quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: A geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cad. Cedes, Campinas, vol. 25, n. 66, p. 227-247, maio/ago. 2005. Resenha.


Foto: Reprodução Internet
Resenhistas
Bruna Safira Araújo Costa 
Francisco de Assis Pinto Bezerra 

RESUMO DA OBRA: O estudo discute a possibilidade, e a importância, de se aprender geografia nas séries iniciais do ensino fundamental a partir da leitura do mundo, da vida e do espaço vivido. Aborda o papel da geografia e sua alfabetização cartográfica neste processo. Também colocam em discussão as exigências teóricas e metodológicas da geografia para balizar o processo ensino aprendizagem da criança. Enfim, a autora busca refletir sobre o papel da geografia no processo de alfabetização, cujo questionamento central é: Qual é o lugar da geografia nas séries iniciais?

1. FONTE RESENHADA
CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: A geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cad. Cedes, Campinas, vol. 25, n. 66, p. 227-247, maio/ago. 2005. Disponível em: Disponível em http://www.cedes.unicamp.br. 

Palavras chave: Geografia. Ensino. Aprendizagem. Séries iniciais e espaço.

2. APRESENTAÇÃO DA AUTORA 
Callai é Doutora em geografia e professora do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Educação nas Ciências (mestrado) da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). E-mail: jcallai@unijui.tche.br 

3. PERSPECTIVA TEÓRICA DA OBRA 
São de duas ordens as perspectivas teóricas. A primeira é a geografia, que considera que o espaço como sendo um fenômeno socialmente construído pelo trabalho e pelas formas de vida dos homens e, outra, é Pedagógica, que concebe a aprendizagem como um fenômeno social e acontece na interlocução e interação dos sujeitos, sejam no mesmo ou em espaço distinto. Ou seja: A autora desenvolve a sua obra sob dois ângulos: A educação e a Geografia.

4. ORGANIZAÇÃO DA OBRA
O trabalho da autora é detalhado no que diz respeito ao aprendizado da leitura de mundo, cujo conteúdo se fragmenta na seguinte seqüência: Panorama Geral; O pedagógico e/na geografia; Alfabetização e alfabetização espacial; Como ler o mundo da vida? O olhar espacial; A leitura da paisagem; Escala de análise; O estudo do lugar; Os conceitos; As habilidades; A cultura; e, por último, A cartografia na leitura do espaço, além das Referencias.

5. PRINCIPAIS POSIÇÕES DA AUTORA 
Ao considerar que a educação no Brasil passa por mudanças e, na esteira, também a geografia, abrindo precedentes para se fazer uma releitura do papel da geografia no ensino fundamental, Callai (2005) argumenta que a leitura do mundo é fundamental para que todos nós - que vivemos em sociedade - possamos exercitar nossa cidadania. 
A autora parte do principio de que a leitura do o mundo da vida pode ser feita através da leitura do espaço, visto que este traz e representa as marcas da vida dos homens. Porém, Callai (2005) chama atenção de que ler o mundo não se traduz apenas na leitura de Mapas, embora as representações cartográficas reflitam as realidades territoriais – mesmo de maneira distorcida – mas, sim, é construída no dia a dia, resultado das utopias das pessoas, como também dos limites impostos, seja pela natureza ou pela própria sociedade.
Para Callai (2005) o papel da geografia no processo de ensino na educação fundamental se constitui na adoção de condições pedagógicas, teóricas, metodológicas, entre outras, para que o alunado possa desenvolver e fazer a leitura do mundo da vida, a partir da leitura do espaço; cuja compreensão das paisagens possa se traduzir na percepção de que a dinâmica do espaço nada mais é do que resultado da vida em sociedade e da inter-relação dos homens na busca de satisfazer suas necessidades. 
Callai (2005) tem a visão de que a leitura do espaço se inicia desde cedo, quando um indivíduo ainda é criança, visto esta se desenvolve e vive em espaços, conhecendo e aprendendo lugares, assimilando e identificando paisagens. Todavia, a autora frisa que, para isso, é necessário instituir a cultura da alfabetização cartográfica em sala de aula nas séries iniciais. Também a Alfabetização espacial se dar desde cedo, quando ainda criança, lendo o mundo, mesmo antes de ler palavras, dado o contato direto com a realidade dos espaços. E, ao caminhar, correr, brincar, a criança está interagindo com um espaço que é social, ampliando o seu mundo e reconhecendo e registrando a complexidade dele, isto é, o espaço é construído socialmente.
Para defender a sua posição de que uma nova geografia se faz necessário para alfabetizar as crianças na leitura de espaço e de mundo, Callai (2005) critica o ensino tradicional da Geografia, que é marcado pela enumeração de dados geográficos e trabalha espaços fragmentados, operando com questões desconexas, em detrimento do espaço geográfico complexo, que representa o mundo da vida. Ensinado desta maneira, a geografia vigente pouco contribui com a leitura do mundo.
Outra prática tradicional apontado pela autora, e que afeta a leitura de mundo, é o estudo do meio, cuja concepção é de que se deve partir do próprio sujeito, estudando a criança, sua vida, sua família, escola, rua, bairro, cidade, enfim, sucessivamente vai se ampliando o espaço. Trata-se da metodologia dos Círculos Concêntricos, que se sucedem numa seqüência linear, do mais simples e próximo ao mais distante. 
Na visão da autora a metodologia dos Círculos Concêntricos representa um procedimento problema na medida em que se observa que o mundo é extremamente complexo e que, em sua dinamicidade, não acolhe os sujeitos em círculos, como prescreve a referida metodologia. Tanto é que em um mundo, onde a informação veloz atinge a todos, em todos os lugares e no mesmo instante, não tem como delimitar um estudo a partir de círculos hierarquizados. 
Embora da severa crítica à metodologia dos Círculos Concêntricos, Callai (2005) faz uma resignação e afirma que não é o aprendizado do espaço por hierarquia que dificulta a leitura de espaço e de mundo, mas o nó deste processo reside no referencial teórico que sustenta esta concepção metodológica. 
Para romper com a prática tradicional do ensino da geografia Callai (2005) recomenda que, além da boa vontade do professor, tem que se adotar concepções teórico/metodológicas capazes de permitir o reconhecimento do saber do outro, a capacidade de ler o mundo da vida e reconhecer a sua dinamicidade, superando o que está posto como verdade absoluta, ou seja, a concepção do professor do que sejam educação e geografia pode fazer a diferença. A autora entende que, além de um novo referencial teórico, o docente tem que saber fazer a interligação de todos os componentes curriculares, cruzamento entre geografia e educação, como forma de atingir o objetivo proposto que fazer uma eficaz leitura de espaço e, por conseguinte, de mundo da vida dos sujeitos.
Para tanto, Callai (2005), ao refletir qual o significado de saber ler o espaço?, busca fundamentos em Castelar (2000, p. 32), cuja posição teórica é de que: “Toda informação fornecida pelo lugar ou grupo social no qual a criança vive é altamente passiva de instigação e de novas descobertas”. Para maior solidificação deste processo, a autora sugere que seja trabalhada, no momento da alfabetização, a capacidade de leitura dos espaços dos alunos, pois saber ler a aparência das paisagens e desenvolver a capacidade de ler os significados que elas expressam.
Em seguida, a autora, ao considerar alguns conceitos de palavras que envolvem a geografia (rio, riacho, córrego, lençol freático, lixo, poluição, degradação ambiental, degradação urbana, cidade, riscos ambientais) afirma que estas podem ser trabalhados no contexto da leitura espacial. Neste caso, o aluno aprende a leitura da palavra, aprendendo a ler o mundo, reproduzindo a perspectiva da geografia: olhando em volta, percebendo o que existe se podem analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo.
Até porque o conceito representa uma abstração da realidade, formado a partir da realidade em si, a partir da compreensão do lugar concreto, de onde se extraem elementos para pensar o mundo (ao construir a história e o espaço). Inclusive o desenvolvimento das habilidades das crianças depende da leitura dos espaços e, para tanto, a escola tem que selecionar quais conceitos geográficos a serem trabalhados.
Quanto ao olhar pedagógico, Callai (2005) acredita que seja necessário que se desenvolva o diálogo entre todos os atores que fazem parte do processo (professor, colegas, pessoal da escola, família, pessoas do convívio), com o espaço (que possui vida e movimento, reflexo da interação dos ambientes interno/externo); com a natureza e com a sociedade, que se interpenetram na produção e geram a configuração do espaço. Essa interlocução e a vivência concreta aumentam o poder de ampliação do espaço da criança com a aprendizagem da leitura desses espaços e, como recurso, desenvolve-se a capacidade de “aprender a pensar o espaço”, desenvolvendo raciocínios geográficos, incorporando habilidades e construindo conceitos.
Com relação à dimensão espacial, a autora analisa o mundo da vida no que se refere às dinâmicas sociais, procurando entender as relações entre os homens e quais as condições (econômicas e políticas) que determinam estas interações. Neste ponto, Callai (2005) se contrapõe ao movimento de homogeneização imposto pela mídia e pelo segmento empresarial. Para defender a sua posição, a autora apresenta dois argumentos: a) Em um mundo globalizado, as idéias universais só se concretizam nos lugares, e não no global, no geral e b) A ação dos sujeitos pode ser efetiva e eficaz, dependendo do jogo de forças em que se insere, ou seja, os homens podem não ser considerados como partes de uma estrutura ou sistema, mas pode tomar atitudes próprias. 
Dentre os elementos que a autora receitua para fazer a leitura de espaço e de mundo da vida se destaca: A leitura das paisagens e de Mapas, que são a representação cartográfica de um determinado espaço. Neste caso, Callai (2005) recomenda que os Mapas sejam trabalhados a partir de desenhos de trajetos, percursos, plantas da sala de aula, da casa, do pátio da escola, etc. Enfim, Esta confecção tem que envolver o cotidiano do aluno observando as formas de representação do espaço. 
Mas que saber construir mapas, ler o espaço e o mundo, Callai (2005) é catedrática ao considerar que o mais importantes é aprender a pensar e reconhecer o espaço vivido não apenas como espaço que pode ser neutro, ou estranho a si próprio; mas, contudo, no sentido de se apropriar das capacidades que lhe permitirão compreender o mundo, reconhecer a sua força, e a força do lugar em que vive. Não se trata apenas de viver, mas aprender e saber transformar a sua realidade vivida, tornando o espaço mais justo e, por último, atingir o Direito á cidadania.

6. CONTRIBUIÇÃO DA AUTORA DO ARTIGO
Callai (2005) prescreve uma metodologia para as series iniciais do ensino fundamental, pautada na geografia, cujo procedimento é a leitura do espaço, paisagem e o mundo da vida, como modo de aumentar a qualidade e o poder de se alfabetizar as crianças. Para tanto, a autora acredita que se tem de mudar o componente curricular aproximando às escolas aos espaços vividos pelo alunado e à sociedade de maneira em geral.
Callai (2005) também aponta mecanismos para que os sujeitos possam se contrapor ao processo hegemônico e global, que tentam homogeneizar os distintos espaços. Trata-se da construção da identidade cultural no sentido de pertencimento, como mecanismo para deixar de apenas servir interesses externos oportunistas e escusos. Porém, isto depende da correta leitura de espaço e de mundo.

7. REFLEXÃO CRÍTICA DOS RESENHISTAS
Na realidade Callai (2005), no seu artigo, contesta a tradicional concepção da geografia de que “o ambiente determina o homem” ou ainda os sujeitos são determinados pelo ambiente em que vivem, cujo espaço onde (co)habitam é estático. A autora não aceita esta concepção determinista, onde os fenômenos são explicados pelo lugar, deixando o homem passivo aos acontecimentos.
Afastando-se desse quadro apático e passivo, Callai (2005) “desloca” o homem desse ambiente e o coloca em um contexto dinâmico e complexo onde o individuo se torna um agente ativo e que constrói o seu próprio mundo. No contexto dessa ruptura, a autora coloca como elemento chave a apropriação da geografia como meio para realizar este “salto”. 
Destarte, pela exposição teórica do assunto, concordamos com Callai (2005), quando considera que a Disciplina Geografia na educação não deve ser um acessório, mas deve representar uma participação efetiva e continua no processo de alfabetização da criança. Ao ler o espaço, o aprendiz estará lendo a sua própria história, fruto da dinâmica interativa das forças sociais e pela vivência de seus antepassados e dos grupos com os quais convive.

Autores
Bruna Safira Araújo Costa
Titulação: É estudante do 3º ano do Curso de pedagogia pela Universidade do Estado do Pará – UEPA
Departamento: Centro de Ciências Sociais e Educação
Email: brunagabi-19@hotmail.com             
Endereço: Rodovia Augusto Montenegro, Conj. Orlando Lobato, avenida principal, Quadra B, Nº 219
Tel.: (91)8823-8067

Francisco de Assis Pinto Bezerra
Titulação: Graduado em Ciências econômicas, com Especialização em Economia Agrobioindustrial e Mestrado em Planejamento do Desenvolvimento – NAEA/UFPA
Departamento: Núcleo de Altos Estudos Amazônico – NAEA/UFPA
E mail: profissionaldaufpa@hotmail.com
Endereço: Pass. São Sebastião, nº 628, Rua da Marinha, Bairro Marambaia
Tel.: (91) 3231-8437/8855-8584


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domingo, 19 de outubro de 2014

Psicologia da tirania



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Ponte Preta amor de minha vida, macaca querida. João Maria



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Hoje é dia de jejum de Ekadasi. Rama jejum de Ekadasi 23 dia 19 de outubro de 2014.



Rama jejum de Ekadasi 23

                   Maharaja Yudhisthira disse:

                   -Ó Janardanaó protetor de todos os seres, qual o nome do Ekadasi que ocorre durante o quarto-minguante do mês de Kartika (outubro/novembro)?Por favor conceda para mim este conhecimento sagrado.

                   O Senhor Supremo, Sri Krishna, respondeu:

                   -Ó leão entre os reis, por favor ouça: O Ekadasi que ocorre durante o quarto-minguante do mês Kartika chama-se Rama Ekadasi. Ele é muito auspicioso por que erradica de uma só vez os maiores pecados e concede passagem para a morada espiritual eterna. Devo narrar sua história e glórias a você.

                   Certa vez havia um famoso rei chamado Mucukunda, o qual era amigo do senhor Indra, o rei do céu, e tambem de YamarajaVaruna e Vibhisana, o irmão piedoso do demônio Ravana. O rei Mucukunda sempre falava a verdade e constantemente prestava serviço devocional a Mim. Devido a ele governar de acordo com os princípios religiosos, não havia perturbações em seu reino.

                   A filha de Mucukunda chamava-se Candrabhaga. Próximo de um rio sagrado, o rei fez o casamento dela com Sobhana, o filho de Candrasena. Certo dia, Sobhana visitou o palácio do seu sogro, este dia aconteceu de ser um auspicioso Ekadasi. Esta visita tornou a esposa de SobhanaCandrabhaga, muito ansiosa, pois ela sabia que seu marido estava fisicamente muito fraco e incapaz de suportar a austeridade de um longo dia de jejum. Ela lhe disse:

                   -Meu pai é muito estrito sobre seguir o Ekadasi. No Dasami, um dia antes do Ekadasi, ele bate um grande simbálo e anuncia: "Ninguém deve comer noEkadasi, o dia do Senhor Hari!" 

                   Quando Sobhana ouviu o som do simbálo, ele disse a sua esposa:

                   -Ó bela, o que eu devo fazer agora? Por favor me diga como poderei salvar minha vida e obedecer as ordens de seu pai ao mesmo tempo?                  

                   Candrabhaga repondeu:

                   -Meu querido esposo, no reino do meu pai ninguém - nem mesmo os elefantes e cavalos, o que falar dos seres humanos- comem no Ekadasi. Na verdade, no Ekadasi, o dia do Senhor Hari, nem sequer aos animais é dada a sua ração de grãos, folhas, palha e nem mesmo água! Como então você pode escapar de jejuar? Meu amado, se você deseja comer algo, então você deve sair daqui logo. Agora com a convicção firme decida o que fazer.

                   O príncipe Sobhana respondeu:

                   -Eu decidi jejuar no sagrado Ekadasi. Qualquer que seja meu destino, ele certamente terá que acontecer.

                   Decidido assim, Sobhana tentou jejuar no Ekadasi, mas ele tornou-se muito perturbado por causa da fome e sede excessiva. Eventualmente o sol se pos no oeste e com a chegada da noite auspiciosa, todos os vaishnavas ficaram muito contentes. Ó Yudhisthira, todos os devotos juntos adoraram o Senhor Hari e permaneceram despertos durante a noite, mas para o príncipe Sobhana aquela noite tornou-se absolutamente intolerável. Na verdade, quando o sol surgiu noDvadasiSobhana morreu. O rei Mucukunda fez o funeral de seu genro, empilhando um grande monte de madeira para o fogo de cremação, porem ele instruiu a sua filha Candrabhaga a não juntar-se ao seu marido na pira funerária. Desta maneira Candrabhaga, após executar todas as cerimônias purifictórias honrando seu marido morto, continuou vivendo na casa do seu pai.

                   O Senhor Sri Krishna continuou:

                   -Ó melhor entre os reis, muito embora Sobhana tivesse morrido, devido a ele ter observado o Rama Ekadasi o mérito concedido a ele, após a morte, capacitou-o a torna-se o governante de um reino elevado no pico da montanha Mandaracala. Este reino era como uma cidade dos semideuses; muito brilhante, comjoías ilimitadas encravejadas nas paredes de seus prédios. As colunas eram feitas de rubis, e o ouro incrustado com diamantes brilhavam em toda parte. Assim que, o agora rei Sobhana sentou-se no trono abaixo de um dossel de ouro branco, os servos abanaram-no com abanos de cauda de Yak (espécie de búfalo). Uma coroa esplêndida repousava em sua cabeça, belissímos brincos adornavam suas orelhas e um colar decorava seu pescoço, braceletes e pulseiras incrustadas de joíasadornavam os seus braços. Ele era servido pelos Gandharvas (cantores celestiais) e Apsaras (dançarinas celestiais). Realmente, ele parecia com um segundo Indra.

                   Certo dia, o brahmana chamado Somasarma, o qual vivia no reino de Mucukunda, enquanto viajava por vários lugares de peregrinação, veio por acaso ao reino de Sobhana. O brahmana viu Sobhana em toda sua glória resplandecente, embora ele fosse o genro do seu próprio rei, Mucukunda. Quando Sobhana viu obrahmana se aproximar, ele imediatamente levantou-se de seu trono e deu-lhe as boas vindas. Após Sobhana ter prestado suas respeitosas reverências, ele perguntou ao brahmana sobre o seu bem estar e sobre a saúde e bem estar do seu sogro o rei Mucukunda, da sua esposa (Candrabhaga), e de todos os residentes da cidade.

                   Somasarma respondeu:

                   -Ó rei, todos os súditos estão bem no reino do seu sogro, e Candrabhaga e os outros membros da sua familia tambem estão muito bem. A paz e a prosperidade estão por todo reino. No entanto, ó rei, estou surpreso de encontrar-lhe aqui! Por favor, conte-me sobre você. Ninguém nunca viu uma cidade tão bela quanto esta! Bondosamente diga-me como você a obteve.

                   O rei Sobhana disse:

                    -Porque eu observei o Rama Ekadasi, obtive esta esplêndida cidade para governar. No entanto, toda esta magnificiência é somente temporária. Peço-lhe que faças algo para corrigir este defeito. Como você pode ver, esta é somente uma cidade efêmera. Como poderei tornar suas belezas e glórias permanentes? Gentilmente instrua-me.

                   O brahmana então indagou:

                   -Porque este reino é instável e como ele pode se tornar  estável? Por favor explique tudo isto para mim e eu tentarei ajudar-lhe.

                   Sobhana respondeu:

                   -Devido a eu ter jejuado no Ekadasi  sem qualquer fé, este reino não é permanente. Agora ouça como ele poderá torna-se permanente. Por favorretorne a Candrabhaga, a belissíma filha do rei Mucukunda, conte-lhe o que você viu e compreendeu sobre este lugar e sobre mim. Certamente, se você contar-lhe isto, minha cidade logo torna-se-a permanente.

                   Assim o brahmana retornou à sua cidade e relatou todo episódio a Candrabhaga, a qual ficou tanto surpresa, quanto tomada de prazer em ouvir estas notícias. Ela :

                   -Ó brahmana, isto é um sonho que você teve ou é verdadeiramente um fato?
                   Somarsana respondeu:

                   -Ó princesa, eu realmente vi o seu falecido marido face a face naquele reino maravilhoso,o qual assemelha-se a um reino dos semideuses. No entanto, ele disse-me que todo o seu reino é instável e poderá sumir no ar a qualquer momento. Desta maneira ele deseja que você possa encontrar uma forma de torna-lopermanente.

                   Candrabhaga disse:

                   -Ó sábio entre os brahmanaspor favor leve-me até meu marido agora, pois eu desejo muito vê-lo novamente! Certamente eu poderei tornar o reino dele permanente, com o mérito que obtive jejuando em todos os Ekadasi, durante toda minha vida. Por favor reuna-nos novamente, esta dito que aquele que reuneas pessoas separadas, obtem grande mérito.

                   O brahmana Somasarma então levou Candrabhaga até o reino efulgente de Sobhana.Contudo antes de chegar lá, eles pararam aos pés da montanhaMadaracala, onde estava o asram sagrado de Vamadeva. Após ouvir a história deles, Vamadeva cantou hinos dos vedas e salpicou água sagrada em Candrabhaga. Pela influência dos ritos deste grande sábio, o mérito que ela alcançou jejuando por muitos Ekadasi, tornaram o seu corpo transcendental. Estática, com os seus olhos radiantes de admiração, Candrabhaga continuou sua viagem.

                   Quando Sobhana viu sua esposa aproximar-se do pico da montanha Mandaracala, ele foi dominado pelo prazer e correu para ela com grande alegria. Após a chegada dela, ele sentou-se com ela a sua esquerda, e ela lhe disse:

                   -Ó querido, por favor ouça enquanto lhe descrevo algo que lhe beneficirá muito. Desde que eu tinha oito anos de idade, eu jejuei regularmente e fielmente em todos os Ekadasi. Se eu transferir para você o mérito que acumulei desta maneira, o seu reino com toda certeza torna-se-a permanente, e esta prosperidade crescerá até torna-se uma grande imensidão.

                   O Senhor Sri Krishna continuou:

                   -Ó Yudhisthira, desta maneira Candrabhaga, a qual estava decorada com finos ornamentos e tinha um corpo transcendental exótico, desfrutou a paz e a felicidade com seu marido. Pela potência do Rama EkadasiSobhana obteve um reino no pico da montanha Mandaracala e foi capaz de satisfazer todos os seus desejos e tambem foi abençoado com a felicidade permanente, como aquela alcançada de uma vaca Kama-dhenu.

                   Ó maior dos reis, assim eu narrei para você as glórias do Rama Ekadasi. Qualquer pessoa que respeite o sagrado Ekadasi tanto no quarto-crescentequanto no quarto-minguante de cada mês, indubitavelmente livra-se das reações do pecado de assassinar um brahmana. A pessoa não deve diferenciar entre osEkadasi do quarto-minguante e os do quarto-crescente de cada mês. Como já vimos, ambos podem conceder prazer neste mundo e liberar até mesmo a alma mais pecaminosa e caida. Exatamente como uma vaca negra e uma vaca branca que dão leite em quantidades iguais, os Ekadasi do quarto-minguante e do quarto-crescente concedem o mesmo padrão de mérito e eventualmente liberam a pessoa do ciclo de nascimento e mortes. Qualquer pessoa que simplesmente ouça as glórias deste dia sagrado, Rama Ekadasi, livra-se de todos os tipos de pecados e alcança a morada Suprema do Senhor Vishnu.

                Assim acaba a narração das glórias do Kartika-Krishna Ekadasi ou Rama Ekadasi, do Brahma-vaivarta purana.


Para fazer jejum na pratica procure um endereço perto de você na nossa Agenda

Para saber tudo sobre Jejum ou ekadasi clique nos links abaixo:
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Para ler mais ou baixar livros gratis sobre este conhecimento clique aqui

http://radioharekrishna.com/Rama_jejum_de_Ekadasi_23.html


Jejum.
Quebrar entre 05:30 - 09:44 
(Hora real, não de verão)
São Paulo capital.

Na região de Campinas e  Jundiaí, quebrar o jejum,
Quebrar entre 05:31 - 09:45 
(Hora real, nao de verão
)

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Hoje é o dia Sagrado Jejum de Sri Padmini Ekadasi 26/05/2026 terça -feira

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