sábado, 25 de março de 2023

O Sul no NorteOlavo de CarvalhoDiário do Comércio, 11 de janeiro de 2012. Muito atual em 2023.


Se você quer saber qual será a política de amanhã, leia as publicações acadêmicas de hoje: nada se grita nas praças que antes não se tenha sussurrado em sala de aula, longe das atenções dos “analistas políticos” da mídia, sempre os últimos a saber. O prazo de maturação em que as idéias dos professores se transformam em moda política é de uns vinte e cinco ou trinta anos, o tempo de uma troca de gerações.

Decorridos alguns meses do desmantelamento da URSS, um amigo meu, militar de alta patente, veio entusiasmado me mostrar uns trabalhos publicados em revistas de estudos estratégicos, que falavam de uma nova divisão geopolítica do mundo: em vez do conflito Leste-Oeste entre regimes comunistas e capitalistas, tínhamos então a disputa Norte-Sul entre países ricos e países pobres.

Em linguagem popularizada, dramatizada em slogans e chavões de fácil repetição, a tese ressurge agora pela boca de dois entre os mais notórios garotos-propaganda do esquerdismo internacional: o escritor uruguaio Eduardo Galeano e o deputado suíço Jean Ziegler (v. http://www.youtube.com/watch?v=MyxO-gL_ZnM). Falta só um pouquinho, portanto, para que a guerra Norte-Sul se consolide como verdade de evangelho, repetida em todos os jornais e botequins do universo pela “parcela mais esclarecida da população”.

No entanto, a teoria não se tornou nem um pouquinho melhor nesse ínterim. Ao contrário, a falsidade e a má intenção que a inspiravam no começo tornaram-se ainda mais patentes. Não preciso, por isso, senão repetir aqui o que naqueles dias remotos expliquei ao meu estupefato amigo.

Primeiro: Desníveis econômicos entre nações não podem, por si, ser causa de conflitos políticos ou de guerras sem que uma longa e complexa manobra estratégica e propagandística os converta nisso. Mas mesmo neste caso não se pode dizer que a pobreza seja a “causa” da disputa: a causa verdadeira é a ação política deliberada que a usou eficazmente como pretexto. E notem que não é do dia para a noite que se infunde na cabeça de um povo empobrecido por oligarquias ociosas e corruptas a idéia de que todos os seus males vêm do estrangeiro.

Segundo: Política e guerra custam muito dinheiro, especialmente numa era de tecnologia avançada, e nenhuma nação pobre se arriscaria a enfrentar os vizinhos mais prósperos, nem mesmo no campo puramente político-diplomático, se não tivesse por trás um amigo rico e poderoso a instigá-la e financiá-la para isso. Mas neste caso o verdadeiro agente não seria a nação pobre e sim o aliado rico, empenhado em bater com mão alugada. Era exatamente a situação que se havia observado nas guerras da Coréia e do Vietnã, onde os americanos não se batiam contra tropas locais esfarrapadas, mas contra o bloco comunista inteiro que as movia como peças de xadrez. Havia também a possibilidade de tratar-se de uma falsa nação pobre, isto é, uma nação rica com povo pobre, cujas oligarquias exploradoras tentassem aliviar conflitos internos canalizando o ódio popular contra bodes expiatórios estrangeiros, tal como faz hoje o Irã. Mas mesmo neste caso o dedo do aliado rico estaria lá, orientando e dirigindo tudo mais ou menos discretamente.

Terceiro: A teoria original de Marx enfocava a luta de classes na escala das nações individuais, cada uma com sua burguesia e seu proletariado supostamente em antagonismo perpétuo. Mas já na década de 30 Josef Stálin lançou a idéia de enfocar os conflitos internacionais, reais ou possíveis, como lutas de classes, as nações pobres no papel de “proletariado”, as ricas no de “burguesia”. Com a ajuda de centenas de milhares de agentes espalhados pelo mundo, e com aquela desenvoltura que os comunistas têm de tomar figuras de linguagem como se fossem descrições científicas da realidade, logo a idéia se universalizou sob a forma do “terceiromundismo”. Na época, só gente muito burra ignorava que as nações pobres alegadamente neutras, mas dedicadas a uma política anti-ocidental sistemática, eram manipuladas pelo bloco comunista. Sabendo-se que a queda da URSS não modificou substancialmente o esquema de poder na Rússia nem atenuou em nada a ação do movimento comunista internacional, a teoria Norte-Sul não passava em 1990, como não passa hoje, de uma reedição melhorada do “terceiromundismo” stalinista, a ser acionada em condições estratégicas mais que favoráveis. De um lado, o triunfalismo ocidental empenhado em celebrar afoitamente a “vitória na guerra fria” encobriu sob um manto de confortável invisibilidade a ação comunista internacional, dando-lhe o descanso necessário para se rearticular em novo formato (que já expliquei em inúmeros artigos, por exemplo http://www.olavodecarvalho.org/semana/030309zh.htm, http://www.olavodecarvalho.org/semana/110718dc.html e http://www.olavodecarvalho.org/semana/060724dc.html) e reaparecer no mundo com identidade trocada, sem um centro de comando aparente e dispensada, portanto, de arcar com qualquer responsabilidade histórica pelos crimes da URSS e da China. De outro lado, o processo mesmo da “globalização” e o fortalecimento inaudito dos organismos internacionais como núcleos de um governo mundial em formação determinaram claramente o desmantelamento da indústria norte-americana, a transformação maciça da imigração forçada em arma de dissolução das soberanias nacionais no Ocidente, o desgaste dos EUA e da Europa em sucessivas crises econômicas e a emergência da China como potência concorrente ameaçadora. Que momento melhor haveria para um ataque geral ao Ocidente sob o pretexto de guerra dos pobres contra os ricos, do “Sul” contra “o Norte”? Quem, numa hora dessas, se lembrará de observar que os agentes principais do processo – Rússia, China, Irã – ficam no Norte?

Lakshmi Panchami 2023 hojebdia 25/03/. Sábado jejum.

  Puja Vidhi: Lakshmi Panchami jejum é observado no quinto dia de Shukla Paksha do mês Chaitra. Os hindus do subcontinente observam este jejum para obter as bênçãos da Deusa Lakshmi. Maa Lakshmi é a deusa que concede riqueza, esplendor, felicidade e prosperidade, e ela também é a esposa do Senhor Vishnu. É por isso que também é chamado de Lakshmi Panchami ou Shri Panchami. De acordo com as escrituras, adorar a Deusa Lakshmi neste dia pode salvar uma pessoa de problemas financeiros. Então vamos saber como você pode adorar a Deusa Lakshmi neste dia.

Adorando Lakshmi Panchami Vrat
O jejum de Lakshmi Panchami é feito de forma única. Neste dia, os devotos acordam de manhã cedo e, após o banho, vestem roupas limpas e adoram a Deusa. Oferendas ou prasad tem um lugar significativo na cultura hindu. Os devotos oferecem grãos, açafrão e açúcar mascavo à Deusa Lakshmi. O estabelecimento de Shree Yantra neste dia é considerado auspicioso. A adoração de Ma Laksmi culmina com havan e flor de lótus, e Shrisukta é oferecido. Se a flor de lótus não estiver disponível, o havan pode ser feito com pedaços de videira e ghee.

Entre as ofertas estão itens de maquiagem ou shringar para a Deusa Laksmi e roupas vermelhas. Roupas Amarelas são oferecidas ao Senhor Vishnu, o marido da Deusa Lakshmi. Finalmente, Prasad na forma de Kheer (um doce feito com leite) é fornecido para as meninas.

A caridade é parte integrante deste festival, e grãos e dinheiro são dados aos pobres e necessitados. Alimentar vacas em Lakshmi Panchmi também é considerado muito auspicioso. O Ano Novo Hindu começa no mês Shukla Paksha de Chaitra. Desta forma, devido ao início do ano, adorar a Deusa Lakshmi mantém a graça da mãe durante todo o ano.

Acredita-se que uma vez, a Deusa Lakshmi ficou brava com os deuses e foi para Kshir Sagar. Então, para agradar a Deusa Lakshmi, Devraj Indra fez penitência severa e jejuou com rituais completos. Seguindo-a, outras divindades também mantiveram o jejum da Deusa Lakshmi. Como os deuses, os demônios também adoravam a Deusa Lakshmi. Para seus devotos, a mãe reapareceu no final do jejum.


A.B.C. Olavo de Carvalho 1 Paralaxia Cognitiva

    A análise de Olavo de Carvalho sobre René Descartes, frequentemente sintetizada em aulas e coletâneas como  Visões ...