sexta-feira, 12 de abril de 2019

Akrodha: Vencendo a Ira em Sua Raiz

Akrodha: Vencendo a Ira em Sua Raiz

A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada(Da obra Yoga: As 26 Qualidades de um Sábio)

A ira, na verdade, é apenas o sintoma de um problema mais fundamental.

Akrodha significa conter a ira. Mesmo que receba alguma provocação, a pessoa deve ser tolerante, porque tão logo fique irada, ela perderá toda a compostura. A ira é um produto do modo da paixão e da luxúria, então o transcendentalista deve refrear-se da ira. Devemos saber suportar o insulto e a desonra que outros nos dirijam.
“Aqueles que estão livres da ira e de todos os desejos materiais, que são autorrealizados, autodisciplinados e constantemente se empenham pela perfeição, têm garantida a liberação no Supremo em um futuro muito próximo.” (Bhagavad-gita 5.26)
Então, este é o primeiro ponto: suponha que alguém fale sobre nós com muita aspereza. Naturalmente, ficamos irados. Alguém, por exemplo, talvez nos dirija a palavra assim: “Seu cachorro!” ou “seu porco!” Contudo, se sou autorrealizado, se sei muito bem que não sou este corpo, que significado tem quando você me chama de porco ou cachorro, ou de rei, imperador ou majestade? Como não sou este corpo, se você me chama de “sua majestade” ou de cachorro ou porco, o que eu tenho a ver com isso? Eu não sou nenhuma dessas coisas, senão que sou servo de Krishna.
Isso exige um pouco de treino. Na verdade, esse é o fato. Suponha que tenho uma roupa preta. Alguém diz: “Sua roupa preta!”, isso é motivo para eu ficar irado? É simplesmente minha falsa identificação com a roupa que me faz ficar irado. Caso eu seja de fato autorrealizado, autodisciplinado, isso não se dará. Autodisciplina significa não se identificar com este corpo. Isso é autodisciplina, e isso exige treino, é claro.
Humilde como a Palha, Tolerante como a Árvore
Chaitanya Mahaprabhu ensina, portanto, trinad api sunichena: “Ser menor do que a menor palha.” De fato, se conheço qual é meu tamanho espiritual, minha verdadeira dimensão, isso não é nem mesmo mensurável em termos de largura e comprimento, pois, na verdade, sou uma partícula espiritual muito diminuta. Você não pode medir um dez mil avos da ponta de um fio de cabelo, e esse é o meu tamanho. Se sou menor do que a palha, então, se alguém diz: “Você é mais baixo do que a palha” ou “Você é menor do que a palha”, isso é fato. Então, algumas vezes essas palavras de insulto podem vir de outros, mas, se você for autorrealizado, você saberá que não é este corpo. Então, deixe que a pessoa insulte. Toleremos.
Chaitanya Mahaprabhu ensina que taror api sahisnuna: “Ser mais tolerante do que uma árvore.” Esse é o melhor exemplo. Você não encontrará nenhuma entidade viva mais tolerante do que uma árvore, pois ela fica de pé dia e noite no calor escaldante, no frio severo. Quer haja uma ventania, quer chova, a árvore não faz nenhum tipo de protesto – permanece tolerante. E as pessoas estão pegando suas folhas, suas flores, seus frutos, cortando-a – e ela jamais protesta. Eis o símbolo da tolerância.
Chaitanya Mahaprabhu recomenda que você se torne mais tolerante do que a árvore e menor do que uma pequena palha na rua, e que você ofereça toda honra aos outros e não espere nenhuma honra para si mesmo.
O Exemplo de Prahlada Maharaja
Se alguém se ocupa no avanço em conhecimento espiritual, se sujeita a receber dos outros muitos insultos e muita desonra. Isto é esperado porque é próprio da natureza material. Mesmo um menino como Prahlada, que, com apenas cinco anos de idade, ocupava-se no cultivo do conhecimento espiritual, ficou em perigo quando seu pai se opôs à sua devoção. Na tentativa de matá-lo, seu pai recorreu a vários métodos, mas Prahlada o tolerou. Jamais devemos ficar desapontados com a oposição, assim como Prahlada Maharaja jamais se desapontou apesar de ser molestado de tantas maneiras.
Na vida, enquanto seguimos com nossa atitude consciente de Krishna, não nos abalemos caso haja um pouco de sofrimento. Krishna encoraja isto na Bhagavad-gita (2.14), agamapayino ’nityas tams titikshasva bharata: “Meu querido Arjuna, mesmo caso você sinta um pouco de dor corpórea, tal coisa vem e se vai. Nada é permanente. Então, não se importe com essas coisas. Prossiga com seu dever.” Essa é a instrução de Krishna, e Prahlada Maharaja é o exemplo prático, e o nosso dever é seguirmos os passos de personalidades como Prahlada Maharaja. Podem existir muitos impedimentos ao avanço em conhecimento espiritual, mas devemos ser tolerantes e continuar a progredir com determinação.
Ira e Luxúria
Ira é sinônimo de luxúria. Quando você é luxurioso e sua luxúria não é satisfeita, você fica irado. É simplesmente isso. A ira é outro aspecto da luxúria. Kama esha krodha esha rajo-guna-samudbhavah (Bhagavad-gita 3.37). Quando você está muito afetado pelo modo da paixão, você fica luxurioso. E o próximo estágio é que, quando sua luxúria não é satisfeita, você fica irado. A etapa seguinte é caracterizada por desorientação. E o estágio seguinte é pranashyati, após o que você está perdido. Portanto, é preciso ter controle da luxúria e da ira.
Controle significa que você tem que ficar no modo da bondade, e não no modo da paixão. Existem três modos da natureza material: os modos da ignorância, os modos da paixão e os modos da bondade. Assim, se alguém deseja conhecer a ciência de Deus, tem que se manter nos modos da bondade. Caso contrário, não conseguirá.
Diante disso, estamos ensinando nossos alunos desta maneira: “Não faça isso, não faça isso, não faça isso, não faça isso…”, pois o sujeito tem que se manter nos modos da bondade. Se não o fizer, não será capaz de compreender. A consciência de Krishna não pode ser entendida na plataforma da ignorância e da paixão. O mundo inteiro está sob a influência da ignorância e da paixão, mas este método é tão simples que, se você simplesmente seguir os quatro princípios de restrição e cantar Hare Krishna, você imediatamente supera todos os modos da natureza material.
Crédito da foto: aakash_gautam, em visualhunt.com.
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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Aparelhamento Ideológico Do Estado 2. Por João Maria andarilho.




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Conversa com Bial Olavo de Carvalho 10/04/2019 Completo #olavotemrazão



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Fontes de Antiguidade Oriental



Índia
A civilização indiana foi contemplada com algumas boas traduções em português. A coletânea 'O Hinduísmo', de Louis Renou, é uma excelente fonte dessa tradição. Raul Xavier, escritor brasileiro, também fez traduções pioneiras dos Vedas, Upanishads e do Kama Sutra. O Budismo foi contemplado com coletâneas excelentes, como a de Ananda Coomaraswamy, 'O Pensamento vivo de Buda', e 'Textos Budistas e Zen-Budistas', de Ricardo Gonçalves. Muito da literatura indiana foi traduzida para o português de forma fragmentada, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Nesse sentido, elaborei também a coletânea 'Cem textos de História Indiana' e 'Cem textos de História Asiática', com fragmentos dessa ampla literatura. A página Shri Yoga Devi tem feito um excelente trabalho de tradução e publicação de obras da tradição indiana, dos quais indicamos alguns links.


Sugestões Bibliográficas:
ALBANESE, Marilia. Índia Antiga. São Paulo: Folio, 2009.
ALLCHIN, Bridget. Índia Antiga. São Paulo: Abril/Time-Life, 1998.
AUBOYER, Jeannine. A vida cotidiana na Índia Antiga. Lisboa: Livros do Brasil, 1969.
CARDOSO, Ciro. “Varnas e Classes sociais na Índia Antiga” in Sete Olhares sobre a Antiguidade. Brasília: UNB, 1998
CARRIERE, Jean. Índia: um olhar amoroso. Rio de janeiro: Ediouro, 2003.
COURTILIER, Gaston. As antigas civilizações da Índia. Rio de janeiro: Otto Pierre, 1979.
DANIELOU, Alain. Shiva e Dionisos. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
GATHIER, Emile. O pensamento Hindu. Rio de Janeiro: Agir, 1996
GOSVAMI, Satsvarupa. Introdução a Filosofia Védica. São Paulo: Bhaktivedanta, 1994.
IONS, Veronica. Mitos e Lendas da Índia. São Paulo: Melhoramentos, 1993.
JOHNSON, Gordon. Índia: Ontem e hoje. São Paulo: Folio, 2011.
LEITE, Edgard. “Da Civilização do Indo ao Império Maurya; novas abordagens no Estudo da índia Antiga” in Phôinix ano V, 1999.
LEITE, Edgard. Religiões Antigas da Índia. Rio de Janeiro: Barroso, 2001.
LEMAITRE, Solange. Hinduísmo: o sanatama dharma. Rio de Janeiro: Flamboyant, 1958.
RAVIGNANT, Patrick. A sabedoria da Índia. São Paulo: Martins Fontes, 1986.
RENOU, Louis. O Hinduísmo. Lisboa: Arcádia, 1971.
SCHULBERG, Lucile. Índia Histórica. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973.
TINOCO, Carlos. O pensamento védico. São Paulo: Ibrasa, 1996.
WHEELER, Mortimer. Índia e Paquistão. Lisboa: Verbo, 1970
WHEELER, Mortimer. Vale do Indu. Lisboa: Verbo, 1975.
ZIMMER, Henrich. As filosofias da antiga Índia. São Paulo: Palas Athena, 1989.
ZIMMER, Henrich. Mitos e símbolos na arte e civilização da Índia. São Paulo: Palas, 1998.

Sugestões de Fontes
BEISERT, Michael. Livros e fontes Budistas - Acesso ao Insight Net.
BUCK, William. Mahabharata. São Paulo: Cultrix, 1995
BUCK, William. Ramayana. São Paulo: Cultrix, 1995
BUENO, André. Cem textos de história Asiática. União da Vitória, 2011. Disponível em: http://asiantiga.blogspot.com/ 
BUENO, André. Cem textos de história indiana. União da Vitória, 2011. Disponível em: http://www.historiaindiana.blogspot.com/
BUENO, André. Textos de história da Índia Antiga. Rio de janeiro, 2015. Disponível em: http://orientalismo.blogspot.com.br/p/textos-de-historia-da-india-antiga.html
CARRIERE, Jean. O Mahabharata. São Paulo: Brasiliense, 1991.
KAUTILYA, Artashastra. Brasília: UNB, 1994.
LIN, Yutang. Sabedoria de Índia e China. Rio de janeiro: Pongetti, 1958.
RENOU, Louis. Hinduísmo. Rio de janeiro: Zahar, 1969.
TINOCO, Carlos. As Upanishads. São Paulo: Ibrasa, 1996.
XAVIER, Raul. Milinda Panha. Rio de Janeiro: Livros do Mundo Inteiro, 1972.
XAVIER, Raul. Os Upanichadas. Rio de Janeiro: Livros do Mundo Inteiro, 1972.
XAVIER, Raul. Os Vedas. Rio de Janeiro: Livros do Mundo Inteiro, 1972.

fonte; http://antigoriente.blogspot.com/


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A.B.C. Olavo de Carvalho 1 Paralaxia Cognitiva

    A análise de Olavo de Carvalho sobre René Descartes, frequentemente sintetizada em aulas e coletâneas como  Visões ...