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quinta-feira, 7 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Dissidente cubano afirma que família Castro é capitalista
Dissidente cubano afirma que família Castro é capitalista
Redação SRZD | Internacional | 28/12/2011 20h53
Durante entrevista ao jornal peruano "El Comercio", o dissidente cubano Guillermo Fariñas criticou o estilo de vida dos irmãos Fidel e Raúl Castro, classificando como capitalista. De acordo com ele, a dupla estaria levando um ideal econômico progressivo de pragmatismo e desejo de poder.
Guillermo comentou que Fidel e Raúl têm propriedades na Espanha, Argentina e Chile, além de serem ativos em negócios na área de vinho e afirmou que os irmãos têm muito o que perder. "São comunistas, mas vivem como capitalistas", disse.
Para o psicólogo de 49 anos, a família Castro distorceu a ideologia comunista e deixou a vontade de "ficar na história" subir a cabeça. Segundo ele, Cuba já realizou uma série de manobras neoliberais, mesmo depois de pregar contra o modelo durante 40 anos. Ironizando, Guillermo deu a entender ainda que os líderes cubanos já tenham se vendido ao modelo capitalista por diversas vezes.
O dissidente falou ainda que os líderes cubanos sabem que não há outro caminho sem ser o capitalismo, porém procuram chegar até esse ponto sem que seja necessário qualquer tipo de custo político. Guillermo falou também sobre uma era pós-Castro, que estaria se aproximando, e utilizou a as revoltas do mundo árabe que derrubaram diversos líderes neste ano.
Para o psicólogo, Fidel tem medo de terminar como a família Gadafi, em que os membros perderam até as próprias vidas tentando defender o governo na Líbia, e prepara manobras precisas quanto a isso.
Guillermo explicou ainda as dificuldades de ser um opositor em Cuba, e afirmou que o modelo do país imprime medo na população desde o nascimento. Apenas com tempo seria possível perder o medo, "de pouco a pouco". Esta dificuldade seria uma das principais causas de não haver um movimento contra o governo, tendo em vista que os poucos que se tornam opositores estão atomizados.
Kant e a mediação entre espaço e tempo Anotação para desenvolvimento oral em classe
Kant e a mediação entre espaço e tempo
Anotação para desenvolvimento oral em classe(Continuação do tema "Ser e Conhecer")
Este assunto será tema da próxima aula do Seminário de Filosofia em São Paulo e no Rio (fevereiro de 2000). Divulgo aqui este rascunho para que os alunos possam estudá-lo com antecedência. -- O. de C.
Kant diz que o espaço não pode ser percebido empiricamente porque o simples ato de situarmos alguma coisa "fora" de nós já pressupõe a representação do espaço. O espaço não é portanto uma propriedade das coisas, mas uma forma sobreposta às coisas pela minha intuição delas.
Mas aí o espaço está identificado com o "fora", com a exterioridade, e não posso, só com base na pura representação da exterioridade, dizer que algo está fora de mim: esta afirmação é claramente a de uma relação entre o fora e o dentro, e pressupõe portanto a representação de ambos. Só que o "dentro", para Kant, é o puramente temporal e inespacial: o espaço é a forma a priori da exterioridade como o tempo é a da interioridade. Ora, se só possuo uma representação espacial do fora, enquanto do dentro tenho somente uma temporal, não posso, rigorosamente, dizer que nada em particular está fora de mim, porque a existência espacial em geral já consiste em estar fora. Dizer que algo está fora é, então, apenas dizer que não tem uma existência puramente temporal, mas que além de existir no tempo tem alguma outra determinação especificamente diferente. Em que consiste essa determinação? Parece impossível defini-la exceto negativamente, isto é, dizendo que na coisa percebida fora há um algo que não é tempo.
A pura existência temporal, inespacial, -- que Kant identifica com a interioridade -- apresenta similar dificuldade. Se tentamos dizer em que consiste, temos de nos contentar com excluir o espaço, e aí se torna impossível distinguir entre a inespacialidade e a simples inexistência.
Essas dificuldades provêm da identificação entre "espaço" e "fora", entre "tempo" e "dentro". Sem admitirmos um "espaço interior" e um "tempo exterior", não temos como dizer que alguma coisa está fora de nós, porque isto resulta em excluí-la do tempo, nem dentro, porque resulta em excluí-la do espaço, suprimindo em ambos os casos sua existência empírica, que segundo Kant consiste precisamente em estar no tempo e/ou no espaço.
Sem a mediação entre espaço e tempo, nenhuma percepção é possível. Mais ainda, essa mediação não pode ser puramente racional, mas tem de estar imbricada na estrutura mesma da percepção, porque caso contrário o ato de situar algo dentro ou fora seria a conclusão de um raciocínio e não um ato de percepção, que é precisamente o que Kant diz que ele é. No entanto, o conceito dessa mediação é incompatível com a redução kantiana do espaço e do tempo a formas a priori da sensibilidade projetadas sobre as coisas; porque a exclusão mútua do dentro e do fora constitui, para Kant, a estrutura mesma do ato de percepção: se houvesse um território intermediário entre tempo e espaço, esse território seria ele próprio a suprema forma a priori da sensibilidade, abrangendo e distinguindo espaço e tempo. Mas não há em Kant menção a esse terceiro fator: além do espaço e do tempo, há só as categorias da razão.
Ora, esse fator mediador é absolutamente necessário, e a partir do momento em que o admitimos já não podemos aceitar a doutrina de que espaço e tempo são formas projetadas, pela simples razão de que o "dentro" e o "fora", portanto o espaço e o tempo, perderam seu caráter absoluto de categorias e, tornando-se relativos a um terceiro fator, se contaminaram perigosamente de um componente empírico.
Ou é impossível distinguir dentro e fora, ou essa distinção tem algo de empírico e portanto espaço e tempo não são formas a priori.
O terceiro fator, que nos tira desse imbroglio, é, este sim, uma forma a priori da sensibilidade, e se chama existência(subentendendo-se: "existência versus inexistência"). Só se pode perceber como existente o que tem existência, e ter existência é estar inseparavelmente — embora sob aspectos distintos — no espaço e no tempo. Do mesmo modo, o inexistente é percebido como ausente do espaço e do tempo, e esta ausência ajuda a compor o quadro onde estão presentes as coisas presentes. O que quero dizer com "sob aspectos distintos" é que aquilo que é inespacial em essência e no seu puro conceito tem de se tornar espacial existencialmente esecundum quid para poder ser percebido, como por exemplo a tristeza ou a alegria que "em si" são pura temporalidade inespacial mas só podem ser vivenciadas em algum lugar do espaço (interno e externo), pela simples razão de que não vivenciamos empiricamente conceitos e essências puras, mas coisas e estados que existem no espaço e no tempo. Mutatis mutandis, o intemporal "em si" tem de se temporalizar existencialmente para existir ante a percepção.
Mas o mediador, para operar essas chaves da percepção, tem de ser supra-espacial e supratemporal. A forma a priori que denomino existência tem portanto dentro de si o quadro inteiro das distinções: temporal-inespacial, temporal-espacial, espacial-atemporal e espacial-temporal. Se não o tivesse, não poderia projetá-las sobre os dados da experiência. Mas, para que o tenha, é preciso que ela própria não dependa dessas distinções, e sim se estruture internamente segundo uma distinção muito mais abrangente, que é a do real e do irreal, o primeiro constituindo-se da dupla de polos temporal-espacial (isto é, a essência temporal que se espacializa existencialmente) eespacial-temporal (a essência espacial que se temporaliza existencialmente) e o segundo da dupla espacial-atemporal etemporal-inespacial, ambos constituídos de essências puras não existencializáveis, ou meras possibilidades. Por isto defino a metafísica como ciência da possibilidade (e impossibilidade) universal, isto é, como quadro delimitador não só do conhecimento mas do real mesmo. (1) Neste sentido, a estrutura da percepção já tem uma estrutura dedicidamente metafísica.
Kant admitiu o par existência-inexistência apenas como categoria da razão, mas obviamente ele está embutido já na estrutura mesma da percepção, na medida em que todo perceber tem uma natureza escalar e contrastante e consiste em notar não só as presenças, mas as ausências que lhes servem de pano-de-fundo. Os próprios juízos de existência seriam impossíveis se não houvesse, com anterioridade lógica se não cronológica, a percepção de existência, a qual por sua vez não pode ser concebida senão como oposto complementar dapercepção de inexistência. O ver alguma coisa não pode ser concebido senão como não ver alguma outra coisa — por exemplo, o oco da sua ausência — no lugar dela.
Tempo e espaço são formas da existência, bem como — negativamente — da inexistência. Quando, através de sua manifestação espacial, percebo algo que em si não é espacial, como por exemplo uma melodia, o que estou percebendo é uma existência parcial e deficiente: a melodia não existe como substância no sentido físico do termo, mas como efeito da ação de determinados corpos — os instrumentos de música, por exemplo, ou os órgãos da fonação humana. Percebo, no mesmo instante, que essa melodia tem uma estrutura matemática, a qual por sua vez é independente do tempo e do espaço, e que neste sentido tem uma existência ainda mais deficiente, como mera potência que é. Se eu não pudesse perceber essas formas deficientes, também não poderia perceber as eficientes ou plenas que lhes fazem contraste e que são perceptíveis justamente por esse contraste.
Existência-inexistência é, pois, forma a priori da sensibilidade e não somente da razão. Já o tempo e o espaço não podem ser formas a priori, mas apenas o resultado da diversificação da experiência quando esta é enfocada sob a categoria existência-inexistência, donde resulta a percepção diferenciada do espacial-temporal, do espacial-intemporal, etc.
De outro lado, existência-inexistência não poderia ser uma forma a priori da sensibilidade se não fosse também uma formaa priori dos dados sensíveis em si mesmos, de vez que o mais simples ato de percepção depende de certas qualidades que têm de se apresentar nos objetos mesmos e sem as quais não poderíamos percebê-los. Existência-inexistência é ao mesmo tempo categoria gnoseológica e ontológica: é a forma da percepção dos objetos no espaço e no tempo e inseparavelmente a forma da presença desses objetos no espaço e no tempo.
17/02/00
Nota
(1) V. a apostila Breve Tratado de Metafísica Dogmática (aulas de 1991) logo mais nesta homepage.
http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/kant2.htm
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Yoani Sánchez ESCRITO POR ESTEBAN FERNÁNDEZ | 04 M
ESCRITO POR ESTEBAN FERNÁNDEZ | 04 MARÇO 2013
INTERNACIONAL - AMÉRICA LATINA

Por demanda popular e porque muitos estão loucos para que eu diga algo a respeito, apesar de que eu já disse anteriormente tudo o que penso desta moça, passo levemente a “tocá-la com limão”.
Nada me surpreende mais do que o alvoroço de alguns sobre as declarações de Yoani Sánchez. Desde o primeiro momento Yoani falou e defendeu os doutrinados em Cuba dos quais ela é parte primordial.
Ao contrário, lhe estou muito agradecido por seus absurdos testemunhos porque somente Zoe Valdés na França recebeu mais queixas do que eu por nossas opiniões sobre esta dama que agora nos reivindica.
Jamais, desde a primeira palavra impressa, ela se fez eco do exílio histórico cubano. Além disso, desses não pode dizer nem um pio porque ela sabe somente o que o doutrinamento castrista lhe inculcou.
Quanto tempo teria durado sem que seus ossos tivessem sido enviados a Manto Negro, ou a qualquer dos cárceres cubanos para cumprir 20 anos, se tivesse dedicado três artigos defendendo, por exemplo, Luis Posada Carriles? Não teria passado do primeiro escrito. Ela sempre comentou sobre os aborrecimentos que padece a massa doutrinada. Coisas como que “há muito calor em Havana”, ou que “subiram os preços das frutas”. As mesmas incomodidades que o próprio Raúl Castro também critica...
Nada de dizer que os irmãos Castro são uns filhos de uma cadela que desde há tempo merecem estar no Inferno. Eu adoraria ler algo proveniente de sua imaginação sobre o enorme sofrimento do presídio político cubano durante o “Plano Camilo Cienfuegos”... Daria qualquer coisa para que lhe perguntassem, quem foi Eduardo Capote? Não tem nem a menor idéia. Quem não sabe que a este compatriota lhe cortaram vários dedos de uma mão de um baionetaço?
Se ela tivesse escrito celebrando a tentativa de voar Che Guevara em mil pedaços durante sua visita às Nações Unidas, agora o surpreso com suas declarações seria eu. Há uns rabiscos dela falando sobre a mochila que seu filho levou à escola. A qual cubano que verdadeiramente deseja a liberdade total de Cuba interessa isso? Evidentemente, talvez tenha recebido um prêmio de algum grupo esquerdista por esse bravo escrito. E para que ela aprenda: isso de “bravo escrito” é sim uma ironia.
“Que se acabe o embargo em Cuba, que devolvam a Base Naval de Guantánamo” são palavras de ordem fidelistas desde há mais de 50 anos. Meteram isso na cabeça dos cubanos com um cinzel. E o de que libertem os cinco espiões é uma ladainha constante na Ilha da qual ela faz eco, porque isso é a única coisa que ela sabe fazer. Por que não tem a coragem de pedir a liberdade de Eduardo Arocena, o líder de Omega 7? Ela é expert em bobagens e em como estão caras as berinjelas em Guanabacoa.
E que seja famosa, tampouco me alarma porque sei muito bem da forma em que se criam os ídolos de barro, desde a época em que tornaram um cantor norte-americano chamado Fabián famosíssimo, sem que ninguém o tivesse escutado jamais entoar uma simples melodia.
Yoani Sánchez é uma ignorante absoluta da luta desenvolvida pelos cubanos. Asseguro-lhes que ela não pode dar cinco nomes de patriotas fuzilados no El Escambray. Não sabe quem foram os três principais líderes da Brigada 2506. Eu lhe daria o “Prêmio Esteban”, acompanhado por 16 pesos cubanos, se ela se atrevesse a escrever um artigo defendendo o Movimento Nacionalista, e sobre as atividades de Guillermo Novo, de Horacio Minguillón, Gaspar Jiménez, Virgilio Paz, Dionisio Suárez, Pedro Remón, Héctor Fabián, Aldo Rosado.
Por que ela não disse algo sobre a morte de Abon Lee, o valente militar que pôs o cano em Camilo Cienfuegos por três vezes no Yaguajay? Por favor, nem sabe quem foi esse valente chinês!
Eu não me atrevo a considerá-la uma agente castrista, simplesmente sustento que é uma representante dos que nos odeiam a nós, os verdadeiros inimigos do regime opressor, que desejamos sua destruição total. Quem não pede JUSTIÇA na hora da libertação, que se vá.
Por que ela não dedica algumas horas em conversar com Tony de la Cova para quando voltar possa escrever sobre o ataque ao Moncada? Agora quando for a Miami deve visitar os escritórios de Alpha 66 para que veja - e possa refletir a respeito - as paredes cheias de fotos de mártires da luta.
A ver quantos prêmios lhe dão por três artigos sobre Yarey, sobre Vicente Méndez e sobre Orlando Bosch. Eu lhes asseguro que se ela ler uma coleção de meus escritos durante 45 anos, discordará mais de mim do que de Raúl e Fidel Castro.
Ah, e se alguém me quiser dizer que “ela vive lá e não aqui em liberdade”, antes deve averiguar com os güineros [1] para se inteirar se quando eu estava em Cuba me mantinha calado e submisso.
Yoani (parte 2)
Volto a falar de Yoani Sánchez e este é meu último artigo a respeito sobre ela. Não penso relegar meus ataque contra a tirania, nem ao comodismo, para me dedicar a esta moça. Quase todas as reações a meu escrito passado foram positivas, porém uns quantos pensam que eu não devia criticá-la. E a estes segundos, respeitosamente, dedico-lhes estas humildes linhas.
A primeira coisa que desejo dizer aos que não estão de acordo comigo é que: se minhas duas queridas filhas se atrevessem publicamente a pedir a liberdade dos cinco espiões, eu lhes interromperia e reagiria da mesma maneira que fiz com Yoani.
E adoro a memória de meus pais, mas se eles ressuscitassem e dissessem que consideravam que Gerardo Hernández e comparsas devem ser devolvidos a Cuba, seria a primeira vez que lhes faltaria com o respeito e lhes diria com descompostura: “Os senhores estão equivocados!”...
E não detesto estes cinco tipos porque são espiões, senão por haver custado as vidas de uns jovens patriotas, decentes, honestos e que estavam somente conseguindo salvar compatriotas de perecer afogados no mar. Creiam-me, que o mínimo que Yoani merece por suas opiniões desatinadas é que os pais destes rapazes lhes puxem as orelhas ainda no aeroporto de Miami por falta de respeito.
Alguém disse: “Quem é você para se atrever a criticar esta patriota?”. E eu respondo: quem diabos é Yoani Sánchez para que não possa ser tocada nem com a pétala de uma flor? Quem sou eu? Não sou nada do outro mundo, simplesmente um humilde cubano que 20 anos antes de Yoani nascer já estava publicamente defecando em Fidel Castro em qualquer esquina de minha cidade, nas guaguas [2], no Instituto de onde fui expulso por não aceitar a tirania e em todos os lugares.
Que discordar dela divide o exílio e o povo cubano? Talvez, porém a maior divisão que o desterro cubano sofreu em 54 anos é ela quem está produzindo. Não há um só rincão do exílio cubano onde meus compatriotas não estejam se envolvendo por culpa desta jovem. Uns a favor e outros contra. A verdade é que este era um exílio cansado e calado até que esta moça pôs um pé no exterior.
Sobre a Base Naval de Guantánamo todo cubano que estudou nossa história - e não foi doutrinado pelo regime -, sabe que os norte-americanos poderiam perfeitamente bem apropriar-se da Ilha aproveitando as condições espantosas em que se encontrava nossa Pátria, após o genocídio que Valeriano Weyler impôs, e simplesmente acordaram pôr uma Base lá e pagar mensalmente por ela. Finalmente, Guantánamo é o único território de Cuba próspero, livre e limpo.
E sobre o Embargo a Cuba, lhes direi que isso não foi mais que uma tímida reação do governo norte-americano ante o roubo descarado de todas as propriedades americanas em nosso país. O correto teria sido que nesse instante invadissem Cuba e tirassem os ladrões a bombaços.
Yoani, e 90 por cento de seus defensores, não eram nem nascidos quando Fidel Castro em todas as tribunas do país lançava insultos aos norte-americanos e gritava “Yankees go home”, zombava do Presidente deste país, lançava-lhes a culpa injustamente pela explosão de La Coubre. Com tudo isso, a realidade é que nesse momento os americanos simpatizavam com ele e lhe teriam dado vilas e castelos - em vez de fazer-lhe um embargo - se Fidel Castro os tivesse tratado decentemente.
E certamente vocês sabem que se desaparecesse a desculpa do embargo, a tirania encontraria qualquer outro bode expiatório. Portanto eu, ao contrário de Yoani, o que peço é UM VERDADEIRO BLOQUEIO NAVAL onde não entre nem saia nem um simples alfinete. E aquilo cai em dois meses.
Por último, que Yoani é muito valente? OK. Porém, vocês sabem por quê? Porque a tirania não lhe apertou o torniquete. Minhas heroínas são Olga Marrero, Alicia del Busto, Cari Roque, Polita Grau, Iliana Curra, Nelly Rojas, Ana Lázara Rodríguez, Agata Villarquide, Dora Delgado e centenas de prisioneiras mais, que sofreram muitíssimo anos de verdadeiro cautério, em condições infra-humanas, sem baixar as cabeças nem vacilar, firmes, recebendo baionetaços, comendo pura bazófia. Estas são as que sempre mereceram nossa homenagem.
Porém, vivendo em um apartamento de luxo, cheio de computadores, de objetos elétricos, de telefones portáteis e patente de corso para escrever algumas obviedades e receber prêmios em dinheiro, não me produz nem a mais leve admiração. Enquanto isso, um sapato velho da defunta Zoila Aguila, a legendária Niña do Escambray, eu o depositaria em um museu da causa cubana.
E colorim colorado, minhas opiniões sobre Yoani se acabaram.
Notas da tradutora:
[1] “Güinero”, natural de Güines.
[2] “Guagua” é uma espécie de ônibus comprido, velho, que serve de transporte urbano à população “a pé”, e que invariavelmente anda super-lotado.
Comentário de um cubano:
"Pois me parece que os que defendem as declarações de Yoani ignoram uma realidade demasiado clara para qualquer pessoa não cegada pelas manipulações do governo Castrista.
O governo de Batista fazia o mesmo com os dedo-duros, os encarceravam por uns dias e depois os soltavam para ganhar a confiança dos opositores. Isto não é algo novo e todos os governos e até as agências governamentais o usam para infiltrar sua gente até nos grupos que facilitam a venda de drogas. Aqui o problema é que muitos ignoraram que nunca golpearam Yoani, nem lhe tiraram seus privilégios: computador, livros, linhas de internet, o trabalho do esposo, dinheiro abundante para suas compras especiais do último Windows. Nem sequer lhe hackearam para inutilizar seu computador. Isto, enquanto estas coisas não são livremente acessíveis ao cubano "a pé", muito menos a outros dissidentes.
Um governo que envia suas hordas para golpear mulheres que caminham em fila com gladíolos em protesto pacífico (as Damas de Branco), que as golpeia e encarcera por ter a "ousadia" de pedir a liberdade de presos-políticos? Uma sociedade que encarcera um americano como Gross, por levar equipamentos de computadores aos judeus na ilha. E a Yoani? Bem, obrigada!... Que tão inteligentes são os que a defendem como uma heroína contra a tirania socialista? Creio que se equivocam os que acreditam que podem convencê-los...
Para que perder tempo? Como os que saem por razões "políticas" e voltam de férias quando o governo não mudou e acreditam que não nos damos conta de que suas razões são meramente econômicas e continuam defendendo a revolução e "o comandante", e criticando o sistema "capitalista" do qual vivem.
Afirmam que existe um "bloqueio" porque não sabem a diferença entre um bloqueio e um "embargo", e ignoram que mais de 75% dos produtos alimentícios e dos medicamentos em Cuba saem dos USA...
Porém, em um país onde qualquer cidadão sem contatos no governo vive e come sob condições piores do que qualquer turista de classe média e lhe parece bem e normal, não pode esperar o respeito, que não ganhou, de qualquer ser humano que respeite a si mesmo".
Tradução: Graça Salgueiro
fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/america-latina/13907-yoani-sanchez.html
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