segunda-feira, 19 de maio de 2008

Pluralidade Cultural

rafazero27

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Projeto Interdisciplinar 4ª série anos iniciais. (PCNs Temas Transversais).


Todos os sonhos barrocos deslizando pela pedra...

~ Cecília Meirelles ~

Projeto Interdisciplinar

4ª série – 2005

Tema: “Minas Gerais : do ouro aos dias atuais”

Áreas do Conhecimento: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História, Geografia, Inglês, Educação Física, Ensino Religioso e Arte. Os seguintes temas transversais também serão abordados : Ética , Saúde, Meio Ambiente e Pluralidade Cultural.

Professoras responsáveis: Ana Cristina, Carla, Cibele , Claudia Regina , Elisabete e Keila

Equipe de Informática Educativa: Profª Meire, Profª Claudia e Fernando.

Orientadora Responsável: Profª Veralice

I-Justificativa:

Os mineiros conquistaram ao longo do tempo, o reconhecimento de ser uma gente forte e lutadora. Aprenderam a lutar por seus sonhos e ideais, abraçando suas causas, sem pressa em conquistá-las. São os modos de ser dessa gente. Nas montanhas e serras milenares nasceram as Minas do Ouro e diamante.

O apogeu do ouro não foi longo em termos de tempo, mas representou um período de profundas alterações da estrutura colonial. Minas Gerais marcou, de forma definitiva, a história econômica e política do Brasil; seja pelas riquezas retiradas do seu solo; seja pelas idéias de liberdade que incendiaram o desejo de sermos donos dos nossos próprios destinos.

Foi em Minas Gerais que o Brasil cresceu e se desenvolveu.

Vamos desenvolver nosso projeto para juntos compreender, divulgar e, sobretudo, continuar a realizar o destino dessa gente.

A partir das ações desencadeadas pelo projeto, pretende-se enriquecer a bagagem de conhecimentos dos alunos, da qual fazem parte todas as experiências por eles vivenciadas.

A proposta de trabalho é considerar esse universo, solicitando ao aluno expressar seus conhecimentos prévios emitindo seus pontos de vista, cabendo ao professor conduzir as discussões e enriquecê-las utilizando-se de diversos recursos como a tecnologia, a expressão artística e a ampla bibliografia sobre o tema.

As diversas etapas do projeto possibilitarão uma atitude investigativa, estimulando a reorganização do saber individual e coletivo.


II-Objetivos por áreas do conhecimento

Artes

· Realizar releituras de obras relacionadas a mineração, ao ciclo do ouro, identificando Aleijadinho, o escultor principal da região de Minas Gerais.
· Confeccionar lembranças para o Espaço Cultural relacionada ao tema.
· Apresentar na festa junina, danças e músicas relacionadas ao projeto.

Língua Portuguesa:

· Estimular a coleta de dados através de pesquisas dirigidas sobre os assuntos abordados.
· Interpretar e reconhecer as idéias principais das informações coletadas.
· Realizar pesquisas sobre os assuntos abordados em estudo, interpretar e reconhecer as idéias principais das informações coletadas.
· Relacionar fatos atuais com fatos ocorridos na época.
· Ler, interpretar, reproduzir poemas e receitas relacionadas com Minas Gerais, Ouro, Barroco e Aleijadinho.
· Entre vários autores pesquisar poemas e receitas.
· Pesquisar comidas mineiras.
· Promover uma entrevista com pessoas que viveram e nasceram nas cidades históricas.
· Elaborar uma poesia sobre as cidades visitadas na saída cultural.
· Estimular e possibilitar a leitura compartilhada de livros paradidáticos sobre o tema.
· Comparar e identificar diferentes estruturas de cada tipo de texto , concluindo sobre as diferentes finalidades , estruturas e interlocutores .
· Exercitar a oralidade no trabalho de entrevista , relacionado a leitura em voz alta com a função social.
· Identificar na intertextualização/intertextualidade as relações entre os textos , as linguagens e os vários estilos.
· Despertar nos leitores o interesse pela arte e investigar a história do Barroco.
· Possibilitar o contato com diferentes gêneros textuais e literários.


Matemática

· .Analisar, interpretar e reconhecer as características que definem a arquitetura barroca.
· Desafiar, através de situações-problema, mediante um exemplar da arquitetura barroca, identificando a presença de ângulos.
· Analisar o significado das retas paralelas perpendiculares existentes em exemplar barroco observado.
· Aprender a medir os ângulos, formalizando-se em sistemas de medidas, transferindo para o cotidiano.
· Representar as medidas em um sistema de referência, através de tabelas e gráficos , comparando , reproduzindo e interpretando.
· Simular o valor monetário do exemplar analisado, trazendo para o cotidiano.

Ciências

. Aprender a recolher dados científicos a partir da observação dos diferentes tipos de rochas que fazem parte das esculturas mineiras.
· Registrar dados sobre os diferentes tipos de rochas utilizadas em esculturas, aprofundando-se na rocha pedra-sabão que foi utilizada por Aleijadinho;
· Identificar os diferentes minerais que compõem uma rocha e que é utilizada para fazer artesanato.
· Identificar os motivos que levaram os trabalhadores escravos a sofrerem com doenças respiratórias.
· Identificar diferentes proteínas e vitaminas encontradas na alimentação mineira, reconhecendo a importância dos alimentos como fonte de energia e de materiais para o corpo.
· Reconhecer os materiais, os agentes químicos utilizados no trabalho da mineração em busca de pedras preciosas ou semi- preciosas, conhecidas como gemas.


História

· Reconhecer algumas relações sociais, econômicas, políticas e culturais estabelecidas na sociedade mineradora do século XVIII e comparar suas características com a sociedade açucareira e a sociedade atual , refletindo sobre semelhanças e diferenças, mudanças e permanências.
· Compreender a importância das bandeiras no desbravamento do espaço geográfico colonial e o seu papel na desorganização das sociedades indígenas e na destruição de sua cultura.
· Identificar as características da exploração do ouro, reconhecendo principalmente o tipo de mão-de obra empregada, compreendendo a relevância do trabalho escravo no enriquecimento dos seus senhores.
· Reconhecer a importância da exploração do ouro e diamantes para a economia de Portugal.
· Reconhecer que foi nessa região que se deu o primeiro grande crescimento urbano do Brasil, diferente da formação de outras vilas e cidades.
· Identificar a importância dos garimpos nos dias de hoje e conhecer os lugares em que essa atividade é praticada.
· Relacionar a figura do artesão no período da mineração refletindo sobre semelhanças e diferenças com os dias atuais.

Geografia

· Estabelecer relações espaciais de localização, orientação, distancia em relação a pontos de referência.
· Reconhecer os componentes naturais e culturais das cidades mineiras, ontem e hoje.
· Localizar o Estado de Minas Gerais, inserindo-o em um espaço maior definido pelo país e continente.
· Empregar diferentes formas de representação cartográfica para representar os espaços estudados..
· Interpretar informações de plantas e mapas, evidenciando a importância da escala, da rosa -dos ventos e da legenda para reconhecer informações.
· Observar mapas para perceber o processo de interiorização do povoamento no território.
· Conhecer o relevo, clima, vegetação e hidrografia do Estado de Minas Gerais.
· Reconhecer os movimentos de migração interna e imigração portuguesa provocada pela descoberta do ouro .
· Relacionar os motivos da “invasão ” mineira nos Estados Unidos em busca de uma corrida, não mais pelo ouro mas sim por outro tipo de riqueza – o dólar.

Inglês

· Incentivar os alunos a enfocar o Estado de Minas Gerais com suas delicias , artes, pedras e igrejas compondo poesias em inglês.

Ensino Religioso

· Reconhecer as características do espírito religioso barroco
· Identificar como se propaga a fé católica através dos textos literários.
· Estimular a pesquisa da devoção mineira : “ a arte da comoção .”
· Perceber e conhecer o significado dos oratórios nas moradias da época.
· Perceber e reconhecer a importância do ouro nas igrejas.

Educação Física ( Dança da Festa Junina )

· Desenvolver expressão corporal e ritmo, através de estímulo auditivo.
· Memorizar seqüências rítmicas, demonstrando perceber os momentos de mudanças e alterações de andamento.
· Identificar as grandes características das danças regionais, procurando reconhecer aquelas que correspondem à época da arte barroca.
· Participar de atividade rítmica, demonstrando interesse e naturalidade na realização dos diferentes movimentos coreográficos.

III- Utilização de novas tecnologias:

Durante o transcorrer do projeto, utilizaremos diversos recursos tecnológicos: apresentações multimídia, animações, software Clic Educacional, metodologia Web Quest ( elaborada especificamente para o projeto ) , pesquisa web, utilização do profweb da Escola@24horas, recursos audiovisuais .

Os alunos realizarão diversas atividades relacionadas às áreas do conhecimento nos laboratórios da escola e em casa , quando possível. Essas atividades serão divulgadas e socializadas para todos.
A tecnologia nos auxiliará para divulgar as ações do projeto através da web . No final do projeto, cada aluno receberá um cd-rom com a coletânea dos trabalhos das turmas.

IV- Produto Final

O produto final do projeto será a elaboração de um portfólio por sala contendo as diversas ações do projeto.

O portfólio e os demais trabalhos desenvolvidos serão apresentados no Espaço Cultural, a ser realizado no mês de novembro para toda comunidade educativa.

Durante o ano, disponibilizaremos o projeto e suas ações na página do colégio na web.

V – Atividade de Enriquecimento Curricular

Realizaremos as seguintes atividades:

· Rota dos Bandeirantes: visitando as cidade de Santana do Parnaíba , Itú e Porto Feliz com o objetivo de conhecer a história dos bandeirantes e identificar as características do barroco paulista entre outros.
· Museu de Arte Sacra da cidade de São Paulo : visita realizada com a família com o objetivo de conhecer obras do barroco brasileiro .
· Atividades relacionadas ao projeto realizadas no Recanto Consolata: comemoração do índios , delícias da cozinha mineira entre outros.
· Teatro da Bic ESCREVER É PRECISO: vídeo interativo apresentado no colégio .

VI - Avaliação

A avaliação será realizada a partir dos conhecimentos prévios dos alunos, sendo contínua durante toda a realização do projeto utilizando diversos instrumentos de registro , acompanhando o desempenho individual e coletivo e buscando formas de auto-avaliação. Em cada etapa o projeto poderá ser reformulado ou modificado a partir das necessidades e interesses das turmas.

VII- Referência Bibliográfica

A referência bibliográfica sobre o tema estará disponível na página web do projeto.

http://www.colegioconsolata.com.br/acontece2005/projetos/4serie/index.htm

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Links para reciclagem.





Quanto e o que se recicla no Brasil e no mundo
Papel
O consumo anual (por habitante) de papel no Brasil manteve-se estável em 1998, situando-se em 38,4 quilos, ainda distante dos níveis observados em países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos (336,5 kg por habitante). No entanto, estima-se que 35% do papel produzido no país nos últimos dez anos são originados de matéria-prima reciclada. Nos Estados Unidos, esse número é de 27,6%, caindo para 10,8% no Canadá.Plástico
O consumo anual de plásticos no Brasil gira em torno de 19 quilos. O volume é relativamente baixo se comparado aos índices de outros países, como Estados Unidos (100 kg/hab) e a média na Europa (80 kg/hab.). No campo da reciclagem, 15% dos plásticos rígidos e filme retornam à produção brasileira como matéria-prima, o que equivale a 200 mil t/ano. Nos Estados Unidos, este número é quase cinco vezes maior.Vidros
A indústria brasileira produz 800 mil t/ano de vidros para embalagens, das quais 35% são recicladas, somando 280 mil toneladas por ano. Os Estados Unidos produziram 11 milhões de toneladas em 1997, das quais reciclaram 37%, correspondendo a 4,4 milhões de toneladas. Índices de reciclagem de vidro em outros países: Alemanha (74,8%), Reino Unido (27,5%), Suíça (83,9%) e Áustria (75,5%).Latas de alumínio e aço
Em 1998, o Brasil atingiu o recorde nacional de reciclagem. Foram mais de 5,5 bilhões de latas recuperadas pela indústria, o que significa uma taxa de 65% sobre o total de latas de alumínios vendidas (8,5 bilhões de unidades). Os números brasileiros superam países industrializados, como Inglaterra (23%) e Itália (41%). Os Estados Unidos recuperam 66%, o que equivale a 64 bilhões de latas por ano. O Japão recicla 73%. Quanto às latas de aço, 35% das latas consumidas no Brasil são recicladas, o que equivale a cerca de 250 mil t/ano. Nos Estados Unidos, 60% das embalagens de folha de flandres retornaram à produção de aço em 1987. Se o Brasil reciclasse todas as latas de aço que consome atualmente, seria possível evitar a retirada de 900 mil toneladas de minério de ferro por ano.
Fonte: www.napoles.com.br/destino/quanto.htm
LINKS PARA RECICLAGEM
Açobras Reciclagem de Sucata
Compra e venda de sucatas, ferro velho, resíduos, insumos, plásticos, lixos, coletas, aparas, metais, papelão, polímeros, cobre, latão, alumínio, bronze, zamack, chumbo, níquel, estanho e aço. São Paulo, SP.
Alutech - Alumínio Tecnologia
Indústria de reciclagem de sucata de alumínio em geral, especialmente latinhas de bebidas. Abastece as usinas siderúrgicas fornecendo alumínio secundário para a composição de ligas metálicas como o aço e outras aplicações. Duque de Caxias, RJ.
Asmare
Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte, MG. Comércio de materiais recicláveis. Entidade social que contribui com meio ambiente e a vida.
Atividades Humnas e o Lixo
Contém informações referentes sobre os cuidados com o lixo, aterro sanitário de Curitiba, tipos de lixo etc...
Brasil Recicle
Descontaminação de lâmpadas especiais, lâmpadas fluorescentes e lâmpadas de mercúrio. Mercúrio no meio ambiente, reciclagem, lâmpadas usadas e queimadas, sucata de lâmpadas etc... Indaial, SC.
CEMPRE
Compromisso Empresarial para Reciclagem. Associação sem fins lucrativos que visa promover a reciclagem e conscientização em torno da questão de resíduos sólidos no Brasil. São Paulo, SP.
Coleta Seletiva
Página sobre coleta seletiva e equipamentos utilizados.
Compam
Informações de reciclagem, meio ambiente, entretenimento, cultura, etc... São Paulo, SP.
Cooperativa de Coleta Seletiva
Cooperativa Aliança de Coleta e Manuseio de Recicláveis São Judas Tadeu, recebe doações de lixo reciclável de uma região de Campinas, SP.
Copel Reciclagem de Papel
Empresa especializada em reciclagem. Informações sobre reciclagem e meio ambiente. Goiânia, GO.
CRB - Transjavi
Empresa de reciclagem de lixo. Belo Horizonte, MG.
Hydra Power
Compactadores de lixo, equipamentos para reciclagem e hidráulicos. Limpeza, higiene e serviços. Reciclagem de plásticos, metais, papel, papelão e vidro.
Krown Tecnologia em Reciclagem
Desenvolve equipamentos, processos e tecnologias para a reciclagem de materiais, como usinas de seleção e triagem de lixo, prensas, picotadores e tanques de descontaminação. São Paulo, SP.
Lixo Amapá
Sobre a situação da questão dos resíduos sólidos de todos os municípios do estado. Macapá, AP.
Lixo e Reciclagem
Ecologia, reciclagem, fotos, HP, educação, cursos, lixo e poluição.
Lixo e Reciclagem
Página de pesquisa, tudo que se relacione ao lixo, como artigos e curiosidades, saúde e meio ambiente, atividades humanas, para onde vai, problemas etc...
Lixo Reciclável
Informações sobre o porquê e como fazer reciclagem.
Loucos Por Lixo
Página voltada principalmente a concientização da importância da reciclagem do lixo.
Maria Papirus
Página dedicada a conteúdos relacionados à reciclagem artesanal de papel, produtos e abordagens voltadas para arte e educação.
Mega Reciclagem
Reciclagem de lâmpadas de mercúrio e sódio. Curitiba, PR.
Padron Ecology
Subdivisão da empresa Padron Indústria Têxtil, especializada na produção de roupas fabricadas com fibras recicladas de garrafas PET.
Pro Reciclar
Tem como objetivo desenvolver métodos de reciclagem de lixo orgânico para produção de adubo natural, produzir mudas de árvores frutíferas e ornamentais utilizando-se como substrato o húmus obtido da decomposição do lixo orgânico e promover a arborização do espaço urbano com as espécies frutíferas e ornamentais através da distribuição destas mudas.
Projeto Knapik
Reciclagem de papel, reciclagem de plástico, artigos, projeto de reciclagem, prensa de materiais recicláveis, carrinho de materiais recicláveis, informações e outros. Porto União, SC.
Projeto Reciclar
Página do Projeto Reciclar UFV demonstrando a Coleta Seletiva de Lixo. Educação ambiental, quais são os materiais recicláveis, coleta seletiva, UFV etc...
Realpet - Solução em Reciclagem
Empresa dedicada à reciclagem de garrafas descartáveis e retornáveis de plástico PET. Tem como objetivo preservar a natureza respeitando-a. Para isso, reaproveita resíduos plásticos domiciliares e industriais, que são jogados no meio ambiente diariamente.
Recicla Residos
Gerenciamento ambiental de resíduos, papel, plástico, vidro, metais, tecidos, madeiras, entulhos e resíduos químicos, treinamentos e palestras. Sorocaba, SP.
Reciclagem
Site com links para reciclagem de materiais como: papel de escritório, papel ondulado, plástico filme, latas de alumínio, latas de aço, vidro, plástico rígido, pneus, PET, embalagens cartonadas longa vida, óleo lubrificante usado etc...
Reciclagem
Página dedicada a reciclagem ou coleta seletiva.
Reciclagem de Latas
Processamento de lata de alumínio para reciclagem. Proteção ambiental. Rio de Janeiro, RJ.
Reciclagem de Materiais
Textos sobre reciclagem de materiais dirigidos para alunos de 1º e 2º graus.
Reciclar é Preciso
Home page dedicada a informações sobre reciclagem de materiais como papel, papelão, pet, pneu, plásticos, latas de alumínio e aço.
Reciclar Serviços Ambientais e Analíticos
Soluções analíticas, tratamento de água, resíduos sólidos, equipamentos, produtos, monitoramento ambiental... Aracruz, ES.
Recicláveis
Informações sobre reciclagem e meio ambiente. Projetos sócio ambientais e de educação ambiental, fabricantes de equipamentos, prestadores de serviço e muito mais.
Recicle Web Site
Tem como meta inicial prestar serviços na área de retirada de resíduos através de containeres estacionários. Coletas (seletiva, hospitalar, domiciliar, comercial, industrial, sépticos, entulhos) transporte, tratamento e disposição final de resíduos sólidos, aterro sanitário, reciclagem, meio ambiente, leis,fauna e flora etc... Brusque, SC.
Recicloteca
Tem o objetivo de difundir informações sobre técnicas e pesquisas em reciclagem, conservação do meio ambiente, redução e reaproveitamento do lixo. Banco de dados da Recicloteca.
Resolidi Assessoria Comercial
Empresa voltada a reciclagem, resíduo, coleta seletiva e residuo industrial. Rio de Janeiro, RJ.
Retricom Saneamento Ambiental
Empresa especiazada em equipamentos para usina de reciclagem e compostagem de lixo, prensas hidraúlicas, peneiras, lixeiras e conteinner. Breve introdução à importância da reciclagem e links para pesquisa sobre o tema.
Reynolds Latasa
Informações sobre fabricação e programa de reciclagem de latas de alumínio.
Saber Cuidar
Saiba mais sobre reciclagem, Rio Tietê, NEC, aterros sanitários (SASA), colheta de lixo do Brasil etc...
Sílex
Recicladora de resíduos industriais. Reciclagem de lixo ou resíduos industriais. Gerenciamento ambiental e capacitação do gerador do resíduo a ISO 14000.
Usiferr
Reciclagem/comercialização e coleta de resíduos industriais. Coleta seletiva de lixo, reprocessamento, normas CADRI e conceito ambiental. Recicle sucata, metais ferrosos e não-ferrosos, papelão, plástico e vidro.
VENATIV
Serviços de reciclagem, resíduos, gerenciamento de resíduos, meio ambiente e coleta seletiva. Copacabana, RJ.
World Cicla - Coleta Seletiva e Reciclagem
Empresa pioneira no Brasil em produtos e serviços voltados para coleta seletiva de lixo. Realiza palestras de conscientização sobre reciclagem do lixo


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Abuso de poder


Abuso de poder
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Se procura o filme de 1999 com Dana Delany, consulte Sirens.

Escravo brasileiro, por Debret
Abuso de poder é o acto ou efeito de impôr a vontade de um sobre a de outro, tendo por base o exercício do poder, sem considerar as leis vigentes. A democracia directa é um sistema que se opõe a este tipo de atitude. O abuso de poder pode se dar em diversos níveis de poder, desde o doméstico entre os membros de uma mesma família, até aos níveis mais abrangentes. O poder exercido pode ser o económico, político ou qualquer outra forma a partir da qual um indivíduo ou coletividade têm influência directa sobre outros. O abuso caracteriza-se pelo uso ilegal ou coercivo deste poder para atingir um determinado fim. O expoente máximo do abuso do poder é a submissão de outrem às diversas formas de escravidão.


Poder

Trabalhadores no campo de concentração de Buchenwald, Alemanha, 1945



A noção de poder envolve aspectos mais amplos e complexos do que o mero excercício da autoridade sobre outrem. O poder pode ser exercido desde às formas mais sutis até aos níveis mais explícitos e comumente identificáveis. Assim sendo, caracterizar o abuso de poder deixa de ser uma tarefa de simples identificação da ação do forte sobre o fraco, passando a considerar que o poder, em determinadas situações e circunstâncias, muda de mãos e ganha nuances implícitas, que dificultam a identificação do abuso do mesmo.
Uma pessoa em situação desvantajosa que saiba identificar em que aspectos tem poder, pode usar de artifícios abusivos para sair da posição desvantajosa. Isso pode ser facilmente identificado em países democráticos, nos quais os direitos das minorias são salvaguardados e que indivíduos pertencentes a estas minorias aproveitam-se do argumento do politicamente correcto para neutralizar seus adversários em questões jurídicas, por exemplo. Nestes casos, o direito adquirido legitimamente e ideologicamente correcto, aceite socialmente, passa a ser uma forma de poder nas mãos de quem o detém. Poder este que pode ser exercido da forma genuína ou da forma abusiva, dependendo do caso.

Algumas formas de abuso de poder
Económico: Quando o indivíduo ou coletividade tira vantagem ilícita do dinheiro ou bens materiais em detrimento de outrem.
Político: O uso da autoridade legítima ou da influência para sobrepujar o mais fraco de modo ilegítimo.
No domínio da informação: Recurso utilizado por quem detém o conhecimento ou a informação e os nega aos demais como forma de proteger-se ou de tirar vantagem.
Ideológico: Quando se utiliza ilicitamente da ideologia socialmente aceite como forma de tirar vantagens ou de vencer opositores.
Apadrinhamento (nepotismo): Uso de notoriedade, conhecimentos ou autoridade para favorecer outrem de forma ilícita.

Abuso de autoridade
Constitui-se abuso quando uma autoridade, no uso de suas funções, pratica qualquer atentado contra a liberdade de locomoção, a inviolabilidade do domicílio, o sigilo da correspondência, a liberdade de consciência e de crença, o livre exercício do culto religioso, a liberdade de associação, os direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto, o direito de reunião,a incolumidade física do indivíduo e, aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. (Incluído pela Lei nº 6.657,de 05/06/79). O abuso de autoridade levará seu autor à sanção administrativa civil e penal, com base na lei. A sanção pode variar desde advertência até à exoneração das funções, conforme a gravidade do acto praticado. LI + RE

Abuso de poder económico

O abuso do poder econômico é um dos geradores de injustiça social
Constitui abuso do poder econômico toda forma de atividade na eliminação da concorrência, domínio dos mercados ou aumento arbitrário dos lucros.
A Constituição Federal brasileira, ao tratar dos princípios gerais da atividade econômica, em seu parágrafo 4.º do artigo 173 assevera que "a lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação do mercado, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros". Esta lei, que foi criada para atendimento da Constituição Federal, é a de nº 8.884 de 11 de julho de 1994, também chamada Lei Antitrust, que tem como finalidade prevenir e reprimir as infrações contra a ordem econômica, tomando como ponto de partida os princípios consagrados no artigo 170 da Constituição Federal, para garantir a livre concorrência, que tem como finalidade última a defesa dos interesses do consumidor. Esta lei, ao contrário do que se pensava, logo de sua instituição não surgiu com a finalidade de impedir o desemprego e não tem como finalidade proteger o emprego.
A lei trata especificamente em seu artigo 20 das infrações contra a ordem econômica; no seu artigo 54 dos atos de concentração (truste), quer horizontal, quer vertical, onde a preocupação legislativa e dos construtores do direito foi com a eficiência, com o aumento da produtividade, com a melhoria da qualidade dos bens ou serviços e com o desenvolvimento tecnológico ou econômico.
O bem protegido por esta Lei é a manutenção de um mercado competitivo para que os preços dos bens e serviços permaneçam próximos ao ponto de equilíbrio entre a oferta e a demanda, pois em mercados dotados de oligopólios ou monopólios, os preços afastam-se desse equilíbrio, ocasionando uma transferência indevida de riqueza do consumidor ao fornecedor.
Para que se mantivesse a garantia de um mercado competitivo, a Lei 8.884/94 concedeu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) funções repressivas e preventivas.
A expressão em comento também é muito ouvida, principalmente, logo após eleições, pois o parágrafo 10 do artigo 14 da Constituição Federal é claro ao expressar que "o mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de 15 (quinze) dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude".
A condenação definitiva de um político por abuso do poder econômico ou político gera a inelegibilidade para qualquer cargo eletivo por três anos, contados do término da legislatura, dentro da qual era exercido o mandato, de acordo com a Lei Complementar nº 64/90.

Assédio moral no trabalho
O assédio moral no ambiente de trabalho é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. Este tipo de assédio é mais comum em relações hierárquicas autoritárias e desiguais, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e anti-éticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigidas a um ou mais subordinados, desestabilizando a vítima em relação ao ambiente de trabalho e à organização.


Coerção

A coerção é o ato de induzir, pressionar ou compelir alguém a fazer algo pela força, intimidação ou ameaça. Uma forma comumente usada para motivação de pessoas ou equipes é a coerção, já que evitar a dor ou outras conseqüências negativas tem um efeito imediato sobre suas vítimas.
Quando tal coerção é permanente, é considerada escravidão. Embora a coerção seja considerada moralmente repreensível em muitas filosofias, ela é largamente praticada em prisioneiros ou na forma de convocação militar. Críticos do capitalismo moderno acusam que sem redes de proteção social, a "escravidão salarial" é inevitável. Coerções de sucesso são prioritárias sobre outros tipos de motivação.

Assédio sexual

Placa numa plataforma em Tóquio, permitindo apenas mulheres, para evitar assédio sexual no trem.

O assédio sexual é um tipo de coerção de caráter sexual praticada por uma pessoa em posição hierárquica superior em relação a um subordinado, normalmente em local de trabalho ou ambiente acadêmico. O assédio sexual caracteriza-se por alguma ameaça, insinuação de ameaça ou hostilidade contra o subordinado, com fundamento em sexismo.
Exemplos clássicos são as condições impostas para uma promoção que envolvam favores sexuais, ou a ameaça de demissão caso o empregado recuse o flerte do superior.
O assédio sexual também pode ocorrer fora do ambiente de trabalho, em situações em que a vítima pode ser constrangida publicamente com gestos ou palavras, ou ainda impedida de reagir por se encontrar impossibilitada de deixar o local, como no caso dos transportes coletivos lotados. Outra forma de assédio sexual é o ato de seduzir ou induzir a vítima a práticas sexuais não consensuais quando esta encontra-se sob efeito de alguma substância que altere seu auto-controle, como o álcool por exemplo. Quando o assédio chega às vias de fato, nestas circunstâncias, caracteriza-se o abuso sexual ou a violação.

Ver também
Autocracia
Bullying
Coação
Despotismo
Ditadura
Liderança
Violência
Tirania
Totalitarismo

Ligações externas
Leis brasileiras
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Abuso_de_poder"
Categorias: Direito administrativo Direito civil Direito constitucional Direitos humanos Direito penal Direito do trabalho Ética social Filosofia política

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Estudo liga uso de celular na gravidez a hiperatividade em criança



Estudo liga uso de celular na gravidez a hiperatividade em criança
da BBC
Mulheres grávidas que usam telefone celular podem ter mais chances de ter filhos com problemas de comportamento como hiperatividade, segundo um estudo realizado em conjunto pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e a Universidade de Aarhus, na Dinamarca.
O estudo constatou que filhos de mães que usavam o celular pelo menos duas ou três vezes ao dia durante a gravidez estavam mais propensos a ter problemas de comportamento --entre eles hiperatividade e dificuldades para lidar com emoções e relacionamentos-- ao chegar à idade escolar.
A pesquisa constatou ainda que crianças que usam o celular antes dos sete anos de idade correm mais riscos de ter problemas de comportamento.
Mas os próprios autores da pesquisa afirmam que os resultados foram inesperados e devem ser interpretados com cuidado.
Mães de 13.159 crianças haviam sido recrutadas ainda durante a gravidez. Quando seus filhos completaram sete anos, em 2005 e 2006, elas responderam um questionário sobre a saúde e o comportamento das crianças e sobre o uso do celular durante e após a gravidez e pelos filhos.
Os resultados revelaram que as mães que usavam o celular tinham 54% mais chances de ter filhos com problemas comportamentais, e os riscos pareciam aumentar se o uso era mais freqüente. Quando as próprias crianças também usavam o celular antes de completar sete anos, elas tinham, em média, 80% mais risco de ter dificuldades de comportamento.
Precaução
Os autores da pesquisa lembram que esse é o primeiro estudo do tipo e que é necessário pesquisar mais o assunto para estabelecer se a causa dos problemas comportamentais foi, de fato, o uso do celular.
Os pesquisadores afirmam, por exemplo, que os problemas comportamentais podem não ser resultado da radiação emitida pelo aparelho, mas, sim, estarem associados à pouca atenção dada à criança pela mãe que usa o celular com muita freqüência.
Se isso for comprovado, dizem os especialistas, "o assunto será uma questão de preocupação em termos de saúde pública devido ao uso generalizado da tecnologia."
O estudo será publicado em julho na revista especializada "Epidemiology".

E você acredita neste estudo. comente se quiser.

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Michael Jackson Man In The Mirror Dangerous tour part 1/2

TheMJVideoPoster

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domingo, 18 de maio de 2008

Brincar na concepção de Winnicott e Vygotsky.



Significando o brincar: contribuições para uma
reflexão junto aos portadores de necessidades
especiais
Priscila Augusta Lima
Faculdade de Educação - UFMG,
Doutoranda em Psicologia da Educação - USP
1 Introdução
Este trabalho é resultado de reflexões e práticas desenvolvidas junto à disciplina
"Desenvolvimento e deficiências: as patologias e os processos de intervenção",
cursada no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, no
primeiro semestre de 1998.
O seu objetivo é refletir sobre as possibilidades teórico-práticas de trabalho
com a pessoa portadora de deficiência relacionadas ao brincar. A atualidade do
tema ficou demonstrada pela crescente demanda por informações e qualificação
no campo da educação especial esboçada por profissionais de diferentes áreas
que desconhecem pontos básicos da vida da pessoa portadora de deficiência.
Por outro lado, manifesta-se a necessidade de uma reflexão aberta sobre os
referenciais teóricos que confluem na investigação desse campo. Autores como
Winnicott (1975) e Vygotsky (1991), que teorizam sobre o brincar, têm alguns
de seus conceitos destacados, uma vez que contribuíram inequivocamente para
a fundamentação desta investigação.
A abordagem psicanalítica de Freud é explorada por Winnicott. Seus trabalhos
incluem, além do brinquedo e do brincar, temas considerados complexos
para muitos pesquisadores, como a questão da variável cultural e seu peso nos
processos internos dos indivíduos.
Focaliza-se aqui esse aspecto, uma vez que está vinculado ao referencial
teórico proposto em pesquisa de doutorado da autora em andamento na USP.
A pesquisa trata da construção do mundo simbólico do deficiente visual e de
estratégias utilizadas por esses sujeitos nessa construção. O referencial teórico
vygotiskiano é tomado inicialmente como baliza para a compreensão da inserção
e do desenvolvimento da pessoa portadora de deficiência na sociedade humana.
Considerando os estudos realizados e a pesquisa em andamento, busca-se, neste
trabalho, a construção de "pontes"e possíveis aproximações entre as teorias
acima, aproximações essas que tentaremos apontar através de fragmentos de
casos da literatura ou de entrevistas realizadas pela autora.
Seria interessante ainda olhar criticamente para a atuação da família e da
escola em relação à pessoa com deficiência. Não para culpabilizá-las. Amiralian
(1997) mostra co-mo formas de violência intersubjetiva surgem quando essas
instituições, por desconhecimento, centram-se no déficit do indivíduo. A escolarização
cada vez mais precoce e as formas de terapia através do brinquedo
1
podem ser enriquecidas pela compreensão de conceitos desse campo e da sua
importância na constituição da subjetividade dos portadores de necessidades
especiais.
2 Significados do brincar
Consultando o Novo dicionário da língua portuguesa (Ferreira, 1986, p. 286),
encontramos diversos significados para o brincar:
1. Divertir-se infantilmente, entreter-se em jogos de crianças.
2. Divertir-se, recrear-se, entreter-se, distrair-se, folgar; "Em qualquer circunstância
está sempre bem humorado, brincando".
3. Agitar-se alegremente, foliar, saltar, pular, dançar.
4. Dizer ou fazer algo por brincadeira, zombar, gracejar.
5. Divertir-se.
6. Tremer, oscilar, agitar-se.
7. Gracejar, zombar, mexer.
8. Entreter-se, distrair-se, ocupar-se.
9. Tomar parte em folguedos carnavalescos.
Os termos "divertir-se", "bem-humorado", "zombar", "gracejar", "mexer"e
especialmente "ocupar-se"interessam-nos particularmente. Por isso, retornaremos
a eles no decorrer desta apresentação. As definições não são essencialmente
positivas ou negativas, mas incluem esses dois aspectos.
Diversos outros dicionários de Psicologia e Psicanálise consultados não
tratam desse vocábulo. Temos então um sentido amplo associado ao senso
comum e dois sentidos específicos produzidos por dois outros autores, dos quais
trataremos a seguir.
3 Um olhar winnicottiano sobre o brincar
Donald Woods Winnicott, pediatra e psicanalista britânico (1896-1971), trabalhou
durante 40 anos como pediatra, tornando-se em 1935 membro da Sociedade
Britânica de Psicanálise, a qual presidiu. Em seus trabalhos, preocupase
com o lactente e com o cuidado materno. Teoriza sobre o brincar. Para ele,
a origem do simbolismo pode estar no caminho que passa do subjetivo para o
objetivo, traduzido pelo objeto transicional, o primeiro brinquedo.
Winnicott (1975, p. 61) concede ao ato de brincar uma vastíssima dimensão
no domínio humano. Essa ampliação fica explicitada quando diz:
O que quer que se diga sobre o brincar de crianças aplica-se também aos
adultos; apenas, a descrição torna-se mais difícil quando o material do paciente
aparece principalmente em termos de comunicação verbal. Sugiro que devemos
encontrar o brincar tão em evidência nas análises de adultos quanto o é no caso
2
de nossos trabalhos com crianças. Manifesta-se, por exemplo, na escolha das
palavras, nas inflexões de voz e, na verdade, no senso de humor.
Relacionando a saúde mental, a Psicanálise e a brincadeira, o autor diz:
O natural é o brincar, e o fenômeno altamente aperfeiçoado do século XX
é a Psicanálise. Para o analista, não deixa de ser valioso que se lhe recorde
constantemente não apenas aquilo que é devido a Freud, mas também o que
devemos à coisa natural e universal que se chama brincar. (p. 63)
Para Winnicott, a utilização do objeto transicional é ao mesmo tempo a
utilização do primeiro símbolo e da primeira brincadeira. O brincar é, além de
uma busca de prazer, uma forma de lidar com a angústia. É uma necessidade
para o desenvolvimento de uma personalidade sadia.
Uma discussão posta pelo autor, no capítulo VII, intitulado "A localização
da experiência cultural", bem como a ênfase dada em seus textos sobre a
experiência sociocultural dos indivíduos, conduz a reflexões sobre a sua proximidade
teórica com Vygots-ky (1984 e 1991). Em sua citação frente à Sociedade
Britânica de Psicanálise em outubro de 1966, Winnicott (1975, p. 133) disse:
Freud, em sua topografia da mente, não encontrou lugar para a experiência
das coisas culturais, deu um novo valor à realidade psíquica interna e disso
proveio um novo valor para as coisas que são reais e verdadeiramente externas.
Freud utilizou a palavra sublimação para apontar o caminho a um lugar em que
a experiência cultural é significativa, mas talvez não tenha chegado ao ponto de
nos dizer em que lugar na mente se acha a experiência cultural.
Ainda sobre o emprego do termo "experiência cultural", observa Winnicott
(1975, p. 137) tê-lo considerado como uma ampliação da idéia de fenômenos
transicionais e da brincadeira:
(...) sem estar certo de poder definir a palavra cultura. A ênfase,
na verdade, recai na experiência. Utilizando a palavra "cultura",
estou pensando na tradição herdada. Estou pensando em algo que
pertence ao fundo comum da humanidade, para o qual indivíduos
e grupos podem contribuir, e do qual todos nós podemos fruir, se
tivermos um lugar para guardar o que encontramos.
Essa consideração a respeito da transmissão cultural irá encontrar ressonância
na abordagem de Vygotsky sobre o significado do brinquedo.
33. A ênfase dada à experiência cultural na construção do mundo simbólico e
da subjetividade humana apresenta-nos a possibilidade de ruptura com algumas
dicotomias, incluindo a da existência de sistemas independentes como o psíquico
e o social, o objetivo e o subjetivo.
4 Uma abordagem vygotskiana do brincar
Levy Seminovich Vygotsky (1896-1934), psicólogo soviético, apresentava interesses
em diversos campos do conhecimento. Foi advogado, psicólogo, semiólogo.
Desenvolveu interessantes estudos sobre o papel da cultura na constituição
do sujeito humano.
Na sua concepção, a relação entre o biológico e o cultural constitui-se como
uma interação permanente em que os aspectos que chamaríamos psíquicos ou
subjetivos exercem influência sobre o ambiente, recebendo deste seus elementos
constitutivos.
3
Vygotsky (1991) considera restrita uma definição de brinquedo como algo
que somente dá prazer à criança. O brinquedo preenche necessidades da criança,
necessidades entendidas como aquilo que é motivo para a ação. A criança
satisfaz certas necessidades através do brinquedo e essas necessidades passam
por um processo de maturação. Vygotsky exemplifica essa situação com o início
da fase pré-escolar.
No início da idade pré-escolar, a criança, tendo desejos que não podem ser
imediatamente satisfeitos, permanece, entretanto, com a característica do estágio
precedente, isto é, uma tendência para a satisfação imediata dos desejos.
Para resolver essa tensão, a criança de quatro a seis anos envolve-se num mundo
ilusório e imaginário, em que os desejos não realizáveis podem ser realizados e
esse mundo é o que Vygotsky chama de brinquedo.
Como todas as funções da consciência, a imaginação surge da ação. A imaginação
é o brinquedo em ação. Enfatizar o brinquedo apenas como uma atividade
simbólica e/ou cognitiva é arriscar-se a negligenciar a motivação e as circunstâncias
da atividade da criança. O brinquedo que envolve uma situação imaginária
é um brinquedo com regras. A criança imagina-se como mãe e imagina a boneca
como criança, mostra regras do comportamento materno e do comportamento
de criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva,
ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências
internas e não dos incentivos fornecidos pelos objetos externos. No brinquedo,
os objetos perdem a sua força determinadora. A criança vê um objeto, mas age
de maneira diferente em relação àquilo que ela vê.
A ação numa situação imaginária ensina a criança a dirigir seu comportamento
não só pela percepção imediata dos objetos ou pela situação que a afeta
de imediato, mas também pelo significado dessa situação. Segundo Vygotsky,
observações do dia-a-dia mostraram que é impossível para uma criança muito
pequena separar o campo do significado do campo da percepção visual, uma
vez que há uma fusão muito íntima entre o significado e o que é visto. Quando
se pede a uma criança de dois anos que repita a sentença "Tânia está de pé",
quando Tânia está sentada à sua frente, ela mudará a frase para "Tânia está
sentada". Essa mesma situação é encontrada em algumas doenças (Vygotsky,
1991, p. 111). Quando se diz a uma criança: relógio, ela passa a olhar para
algum local específico. A palavra tem originalmente o significado de uma localização
espacial particular. Na idade pré-escolar, ocorre pela primeira vez uma
divergência entre os campos do significado e da visão.
A essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do
significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento
e situações parado dos objetos e as ações surgem das idéias e não das
coisas. Um pedaço de madeira torna-se uma boneca. Dois lápis tornam-se dois
colegas que dialogam. A ação regida por regras passa a ser determinada pelas
idéias e não pelos objetos. Um cabo de vassoura é um cavalinho e passa-se a
agir com ele conforme as regras sociais foram mostrando ao sujeito.
Nesse sentido, as interações do sujeito com a cultura e o fornecimento de pistas
de seus pares (através da escolarização? da psicoterapia?) são fundamentais
para a construção dessa forma de ação.
4
5 A deficiência visual e o brincar: o caso de um
humorista
Dentre os portadores de deficiência visual participantes de atividades na universidade,
observa-se freqüentemente a manifestação de brincadeiras, verbalizações
humorísticas e irônicas, especialmente se baseadas na relação vidente/cego.
Essas atitudes são consideradas por alguns como formas de defesa do sujeito em
relação à sua deficiência.
Uma dessas pessoas tornou-se humorista com presença constante, desde
1997, em programas de televisão. Seu repertório consiste basicamente de piadas
sobre as relações estabelecidas entre os cegos e os videntes. Eis uma síntese de
algumas delas:
As pessoas videntes precisam aprender a lidar com o cego. Muitos pensam
que ele é também surdo e começam a gritar com ele. O grito entra por uma
orelha e sai pela outra até soltando fogo. Ouuuu!!!
Quando vêem um cego falando, dizem: "Olha ele fala! Ele é até bonitinho!"
Pensam que devia ser o "kit desgraça completo": ser cego, feio, pobre, ter
o pé grande e morar longe...
O cego tem verdadeira atração por buracos.
Entrei no ônibus, o primeiro lugar que eu não vi eu sentei. Um sujeito me
pediu para sair. Disse que tinha chegado primeiro. Ele disse: - Se você não
sair, o ônibus não sai. Perguntei: - Você é o dono da empresa? Ele respondeu:
- Não, sou o motorista e você assentou no meu lugar!
O exemplo acima mostra um brincar com a realidade e a imaginação de
cegos e videntes. A superação das dificuldades está associada à construção de
uma identidade profissional de humorista, de uma forma de interação e inserção
social e também de realização pessoal e de prazer. O brincar tem o significado
comum de distrair-se, ocupar-se, zombar, mexer, conforme a definição anterior.
Brincar com situações adversas vai se constituindo num campo complexo, que
não pode ser caracterizado apenas como "humor negro"ou defesa.
A ironia e o humorismo podem também ser uma forma de lidar com a angústia,
conforme Winnicott. Podem, além disso, propiciar aos sujeitos os efeitos
da sua interação com os outros e a internalização dos resultados positivos dessa
interação.
Por outro lado, se considerarmos o referencial de Vygotsky, seria uma forma
de "faz de conta"em que o indivíduo lida com sua deficiência e constrói significados.
Estes, por sua vez, são elementos dinâmicos, abertos a interações e
modificações.
As dificuldades relacionadas às deficiências são tema de vários trabalhos. De
fato, as pessoas deficientes estão enfrentando dificuldades. Porém, haver dificuldades
não quer dizer haver só dificuldades; lidar com dificuldades não quer
dizer algo essencialmente negativo. As formas de interação com a problemática
podem resultar, como no exemplo acima, em uma profissionalização, em uma
inclusão num campo de trabalho de grande visibilidade social, advindo daí inúmeras
possibilidades.
5
6 Conclusão
Refletir sobre as questões acima sugere um aprofundamento teórico. O significado
da experiência cultural é apontado por Winnicott e enfatizado por Vygotsky.
Quando Winnicott trabalha o pensar e a formação de símbolos, muitas
outras "pontes"poderiam ser avaliadas, especialmente em relação à abordagem
vygotiskiana.
Do ponto de vista do trabalho com pessoas deficientes, podemos pensar em
incluir alternativas lúdicas, não necessariamente ligadas a brinquedos concretos,
mas a situações de "faz de conta "em que o lado do humor pudesse ser
considerado, além do lado da angústia, sempre presente.
Sacks (1995), através de histórias paradoxais, mostra-nos como o humor
aparece mesclado a experiências trágicas do sujeito. Ao relatar diversas deficiências
decorrentes de problemas neurológicos, que incluem também a cegueira,
há em seus textos um tom de espanto, incredulidade e comicidade muitas vezes
traduzido pela própria situação e pelo próprio sujeito. Um relato que torna
bastante explícito esse aspecto aparece no livro O homem que confundiu sua
mulher com um chapéu, cujo título refere-se ao caso verídico de um de seus
pacientes com agnosia visual. (Sacks, 1997)
A existência de certa angústia não quer dizer angústia permanente, em tempo
integral ou só angústia. Uma angústia permanente pode constituir-se numa
forma de relação invasiva1 com o sujeito ou em "fossilização"ou enrijecimento
da realidade. Como diria Vygotsky, fixação de um significado da deficiência que
poderia estar seguindo o seu curso dinâmico.
A natureza múltipla e diversa do brincar, a integração e a desintegração
de elementos diferentes e contraditórios aproxima-se do "Paradigma da Complexidade",
do qual Vygostsky teria uma representação (Gonzalez Rey, 1997) e
Winnicott parece aproximar-se em alguns pontos.
7 Nota
A relação invasiva ou intrusiva é uma das múltiplas falhas descritas
por Winnicott e abrangidas pelo termo "deficiências ambientais".
É considerada por ele como uma falha na função materna,
manifestando-se pela imposição do gesto da mãe ao bebê, do seu
estado caótico ao filho. Não há um reconhecimento das autênticas
necessidades do outro, mas uma imposição das suas necessidades a
ele. (Amiralian, 1997, p. 42)
8 Referências bibliográficas
AMIRALIAN, M. L. T. O Psicólogo e a pessoa com deficiência. In:
BECKER, E. et al. Deficiência: alternativas de Intervenção. São Paulo: Casa
do Psicólogo, 1997.
FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1986. 1.838p.
GONZALEZ REY. F. Epistemología cualitativa e subjetividad. Habana:
Editorial Pueblo y Educacíon, 1997. 290p.
6
SACKS, O. Um antropólogo em Marte: sete histórias paradoxais. São Paulo:
Cia. das Letras, 1995. 331p.
SACKS, O. O homem que confundiu sua mulher com um chapéu. São Paulo:
Cia. das Letras, 1997. 264p.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes,
1991. 180p
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes,
1991. 168p.
WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
208p.
WINNICOTT, D. W. A criança e seu mundo. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
270p.
7


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Os Estágios de Desenvolvimento proposto por Erikson são oito fases distintas


Os Estágios de Desenvolvimento proposto por Erikson* são oito fases distintas:

Cada fase é responsável por um "conflito sócio-emocional" do indivíduo, exigindo uma superação dessa crise para que se chegue ao estágio seguinte. Pode-se comparar o desenvolvimento emocional e social da criança à construção de uma casa: a fundação da casa precisa ser firme para que o primeiro andar se sustente, e assim por diante até o último andar. Da mesma forma, cada fase do desenvolvimento da criança é importante para que a próxima fase possa ser superada sem problemas.

0 a 1 ano - CONFIANÇA - aprendendo a confiar ao invés de desconfiar
Durante os primeiros dois anos de vida, a criança desenvolve a confiança básica, a segurança e o otimismo. Como ela depende dos pais para tudo (alimentação, afeto, proteção), ela precisa confiar inteiramente neles. Para isso, é preciso que os pais a tratem com muito amor, atenção, apoio e paciência. Caso contrário, crescerá insegura e desconfiada.

1 a 2 anos - AUTONOMIA - a aprendendo a ser independente ao invés de sentir vergonha

O segundo conflito psicológico, segundo Erikson, ocorre durante a primeira infância, dos 18 meses aos 4 anos de idade. Nessa fase, a criança dá um grande salto no desenvolvimento: aprende a andar, a falar, a ir ao banheiro, torna-se independente e ganha auto-confiança.

A criança que tiver uma boa orientação dos pais sairá dessa fase segura de si mesma, feliz com suas novas conquistas e orgulhosa, ao invés de tímida. É importante incentivar a autonomia das crianças nessa fase, mas isso não pode ser sinônimo de indisciplina. É comum que as crianças de 2 ou 3 anos façam cenas no meio da rua, se recusem a dar a mão para atravessar a rua, e digam "não" com muita facilidade. Cabe aos pais explicar carinhosamente o que a criança pode ou não pode fazer sem impedir que se desenvolva. A super-proteção também atrapalha o desenvolvimento e torna a criança dependente dos pais.

3 a 6 anos - INICIATIVA - aprendendo a ter iniciativa ao invés de sentir culpa
A terceira crise psicossocial ocorre entre os 4 e os 7 anos de idade. Nessa fase, a criança saudável aprende: (1) a imaginar, a brincar no mundo do faz-de-conta e da fantasia; (2) a cooperar com os outros; e (3) a dar e a receber ordens. Aprendem a equilibrar diversão e responsabilidade. A criança que é reprimida pelos pais nessa fase, sente-se culpada, cresce com medo, fica deslocada dentro do grupo, não tem iniciativa (depende muito dos adultos) e não desenvolve satisfatoriamente a imaginação e a criatividade. É importante que as crianças sejam encorajadas pelos pais a desenvolver sua criatividade, aprendendo a controlar seus impulsos sem se tornarem indisciplinadas.

6 a 12 anos - PRODUTIVIDADE - aprendendo a construir ao invés de se sentir inferior
A quarta fase surge no início da vida escolar (escola primária). Nessa fase a criança adquire noções básicas para a vida em sociedade, como: (1) relacionar-se com em grupo de acordo com regrais sociais; (2) brincar em grupo de forma organizada, seguindo regras; (3) ir à escola, aprender aritmética, leitura e estudos sociais. O dever de casa é uma tarefa que incentiva a auto-disciplina, que aumenta a cada ano do desenvolvimento. A criança que aprendeu, nos anos anteriores, a confiar, a ser independente e a ter iniciativa, será uma criança competente na escola e sem complexo de inferioridade perante os colegas.

12 a 18 anos - IDENTIDADE - descobrindo quem é para não se perder

Dos 12 aos 18 anos, o adolescente aprende a responder à pergunta "Quem sou eu?". Porém até mesmo os adolescentes mais saudáveis psicologicamente vivem um momento de difusão da identidade: a granda maioria deles envolve-se em menor ou maior grau com delinqüência, confusão e revolta. Segundo Erikson, durante a adolescência sadia o indivíduo amadurece sua perspectiva de tempo. Este é o momento psicológico mais importante da vida do indivíduo: o jovem descobre o seu caminho e, a partir de suas dúvidas, define sua identidade. Caso os conflitos anteriores não tenham sido bem resolvidos, o adolescente terá dificuldades para enfrentar este grande momento de definição. Se tiver sucesso, assumirá papéis construtivos dentro da sociedade, ao invés de seguir o caminho da delinqüência, como acontece com o adolescente mal preparado psicologicamente. O adolescente saudável é capaz de planejar seu futuro, antever suas realizações e a lutar por elas, ao invés de ficar paralizado devido a sentimentos de inferioridade. Caso contrário, não conseguirá definir sua vocação profissional, sua orientação sexual e seu papel na sociedade.

19 aos 30 anos - INTIMIDADE - descobrindo o outro para não se isolar

O adulto jovem e saudável já está preparado psicologicamente para ter intimidade afetiva e sexual com outra pessoa. Independente de seu sucesso profissional, o indivíduo só estará plenamente desenvolvido quando for capaz de ter intimidade com alguém. Aquele que não tiver alcançado a noção de intimidade terá problema para manter relacionamentos, terá medo de se envolver afetivamente e a depender de outra pessoa.

30 a 50 anos - CRIAÇÃO - aprendendo a gerar para evitar a estagnação

Na vida adulta, o indivíduo precisa produzir, criar, seja através da maternidade ou paternidade, seja trabalhando produtiva e criativamente. Segundo Erikson, as pessoas que são capazes de olharem para fora de si, para a família, terão a sensação de estarem contribuindo para as futuras gerações. Os indivíduos que não constituem família poderão sentir-se estagnados na meia idade. Caso o indivíduo supere as sete etapas anteriores do desenvolvimento psicossocial, é capaz de fazer julgamentos com maturidade e integridade. Sabe confiar, é independente e não tem medo de desafios. Trabalha pesado, enconrou seu caminho na vida e tem uma imagem de si mesmo que o satisfaz. Consegue manter uma vida íntima sem culpa, controle, arrependimento ou falta de realismo. Tem orgulho do que produz: seu trabalho, seus filhos, seus hobbies. Se uma ou mais etapas do desenvolvimento psicossocial não for bem resolvida, o indivíduo pode ter uma imagem ruim de si mesmo, viver insatisfeito, arrependido e desesperado.

a partir dos 50 - SABEDORIA - integridade do ego ao invés de desesperança

Com a velhice chega o momento de reflexão sobre a vida e seu papel no mundo. É a hora do balanço de suas conquistas e seus fracassos. Se a pessoa está satisfeita com a vida que teve e sente que existe uma união entre ela e as pessoas que a rodeiam, aceitará a morte com integridade. Citando Os Estágios de Desenvolvimento proposto por Erikson são oito fases distintas: Cada fase é responsável por um "conflito sócio-emocional" do indivíduo, exigindo uma superação dessa crise para que se chegue ao estágio seguinte. Pode-se comparar o desenvolvimento emocional e social da criança à construção de uma casa: a fundação da casa precisa ser firme para que o primeiro andar se sustente, e assim por diante até o último andar. Da mesma forma, cada fase do desenvolvimento da criança é importante para que a próxima fase possa ser superada sem problemas.


*Erik Homburger Erikson (Frankfurt, 15 de junho de 1902Harwich, 12 de maio de 1994) foi um psiquiatra responsável pelo desenvolvimento da Teoria do Desenvolvimento Psicosocial na Psicologia e um dos teóricos da Psicologia do desenvolvimento.
Erik Homburger Erikson nasceu em Frankfurt-sobre-o-Meno, Alemanha, em 15 de Junho de 1902. Começou a sua vida como artista plástico. Em 1927, depois de estudar arte e viajar pela Europa, passou a leccionar em Viena a convite de Anna Freud, filha de Sigmund Freud. Sob orientação dela, submeteu-se à psicanálise e tornou-se ele próprio psicanalista, embora tenha tecido criticas à psicanálise por esta não ter em conta as interacções entre o individuo e o meio, assim como por privilegias os aspectos patológicos e defensivos da personalidade. No início da carreira, o interesse de Erikson esteve voltado para o tratamento de crianças e as suas concepções de desenvolvimento e de identidade influenciaram as pesquisas posteriores, nomeadamente sobre a adolescência. A si se deve a expressão "crise da adolescência".
Em 1933 emigrou para os Estados Unidos e naturalizou-se americano. Leccionou nas universidades de Harvard, Berkeley e Yale. Na década de 1930, tendo mesmo habitado na reserva dos índios Sioux, as suas experiências pessoais em antropologia, muito referidas nas suas obras, deram-lhe uma perspectiva social marcante. As investigações com os índios confrontaram-no com o sentimento de desenraizamento e de ruptura que estes experienciavam entre a história do seu povo e a cultura americana. Em 1936 transferiu-se para um centro de estudos de relações humanas e começou a estudar a influência de factores culturais no desenvolvimento psicológico.
Com base nessas pesquisas formulou a teoria segundo a qual as sociedades criam mecanismos institucionais que propiciam e enquadram o desenvolvimento da personalidade, embora as soluções específicas para problemas similares variem de cultura para cultura. Na década de 1940, Erikson concebeu o modelo que expôs em ´Infância e sociedade´ (1950). Erikson publicou livros sobre Martinho Lutero, Gandhi e Hitler e escreveu ensaios em que relaciona a psicanálise com a história, política, filosofia e teologia, tais como ´A história da vida e o momento histórico´ (1975).
Entre os anos de 1946 e 1953, Erik Erikson integrou temporariamente o grupo reunido sob o nome de Macy Conferences, contribuindo para a consolidação da teoria cibernética junto com outros cientistas renomados: Arturo Rosenblueth, Gregory Bateson, Heinz von Foerster, John von Neumann, Julian Bigelow, Kurt Lewin, Lawrence Kubie, Lawrence K. Frank, Leonard J. Savage, Margaret Mead, Molly Harrower, Norbert Wiener, Paul Lazarsfeld, Ralph W. Gerard, Walter Pitts, Warren McCulloch e William Ross Ashby; além de Claude Shannon e Max Delbrück.
Criador da expressão ´crise de identidade´, Erik Erikson morreu em 12 de maio de 1994, em Harwich, estado de Massachusetts. As suas concepções revolucionaram a psicologia do desenvolvimento, continuando, nos dias de hoje, a motivar investigações e reflexões várias.


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