alunos. As bibliotecas também estão explorando diferentes usos dessas páginas para ampliar a oferta de seus serviços. A Universidade de Miami, por exemplo, compra anúncios no Facebook para promover suas atividades esportivas.

Atentas às mudanças, as instituições americanas adotam em sala de aula diversas ferramentas tecnológicas para adequar os métodos de ensino ao novo estilo dos estudantes.

Na Universidade de Ohio, por exemplo, a novidade é o uso dos modelos instantâneos de resposta, chamados de Student Response Systems ou "clicker". Por meio desse sistema, os professores fazem uma pergunta a sua classe e todos os alunos respondem imediatamente usando um teclado portátil que se assemelha a um pequeno controle remoto. O software imediatamente tabula as respostas e as exibe numa tela.

"Além do envolvimento dos estudantes obtido pelo professor, o sistema oferece um retorno imediato e visual para toda a classe, o que permite a troca de informações entre os colegas e a compreensão pelo instrutor das reais necessidades da classe", afirma Michael Roy, responsável pelo desenvolvimento de programas da web e de multimídia da universidade.
Outra vantagem é que essa tecnologia oferece a oportunidade da participação de alunos mais tímidos, que dificilmente enfrentariam uma classe cheia de colegas para responder questões diretamente ao professor.

Além disso, segundo Roy, exercícios bem planejados com o clicker estimulam o trabalho em grupo. "Alguns instrutores exigem que os estudantes discutam, criem consensos ou desenvolvam questionários que favoreçam a colaboração e o trabalho em equipe", diz.

Embora os estudantes sejam os primeiros a se entusiasmarem com a tecnologia, a maioria acha que as universidades devem usar os recursos de forma moderada. E indicam que ainda valorizam muito a interação com o professor na sala de aula. "Os alunos nos dizem que não gostam do uso da 'tecnologia pela tecnologia'. Eles querem tecnologias que estão disponíveis quando necessárias e que os ajudem no seu progresso acadêmico", explica Judy Caruso, diretora da Educause.

A futura jornalista Jessica Galliart concorda. "Mais e mais faculdades estão explorando como a tecnologia pode ser utilizada no campus e na sala de aula. Acho que isso pode ser benéfico se utilizado corretamente, mas muitas vezes a tecnologia pode se tornar uma fonte de dependência", diz.


Universitários high tech

Pesquisa da Educause, que ouviu 27.317 alunos em 98 universidades e faculdades americanas, mostra como os alunos lidam com a tecnologia

- 85,9% usam spreadsheets

- 85,2% estão em redes sociais de relacionamento como Facebook e MySpace

- 83,6% usam mensagem de texto

- 82,3% usam os chamados Course Management System (CMS)

- 82,2% possuem laptop

- 66,1% possuem celular com acesso à internet

- 65,6% acham que o uso da tecnologia ajuda nas atividades educativas

- 62% não concordam que poderão faltar às aulas se os conteúdos de classe puderem ser checados on line

- 59,3% acham que o uso da tecnologia em classe dever ser moderado


Veja também:
Mensagem "quase" direta


- Pressão por critérios
- Integração latina
- Exemplo de paixão
- Reflexões para 2030

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Fonte: http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12323

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Hoje é o dia Sagrado Jejum de Sri Padmini Ekadasi 26/05/2026 terça -feira

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