sábado, 5 de janeiro de 2013

4 coisas que os ateus podem aprender com as religiões




A sociedade sempre foi dividida entre os que acreditam em uma entidade divina e aqueles que não. A proporção entre os dois grupos no Ocidente sempre foi muito grande, com o primeiro sendo a maioria esmagadora até meados do século XV. Com a chegada do Renascimento e sem o perigo de terminar na fogueira por conta da Inquisição, a elite pensante quis aplicar a racionalidade em todos os aspectos do homem, inclusive nas crenças religiosas. A partir daí, o número de ateus começou a crescer.
Contudo, a “crença” ateísta não evoluiu muito com o passar do tempo. Se ser ateu é não acreditar na existência de um deus, a maioria passa simplesmente a criticar as crenças daqueles que acreditam. Isso é fácil de fazer: pegar um sistema complexo, com milhares de anos de existência, encontrar uma falha na base do sistema (ou pensar que encontrou) e desmerecer todo o resto.
Se você parar para pensar, as religiões estão por aí há bastante tempo. Bastante mesmo. Nelas, há mais do que apenas crença num ser divino superior. É um conjunto de costumes e tradições que vêm se acumulando há muitas gerações. Simplesmente assumir que está tudo errado e não repousar um olhar mais atento à complexidade dessas crenças é cometer o crime do reducionismo.
Baseado nessa linha de pensamento, o filósofo Alain de Botton sugere, em uma palestra do TED, o nascimento de uma nova versão do ateísmo – o que ele chama de Ateu 2.0. Esse novo perfil de descrente vai além da mesmice de negar, negar, negar. Ele estuda as religiões e tenta entender o que tudo aquilo pode ensinar.
Abaixo, discuto quatro pontos que extraí do que ele falou.

Link TED | Um homem que propõe uma “religião para ateus” merece seus 20 minutos no TED

1. A religião educa melhor

As instituições de ensino, principalmente as Universidades, partem do pressuposto que somos seres humanos adultos e independentes, que precisamos apenas de informação e dados. Isso se reflete no modo de ensino: geralmente um conceito é estudado uma vez na sala, cobrado uma vez na prova e pronto, o sistema acredita que os alunos vão saber aquilo para o resto da vida. Errado.
As religiões, por outro lado, partem de um pressuposto bem diferente: elas nos enxergam como seres humanos com fraquezas, necessidades, sofrimentos, dúvidas etc. Isso se reflete na forma como as coisas nos são ensinadas: repetição. Sim, você vai à Igreja e ouve o mesmo sermão várias e várias vezes. A religião nos vê como seres que precisam ser educados (e não como máquinas de aprendizado) e, para isso, a repetição é fundamental.
Note que, de fato, as pessoas que realmente se dedicam ao estudo religioso, padres, pastores, monges, aprendem muito bem. Eu fico me perguntando como não vi nenhuma pesquisa de grande porte para investigar esse aprendizado.

"Este panfleto está em branco." "Nós somos ateístas."

2. Nós não somos apenas cérebros, somos também corpos

Nossa sociedade é muito racional. Inspirada pela filosofia dos gregos antigos, há um culto muito forte da racionalidade. Mas, a verdade é que somos um conjunto formado por corpo e mente; focar em apenas uma das partes não nos leva muito longe. As religiões parecem entender isso.
Por exemplo, há a importância da pureza na cultura judaica. Eles não apenas citam isso em sermões ou em livros escritos, há rituais em torno da ideia. Se você for a uma comunidade judaica ortodoxa, toda sexta-feira haverá um mikveh, no qual as pessoas se submergem na água, relacionando a ideia de purificação.
Uma ação física reforça uma ideia filosófica.

3. O uso didático da arte

Há a ideia de que artistas são pessoas de “outro mundo”, que vivem em bolhas pessoais e cujo processo de criação artística é algo que foge à compreensão humana. Há um consentimento geral que obras de artes são feitas não para serem compreendidas, mas sim para abrir espaço a várias interpretações. Por isso, a sensação mais comum quando você entra em um museu é de incompreensão.
Com essa abordagem da arte, perdemos a possibilidade de utilizá-la para fins didáticos. E isso a religião faz muito bem. Ao entrar em um igreja ou catedral, por exemplo, você vê que as imagens são quase autoexplicativas.
Se você pensar, os grandes artistas cristão foram propagandistas de seus ideais, como Rembrandt. E não há nada de errado nisso. A arte, em todas as suas formas (pintura, escultura, escrita etc), deve também servir a objetivos humanos e não apesar considerar-se um fim em si mesma.
Pietá, por Michelangelo
Legal olhar para um escultura e entender o que ela signifca. Um alô para os artistas contemporâneos.

4. Nós precisamos nos unir

Em outras palavras, você não vai mudar o mundo sozinho. Não é publicando um livro sozinho, ou protestando sozinho, ou xingando no Twitter sozinho. Por mais que uma pessoa possa fazer só, nunca será o suficiente. É preciso arrastar massas para mudar o status quo. Disso a religião entende muito bem.
Você pode não concordar com o motivo que os juntou, mas ver, por exemplo, 5 milhões de pessoas juntas em uma marcha, só em São Paulo, é algo grandioso.
“Então, ateus, deus não existe, nem fantasmas, nem coisas sobrenaturais? Ok, vamos seguir adiante. Isso não é o fim, mas simplesmente o começo de tudo.” – Alain de Bottom
Se você não acredita em uma religão, você não precisa negar o “pacote inteiro”. Você não precisa escolher entre uma vida religiosa, ritualística e uma vida atéia e isolada. Você pode fazer uma mistura, pegar o que achar de melhor em cada crença.
Há muita gente que não acredita na doutrina, mas gosta dos rituais. Por exemplo, não é Cristão, mas gosta do feriado e do clima do Natal. Ou é budista, mas curte visitar um bar Mitzvah. Seu posicionamento como ateu não te restringe a negar todas as crenças, mas te dá a liberdade de visitar todas elas e colher (ou pelo menos absorver enquanto conhecimento) aquilo que curte e vê sentido.
Eu já fui o tipo de ateu chato, que gostava de debater por nada. Eu achava divertido. Hoje, vejo qual o ponto disso. Se o outro acredita ou não em um deus, qual o sentido? O que você realmente deveria estar procurando? O objetivo final é se conectar com as pessoas. Então, leia a Bíblia, o Alcorão, os Mandalas… quanto mais você souber, mais mundos você poderá visitar, e mais pessoas você poderá conhecer.



http://papodehomem.com.br/4-coisas-que-os-ateus-podem-aprender-com-as-religioes/



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Respondendo ao "Eu, Ateu" sobre a Igreja Católica



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NOVA ORDEM MUNDIAL 2012



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Aula expositiva: o professor no centro das atenções


Essencial para apresentar um tema, sintetizar informações já trabalhadas ou fechar um conceito, a aula expositiva é o momento em que você tem a palavra. Saiba por que esse recurso deve ser valorizado e aprenda com quem já o inclui de forma produtiva no planejamento

Elisângela Fernandes (novaescola@atleitor.com.br). Colaborou Beatriz Santomauro
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Durante muito tempo, a aula expositiva foi o único procedimento empregado em sala de aula. No século passado, no entanto, ela perdeu espaço na escola e até passou a ser malvista por muitos educadores, já que se tornou a representação mais clara de um ensino diretivo e tradicional, que tem por base a transmissão do conhecimento do mestre para o aluno. Não é bem assim. Se bem planejada e realizada, essa estratégia de ensino - em que você é o protagonista e conduz a turma por um raciocínio - pode ser o melhor meio de ensinar determinados conteúdos e garantir a aprendizagem da turma. Mas atenção: ela nunca pode ser o único recurso usado em classe e deve sempre fazer parte de uma sequência de atividades (leia como quatro professores utilizam a aula expositiva em diferentes momentos nas páginas a seguir).

A aula expositiva se consolidou como prática pedagógica na Idade Média pelas mãos dos jesuítas, se transformando na estratégia mais utilizada nas escolas - quando não a única. A transmissão do conhecimento, sobretudo pela linguagem verbal, era uma corrente hegemônica. Acreditava-se que bastava o mestre falar para as crianças aprenderem. O século 20 trouxe luz sobre o processo de ensino e aprendizagem, e pesquisadores como Jean Piaget (1986-1980), Lev Vygotsky (1896-1934), Henri Wallon (1879-1962) e David Ausubel (1918-2008) demonstraram a importância da ação de cada indivíduo na construção do próprio saber e o papel do educador como mediador entre o conhecimento e o aluno. Com base nisso, a escola passou a valorizar outras formas de ensinar, como aquelas que envolvem a resolução de problemas, os trabalhos em grupo, os jogos e as pesquisas.

A disseminação dessas práticas e o fato de a aula expositiva ser associada a uma didática ultrapassada fizeram com que ela - injustamente - fosse ficando de fora do planejamento de muitos docentes. Não é a atividade em si que indica se o professor segue uma ideia tradicional de ensino, mas a forma como ele atua em todos os momentos. Aqueles que ainda trabalham com a perspectiva de transmissão do conhecimento não necessariamente usam só a aula expositiva. Eles podem até propor atividades práticas no laboratório de Ciências, por exemplo, e mesmo assim cobrar apenas a memorização dos alunos. Por outro lado, há os que passam uma significativa parte de seu tempo apresentando uma série de informações em frente à classe e estão, sim, interessados na aprendizagem de cada um dos estudantes.

Levar em consideração os conhecimentos prévios das crianças. Relacionar os conteúdos ao cotidiano delas, problematizá-los e sistematizá-los. Tornar a aprendizagem significativa. Essas são algumas das premissas que devem estar presentes em todas as atividades planejadas, e com a aula expositiva não é diferente. Quando esses aspectos são levados em conta, ocorre um distanciamento do modelo tradicional e uma aproximação da aula expositiva dialogada. "A troca com os estudantes nem sempre é explícita. Eles podem participar oralmente ou apenas refletir, em silêncio", explica Jesuína Lopes de Almeida Pacca, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com ela, para que isso ocorra, dois aspectos são fundamentais. Primeiro, o que está sendo apresentado precisa fazer sentido para a garotada e mobilizar seus conhecimentos. Segundo, é essencial que o professor conheça todos muito bem. Isso porque, enquanto fala, ele deve observar a reação deles, ver se estão atentos, com expressão de dúvida e estranhamento ou se demonstram interesse.

Levantar questões e incentivar a participação de todos, quando necessário, por vezes é um desafio. Há crianças e jovens que ficam mudos por timidez ou medo de falar algo errado. De acordo com Ana Lúcia Souza de Freitas, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), há também os que temem as gozações dos que acreditam ser uma perda de tempo ouvir uma pessoa que não seja o professor. "Mudar esse quadro leva tempo. É no dia a dia que essa confiança do grupo é construída." Para tanto, a saída é não recriminar os falantes e questionadores e valorizar o que dizem, comentando e incorporando suas ideias ao que está sendo exposto. Isso nem sempre é simples, mas um bom preparo e muito conhecimento sobre o assunto facilitam a tarefa (leia outros segredos da boa aula expositiva no quadro abaixo).



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Professor: Como fazer um seminário e como avaliá-lo

SEMINÁRIO DE SAÚDE EMOCIONAL PARA PROFESSORES

 Seminário é um procedimento metodológico, que supõe o uso de técnicas (uma dinâmica de grupo) para o estudo e pesquisa em grupo sobre um assunto predeterminado.
O seminário pode assumir diversas formas, mas o objetivo é um só: leitura, análise e interpretação de textos dados sobre apresentação de fenômenos e / ou dados quantitativos vistos sob o ângulo das expressões científicas-positivas, experimentais e humanas.
De qualquer maneira, um grupo que se propõe a desenvolver um seminário precisa estar ciente da necessidade de cumprir alguns passos:
  • determinar um problema a ser trabalhado;
  • definir a origem do problema e da hipótese;
  • estabelecer o tema;
  • compreender e explicitar o tema- problema;
  •   dedicar- se à elaboração de um plano de investigação (pesquisa );
  • definir fontes bibliográficas, observando alguns critérios;
  • documentação e crítica bibliográficas:
  • realização da pesquisa;
  • elaboração de um texto, roteiro, didático, bibliográfico ou interpretativo.
Para a montagem e a realização de um seminário há um procedimento básico:
o professor ou o coordenador geral fornece aos participantes um texto roteiro apostilado, ou marca um tema de estudo que deve ser lido antes por todos, a fim de possibilitar a reflexão e a discussão;
procede-se à leitura e discussão do texto-roteiro em pequenos grupos.
Cada grupo terá um coordenador para dirigir a discussão e um relator para anotar as conclusões particulares a que o grupo chegar;
cada grupo é designado para fazer:
a - exposição temática do assunto, valendo-se para isso das mais variadas estratégias: exposição oral, quadro-negro, slides, cartazes, filmes etc.Trata-se de uma visão global do assunto e ao mesmo tempo aprofunda-se o tema em estudo;
b - contextualizar o tema ou unidade de estudo na obra de onde foi retirado do texto, ou pensamento e contexto histórico-filosófico-cultural do autor;
c - apresentar os principais conceitos, idéias e doutrinas e os momentos lógicos essenciais do texto (temática resumida, valendo-se também de outras fontes que não o texto em estudo);
d - levantar os problemas sugeridos pelo texto e apresentar os mesmos para discussão;
e - fornecer bibliografia especializada sobre o assunto e se possível comentá-la;
plenário-é a apresentação das conclusões dos grupos restantes. Cada grupo, através de seu coordenador ou relator, apresenta as conclusões tiradas pelo grupo.
O coordenador geral ou o professor faz a avaliação sobre os trabalhos dos grupos, especialmente do que atuou na apresentação, bem como uma síntese das conclusões.
Outros métodos e técnicas de desenvolvimento de um seminário podem ser acatados, desde que seja respeitado o plano de prontidão para a aprendizagem.
Finalizando, apontamos que todo tema de um seminário precisa conter em termos de roteiro as seguintes partes:
a - introdução ao tema;
b - desenvolvimento;
c - conclusão.

Fonte: Guia para a elaboração de trabalhos escritos - UFRGS


 Quer Saber mais,

O que é Seminário

 Como Fazer Um Seminário

Professor como avaliar o seminário
 http://www.uel.br/col/biologia/bacharelado/tcc/documentacao/ficha_aval_semin.pdf

 http://vialittera.blogspot.com.br/2012/04/topicos-serem-avaliados-na-apresentacao.html

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Thomas Sowell analisa as políticas de ação afirmativa ao redor do mundo



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Hoje é dia do sagrado Amalaki Ekadasi dia 27/02/26 sexta-feira explicando e lendo

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