sábado, 24 de maio de 2008

APONTAMENTO HISTóRICO


↑ APONTAMENTO HISTóRICO

ANTIGUIDADE ORIENTAL
ø Tem início a dualidade escolar.
ø Conhecimentos restritos.
ø A grande massa populacional era excluída da escola.
ANTIGUIDADE GREGA
ø A Grécia pode ser considerada o berço da pedagogia.
ø Educação centrada na formação integral: corpo e espírito.
ø A educação era ministrada pela família, conforme a tradição religiosa.

ANTIGUIDADE ROMANA
Há três fases na educação romana:

ø A latina original, de natureza patriarcal;
ø A influência do helenismo criticada pelos defensores da tradição.
ø A fusão da cultura romana e helenística –influência nítida dos valores gregos.

IDADE MéDIA
ø A educação baseia-se na concepção do homem como criatura divina.
ø Obediência aos sábios e intérpretes dos livros sagrados manteve gerações sob o temor e o medo de perderem a alma.
ø O pensar rigoroso e formal determinou os passos do trabalho escolar


↑ RENASCIMENTO
ø Aparecem os primeiros colégios, no séc. XVI até XVIII.
ø A escola não dá só conhecimentos, mas também formação moral.
ø Educar torna-se uma questão de moda e uma exigência.
ø A sociedade, nesta época, rejeita a autoridade dogmática da cultura eclesiástica medieval, mas mantém-se ainda fortemente hierarquizada.

DESCARTES – sec. XVII
ø Retoma as teorias de Platão e dá-lhe o cunho de “ver as coisas pelos olhos da mente e não pelos olhos dos sentidos”.
ROUSSEAU – Sec. XVIII
ø Defende uma educação naturalista.
“O nosso verdadeiro estudo é o da condição humana”.
“O homem natural é tudo para si mesmo”.
ø A educação deveria levar o homem a agir por interesses naturais e não por imposição de regras exteriores e artificiais.

KANT – Sec. XVIII
ø Retoma as ideias de Descartes, sempre baseado nas filosofias platónicas, e afirma que:
“O Homem é movido por uma fé prática. O motor da acção humana”.
ø O homem progride pela vontade e pela experiência ancestral da vida.



↑ IDADE MODERNA
PEDAGOGIA REALISTA
JOãO PESTALLOZI – 1746-1827
ø Foi um grande adepto da educação pública.
ø Deu um impulso à formação de professores e ao estudo da educação como uma ciência.

HERBARD – 1776-1841
A construção pedagógica segue três procedimentos básicos:
ø “Governo – uma forma de controlar a agitação”
ø “Instrução – é a forma como se educa o desenvolvimento dos interesses”
ø “Disciplina – é a responsável por manter firme a vontade educada ou seja a autodeterminação”.

FROEBEL – 1782-1852
ø Inventa métodos para aperfeiçoar as habilidades.

“O desenvolvimento humano ocorre em todas as suas fases de crescimento”.
“A educação é um processo que faz com que o indivíduo esteja em harmonia com a natureza e com a sociedade”.

JOHN DEWEY – 1859-1952
ø As filosofias de vida são, na sua essência, teorias gerais de educação.

“A educação progressiva , consiste no crescimento constante da vida, à medida que aumentamos o conteúdo da experiência e o controle que exercemos sobre ela”.

OVIDE DECROLY – 1871-1932
ø A necessidade gera o interesse.
ø Do acto de comer pode surgir o estudo da alimentação, a origem dos alimentos...

“A educação não se constitui numa preparação para a vida”.

↑ TEORIAS CONSTRUTIVISTAS
LEV S. VYGOTSKY – 1896-1934
ø Professor e pesquisador.
ø Para ele o sujeito não é apenas activo, mas interactivo.

“O aluno não é o sujeito que só aprende, mas aquele que aprende junto ao outro e que o seu grupo social produz”.
PIAGET – 1896-1980
Principais objectivos da educação: formação de homens "criativos, inventivos e descobridores", de pessoas críticas e activas, e na busca constante da construção da autonomia.



↑ TEORIAS ANTI-AUTORITáRIAS
CARL ROGERS – 1902
ø é considerado um representante da corrente humanista.
“A educação é uma aprendizagem penetrante, que não se limita a um aumento de conhecimentos.”

A ESCOLA NOVA (Década de 30)
ANOS 40
ø A Proclamação dos Direitos do Homem, no seu art.º 26, diz:
“ A educação deve ter por objectivo o pleno desabrochamento da personalidade humana e o reforço do respeito dos direitos e das liberdades fundamentais”.

PAULO FREIRE – 1921-1997
“Só existe saber na invenção, na reinvenção, na busca inquieta, impaciente, permanente, que os homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros”.
“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na acção-reflexão”.
“Não há docência sem discência".

EDUCAçãO DE ADULTOS (DEC 60)
Na sequência das grandes transformações sociais, dos êxitos e fracassos das reformas do sistema educativo, a contestação universitária, a crise mundial da educação escolar... aparece o sistema de educação de adultos.


EDUCAçãO NO TERCEIRO MILéNIO
ø A explosão dos negócios mundiais;
ø O avanço tecnológico da crescente robotização;
ø O planeamento e organização racional da actividade pedagógica;
ø O parcelamento do trabalho, com a especialização das funções;
ø Ensino por computador, videoconferências;
ø O ensino à distância


↑ ABORDAGEM SOBRE CONCEITOS DE ADULTO
O Que é um Adulto?
ø Etimologicamente, Adulto vem do Latim “adultus” significa o que cresceu.
Adulto – Aspecto Biológico
ø Total desenvolvimento anatómico dos órgãos e da sua maturidade fisiológica.
ø Função reprodutora que começa a manifestar-se, em média, entre os 11 e os 15 anos.

Adulto – Aspecto Psicológico
ø A nível psicológico o estado adulto manifesta-se mais tardiamente.
ø é aceite geralmente que entre os 15 e os 18 anos o Homem alcance, em maior grau de intensidade, as funções intelectuais, emocionais e cognitivas.
ø O que caracteriza o adulto a este nível é a actuação responsável de quem sabe o que faz, porque o faz e os efeitos que advêm da sua conduta.

Adulto – Aspecto Sociológico


Trabalho
ø Quase todas as normas legais estabelecem os 16 anos como idade mínima para iniciar uma actividade laboral.

Participação Social
ø As aptidões intelectuais e físicas já amadureceram o suficiente para que o indivíduo subsista independentemente: intervém na resolução de problemas laborais, políticos, cívicos, manifestando a sua maturidade psicológica e sociológica propriamente dita.

Responsabilidade Jurídica
ø A constituição impõe aos indivíduos direitos e deveres, considerando-o responsável perante a Lei a partir dos 16 anos.


ø Desde que o Homem passou a agir pela inteligência e não pelo instinto, a educação tornou-se um imperativo para a sua existência.
O Homem começa a educar-se e a educar.

“ ... possivelmente a educação do adulto começa antes da educação das crianças”.



↑ Pedagogia\Andragogia


Definições segundo Malcolm Knowles


ø PEDAGOGIA - “é a arte de ensinar as crianças e jovens”

ø ANDRAGOGIA - “é a arte e a ciência de ensinar os adultos a aprender”


Pedagogia / Andragogia
ø é em oposição , e por contraste com os processos educativos utilizados com as crianças, que se constitui a Andragogia, entendida segundo a expressão de Malcolm Knowles, como uma “Nova arte de formação”.

ø Esta “Nova arte de formação”, fundada na Andragogia é que tornaria possível superar a situação dos adultos serem educados “como se fossem crianças”, isto é, com base no modelo pedagógico, consubstanciado na forma escolar “tradicional”






Quadro comparativo:
Abordagem de Malcolm Knowles
↑ Quadro comparativo

Modelo Pedagógico
Hipóteses Andragógicas
Papel da Experiência
A experiência daquele que aprende é considerada de pouca utilidade. O que é importante, pelo contrário, é a experiência do professor (ou do autor do Manual, ou dos materiais pedagógicos)
Os adultos são portadores de uma experiência que os distingue das crianças e dos jovens. Em numerosas situações de formação, são os próprios adultos com a sua experiência que constituem o recurso mais rico para as suas próprias aprendizagens.

Vontade de Aprender
A disposição para aprender aquilo que o professor ensina tem como fundamento critérios e objectivos internos à lógica escolar; ou seja, a finalidade de obter êxito e progredir, em termos escolares.
Os adultos estão dispostos a iniciar um processo de aprendizagem desde que compreendam a sua utilidade para melhor afrontar problemas reais da sua vida pessoal e profissional.

Quadro comparativo
Modelo Pedagógico
Hipóteses Andragógicas
Orientação

da Aprendizagem
A aprendizagem é encarada como um processo de conhecimento sobre um determinado tema. Isto significa que é dominante a lógica centrada nos conteúdos, e não nos problemas.


Nos adultos as aprendizagens são orientadas para a resolução de problemas e tarefas com que se confrontam na sua vida quotidiana (o que desaconselha uma lógica centrada nos conteúdos).





Motivação
A motivação para a aprendizagem é fundamentalmente resultado de estímulos externos ao sujeito, como é o caso das classificações escolares a das apreciações do professor.
Ao adultos são sensíveis a estímulos da natureza externa (notas, etc.), mas são os factores de ordem interna que motivam o adulto para a aprendizagem (satisfação profissional, auto-estima, qualidade de vida, etc.).


Dados curiosos

ø Segundo Kelvin Miller, os estudantes adultos após 72 horas só conseguem reter 10% do que ouvem, no entanto serão capazes de se lembrar de 85% do que ouvem, vêm e fazem, após o mesmo período de tempo.
ø O mesmo autor observou ainda que as informações mais lembradas são aquelas recebidas nos primeiros 15 minutos de cada aula ou palestra.
Kelvin Miller



↑ APLICAçãO DA TEORIA ANDRAGóGICA
O Professor e a Mudança
ø A mudança do ensino tradicional para o modelo Andragógico não é tarefa fácil.

ø O próprio professor deve ser preparado com métodos Andragógicos, pois no fundo estes também são adultos em formação. Burley (1985)




O Professor e a Mudança
" A tarefa do formador,..., consiste em orientar as opções do formando em ordem a proporcionar uma maior eficácia."
e acrescenta ainda que " é ambígua a distinção entre formando e formador, na medida em que o formando é também um ser em autoformação e desempenha, ainda o papel de formador, em relação ao formador " em título
",que é forçado a adequar a sua acção às reacções daquele."

Berbaum, Jean – Aprendizagem e formação. p.127





O Professor e a Mudança
A importância do espaço de formação
ø Os adultos pelas suas características são mais exigentes nas características do espaço de formação.
ø Valorizam o conforto, o ambiente e o bem estar.
ø Não devem ser colocados em cadeiras dispostas em fileiras.
ø Deve-se facilitar a comunicação e a visualização dos interlocutores, procurando eliminar obstáculos ou barreiras.

Meios e técnicas audiovisuais
O papel da experiência acumulada
ø Os adultos têm experiências de vida mais numerosas e diversificadas do que as crianças.
ø Quando formam grupos de trabalho estes são mais heterogéneos em conhecimentos, necessidades, interesses e objectivos.
ø O somatório destas experiências é uma mais valia para o enriquecimento da aprendizagem.
O papel da experiência acumulada

" a utilização da experiência pessoal aumenta a motivação das pessoas, que, ao verem-se implicadas pessoalmente se sentem mais animadas a participarem no processo e a fazer parte do grupo... "

Mão de Ferro, António – Métodos e técnicas pedagógicas. p. 59



Estamos sempre a aprender!
O adulto espera aplicar o que aprende
“Só há verdadeira aprendizagem quando o educando usa o que aprende ou, mais exactamente, quando, surgida a oportunidade é levado a aplicar o que aprendeu.”

Maria Villas Boas




Utilidade do conhecimento
ø Os adultos só se sentem motivados para aprender quando entendem as vantagens e benefícios dessa aprendizagem, assim como as características negativas do seu desconhecimento.
ø Quando o adulto reconhece a "necessidade de saber" a aprendizagem atinge o seu auge.

Planear e responsabilizar-se pela sua Aprendizagem
ø é importante o envolvimento do aluno desde o planeamento até à avaliação da sua aprendizagem.
ø Este deve ajudar o professor a seleccionar as matérias de acordo com as suas necessidades de formação.

As motivações do adulto para aprender
Motivações Externas

ø Notas de exames
ø Elogio do Professor

Motivações Internas

ø Satisfação profissional
ø Melhoria da qualidade de vida
ø Elevação da auto-estima




O Adulto na escola - Dificuldades
ø Limites temporais, prazos rígidos ou impostos para apresentação de resultados.
ø Planos de formação desadequados das características dos adultos.
ø Falta de tempo para consultas em bibliotecas, consultas na Internet, etc.
ø Qualquer programa de educação de adultos deve ter em conta, a vida familiar, social e laboral do aluno, no sentido de gerir os tempos disponíveis para formação e estratégias de aprendizagem.




ENSINO RECORRENTE
Ensino Recorrente
“...corresponde à vertente da educação de adultos que, de uma forma organizada e segundo um plano de estudo, conduz à obtenção de um grau e à atribuição de um diploma ou certificado, equivalentes aos conferidos pelo ensino regular”
“...caracteriza-se por uma organização específica que atende aos grupos etários a que se destina, bem como à experiência de vida entretanto adquirida e ao nível de conhecimentos demonstrados pelos seus destinatários”.

Informação da responsabilidade do Ministério da Educação




Ensino Recorrente - Objectivos
ø Assegurar uma escolaridade, de segunda oportunidade, aos que dela não usufruíram na idade própria, aos que abandonaram precocemente o sistema educativo e aos que o procuram por razões de promoção cultural ou profissional.
ø Atenuar os desequilíbrios existentes entre os diversos grupos etários, no que respeita aos seus níveis educativos.
Destinatários
ø Têm acesso ao Ensino Recorrente as pessoas que respectivamente completem 15 anos até 15 de Setembro para o 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e 18 anos para o Ensino Secundário.

EDUCAçãO EXTRA-ESCOLAR
Educação Extra - Escolar
"... é o conjunto de actividades educativas e culturais... sequenciais ou alternadas, organizadas fora do sistema escolar..., podendo articular-se com o ensino recorrente e a educação escolar. Os certificados atribuídos no âmbito da educação extra-escolar não relevam para efeitos académicos..."

Informação da responsabilidade do Ministério da Educação

Educação Extra – Escolar: Objectivos
ø Promover o desenvolvimento e a actualização de conhecimentos... em substituição ou complemento da educação escolar;
ø Combater o analfabetismo literal e funcional;
ø Promover a ocupação criativa e formativa dos tempos livres.
A Educação extra-escolar...
...organiza cursos de alfabetização (combate ao analfabetismo), de actualização (combate ao analfabetismo regressivo e renovação de conhecimentos), sócio educativos (formação cultural e cívica) e sócio profissionais (formação para o trabalho).

BREVE REFERêNCIA
ANIMAçãO COMUNITáRIA
Animação Comunitária
“um conjunto de práticas sociais que têm como finalidade estimular a iniciativa e a participação das comunidades no processo do seu próprio desenvolvimento e na dinâmica global da vida sócio-política em que estão integradas”

(Rico, A.C., 1992, p. 128)

Comunidade
“Comunidade é constituída por grupos primários (família, ciclo de amigos) e todos os outros grupos secundários mais imediatos (escola, paróquia,...). Existe um conhecimento pessoal relativo entre os indivíduos e a vida que os une. é mais estreita e efectiva entre todos; têm interesses e espaços comuns”.
Ander-Egg (1998, p. 33)
Objectivos:
ø Promover educação para o desenvolvimento integral das pessoas
ø Aquisição de saberes fundamentais para a resolução dos seus próprios problemas e os da comunidade onde se insere
ø Autogestão da sua vida quotidiana

↑ ENSINO à DISTâNCIA
RUMO AO NOVO MILéNIO
Aspectos Históricos
A Educação à distância parece ter tido início no séc. XVIII. No entanto, usualmente é mais apontado este início para 1840, altura em que, Isaac Pitman lançava no Reino Unido um curso à distância utilizando a correspondência postal como meio de comunicação.

Ensino à Distância
“O Ensino a Distância é um sistema tecnológico de comunicação bidireccional, que pode ser massivo e que substitui a interacção pessoal, na sala de aula, de professor e aluno, como meio preferencial de ensino, pela acção sistemática e conjunta de diversos recursos didácticos e pelo apoio de uma organização e tutoria que propiciam a aprendizagem independente e flexível dos alunos”.

GARCíA ARETIO, L. (1994) Educación a distancia hoy. Madrid
Tecnologias
ø Internet
ø Intranet`s
ø Televisão
ø Videoconferência
ø Audioconferência
ø Teleconferência
ø Serviços Postais

Vantagens da Educação à Distância
ø Eliminação das barreiras de acesso à aprendizagem
ø Diversificação e ampliação da oferta de cursos
ø Alternativa eficaz ao conceito formal de sala de aula
ø Possibilidade de permanência do aluno no seu ambiente profissional, cultural ou familiar
ø O aluno é o centro do próprio processo de aprendizagem e sujeito activo na sua formação
ø Conteúdo programático elaborado por especialistas e utilização de meios multimédia diversos
ø Aprendizagem dinâmica e inovadora, bidireccional
ø Redução de custos em relação ao ensino presencial
Dificuldades na EAD
ø Preço das comunicações em Portugal, não estimula os potencias utilizadores da EAD,
ø Qualidade e velocidade das linhas telefónicas,
ø Investimento lento na área das telecomunicações,
ø Grande parte dos potenciais interessados nesta forma de educação, não têm conhecimentos da língua dominante na Internet


O professor à Distância
ø Entender a natureza e a filosofia da educação à distância;
ø Identificar e desenvolver cursos interactivos para satisfazer cada nova tecnologia;
ø Adaptar as estratégias de ensino para transmitir instruções à distância;
ø Organizar recursos educacionais de uma forma satisfatória ao ensino à distância;
ø Treinar e praticar o uso de sistemas de telecomunicações;
ø Envolver-se na organização, planeamento e decisões;
ø Avaliar realizações, atitudes, e percepções dos alunos à distância;


@ Educação à Distância
ø Universidade Aberta
ø CEAC
ø Secretaria de Educação à Distância
ø Plenitude On-line Brasil
ø Universidade Federal de S.Paulo- Brasil
ø Universidade Virtual Centro Oeste - Brasil
ø Web School – Escola do Futuro
ø Educação Distância


BIBLIOGRAFIA E CONSULTAS

• BERBAUM, Jean (1993)– Aprendizagem e formação. Porto: Porto Editora.
• CANáRIO, Rui (1999) – Educação de adultos, um campo e uma problemática. Lisboa: Educa, p. 131-145.
• CAVALCANTI, Roberto de Albuquerque (1999) – Andragogia: A aprendizagem nos adultos. Revista de Clínica Cirúrgica da Paraíba. Brasil. nº 6.
• DIAS, José Ribeiro (1997)– Abertura a uma reflexão sobre as metamorfoses da pedagogia. Revista Portuguesa de Educação. Braga. nº 2.
• MãO DE FERRO, António (1994)– Métodos e técnicas pedagógicas. Lisboa: Edições Colibri.
• VILLAS BOAS, Maria V. C. – Educação – reflexões sobre uma prática.
Página WWW. [http://pessoal.mandic.com.br/~lucmac/educao.htm]



Details: Trabalho original publicado em pedagogia.tripod


Published by eduardo - 4/2/2008



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sexta-feira, 23 de maio de 2008

TRABALHO DE ARTICULAÇÃO PCNS RESUMO E PROJETO INTERDISCIPLINAR. (meus artigos).




JOÃO CARLOS MARIA*

TRABALHO DE ARTICULAÇÃO PCNS RESUMO E PROJETO INTERDISCIPLINAR

Trabalho apresentado ao Curso (Pedagogia módulo 5 noturno) da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para a disciplina [Articulação dos eixos temáticos].

Orientadora: Profª. Marlizete Cristina Bonafini Steinle.
Campinas
2008

RESUMO DA INTRODUÇÃO DOS PCNs

Introdução: Dando continuidade ao módulo 5 e através da articulação dos eixos temáticos faremos uma leitura, um resumo do volume 1 dos PCNs (introdução) e por fim um projeto interdisciplinar usando como suporte os PCNs sobre temas transversais e as disciplinas trabalhadas no módulo 5 de pedagogia.
Numa sociedade democrática, ao contrário do que ocorre nos regimes autoritários, o processo educacional não pode ser imposto pelo governo. Deste modo a elaboração dos PCNs passou por todas as vias democráticas e contou também com dados da fundação Carlos Chagas. Estes dados mostram a evasão escolar e outros aspectos que são importantes na construção de um projeto, e neles (PCNs) encontramos orientações didáticas, de conteúdos, os ciclos, os tipos de avaliações e promoções.
A história pedagógica, que por muito tempo foi centrada no professor, passou por uma reestruturação e hoje é centrada no aluno, considerando sua realidade sócio-histórico-crítica. Deste modo os PCNs são um conjunto de procedimentos que visam auxiliar o professor em sala de aula, abordando temas como deveres, direitos, sexualidade, autônomia etc.
Como todo projeto desta envergadura, os PCNs necessitam de constante questionamento e revisão dos seus propósitos e signicado, pois a sociedade como um todo passa por transformações éticas e morais das mais variadas. Essa possibilidade contínua de revisão permite que as limitações que porventura surjam no percurso de nossa práxis possam ser identificadas e superadas, efetivando o ensino-aprendizagem. Neste sentido, toda escola deve estimular todos os seus professores, coordenadores, orientadores, pais, e a sociedade como um todo a participarem da elaboração do projeto político pedagógico.
Após esta breve introdução, na página seguinte vamos elaborar um projeto interdisciplinar sobre os temas traversias, utilizando para isto a leitura dos PCNs - temas transversais, pluraridade cultural.



PROJETO INTERDISCIPLINAR - TEMAS TRANSVERSAIS
PLURARIDADE CULTURAL


Os temas transversias que fazem parte dos PCNs são compostos de seis áreas: Ética (Respeito Mútuo, Justiça, Diálogo, Solidariedade), Orientação Sexual (Corpo: Matriz da sexualidade, Relações de Gênero, Prevenções das Doenças Sexualmente Transmissíveis), Meio Ambiente (Os Ciclos da Natureza, Sociedade e Meio Ambiente, Manejo e Conservação Ambiental), Saúde (Autocuidado, Vida Coletiva), Pluralidade Cultural (Pluralidade Cultural e a Vida das Crianças no Brasil, Constituição da Pluralidade Cultural no Brasil, o Ser Humano Como Agente Social e Produtor de Cultura, Pluralidade Cultural e Cidadania) e Trabalho e Consumo (Relações de Trabalho; Trabalho, Consumo, Meio Ambiente e Saúde; Meios de Comunicação de Massas, Publicidade e Vendas; Direitos Humanos, Cidadania). Podemos também trabalhar temas locais como: Trabalho, Orientação para o Trânsito, etc. Dentro deste universo, escolhi como tema transversal a Pluraridade Cultural para a elaboração do projeto interdisciplinar. Vamos a ele.

TEMA: Trabalhando as diversas culturas em sala de aula. Este tema foi elaborado com a participação de alunos e professor.
TÍTULO: Meus amigos e eu somos diferentes e iguais.
Vivemos num país continental que vem sofrendo constantes transformações, tanto na política quanto na produção industrial e do próprio modo de viver capitalista. Desta forma é interessante notarmos que num bairro há pessoas advindas das mais váriadas localidades, que professam diferentes credos e compõem as mais diversas etnias. É importante sabermos que fazemos parte de uma sociedade.
OBJETIVOS: Essa visão de sociedade nos mostra claramente a necessidade de reforçar na criança valores de cidadania, respeito mútuo, solidariedade e compreensão de que todos juntos formam uma comunidade – e que esta comunidade a criança não encontra pronta, mas ajuda diariamente a construir. Cumpre-nos desenvolver nos educandos o senso de civilidade e fraternidade.
CONTEÚDOS: De civilidade, posicionamento de espaço, senso-crítico, músicas regionais, contação de história metaforicas , parlendas , pontos cardeais. Lingua protuguesa. Ponto final, vigula, ponto de esclamação, pnto de interrogação, Contas de mais e menos e noções de tempo e espaço.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Podemos começar contando uma história cuja mensagem seja compatível com nossos objetivos (existem inclusive vários livros especialmente recomendáveis, como O Patinho Feio, Menina Bonita do Laço de Fita, O amigo do Rei, etc). Após a história, podemos explorar a linguagem oral, pedindo às crianças que digam aos colegas a parte que mais gostaram, o que poderia ser diferente. Depois disso, pedimos para que relacionem os personagens, (ou que reescrevam a história - individual ou coletivamente) podendo trabalhar também operações matemáticas com o número de personagens, bem como a ilustração da história. Um bom conto possibilita também a abordagem de aspectos relacionados a Ciências, Geografia e História.
Usando recortes de revistas e fotos da família, a criança poderá descrever tipos de brincadeiras e super-herois dos quais gostam, e músicas ouvidas em casa. Fixada a abordagem a ser utilizada, é necessário formular um conograma.
PROCEDIMENTOS - HISTÓRIA: Conseguir recortes e fotos da família para a montagem de um cartaz.
PROCEDIMENTOS - LÍNGUA PORTUGUESA: Elaboração de um texto descrevendo gostos culinários da família, músicas, danças, brincadeiras e programas preferidos.
PROCEDIMENTO - GEOGRAFIA: Informar o nome de seu bairro, rua, se mora em casa ou apartamento, tipo de percurso ou trajeto que faz para chegar à escola. Faça um desenho de sua rua e casa.
REFERÊNCIAL TEÓRICO: PCNs Introdução, PCN Pluraridade Cultural, Apostila módulo 5, revistas , fotos, recortes etc.
TEMPO DE EXECUÇÃO: Para que atinjamos nossos objetivos e conteúdos cada etápa será ealizada em um dia.
Para cada matéria que será trabalhda por dia 15 minutos levando-se em conta o tempo de atenção das crianças num determinado assunto.
AVALIAÇÃO: Como nosso obejtivo é verificar o nível de amadurecimento bem como como ele evoluio usaremos a avaliação dialógica. E dentro desta avaliação usaremos a avaliação prognóstica na qual veremos os pré requisitos ou avaliação de entrada; depois partimos para a avaliação diagnóstica na qual vamos mostrando os procedimnetos do dia a dia para verificarmos quem está incorporando as abilidade previstas. E por fim avaliação classificatória na qual faremos a avaliação final dos educandos. Deste modo não separamos as questões quantitativas e qualitativas da evolução do aluno.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Volume 1 – Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC, 1997

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Volume - 10.1 Temas Transversais Pluraridade Cultural. Brasília: MEC, 1997.

DEMO, Pedro. Ironias da Educação: mudanças e contos sobre mudança. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

ROMÃO, J. E. Avaliação dialógica: desafios e perspectivas. São Paulo: Cortez, 1998.

*o autor:
João C. Maria
aluno Unoparvirtual Campinas
curso pedagogia licenciatura.



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Sete anos no Tibet.


Sete Anos no Tibet - Seven Years in Tibet, 1997

Dirigido por Jean-Jacques Annaud. Com: Brad Pitt, David Thewlis, B.D. Wong, Mako, Danny Denzongpa, Jetsun Pema, Jamyang Wang Chuck, Ama Ashe Dongtse.

Tenho certeza de que havia algo a aprender em Sete Anos no Tibet. Durante todo o filme esperei me deparar com alguma bela lição ou com alguma daquelas cenas emocionalmente fortes que marcam os grandes clássicos. Nada disso aconteceu. O filme nada mais é do que uma sucessão de cenas - e só.

O roteiro, baseado no livro autobiográfico de Heinrich Harrer, narra sua difícil viagem pelo Tibet e seu encontro e amizade com o Dalai Lama, que tinha, na época, apenas 14 anos de idade. Mas não é só isso: Harrer é, na verdade, um poço de egoísmo. Um homem capaz de abandonar a própria esposa na véspera do nascimento de seu primeiro filho com o único objetivo de escalar o Nanga Parbat, um dos picos mais altos do Himalaia - e, consequentemente, a fama. Assim, sua convivência com o Dalai Lama se revela um verdadeiro aprendizado para ambas as partes, já que o Lama quer conhecer um pouco do estilo de vida Ocidental.

Jean-Jacques Annaud, um diretor de imenso talento, peca ao não conseguir transmitir a mínima emoção em sua narrativa. O filme é completamente insípido, o que é de se espantar quando consideramos o alto potencial da história que ele tinha para contar. As conversas entre Harrer e o Dalai Lama são absolutamente superficiais e recheadas de diálogos hollywoodianos, que não se coadunam com a personalidade do líder sagrado do Tibet. Em certo momento, por exemplo, ele pergunta ao personagem de Brad Pitt: 'Você acha que algum dia as pessoas vão ver o Tibet na tela de um cinema e se perguntar o que aconteceu conosco?'. Terrível.

Além disso, há um ponto, vital para a trama, que não é explicado apropriadamente em nenhum momento: por que o Dalai Lama se interessa por Heinrich Harrer, em especial, e não por seu amigo Peter Aufschnaiter? Seus cabelos loiros? Pelo que nos mostra Annaud, é o que parece. E a pergunta inversa também cabe aqui: por que Harrer se interessa pelo garoto? A única explicação que o filme fornece é que o sujeito passa a encarar o Lama como um substituto para o filho que deixou para trás. Seria até uma boa justificativa - se transmitida com competência, o que não é o caso.

Mas Sete Anos no Tibet possui, em contrapartida, um visual belíssimo. A fotografia de Robert Fraisse, injustamente ignorada no Oscar, é de tirar o fôlego, bem como a direção de arte e a cenografia. A cidade sagrada de Lhasa, onde o Dalai Lama reside (e na qual nenhum estrangeiro é permitido), é maravilhosa. Aliás, considerando-se que o filme não teve sequer um milímetro de celulóide rodado na Índia, o trabalho da técnica merece reconhecimento ainda maior.

As atuações são boas: Brad Pitt está muito bem como Heinrich Harrer e a culpa pela falta de emoção do filme não deve recair sobre suas costas. Seu envolvimento com o personagem é patente e sua 'transformação', relativamente convincente (digo 'relativamente' porque, como já dito, o roteiro não ajuda). Mas quem realmente surpreende no filme é David Thewlis, que interpreta o companheiro de viagem de Harrer. Thewlis é um bom ator, mas lembrem-se de que seu último trabalho havia sido A Ilha do Dr. Moreau, no qual ninguém se salva. Aqui, Thewlis dá a volta por cima e, como o roteiro não castiga muito seu personagem, seu trabalho acaba sendo o de maior impacto no filme.

No geral, Sete Anos no Tibet ainda poderia ter sido salvo por uma edição mais econômica. A sensação final é a de que o filme é longo e, em alguns momentos, bem cansativo. Uma pena. Ainda tenho aquela sensação de que poderia ter me emocionado muito com esta história.

21 de Maio de 1998

http://www.cinemaemcena.com.br/cinemacena/crit_editor_filme.asp?cod=378

Trailler do filme.
crisdeltoro

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Sleepers - A Vingança Adormecida


Hoje é sexta-feira. Está a fim de um filme interessante ai vai. Sleepers se não assistiu vale a pena, se já assistiu vale a pena ver de novo.

Sleepers - A Vingança Adormecida
(Sleepers, 1996)

Gênero: Drama Duração: 147 min Origem: EUAEstúdio: Warner Bros. Direção: Barry Levinson Roteiro: Barry Levinson Produção: Steve Golin, Barry Levinson Última Atualização: 05 de Abril de 2005
Sinopse: Kevin Bacon, Robert De Niro, Dustin Hoffman, Jason Patric e Brad Pitt formam um grupo de amigos que estrela esta obra cinematográfica e simplesmente arrasam com suas espetaculares interpretações! Uma farra de juventude num bairro de Nova York tem como resultado um drástico erro da justiça: o grupo é condenado a cumprir um ano de prisão. Começa, então, o pior pesadelo para os quatro garotos que tornam-se vítimas das obsessões e loucuras dos sádicos guardas do reformatório. Um jeito muito duro e inesquecível de entrar na adolescência! Quinze anos mais tarde, eles têm a oportunidade de se vingar, recorrendo à mesma justiça deficiente que os condenou! Situações de tensão quase insuportável transformam Sleepers num Thriller eletrizante repleto de suspense e ação que, com certeza, vão prender você do começo ao fim.
http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=5893

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Aprenda a lidar melhor com seus dramas, através do cinema


Aprenda a lidar melhor com seus dramas, através do cinema21 de Mai, Qua - 10h40
( AE) - Por Lola Félix
São Paulo, 21 (AE) - Cheia de dramas, situações pitorescas e momentos de suspense, a vida daria um filme. Mas, muitas vezes, a sensação é de que ela já foi filmada - e é a nossa história que está sendo representada na tela. Por meio das lágrimas derramadas pelo mocinho ou dos risos causados pelo comediante, o telespectador revisita experiências, liberta-se dos medos, tem o ânimo revigorado. A história serve como pano de fundo para a representação de sentimentos ou situações parecidas.
"O cinema tem uma função catártica, purificadora", explica o psicólogo Jacob Goldberg, autor do livro "Psicologia em Curta-metragem" (São Paulo: Novo Conceito, R$ 35), que recomenda a cinematerapia a muitos de seus pacientes. "Assistindo a um filme, a pessoa vive realidades que o cotidiano não permite", completa.
Autoras de "Cinematerapia para a alma" (Editora Verus, R$ 35 em média), Nancy Peske e Beverly West explicam, no livro, que os filmes, mais do que uma forma de entretenimento, são importantes instrumentos que podem nos inspirar a crescer e nos motivar na busca de um sentido maior para a vida.
Golberg concorda. "Assistindo a um filme, sentimos vontade de fazer um roteiro da nossa própria vida", diz.
O Hospital e Maternidade São Cristóvão, em São Paulo, promove, todos os meses, o Bate Papo no Cinema, encontro gratuito no qual é apresentado um filme. O objetivo do serviço, segundo o psicólogo Marcelo Gianini, é proporcionar reflexões sobre aspectos psicossociais do dia-a-dia.
"Os temas são diversos. Com os filmes, fazemos com que a pessoa reconheça situações do seu dia-a-dia ou da rotina de um outro alguém, proporcionando a troca de experiências e idéias sobre a melhor forma de se lidar com cada assunto", esclarece o psicólogo.
A professora Deise Ramos, de 51 anos, esteve presente na última sessão, na qual foi exibida "Quem Somos Nós?", um misto de documentário e narrativa ficcional que conecta a ciência à espiritualidade. "Acredito que um bom filme tem o poder de mudar meu estado de espírito", diz Deise, que prefere as produções européias. Segundo ela, o importante é que o filme traga um sentido profundo.
Boxe: Para viver um amor
- Amélie Poulain (2001) - A excêntrica Amélie (Audrey Tautou) certamente tem um motivo para fugir de um relacionamento íntimo: seus pais superprotetores criaram a filha com medo de um súbito "mal" do coração. Porém, ela aprende a se divertir com as coisas simples, enfiando a mão num saco de cereais ou brincando com creme brulée com uma colher de chá. Mas será que ela terá a coragem de expressar seus profundos anseios, procurar amor e a intimidade e deixar para trás seu mundo de fantasia? Esse é um filme delicioso e inspirará você a aceitar seus próprios caprichos, a confiar no destino e se esforçar na busca daquilo que você merece.
Boxe 2: Contra a ansiedade
- Um dia de cão (1975) - Se você sente que está vivendo num mundo em que as coisas só tendem a piorar, assista à história de um homem desempregado e incapaz de pagar a operação de mudança de sexo de seu namorado que tem a idéia de assaltar um banco sem ter o menor talento para o crime.
Boxe 3: Para se reerguer
- O Mágico de Oz (1939) - Como vemos em "O Mágico de Oz", às vezes ignoramos nossas habilidades, subestimamos nossos poderes e acabamos percorrendo trilhas tortuosas através de escuras florestas, em busca de algum ser todo-poderoso que nos dê respostas e resolva todos os nossos problemas. Como Dorothy (Judy Garland), não percebemos que temos o poder e nosso interior, de voltar à fonte de nossa força e alegria sempre que quisermos. O segredo revelado neste clássico não é só que nossos magos geralmente são homens assustados, mas sim que, se quisermos sair do marasmo e ir para onde desejamos, temos que reconhecer nosso poder pessoal.


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PSICOPEDAGOGIA NO TERCEIRO MILÊNIO

OS CAMINHOS DA
PSICOPEDAGOGIA NO
TERCEIRO MILÊNIO
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Os estudos futuros necessariamente facilitarão a distinção do objeto de estudo da psicopedagogia dos objetos de estudo da psicologia e da pedagogia; e ao mesmo tempo a complementaridade destas três áreas do conhecimento

INTRODUÇÃO
Ao escrever sobre o tema "Os caminhos da psicopedagogia no terceiro milênio" vivenciei um duplo dasafio: o de pensar o que deveria acontecer no campo psicopedagógico nos anos vindouros, para o qual se faz necessário efetuar previamente um balanço do que foi feito até agora neste domínio do conhecimento, de forma tal que o referido balanço traga uma visão de conjunto e o de permitir realizar uma previsão para depois do ano 2000.

Por isso, esta exposição foi organizada em duas partes: a primeira implica uma visão retrospectiva que denomino "O balanço" e a segunda, que pretende ser uma reflexão sobre o futuro, que chamo "Os caminhos".

No meu entender, a análise do passado, pode ser realizada segundo três grandes dimensões: a teórica, a técnica e a institucional, enquanto que o projeto para o futuro está constituído por um conjunto de idéias que podem formar um programa de revisão de conceitos e técnicas já estabelecidos como assim também a construção de novos conceitos e novas técnicas.

O BALANÇO
Cabe assinalar que embora estes três domínios, o teórico, o técnico e o institucional, venham a ser comentados separadamente em função de tentar ser o mais claro possível, a realidade é que os três se desenvolvem simultaneamente, realimentando-se de forma recíproca.

A revisão da evolução teórica permite determinar distintos momentos. Um anterior à constituição do modelo em que se baseia a Instituição que nos convida para a comemoração do seu aniversário e outro momento em que se desenvolve a Epistemologia Convergente, sobre o qual me centrarei mais precisamente sem ignorar que também se desenvolveram outras linhas.

Anterior a Epistemologia Convergente é possível reconhecer:

Um período pré-científico que vai aproximadamente até o século XVIII onde não existia um claro conceito de aprendizagem e de dificuldades de aprendizagem, visto que as mesmas eram tidas como doença mental, que por sua vez era explicada por uma concepção demonológica: vale dizer sobrenatural.

O período seguinte, que vai até finais do século XIX e começo do século XX, é uma etapa de transição entre as explicações pré-científicas e as científicas. Neste período, Itard por um lado e Pinel por outro propuseram respectivamente uma explicação ambiental e outra biológica para a parada do desenvolvimento, apresentado pelo "menino selvagem" de Aveyron. Ambos determinismos - o ambiental e o biológico - respondem a concepções naturais da doença.

A etapa posterior começa com o nascimento de um sem número de escolas psicológicas contemporâneas: o estruturalismo de Wundt e Titchner; a psicanálise de Freud; o funcionalismo de Dewey e Woodwort; a reflexologia de Pavlov; a Gestalt de Wertheimer, Koehler e Koffka; a topologia de Lewin; o behaviorismo de Watson e os subprodutos psicológicos da escola piagetiana. Todas estas escolas consideravam que "sua causa" - o inconsciente, o estímulo, a estrutura, etc. - era a causa única e suficiente.

O último período inicia-se aproximadamente durante a década de 30, e pode ser chamado de período de integração de idéias, assim chamado, o mesmo se caracteriza desta forma porque alguns cientistas abandonam suas posições irredutíveis e mergulham no conhecimento de outros, o que permite a tomada de consciência das limitações, das descrições e explicações das distintas correntes, com a qual se gera um movimento integracionista.

A Argentina e mais precisamente a cidade de Buenos Aires, foi um lugar privilegiado tanto para o desenvolvimento da integração de teorias como da psicopedagogia.

Três fatos, embora lamentáveis contribuíram para o desenvolvimento da psicopedagogia na Argentina: a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Mundial e a repressão militar.

A Guerra Civil Espanhola ocorrida na década de 30, motivou a emigração de um grande número de intelectuais: entre os quais cabe mencionar José Ortega y Gasset o qual residiu, durante sua peregrinação, entre outros lugares, em meu país, trouxe consigo sua visão humanística com a qual sensibilizou os círculos mais renomados, produzindo uma renovação de conceitos e métodos intelectuais que prepararam terreno para o passo seguinte: as conseqüências intelectuais da segunda guerra mundial.

A luta armada que aconteceu entre os anos 40 e 45 fez com que um número significativo de psicanalistas europeus, buscassem na América do Sul um novo lar; o que beneficiou novamente a Argentina ao difundir entre nós suas práticas e conhecimentos. Pouco tempo depois começou a se conhecer a teoria piagetiana, produzindo-se uma significativa oposição entre os seguidores de ambas as escolas.

As décadas de 70 e 80 foram testemunhas da mais crua repressão e intimidação que sofrera a Argentina. É importante lembrar que desapareceram 30.000 pessoas das quais 4.400 foram jogadas vivas no mar. Isto produziu simultaneamente uma dispersão e enclausuramento de intelectuais, em particular de todos aqueles cuja profissão começava com "psi": psiquiatria, psicologia, psicopedagogia, etc.

Enquanto os colegas que emigraram, se saciaram de outras fontes, ao mesmo tempo que levaram seus conhecimentos a inúmeros lugares, aqueles que ficaram enclausurados, se dedicaram à reflexão, à investigação clínica e à produção de escritos. Entre estes últimos se encontra quem lhes fala, o que elaborou um paradigma denominado Epistemologia Convergente: o qual consiste na assimilação recíproca de contribuições da Psicanálise, da Escola Piagetiana e da Psicologia Social.

A revisão da dimensão técnica permite lembrar dentro desta linha, a elaboração de instrumentos conceituais, recursos diagnósticos, assistenciais e preventivos, individuais e grupais.

Entre os instrumentos conceituais que se elaboraram, cabe mencionar: o esquema evolutivo da aprendizagem, o processo diagnóstico, a matriz do pensamento diagnóstico individual, o quadro nosográfico das dificuldades de aprendizagem e os critérios de seleção para a inclusão em grupo de tratamento psicopedagógico. Por outro lado, quanto aos instrumentos concretos se encontram, entre outros: a entrevista operativa centrada na aprendizagem, as técnicas projetivas psicopedagógicas, a caixa de trabalho individual, a caixa de trabalho grupal e os recursos diagnósticos e terapêuticos, individuais e grupais.

É importante mencionar que, além dos trabalhos com as unidades de análise indivíduo e grupo, começaram as primeiras tentativas de sistematizar conceitual e tecnicamente outras duas unidades de análise: a instituição e a comunidade. Aproximadamente até 1996, eu acreditava que a psicopedagogia possuía somente duas unidades de análise: o indivíduo e o grupo, ambas como unidades funcionais ou seja que o grupo apesar de possuir heterogeneidade estrutural - por seus diferentes integrantes - tinha homogeneidade funcional e aprendia como um todo, não como uma soma de indivíduos.

Algumas circunstâncias me colocaram frente a trabalhos com outras duas unidades: a instituição e a comunidade. Trabalhos que me permitiram realizar aproximações preliminares sobre as mesmas. O trabalho de nível institucional consistiu no Estudo da Universidade de Buenos Aires, a pedido da Reitoria desta Alta Casa de Estudos e os trabalhos a nível comunitário foram realizados - na Argentina - para o Estado de Neuquen, cujo governo desejava desencadear o processo de industrialização - e no Brasil - na Prefeitura de Santo André, cuja Secretaria de Cultura, Educação e Desporto queria estudar os mecanismos de aprendizagem da comunidade desfavorecida que não se sentia - entre outras coisas - com direito a usar os lugares públicos. A população pertencia às favelas e por um obsatáculo emocional não se sentia com direito a usar praças, passeios, etc.

O desenvolvimento institucional - novamente restrito às instituições vinculadas à Epistemologia Convergente, começou em 1977 com a criação do Centro de Estudos Psicopedagógicos em Buenos Aires. Neste, se organizaram quatro departamentos: docência, assistência, investigação e publicações. Cada um dos quais alcançou distintos graus de desenvolvimento em função de diferentes fatores internos e externos. O departamento que mais se desenvolveu foi o de docência, logo em seguida o de assistência e finalmente os de publicações e investigações.

O departamento de docência dedicado à formação de pós-graduação oferece esta formação a todo graduado em pedagogia, psicologia, fonoaudiologia, medicina, etc. e também a psicopedagogos que se interessam pela linha teórico-técnica deste Centro de Estudos Psicopedagógicos. Os três anos de formação - 1) teoria e técnica psicopedagógica, 2) contribuições da escola psicanalítica e de Genebra e 3) prática assistencial: diagnóstico e tratamento - são trabalhados com uma exposição teórica que serve de disparador e grupo operativo e/ou dramatizações. Também oferece a formação em núcleos, no interior do país e se fundaram Centros de Estudos no Brasil, que seguem a linha do Centro de Estudos Psicopedagógicos de Buenos Aires.

O Departamento de Assistência adotou ao longo destes anos, três modalidades: assistência individual, assistência grupal e assessoramento. As duas primeiras além de terem sido implementadas na sede do Centro de Estudos Psicopedagógicos, também foram levadas a cabo em hospitais: Centro de Saúde Mental de La Matanza, Hospital Ramos Mejía, Hospital Infanto Juvenil Dra. Carolina Tobar García e a nível de assessoramento na direção de Inovações Educativas da Secretaria de Educação da Municipalidade de Buenos Aires.

Em 1982, logo depois de alguns cursos, tanto de psicopedagogia, como de grupo operativo, se fundou o Centro de Estudos Psicopedagógicos do Rio de Janeiro - CEPERJ, posteriormente em 1988 o CEP - Curitiba, em 1992 o CEP Salvador e recentemente foi solicitada e concedida a permissão para criar o Centro de Estudos Psicopedagógicos de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Cabe mencionar que tanto na Argentina como no Brasil algumas tentativas de criar outros Centros, um na Argentina e dois no Brasil se frustraram.

O Departamento de Publicações em 1981 em combinação com o Departamento de Docência, convidou a Dra. Elsa Schmid-Kitsikis, titular da Cátedra de Clínica da Universidade de Genebra para que nos visitasse na Sede de Buenos Aires , onde proferiu seminários, conferências e realizou supervisões. Também deve-se dizer que o Departamento de Publicações produz cadernos, traduz artigos e elaborou publicações.

OS CAMINHOS
O fazer da Psicopedagogia no terceiro milênio - também visto na perspectiva da Epistemologia Convergente - traz conjuntamente dois dasafios principais e indissociáveis: aperfeiçoar os resultados alcançados e abordar as eventuais provocações do futuro.

O aperfeiçoamento dos resultados alcançados pode ser generalizado sob a idéia de uma definição mais inclusiva e profunda do objeto de estudo da psicopedagogia, vale dizer, da aprendizagem e dos recursos diagnósticos, preventivos e assistenciais utilizados nas quatro unidades de análises, já mencionadas.

Mesmo que os resultados pré-citados, tragam uma clara dedicação ao sujeito individual, nos quais se privilegiam os aspectos cognitivos e afetivos (como construções sociais), acho indispensável levar a cabo investigações clínicas e experimentais, que aprofundem mais especificamente esta interação em situações de aprendizagem.

Até agora foram estudados três fenômenos: os da dimensão cognitiva, os da dimensão afetiva e os da interação entre ambos.

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mecanismos de objeto aglutinado

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mecanismos de objeto parcial

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mecanismos de objeto total

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interação numa dimensão

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mecanismos de insensivilidade

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mecanismos de disociação

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mecanismos de integração

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interação entre dimensões

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posição masculina (conteúdo)

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O que falta estudar é a influência que a aprendizagem produz em ambas as dimensões e na interação, o qual poderia ser apresentado como o gráfico que se segue:

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Também é necessário aprofundar-se nos conceitos de aprendizagem grupal, institucional e comunitária. Indivíduo, grupo, instituição e comunidade são, sem dúvida alguma, organismos vivos que aprendem.

UNIDADES DE ANÁLISE

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Sendo que cada uma delas influi na precedente, condicionando-a.

Influência de umas unidades sobre as outras

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Também se conhecem, até certo ponto, os elementos constitutivos de cada unidade e sua interação dentro da unidade. Contudo, estes conhecimentos não bastam.

Os elementos constitutivos de cada unidade são:

Indivíduo visca-graf6.gif (2195 bytes) Aprendizagem
intra-psíquica
Grupo visca-graf7.gif (2681 bytes) Aprendizagem
intra-grupal
Instituição visca-graf8.gif (2564 bytes) Aprendizagem
institucional
Comunidade visca-graf9.gif (2621 bytes) Aprendizagem
comunitária
Assim mesmo, cabe mencionar que muito provavelmente a psicopedagogia deva incorporar ao estudo dos mecanismos de aprendizagem uma nova e quinta unidade de análise: "a cultura".

Embora as unidades de análise, comunidade e cultura pareçam confundir-se e não seja fácil realizar uma clara distinção entre ambas, seguindo o critério de maior inclusão, anteriormente utilizado, pode-se dizer:

1° Que as culturas contem em seu seio comunidades.

2° Que uma cultura possui um conjunto de valores e respostas compartilhadas.

3° Que a interação entre culturas produz fenômenos que podem alcançar um grau de estabilização ou não.

Entre tais fenômenos cabe mencionar a difusão, quase no mesmo sentido da física, ou seja a integração do novo; a desintegração de uma das culturas e o estorvo cultural, uma parte da cultura evolui rapidamente e outra não.

As culturas são organismos vivos que se assemelham ao indivíduo mas com uma maior complexidade que se poderia bem dizer é de 5a. potência ( indivíduo, 1a. potência; grupo, 2a. potência; instituição, 3a. potência; comunidade, 4a. potência e cultura, 5a. potência) e ao mesmo tempo é a mais inclusiva.

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As culturas, como o indivíduo, para sobreviverem se abrem e se fecham ante os estímulos do meio, ou seja, podem crescer, deter-se, desintegrar-se e apresentar decalagens em sua configuração.

Sem lugar a dúvidas, no momento atual, em função dos avanços tecnológicos que facilitam a comunicação, esta unidade de análise adquire uma relevância fundamental, pois ao mesmo tempo que encerra a série das cinco unidades, se reverte sobre cada uma e sobre o indivíduo muito especialmente, fazendo que nele se introduza um conjunto de valores e condutas.

Justamente o governo da Cidade de Buenos Aires e UNICEF-Argentina implementaram conjuntamente, em 26 de outubro uma experiência com crianças e jovens de 8 a 17 anos que se encontra a meio cominho entre os níveis: unidade de análise comunidade e unidade de análise cultura.

Esta experiência denominada "Todos votam e eu também" consiste em consultar a opinião dos jovens coincidentemente com a data dos comícios para legisladores da Cidade de Buenos Aires; ao mesmo tempo que se os exercita na aprendizagem da participação e expressão democrática de suas opiniões.

Cabe mencionar que este estudo é o terceiro que se leva a cabo na América; mas o mesmo tem uma diferença em relação aos anteriores, o qual consiste em que as questões foram formuladas por crianças e jovens e não por adultos.

Esta experiência não só envolve a comunidade como também a cultura, já que pretende modificar de forma operacional a concepção de que os adultos tem razão e as crianças e jovens não.

O estudo das culturas como unidade de análise exige que o psicopedagogo realize um trabalho em equipe com o sociólogo, psicólogo social, o antropólogo e historiador, sem perda de seu objeto de estudo: a aprendizagem

De outra forma, mas não totalmente desvinculado ao que se acaba de dizer, é importante, que num futuro próximo, se aprofunde de um ponto de vista concreto, prático e técnico, a psicopedagogia institucional em suas modalidades: a psicopedagogia "na instituição" e a psicopedagogia "da instituição". Enquanto a primeira se aproxima da prática do consultório; a segunda se introduz na instituição como totalidade. Enquanto a primeira permite entre outras coisas, que as pessoas sejam incorporadas em um nível institucional - fábrica, escola, oficina, etc. - adequado às suas possibilidades, a segunda facilita o desenvolvimento da aprendizagem da instituição.

Aqui também, cabe expressar o anseio de que a falsa antinomia do sociologismo e o psicologismo deixe de ser uma resistência e se transforme em opostos complementares.

Outro caminho que deverá ser transitado no próximo milênio é o da investigação em psicopedagogia. As pesquisas psicopedagógicas são essenciais para o progresso desta área do conhecimento, tanto desde o ponto de vista teórico como técnico. As ciências que não realizam investigações são as que menos progridem. Muito provavelmente pela juventude da psicopedagogia não há um número necessário de investigações de caráter estritamente psicopedagógico. Os estudos futuros necessariamente facilitarão a distinção do objeto de estudo da psicopedagogia dos objetos de estudo da psicologia e da pedagogia; e ao mesmo tempo a complementaridade destas três áreas do conhecimento.

Por último e para encerrar esta exposição direi que outra meta da psicopedagogia em geral e da Epistemologia Convergente em particular é a de fundar Núcleos de assistência, docência e investigação que socializem, democratizem e humanizem o nosso fazer psicopedagógico.


Jorge Visca é formado em Ciências da Educação na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires e Psicologia Social na Primera Escuela Privada de Psicología Social. Fundou o Centro de Estudos Psicopedagógicos na cidade de Buenos Aires e os centros de estudos Psicopedagógicos do Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador no Brasil. Vem desempenhando como docente de Pós-Graduação na Universidade de Buenos Aires e Universidades Brasileiras na especialilização da Psicopedagogia. Realizou numerosas publicações em seu país e no estrangeiro e participou de congressos internacionais representando a Argentina. Participando como membro para eleição de docentes em diversas Universidades. Dirige estudos e investigações em Educação e Psicopedagogia. E ainda é professor convidado de várias Universidades Brasileiras.



© 1997, 1998, 1999, 2000 Trait Tecnologia Ltda.
Tel: 11-5051-1563 Fax: 11-5051-8642
Comentários para psicopedagogia@uol.com.br
Última atualização: October 03, 1999.


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Jorge Visca.


Jorge Visca

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Jorge Pedro Luis Visca (Buenos Aires, 14 de maio de 1935 — Buenos Aires, 23 de julho de 2000) foi um psicólogo social argentino. Graduou-se, também, em Ciências da Educação.

Foi o divulgador da Psicopedagogia no Brasil, Argentina e Portugal e o criador da Epistemologia Convergente, que propunha uma atividade clínica voltada para a integração de três frentes de estudo da psicologia: Escola de Genebra (Psicogenética, de Piaget), Escola Psicanalítica (Freud) e Psicologia Social (Enrique Pichon Rivière).

Fundou centros psicopedagógicos em Buenos Aires, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Salvador.

É autor do livro Clínica Psicopedagógica (1985) e atuou como consultor e assessor na formação de profissionais em diversos centros de estudos psicopedagógicos em universidades do Brasil e da Argentina.

Centro de Estudos Psicopedagógicos do Rio de Janeiro

Como um dos grupos remanescentes do pensamento de Visca no Brasil, o Centro de Estudos Psicopedagógicos do Rio de Janeiro - CEPERJ tem atuado na formação de psicopedagogos tomando como modelo inicial de funcionamento a organização adotada pelo Centro de Estudos Psicopedagógicos (CEP) de Buenos Aires, à época, um dos mais importantes centros na Argentina.

Ver também

Psicopedagogia


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Os quatro pilares da educação


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