segunda-feira, 14 de abril de 2008

Infelizmente, eles não compreenderam...?



A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial.

A pergunta era essa:

“Por favor, diga honestamente, qual sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo.”

O resultado foi desastroso. Foi um total fracasso.

Os europeus, não entenderam o que era... “escassez”.

Os africanos, não sabiam o que eram... “alimentos”.

Os argentinos não sabiam o significado da palavra... “por favor”.

Os norte americanos, perguntaram o significado de...“o resto do mundo”.

Os cubanos, estranharam e pediram maiores explicações sobre...“opinião”.

E o congresso brasileiro, ainda está debatendo o que é...“honestidade”...

É fácil trocar as palavras... Difícil é interpretar o silêncio!
É fácil caminhar lado a lado...
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto...
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos...
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor...
Difícil é conter a sua torrente!
É fácil conviver com pessoas...
Difícil é formar uma equipe

MAGO DA LUZ
Este artigo é de um amigo de Salvador que participa no Yahoo!Respostas . Obbrigado Mago da Luz.

Quais as relações entre o planejamento avaliação e a aprendizagem ?

O vídeo a seguir, nos mostra um planejamento. Não espere acabar seu curso para aprender a planejar. Aprenda agora pesquise agora. Que amanhã, você pode não ter chances de o fazer. João Maria.


Planejamento e avaliação
O planejamento, a meu ver, é indissociável à prática da avaliação, mesmo que não sistematicamente, todo professor faz uma avaliação do processo.
Neste processo de planejar e avaliar, os primeiros elementos sobre os quais se deve buscar uma explicitação são os objetivos da prática docente, em termos de competências, habilidades e atitudes a se desenvolver e de conceitos e procedimentos a se construir.
O planejar exige a explicitação prévia dos objetivos de ensino, com subseqüente reflexão quanto às expectativas das atividades para o desenvolvimento desejado. A análise da produção do aluno, também, é um momento essencial para o processo de planejar e avaliar.
É estreita e indivisível a relação existente entre a avaliação e os demais elementos do planejamento no processo de ensinar e aprender, porque da mesma forma que se avalia o que se ensinou, ou o que se aprendeu, avalia-se para ensinar e aprender melhor. Assim, não há como dissociar a avaliação dos demais elementos que constituem o planejamento no intuito de alcançar uma prática significativa em sala de aula.
Libâneo ( 1994, p.119 ) explicita essa correspondência quando, falando sobre a relação dos conteúdos com os objetivos, naturalmente antecipa a questão da avaliação e da metodologia: “Os objetivos antecipam os resultados e os processos esperados do trabalho conjunto do professor e dos alunos, expressando conhecimentos, habilidades e hábitos (conteúdos) a serem assimilados de acordo com as exigências metodológicas [...]”
Em geral, a avaliação, como elemento constitutivo do planejamento, é citada como se ela tivesse um lugar fixo na dinâmica do processo de ensino e aprendizagem. É comum os professores colocarem a avaliação como um elemento final desse processo. Porém, sendo diagnóstica, aparecerá tanto no início, para detectar o ponto de partida, como durante o andamento do processo, para perceber o desenvolvimento da caminhada, e por último, ao término de um determinado período como ponto de chegada, ainda que provisório, para julgar as possibilidades de avanço ou de recuo, como momento próprio de pontuação dos resultados, mas sempre como diagnóstico para a continuidade. Na prática, como indica Luckesi (1996, p.150) “a avaliação tem sido executada como se existisse independente do projeto pedagógico e do processo de ensino e, por isso , tem-se destinado exclusivamente a uma atribuição de notas e conceitos aos alunos”.
O que observamos nos instrumentos de avaliação das professoras estudadas, em consonância com os planos apresentados, é que não existe uma estreita relação entre os elementos constitutivos do planejamento. Embora muito já se tenha avançado teoricamente na questão do planejamento, a sua significação ainda precisa ser discutida, porquanto é comum perceber a manutenção da idéia do planejamento como algo a ser entregue à supervisão da escola, na perspectiva de controle. Essa idéia tem um sentido lógico quando se remete ao aspecto histórico da questão, já que, o ato de planejar tenha nascido com o homem, a sistematização do planejamento se fez no final do século XIX, com o surgimento da ciência da Administração, portanto, fora do ambiente escolar, ligada ao mundo da produção.
Foi Taylor quem introduziu o pensamento dicotômico de planejamento e execução na tentativa de separar concepção e realização, definindo assim que a uns é dado o direito de pensar, a outros o de executar. Dessa forma, abriu-se espaço para o planejamento tecnocrático: poder de decisão nas mãos dos “técnicos”, dos “especialistas”. (VASCONCELLOS 1999, p. 27) .
É nesse contexto que surge o planejamento como algo que precisa ser feito, como processo de racionalização, organização e coordenação. Na escola, no entanto, para que o professor cumpra a sua real função, é preciso que esteja fundamentado nas exigências sociais, num projeto definido de visão de mundo, de sociedade e do homem que se quer formar.
A ação de planejar, portanto, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para controle administrativo; é , antes, a atividade consciente de previsão das ações docentes, fundamentadas em opções político-pedagógicas (LIBÂNEO, 1994, p.222).
Vasconcellos simplifica e, ao mesmo tempo, dá significação ao planejamento quando diz: “planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto; é buscar fazer algo incrível, essencialmente humano: o real ser comandado pelo ideal” (1999, p.35) (grifos do autor).
Elementos do planejamento: uma relação de interdependência

Desde os tempos do curso do magistério, ou nos primeiros dias de aula, o professor sabe que planejamento é constituído de objetivos, conteúdos metodologia e avaliação. No entanto, muitas vezes não faz a devida, a fundamental e imprescindível, correspondência entre esses elementos.
Os elementos interdependentes do planejamento de ensino estão ligados ao para que ensinar? O que ensinar? Como ensinar? Estes, correspondem respectivamente a objetivos, conteúdos e metodologia, que naturalmente estão todos interligados com a avaliação. Parece-nos tão lógica essa relação que dispensaria maior reflexão sobre o assunto, porém, se o problema ainda persiste, devem existir também tentativas de clarear a conexão entre os elementos constitutivos do planejamento.
Primeiramente é oportuno dizer que, em relação aos objetivos, estes não são quaisquer objetivos, nem simplesmente os listados a partir de um conteúdo escolhido quase que aleatoriamente. São, sim, aqueles definidos a partir da análise da realidade social, econômica, cultural, que estão pautados na visão de sociedade, acima já colocada, que naturalmente tem relação com o para que ensina, para quem e o que ensinar. Estes que são a linha diretiva do trabalho do professor, deverão estar muito bem definidos para ele, a fim de que possa transmiti-los aos alunos e ambos possam, juntos, diminuir a distância entre o onde se está e o aonde se quer chegar.
Quanto á significação dos objetivos, Libâneo (1994, p.122) deixa-as claros e explicitados de maneira simples, porém contundente, quando a eles se refere:
Os objetivos são o ponto de partida, as premissas gerais do processo pedagógico. Representam as exigências da sociedade em relação à escola, ao ensino, aos alunos e, ao mesmo tempo, refletem as opções políticas e pedagógicas dos agentes educativos em face das contradições sociais existentes na sociedade.
Da mesma maneira, os conteúdos e a metodologia a serem adotados, serão coerentes com os objetivos, isto é, se o aonde ir está definido, naturalmente se encontram os melhores caminhos pra chegar lá. Isso se refere ao como ensinar. E, conseqüentemente, se avalia o percurso feito a partir do que se tinha em mente realizar. Se tudo estiver evidente para o professor em sala de aula, este esclarecerá aos alunos o sentido do para quer, o que, e o como aprender. Além disso, mostrará o significado da avaliação diagnóstica a fim de que adquiram, para toda vida, a autonomia para continuar aprendendo a aprender.

Uma bibliografia sobre o assunto:

Bibliografia

ÁLVAREZ MÉNDEZ, Juan Manuel. Avaliar para conhecer, examinar para excluir. Tradução de Magda Schwarzhaupt Chaves. Porto Alegre: ArtMed editora, 2002.

DARSIE, Marta Maria Pontin. Avaliação da aprendizagem. In: Cadernos de Pesquisa, Revista de Estudos e Pesquisas em Educação, Fundação Carlos Chagas, n. 99, nov., 1996.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 16 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.]

HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Editora Mediação, 1999.
_______. Avaliação mito e desafio: uma perspectiva construtivista. Porto Alegre: Educação e Realidade Revistas e Livros, 1993.

PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: ArtMed, 1999.
_____. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação. Porto Alegre: ArtMed, 2000.

ROCHA, Abel Paiva. Avaliação de escolas. Porto: Edições ASA, 1999.
SACRISTÁN, J. Gimeno. A Avaliação no ensino. In: SACRISTÁN, J. Gimeno e PÉREZ GÓMEZ. A. I. Compreender e transformar o ensino. 4ª ed. ArtMed, 1998.

SILVA, Janssen Felipe da. Modelo de formação para professores da educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental: aproximações e distanciamentos políticos, epistemológicos e pedagógicos. In: Igualdade e diversidade na educação. Anais do XI Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE). Goiânia, 2002.

SOUSA, Clarilza Prado de (Org.). Avaliação do rendimento escolar, sedimentação de significados. In: Sousa, Clarilza Prado de. Avaliação do rendimento escolar. 6ª ed. Campinas : Papirus, 1997.

VALADARES, Jorge & GRAÇA, Margarida. Avaliando....para melhorar a aprendizagem. Lisboa: Plátano Edições Técnica: 1998.

VIANNA, Heraldo Marelim. Avaliação educacional e o avaliador. São Paulo: IBRASA, 2000.

ZABALA, Antoni. A Avaliação. In: ZABALA, Antoni. A Prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
5 meses atrás
Fonte(s):
http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/boleti...

http://www.uel.br/pessoal/berbel/metodol...

domingo, 13 de abril de 2008

O Quarto Poder. Dossiê Da Revista Veja.


A você que visita sempre meu Blog, pergunto vc confia na mídia. Veja está matéria sobre os podres da revista Veja.

O caso de Veja por Luís Nassif

Estilo neocon, política e negócios para enviar informações para comentar
O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.
Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.
O primeiro conjunto são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo.
O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década..
A terceira, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos.
O estilo neocon
De um lado há fenômenos gerais que modificaram profundamente a imprensa mundial nos últimos anos. A linguagem ofensiva, herança dos “neocons” americanos, foi adotada por parte da imprensa brasileira como se fosse a última moda.
Durante todos os anos 90, Veja havia desenvolvido um estilo jornalístico onde campeavam alusões a defeitos físicos, agressões e manipulação de declarações de fonte. Quando o estilo “neocon” ganhou espaço nos EUA, não foi difícil à revista radicalizar seu próprio estilo.
Um segundo fenômeno desse período foi a identificação de uma profunda antipatia da chamada classe média mídiatica em relação ao governo Lula, fruto dos escândalos do “mensalão”, do deslumbramento inicial dos petistas que ascenderam ao poder, agravado por um forte preconceito de classe. Esse sentimento combinava com a catarse proporcionada pelo estilo “neocon”. Outros colunistas utilizaram com talento – como Arnaldo Jabor -, nenhum com a fúria grosseira com que Veja enveredou pelos novos caminhos jornalísticos.
O jornalismo e os negócios
Outro fenômeno recorrente – esse ainda nos anos 90 -- foi o da terceirização das denúncias e o uso de notas como ferramenta para disputas empresariais e jurídicas.
A marketinização da notícia, a falta de estrutura e de talento para a reportagem tornaram muitos jornalistas meros receptadores de dossiês preparados por lobistas.
Ao longo de toda a década, esse tipo de jogo criou uma promiscuidade perigosa entre jornalistas e lobistas. Havia um círculo férreo, que afetou em muitos as revistas semanais. E um personagem que passou a cumprir, nas redações, o papel sujo antes desempenhado pelos repórteres policiais: os chamados repórteres de dossiês.
Consistia no seguinte:
O lobista procurava o repórter com um dossiê que interessava para seus negócios.
O jornalista levava a matéria à direção, e, com a repercussão da denúncia ganhava status profissional.
Com esse status ele ganhava liberdade para novas denúncias. E aí passava a entrar no mundo de interesses do lobista.
O caso mais exemplar ocorreu na própria Veja, com o lobista APS (Alexandre Paes Santos).

Durante muito tempo abasteceu a revista com escândalos. Tempos depois, a Policia Federal deu uma batida em seu escritório e apreendeu uma agenda com telefones de muitos políticos. Resultou em uma capa escandalosa na própria Veja em 24 de janeiro de 2001 (clique aqui) em que se acusavam desde assessores do Ministro da Saúde José Serra de tentar achacar o presidente da Novartis, até o banqueiro Daniel Dantas e o empresário Nelson Tanure de atuarem através do lobista.
Na edição seguinte, todos os envolvidos na capa enviaram cartas negando os episódios mencionados. Foram publicadas sem que fossem contestadas.
O que a matéria deixou de relatar é que, na agenda do lobista, aparecia o nome de uma editora da revista - a mesma que publicara as maiores denúncias fornecidas por ele. A informação acabou vazando através do Correio Braziliense, em matéria dos repórteres Ugo Brafa e Ricardo Leopoldo.
A editora foi demitida no dia 9 de novembro, mas só após o escândalo ter se tornado público.
Antes disso, em 27 de junho de 2001(clique aqui) Veja publicou uma capa com a transcrição de grampos envolvendo Nelson Tanure. Um dos “grampeados” era o jornalista Ricardo Boechat. O grampo chegou à revista através de lobistas e custou o emprego de Boechat, apesar de não ter revelado nenhuma irregularidade de sua parte.
Graças ao escândalo, o editor responsável pela matéria ganhou prestígio profissional na editora e foi nomeado diretor da revista Exame. Tempos depois foi afastado, após a Abril ter descoberto que a revista passou a ser utilizada para notas que não seguiam critérios estritamente jornalísticos.
Um dos boxes da matéria falava sobre as relações entre jornalismo e judiciário.

O boxe refletia, com exatidão, as relações que, anos depois, juntariam Dantas e a revista, sob nova direção: notas plantadas servindo como ferramenta para guerras empresariais, policiais e disputas jurídicas.
Próximo capítulo: "A mudança de comando"

O caso de Veja Em PDF
A mudança de comando Em PDF
A guerra das cervejas Em PDF
O caso André Esteves Em PDF
O caso COC Em PDF
Primeiros ataques a Dantas Em PDF
Assassinatos de reputação Em PDF
O quarteto de Veja Em PDF
Os primeiros serviços Em PDF
O caso Edson Vidigal Em PDF
O dossiê falso
O bookmark de Mainardi
Lula, meu álibi
Os Mais Vendidos
A imprensa e o estilo Dantas
O método Veja de jornalismo
A cara da Veja
O último factóide
O araponga e o repórter
O macartismo e o jornalismo de negócios
Quem é Luis Nassif.
Luis Nassif foi introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003 e 2005, em eleição direta da categoria.
A ilustração acima é do filme Quarto Poder, em inglês Mad City.

O Quarto Poder (Mad City)

Sinopse
Em Madeline, Califórnia, um repórter de televisão (Dustin Hoffman) que está em baixa, mas já foi um profissional respeitado de uma grande rede, está fazendo uma cobertura sem importância em um museu de história natural quando testemunha um segurança demitido (John Travolta) pedir seu emprego de volta e, não sendo atendido, ameaçar a diretora da instituição com uma espingarda. Ele nada faz com ela, mas acidentalmente fere com um disparo acidental um antigo colega de trabalho. O repórter, de dentro do museu, consegue se comunicar com uma estagiária que está em uma caminhonete nas proximidades, antes de ser descoberto pelo ex-segurança, que agora fez vários reféns, inclusive um grupo de crianças que visitavam o museu. Em pouco tempo um pedido de emprego e um tiro acidental se propagam de forma geométrica, atraindo a atenção de todo o país. O repórter convence ao segurança que este lhe dê uma matéria exclusiva e promete em troca comover a opinião pública com a triste história do guarda desempregado. É a sua chance de se projetar e voltar para Nova York, mas nem tudo acontece como o planejado. Os fatos são manipulados pela imprensa e tudo sai do controle, pois apenas altos salários e índices de audiência contam e a verdade não é tão importante assim.
Informações TécnicasTítulo no Brasil: O Quarto PoderTítulo Original: Mad CityPaís de Origem: EUAGênero: DramaClassificação etária: 16 anosTempo de Duração: 115 minutosAno de Lançamento: 1997Site Oficial: Estúdio/Distrib.: Warner Home VideoDireção: Costa-Gravas
ElencoDustin Hoffman .... Max BrackettJohn Travolta .... Sam BailyMia Kirschner .... LaurieAlan Alda .... Kevin HollanderRobert Prosky .... Lou PottsBlythe Danner .... Sra. BanksWilliam Atherton .... DohlenTed Levine .... LemkeTammy Lauren .... Srta. RoseRaymond J. Barry .... DobbinsLucinda Jenney .... JennyAkosua Busia .... DianeJay Leno .... Jay LenoLarry King .... Larry King

A importância do Psicopedagogo, na Escola.



A Importância Do Psicopedagogo


A Importância do Psicopedagogo Dentro da Instituição Escolar
1. IntroduçãoA Psicopedagogia constitui-se em uma justaposição de dois saberes - psicologia e pedagogia - que vai muito além da simples junção dessas duas palavras. Isto significa que é muito mais complexa do que a simples aglomeração de duas palavras, visto que visa a identificar a complexidade inerente ao que produz o saber e o não saber. É uma ciência que estuda o processo de aprendizagem humana, sendo o seu objeto de estudo o ser em processo de construção do conhecimento.Surgiu no Brasil devido ao grande número de crianças com fracasso escolar e de a psicologia e a pedagogia, isoladamente, não darem conta de resolver tais fracassos. O Psicopedagogo, por sua vez, tem a função de observar e avaliar qual a verdadeira necessidade da escola e atender aos seus anseios, bem como verificar, junto ao Projeto Político-Pedagógico, como a escola conduz o processo ensino-aprendizagem, como garante o sucesso de seus alunos e como a família exerce o seu papel de parceira nesse processo.Considerando a escola responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho do Psicopedagogo na instituição escolar tem um caráter preventivo no sentido de procurar criar competências e habilidades para solução dos problemas. Com esta finalidade e em decorrência do grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem e de outros desafios que englobam a família e a escola, a intervenção psicopedagógica ganha, atualmente, espaço nas instituições de ensino.O presente artigo, que surgiu da preocupação existente com nossa prática como educadora e de nossa crença de que cada um constrói seus próprios conhecimentos por meio de estímulos, tem justamente o objetivo de fazer uma abordagem sobre a atuação e a importância do Psicopedagogo dentro da instituição escolar.2. A Formação do Psicopedagogo e a Regulamentação da ProfissãoNo Brasil, a formação do psicopedagogo vem ocorrendo em caráter regular e oficial desde a década de 70 em instituições universitárias de renome. Esta formação foi regulamentada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) em cursos de pós-graduação e especialização, com carga horária mínima de 360h. O curso deve atender às exigências mínimas do Conselho Federal de Educação quanto à carga horária, critérios de avaliação, corpo docente e outras. Não há normas e critérios para a estrutura curricular, o que leva a uma grande diversificação na formação.Os cursos de psicopedagogia formam profissionais aptos a trabalhar na área clínica e institucional, que pode ser a escolar, a hospitalar e a empresarial. No Brasil, só poderão exercer a profissão de psicopedagogo os portadores de certificado de conclusão em curso de especialização em psicopedagogia em nível de pós-graduação, expedido por instituições devidamente autorizadas ou credenciadas nos termos da lei vigente - Resolução 12/83, de 06/10/83 - que forma os especialistas, no caso, os então chamados "especialistas em psicopedagogia" ou psicopedagogos.A lei que trata do reconhecimento da profissão de psicopedagogo está na câmara dos deputados federais. Psicopedagogos elaboraram vários documentos nos anos de 1995 e 1996, explicitando suas atribuições, seu campo de atuação, sua área científica e seus critérios de formação acadêmica, um trabalho que contou com a colaboração de muitos.O psicopedagogo possui a Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp) como elo de interlocução. A ABPp iniciou com um grupo de estudos formado por profissionais preocupados com os problemas de aprendizagem, sendo que, atualmente, também busca o reconhecimento da profissão.É do Deputado Federal Barbosa Neto o projeto de reconhecimento desse profissional (Projeto de Lei 3124/97). De início, o deputado propôs uma sondagem entre os políticos da época (1996) sobre a aceitação ou não do futuro projeto. Nesse período, o MEC organizava a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB), promulgada em dezembro do mesmo ano. A data que formalizou a entrada do Projeto de Lei é 14 de maio de 1997. Em 24 de junho desse mesmo ano, a ABPp assumiu, em visita à câmara, o reiterar do projeto junto às lideranças políticas do país, do que resultou a sua aprovação no dia 03 de setembro de 1997 pela Comissão de Trabalho de Administração e Serviço Público.Após esta aprovação, o projeto foi encaminhado à 2ª Comissão, que é a de Educação, Cultura e Desporto, acontecendo, então, em 18 de junho de 1998 e 06 de junho de 2000, audiências para aprofundamento do tema. A aprovação nessa comissão ocorreu em 12 de setembro de 2001, após um trabalho exaustivo da relatora Marisa Serrano, do Deputado Federal Barbosa Neto e dos psicopedagogos que articularam tal discussão no Brasil.Em 20 de setembro de 2001, houve mais um avanço político com a aprovação do Projeto de Lei 10891, da autoria do Deputado Estadual (SP) Claury Alves da Silva. O Projeto de Lei 10891 "autoriza o poder Executivo a implantar assistência psicológica e psicopedagógica em todos os estabelecimentos de ensino básico público, com o objetivo de diagnosticar e prevenir problemas de aprendizagem".Atualmente, o Projeto de Lei que regulamenta a profissão do Psicopedagogo está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação para ser aprovado. Quando aprovado, irá para o Senado onde terá que passar por três comissões: Trabalho, Educação e Constituição, Justiça e Redação para, finalmente, ser sancionado pelo Presidente da República.No momento, a profissão de Psicopedagogo, tendo em vista o trabalho de outras gestões da ABPp ( Associação Brasileira de Psicopedagogia ) e dessa última, tem amparo legal no Código Brasileiro de Ocupação. Isto quer dizer que já existe a ocupação de Psicopedagogo, porém, isso não é suficiente. Faz-se necessário que esta profissão seja regulamentada.3. Áreas de Atuação do PsicopedagogoO psicopedagogo pode atuar em diversas áreas, de forma preventiva e terapêutica, para compreender os processos de desenvolvimento e das aprendizagens humanas, recorrendo a várias estratégias objetivando se ocupar dos problemas que podem surgir.Numa linha preventiva, o psicopedagogo pode desempenhar uma prática docente, envolvendo a preparação de profissionais da educação, ou atuar dentro da própria escola. Na sua função preventiva, cabe ao psicopedagogo detectar possíveis perturbações no processo de aprendizagem; participar da dinâmica das relações da comunidade educativa a fim de favorecer o processo de integração e troca; promover orientações metodológicas de acordo com as características dos indivíduos e grupos; realizar processo de orientação educacional, vocacional e ocupacional, tanto na forma individual quanto em grupo.Numa linha terapêutica, o psicopedagogo trata das dificuldades de aprendizagem, diagnosticando, desenvolvendo técnicas remediativas, orientando pais e professores, estabelecendo contato com outros profissionais das áreas psicológica, psicomotora. fonoaudiológica e educacional, pois tais dificuldades são multifatoriais em sua origem e, muitas vezes, no seu tratamento. Esse profissional deve ser um mediador em todo esse processo, indo além da simples junção dos conhecimentos da psicologia e da pedagogia.O psicopedagogo pode atuar tanto na Saúde como na Educação, já que o seu saber visa compreender as variadas dimensões da aprendizagem humana. Da mesma forma, pode trabalhar com crianças hospitalizadas e seu processo de aprendizagem em parceria com a equipe multidisciplinar da instituição hospitalar, tais como psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e médicos.No campo empresarial, o psicopedagogo pode contribuir com as relações, ou seja, com a melhoria da qualidade das relações inter e intrapessoais dos indivíduos que trabalham na empresa.4. O Psicopedagogo na Instituiçao EscolarDiante do baixo desempenho acadêmico, as escolas estão cada vez mais preocupadas com os alunos que têm dificuldades de aprendizagem, não sabem mais o que fazer com as crianças que não aprendem de acordo com o processo considerado normal e não possuem uma política de intervenção capaz de contribuir para a superação dos problemas de aprendizagem.Neste contexto, o psicopedagogo institucional, como um profissional qualificado, está apto a trabalhar na área da educação, dando assistência aos professores e a outros profissionais da instituição escolar para melhoria das condições do processo ensino-aprendizagem, bem como para prevenção dos problemas de aprendizagem.Por meio de técnicas e métodos próprios, o psicopedagogo possibilita uma intervenção psicopedagógica visando à solução de problemas de aprendizagem em espaços institucionais. Juntamente com toda a equipe escolar, está mobilizado na construção de um espaço adequado às condições de aprendizagem de forma a evitar comprometimentos. Elege a metodologia e/ou a forma de intervenção com o objetivo de facilitar e/ou desobstruir tal processo.Os desafios que surgem para o psicopedagogo dentro da instituição escolar relacionam-se de modo significativo. A sua formação pessoal e profissional implicam a configuração de uma identidade própria e singular que seja capaz de reunir qualidades, habilidades e competências de atuação na instituição escolar.A psicopedagogia é uma área que estuda e lida com o processo de aprendizagem e com os problemas dele decorrentes. Acreditamos que, se existissem nas escolas psicopedagogos trabalhando com essas dificuldades, o número de crianças com problemas seria bem menor.Ao psicopedagogo cabe avaliar o aluno e identificar os problemas de aprendizagem, buscando conhecê-lo em seus potenciais construtivos e em suas dificuldades, encaminhando-o, por meio de um relatório, quando necessário, para outros profissionais - psicólogo, fonoaudiólogo, neurologista, etc. que realizam diagnóstico especializado e exames complementares com o intuito de favorecer o desenvolvimento da potencialização humana no processo de aquisição do saber.Segundo Dembo (apud FERMINO et al, 1994, p.57), "Evidências sugerem que um grande número de alunos possui características que requerem atenção educacional diferenciada". Neste sentido, um trabalho psicopedagógico pode contribuir muito, auxiliando educadores a aprofundarem seus conhecimentos sobre as teorias do ensino-aprendizagem e as recentes contribuições de diversas áreas do conhecimento, redefinindo-as e sintetizando-as numa ação educativa. Esse trabalho permite que o educador se olhe como aprendente e como ensinante. Além do já mencionado, o psicopedagogo está preparado para auxiliar os educadores realizando atendimentos pedagógicos individualizados, contribuindo para a compreensão de problemas na sala de aula, permitindo ao professor ver alternativas de ação e ver como as demais técnicas podem intervir, bem como participando do diagnóstico dos distúrbios de aprendizagem e do atendimento a um pequeno grupo de alunos.Para o psicopedagogo, a experiência de intervenção junto ao professor, num processo de parceria, possibilita uma aprendizagem muito importante e enriquecedora, principalmente se os professores forem especialistas nas suas disciplinas. Não só a sua intervenção junto ao professor é positiva. Também o é a sua participação em reuniões de pais, esclarecendo o desenvolvimento dos filhos; em conselhos de classe, avaliando o processo metodológico; na escola como um todo, acompanhando a relação professor e aluno, aluno e aluno, aluno que vem de outra escola, sugerindo atividades, buscando estratégias e apoio.Segundo Bossa (1994, p.23),... cabe ao psicopedagogo perceber eventuais perturbações no processo aprendizagem, participar da dinâmica da comunidade educativa, favorecendo a integração, promovendo orientações metodológicas de acordo com as características e particularidades dos indivíduos do grupo, realizando processos de orientação. Já que no caráter assistencial, o psicopedagogo participa de equipes responsáveis pela elaboração de planos e projetos no contexto teórico/prático das políticas educacionais, fazendo com que os professores, diretores e coordenadores possam repensar o papel da escola frente a sua docência e às necessidades individuais de aprendizagem da criança ou, da própria ensinagem.O estudo psicopedagógico atinge seus objetivos quando, ampliando a compreensão sobre as características e necessidades de aprendizagem de determinado aluno, abre espaço para que a escola viabilize recursos para atender às necessidades de aprendizagem. Para isso, deve analisar o Projeto Político-Pedagógico, sobretudo quais as suas propostas de ensino e o que é valorizado como aprendizagem. Desta forma, o fazer psicopedagógico se transforma podendo se tornar uma ferramenta poderosa no auxílio de aprendizagem.
5. A Intervenção do Psicopedagogo Junto à FamíliaO conhecimento e o aprendizado não são adquiridos somente na escola, mas também são construídos pela criança em contato com o social, dentro da família e no mundo que a cerca. A família é o primeiro vínculo da criança e é responsável por grande parte da sua educação e da sua aprendizagem.É por meio dessa aprendizagem que a criança é inserida no mundo cultural, simbólico e começa a construir seus conhecimentos, seus saberes. Contudo, na realidade, o que temos observado é que as famílias estão perdidas, não estão sabendo lidar com situações novas: pais trabalhando fora o dia inteiro, pais desempregados, brigas, drogas, pais analfabetos, pais separados e mães solteiras. Essas famílias acabam transferindo suas responsabilidades para a escola, sendo que, em decorrência disso, presenciamos gerações cada vez mais dependentes e a escola tendo que desviar de suas funções para suprir essas necessidades.A escola, como observa Sarramona (apud IGEA, 2005, p 19), veio ocupar uma das funções clássicas da família que é a socialização: A escola se converteu na principal instituição socializadora, no único lugar em que os meninos e as meninas têm a possibilidade de interagir com iguais e onde se devem submeter continuamente a uma norma de convivência coletiva ....Considerando o exposto, cabe ao psicopedagogo intervir junto à família das crianças que apresentam dificuldades na aprendizagem, por meio, por exemplo, de uma entrevista e de uma anamnese com essa família para tomar conhecimento de informações sobre a sua vida orgânica, cognitiva, emocional e social.O que a família pensa, seus anseios, seus objetivos e expectativas com relação ao desenvolvimento de seu filho também são de grande importância para o psicopedagogo chegar a um diagnóstico.Vale lembrar o que diz Bossa (1994, p.74) sobre o diagnóstico:O diagnóstico psicopedagógico é um processo, um contínuo sempre revisável, onde a intervenção do psicopedagogo inicia, segundo vimos afirmando, numa atitude investigadora, até a intervenção. É preciso observar que esta atitude investigadora, de fato, prossegue durante todo o trabalho, na própria intervenção, com o objetivo de observação ou acompanhamento da evolução do sujeito.Na maioria das vezes, quando o fracasso escolar não está associado às desordens neurológicas, o ambiente familiar tem grande participação nesse fracasso. Boa parte dos problemas encontrados são lentidão de raciocínio, falta de atenção e desinteresse. Esses aspectos precisam ser trabalhados para se obter melhor rendimento intelectual. Lembramos que a escola e o meio social também têm a sua responsabilidade no que se refere ao fracasso escolar.A família desempenha um papel decisivo na condução e evolução do problema acima mencionado, pois, muitas vezes, não quer enxergar essa criança com dificuldades, essa criança que, muitas vezes, está pedindo socorro, pedindo um abraço um carinho, um beijo e que não produz na escola para chamar a atenção para o seu pedido, a sua carência. Esse vínculo afetivo é primordial para o bom desenvolvimento da criança.Concordamos com Souza (1995, p.58) quando diz que... fatores da vida psíquica da criança podem atrapalhar o bom desenvolvimento dos processos cognitivos, e sua relação com a aquisição de conhecimentos e com a família, na medida em que atitudes parentais influenciam sobremaneira a relação da criança com o conhecimento.Sabemos que uma criança só aprende se ela tem o desejo de aprender. E para isso é importante que os pais contribuam para que ela tenha esse desejo.Existe um desejo por parte da família quando a criança é colocada na escola, pois da criança é cobrado que seja bem-sucedida. Porém, quando esse desejo não se realiza como esperado, surgem a frustração e a raiva que acabam colocando a criança num plano de menos valia, surgindo, daí, as dificuldades na aprendizagem.Para Boszormeny (apud Polity, 2000),uma criança pode desistir da escola porque aceita uma responsabilidade emocional, encarregando-se do cuidado de algum membro da família. Isso se produz, em resposta à depressão da mãe e da falta de disponibilidade emocional do pai que, de maneira inconsciente, ratifica a necessidade que tem a esposa, que seu filho a cuide.A intervenção psicopedagógica também se propõe a incluir os pais no processo, por intermédio de reuniões, possibilitando o acompanhamento do trabalho realizado junto aos professores. Assegurada uma maior compreensão, os pais ocupam um novo espaço no contexto do trabalho, abandonando o papel de meros espectadores, assumindo a posição de parceiros, participando e opinando.
6. Considerações FinaisA profissão do psicopedagogo não está regulamentada, mas se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, na Câmara dos Deputados Federais, para ser aprovada. Enquanto isso, a formação do psicopedagogo vem ocorrendo em caráter regular e oficial em cursos de pós-graduação oferecidos por instituições devidamente autorizadas ou credenciadas.A psicopedagogia surgiu da necessidade de melhor compreensão do processo de aprendizagem, comprometido com a transformação da realidade escolar, na medida em que possibilita, mediante dinâmicas em sala de aula, contemplar a interdisciplinaridade, juntamente com outros profissionais da escola.O psicopedagogo estimula o desenvolvimento de relações interpessoais, o estabelecimento de vínculos, a utilização de métodos de ensino compatíveis com as mais recentes concepções a respeito desse processo. Procura envolver a equipe escolar, ajudando-a a ampliar o olhar em torno do aluno e das circunstâncias de produção do conhecimento, ajudando o aluno a superar os obstáculos que se interpõem ao pleno domínio das ferramentas necessárias à leitura do mundo.A aprendizagem humana é determinada pela interação entre o indivíduo e o meio, da qual participam os aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Dentro dos aspectos biológicos, a criança apresenta uma série de características que lhe permitem, ou não, o desenvolvimento de conhecimentos. As características psicológicas são conseqüentes da história individual, de interações com o ambiente e com a família, o que influenciará as experiências futuras, como, por exemplo, o conceito de si próprio, insegurança, interações sociais, etc.Nesse contexto, é pertinente concluir que:
É fundamental que a criança seja estimulada em sua criatividade e que seja respondida às suas curiosidades por meio de descobertas concretas, desenvolvendo a sua auto-estima, criando em si uma maior segurança, confiança, tão necessária à vida adulta;
­É preciso que os pais se impliquem nos processos educativos dos filhos no sentido de motivá-los afetivamente ao aprendizado. O aprendizado formal ou a educação escolar, para ser bem-sucedida não depende apenas de uma boa escola ou de bons programas, mas, principalmente, de como a criança é tratada em casa e dos estímulos que recebe para aprender;
É preciso entender que o aprender é um processo contínuo e não cessa quando a criança está em casa.As mudanças políticas, sociais e culturais são referenciais para compreender o que acontece nas escolas e no sistema educacional. O psicopedagogo deve saber interpretar e estar inteirado com essas mudanças para poder agir e colaborar, preocupando-se com que as experiências de aprendizagem sejam prazerosas para a criança e, sobretudo, que promovam o desenvolvimento.Portando, a psicopedagogia, pode fazer um trabalho entre os muitos profissionais, visando à descoberta e o desenvolvimento das capacidades da criança, bem como pode contribuir para que os alunos sejam capazes de olhar esse mundo em que vivem, de saber interpretá-lo e de nele ter condições de interferir com segurança e competência. Assim, o psicopedagogo não só contribuirá com o desenvolvimento da criança, como também contribuirá com a evolução de um mundo que melhore as condições de vida da maioria da humanidade.
7. Referências
BRASIL. Projeto de Lei 10.891. Disponível em http://www.psicopedagogiaonline.com.br. Acesso em 25 de julho de 2005.
BOSSA, Nádia. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.
FERMINO, Fernandes Sisto; BORUCHOVITH, Evely; DIEHL, Tolaine Lucila Fin. Dificuldades de aprendizagem no contexto psicopedagógico. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
IGEA, Benito del Rincón e colaboradores. Presente e futuro do trabalho psicopedagógico. Porto Alegre : Artmed, 2005.
POLITY, E. Pensando as dificuldades de aprendizagem à luz das relações familiares. Disponível em http://www.psicopedagogiaonline.com.br. Acesso em 18 de junho de 2005.
SOUZA, Audrey Setton Lopes. Pensando a inibição intelectual:perspectiva psicanalítica e proposta diagnóstica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1995.
A autora deste artigo é, Juliane Feldmann que é:
Pedagoga, pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica, com 13 anos de atuação como professora de sala de aula, do ensino fundamental de pré à 4ªsérie, com experiência em alfabetização e atualmente atuando como psicopedagoga clínica e ministrando cursos de capacitação para professores. Quem tiver interesse em receber os informativos dos cursos, me enviem um e-mail (psicojuliane@terra.com.br)Ver todos os artigos por Juliane Feldmann

Web-Artigos.

Seqüência Didática (4º série).


Seqüência Didática
Nova Escola
Matemática
Cálculo mental

OBJETIVO
- Utilizar o cálculo mental como ferramenta para controlar as produções.

ANO
4º.

TEMPO ESTIMADO
Seis aulas.

DESENVOLVIMENTO

1ª ETAPA
Lance a discussão para o grupo: quanto é a metade de 12/8? Muitos responderão que é 6/4, pois estarão usando os critérios válidos para os naturais, sem se dar conta de que 12/8 e 6/4 são frações equivalentes. Caso alguém afirme que a metade de 12/8 é 12/4 ou 6/8, peça para explicar como chegou a esses resultados. Em seguida, coloque outras questões: e se quisermos o dobro de 12/8? O leque de opções será igualmente variado: 24/8? 12/16? 24/16?

2ª ETAPA
Nas aulas posteriores, para aprofundar a discussão, crie oportunidades para que a turma resolva problemas dos seguintes tipos:

- Tenho de comprar 2 quilos e 1/4 de café. No supermercado há pacotes de 1/2, 1/4 e 1 quilo. Que pacotes devo levar? Quais as possibilidades? Quais escolho para levar a menor quantidade de pacotes?

- Alunos de outras séries afirmam que 1/5 é a metade de 1/10 e outros dizem que 1/10 é a metade de 1/5. Quem tem razão? Oriente-os a refletir recordando a atividade dos chocolates ou outros exemplos do trabalho já realizado com as frações.

AVALIAÇÃO
Peça que os alunos indiquem os pesos a ser agregados para equilibrar os pratos da balança (veja ilustração abaixo). Observe o raciocínio de cada um e peça que expliquem como chegaram às conclusões.

Ilustação Carlo Giovani





FONTE: ATIVIDADE ADAPTADA DA SITUAÇÃO PROPOSTA POR CLAUDIA BROITMAN,HORACIO ITZCOVICH, CECILIA PARRA E PATRICIA SADOVSKY NO DOCUMENTODE ATUALIZAÇÃO CURRICULAR Nº 4, GCBA, 1997

sábado, 12 de abril de 2008

Fases da Escrita Slides. Concepção da escrita nas series iniciais (Fundamental).



Este é um slade, que funciona como o power point. Clique na imagem para ir à página seguinte. No menu desta tela virtual você encontrará outros slads. Este material eu vi no blog da http://thomaziaqueiroga.blogspot.com/
SE você quer slides entre no http://www.slideshare.net/ Neste site você encontrará todos os tipos de slides.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dificuldades de Aprendizagem (Psicopedagogia).



Dificuldades com a Aprendizagem

Sonia Maria Gomes de Sá Küster
Pedagoga, Psicopedagoga


Antes de enfocarmos a dificuldade, se faz necessário falar sobre o processo de aprendizagem. Como este processo acontece ? Quando e por que surgem as dificuldades? A que estão relacionadas? Enfim, sem conhecermos este processo, fica difícil detectarmos a dificuldade propriamente dita.
De acordo com a Epistemologia Convergente, proposta por Jorge Visca, o ser humano aprende ininterruptamente do seu nascimento em diante.
Visto que esta teoria fundamenta-se na assimilação recíproca das contribuições das escolas piagetianas, psicoanalíticas e da psicologia social, podemos dizer que a aprendizagem é uma variável dependente dos aspectos afetivos, cognitivos e sociais que acontecem simultaneamente em virtude de um processo de retroalimentação constante.
Visca salienta a importância da protoaprendizagem (primeiro nível de aprendizagem) para o posterior desenvolvimento, uma vez que neste nível o aprendiz configura uma pré-condição para o nível seguinte. Este “nível de aprendizagem é construído em virtude da interação entre a organização biológica do bebê e a mãe ou quem cumpre este papel, vale dizer, o agente maternante” (Visca, 1999).
Esta relação com o agente maternante é influenciada pelo meio, constituído pelo pai, irmãos, avós, ... como também pelas experiências vivenciais que o aprendiz contactua. Pode-se concluir que a protoaprendizagem se prolonga até aproximadamente 2 anos de idade, quando o aprendiz termina a conduta puramente motriz e começa a função simbólica ou semiótica, caracterizada pela capacidade de representação de objetos e eventos.
O segundo nível de aprendizagem por que passa o aprendiz é denominado deuteroaprendizagem, caracterizado pela interação e trocas de experiências alcançadas no nível da protoaprendizagem e o meio familiar. Inicia-se no momento em começa a função simbólica caracterizada pelas cinco condutas descritas por Piaget: imitação diferida, jogo simbólico, desenho, imagem mental e linguagem falada – até o momento que a criança começa a sofrer as influências da comunidade, quando estabelece um conceito de mundo. Este conceito de mundo será influenciado pelas relações com os irmãos, com os avós e com os objetos naturais e culturais.
Neste nível muitas vezes o aprendiz inicia sua vida escolar com o ingresso na pré-escola. Nestas instituições as experiências por que passam continuam mantendo um caráter doméstico, propiciando um desenvolvimento harmônico e rico em experiências mediadoras, que estarão estimulando um amadurecimento tanto motor, quanto afetivo e cognitivo. Na pré-escola como o nome bem define, o aprendiz se encontra no meio do caminho entre a aprendizagem que se realiza na família e na escola primária.
O terceiro nível de aprendizagem nomeado de aprendizagem assistemática é caracterizado pelas interações que o aprendiz alcançou na deuteroaprendizagem e a comunidade restrita a que está inserido. Os contatos que mantém com a comunidade que lhe propiciam uma aprendizagem a partir da experiência vivida neste meio, como por exemplo o contato com o significado da escrita e do dinheiro em ações como acompanhar os pais ao supermercado, panificadora, etc. Portanto, cabe a nós enquanto integrantes de uma comunidade restrita, estimular uma interiorização de modelos adequados e condizentes com nossa sociedade e realidade. Tais estímulos implicam em conhecimentos, atitudes e destreza diante das situações do dia a dia.
O quarto e último nível de aprendizagem denominada sistemática é caracterizado pela capacidade em estabelecer trocas com as instituições educativas desde o 1º grau até o pós-doutorado, englobando as aprendizagens instrumentais, de conhecimentos fundamentais, de aquisições transculturais, de formação técnica e de aperfeiçoamento profissional, cada vez mais necessário nos dias atuais.
A partir do conhecimento do processo de aquisição da aprendizagem, o especialista em psicopedagogia consegue detectar que situações podem estar influenciando negativamente este processo, ou que mecanismos o aprendiz está utilizando que podem estar dificultando sua aprendizagem.
Quando recebemos a criança no consultório com uma dificuldade, é importante observamos e analisarmos o sistema familiar, escolar e social em que está inserida, além do seu próprio processo de aprendizagem, para podermos detectar o que pode estar obstaculizando esta aquisição.
A criança deve ser “olhada” como um todo, para podermos chegar nas “partes” e identificar as causas desta dificuldade.
Uma dificuldade de aprendizagem não é vista como patogenia e sim como um obstáculo que pode estar dificultando este processo.
Estes obstáculos são classificados por Jorge Visca como epistêmico, epistemofílico, epistemológico e funcional.
O obstáculo epistêmico refere-se a estrutura cognitiva do aprendiz, que deriva do nível de operatividade da estrutura cognitiva alcançada, ou seja ninguém pode aprender além do que sua estrutura cognitiva permite.
O obstáculo epistemofílico é utilizado para designar o vínculo afetivo que o aprendiz estabelece com os objetos e situações de aprendizagem. Um vínculo inadequado também possui a capacidade de impedir ou dificultar a aprendizagem.
O obstáculo epistemológico está relacionado ao meio cultural em que o aprendiz está inserido. Quando uma criança de um meio cultural desfavorecido é inserida em outro com melhores condições, poderá apresentar o que denominamos de obstáculo epistemológico. Crianças que acompanham os pais em países diferentes do seu de origem, poderão demonstrar uma dificuldade inicial de adaptação ao idioma e costumes, apresentando um obstáculo que Visca denomina de epistemológico.
Outro obstáculo que poderá estar dificultando o processo de aprendizagem é o funcional, que corresponde às diferenças de funcionalidade da estrutura do pensamento, como as desigualdades entre os aspectos figurativos e operativos, as formas de oscilações deste pensamento, a impossibilidade de usar certas justificativas, ... enfim, de que maneira o pensamento do aprendiz acontece.
Identificados os aspectos que poderão estar obstaculizando a aprendizagem, inicia-se o processo de modificação destes obstáculos, através da atuação do psicopedagogo.
Atuação esta que se diferencia na valorização do que o aprendiz traz e faz em situações de jogos de regras, na manifestação espontânea do fazer lúdico e na pesquisa e conseqüente construção de situações relacionadas com a leitura de mundo deste aprendiz. Trabalhamos com o que aprendeu e com o que sabe, valorizando o papel de aprendiz, buscando proporcionar novas e enriquecedoras aprendizagens.
Acreditamos em uma atuação que permita ao aprendiz perceber seu processo de aquisição da aprendizagem de forma significativa. Enfocamos as possibilidades de superação das dificuldades, trabalhando na zona de desenvolvimento proximal do aprendiz, estimulando o avançar de sua potencialidade.
A família e escola desempenham papéis fundamentais neste processo que deverá ser de parceria com o psicopedagogo. Contatos periódicos tanto com a família, como com a escola, possibilitam o repensar e redimensionar do trabalho psicopedagógico.
A Psicopedagogia não veio para substituir nenhuma ciência, nem para instrumentalizar formações deficientes, veio sim, para instigar os profissionais a pesquisa de novas práxis para as dificuldades do aprendiz, da instituição e da sociedade em geral.
Surgiu pela necessidade de profissionais das mais diversas áreas, que buscam respaldo teórico para intervir junto ao aprendiz ou instituição que apresenta dificuldade no processo de ensino aprendizagem. Esta busca nos levou a desenvolver uma formação que possibilite articular várias áreas de conhecimento, criando assim uma nova área de atuação.
A sincronicidade entre a teoria e a prática nos permite aprender como se aprende, interagindo com nossas próprias dificuldades de aprendizagem tentando entendê-las e transformá-las em crescimento profissional e pessoal.
A Psicopedagogia já tem seu espaço social reconhecido, assim como um o órgão de classe que reune profissionais preocupados com a formação e o exercício do Psicopedagogo. A Associação Brasileira de Psicopedagogia congrega e reune profissionais de diferentes formações, que pensam, registram, pesquisam e utilizam técnicas de trabalho que legitimam ainda mais uma práxis psicopedagógica.
Nossa preocupação com o exercício da reflexão, com a opção em que fazer, porque fazer, como fazer, para que e em que condições fazer é que legitimizam nossa profissão.

BIBLIOGRAFIA

RUBINSTEIN, Edith. Psicopedagogia: uma prática, diferentes estilos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999

VISCA, Jorge. Clínica Psicopedagógica: epistemologia convergente. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

VISCA, Jorge & Florencia. El Esquema Evolutivo del Aprendizaje. Buenos Aires: Enrique Titakis Servicios Gráficos, 1999.

VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

VYGOTSKY, L.S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

WADSWORTH, Barry. Inteligência e Afetividade da Criança na teoria de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1997.

Quer saber mais sobre este tema
entre,http://members.tripod.com/~Helenab/jan_hunt/distapr.htm

Filosofia Politica: Democracia (20 vídeos).



Estes vídeos são: sobre filosofia política(Democracia) que vão do 1 ao 4. Tem mais 16 vídeos sobre filosofia. De Paulo Ghiraldelli Jr. Filosofo, que por sinal é um dos mais destacados na América Latina. Para poder ver estes vídeos basta clicar no menu desta tela digital. Obrigado e boa sexta-feira a você. Se quiser saber mais entre em, http://www.centrodefilosofia.com.br/index.html.

Hoje é dia do sagrado Amalaki Ekadasi dia 27/02/26 sexta-feira explicando e lendo

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