quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Uso de técnicas mnemônicas na aprendizagem, adendo dois livros em pdf.


Por: Simaia Sampaio

Psicóloga, Psicopedagoga, Neuropsicóloga

As técnicas mnemônicas são estratégias cognitivas e ferramentas que auxiliam na melhoria da memória e na retenção de informações. Elas têm sido utilizadas por séculos por estudantes, oradores, artistas e profissionais em várias áreas para aprimorar sua capacidade de lembrar fatos, números, nomes e conceitos. As técnicas mnemônicas são baseadas na ideia de que a memória humana pode ser aprimorada através de métodos específicos de organização e codificação das informações.

Essas técnicas aproveitam a capacidade natural do cérebro de associar informações a imagens, histórias, locais e outros elementos significativos. Ao criar essas associações, as informações se tornam mais acessíveis e fáceis de lembrar. As técnicas mnemônicas podem ser particularmente úteis quando se trata de memorizar listas, sequências e detalhes complexos.

As técnicas mnemônicas são utilizadas por muitos professores de cursinhos pré-vestibulares como forma de facilitar o aprendizado do aluno através de associações mentais. São bastante úteis na medida em que auxiliam o aluno a guardar informações novas associadas a informações já existentes em seu cérebro.

Nosso cérebro aprende por associações agregando um fato novo a um já existente, ou que pelo menos faça sentido, do contrário pode até ser decorado de forma mecânica, mas irá esquecer facilmente. Para que o cérebro jogue a informação da memória de curto prazo para a de longo prazo é preciso que a informação tenha significado. As técnicas mnemônicas nada mais são do que pegar um fato novo e associar a um já pré-existente, fazendo sentido para o aprendiz. Infelizmente muitos professores do ensino fundamental e médio não descobriram as vantagens destas técnicas e não as utiliza em sala de aula, o que acarreta uma aprendizagem mecânica e automatizada ocasionando esquecimento breve.

Utilizar-se destas técnicas é bem diferente de decorar. Decorar é ficar repetindo várias vezes algo que não tem significado e que não se compreendeu e, portanto há um rápido esquecimento. Já na utilização das técnicas mnemônicas a informação é guardada sem esforço porque o cérebro entendeu a nova informação como complemento de uma informação que ele já tinha.

Não há risco em utilizar esta técnica, mas ela deve estar associada à compreensão do conteúdo e este deve ser significativo para a vida do aluno.

O construtivismo, quando chegou às escolas, foi entendido de uma maneira errônea, os professores deixaram de exercitar esta memorização, que é importante para o cérebro, mas o construtivismo também trouxe muitos benefícios permitindo que o aluno construa sua aprendizagem e esta seja significativa. Portanto o ideal é que as duas coisas sejam associadas, porque apesar de tudo as escolas ainda exigem que conteúdos sejam memorizados como tabuada, capitais dos estados, nomes dos planetas, partes do corpo humano etc.

Por exemplo, o aluno pode ter dificuldade em lembrar-se dos planetas na ordem, desta forma poderá utilizar-se de uma técnica mnemônica: falar uma frase cujas iniciais começam com o nome do planeta: Minha Velha Traga Meu Jantar Sopa Uva Nozes (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno). Este é apenas um exemplo de muitos outros que poderão ser utilizados para facilitar o aprendizado.

Aqui estão algumas das técnicas mnemônicas mais comuns:

  1. Acrônimos: Nessa técnica, você cria uma palavra ou frase usando as letras iniciais das palavras ou conceitos que deseja lembrar. Por exemplo, a sigla "NASA" representa a "National Aeronautics and Space Administration."

  2. Histórias ou narrativas: Crie histórias vívidas e memoráveis que envolvam os conceitos ou informações que você deseja lembrar. Quanto mais detalhada e envolvente for a história, mais fácil será recordar as informações associadas a ela.

  3. Palácio da Memória (Método de Loci): Imagine um lugar que você conhece bem, como sua casa, e associe elementos a serem lembrados a locais específicos dentro desse lugar. Ao percorrer mentalmente esses locais, você pode recuperar as informações associadas a cada um deles.

  4. Rimas e canções: Transformar informações em rimas ou músicas ajuda a torná-las mais memoráveis. Muitas vezes, melodias pegajosas facilitam a recordação.

  5. Associação: Conecte as informações que você deseja lembrar a conceitos ou objetos familiares. Quanto mais vínculos você criar, mais fácil será recordar as informações.

  6. Repetição espaçada: Em vez de estudar repetidamente uma informação, reveja-a em intervalos espaçados ao longo do tempo. Isso reforça a memória de longo prazo.

  7. Visualização: Crie imagens mentais vívidas e detalhadas das informações que deseja lembrar. Quanto mais sensoriais e emocionais forem essas imagens, mais eficaz será a técnica.

  8. Chunking: Divida informações complexas em grupos menores ou "pedaços" (chunks) que são mais fáceis de lembrar. Por exemplo, ao lembrar de um número de telefone longo, divida-o em grupos menores.

  9. Mnemônicos fonéticos: Use palavras ou frases que soam semelhantes às informações que você deseja lembrar. Por exemplo, "i" antes de "e" exceto após "c" é um mnemônico fonético para regras de ortografia em inglês.

  10. Memória espacial: Associe informações a locais físicos específicos em um espaço real. Ao percorrer esse espaço, você pode recuperar as informações associadas a cada local.

Essas técnicas podem ser combinadas e adaptadas para atender às suas necessidades de aprendizado. O uso eficaz de técnicas mnemônicas pode melhorar significativamente sua capacidade de lembrar informações importantes em diversos contextos, desde a sala de aula até o trabalho e a vida cotidiana.

As técnicas mnemônicas variam em complexidade e aplicabilidade, e sua eficácia pode depender da pessoa e do tipo de informação que está sendo memorizada. No entanto, em geral, elas oferecem ferramentas valiosas para aprimorar a memória e podem ser adaptadas para atender às necessidades individuais.

A pesquisa continua a explorar novas técnicas mnemônicas e como elas podem ser aprimoradas para atender às demandas modernas, incluindo o uso da tecnologia para criar sistemas de memória mais sofisticados.



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Superproteção e a relação direta com o sentimento de incapacidade Por: Simaia Sampaio Psicóloga, Neuropsicóloga e Psicopedagoga



Por inúmeros motivos muitos pais se tornam superprotetores. Acreditam que fazendo pelos filhos ajudarão em suas tarefas do dia-a-dia, principalmente as crianças com algum déficit. Crianças com déficit, apresentam dificuldades em um ou mais setores da sua vida, o que, em geral, leva os pais a quererem amenizar seu sofrimento. Neste sentido, procuram compensar ofertando demasiadamente seus serviços maternos e paternos. Logicamente são crianças que, em alguma área irá necessitar de apoio, mas isso é bem diferente de fazer tudo por ela.

A forma como crianças protegidas demais recebe estes cuidados é, a curto prazo, prazeroso. Todavia, nem a criança nem os pais, conseguem enxergar alguns anos à frente, o quanto esta atitude pode ser prejudicial para sua autonomia na escola e na vida.

A criança superprotegida torna-se essencialmente imatura. Não porque veio programada geneticamente para assim o ser, mas porque o ambiente lhe imputou esta condição, que, dada à condição de inocência e pouca experiência, aceita passivamente, por acreditar que os pais estão lhe ofertando o melhor, já que o amam.

Determinadas características de personalidade vão sendo formadas a partir desta forma de vivenciar e experienciar as facilidades com que seus pais lhe atribuem nas situações diárias. Elas passam a acreditar, ainda pequenas, que o mundo também irá lhe tratar da mesma forma, com as mesmas facilidades. A inocência tem destas coisas.

Como se não bastassem as limitações atribuídas pelos pais, as crianças começam a desenvolver, claro que inconscientemente, um sentimento de incompetência e menos valia. São filhos de pais que lhe arrancam a oportunidade de aprender como calçar e amarrar um sapato, como aprender a limpar-se sozinho, a tomar banho e escovar os dentes sem que a mãe verifique continuamente se o fez direito (numa idade que isto não cabe mais), arrumar a mochila tirando-lhe a oportunidade de aprender a organizar, selecionar, cuidar, limpar, ter zelo. Ao longo do tempo, o sentimento que se desenvolve é de que não é capaz de fazer minimamente tarefas e isto afeta, ao longo do tempo, sua autoestima.

Além disto, a criança pode desenvolver medo diante do enfrentamento do novo, já que não amadureceu suficientemente neste sentido. Na escola essa criança pode mostrar-se retraída, com pouca iniciativa e com a sensação de que pode ser atacada pelo que está por vir, já que não aprendeu a desenvolver recursos para resolução de problemas e tomada de decisões. Podem tornar-se estudantes dependentes nos estudos, mesmo sem haver qualquer alteração neurológica ou transtornos de aprendizagem.

Os pais precisam de suporte neste sentido. Profissionais da saúde e da educação podem fazer muito pela criança orientando os pais sobre os possíveis problemas que estão gerando, claro, sem nenhuma intenção de prejudicá-los, pelo contrário, “fazem porque amam demais”.


A orientação aos pais segue no sentido de primeiramente aprenderem avaliar o quanto estão atrasando o desenvolvimento da autonomia de seus filhos e aprenderem a diferenciar o que são cuidados necessários e o que são cuidados exagerados. Após esta conscientização, devem libertar-se de algumas funções e permitir que a criança se arrisque, possibilitando o desenvolvimento de tomada de decisões e de escolhas dentre algumas possibilidades ofertadas. Deixar que a criança se arrisque em suas tarefas do cotidiano antes que os pais julguem que ela está fazendo algo errado, incompleto ou mal feito. Precisam cobrar que a criança se responsabilize pelos seus pertences, guardando seus brinquedos depois da brincadeira, que forre sua cama, que ajude a tirar a louça da mesa e, numa idade maior, que ajude a lavar, que se responsabilize pela limpeza e organização dos seus materiais escolares e sua mochila. Seguirem uma rotina de estudo sem que a mãe ou o pai estejam no papel de bengala, mas permitirem que antes da ajuda ela experimente.

Pais que ofertam demais, sufocam. Além disso, os filhos não aprendem a identificar suas reais necessidades. Muitos pais não suportam o choro da criança, por julgar que estão sofrendo. A frustração é importante e faz parte do processo de amadurecimento e crescimento pessoal.

Inteligência é a capacidade de resolver problemas. Assim sendo, se não lhe permitem resolver problemas, como os pais estarão ajudando seus filhos? Ao não ter algo, eles precisam se virar. Irão pedir e, na negativa, precisarão aprender a esperar, ou a juntar dinheiro, planejar para conseguir algo similar enquanto esperam. A cognição passa a se desenvolver quando a criança não tem de imediato tudo aquilo que deseja. A falta nos move.

Na tentativa de não frustrar os filhos, oferecendo-lhe tudo, estes acabam desenvolvendo sentimentos ainda mais intensos de irritação, mau humor e birras. Com o tempo, podem aprender a ser desafiadores, opositoras e tiranos, não aceitando alternativas além daquelas que impõem. Não é preciso muito esforço para percebermos o quanto irão sofrer em outros ambientes como a escola, por exemplo.

Temos, enquanto pais, muita responsabilidade na educação de nossos filhos, e neste pacote estão inclusos afeto, amor, diálogo, carinho, atenção, mas também cobranças, limites, negativas, pois este balanço irá promover o reconhecimento que a vida é feita de prazeres, mas também de esforços, que dependem muito de como a pessoa se coloca no mundo, a forma como ela respeite os ambientes e as demais pessoas com quem convive.


Permitido compartilhamento com citação da autoria do texto.

07 de abril de 2020.



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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

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Olá amigos e amigas do SÓ ESCOLA. Nesta postagem reunimos para vocês uma lista com mais de trinta Sequências Didáticas prontas para utilização em sala de aula.
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Fábulas, Carnaval, Volta às Aulas, Trabalhando nomes, matemática, português, Ensinar Pontuação e muito mais.

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