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segunda-feira, 28 de outubro de 2019
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
Paradigma: O que é, Exemplos, Conceito e Definição
Escrito por
SBCoaching 1

Quer aprender o que é paradigma e entender como quebrar velhos padrões para atingir todos os seus objetivos?
Então, você chegou ao lugar certo.
O conceito de paradigma remete aos modelos de comportamento que regem a sociedade.
Da mesma forma que os padrões estabelecidos auxiliam no desenvolvimento da ciência e do desenvolvimento pessoal, eles também podem atuar no sentido contrário quando se tornam barreiras para inovações e mudanças.
Assim, uma quebra de paradigma é necessária para sair da zona de conforto, superar crenças limitantes e se tornar a melhor versão de si mesmo.
Para isso, vale a pena entender como dar esse primeiro passo e conhecer ferramentas que podem ajudá-lo a desafiar obstáculos e alcançar um patamar mais elevado em sua vida pessoal e profissional.
Ficou interessado? Então, siga a leitura.
O Que é Um Paradigma?

O paradigma é algo que serve como modelo, exemplo ou padrão.
Mas essa é apenas a definição do dicionário para o uso comum que essa palavra adquiriu ao longo do tempo.
Você já deve ter ouvido falar na famosa “quebra de paradigma” e se deparado com paradigmas de todos os tipos.
Então, vamos começar entendendo que esse termo vai muito além de uma simples padronização.
A ideia mais aceita de paradigma remete ao filósofo Thomas Kuhn (1922-1996), autor da obra A Estrutura das Revoluções Científicas (Perspectiva, 1997).
O livro de Kuhn deu origem a uma nova abordagem de estudos sociais da ciência, pois situa os paradigmas científicos de um ponto de vista histórico.
Assim, nas palavras do autor, paradigma é uma estrutura mental composta por teorias, experiências e métodos que serve para organizar a realidade e seus eventos no pensamento humano.
Outro aspecto importante é que, para Kuhn, o paradigma é compartilhado pelos indivíduos de uma determinada comunidade científica.
Ou seja, a partir do momento que um conjunto de crenças, valores e técnicas é aceito por todos em um grupo de cientistas, ele se torna um paradigma.
Analisando de perto, parece que o paradigma não deixa de ser um padrão, como diz o senso comum.
A diferença é que esse padrão é mais complexo, enquanto as pessoas costumam usar o termo paradigma para se referir a qualquer modelo ou conceito generalizado.
Então, quando alguém diz que está quebrando paradigmas, o rompimento com as ideias anteriores é muito mais profundo.
Para ficar mais fácil, imagine que o paradigma é uma lente de óculos, por meio da qual você enxerga o mundo de um determinado modo.
Sem a lente apropriada, a imagem ficaria distorcida.
Por isso os paradigmas são fundamentais para ordenar os fenômenos e nos situar na realidade.
Ainda não ficou totalmente claro?
Então, vamos aos exemplos.
Exemplos de Paradigmas

Há inúmeros exemplos de paradigmas em diversas áreas do conhecimento, pois cada uma possui seu próprio conjunto de referências e leis fundamentais.
Vale lembrar que esses paradigmas estão em constante evolução e também incluem conflitos de perspectivas diferentes.
Afinal, por mais que exista um paradigma vigente, sempre há espaço para discussões e novas ideias – ou não teríamos avançado tanto no conhecimento.
Por exemplo, dentro do campo da educação, temos o paradigma da educação inclusiva, que vem se destacando entre os especialistas da área.
O desenvolvimento sustentável também pode ser considerado um novo paradigma na sociedade capitalista, abrangendo diversas áreas de estudo.
Já na psiquiatria, os velhos paradigmas que consideravam qualquer desvio da normalidade como doença estão sendo superados, dando lugar a uma visão mais humana da saúde mental.
Esses são alguns exemplos de paradigmas, que também mostram seu caráter transitório no pensamento humano.
Agora que você está mais à vontade com o conceito, vamos aprofundá-lo.
Paradigma Científico

O paradigma científico pode ser compreendido como uma realização científica universalmente conhecida, que por certo tempo oferece problemas e soluções-modelo para os pesquisadores.
Quem disse isso foi o próprio Kuhn, que enxerga os paradigmas como verdadeiros “solucionadores de quebra-cabeças”.
Com a ajuda deles, os cientistas conseguem resolver problemas teóricos e experimentais, desde que se comprometam com o método proposto.
Assim, o paradigma científico diz quais são os problemas e ao mesmo tempo apresenta as soluções com regras e processos bem definidos.
Quando o cientista aceita o paradigma, ele também concorda com suas concepções e adota uma determinada forma de enxergar e abordar o universo.
O que é um Paradigma na Pesquisa Científica?

O paradigma na pesquisa científica cumpre sua função de fornecer problemas e soluções-modelo para cada projeto.
Como já vimos, os paradigmas orientam comunidades científicas com ferramentas conceituais, teóricas e metodológicas.
Desse modo, oferecem uma estrutura com o grupo aceito de teorias, métodos e maneiras de definir dados na pesquisa.
Ou seja, o paradigma escolhido é fundamental para determinar os rumos da pesquisa.
Os paradigmas mais utilizados são o fenomenológico e positivista, que representam tendências quase opostas na ciência.
Na fenomenologia, o pesquisador enxerga um mundo socialmente interpretado e utiliza dados qualitativos.
Já no positivismo, o pesquisador enxerga um mundo totalmente objetivo e tende a trabalhar com dados quantitativos.
É claro que estamos simplificando, mas o importante é compreender o uso do paradigma na pesquisa científica.
A seguir, vamos explorar o paradigma em algumas áreas do conhecimento.
Paradigma de Acordo Com As Ciências Humanas
O campo das Ciências Humanas é bastante amplo, mas é possível identificar alguns paradigmas clássicos utilizados na Antropologia, História, Economia e Sociologia.
Nas Ciências Humanas, o paradigma funciona como um “guarda-chuva” que abriga várias teorias, ao invés de uma única concepção.
Segundo Ivan Domingues, autor do livro Epistemologia das Ciências Humanas – positivismo e hermenêutica (Edições Loyola, 2004), o paradigma aparece como um segmento do real que aloja o princípio das coisas.
O autor também define o paradigma como uma chave do mundo que é entregue à humanidade, oferecendo um modelo para conhecer o real.
Assim, chegamos a alguns paradigmas tradicionais das Ciências Humanas como o paradigma da produção de Marx, paradigma da religião em Durkheim e paradigma da ação em Weber.
Paradigma de Acordo Com a Filosofia

A Filosofia reconhece o conceito de paradigma clássico em Platão, com sua Teoria das Ideias.
Na visão platônica, o paradigma é um modelo exemplar que esse encontra em um mundo totalmente abstrato.
Ou seja, Platão via o paradigma como um arquétipo, um modelo original e ideal que representa as coisas concretas do nosso mundo.
Já a visão contemporânea da filosofia traz o conceito que vimos lá no início, apresentado por Thomas Kuhn.
Inclusive, Platão e Kuhn concordam em alguns pontos, pois ambos enxergam uma função normativa no paradigma, que exerce uma autoridade sobre o conhecimento durante certo período.
Paradigma de Acordo Com a Linguística
Segundo o pai da linguística, Ferdinand de Saussure, o paradigma é um conjunto de elementos que se associam na memória e formam novas combinações para revelar os significados.
Para o autor, a linguagem se organiza em dois movimentos: o eixo sintagmático e o eixo paradigmático.
Assim, o sintagma é entendido na direção horizontal, como a sequência linear que utilizamos para formar qualquer frase, enquanto o paradigma opera no eixo vertical, mostrando todas as possibilidades de palavras que se encaixariam nessa frase.
É um tanto complexo, mas o que importa é o valor de regulamento que o paradigma tem na linguística, servindo como critério de validação para o significado.
Assim, olhando de longe, conseguimos encontrar semelhanças em todos os conceitos de paradigma.
O que é um Paradigma Social?

Depois de retomar a história do termo e visitar algumas disciplinas, chegamos à ideia de paradigma social: o paradigma no contexto sociocultural.
Antes de qualquer coisa, o nosso conhecimento sobre o universo depende desses aspectos:
- Nossas estruturas mentais e ordenação do pensamento
- Nossas emoções e sentimentos
- Informações próprias do nosso tempo e contexto histórico
- Formulações da ciência da nossa época
- Organização da nossa sociedade
- Cultura vigente em nossa comunidade.
Você concorda que tudo isso influencia nossa forma de pensar, agir e julgar o mundo?
Assim, podemos encarar o paradigma social como uma visão de mundo que conquista a opinião pública, um conjunto de regras e práticas influenciado pela sociedade, cultura e ciência dos nossos tempos.
É por isso que o paradigma social está em constante evolução: nossos hábitos, valores, crenças e práticas compartilhados estão sempre mudando.
Basta pensar que a escravidão já foi um paradigma social em dado momento da história – e no Brasil só foi abolida em 1888.
Do mesmo modo, diversos paradigmas sociais já se transformaram radicalmente ao longo da história.
Agora que você já sabe tudo sobre paradigmas, vamos descobrir como e por que quebrá-los.
O que Significa a Quebra de Paradigmas?

A famosa quebra de paradigmas significa a mudança do sistema de valores, práticas e crenças anterior, que é substituído por uma nova visão.
Vamos recorrer a Kuhn mais uma vez para entender o processo de quebra de paradigmas.
Segundo o autor, existem cinco etapas fundamentais da ciência:
- Pré-paradigmática: várias teorias convivem no mesmo espaço
- Paradigmática: um paradigma é aceito por todos e se torna consenso
- Ciência normal: as regras do sistema hegemônico se mantêm
- Crise: começam a surgir problemas e discordâncias do paradigma
- Revolução: o paradigma antigo é substituído por um novo.
Do mesmo modo, os paradigmas sociais passam por crises e revoluções, renovando nossas ideias e visão de mundo de tempos em tempos.
Assim, você quebra um paradigma quando rompe com valores e crenças ultrapassados e dá lugar a ideias novas – e mais coerentes.
Mas derrubar essas estruturas não é um processo simples, muito menos rápido.
Somente as trocas, diálogos e interconexões geram as quebras de paradigmas que precisamos para avançar, como indivíduos e como sociedade.
Por outro lado, você já notou que as pessoas têm medo de mudanças?
Estamos falando sobre profundas transformações nos paradigmas da sociedade, mas, muitas vezes, não conseguimos mudar um simples hábito do dia a dia.
O neurocientista Dean Burnett investiga a resistência do cérebro humano às mudanças e afirma que somos programados para ver as incertezas do novo como ameaças em potencial.
Desse modo, a quebra de paradigmas é um desafio para a ciência, para a sociedade e para nós mesmos.
Mas, felizmente, é possível melhorar nossa capacidade de lidar com essas rupturas.
Afinal, toda evolução exige mudança – e quem não se movimenta, não avança.
O Coach e os Paradigmas

Finalmente, nos deparamos com o profissional especialista em lidar com os paradigmas: o coach.
O coaching é uma metodologia de alto nível que tem como objetivo desenvolver pessoas e extrair seu potencial máximo, a partir da gestão de competências e aprendizagem assistida.
Logo, o coach atua como um facilitador para ajudar você a definir seus objetivos, superar obstáculos e alcançar resultados extraordinários em todas as áreas da vida.
Existem vários tipos de coaching, que estão agrupados em duas grandes categorias: profissional e pessoal.
Assim, temos o coaching executivo, coaching de vida, coaching de relacionamentos, coaching financeiro, coaching de liderança e muitas outras abordagens para o sucesso na carreira, na família e nas relações.
O que todos os métodos de coaching têm em comum é o foco na mudança de comportamento.
Para alcançar objetivos, é preciso ter coragem para enfrentar o novo.
Mas, quando o assunto é mudança, temos que olhar para dentro, onde repousam nossos medos e incertezas.
É aí que entra o coach, o responsável por guiar sua autodescoberta por meio de perguntas poderosas.
Na sessão de coaching, você vai descobrir quais são os paradigmas que devem ser quebrados para alcançar seu pleno desenvolvimento e realização pessoal.
Como? Identificando suas crenças limitantes e mirando na zona de conforto.
Acompanhe o que significa cada conceito:
Crenças Limitantes
As crenças limitantes são regras que fixamos dentro de nós, de forma consciente ou não, que têm o poder de facilitar ou dificultar nossos objetivos.
Muitas pessoas não percebem que possuem crenças negativas sobre si próprias, que limitam a capacidade de perseguir seus sonhos e lutar pelo que desejam.
Assim, a missão do coach é transformar as crenças limitantes em crenças propulsoras, fazendo com que seu cérebro trabalhe ao seu favor – e não contra você.
Para isso, os profissionais do coaching utilizam técnicas avançadas como a Programação Neurolinguística (PNL), capazes de reprogramar nossas emoções e concepções.
Como as crenças limitantes estão muito enraizadas no pensamento, é difícil percebê-las e tomar alguma atitude para superá-las.
Veja se consegue se identificar com estas crenças limitantes:
- Estou a um passo de tomar uma decisão importante, mas algo me impede
- Já deixei de fazer algo que queria muito por medo de fracassar
- Questiono constantemente minha capacidade e potencial
- Quando tento me estimular a adotar um hábito saudável, parte de mim não acredita no meu potencial de mudança
- Se encontro um desafio no trabalho, tendo a me achar incapaz para solucionar o problema sozinho
- Às vezes, sinto que perco oportunidades por achar que não as mereço
- Vivo dizendo que “não nasci pra isso” quando me deparo com desafios.
Zona De Conforto
A zona de conforto também poderia ser chamada de seção dos velhos paradigmas.
Afinal, é onde reinam nossas crenças limitantes e ideias que impedem ou dificultam a mudança de comportamento.
Logo, a tarefa do coach é ajudar você a mapear sua zona de conforto e localizar os paradigmas que precisam ser rompidos.
Depois de tudo que aprendeu sobre paradigmas, você deve imaginar o poder que essas ideias têm para conduzir nossas vidas.
O coach conhece muito bem esse potencial, e por isso é o profissional indicado para tirar você da zona de conforto de uma vez por todas.
Portanto, se você quer desvendar seus paradigmas e transformar sua vida, o coach é seu grande aliado nessa jornada revolucionária.
Conclusão

Como vimos, a quebra de paradigma é essencial para chegar mais longe (e mais perto dos seus sonhos).
Em diferentes momentos, você já deve ter experimentado a sensação de estar preso aos seus padrões de comportamento.
Parece que fazer diferente é muito complicado, não?
Que o “lado de lá” é inalcançável e que a situação atual não é a ideal, mas pelo menos não representa tantos perigos.
Mas é esse apego à zona de conforto que traz os maiores riscos.
A estagnação pode levá-lo a um caminho bem diferente do que você gostaria de seguir.
Por isso, é necessário tomar a decisão de superar suas crenças limitantes.
E para começar, vale a pena conhecer o coaching, uma metodologia de desenvolvimento pessoal e profissional que capacita o coachee a quebrar paradigmas e atingir seus objetivos.
Trata-se de uma espécie de mentoria eleva o indivíduo a um novo patamar de autoconhecimento, autoconfiança e capacidade de superação.
Com o coaching, você entende quais são suas maiores potencialidades e direciona seu foco para o que realmente fará você crescer no longo prazo.
Ao longo dessa jornada, você vai enxergar com clareza suas metas, visualizar o mapa para chegar até elas e encontrar atalhos e ferramentas para que os padrões antigos não impeçam o seu crescimento.
Agora, cabe a você dar prosseguimento nesse caminho de quebra de paradigma, motivação, dedicação e confiança em si mesmo.
Gostou das dicas sobre o tema?
Então, deixe um comentário contando quais são os desafios que você gostaria de superar no momento.
E não esqueça de compartilhar este artigo em suas redes sociais.
Obrigado pela visita, volte sempre.
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Dialética
Dialética. A dialética é, propriamente falando, a arte de discutir. A arte do diálogo. Como, porém, não discutimos só com os outros, mas também conosco próprios, ela acaba sendo considerada o método filosófico por excelência. Entre os gregos, chamava-se ainda dialética à arte de separar, distinguir as coisas em gêneros e espécies, classificar idéias para poder discuti-las melhor (cf. Platão, Sofística, 253c)
Para Platão, dialética seria o processo que, partindo do diálogo de opiniões contrárias, iria separando a opinião (dóxa) do conhecimento ou ciência (epistéme), possibilitando à alma se elevar do mundo sensível ao mundo das ideias. (1)
Com o passar do tempo o termo evolui para um sentido mais preciso, designando "uma discussão de algum modo institucionalizada, organizando-se habitualmente em presença de um público que acompanha o debate – como uma espécie de concurso entre dois interlocutores que defendem duas teses contraditórias. A dialética eleva-se, então, ao nível de uma arte, arte de triunfar sobre o adversário, de refutar as suas afirmações ou de o convencer" (2)
Dialética. a. Na filosofia antiga e medieval é um sinônimo da lógica ou da arte de argumentação. A dialética, no hegelianismo e no marxismo, é algumas vezes encarada como um método e em outras, como uma filosofia. A primeira interpretação é equivocada, porque nem Hegel nem Marx nem seus seguidores propuseram qualquer método propriamente dito (ou procedimento padronizado) com gosto de dialética. A dialética é uma filosofia e, mais precisamente, uma ontologia. A ética e a epistemologia dialética não existem. b. Lógica dialética — Ela tem sido vendida como uma generalização da lógica formal. Esta última seria uma espécie de aproximação em câmara lenta da primeira: teria validade apenas para certas extensões, enquanto a lógica dialética cobriria processos em sua inteireza. Para melhor ou para pior, a lógica dialética permaneceu em estágio de projeto. De fato, ninguém jamais propôs quaisquer regras dialéticas de formação ou de referência. Além disso, a ideia toda de uma lógica dialética parece ser um mal-entendido proveniente da identificação feita por Hegel entre a lógica e a ontologia — uma equação que tem sentido apeOntologia dialética — Esta concentra as assim chamadas três leis da dialética, estabelecidas por Hegel e reformuladas por Engels e Lênine. Elas são: (1) cada coisa seria a união de opostos; (2) cada mudança origina-se em oposição (ou "contradição"); (3) qualidade e quantidade mudam uma na outra. As partículas elementais — os tijolos que constituem o mundo — são os contra-exemplos da primeira "lei". Cada caso de cooperação na natureza ou na sociedade arruína a segunda. A terceira "lei" é ininteligível na forma como se apresenta, mas pode ser caridosamente reformulada assim: Em cada processo qualitativo, ocorrem (podem ocorrer) mudanças e, uma vez realizadas, novos modos de crescimento ou declínio começam. É esta a única "lei dialética" clara e verdadeira, mas ela não envolve o conceito de contradição, que é marca registrada da dialética. Não é de surpreender que, ante uma doutrina tão nebulosa, a dialética nunca tenha sido formalizada. (4)
nas dentro de seu próprio sistema idealista. c.
nas dentro de seu próprio sistema idealista. c.
Dialética. Originalmente, a "arte de conversação", mas foi usado por Platão para designar o método filosófico correto. Na antiguidade, Zenão de Eleia foi considerado o fundador da dialética, em virtude de suas provas indiretas de, por exemplo, a impossibilidade de movimento, inferindo absurdos ou contradições da suposição de que o movimento ocorre. A dialética de Sócrates, conforme retratada nos primeiros diálogos de Platão, tende a assumir uma forma destrutiva: Sócrates interroga alguém sobre a definição de algum conceito que empregou (por exemplo, "virtude") e extrai contradições das sucessivas resposta dadas. Mas em diálogos posteriores, que devem muito mais ao próprio Platão do que a Sócrates, a dialética é um método positivo, formulado para produzir o conhecimento das FORMAS ou IDEIAS e das relações entre elas. Nesses diálogos, a forma dialogal tende a tornar-se relativamente pouco importante e a dialética perde o seu vínculo com a conversação (exceto na medida em que pensar é tido como um diálogo da pessoa consigo própria). Para Hegel, a dialética não envolve um diálogo entre dois pensadores ou entre um pensador e o seu objeto de estudo. É concebida como a autocrítica autônoma e o autodesenvolvimento do objeto de estudo, de, por exemplo, uma forma de CONSCIÊNCIA ou um conceito.
A "dialética" também adquiriu um sentido pejorativo em consequência de sua associação com os chamados "sofistas" ou "professores profissionais de sabedoria" que, embora combatidos por Sócrates, usavam frequentemente métodos parecidos com os de Sócrates.
Lato sensu, a dialética de Hegel envolve três etapas: (1) Um ou mais conceitos ou categorias são considerados fixos, nitidamente definidos e distintos dos outros. Esta é a etapa do entendimento. (2) Quando refletimos sobre tais categorias, uma ou mais contradições emergem nelas. Esta é a etapa propriamente dialética, ou da razão dialética ou negativa. (3) O resultado dessa dialética é uma nova categoria superior, que engloba as categorias anteriores e resolve as contradições nelas envolvidos. Esta é a etapa de ESPECULAÇÃO ou razão positiva (Enc. I, && 79-82). Hegel sugere que essa nova categoria é uma "unidade de OPOSTOS", que se ajusta ao DEVIR. (5)
Dialética. Esse termo, que deriva de diálogo, não foi empregado, na história da filosofia, com significado unívoco, que possa ser determinado e esclarecido uma vez por todas; recebeu significados diferentes, com diversas inter-relações, não sendo redutíveis uns aos outros ou a um significado comum. Todavia, é possível distinguir quatro significados fundamentais: 1.º D. como método da divisão; 2.º D. como lógica do provável; 3.º D. como lógica; 4.º D. como síntese dos opostos. Referem-se, respectivamente, à D. platônica, à D. aristotélica, à D. estoica e à D. hegeliana. Pode-se dizer, por exemplo, que a D. é o processo em que há um adversário a ser combatido ou uma tese a ser refutada, e que supõe, portanto, dois protagonistas ou duas teses em conflito; ou então que é um processo resultante do conflito ou da oposição entre dois princípios, dois momentos ou duas atividades quaisquer. (6)
Mais informação: http://www.sergiobiagigregorio.com.br/filosofia/dialetica.htm
(1) BRAGA, M. (e outros). Breve História da Ciência Moderna. 3. ed., Rio de Janeiro: Zahar, 2008. (Volume 1 Convergência de Saberes)
(2) BLANCHÉ, R. História da Lógica de Aristóteles a Bertrand Russel. Lisboa: Edições 70, 1985)
(3) DUROZOI, G. e ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofia. Tradução de Marina Appenzeller. Campinas, SP: Papirus, 1993.
(4) BUNGE, M. Dicionário de Filosofia. Tradução de Gita K. Guinsburg. São Paulo: Perspectivas, 2002. (Coleção Big Bang)
(5) INWOOD, Michael. Dicionário Hegel. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.
(6) ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970.
Fonte https://sites.google.com/view/sbgdicionariodefilosofia/dial%C3%A9tica
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Para quem ainda não sabe o que é o Foro de São Paulo
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