sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Ensino com a cara do campo


Ensino com a cara do campo

Com uma proposta pedagógica eficaz fez a escola rural se tornar referência em qualidade de ensino

Amanda Polato (gestaoescolar@fvc.org.br), de Araraquara, SP
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CONTEÚDO E CONTEXTO Alunos da Hermínio Pagotto, em Araraquara, aprendem na sala de aula e nas plantações. Foto: Rogério Albuquerque
CONTEÚDO E CONTEXTO Alunos da Hermínio Pagotto, em Araraquara, aprendem na sala de aula e nas plantações. Foto: Rogério Albuquerque
Pés de jaca, goiaba e maracujá estão por toda a parte ao redor da EMEF do Campo Professor Hermínio Pagotto, em Araraquara, a 270 quilômetros de São Paulo. Ela está no assentamento Bela Vista do Chibarro, região dividida em lotes que foram entregues em 1990 a 170 famílias pelo Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária (Incra). As propriedades que surgiram são hoje mais do que uma fonte de renda para a comunidade: elas se tornaram laboratório e sala de aula para os filhos dos agricultores.

Tudo começou em 2001, quando as pessoas que ali moravam e trabalhavam se reuniram para resolver um problema: a escola era estadual e, para ser municipalizada e receber mais investimentos, os gestores precisavam apresentar um projeto à secretaria de Educação. Mudanças na forma de ensinar - até então baseada em livros didáticos e com conteúdos distantes da realidade local - já estavam nos planos da direção. Para atingir os objetivos, era necessário fazer a escola rural dar certo. E, no trabalho de aprofundar os conhecimentos e abrir as portas para a comunidade, nasceu um projeto vitorioso (leia mais sobre as ações que garantiram o sucesso da escola no quadro abaixo). "Precisávamos fazer com que os alunos percebessem o sentido do ensino e valorizassem o aprendizado", lembra a diretora, Adriana Maria Lopes Morales Caravieri. Os indicadores eram preocupantes: a evasão tinha atingido 15,3%, e a taxa de reprovação, 7,14%.
Pais, alunos, professores, funcionários, lideranças comunitárias, pesquisadores de universidades e representantes da secretaria de Educação da cidade, do Incra e do Instituto de Terras do Estado de São Paulo foram chamados para participar da discussão do projeto pedagógico, batizado de Programa Escola de Campo, foram chamados O que começou como uma solução para apenas uma escola acabou virando uma política pública no município de Araraquara, um modelo tão bem-sucedido que foi adotado pela vizinha Matão (leia mais no quadro da página abaixo).
Ações para uma escola rural dar certo
• Aproximação do ensino com a realidade das crianças.
• Valorização dos saberes do campo.
• Uso de espaços alternativos de ensino, como as plantações locais.
• Aprofundamento dos conhecimentos, relacionando-os com os produzidos fora do contexto rural.
• Abertura da escola para a participação ativa da comunidade.
• Contato com outras escolas rurais para a troca de experiências.
Saberes bem atrás de casa
COMUNIDADE PRESENTE Pais e vizinhos são fontes de informação, com alunos demonstrando respeito pelo saber que vem do campo. Fotos: Rogério Albuquerque
COMUNIDADE PRESENTE  Pais e vizinhos são fontes de informação, com alunos demonstrando respeito pelo saber que vem do campo. Fotos: Rogério Albuquerque
Uma das primeiras decisões foi fazer das propriedades locais uma extensão da sala de aula, permitindo que os saberes circulassem entre a escola e a casa dos alunos. Muito do que as crianças aprendem é útil para quem trabalha com a terra. Stefany Aragão Oliveira, 9 anos, descobriu nas aulas de Ciências que o bichinho da goiaba vem dos ovos de uma espécie de mosca. A professora ensinou a fazer uma armadilha para os insetos, evintando assim que as frutas fossem atingidas. Nas árvores do pomar da família, a menina montou arapucas e eliminou o problema.

Para valorizar os saberes do campo e fortalecer a aproximação com a comunidade, os agricultores se tornaram uma fonte de informação. No estudo sobre as propriedades medicinais do maracujá, Adiel Augusto Gonçalves recebeu a turma do 4º ano durante uma manhã para conversar sobre o plantio. Primeiro, a garotada fez pesquisas em livros e depois foi investigar como o cultivo é feito pelos pais e vizinhos. "Eu também estou aprendendo ainda", afirma Adiel às crianças, ao trocar informações sobre as melhores formas de obter as sementes.
DA ESCOLA PARA A CASA Aprendizagem faz sentido quando o que se aprende em sala de aula é levado para as propriedades da família
DA ESCOLA PARA A CASA  Aprendizagem faz sentido quando o que se aprende em sala de aula é levado para as propriedades da família
Outro princípio da Escola do Campo é aproveitar dados da realidade para ensinar os principais conteúdos curriculares. No início dos trabalhos com o 6º ano, ao estudar a origem dos números e os sistemas de numeração, o professor Irineu Marcelo Zocal propôs uma atividade de coleta de dados. As crianças pesquisaram nos lotes os tipos de lavoura que eram cultivados. Em sala, elas construíram gráficos de barras para fazer comparações. "Essa é uma forma de usar informações do contexto das crianças", explica. É também uma maneira de mostrar que o uso do contexto local não significa desprezar os conhecimentos produzidos fora do âmbito rural. "Eu trago o mundo para dentro da escola", completa Odete Botari, que leciona para o 3º ano. A turma dela estuda conteúdos relacionados à alimentação, fazendo pesquisas na horta da escola e nos arredores. Mas não fica nisso. "Quero que todos aprendam a fazer gráficos da distância entre os planetas", exemplifica.

Envolvimento comunitário
AMPLIAÇÃO DO SABER Laboratório completo auxilia os professores a aprofundar os conhecimentos científicos da turma
AMPLIAÇÃO DO SABER Laboratório completo auxilia os professores a aprofundar os conhecimentos científicos da turma
A Hermínio Pagotto usa vários mecanismos de interação com a comunidade. Os tradicionais, como o Conselho Escolar e o Grêmio Estudantil, têm participação ativa em todas as ações da escola. Há ainda reuniões e assembleias comunitárias. Luciana Carla Soares Moço é mãe de aluno e presidente do Conselho há três anos. "Nada acontece sem que todos fiquem sabendo. Participamos das decisões", comenta. A unidade está permanentemente aberta para familiares e vizinhos, que utilizam os espaços disponíveis para promover cursos de qualificação profissional, reunir lideranças rurais e até promover festas. Tudo está à disposição, da quadra ao laboratório, passando por biblioteca, hortas e cozinha experimental.

O projeto ganhou o Prêmio Gestão Pública e Cidadania da Fundação Getúlio Vargas em 2004. Em 2008, a Hermínio Pagotto participou de uma iniciativa do Instituto Embraer e passou por uma avaliação completa, com direito a um trabalho de identificação do que estava funcionando bem e do que poderia melhorar. Agricultores, pais, alunos, professores e funcionários, todos ajudaram a fazer o diagnóstico, que deu origem a projetos de melhoria tão interessantes que receberam o financiamento do instituto. Ainda este ano, as crianças ganharão uma sala de informática com internet, um playground e um viveiro de mudas. Os indicadores atestam o resultado do trabalho cooperativo: a evasão caiu para zero e a taxa de reprovação para 2,7% (um terço do que era em 2000). "É um incentivo à gestão participativa, com as pessoas contribuindo, em vez de só reclamar", explica Mariza Scalabrin, gerente de desenvolvimento social do Instituto Embraer.
Modelo de inovação
TROCA DE EXPERIÊNCIAS  Escolas rurais de Matão adotaram o projeto de Araraquara e formaram uma rede de troca de informações
TROCA DE EXPERIÊNCIAS Escolas rurais de Matão adotaram o projeto de Araraquara e formaram uma rede de troca de informações
As transformações que fizeram da EMEF do Campo Professor Hermínio Pagotto uma referência em escola rural foram fruto de um processo de intenso diálogo com a comunidade e os parceiros envolvidos na realidade do campo. Tudo para que a escola se adequasse às exigências nacionais para o ensino rural e, ao mesmo tempo, refletisse as necessidades e os anseios dos moradores. Consolidadas as diretrizes educacionais, elas foram apresentadas no Fórum Municipal de Educação e aprovadas por unanimidade. "Todo o conhecimento que discutimos e acumulamos foi transformado no nosso projeto pedagógico, que deu origem à escola que vemos hoje, totalmente dedicada à aprendizagem dos alunos e ao desenvolvimento da região", conta a diretora, Adriana Caravieri. Em 2002, o programa se tornou uma referência para todas as escolas rurais de Araraquara. Na época, Alexandre Luiz Martins de Freitas era coordenador da Secretaria de Educação e acompanhou a implantação do projeto em outras duas unidades da rede. Atualmente, ele é o titular do cargo no município de Matão, a apenas 35 quilômetros de distância. E já levou a experiência para três escolas dessa cidade. A EMEF do Campo Professora Helena Borsetti tem 360 alunos e é uma delas. "No início, houve alguma resistência dos professores em relação aos novos métodos de ensino, mas eles logo viram que a contextualização do saber dá resultado", revela a diretora, Milena Ferreira. A escola monta os projetos aproveitando todos os espaços disponíveis, como a horta, que é usada para a medição de perímetro e área. A troca de informações entre as unidades rurais não para no eixo Matão-Araraquara. A Hermínio Pagotto já foi palco de seminários regionais de Educação do campo e os gestores participam de encontros municipais, regionais e nacionais para trocar experiências e criar uma rede de comunicação cada vez mais eficaz.
Quer saber mais?
CONTATOS
EMEF do Campo Professora Helena Borsetti
, R. Angelo Pastori, 741, 15999-000, Matão, SP,
tel. (16) 3389-1020
EMEF do Campo Professor Hermínio Pagotto, R. Dois, s/nº, 14800-990, Araraquara, SP,
tel. (16) 3311-7311

http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/modalidades/leitura-toda-escola-448830.shtml

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Padronização da Ficha Clínica em Cirurgia Plástica



Padronização da Ficha Clínica em Cirurgia Plástica
Autores: Lydia Masako FerreiraI, Bernardo HochmanII
PDF
Descritores: Ficha clínica; registros médicos; sistemas automatizados de registros médicos; legislação médica; consentimento esclarecido
RESUMO:
O objetivo deste trabalho é propor uma padronização de ficha clínica para ser utilizada na especialidade de Cirurgia Plástica. O modelo de ficha proposto atenderia a maioria dos cirurgiões plásticos, podendo ser preenchida pelo médico de forma dirigida e automatizada e apresentando a possibilidade de adaptações pessoais conforme a necessidade. Os dados de Identificação, Queixa e Duração, História Pregressa da Moléstia Atual, Interrogatório Sobre os Diversos Aparelhos, Antecedentes Pessoais e Antecedentes Familiares podem também ser preenchidos alternativamente pelo próprio paciente, com a utilização de linguagem e expressões acessíveis ao público leigo, respaldando de forma mais eficaz o médico em eventuais ações legais. Apresenta uma visualização rápida e objetiva pelo uso de figuras e esquemas. Contém um simples sistema de catalogação e arquivamento de documentação fotográfica e os dados registrados são numerados para serem passíveis de informatização, com a finalidade de facilitar pesquisas científicas e minimizar erros na coleta de informações. Esse modelo de ficha pode ser utilizado em hospitais, ambulatórios e consultórios. Também são abordadas as resoluções das entidades médicas que legislam sobre a utilização do Registro Clínico ou Prontuário Médico.
A anamnese na Cirurgia Plástica estética tem uma característica diferente em relação às outras especialidades médicas: em geral, o paciente já traz o próprio diagnóstico e tratamento. Cabe ao especialista confirmar ou não a "hipótese diagnóstica", orientar a melhor conduta, fazer uma avaliação clínica ou contra-indicar a cirurgia. Portanto, o fator psicológico presente nesses pacientes e a relação médico-paciente são muito singulares.

Outra particularidade da especialidade é que um resultado que o cirurgião possa considerar como satisfatório não o será necessariamente para o paciente, e vice-versa.

Também o resultado de uma cirurgia pode depender de fatores que não seriam significativos em outras especialidades. Existem variáveis que podem influenciar na qualidade do resultado, como exposição prévia prolongada aos efeitos solares, obesidade, alterações exageradas e periódicas de peso, desnutrição pós-regime forçado para submeter-se a uma cirurgia plástica, uso de contraceptivos, tabagismo, fatores raciais e etários que interferem na cicatrização e distúrbios psicológicos importantes de personalidade, geralmente em relação à auto-estima e auto-imagem.

A Cirurgia Plástica, e mais especificamente a cirurgia estética, dentro das várias especialidades médicas, é uma das que mais freqüentemente deixa o profissional vulnerável em relação a processos legais. Todas essas peculiaridades da especialidade tornam interessante a existência de uma "Ficha Clínica" ou "Observação Clínica" abrangente e padronizada, que atenda às necessidades da maioria dos cirurgiões plásticos.

A integração de uma ficha clínica com uma documentação fotográfica padronizada beneficiaria o cirurgião plástico com um maior aproveitamento do seu trabalho diário. O Prontuário Médico do paciente da especialidade de Cirurgia Plástica apresenta como particularidade a associação da Ficha Clínica à documentação fotográfica, sendo assim denominado Registro Clínico-Fotográfico ou Conjunto Foto-Documental. "O prontuário deve conter, de forma legível, identificação do paciente; evolução médica diária (no caso de internação); evoluções de enfermagem e de outros profissionais assistentes; exames laboratoriais, radiológicos e outros; raciocínio médico, hipóteses diagnósticas e diagnóstico definitivo; conduta terapêutica, prescrições médicas, descrições cirúrgicas, fichas anestésicas, resumo de alta, fichas de atendimento ambulatorial e/ou atendimento de urgência, folhas de observação médica e boletins médicos."(1)

O Conselho Federal de Medicina decretou em 10 de Julho de 2002 a Resolução nº 1639, aprovando as "Normas Técnicas para o Uso de Sistemas Informatizados para a Guarda e Manuseio do Prontuário Médico"(2). Estabeleceu o prazo mínimo de 20 (vinte) anos, a partir do último registro, para a preservação dos prontuários médicos em suporte de papel. Após esse prazo, o prontuário poderá ser armazenado em qualquer meio eletrônico óptico ou magnético e microfilmado, que possibilite sua reconstituição, conforme normas da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), em associação específica com o Conselho Federal de Medicina, previstas pela Legislação Arquivística Brasileira(2).

"Os dados que compõem o prontuário pertencem ao paciente e devem estar permanentemente disponíveis, de modo que, quando solicitado por ele ou seu representante legal, permitam o fornecimento de cópias autênticas das informações a ele pertinentes."(2) O Conselho Regional de Medicina reforça os direitos do paciente: "Ter acesso, a qualquer momento, ao seu prontuário médico, recebendo por escrito o diagnóstico e o tratamento indicado, com a identificação do nome do profissional e o número de registro no órgão de regulamentação e controle da profissão"(1). Ainda, "O médico não poderá revelar o conteúdo de prontuário ou ficha médica sem o consentimento do paciente, a não ser por dever legal. Se o pedido for feito pelos familiares, será necessária a autorização expressa do paciente"(1).

A qualidade do atendimento médico é dependente da qualidade das informações contidas no prontuário(3). Uma Ficha Clínica padrão deve ordenar a parte referente à anamnese, exame físico geral e especial e exames subsidiários. A visualização dos dados registrados deve ser simples, rápida e objetiva. O acompanhamento dessa ficha facilitaria pesquisas científicas, pela possibilidade de informatizá-la em virtude dos campos para o registro dos dados serem numerados(4,5,6). Essa ficha poderia ser adaptada para uso em consultório, ambulatório e hospital. O emprego hospitalar dessa ficha onde existe um fluxo intenso de operações minimizaria a alta probabilidade de erro existente quando da realização de estudos estatísticos(7,8).

O modelo de Ficha Clínica padronizada aqui proposto permite uma uniformidade de uso entre os cirurgiões plásticos, atendendo às necessidades da maioria dos profissionais e apresentando flexibilidade para serem realizadas adaptações pessoais. Os campos foram ordenados visando seguir o andamento do raciocínio clínico e de distribuição de espaço adequado para o conteúdo de cada quesito a ser preenchido. Permite uma visualização rápida e global das informações pelo emprego de figuras ou esquemas, sendo também de preenchimento fácil e dirigido (Figs. 1-6).


Fig. 1 - Ficha clínica (página 1).


Fig. 2 - Ficha clínica (página 2).


Fig. 3 - Ficha clínica (página 3).


Fig. 4 - Ficha clínica (página 4).


Fig. 5 - Ficha clínica (página 5).


Fig. 6 - Ficha clínica (página 6).



Como o item "Queixa e Duração" (QD) tem como característica ser curto e objetivo para a maior parte dos pacientes de Cirurgia Plástica e com o intuito de otimizar o questionário da ficha, foi dada menos ênfase aos itens "História Pregressa da Moléstia Atual" (HPMA) e "Antecedentes Familiares" (AF) e mais ênfase aos itens "Interrogatório Sobre os Diversos Aparelhos" (ISDA) e "Antecedentes Pessoais" (AP)(9).

Dentro de uma abordagem antroposófica ainda incipiente na Cirurgia Plástica, porém com crescente demanda pela necessidade que esta especialidade requer, foi incluído o questionário psiquiátrico SRQ-20 (Self Report Questionnaire)(10, 11). Trata-se de um instrumento de avaliação de distúrbios psicoemocionais não psicóticos(12). Nessa avaliação, a presença de 8 ou mais quesitos afirmativos ("Sim") indica que o paciente apresenta um perfil significativo de depressão e ansiedade.

Existe uma tendência em automatizar o atendimento em centros de atendimento com grande fluxo de pacientes. O modelo descrito de Ficha Clínica permite, ainda, que ela possa ser preenchida pelo próprio paciente nos campos pertinentes às informações prestadas por ele mesmo, enquanto aguarda ser chamado à consulta. Nesse caso, é entregue ao paciente somente a primeira parte da ficha ["Ficha No _- 1 (Paciente)"], em que o questionário é formatado com termos e expressões ao alcance de sua compreensão.

As informações e antecedentes médicos pessoais devem ser datados e reconhecidos pelo paciente por meio da sua assinatura na própria Ficha Clínica, visto que muitos deles, na ansiedade de ver sua cirurgia plástica concretizada, podem proposital ou despercebidamente distorcer ou ocultar informações importantes. O preenchimento dos campos com a caligrafia do paciente tem a vantagem de poder constituir-se, futuramente, num auxílio ao médico em caso de processo legal. Obviamente, o questionário precisa ser conferido item a item pelo médico, o qual deverá fazer as correções e anotações que julgar necessárias em campos livres opcionais.

O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pode ser considerado atualmente como parte do Prontuário Médico ou Registro Clínico(13). Por isso, são necessários uma Ficha Clínica padronizada e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para garantir uma boa relação médico-paciente.


BIBLIOGRAFIA

1. Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Guia da relação médico-paciente. [on line] 2002 [18 telas]. Disponível em: URL: http://www.cremesp.org.br/revistasermedico/medicopaciente.htm.

2. Resolução do Conselho Federal de Medicina Nº 1639/02. Aprovação das "Normas Técnicas para o Uso de Sistemas Informatizados para a Guarda e Manuseio do Prontuário Médico". [on line] 2002; [citado 2002 Ago 25]; [1 tela]. Disponível em URL:http://www.cremesp.org.br/clippings/legislacao_anteriores.php#35

3. Araújo TBC, Malaspina D Jr., Lisbôa AMJ, Pacheco NC, Campos LG, Córdoba JCM. Prontuário Orientado para o Problema. Jornal Pediatria. 1986;61(4):277-86.

4. Eimerl TS. Curiosidad Organizada: método práctico de resolución del problema del mantenimiento de registros con fines de investigación en el ejercicio general de la Medicina. In: Investigaciones sobre Servicios de Salud: uma antologia. OPS: Oficina Sanitaria Panamericana. Publicación Científica no 534; 1992. p.207-11.

5. Flowers RS, Flowers SS. Precision planning in blepharoplasty. Clin Plast Surg. 1993;20(2):303-10.

6. Souza MSL, Nehmy RMQ, Mendonça, MCLG, Santos AF, Postali VH. Modelo de prontuário ambulatorial pediátrico para informatização - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Rev Méd Minas Gerais. 1992;2(1):11-4.

7. Gibson N, Bridgman SA. A novel method for the assessment of the accuracy of diagnostic codes in general surgery. Ann R Col Surg Engl. 1998;80:293-6.

8. Segarra MM, Solano AC. Registros de Salud y Historia Clínica. In: Registros Médicos y de Salud. Módulos de Aprendizaje - Módulo No 1 Unidad IV Normas generales para la historia clínica. OPS: Oficina Sanitaria Panamericana. Publicación Científica Serie PALTEX no 17; 1991. p.86-90.

9. Sustovich DR, Elias WH, Gebara MS. Observação Clínica. In: Clínica Médica - Propedêutica e Fisiopatologia. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan; 1979. p. 3-6.

10. Harding TW, Arango MV, Baltazar J, Climent CE, Ibrahim HHA, Ignácio LL, Murthy RS, Wig NN. Mental disorders in primary health care: a study of their frequency and diagnosis in four developing countries. Psychol Med. 1980;10:231-41.

11. Mari JJ, Williams P. A comparison of the validity of two psychiatric screening questionnaires (GHQ-12 and SRQ-20) in Brazil, using relative operating characteristic (ROC) analysis. Psychol Med. 1985;15:615-59.

12. Mari JJ, Williams P. A validity study of a psychiatric screening questionnaire (SRQ-20) in primary care in the city of São Paulo. Br J Psychiatry. 1986;148:23-6.

13. Parecer-Consulta do Conselho Federal de Medicina Nº 24/97. [on line] 1997; [citado 2002 Jan 25]; [1 tela]. Disponível em URL: http://www.cfm.org.br/PareceresInt/1997/24-1997.htm










I. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Professora Livre Docente, Titular e Chefe da Disciplina de Cirurgia Plástica do Departamento de Cirurgia da Escola Paulista de Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
II. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Pós-Graduando do Curso de Pós-Graduação em Cirurgia Plástica Reparadora da UNIFESP / EPM.

Endereço para correspondência:
Lydia Masako Ferreira
R. Napoleão de Barros, 715 - 4º andar
São Paulo - SP - 04024-900
Fone: (11) 5576-4118
e-mail: lydia.dcir@epm.br

Trabalho realizado na Disciplina de Cirurgia Plástica do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP / EPM)


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quarta-feira, 30 de julho de 2014

O que é economia socialista e fascista. Olavo de Carvalho



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Israel: o maior aliado do povo palestino


Matt Barber
Israel não é manso.
Mas é bom.
Se um caçador atira flechas contra um grupo de leões que estão dormindo, os leões é que têm culpa se despertarem e se defenderem?
O que dizer de um atirador quando ele, intencionalmente, se esconde atrás das saias de sua própria mulher e filhas, esperando — aliás, rezando — para que essas preciosas almas morram inadvertidamente como consequência?
Alguém diria que se trata de um covarde, um idiota e um monstro.
Tais são os homens do Hamas, do Hezbollah e da Autoridade Palestina — todos terroristas. Eles, propositadamente, sacrificam seus próprios cidadãos.
Existem dois culpados pelas trágicas perdas de vidas tanto em Gaza como em Tel Aviv: o islamismo em geral e o Hamas em particular. Não há equivalência moral nesse furioso conflito de Gaza.
Só existe o bem e o mal.
Israel, embora não seja perfeito, é bom. O Hamas é mau. Israel ama a vida. Hamas ama a morte.
Mas não acredite nisso pela minha palavra. Em 2008, Fathi Hamad, líder político do Hamas, dirigindo-se ao povo judeu, traiu-se revelando o estratagema empiricamente perverso do islamismo quando proclamou: “Nós desejamos a morte mais do que vocês desejam a vida.”
“A morte para o povo palestino,” disse Hamad, “tornou-se uma indústria, na qual as mulheres se destacam, assim como todos os que vivem nesta terra. Os idosos se destacam nisso, os combatentes jihadistas se destacam nisso, e as crianças se destacam nisso.“
“Por isso, eles [a Autoridade Palestina] criaram um escudo humano de mulheres, crianças, idosos e jihadistas para enfrentar a máquina de bombardeio sionista, para dizer ao inimigo sionista: ‘Nós desejamos a morte tanto quanto você deseja a vida.’”
O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, concorda: “Nós vamos ganhar, porque eles amam a vida e nós amamos a morte.”
E assim homens, mulheres e crianças, tanto israelenses quanto palestinos, tornam-se as vítimas inocentes dessa cultura islâmica de morte.
Essas são as vítimas do Hamas.
Recentemente, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu resumiu de forma concisa esse trágico fenômeno: “Estamos usando defesa antimísseis para proteger nossos civis, e eles estão usando seus civis para proteger os seus mísseis.”
Contudo, ao mesmo tempo, o eixo antissemita de cegos deliberados e bocas cheias de besteiras de hoje — os intelectuais esquerdistas, os “progressistas” do povão e a criatura ilusória: o “muçulmano moderado” — de forma inexplicável, se não inconsciente, apoia a principal causa Islâmica: Morte aos infiéis (Alcorão 9.5).
“Libertem a Palestina ocupada!” Eles gritam, ao mesmo tempo em que ignoram a longa história de agressão mortal árabe na região, ou levam adiante suas atividades debaixo de uma enorme ignorância dessa história.
Por “Palestina ocupada,” é claro, os árabes e os simpatizantes árabes referem-se àquela parte de Israel que foi tomada como despojos de sua defensiva, na Guerra dos Seis Dias. Em junho de 1967, a pequena nação judaica devastou os exércitos das vizinhas Síria, Jordânia e Egito, como as nações em guerra caracteristicamente preparadas para “varrer Israel do mapa.”
Ao tomar a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a parte antiga da cidade de Jerusalém, as Colinas de Golã e amargem ocidental do rio Jordão (Cisjordânia), Israel tinha ganho um reduto defensivo na região, crucial para a sua própria sobrevivência. Ainda assim, muitos desses territórios se mantiveram densamente ocupados, até hoje, por milhares de árabes que agora estão sob o controle do governo israelense.
Aí está a luta.
Então, na verdade, Israel ocupa essa fictícia “Palestina” da mesma forma que os californianos “ocupam” Sacramento, a capital da Califórnia.
No entanto, imagine que o governo mexicano dispare dezenas de foguetes a cada dia, durante anos, em bairros de Los Angeles, intencionalmente dirigidos aos inocentes cidadãos americanos.
Ou visualize um homem-bomba mexicano com toda a autoridade governamental passeando em uma lanchonete lotada no subúrbio de Bakersfield (terceira maior cidade do interior da Califórnia), explodindo e estraçalhando a si mesmo e dezenas de mulheres e crianças.
Imagine, se quiser, uma mulher calma, despretensiosa e habilmente disfarçada como uma mulher grávida embarcando em um bonde de San Francisco e explodindo-o, juntamente com dezenas de passageiros inocentes.
Você não acha que a comunidade internacional iria condenar com veemência tais atos horríveis de terrorismo? Você não acha que os EUA iriam responder com o nível de força necessário para eliminar a ameaça? Será que os EUA não têm um direito absoluto — na verdade, um dever absoluto — de fazê-lo?
É claro que os EUA dariam uma resposta.
Falando perante o Knesset (Parlamento de Israel) em 2006, o primeiro-ministro Netanyahu capturou, em duas frases breves, o que está no coração do conflito árabe-israelense que vem ocorrendo há séculos: “A verdade é que, se Israel abandonasse suas armas, não haveria mais Israel. Se os árabes abandonassem suas armas, não haveria mais guerra.”
Inexplicavelmente, muitos no Ocidente — as pessoas a quem Vladimir Lenin teria chamado de “idiotas úteis” (ou seja, os já mencionados “progressistas,” a mídia em geral e os muçulmanos “moderados”) — voluntariamente negam-se a aceitar a verdade. Eles cooperam diretamente com as mãos encharcadas de sangue desses covardes terroristas.
Com o passar do tempo, ficou demonstrado mais uma vez a disposição deles de sacrificarem seus próprios inocentes (considere as crianças-bomba suicidas), esses monstros de hoje, deliberadamente, tanto atacam bairros israelenses com foguetes como também, intencionalmente, dispõem seus locais de lançamento militares e sedes terroristas ao lado de mesquitas, abrigos, parques infantis, fábricas e locais semelhantes.
Dessa forma, como se pretendia, criou-se o benefício propagandista. Grande parte do mundo acusa a Israel quando esses escudos humanos são tragicamente mortos durante os ataques militares realizado com precisão nos alvos terroristas. Como é que eles sentirão necessidade de defesa de mísseis quando eles têm mulheres e crianças para se esconder por detrás?
Tanto para o povo israelense quanto para as vítimas árabes do islamismo, digo o seguinte: Vocês estão em nossos pensamentos e nossas orações. Nossos corações se partem com vocês. Nossos corações se partem por vocês. Oramos para que Deus venha a cobri-los e protegê-los durante estes dias e noites escuras.
Porque, como disse uma vez a ex-primeira-ministra israelense Golda Meir: “A paz virá para o Oriente Médio, quando os árabes amarem seus filhos mais do que eles nos odeiam.”
Mas, infelizmente, o ódio arde como brasa quente.
E assim a paz diminui.
Leitura recomendada:


http://juliosevero.blogspot.com.br/2014/07/israel-o-maior-aliado-do-povo-palestino.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+JulioSevero+(Julio+Severo)

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Hoje é dia do sagrado Amalaki Ekadasi dia 27/02/26 sexta-feira explicando e lendo

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