O Livro Negro do Comunismo (Le Livre noir du communisme: Crimes, terreur, répression) é um livro histórico publicado originalmente na França em 1997.
1. Autores
A obra foi organizada pelo historiador francês Stéphane Courtois e escrita em conjunto por um grupo de historiadores e pesquisadores europeus:
Stéphane Courtois
(Coordenador, Introdução e Conclusão) Nicolas Werth
(Historiador especialista em União Soviética) Jean-Louis Panné
(Historiador do movimento operário) Andrzej Paczkowski
(Historiador polonês) Karel Bartošek
(Historiador e dissidente checo) Jean-Louis Margolin
(Especialista na Ásia moderna)
Colaboraram também com capítulos específicos: Rémi Kauffer, Pierre Rigoulot, Pascal Fontaine, Yves Santamaria e Sylvain Boulouque.
2. Estrutura dos Capítulos e Conteúdo
O livro é dividido em cinco partes principais, além de uma introdução geral e de uma conclusão crítica:
Introdução
Os Crimes do Comunismo
(por Stéphane Courtois) — Apresenta os levantamentos numéricos de vítimas e o debate sobre os aspectos criminosos e totalitários da ideologia no poder.
Primeira Parte: Um Estado contra seu Povo (União Soviética)
(Escrito por Nicolas Werth)
Os paradoxos e mal-entendidos de Outubro
O punho de ferro da ditadura do proletariado
O Terror Vermelho
A guerra suja
De Tambov à grande fome
Da trégua à "grande virada"
A coletivização forçada e a "deskulakização"
A grande fome ucraniana (Holodomor)
Os "elementos socialmente estranhos" e os ciclos de repressão
O Grande Terror (1936–1938)
O império dos campos (Gulag)
O avesso de uma vitória
Apogeu e crise do sistema Gulag
O último complô
Segunda Parte: Revolução Mundial, Guerra Civil e Terror
(Escrito por Stéphane Courtois, Jean-Louis Panné e Rémi Kauffer)
O Komintern em ação
A sombra do NKVD na Espanha
Terror no interior dos partidos comunistas
Terceira Parte: A Outra Europa Vítima do Comunismo
(Escrito por Andrzej Paczkowski e Karel Bartošek)
Polônia, a "nação inimiga"
A Europa Central e Oriental sob o jugo soviético (Alemanha Oriental, Checoslováquia, Romênia, Bulgária, Hungria e Albânia)
Quarta Parte: Comunismos da Ásia: entre "Reeducação" e Massacre
(Escrito por Jean-Louis Margolin e Pierre Rigoulot)
China: Uma longa marcha na noite
Coreia do Norte, Vietnã e Laos: A semente do dragão
Camboja: No país do crime desconcertante (Khmer Vermelho)
Quinta Parte: O Terceiro Mundo
(Escrito por Pascal Fontaine, Yves Santamaria e Sylvain Boulouque)
América Latina (Cuba, Nicarágua e a atuação do Sendero Luminoso no Peru)
Afrocomunismos (Etiópia, Angola e Moçambique)
O Afeganistão e a intervenção soviética
Conclusão
Por que? (por Stéphane Courtois) — Discute o caráter sistêmico da violência nos regimes marxistas-leninistas do século XX.
Para aprofundar e fundamentar a visão conservadora sobre o comunismo e o coletivismo radical, aqui estão algumas das principais obras e autores fundamentais divididos pelos eixos centrais do raciocínio:
1. Crítica à Engenharia Social e à Utopia
Reflexões sobre a Revolução na França(Edmund Burke, 1790)O clássico do conservadorismo moderno. Burke analisa como a tentativa de destruir as tradições, a religião e as instituições orgânicas da noite para o dia para construir uma utopia abstrata leva inevitavelmente ao caos e ao terror estatal.
Pensadores da Nova Esquerda/Fools, Frauds and Firebrands(Roger Scruton, 1985/2015)Scruton disseca o pensamento de intelectuais marxistas e neomarxistas, criticando a rejeição conservadora da engenharia social e o abandono da realidade empírica em prol de jargões utópicos.
2. A Inevitabilidade do Totalitarismo e do Controle Estatal
O Caminho da Servidão(Friedrich Hayek, 1944)Embora Hayek seja da escola liberal/liberal-conservadora, sua obra é indispensável na literatura conservadora. Ele demonstra como o planejamento centralizado da economia exige o controle progressivo de todas as esferas da vida humana, resultando inevitavelmente no totalitarismo.
A Origem do Totalitarismo(Hannah Arendt, 1951)Embora Arendt não seja puramente conservadora, sua análise teórica sobre o funcionamento do Nazismo e do Estalinismo demonstra como regimes totalitários utilizam a ideologia absoluta para destruir as estruturas sociais e a individualidade humana.
3. Experiência Histórica e a Negação da Natureza Humana
O Arquipélago Gulag(Aleksandr Solzhenitsyn, 1973)Um dos livros mais impactantes do século XX. O autor (vencedor do Nobel de Literatura) relata sua experiência nos campos de trabalho forçado soviéticos e expõe como o terror estatal era uma parte estrutural e necessária do sistema comunista, e não um "desvio".
O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror e Repressão(Stéphane Courtois et al., 1997)Obra historiográfica de referência organizada por historiadores europeus que documenta com dados, arquivos de Estado e fatos os impactos humanos dos regimes de inspiração comunista pelo mundo.
4. Tradição, Propriedade e Análise Cultural no Contexto Brasileiro
Como Ser um Conservador(Roger Scruton, 2014)Uma introdução clara e moderna sobre os valores conservadores (defesa do lar, da beleza, da propriedade e das tradições locais) em oposição às soluções centralizadoras do Estado e do coletivismo.
O Imbecil Coletivo/O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser um Imbecil(Olavo de Carvalho, 1996/2013)Principais referências da literatura conservadora brasileira recente, focadas na crítica ao marxismo cultural, à hegemonia de pensamento na academia e na imprensa, e na defesa do papel da cultura e da religião.

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