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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Qual é a lógica do ateísmo?
![]() |
| fonte desta tirinha http://profhendrickson.blogspot.com.br/2012/12/evolucao-propaganda-enganosa-do-ateismo.html |
Achei no Orkut e resolvi compartilhar. http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=61767&tid=5346869924762742938
Porissocri Fórum Gospel - 13/06/2009
Qual é a lógica do ateísmo?
Os cientistas céticos querem monopolizar a ciência em favor da afirmação de que Deus não existe, a verdade é essa, mas ciência que é ciência de verdade, não descarta hipótese alguma, e olha que a ídéia de um Ser Inteligente é uma senhora hipótese, pois trabalhar com outras que não oferecem a inteligência como foco na busca pela verdade, é de uma estupidez sem precedentes, pois quais seriam as chances da vida passar a existir sem a intervenção de um Ser superior e o que a ciência pensa disso? O que intriga os cientístas é o seguinte: Leslie Orgel, maior autoridade em origem da vida do mundo, admite que ainda falta uma peça do quebra-cabeças. Para tudo fazer sentido, diz ele, é preciso que moléculas primitivas tenham adquirido – em algum momento – a capacidade de se reproduzir. Ou seja, é preciso que exista vida. E como surgiu essa primeira fagulha de vida é o grande mistério.
Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/F antastico/0,,AA1320881-7092,00.html
Esta matéria deixa claro que “ainda falta uma peça no quebra-cabeça” da origem da vida, mas é bom que se esclareça que a “peça” que os cientistas céticos ainda não encontraram, está na vida do mais humilde cristão, Seu nome é Jesus, Deus!
"O Deus que foi expulso do céu por Karl Marx, banido do inconsciente por Freud, retirado do mundo empírico por Darwin, e assassinado por Friedrich Nietzsche está voltando à terra gloriosamente para espanto dos incrédulos".
Engraçado, os ateus dizem que não acreditam em Deus porque a fé não significa nada, o que eles querem é prova!
No entanto todo ateu tem fé que é filho do seu pai e de sua mãe sem um exame de DNA em mãos para comprovar o que dizem ser fato. Se isso não for fé, me explique o que é então.
Deus existe ou não? ambas as possibilidades são assustadoras, não sei por que brincar com algo tão sério.
Conclusão: O ateísmo não se baseia em lógica nenhuma, o ateísmo é o fruto do delírio da alma submersa na mais profunda manifestação da arrogância do coração humano. Porissocri
Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/F
Esta matéria deixa claro que “ainda falta uma peça no quebra-cabeça” da origem da vida, mas é bom que se esclareça que a “peça” que os cientistas céticos ainda não encontraram, está na vida do mais humilde cristão, Seu nome é Jesus, Deus!
"O Deus que foi expulso do céu por Karl Marx, banido do inconsciente por Freud, retirado do mundo empírico por Darwin, e assassinado por Friedrich Nietzsche está voltando à terra gloriosamente para espanto dos incrédulos".
Engraçado, os ateus dizem que não acreditam em Deus porque a fé não significa nada, o que eles querem é prova!
No entanto todo ateu tem fé que é filho do seu pai e de sua mãe sem um exame de DNA em mãos para comprovar o que dizem ser fato. Se isso não for fé, me explique o que é então.
Deus existe ou não? ambas as possibilidades são assustadoras, não sei por que brincar com algo tão sério.
Conclusão: O ateísmo não se baseia em lógica nenhuma, o ateísmo é o fruto do delírio da alma submersa na mais profunda manifestação da arrogância do coração humano. Porissocri
Porissocri Fórum Gospel - 14/06/2009
Hey Victor, Deus não veio de lugar nenhum, pois Ele é auto-existente, isso é uma prerrogativa de quem é Eterno, ou seja, sem princípio+sem fim = Eterno presente.
Porissocri Fórum Gospel - 14/06/2009
Hey Ricardo e Lucas, quando vocês estão com o pensamento em xeque, costumam dormir para ver se esquecem o vexame da derrota? :)
Porissocri Fórum Gospel - 14/06/2009
Felipe, a definição que você tem de Deus é diferente da minha, por que então não posso ter uma definição do ateísmo diferente da tua. Você comprou a verdade?
Carlos, partindo desta tua premissa,
Assim como farinha, fermento, ovos , leite, cholocate e chantilly não se tornam em bolo sem a ação de um confeiteiro, átomos, fótons e neutrinos jamais se tornariam em cérebro sem a ação de um Deus Vivo e Inteligente.
Assim como farinha, fermento, ovos , leite, cholocate e chantilly não se tornam em bolo sem a ação de um confeiteiro, átomos, fótons e neutrinos jamais se tornariam em cérebro sem a ação de um Deus Vivo e Inteligente.
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Para acentuar corretamente as palavras devemos identificar a sílaba tônica (forte).
por Só pra concurseiro
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Para acentuar corretamente as palavras devemos identificar a sílaba tônica (forte). Isso é o que chamamos de prosódia (estuda a tonicidade das sílabas). Ao errar a sílaba tônica comete-se a silabada.
Que palavras são acentuadas?
Regra geral: oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
OXÍTONAS = última sílaba é a tônica.
Macete: grave a palavra A t E M p O r a l
As palavras terminadas em A(s), E(s), O(s), EM(ens) são acentuadas.
Ex: cajá, café, vovó, também etc.
CUIDADO!!
Também são oxítonas:
Ureter;
Cateter;
Ruim;
Condor;
Novel;
Nobel;
Mister.
A parte em negrito é a sílaba tônica.
PAROXÍTONAS = Penúltima sílaba tônica.
Macete: outro dia eu li no chão um ps, mas na hora da prova você dirá: LINURXÃO UM PS ou, se preferir use essa frase: UM ROUXInoL PS.
As palavras terminas em L, I, N, U, R, X, ÃO, UM, PS e ditongo (OU do rOUxinol) levam acento se a penúltima sílaba for tônica.
Ex: vírus, caráter, água, tórax, táxi, túnel, bíceps etc.
CUIDADO!!
Também são paroxítonas:
Ibero;
Aziago;
Pudico;
Barbaria;
Maquinaria;
Dúplex;
Tríplex;
Látex;
Batavo;
Filantropo;
Misantropo;
Rubrica;
Índex;
Cassetete;
Pecha;
Inodoro;
Incesto;
Necropsia;
austero;
Recorde;
Avaro;
Botica;
Caracteres;
Dolo;
Blefe;
Hífen
A parte em negrito é a sílaba tônica.
PROPAROXÍTONAS = TODAS são acentuadas
CUIDADO!! com as seguintes palavras:
Ímprobo;
Ínterin;
Lêvedo;
Bávaro;
Ágape;
Álibi;
Ômega;
Protótipo;
Arquétipo;
Azáfama;
Aerólito;
Zênite;
Álcali
Posto isto, vamos a prática. Veja como esse assunto é cobrado em prova.
01) O estudo da devida
colocação do acento tônico das palavras é objeto da prosódia, uma das
partes em que se divide a Fonologia.
As palavras “Nobel”, “edito” (lei), “rubrica”, “aziago”, “ibero”, “ruim” classificam-se, respectivamente, no padrão culto da língua, como
As palavras “Nobel”, “edito” (lei), “rubrica”, “aziago”, “ibero”, “ruim” classificam-se, respectivamente, no padrão culto da língua, como
A) oxítona, paroxítona, paroxítona, paroxítona, paroxítona, oxítona.
B) paroxítona, paroxítona, proparoxítona, proparoxítona, proparoxítona, oxítona.
C) paroxítona, proparoxítona, paroxítona, oxítona, proparoxítona, paroxítona.
D) oxítona, proparoxítona, proparoxítona, paroxítona, paroxítona, paroxítona.
E) oxítona, paroxítona, paroxítona, paroxítona, proparoxítona, oxítona.
Qual é a resposta? (resposta logo abaixo, bastando selecionar a linha a seguir para seu conhecimento).
Quem respondeu letra "A" acertou.
Como se vê, as bancas preferem cobrar as exceções.
Abram os olhos!!!
Por hoje é só.
Abço
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SP: aulas na rede estadual começam dia 1º de fevereiro de 2013
O governo de São Paulo publicou na edição desta sexta-feira do Diário Oficial o
calendário escolar de 2013 nas escolas públicas do Estado. De acordo
com o cronograma, os mais de quatro milhões de estudantes devem retornar
para as salas de aula no dia 1º de fevereiro de 2013.
Ainda segundo o calendário, o primeiro semestre se encerra em 28 de junho e os jovens recomeçarão suas aulas no dia 1º de agosto. Depois disso, o término do ano escolar só deverá acontecer quando forem completados 200 dias letivos.
Para os 247 mil professores da rede estadual, a atribuição de aulas também já tem data definida: de 23 a 31 de janeiro de 2013. O calendário ainda estabelece que o período de férias dos educadores será entre os 1º e 15 de janeiro e de 1º a 15 de julho.
Segundo a Secretaria de Educação, o planejamento escolar acontece nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro e, novamente, em 30 e 31 de julho. Atividades de autoavaliação, discussões sobre resultados da unidade, conselho de classe e recesso escolar também já estão programados. O calendário completo pode ser consultado no site da secretaria.
Ainda segundo o calendário, o primeiro semestre se encerra em 28 de junho e os jovens recomeçarão suas aulas no dia 1º de agosto. Depois disso, o término do ano escolar só deverá acontecer quando forem completados 200 dias letivos.
Para os 247 mil professores da rede estadual, a atribuição de aulas também já tem data definida: de 23 a 31 de janeiro de 2013. O calendário ainda estabelece que o período de férias dos educadores será entre os 1º e 15 de janeiro e de 1º a 15 de julho.
Segundo a Secretaria de Educação, o planejamento escolar acontece nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro e, novamente, em 30 e 31 de julho. Atividades de autoavaliação, discussões sobre resultados da unidade, conselho de classe e recesso escolar também já estão programados. O calendário completo pode ser consultado no site da secretaria.
fonte : http://noticias.terra.com.br/educacao/sp-aulas-na-rede-estadual-comecam-dia-1-de-fevereiro-de-2013,5ef347c31bebb310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
Mas esta data pode ser alterada, pois, sabemos que a Secretária faz, as vezes certos ajustes.
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Caminho Suave
Caminho Suave
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Caminho Suave é uma obra didática, uma cartilha de alfabetização, concebida pela educadora brasileira Branca Alves de Lima (1911-2001), que se tornou um fenômeno editorial. De acordo com o Centro de Referência em Educação Mário Covas, calcula-se que, desde 1948 quando teve sua primeira edição, até meados da década de 1990, foram vendidos 40 milhões de exemplares dessa cartilha.
Em 1995, Caminho Suave foi retirada do catálogo do Ministério da Educação (portanto, não é mais avaliada), em favor da alfabetização baseada no construtivismo. Apesar de não ser mais o método "oficial" de alfabetização dos brasileiros, a cartilha de Branca Alves de Lima ainda vende cerca de 10 mil exemplares por ano.
Foi observando a dificuldade de seus alunos, a maioria oriundos da zona rural, que Branca Alves de Lima criou o método que ela própria denominou "alfabetização pela imagem". A letra "a" está inserida no corpo de uma abelha, a letra "b", na barriga de um bebê, o "f" fica instalado no corpo de uma faca, a letra "o", dentro de um ovo e assim por diante.
Especialistas em pedagogia afirmam que "Caminho Suave" e "Sodré" (de Benedita Stahl Sodré, autora da Cartilha Sodré) são os únicos métodos realmente brasileiros de alfabetização em português. O método da cartilha Caminho Suave começa pelas vogais, forma encontros vocálicos e depois parte para a silabação. O sucesso editorial seria devido ao fato de unir o processo analítico ao sintético, facilitando o aprendizado.
Explica Maria Sirlene Pereira Schlickmann no ensaio "As cartilhas no Processo de Alfabetização" , in Revista Linguagem em (Dis)curso, volume 2, número 1, jul./dez. 2001 (Unisul)
"a) método sintético: obedece uma certa hierarquização, vai da letra ao texto através da soletração e silabação;
b) método analítico: este método ganha maior importânica na década de 1930 com a ascensão da psicologia, quando a maior ênfase é dada aos testes de maturidade psicológica.
Com o passar dos tempos, foram surgindo cartilhas que misturavam o método sintético e o analítico, o que o levou a ser chamado de Método Misto. Como exemplo, podemos citar a cartilha Caminho Suave, publicada em 1948 por Branca Alves de Lima, que traz toda a fase do período preparatório".
Em 1995, Caminho Suave foi retirada do catálogo do Ministério da Educação (portanto, não é mais avaliada), em favor da alfabetização baseada no construtivismo. Apesar de não ser mais o método "oficial" de alfabetização dos brasileiros, a cartilha de Branca Alves de Lima ainda vende cerca de 10 mil exemplares por ano.
Método de Alfabetização pela Imagem
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, em 1997, Branca Alves de Lima relatou que quando começou a lecionar, em cidadezinhas no interior paulista, a prática pedagógica para alfabetização se chamava "método analítico". Com o fim do Estado Novo, em 1945, as autoridades do MEC chegaram à conclusão que o "método analítico" não funcionava e estava superado, e deram liberdade didática aos professores.Foi observando a dificuldade de seus alunos, a maioria oriundos da zona rural, que Branca Alves de Lima criou o método que ela própria denominou "alfabetização pela imagem". A letra "a" está inserida no corpo de uma abelha, a letra "b", na barriga de um bebê, o "f" fica instalado no corpo de uma faca, a letra "o", dentro de um ovo e assim por diante.
Especialistas em pedagogia afirmam que "Caminho Suave" e "Sodré" (de Benedita Stahl Sodré, autora da Cartilha Sodré) são os únicos métodos realmente brasileiros de alfabetização em português. O método da cartilha Caminho Suave começa pelas vogais, forma encontros vocálicos e depois parte para a silabação. O sucesso editorial seria devido ao fato de unir o processo analítico ao sintético, facilitando o aprendizado.
Explica Maria Sirlene Pereira Schlickmann no ensaio "As cartilhas no Processo de Alfabetização" , in Revista Linguagem em (Dis)curso, volume 2, número 1, jul./dez. 2001 (Unisul)
"a) método sintético: obedece uma certa hierarquização, vai da letra ao texto através da soletração e silabação;
b) método analítico: este método ganha maior importânica na década de 1930 com a ascensão da psicologia, quando a maior ênfase é dada aos testes de maturidade psicológica.
Com o passar dos tempos, foram surgindo cartilhas que misturavam o método sintético e o analítico, o que o levou a ser chamado de Método Misto. Como exemplo, podemos citar a cartilha Caminho Suave, publicada em 1948 por Branca Alves de Lima, que traz toda a fase do período preparatório".
Ferramentas de Apoio
A cartilha que alfabetizou 40 milhões de brasileiros, em 50 anos, ganhou ferramentas de apoio desenvolvidas pela educadora Branca Alves de Lima. Eram cartazes, cartazetes, carimbos, baralhos e livros de exercício (na década de 1980).Ligações externas
Quer imprimir a cartilha caminho Suave clique no link abaixo.
Ou na imagem.
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Palestra de Rodrigo Gurgel sobre o livro "Muita retórica-pouca literatura
MUITA RETORICA - POUCA LITERATURA
DE ALENCAR A GRAÇA ARANHA
Formato: LivroAutor: GURGEL, RODRIGO
Editora: VIDE EDITORIAL
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA - TEORIA E CRÍTICA LITERÁRIA
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
A Música e o Cérebro
| Saraswati- deusa indu das artes, da música e do conhecimento |
A Música e o CérebroAs "funções musicais” são um conjunto de atividades cognitivas e motoras envolvidas no processamento da música| Neurociência | Temas Livres | |
Há tempos vem se falando sobre as influências da música sobre a atividade mental e, em alguns casos, até sobre o comportamento animal. Bebês se acalmariam ouvindo músicas clássicas, bois confinados engordariam mais, galinhas botariam mais ovos e tantas outras observações curiosas. De qualquer forma, o tema música-cérebro tem sido fascinante.
De fato, atualmente algumas pesquisas têm revelado interações entre reações humanas e estímulo musical. Os trabalhos mais recentes se beneficiam dos exames de imagens funcionais cerebrais obtidas de aparelhos de ressonância magnética e tomografia por emissão de pósitrons.
Procura-se compreender, cada vez mais, o comportamento musical neurológico e as reações mentais das pessoas à música e ao som. Além de ampliar os conhecimentos sobre a fisiologia neurológica, esses trabalhos visam obter subsídios para as bases da musicoterapia em pacientes com distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Uma das conclusões que já se pode obter é que nossos cérebros têm circuitos distintos para perceber, processar e tocar música.
A música, como atividade neuropsicológica, requerer múltiplas funções cerebrais, tais como a função auditiva para escutar e apreciar a harmonia, ritmo, timbre, a função visual, para ler uma partitura, a função motora para execução instrumental e, mais fascinante, as funções cognitivas e emocionais para a interpretação e representação musical interior (Barbizet e Duizabo, 1985). Estudar as relações multifuncionais da música com o cérebro amplia os conhecimentos sobre a integração cerebral da capacidade de percepção e atividades comportamentais complexa.
O termo “funções musicais”, utilizado pela neurociência, são um conjunto de atividades cognitivas e motoras envolvidas no processamento da música. São mecanismos pelos quais o cérebro se organiza para coordenar todas as operações mentais envolvidas com a música. Atualmente já se pesquisa se a pessoa tem as habilidades musicais preservadas.
Outro termo que está cada vez mais presente nos exames de neurociências é a “amusia”. No plural, as amusias correspondem à perda das funções musicais. Observando que as afasias, que são alterações neurológicas da linguagem, nem sempre são acompanhada das amusias e, por causa disso, deduz-se que haja uma autonomia dos processos de comunicação verbal e musical, conseqüentemente, uma independência estrutural e funcional dos substratos neurobiológicos (Sergent, 1993).
Anatomicamente sabe-se que não existe um centro neurológico específico para a música, como existe para a linguagem, sendo a função musical difusamente presente em diversas áreas cerebrais, mesmo naquelas áreas envolvidas com outros tipos de cognição (Zatorre e McGill, 2005).
Para as pesquisas atuais a música ultrapassou sua natureza artística e passou a ser um instrumento para o estudo de vários aspectos da neurociência. Não é demais afirmar que o ato de ouvir e de produzir música envolve praticamente todas as funções cognitivas. Outra constatação interessante é que as áreas ativadas pela função musical variam com as experiências individuais e com o treinamento musical, tornando então muito mais complexo este estudo.
Sabe-se, há tempos, que cada cérebro tem suas preferências musicais pessoais, porém, alguns critérios de preferência são universalmente comuns e presentes em todos os cérebros. Acredita-se que as músicas capazes de chamar a atenção possuam uma estrutura melódica e temporal (harmonia e ritmo) suficiente para desencadear processos mentais automáticos de análise que criam expectativas sobre como a melodia deve prosseguir, desde as primeiras notas ouvidas. Esse processo não consciente de tentar adivinhar as próximas notas e, eventualmente acertar, é um estímulo prazeroso de recompensa que mantém o cérebro interessado em continuar expectando. Isso acaba resultando no sentimento de gostar da música.
Por conta dessa avidez cerebral em construir uma suposta familiaridade musical, quanto mais música se ouve, mais o cérebro aprende a acertar antecipadamente os padrões de melodias e ritmos, assim, mais música quer ouvir. O prazer da música talvez venha do trabalho agradável que ela dá ao cérebro.
As melodias simples demais como, por exemplo, um batuque ou um simples dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó, têm uma estrutura musical tão trivial que rapidamente deixam de estimular o cérebro a pressupor o próximo passo musical, perdem o interesse, logo, deixam de estimular o sistema de recompensa. Não obstante, a mesmice musical desses arranjos mais simples pode exercer um efeito rítmico, hipnótico ou torporoso no cérebro, mas não estimula o prazer pleno em desejar mais música.
Por outro lado, seqüências musicais muito complexas e difíceis de serem adivinhadas pelo cérebro, ou que não seguem algum padrão (normalmente de natureza cultural), são frustrantes para o sistema de recompensa. Por não oferecer prazer algum, a novidade musical complexa, estranha e algo bizarra é logo abandonada (Housel, 2002).
Na Universidade Federal Paulista de Medicina, o neurologista Mauro Muszkat pesquisou as alterações elétricas no cérebro de pacientes ao escutarem música. De um modo geral, as funções musicais parecem ser complexas, múltiplas e de localizações assimétricas, envolvendo o hemisfério direito para altura, timbre, discriminação melódica, e o esquerdo para ritmos, identificação semântica de melodias, senso de familiaridade e processamento temporal e seqüencial dos sons. No entanto a lateralização das funções musicais pode ser diferente em músicos, comparado a indivíduos sem treinamento musical, o que sugere um papel da música na chamada plasticidade cerebral segundo Muszkat. Para este neurologista, “um paciente que tenha sofrido algum dano cerebral pode recuperar algumas funções se for estimulado com a música”.
A arte não apenas produz prazer no ser humano, mas, sobretudo, provoca uma reação vivencial, um juízo, uma resposta (Blasco, 1998). Como arte a música tem o poder de sugestão, de projeção, de permitir a realização imaginária de desejos inconscientes, de lembranças, de sentimentos hedonistas e de comunicação, aliás, de comunicação universal.
Segundo o eminente maestro e compositor alemão Hans-Joaquim Köellreutter, figura proeminente da educação musical no Brasil nos anos 40, música é também linguagem, uma vez que utiliza um sistema de signos que transmite informações ou mensagens. Entretanto, preferimos considerar a música um eficiente meio de comunicação não verbal, mas não uma linguagem propriamente dita, pois não separa significante e significado com faz a linguagem. Além do mais, as estruturas neurológicas envolvidas para o processamento musical são funcionalmente autônomas e diferentes daquelas envolvidas com a linguagem, isto é, envolvidas com a fala, com a leitura e com a escrita.
Os atuais conhecimentos neuropsicológicos da música pretendem ainda compreender melhor as reações e o comportamento musical não apenas inatos, mas também adquiridos pelo aprendizado.
Músicas e Emoções
A música interfere na plasticidade cerebral, favorece conexões entre neurônios na área frontal do cérebro, que é relacionada a processos de memorização e atenção, além de estimular a comunicação entre os dois lados do cérebro, o que pode explicar sua relação com raciocínio e matemática. O ser humano é essencialmente musical, seja no ritmo corporal (andar, mastigar, falar...), seja no ritmo fisiológico (respirar, nos batimentos cardíacos, intestinos...), e a música tem se mostrado importante para o neurodesenvolvimento da criança e de suas funções cognitivas.
| Do lado psíquico, a música acompanha praticamente todos os momentos emocionais importantes nas nossas vidas, desde as canções de ninar até a música fúnebre. Isso contribui para a construção de relações de afeto com a música, afeto este que pode ser mobilizado na presença de determinadas músicas. |
Dessa forma, existe tanto um caráter social quanto um caráter pessoal relacionados às experiências musicais. Geralmente os afetos da pessoa são profundamente mobilizados pela música, a ponto de não se sentir feliz ouvindo uma música que recorde um momento triste e o vice-versa disso é importante nas recomendações musicais para ajudar no tratamento da depressão.
A atividade musical envolve quase todas as regiões do cérebro e os sistemas neurais. Por exames de imagem funcional cerebral vê-se que a música capaz de emocionar ativa estruturas das regiões cerebelares, responsáveis pela produção e liberação dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina e, principalmente da amídala, que é a principal área do processamento emocional. O ato quase automático de acompanhar uma música é capaz de ativar a região do hipocampo, responsável pelas memórias, bem como o córtex frontal inferior. Para a execução de músicas são acionados os lobos frontais, tanto através do córtex motor quanto sensorial.
O cérebro humano é formado por três partes: o arqui-cérebro, ou cérebro reptiliano, comum a todos os animais, o sistema límbico, aquisição evolutiva nos mamíferos, e o neo-cérebro ou cérebro cortical, presente em seres biologicamente mais evoluídos – como símios, baleias, golfinhos e ser humano.
O ritmo estaria relacionado com o cérebro reptiliano, um sistema comum a todos os animais e responsável pelo instinto. Músicas de ritmo básico, primitivo e primário, como o batuque ou o ritmo eletrônico, estimulariam mais essa parte reptiliana do cérebro humano. Bastante primitivo e capaz de entorpecer emoções mais sublimes. As músicas mais elaboradas e melodiosas provocariam o lado emocional do cérebro, como as músicas clássicas e românticas. Esse tipo de música ativa também o sistema límbico, relacionado com a intuição e o sentimento.
O compositor italiano Rossini, autor de músicas sacras, músicas de câmara e de mais de trinta óperas, dentre elas O barbeiro de Sevilha e Cinderela, escreveu: “A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso moral, é reconhecida por todo o mundo. A harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa. Tal sentimento existe num certo grau, mas se desenvolve sob a ação de um sentimento similar mais elevado. A música exerce uma influência feliz sobre a alma. E a alma, que concebe a música, também exerce sua influência sobre a música. A alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande, e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as almas mais encouraçadas e de comovê-las”.
Efeito “Mozart”A idéia do Efeito Mozart surgiu em 1993 na Universidade da Califórnia, em Irvine, com o físico Gordon Shaw e Frances Rauscher, pesquisadores em desenvolvimento cognitivo. Eles estudaram os efeitos sobre alguns estudantes universitários produzidos quando escutavam os primeiros 10 minutos da Sonata para Dois Pianos em Ré Maior de Mozart. Eles encontraram um melhoramento temporário do raciocínio espaço-temporal, conforme medido pelo teste Stanford-Binet de QI (Rauscher e Shaw, 1995).
Entretanto, nenhum outro pesquisador foi capaz de reproduzir esses resultados, mas, não obstante, o chamado efeito Mozart continuou a ser bastante divulgado na mídia, apesar de ser alvo de inúmeras controvérsias na literatura.
| Mais recentemente o Efeito Mozart tem sido investigado em relação à atividade registrada no EEG de pacientes portadores de epilepsia. O Hughes (1998) observou que a audição de Mozart (a mesma Sonata para dois Pianos em Ré Maior) induziu a significativa redução da atividade cerebral paroxística em períodos entre as crises em 23 de 29 pacientes (79%), incluindo pacientes em estado de coma. Mas Isso não é o mesmo que afirmar que ouvir a Mozart aumenta a inteligência em crianças. |
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791), foi um compositor influente do período clássico.
|
Observou ainda que não só a freqüência da atividade paroxística diminuía, mas também a amplitude das descargas. O Mapeamento Cerebral realizado durante a sonata mostrava diminuição da atividade teta e alfa nas regiões centrais, com aumento da atividade delta nas regiões central e média. O que isso significa clinicamente continua sendo um mistério.
MusicoterapiaAs respostas do ser humano à música são variadas por múltiplos fatores, desde a sensibilidade afetiva e cultural, afinidade musical, receptividade sensorial, educação e aprendizado, conjuntura social e outros. Fisiologicamente o som, com todas suas qualidades de ritmo, timbre e melodia, é uma das experiências sensoriais mais precoces do ser humano. Seus efeitos sobre o psiquismo são evidenciados a partir das cantigas das mães para embalar seus filhos. Esses sons precoces fixam-se indelevelmente no psiquismo do ser humano.
Os trabalhos com propósitos terapêuticos se baseiam nas múltiplas influências da música sobre diversos sistemas fisiológicos (não apenas cerebrais). Prioritariamente os conhecimentos atuais sugerem que a música possa ser aplicada em, pelo menos, quatro funções terapêuticas: na melhora da atenção, estimulando o desenvolvimento motor e cognitivo, nas habilidades comunicativas, na expressão emocional e na reflexão/sentimento da situação existencial.
Segundo alguns trabalhos de pesquisa, a musicoterapia poderá ser um recurso terapêutico e preventivo para diversas enfermidades neurológicas e psíquicas, porém, dentro do bom senso que deve acompanhar a ciência, essas possibilidades devem estar inseridas ainda no campo da pesquisa.
para referir:
Ballone GJ - A Música e o Cérebro - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, 2010.
fonte http://psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=336BibliografiaBarbizet J, Duizabo Ph - Manual de Neuropsicologia. Trad. Silvia Levy e Ruth Rissin Josef, Porto Alegre, Editora Artes Médicas Sul Ltda., 1985.
Blasco SP – Compendio de Musicoterapia. Volume I. Barcelona, Empresa Editorial Herder, S.A., 1999.
França Correia CM, Muszkat M, De Vicenzo NS, Reis de Campos CJ - Lateralização das Funções Musicais na Epilepsia Parcial - Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.56 n.4 São Paulo Dec. 1998.
Houzel SH - O Cérebro Nosso de Cada Dia, ed. Vieira e Lent, 2002.
Hughes JR, Daaboul Y, Fino JJ, Shaw GL - The "Mozart Effect" On Epileptiform Activity - Clinical Eletrooencephalography, 1998, 29(3):109-119
Rauscher FH, Shaw GL - Key components of the Mozart effect. Percept Mot Skills. 1998 Jun;86:835-41.
Rauscher FH, Shaw GL, Ky N - Listening to Mozart enhances temporal reasoning: Towards a neurological basis. Neuroscience Letters, 185, 44-47, 1995.
Sacks O - Alucinações Musicais, Relatos sobre a Musica e o Cérebro, Companhia das Letras, 2007.
Zatorre R, McGill J – Music, the food of neuroscience? Nature 434, 312-315, March, 2005.
Quer saber mais acesse o link abaixo.
http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=532
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