domingo, 3 de fevereiro de 2013

Estudante negligente, profissional incompetente.

Estudante negligente, profissional incompetente.


Acadêmico negligente, profissional incompetente.
Prof. Chafic Jbeili* – www.unicead.com.br

A negligência acadêmica é uma das principais causas da incompetência profissional. E o mercado está abarrotado deste tipo oneroso, nocivo e repugnante de colaborador.

A pessoa cursou a graduação de qualquer jeito. Era desatenta por opção, ridicularizava as dinâmicas em sala de aula, ignorava as indicações de leituras que o professor sugeria; sempre dava um jeito de incluir seu nome no trabalho de outros colegas para não ficar sem nota; Quando não chegava mais tarde, saía mais cedo. Mal sabia preencher o formulário de avaliação ao final das aulas porque, na verdade, nunca quis aprender o significado e o valor da avaliação e do feedback ético e adequado.

Nas atividades suas colocações eram deslocadas, com perguntas mal elaboradas e raciocínio confuso, sem ligação coerente com o tema em debate. Seus textos eram mal escritos porque nunca desenvolveu o hábito de ler e por isso nunca desenvolveu a escrita ao ponto que convém a um profissional. Seu repertório de palavras sempre foi pobre, limitado a termos comuns, gírias da moda e palavras de baixo calão. Não entendia coisa nenhuma do que ouvia ou lia nos encontros, seminários, palestras, congressos e aulas com especialistas. Por isso comprou sua monografia ao invés de produzi-la.

Sua dinâmica na faculdade girava em torno do fato de estar inscrito em um curso superior e isso soava bonito para os amigos! A glória de ser “nível superior” ofuscava a importância de estudar. Seus interesses mais imediatos estavam saciados. Estudar pra quê? Sem visão empreendedora e de futuro desprezou ótima oportunidade em fazer sua network.

A pessoa se achava a mais esperta de todas, de um jeito ou de outro conseguia as notas mínimas para pular o semestre e assim se formou, na sombra de seus colegas e à vista grossa dos professores. Pegou o canudo e foi para o mercado de trabalho. Viu que no exercício de sua função as atividades corporativas eram coisas sérias e a pressão aumentava porque precisava saber bem aquilo que negligenciou aprender durante anos na faculdade.

Mas a pessoa não se dá por vencida, leva seu emprego na base da embromação e se matricula urgentemente em uma especialização das mais baratas possíveis e preferencialmente instantânea. Ingressa na pós-graduação não para aprofundar o que já sabia, pois nunca soube muita coisa, mas para tentar pegar algum material atualizado ou aprender algo daquilo que agora precisa saber urgente só para garantir seu emprego. Deslocada que é, insiste em se auto-iludir fazendo-se acreditar que pós-graduação é o mesmo que “supletivo de graduação” e professor é “consultor pessoal” para salvá-la de seu embuste.

Então, o acadêmico negligente se torna um pós-graduando improdutivo, infeliz consigo mesmo, com a vida, ingrato com tudo e com todos queixa-se da instituição, do professor, da mensalidade, da metodologia, dos colegas, da sala de aula, dos recursos didáticos, das apostilas, do mosquito que passa e até do estacionamento gratuito. Nada nunca se converterá em aprendizagem significativa porque a pessoa não aprendeu reconhecer significantes e abstrair algo daquilo que vivencia.

Aquele que foi estudante negligente tornou-se pós-graduando impaciente e improdutivo. Não se percebeu errante, por isso não se corrigiu e não aprendeu saber o ofício que precisava conhecer. Não estudou os recursos que estavam à sua disposição; não se preocupou em entender de gente e a lidar com recursos humanos. Agora, arrogante mais do que nunca, intenta merecer o grau colado, porém odeia saber em seu íntimo que só lhe resta, além do diploma reconhecido pelo MEC, aquilo que conseguiu construir na mediação acadêmica: nada! Sua reputação e emprego sempre estarão por um fio!

A inconsciente raiva de si mesmo embota seus sentidos e desloca sua zanga para um culpado qualquer que decide eleger conforme a intensidade de sua perversão naquele momento. Passa exigir dos professores resumões prontos, exemplos rápidos, “receitas de bolo” para poder aplicar imediatamente no seu trabalho e mostrar ao chefe e colegas que realmente fez jus ao diploma que apresentou na comprovação de título. Não aprendeu pensar para fazer e agora continua fazendo as coisas sem pensar, pois não tem tempo e o tempo sempre cobra caro o que as pessoas fazem sem ele.

Quem sabe um dia essa pessoa, estudante negligente, perceba que o seu maior medo é ter de encarar que no desperdício do tempo acadêmico presente a si mesmo se fez no futuro um profissional incompetente.

* Prof. Chafic Jbeili é teólogo com habilitação em filosofia, psicanalista, psicopedagogo, doutor honoris causa em psicanálise, professor de pós-graduação atua há 12 anos com treinamentos, palestras, seminários e aulas com temas em recursos humanos, qualidade de vida, clima organizacional, motivação, entre outros. É diretor da UNICEAD e ministra cursos online para gestores de RH, professores, psicólogos, psicopedagogos e demais educadores.
www.unicead.com.br


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sábado, 2 de fevereiro de 2013

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Cultura E Conhecimento


 inculto
ajd.: […] sem cultura intelectual.

Conhecimento é poder.

Gostaria de aproveitar a oportunidade que me foi dada, escrever algo sobre cultura e fazer algumas considerações importantes.
É muito comum ouvirmos determinadas pessoas dizerem: “Nossa, aquele fulano é muito culto, tem uma cultuuuuura!” Normalmente, esses comentários na verdade querem expressar que aquele “fulano” estudou ou estuda muito, tem muitos diplomas pendurados nas paredes de seu quarto e/ou escritório.
Não podemos negar que existe o sentido de cultura como sendo “diploma” arraigado e na mente de muitas pessoas.
É importante, porém, sabermos que a cultura no sentido técnico do termo é algo bem mais abrangente do que “diploma”.
José Luiz dos Santos, em seu livro “O que é cultura” (que, aliás, todo ser humano deveria ler de “cabo a rabo”), da Editora Brasiliense, coleção primeiros passos, afirma que Cultura é palavra de origem latina e em seu significado original está ligada às atividades agrícolas.
Vem do verbo latino “colere”, que quer dizer cultivar.”
Cultura, na verdade, não se aprende na escola.
Fosse assim, ter cultura seria sinônimo de saber de cor “um monte” de fórmulas matemáticas, de classificações de espécies de animais, plantas, diversos, nomes de países, suas capitais, suas dimensões geográficas, “etc, etc, etc e tal”.
Cultura é o conjunto de comportamentos, atitudes, crenças, valores característicos de determinada comunidade. “Tecnicamente falando, cultura não é sinônimo de “conhecimento de elite”.
A cultura de uma determinada comunidade se adquire conhecendo a origem, o desenvolvimento e os costumes desta comunidade.
É como se analisássemos, por exemplo, o comportamento atual de uma determinada pessoa e depois fizéssemos uma observação criteriosa de sua vida, desde o berço até a sua idade adulta.
Quem foram seus pais, que tipo de ambiente de formação lhe proporcionaram, qual era o local onde esta pessoa morou durante toda a sua vida, quem foram os seus amigos, que hábitos cultivou.
Muito provavelmente, essas observações possibilitarão encontrar as causas de determinados hábitos, costumes e crenças que esta pessoa tem na atualidade.
Em se tratando de Brasil, se analisarmos toda ou parte de sua história, do descobrimento até os dias de hoje, conseguiremos entender melhor a cultura brasileira.
O Brasil, em sua origem, já começou mal (perdoem-me a franqueza). Ele foi vítima da cobiça, do comodismo, do oportunismo e da covardia portugueses desde o seu descobrimento.
Enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, os ingleses foram em busca de um novo lar, uma nova terra para se viver, para se cultivar e em defesa da qual lutar, no Brasil, os portugueses vinham para pegar o máximo de riquezas possível, “enfiar” em seus navios e levar para Portugal, para se tornarem cada vez mais ricos à custa da ingenuidade dos nossos índios, que aceitavam espelhos em troca de nosso ouro, bugigangas em troca de produtos agrícolas de boa ou excelente qualidade. Nosso país não foi cultivado, foi explorado desumana, cruel e até covardemente por oportunistas que não tinham sentimento positivo em relação a nossa terra.
E assim foi passando o tempo para o Brasil, tanto quanto para uma criança que durante a sua infância é explorada, agredida, enganada. Isso ajuda a explicar e entender muito a diferença cultural, social e econômica que existe entre o Brasil e os Estados Unidos hoje, por exemplo.
Como se não bastassem essa informações, temos o privilégio de, se tivermos um pouco de interesse, podermos consultar obras que nos forneçam detalhes importantes de várias etapas pelas quais passou o nosso querido Brasil.
Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro “Raízes do Brasil”, apresenta uma obra de inestimável valor, mostrando ser um digníssimo historiador de nossa cultura e ensaísta crítico com talentos evidentes de grande escritor, como observam Antonio Cândido e Evaldo Cabral de Mello, na contra-capa do livro citado, em sua 26ª edição.” Holanda apresenta-nos as diferenças entre as culturas japonesa, a portuguesa e a espanhola (a portuguesa, é claro, foi a que influenciou o Brasil, como todo brasileiro “mais ou menos” bem informado sabe.) e aborda com bastante clareza a diferença da exploração indígena e portuguesa em nossas terras, como se deram a criação das cidades brasileiras e das cidades colonizadas pelos espanhóis, por exemplo. Cita, ainda, com bastante propriedade a cordialidade brasileira. Só para se ter uma idéia da importância de conhecer o livro ”Raízes do Brasil” em sua totalidade, basta citar algumas das conquistas e reconhecimentos do autor no Brasil e no mundo.
Em 1953, foi licenciado no Museu Paulista, assume a cadeira de Estudos Brasileiros, criada na Universidade de Roma. Em 1954, na Suíça, profere uma Conferência focalizando o Brasil na vida americana. Em 1955, foi eleito vice-presidente do Museu de Arte Moderna. Em 1956, leciona História do Brasil na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba. Em 1957, assume a cátedra de História da Civilização Brasileira na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Em 1959, participa do 2º Colóquio de Estudos Luso-Brasileiros em Salvador, Bahia. Em 1960, recebe do governo francês a condecoração de “Officer de l’Ordre des Arts et des Lettres” (Oficial da ordem das Artes e das Letras). Em 1963, vai a Santiago, no Chile, dar um curso e organizar seminários sobre a História do Brasil. Em 1965, é convidado pelo governo dos Estados Unidos para presidir diversas conferências nas Universidades de Colúmbia, Harvard e Los Angeles. Participou, em Yale (Estados Unidos) de uma banca de doutoramento e de orientação de seminários.
Isso tudo é apenas uma pequena parte das obras e atuações de Sérgio Buarque de Holanda. É impressionante a intensidade de bagagem cultural que pode ser adquirida com a leitura desta obra, haja vista a habilidade e propriedade com que ele aborda o assunto.

Cristovão Pereira de Farias

Professor de Língua Portuguesa e Inglesa com especialização na área de Linguagem, Texto e Ensino
fonte:  http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/cultura-e-conhecimento/index.php

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Hoje é o dia Sagrado Jejum de Sri Padmini Ekadasi 26/05/2026 terça -feira

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