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segunda-feira, 4 de novembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
Biografias pensadores da educação
Biografias
Para garantir o sucesso do processo de ensino–aprendizagem, é fundamental conhecer as idéias principais dos pensadores que norteiam os métodos e as filosofias existentes. Confira algumas biografias que selecionamos.
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A Falência do Sistema Educacional e a Sobrecarga Docente
A Falência do Sistema Educacional e a Sobrecarga Docente
Autor: Luciana G. de Oliveira
Data: 08/04/2011 | |
Partindo do pressuposto de que tudo o que é selecionado para ensinar deve fazer sentido para o aluno e, portanto, fazer parte de seu universo, observamos que o que as diretrizes curriculares tem trazido de modo geral é uma gama de atribuições ao professor, num processo que minimiza a tarefa docente e despreza sua capacidade de pensar e auxiliar na construção de uma proposta pedagógica que, de fato, viabilize e subsidie ações pedagógicas eficazes no processo de ensino e aprendizagem.
O professor cada vez mais perde seu papel fundamental quando está submerso em um rio de funções que, na maioria das vezes, não condiz com o contexto da escola.
Um exemplo claro dessa situação é a imposição ao professor do 1º segmento do ensino fundamental quanto sua atuação nas aulas de educação- física. Exige-se que o professor que não tem habilitação específica elabore e desenvolva atividades nessa área, o que para os cofres públicos torna-se econômico, do ponto de vista pedagógico, e também do ponto de vista da saúde, torna-se uma leviandade. Explorar as possibilidades e reconhecer os limites do corpo do outro não é tarefa simples e exige competência e estudo para tanto. Se todos fossem aptos a trabalhar adequadamente o esquema corporal, não haveria graduação específica para formação dos professores de educação física. De quem será a responsabilidade no caso de lesões ou danos à saúde de um aluno dentro da unidade escolar quando estimulados a práticas esportivas por profissionais não habilitados? Do professor, que se vê praticamente obrigado a lidar com uma série de imposições? Da secretaria de educação que determina e impõem as diretrizes!
A escola atua, através de seu currículo, de maneira ideológica confirmando valores e estabelecendo regras implícitas desde o processo de sua elaboração que, em geral, não ocorre de modo democrático, não contando com a participação dos educadores.
Afogados também numa burocracia infinita, o corpo docente sofre a tensão ante a dualidade: o atendimento às demandas de um contexto social mutável, influenciado pelos avanços tecnológicos e pela pluralidade, bem como o cumprimento das exigências de um sistema falido que ainda encontra-se pautado no preenchimento de papéis sem grande relevância.
Esse cenário configura a construção das relações em sala de aula e nos demais espaços onde a educação deve acontecer, produzindo múltiplas visões acerca da escola sobre o que é e para quê destina-se sua função!
"O poder elitista" busca inúmeras vias de isolamento do professor, vinculando este a um sentimento de insegurança, desqualificando suas idéias e estimulando o medo de inovar, envolvendo o profissional em uma gama de papéis, numa burocracia sem fim, registrando os números da educação, numa tarefa quem em nada privilegia o aluno, mas corresponde à busca de justificativas com base em estatísticas.
Educar é um ato humano, direcionado à construção da cidadania, devendo, portanto, diferir do caráter classificatório e burocrático que visa meios de controle da prática docente, com sua conseqüente extensão que se desdobra em múltiplas funções desqualificando em larga escala o ensino proferido pelas mãos de professores sobrecarregados e desvalorizados por um sistema educacional arcaico e opaco.
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História da Educação - Período Grego
História da Educação - Período Grego
Resumo:
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Neste período as crianças viviam a primeira infância em família, assistidas pelas mulheres e submetidas à autoridade do pai, que poderia reconhecê-las ou abandoná-las, que escolhia seu papel social e era seu tutor legal. A infância não era valorizada em toda a cultura antiga: era uma idade de passagem, ameaçada por doenças, incerta nos seus sucessos; sobre ela, portanto, se fazia um mínimo investimento afetivo. A criança crescia em casa, controlada pelo “medo do pai”, atemorizada por figuras míticas semelhantes às bruxas, gratificada com brinquedos (bonecas) e entretida com jogos (bolas, aros, armas rudimentares), mas sempre era colocada à margem da vida social. Ou então, era submetida à violência, a estupro, a trabalho, até a sacrifícios rituais. O menino – em toda a Antigüidade e na Grécia também – era um “marginal” e como tal era violentado e explorado sob vários aspectos, mesmo se gradualmente – a partir dos sete anos, em geral – era inserido em instituições públicas e sociais que lhe concediam uma identidade e lhe indicavam uma função. A menina não recebia qualquer educação formal, mas aprendia os ofícios domésticos e os trabalhos manuais com a mãe.
A educação grega era centrada na formação integral do indivíduo. Quando não existia a escrita, a educação era ministrada pela própria família, conforme a tradição religiosa. A transmissão da cultura grega se dava também, através das inúmeras atividades coletivas (festivais, banquetes, reuniões). A escola ainda permanecia elitizada, atendendo aos jovens de famílias tradicionais da antiga nobreza ou dos comerciantes enriquecidos. O ensino das letras e dos cálculos demorou um pouco mais para se difundir, já que nas escolas a formação era mais esportiva que intelectual.
A educação grega era centrada na formação integral do indivíduo. Quando não existia a escrita, a educação era ministrada pela própria família, conforme a tradição religiosa. A transmissão da cultura grega se dava também, através das inúmeras atividades coletivas (festivais, banquetes, reuniões). A escola ainda permanecia elitizada, atendendo aos jovens de famílias tradicionais da antiga nobreza ou dos comerciantes enriquecidos. O ensino das letras e dos cálculos demorou um pouco mais para se difundir, já que nas escolas a formação era mais esportiva que intelectual.
Esparta e Atenas: dois modelos educativos
Esparta e Atenas deram vida a dois ideais de educação: um baseado no conformismo e no estatismo, outro na concepção, outro na concepção de Paidéia, de formação humana livre e nutrida de experiências diversas, sociais, alimentaram durante séculos o debate pedagógico, sublinhando a riqueza e fecundidade ora de um, ora de outro modelo.
Foi o mítico Licurgo quem ditou as regras políticas de Esparta e delineou seu sistema educativo, conforme o testemunho de Plutarco. As crianças do sexo masculino, a partir dos sete anos, eram retiradas da família e inseridas em escolas-ginásios onde recebiam, até os 16 anos, uma formação de tipo militar, que devia favorecer a aquisição da força e da coragem. O cidadão-guerreiro é formado pelo adestramento no uso das armas, reunido em equipes sob o controle de jovens guerreiros e, depois, de um superintendente geral (paidonomos). Levava-se uma vida comum, favoreciam-se os vínculos de amizade, valorizava-se em particular a obediência. Quanto à cultura – ler, escrever -, pouco espaço era dado a ela na formação do espartano – “o estritamente necessário”, diz Plutarco -, embora fizessem aprender de memória Homero e Hesíodo ou o poeta Tirteo.
Já em Atenas, após a adoção do alfabeto iônico, totalmente fonético, que se tornou comum a toda Grécia, teve um esplêndido florescimento em todos os campos: da poesia ao teatro, da história à filosofia. No século V, Atenas exercia um influxo sobre toda a Grécia: tinha necessidade de uma burocracia culta, que conhecesse a escrita. Esta se difundiu a todo o povo e os cidadãos livres adquiriram o hábito de dedicar-se à oratória, à filosofia, à literatura, desprezando o trabalho manual e comercial. Todo o povo escrevia como atesta a prática do ostracismo. Afirmou-se um ideal de formação mais culto e civil, ligado à eloqüência e à beleza, desinteressado e universal, capaz de atingir os aspectos mais próprios e profundos da humanidade de cada indivíduo e destinado a educar justamente este aspecto de humanidade, que em particular a filosofia e as letras conseguem nele fazer emergir e amadurecer. Assim, a educação assumia em Atenas um papel-chave e complexo, tornava-se matéria de debate, tendia a universalizar-se, superando os limites da polis. Numa primeira etapa, a educação era dada aos rapazes que freqüentavam a escola e a palestra, onde eram instruídos através da leitura, da escrita, da música e da educação física, sob a direção de três instrutores: o grammatistes (mestre), o kitharistes (professor de música), o paidotribes (professor de gramática). O rapaz era depois acompanhado por um escravo que o controlava e guiava: o paidagogos. Depois de aprender o alfabeto e a escrita, usando tabuinhas de madeira cobertas de cera, liam-se versos ricos de ensinamentos, narrativas, discursos, elogios de homens famosos, depois os poetas líricos”que eram cantados. O cuidado com o corpo era muito valorizado, para torná-lo sadio, forte e belo, realizado no gymnasia. Aos 18 anos, o jovem era “efebo” *no auge da adolescência), inscrevia-se no próprio demo (ou circunscrição), com uma cerimônia entrava na vida de cidadão e depois prestava serviço militar por dois anos.
A particularidade da educação ateniense é indicada pela idéia harmônica de formação que inspira ao processo educativo e o lugar que nela ocupa a cultura literária e musical, desprovida de valor prático, mas de grande importância espiritual, ligada ao crescimento da personalidade e humanidade do jovem.
Foi o mítico Licurgo quem ditou as regras políticas de Esparta e delineou seu sistema educativo, conforme o testemunho de Plutarco. As crianças do sexo masculino, a partir dos sete anos, eram retiradas da família e inseridas em escolas-ginásios onde recebiam, até os 16 anos, uma formação de tipo militar, que devia favorecer a aquisição da força e da coragem. O cidadão-guerreiro é formado pelo adestramento no uso das armas, reunido em equipes sob o controle de jovens guerreiros e, depois, de um superintendente geral (paidonomos). Levava-se uma vida comum, favoreciam-se os vínculos de amizade, valorizava-se em particular a obediência. Quanto à cultura – ler, escrever -, pouco espaço era dado a ela na formação do espartano – “o estritamente necessário”, diz Plutarco -, embora fizessem aprender de memória Homero e Hesíodo ou o poeta Tirteo.
Já em Atenas, após a adoção do alfabeto iônico, totalmente fonético, que se tornou comum a toda Grécia, teve um esplêndido florescimento em todos os campos: da poesia ao teatro, da história à filosofia. No século V, Atenas exercia um influxo sobre toda a Grécia: tinha necessidade de uma burocracia culta, que conhecesse a escrita. Esta se difundiu a todo o povo e os cidadãos livres adquiriram o hábito de dedicar-se à oratória, à filosofia, à literatura, desprezando o trabalho manual e comercial. Todo o povo escrevia como atesta a prática do ostracismo. Afirmou-se um ideal de formação mais culto e civil, ligado à eloqüência e à beleza, desinteressado e universal, capaz de atingir os aspectos mais próprios e profundos da humanidade de cada indivíduo e destinado a educar justamente este aspecto de humanidade, que em particular a filosofia e as letras conseguem nele fazer emergir e amadurecer. Assim, a educação assumia em Atenas um papel-chave e complexo, tornava-se matéria de debate, tendia a universalizar-se, superando os limites da polis. Numa primeira etapa, a educação era dada aos rapazes que freqüentavam a escola e a palestra, onde eram instruídos através da leitura, da escrita, da música e da educação física, sob a direção de três instrutores: o grammatistes (mestre), o kitharistes (professor de música), o paidotribes (professor de gramática). O rapaz era depois acompanhado por um escravo que o controlava e guiava: o paidagogos. Depois de aprender o alfabeto e a escrita, usando tabuinhas de madeira cobertas de cera, liam-se versos ricos de ensinamentos, narrativas, discursos, elogios de homens famosos, depois os poetas líricos”que eram cantados. O cuidado com o corpo era muito valorizado, para torná-lo sadio, forte e belo, realizado no gymnasia. Aos 18 anos, o jovem era “efebo” *no auge da adolescência), inscrevia-se no próprio demo (ou circunscrição), com uma cerimônia entrava na vida de cidadão e depois prestava serviço militar por dois anos.
A particularidade da educação ateniense é indicada pela idéia harmônica de formação que inspira ao processo educativo e o lugar que nela ocupa a cultura literária e musical, desprovida de valor prático, mas de grande importância espiritual, ligada ao crescimento da personalidade e humanidade do jovem.
Licurgo
Escola de Atenas
Paidéia: o seu nascimento
A partir do século V a. C., exige-se algo mais da educação. Para além de formar o homem, a educação deve ainda formar o cidadão. A antiga educação, baseada na ginástica, na música e na gramática deixa de ser suficiente.
Surge então o modelo ideal de educação grega, que aparece como Paidéia*, que tem como objetivo geral construir o homem como homem e cidadão. Platão define Paidéia da seguinte maneira “(...) a essência de toda a verdadeira educação ou Paidéia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar um cidadão perfeito e o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como fundamento”.
A noção de Paidéia se afirma de modo orgânico e independente na época dos sofistas e de Sócrates e assinala a passagem explícita – da educação para a Pedagogia, de uma dimensão teórica, que se delineia segundo as características universais e necessárias da filosofia. Nasce a Pedagogia como saber autônomo, sistemático, rigoroso; nasce o pensamento da educação como episteme*, e não mais como éthos* e como práxis* apenas.
*Paidéia: nas suas origens e na sua acepção comum, indica o tipo de formação da criança (pais), mais idôneo a fazê-lo crescer e tornar-se homem, assume pouco a pouco nos filósofos o significado de formação, de perfeição espiritual, ou seja, de formação do homem no seu mais alto valor. Portanto, podemos dizer que a Paidéia, entendida ao modo grego, é a formação da perfeição humana.
* Episteme: conhecimento verdadeiro, de natureza científica, em oposição à opinião infundada ou irrefletida.
* Éthos: conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento e da cultura, característicos de uma determinada época ou região.
* Práxis: prática.
Surge então o modelo ideal de educação grega, que aparece como Paidéia*, que tem como objetivo geral construir o homem como homem e cidadão. Platão define Paidéia da seguinte maneira “(...) a essência de toda a verdadeira educação ou Paidéia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar um cidadão perfeito e o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como fundamento”.
A noção de Paidéia se afirma de modo orgânico e independente na época dos sofistas e de Sócrates e assinala a passagem explícita – da educação para a Pedagogia, de uma dimensão teórica, que se delineia segundo as características universais e necessárias da filosofia. Nasce a Pedagogia como saber autônomo, sistemático, rigoroso; nasce o pensamento da educação como episteme*, e não mais como éthos* e como práxis* apenas.
*Paidéia: nas suas origens e na sua acepção comum, indica o tipo de formação da criança (pais), mais idôneo a fazê-lo crescer e tornar-se homem, assume pouco a pouco nos filósofos o significado de formação, de perfeição espiritual, ou seja, de formação do homem no seu mais alto valor. Portanto, podemos dizer que a Paidéia, entendida ao modo grego, é a formação da perfeição humana.
* Episteme: conhecimento verdadeiro, de natureza científica, em oposição à opinião infundada ou irrefletida.
* Éthos: conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento e da cultura, característicos de uma determinada época ou região.
* Práxis: prática.
Helenismo e a Educação
Trata-se de uma época que se delineia uma cultura cada vez mais científica, mais especializada, mais articulada em formas diferenciadas entre si tanto pelos objetos quanto pelos métodos: é a época em que se desenvolve a ciência física em formas quase experimentais, em que apresentam a filosofia e a historiografia em formas amadurecidas, em que cresce a astronomia tanto quanto a geometria e a matemática, como também a botânica, a zoologia, a gramática, dando vida a uma enciclopédia bastante complexa do saber.
Nesta época desenvolvem-se alguns centros de cultura: Rodes, Pérgamo, Alexandria; Alexandria em particular – fundada por Alexandre Magno em 932 a. C. no Egito - , com a biblioteca e o museu, afirma-se como o centro de toda cultura helenística, literária, filosófica e científica.
A Paidéia no período helenístico pode ser compreendida como uma orientação de vida, ou seja, apresentava-se como um conjunto de orientações seguras, que indicavam o caminho da felicidade. Os “novos” educadores, além de ensinar o homem a especular em torna da verdade, buscavam enfatizar que era preciso aprender a viver de forma virtuosa. A vivência das virtudes era a garantia de uma vida feliz, por isso, a transmissão e a prática dos valores tornou-se o conteúdo primordial das escolas nesse período.
Nesta época desenvolvem-se alguns centros de cultura: Rodes, Pérgamo, Alexandria; Alexandria em particular – fundada por Alexandre Magno em 932 a. C. no Egito - , com a biblioteca e o museu, afirma-se como o centro de toda cultura helenística, literária, filosófica e científica.
A Paidéia no período helenístico pode ser compreendida como uma orientação de vida, ou seja, apresentava-se como um conjunto de orientações seguras, que indicavam o caminho da felicidade. Os “novos” educadores, além de ensinar o homem a especular em torna da verdade, buscavam enfatizar que era preciso aprender a viver de forma virtuosa. A vivência das virtudes era a garantia de uma vida feliz, por isso, a transmissão e a prática dos valores tornou-se o conteúdo primordial das escolas nesse período.
Biblioteca de Pérgamo
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O Nascimento de Karna
Sri Vaishampayana disse:
Rei Sura, o líder da dinastia de Yadu, era o pai de Vasudeva (que se tornou o pai de Senhor Krsna depois). A filha de Sura era chamada Prtha, e nenhuma mulher na Terra teve beleza como a sua.
A irmã do pai do Rei Sura teve um filho chamado Kuntibhoja que era impossibilitado de procriar, portanto o poderoso Sura prometeu dar sua primeira criança ao seu primo.
Assim quando Prtha nasceu, Sura declarou, " Esta menina é minha primeira criança", e agindo como um verdadeiro amigo, ele deu o bebê ao amigo Kuntibhoja, uma grande alma que ansiava pelo dádiva de uma criança.
Kuntibhoja era um rei santo, e assim que sua filha começou a crescer, ele a incumbiu da adoração do Senhor Supremo e de respeitosamente servir aos convidados que viessem ao palácio.
Uma vez Prtha foi solicitada a cuidar de um brahmana severo chamado Durvasa, que era rígido em seus votos, mas possuía um temperamento assustador e um senso inescrutável de decoro. Prtha fez todo esforço para agradar o brahamana, e ele ficou satisfeito por completo com o seu serviço.
Antevendo a necessidade de meios legais para ela superar problemas futuros, o sábio deu-lhe um mantra dotado de poder místico e disse- lhe, "Quem quer que seja o deus que você chame com este mantra, ele abençoar-lhe-á com uma criança ".
Quando o brahmana a havia assim instruído, aquela virgem casta de alta reputação ficou cheia de curiosidade. (Ela desejou saber como o mantra funcionava, e quando ficou só decidiu ver por si mesma.) Chamou então o deus Sol e imediatamente viu vindo em sua direção o grande fabricante da luz mantenedora do mundo.
A escultural Prtha contemplou essa maravilha e ficou surpresa, e o Sol resplandecente, que revela todas as coisas visíveis, deu-lhe então uma criança. Prtha deu à luz um filho heróico, destinado a ser o melhor de todos os que suportam armas. Coberta com armadura, aquela criança bonita, de um deus abundante em opulência natural, nasceu pois com uma armadura natural e brincos reluzentes que iluminavam sua face.
Um dia esse filho seria famoso por todo o mundo como Karna.O Sol supremamente esplêndido devolveu então à menina sua virgindade, e tendo feito isto, aquele deus mais generoso voltou ao seu domicílio celestial. Vendo o filho recém-nascido, a princesa de Vrsni sentiu-se miserável e preocupada, e a sua mente podia pensar em somente uma coisa: "O que será feito? O que posso fazer para me tornar virtuosa?"
Kunti estava terrificada para se defrontar com seus parentes e esconder (o que ela sentia ser) sua ação imprópria. Ela enviou sua criança, nascida com armadura extraordinária e brincos, a flutuar sozinha rio abaixo.
Logo em seguida um homem, que era filho respeitável de um condutor de carruagem e marido de Radha, achou a criança abandonada e com sua esposa aceitou o bebê como seu próprio filho. Os dois formaram um nome para a criança: "Esta criança nasceu com riquezas, assim o nome dela será Vasusena ".
Vasusena amadureceu em uma mocidade poderosa e heróica, que superou em todos os tipos de armas, e suportaria adorar o deus Sol até que sua costa estivesse queimando. Ele era leal às suas palavra, e quando entoava suas orações ao Sol, nada havia que aquela grande alma e herói não pudesse dar aos brahmanas.
Uma vez o radiante Indra, que mantém este mundo, assumiu a forma de um brahmana e implorou a Vasusena por sua armadura natural e seus brincos. Embora desencorajado por este pedido, Vasusena cortou sua armadura e seus brincos e os ofereceu com mãos postas em respeito.
Pasmado com este ato, Indra deu-lhe a arma sakti e disse: "Quem quer que você deseje conquistar, seja um deus, um demônio, ou um homem, se um Gandharva, uma serpente celestial, ou um Raksasa horrível - a quem quer que você furiosamente lance esta arma, esta pessoa não irá muito longe. "Antes, seu nome era conhecido como Vasusena, mas agora por esta ação, ficou conhecido como Vaikartana Karna.
vaikartana
"a criança do sol", ou "o que cortou (a si próprio para manter seu voto)
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VESTÍGIOS INTER-CULTURAIS DA CIVILIZAÇÃO VÉDICA
VESTÍGIOS INTER-CULTURAIS DA CIVILIZAÇÃO VÉDICA
O antigo poeta grego Arato de Solos nos conta a seguinte história sobre a constelação de Virgo:
- Virgo – ele diz – talvez tenha pertencido à raça estelar, os antepassados das estrelas antigas. Em tempos primitivos, na era de ouro, ela viveu entre a humanidade como a Justiça personificada e exortava as pessoas a aderirem à verdade. Nesta época, as pessoas viviam pacificamente, sem hipocrisia ou discussões. Posteriormente, na era de prata, ela escondeu-se nas montanhas, mas, ocasionalmente, ela descia de lá para repreender severamente as pessoas por seus atos maléficos. Mas, finalmente, chegou a era de bronze e as pessoas inventaram a espada. E então “provaram a carne das vacas, os primeiros a fazerem isso”. Neste momento, Virgo “voou para a esfera”; isto é, ela partiu para o reino celestial. [1]
A literatura Védica oferece uma descrição elaborada do universo como um cosmos – um sistema harmonioso e ordenado criado de acordo com um plano inteligente como uma habitação para os seres vivos. A visão moderna do universo é tão diferente da visão Védica que esta última é, atualmente, difícil de compreender. Em tempos passados, entretanto, cosmogonias similares ao sistema Védico eram amplamente difundidas entre as pessoas por todo o mundo. Eruditos da atualidade tendem a imediatamente descartar tais sistemas de pensamento como mitologia, apontando para sua diversidade e para suas estranhas ideias como uma prova de que são todos simplesmente produtos da imaginação.
Ao fazermos isso, contudo, talvez estejamos negligenciando importantes informações de algo que poderia lançar luz sobre o vasto e esquecido período que precede à curta extensão da história humana registrada. Certamente há muita evidência de contadores de histórias independentes na tradição de várias culturas, mas há também muitos temas em comum. Alguns desses temas se encontram de forma altamente desenvolvida na literatura Védica. Sua presença em culturas ao longo do mundo é consistente com a ideia de que, no passado distante, a cultura Védica exerceu influência mundial.
A literatura Védica, trata o tempo como uma manifestação de Krsna, o Ser Supremo. Como tal, o tempo é uma força controladora que regula as vidas dos seres vivos de acordo com um plano cósmico. Tal plano envolve repetidos ciclos de criação e destruição de variadas durações. O menor e mais importante desses repetitivos ciclos consiste nas quatro yugas, ou eras, chamadas Satya, Treta, Dvapara e Kali. Em tais sucessivas eras, a humanidade gradualmente descende de uma plataforma espiritual elevada para um estado degenerado. Então, com o começo de uma nova Satya-yuga, o estado original de pureza é restaurado e o ciclo recomeça.
A história de Virgo ilustra que, no mundo mediterrâneo antigo, havia uma difundida crença em uma similar sucessão de quatro eras, conhecida por eles como as eras de ouro, prata, bronze e ferro. Nesse sistema, a humanidade também inicia na primeira era em um estado avançado de consciência e gradualmente se torna degradada. Também neste, os progressivos desenvolvimentos da sociedade humana não estão simplesmente evoluindo por processos físicos, mas são superintendidos por uma inteligência controladora superior.
É válido observar que a história de Arato especifica o uso de vacas como alimento como um ato pecaminoso que desfaz o contato direto da humanidade com os seres celestiais. Tal detalhe é bastante condizente com a muito antiga tradição indiana de proteção à vaca, mas não é algo esperado no contexto da cultura grega ou europeia.
Uma explicação para similaridades entre ideias encontradas em diferentes culturas é que as pessoas têm, em toda parte, essencialmente a mesma estrutura psicológica, e, portanto, elas tendem, de modo independente, a produzir noções similares. Não obstante, detalhes como o ponto concernente à matança de vacas sugerem que estamos lidando aqui com tradições comuns, e não invenções independentes.
Outro exemplo de similaridades entre culturas pode ser encontrado entre os nativos da América do Norte. Os índios Dacota dizem que seus ancestrais foram visitados por uma mulher celestial que lhes deu o sistema de religião deles. Ela lhes apontou que há quatro eras, e que há um búfalo sagrado que perde uma perna a cada era. No momento presente, estamos na última era, uma era de degradação, e o búfalo tem uma perna apenas. [2]
Esta história é um paralelo bastante próximo da narrativa do Srimad-Bhagavatam do encontro entre Maharaja Pariksit e o touro do Dharma. Ali, é dito que Dharma perde uma perna a cada yuga sucessiva, deixando-o com apenas uma perna na presente Era de Kali.
De acordo com o sistema Védico, a duração das eras de Satya, Treta, Dvapara e Kali são 4, 3, 2, e 1 vezes um intervalo de 432.000 anos respectivamente. Dentro desses imensos períodos de tempo, a duração da vida humana é reduzida de 100.000 anos em Satya-yuga para 10.000 anos em Treta-yuga, 1.000 anos em Dvapara-yuga e, finalmente, 100 anos em Kali-yuga.
É claro que esta idéia é deveras estranha dentro da moderna visão evolucionista do passado. No mundo mediterrâneo antigo, no entanto, era amplamente acreditado que a história humana se estendia por períodos de tempo muitíssimo longos. Por exemplo, de acordo com registros históricos antigos, Porfírio (aprox. 300 a.C.) disse que Clístenes, um companheiro de Alexandre na guerra persa, despachou para Aristóteles registros babilônicos de eclipses, e que tais registros cobriam 31.000 anos. Similarmente, Jâmblico (século quarto) disse sob a autoridade do astrônomo grego da antiguidade Hiparco que os assírios haviam feito observações por 270.000 anos e que haviam mantido registros do retorno de todos os sete planetas à mesma posição. [3] Finalmente, o historiador babilônico Berosus especificou 432.000 anos para a duração total dos reinos dos reis babilônicos antes da Inundação. [4]
Não desejamos sugerir que tais afirmações sejam verdadeiras (ou que elas sejam falsas). O ponto aqui é que as pessoas na civilização mediterrânea antiga possuíam uma visão muito diferente do passado em relação à visão dominante da atualidade; e tal visão é amplamente consistente com a cronologia Védica.
Embora a Bíblia seja bem conhecida por advogar um brevíssimo espaço de tempo para a história humana, é interessante notar que ela contém informações indicando que pessoas, em dado momento, viviam por cerca de 1.000 anos. No Antigo Testamento, as seguintes idades são atribuídas a pessoas vivendo antes da Inundação Bíblica: Adão, 930; Set, 912; Enos, 905; Matusalém, 969; Lemeque, 777; e Noé, 950. Se excluirmos Enós (que se diz ter sido levado para o céu em seu próprio corpo), essas pessoas viveram uma média de 912 anos. [5]
Após a Inundação, todavia, as seguintes idades são registradas: Sem, 600; Arfaxad, 438; Selá, 433; Éber, 464; Pelegue, 239; Ragaú, 239; Serugue, 230; Nahor, 148; Terá, 205; Abraão, 175; Isaque, 180; Jó, 210; Jacó, 147; Levi, 137; Coate, 133; Aarão, 137; Moisés, 120; e Josué, 110. Estas idades demonstram um decline gradual para a média de 100 anos, similar ao que possivelmente aconteceu após o começo de Kali-yuga de acordo com o sistema Védico.
Aqui, devemos mencionar de passagem que a Inundação Bíblica é aceita tradicionalmente como ocorrida no segundo ou terceiro milênio a.C., e a data tradicional na Índia para o começo de Kali-yuga é 18 de fevereiro de 3102 a.C.. Esta mesma data é citada como o tempo da Inundação em vários escritos persas, islâmicos e europeus dos séculos seis ao quatorze d.C. [6]. Como a Inundação do oriente médio veio a se associar com o começo de Kali-yuga? O único comentário que podemos fazer é que esta história mostra quão pouco realmente sabemos sobre o passado.
Em suporte à história bíblica de enorme duração da vida humana em tempos passados, o historiador romano Flávio Josefo citou muitos trabalhos históricos disponíveis em seu tempo:
Agora, quando Noé viveu 350 anos após a Inundação, e todo aquele tempo alegremente, ele morreu tendo o número de 950 anos, mas que ninguém, comparando a vida dos antigos com as nossas vidas, [...] usem a brevidade das nossas no presente como um argumento de que nenhum deles obteve tão longa duração de vida…
Agora, tenho por testemunhas daquilo que eu disse todos aqueles que escreveram Antiguidades, tanto entre os Gregos quanto entre os bárbaros, pois mesmo Maneton, que escreveu a história egípcia, e Beroso, que coletou os monumentos caldéios, e Mochus, e Histeu, e, além desses; Hierônimo, o egípcio; e aqueles que compuseram a história fenícia, concordam com o que eu aqui digo: Também Hesíodo e Hecateu, Helanicus e Acusilau, além de Éforo e Nicolau, relatam que os povos antigos viviam mil anos: mas, quanto a essa questão, deixemos que cada um a olhe como considerar apropriado. [7]
Para nosso descontentamento, praticamente nenhuma das obras referidas a Josefo ainda existem, e isto novamente mostra o quão pouco sabemos do passado. Contudo, em existentes sagas nórdicas, diz-se que as pessoas, em tempos passados, viviam por muitos séculos. Além disso, as sagas nórdicas descrevem uma progressão de eras, incluindo uma era de paz, uma era quando diferentes ordens sociais são introduzidas, uma era de crescente violência, e uma degradada “era de punhais e machados com escudos bifendidos”. [8] A última era é seguida por um período de aniquilação, chamado Ragnarok, após o qual o mundo é restaurado à bondade.
O Ragnarok nórdico envolve a destruição da Terra e das moradas dos semideuses nórdicos (de nome Asgard), e, deste modo, corresponde, na cronologia Védica, à aniquilação dos três mundos que sucede 1.000 ciclos de yuga, ou um dia de Brahma. É dito que, durante o Ragnarok, o mundo é destruído com chamas por um ser chamado Surt, que vive abaixo do mundo inferior (apropriadamente chamado Hel), e que esteve envolvido na criação do mundo. A guisa de comparação, o Srimad-Bhagavatam (3.11.30) afirma que, ao fim do dia de Brahma, “a devastação se dá devido ao fogo emanado da boca de Sankarsana”. Sankarsana é uma expansão plenária de Krsna que está “no fundo, na base do universo” (Srimad-Bhagavatam 3.8.3), abaixo dos sistemas planetários inferiores.
Há muitas similaridades entre as cosmologias nórdica e Védica, mas há também grandes diferenças. Uma diferença marcante é que, no Srimad-Bhagavatam, todos os seres e fenômenos dentro do universo são claramente compreendidos como parte do plano divino de Krsna. Em contraste, na mitologia nórdica, Deus é conspicuamente ausente, e a origem e o propósito da maioria dos personagens são bastante obscuros. Surt, em particular, é um “gigante de fogo” cujas origens e razões não são claras nem mesmo para os especialistas em literatura nórdica [9].
Alguém talvez pergunte: Se temas Védicos aparecem em várias sociedades diferentes, como alguém pode concluir que eles derivam de uma civilização Védica? Talvez eles tenham sido criados em muitos lugares de modo independente, ou talvez eles descendam de uma cultura desconhecida que é também ancestral ao que chamamos de cultura Védica. Assim, paralelos entre as narrativas de Surt e Sankarsana podem ser coincidências, ou talvez a narrativa Védica derive de uma história similar àquela de Surt.
Nossa resposta a esta questão é que evidências empíricas disponíveis não serão suficientes para provar a hipótese de descendência de uma cultura Védica antiga visto que toda evidência empírica é imperfeita e sujeita a várias interpretações; mas podemos decidir se as evidências são consistentes ou não em validar esta hipótese.
Se houve uma civilização Védica mundial no passado, esperaríamos encontrar vestígios dela em várias culturas ao redor do mundo. Parece que de fato estamos encontrando tais vestígios, e muitos concordam com as narrativas Védicas em detalhes específicos, como a localização da morada de Surt ou a perda de uma perna por era universal por parte do búfalo sagrado. Uma vez que esta civilização começou a perder sua influência milhares de anos atrás, no começo de Kali-yuga, esperaríamos que muitos de tais vestígios se encontrassem fragmentados e sobrepostos por muitas adições posteriores, e isso também vemos. Assim, as evidências disponíveis parecem consistentes com a hipótese de uma origem Védica.
Tradução de Bhagavan dasa (DvS)
Adaptação de Alexandre Teles
Adaptação de Alexandre Teles
por Sadaputa DasaTraduzido e adaptado do texto em: http://www.krishna.com/cross-cultural-traces-of-vedic-civilization
REFERÊNCIAS
[1] E. C. Sachau, trans., Alberuni’s India (Delhi: S. Chand & Co., 1964), pp. 383-4.
[2] J. E. Brown, ed., The Sacred Pipe (Baltimore: Penguin Books, 1971), p. 9.
[3] D. Neugebauer, History of Ancient Mathematical Astronomy (Berlin: Springer-Verlag, 1975), pp. 608-9.
[4] J. D. North, “Chronology & the Age of the World,” in Cosmology, History & Theology, eds. Wolfgang Yourgrau and A. D. Breck (N. Y.: Plenum Press, 1977), p. 315.
[5] D. W. Patten and P. A. Patten, “A Comprehensive Theory on Aging, Gigantism & Longevity,” Catastrophism & Ancient History, Vol. 2, Part 1 (Aug. 1979), p. 24.
[6] J. D. North, Ibid., p. 316-7.
[7] D. W. Patten, Ibid., p. 29.
[8] V. Rydberg, Teutonic Mythology, R. B. Anderson, trans. (London: Swan Sonnenschein & Co., 1889), pp. 88,94.
[9] Ibid., pp. 448-9.
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sábado, 2 de novembro de 2013
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