terça-feira, 11 de novembro de 2014

Geoplano



Introdução

O Geoplano é um material criado pelo matemático inglês Calleb Gattegno. Constitui-se por uma placa de madeira, marcada com uma malha quadriculada ou pontilhada. Em cada vértice dos quadrados formados fixa-se um prego, onde se prenderão os elásticos, usados para "desenhar" sobre o geoplano. Podem-se criar geoplanos de vários tamanhos, de acordo com o n.º de pinos de seu lado, por exemplo, 5x5, ou seja, cada lado do geoplano tem 5 pinos (pregos).
Finalidade: Nesse material concreto podem ser trabalhados o conceito de medida, vértice, aresta, lado, ampliação e redução de figuras, simetria, área e perímetro, entre outros. 


Público Alvo: Podem ser trabalhados exercícios que abordam conteúdos do Ensino Fundamental e Médio.

Contribuições
O Geoplano é um recurso a mais para auxiliar professores no ensino da geometria, pois visualizamos formas geométricas que, muitas vezes, não se encontram nas mesmas posições em que elas são costumeiramente apresentadas em sala de aula.  

Aspectos que necessitam de reflexão
É necessário ter cuidado com as marcações dos quadrados para que fiquem com as mesmas medidas. Os elásticos são semelhantes àqueles usados para prender dinheiro.  

Bibliografia
BITTAR, M & FREITAS, J.L.M. Fundamentos e metodologia de matemática para ciclos iniciais do ensino fundamental. 2 Ed. Campo Grande, MS: UFMS, 2005. 
LEIVAS, J. C. P. Geoplano. Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG).







 fonte;  http://mtmdivertida.blogspot.com.br/2012/10/geoplano.html?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=42

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Plano de Aula - Fração Equivalente



1. ASSUNTO 

· Fração.

2. CONTEÚDOS: 

· Frações equivalentes. 

3. OBJETIVOS: 

· Compreender o significado de frações equivalentes; 

· Perceber que duas frações são equivalentes quando ambas representam a mesma quantidade; 

· Utilizar a representação de frações equivalentes em situações que indicam a relação parte-todo; 

4. LINHAS DE AÇÃO: 

4.1. Desenvolvimento Metodológico: 

· Aula expositiva e dialogada; 

· Apresentação de vídeo do “Novo telecurso – Ensino Fundamental – Teleaula 24” (tempo: 12min). 

· Resolução e compreensão de situações-problema; 

· Jogos com frações equivalentes. 

4.2. Desenvolvimento do Conteúdo: Em anexo. 

4.3. Recursos Utilizados: Quadro branco, caneta de quadro, datashow, tabela de equivalência, folha A4 com as cartas do jogo “Papa todas”, cartolina, tesoura e cola. 

4.4. Avaliação: A avaliação será feita através da resolução de problemas, listas de exercícios, participação nas atividades e nos jogos. 

4.5. Conteúdo da aula anterior: Conceitos dos Números Fracionários. 

4.6. Conteúdo da aula posterior: Comparação dos Números Fracionários. 


5. BIBLIOGRAFIA:

Bonjorno, J. R. e Azenha, R.F.S. Matemática pode contar comigo, 5° ano. São Paulo: Ed. FTD, 2008. 

“Novo telecurso – Ensino Fundamental –Teleaula 24” (tempo: 12min). Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=stQj8YTng2A&feature=player_embedded. Acesso em: 29 set. 2012. 

Smole, K. S. . Jogo Papa Todas. Disponível em: http://www.mathema.com.br/default.asp?url=http://www.mathema.com.br/e_fund_a/jogos/papa_todas.html Acesso em: 29 set. 2012.

ANEXO
Desenvolvimento do conteúdo das aulas
1ª Aula:
Retomarei com os alunos a aula anterior, na qual eles construíram o conceito de fração. Depois, comentarei com os alunos que podemos dividir o inteiro em partes para representar quantidades diferentes e outras para representar a mesma quantidade. No caso de frações diferentes que representam a mesma quantidade, damos o nome de frações equivalentes. A única condição para que existam frações equivalentes é que elas pertençam ao mesmo inteiro.
1
1/2
1/2
1/4
1/4
1/4
1/4
1/8
1/8
1/8
1/8
1/8
1/8
1/8
1/8

Em seguida, assistiremos ao vídeo do “Novo telecurso – Ensino Fundamental – Teleaula 24”, onde explicam de uma forma clara noções de “Fração Equivalente”.  Discutiremos a respeito do vídeo, darei exemplos e tirarei as dúvidas no quadro de frações equivalentes.
No final da aula, faremos exercícios de fixação do conteúdo do livro: Matemática pode contar comigo do Bonjorno, página 160, exercícios 1, 2 e 3.

2ª Aula: Aula de exercícios para fixação e correção

3ª Aula: Jogo Papa todas (construção e o jogo)
Objetivos: Compreender o conceito de fração; comparar frações com diferentes denominadores; noção de equivalência de frações; leitura e representação de frações; resolução de problemas que envolvam frações e realizar cálculo mental com frações.
Recursos necessários: um baralho de frações com 32 cartas, uma tabela com tiras de frações e as regras do jogo para cada grupo.
Regras:
·         O jogo é para grupos de 4 a 5 alunos (não sugerimos duplas porque ele perde o sentido de desafio).
·         Todas as cartas do baralho são distribuídas entre os jogadores que não veem suas cartas.
·         Cada jogador coloca suas cartas em uma pilha com os números virados para baixo.
·         A tabela com as tiras de fração é colocada no centro da mesa de modo que todos a vejam.
·         Os jogadores combinam entre si um sinal ou uma palavra.
·          Dado o sinal todos os jogadores viram a carta de cima de sua pilha ao mesmo tempo e comparam as frações. O jogador que tiver a carta representando a maior fração vence a rodada e fica com todas as cartas (Papa todas).
·         A tabela de tiras de frações pode ser usada se necessário para que as comparações sejam feitas.
·         Se houver duas cartas de mesmo valor todas as cartas ficam na mesa e na próxima rodada o jogador com a maior carta papa todas, inclusive aquelas que estão na mesa.
·         O jogo termina quando as cartas acabarem.
Vencedor: O jogador com o maior número de cartas.

Link da TeleAula:

fonte : http://mtmdivertida.blogspot.com.br/2012/10/plano-de-aula-fracao-equivalente.html

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PERDI TUDO! Por Fabio Campos



PERDI TUDO!
Por Fabio Campos


Perdi-me quando “negligenciei o mandamento de Deus em virtude da tradição dos homens”. Quanta abominação é isso à vista daquele que não pode contemplar o mal. Quão miserável me tornei quando coloquei sobre as costas de outros um jugo que eu mesmo nunca carreguei cujo intuito era angariar aplausos de homens mais hipócritas do que eu.

Negligenciei meu relacionamento com Deus adequando-o a cumprimentos de regras litúrgicas pelo formalismo monótono, árido, sem vida e esperança. Fiz disto meu parâmetro legal para atenuar a culpa latente por não cumprir toda a lei. Fiz do secundário o fundamental e do fundamental o secundário. Justificando minha religiosidade disse a minha alma inquieta “é corbã”, ou seja, “oferta para o Senhor”; mas longe estava o meu coração e isso dizia apenas de lábios.

À vista de todos honrei a Deus com as minhas palavras, com a minha “inteligência” e com a teologia. Por vezes estive atento a lei, tornando-me “irrepreensível” perante os mortais. Todavia, “tornar irrepreensível”, me trouxe a soberba de me gloriar na lei, substituindo a única justiça perfeita, a saber, Cristo, o Qual é o fim da lei para todo o que nEle crer. Cri em mim mesmo – cumpri a lei diante dos homens, no entanto, à vista de Deus tropecei em um “único ponto”; réu de todas me tornei.

Meu temor já não era para com Deus, mas sim em perder minha reputação. Consistia apenas em preceitos de homens que maquinamente aprendi (Is 29.13). Fui moldado pela teologia dos “ortodoxos” e me deixei levar por aqueles que estão na aridez espiritual; acreditei neles, e por algum tempo pensei que Deus era um ser “impassível”. Mas o Espírito levou-me às Escrituras: “Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor”, disse o Senhor Deus (Os 11.4). Então fui inundado pelo amor paterno; o testemunho do Espírito prevaleceu contra a persuasão humana. Entendi que Deus se “comove e que suas compaixões se ascendem para com aqueles que O amam” (Os 11.8).

O fermento dos religiosos está a levedar toda a massa. Sempre dispostos a legitimar suas vaidades “do saber” com seus “sacrifícios” em detrimento da “misericórdia”. Vão pelo caminho largo. Constantemente estão a se desviar do caminho estreito.

Quão pobre e miserável nos tornamos quando limitamos as fronteiras do “agir de Deus” apenas ao nosso quintal. Ainda que haja o labor em nós – grande esperança nas tribulações; ainda que haja a iluminação do Espírito para colocarmos a prova, pela doutrina, aqueles que dizem serem apóstolos, mas que são obreiros fraudulentos – caímos por termos deixado o primeiro amor.

Que exortação terrível de se escutar dos lábios dAquele que nos amou primeiro: “volte à essência dAquele que é amor”. Algo muito sério está contrário a nós; talvez o mais sério de todos, ao ponto de Nosso Senhor ameaçar tirar “nosso candelabro do seu lugar devido”. Perdi tudo! Perdi o primeiro amor!

O amor sincero, despojado, alegre e vigoroso; que ama sem saber quem. O amor que usava de misericórdia e se alegrava simplesmente “no pertencer” a Deus. Parece-me que deste amor estou carente; o amor que, como criança, faz reclinar a cabeça no peito de Jesus e escuta o compasso das batidas do seu coração.

Tornou-me “intérprete da lei”; alguém com muitas informações – “mestre” nas articulações apologéticas - talvez um “escritor” conhecido nas redes sociais. Mas distante deste amor me tornei frio, calculista, sectário e seletivo - amando apenas os da minha “tribo”. Tornei-me um “levita” ocupado nos afazeres do templo. Mas perdi tudo!, quando deixei o “coração de samaritano” que amou a Deus acima de todas as coisas amando o próximo como a si mesmo. Esqueci que disto depende Moisés e os profetas, os quais tanto uso nos meus argumentos teológicos.

Agora nada mais sou que um “bronze que soa” - um “címbalo que retine”. Talvez tenha o dom de profetizar e a virtude do conhecimento da ciência; ainda que neste caos o qual tenhamos vivido (guerras e rumores de guerras) não tenha perdido a fé que remove montanhas - de nada disso vale ou valerá, pois perdi tudo! Perdi meu primeiro amor! Sem amor de nada valerá, pois de tudo restará apenas o amor que cumpre toda Lei que é Santa, Boa e Perfeita. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado; sobrará apenas o amor, pois o “amor jamais acaba”.

Por isso perdi tudo! Perdi meu primeiro amor o qual amava o Amado da minh'alma.


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos



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Néctar da instrução Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada


*Todas as glórias a Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada!
Fundador-Acarya da Sociedade Internacional da Consciência de Krsna_ISKCON
*Néctar da instrução
Prefácio
   O Movimento Da consciência de Krsna é conduzido sob a supervisão de Srila Rupa Gosvami. A maioria dos Gaudiya Vaisnavas, ou Vaisnavas bengalis, são seguidores de Sri Caitanya mahaprabhu, de quem os seis Gosvamis de Vrndavana são discípulos diretos. Por isso, Srila Narottama dasa Thakura canta :
rupa-raghunatha-pade há-ibe akuti
kabe hama bujhaba se yugala-piriti

  “ Só quando eu estiver ansioso por compreender a literatura dada pelos Gosvamis é que poderei compreender as aventuras amorosas transcendentais de Radha e Krsna.” Sri Caitanya mahaprabhu apareceu a fim de conceder à sociedade humana a bênção da ciência de Krsna. Dentre as atividades do Senhor Krsna. Seus passatempos de amor conjugal com as gopis são as mais elevadas. Sri Caitanya mahaprabhu  apareceu com o estado de espírito de Srimati Radharani, a melhor das gopis. Portanto, para que possamos compreender a missão do Senhor Sri Caitanya Mahaprabhu e seguir-Lhe os passos, devemos seguir mui seriamente os passos dos seis Gosvamis – Sri Rupa, Sanatana, Bhatta Raghunatha, Sri Jiva, Gopala Bhatta e Dasa Raghunatha.
   Sri Rupa Gosvami, o líder de todos os Gosvamis, legou-nos este Upadesamrta ( O Néctar da instrução ) para que  o seguíssemos e pudéssemos, deste modo, nos orientar em nossas atividades. Assim como Sri Caitanya Mahaprabhu deixou atrás de Si os oito versos conhecidos como Siksastaka, Rupa Gosvami nos deu o Upadesamrta para que possamos nos tornar vaisnavas puros.
  Em todos os assuntos espirituais, nossa primeira obrigação é controlar a mente e os sentidos. A menos que se controle a mente e os sentidos, não se pode fazer nenhum avanço na vida espiritual. Neste mundo material, todos estão absortos nos modos da paixão e da ignorância. Devemos nos promover à plataforma da bondade, sattva-guna, seguindo as instruções de Rupa Gosvami, e assim ser-nos-á revelado tudo o que diz respeito a como progredir mais.
   O avanço na consciência de Krsna depende da atitude do seguidor. Um seguidor do movimento da consciência de Krsna deve tornar-se um gosvami perfeito. De um modo geral, os vaisnavas são conhecidos como gosvamis. Em Vrndavana, é este o título que  recebe o administrador de cada templo. Uma pessoa que queira se tornar um perfeito devoto de Krsna tem de se tornar um gosvami. Go quer dizer “ os sentidos”, e svami, “o senhor”. Se não controlamos os sentidos e a mente, não podemos nos tornar gosvamis. Se queremos alcançar o êxito máximo na vida tornando-nosgosvamis e daí devotos puros do Senhor, temos de seguir  as instruções conhecidas como upadesamrta, que foram transmitidas por Srila Rupa Gosvami. Srila Rupa Gosvami nos abençoou com muitos outros livros, tais como o Bhakti-rasamrta-sindhu, o Vidagdha-madhava e o   Lalita-madhava, porém, o Upadesamrta constitui as primeiras instruções para os devotos neófitos. Se seguirmos estas instruções muito estritamente, teremos mais facilidade em tornar nossa vida exitosa. Hare Krsna !
                                      A.C. Bhaktivedanta Swami
20 de setembro de 1975
Visuarupa-mahotsava
Krsna-Balarama mandira
Ramana-reti
Vrndavana, Índia

seu servo_ gostha-vihari dasa (PS)
 ISKCON_Nova Gokula

Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Cante Hare Krishna e seja feliz!
 Colabore*
Quem canta Hare Krishna seus males espanta !



Srila Prabhupada.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O professor está sempre errado!


O material escolar mais barato
que existe na praça é o professor!
 
Se é jovem, não tem experiência.
Se é velho, está superado.
Quando não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Quando fala em voz alta, vive gritando.
Se fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
 
É... O professor está sempre errado, mas,
se Você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!





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domingo, 9 de novembro de 2014

O Santo Nome Religião Música Política Culinária Vegetariana Vídeos Imagens Cultura e Bem Viver: Democracia direta ou indireta?

O Santo Nome Religião Música Política Culinária Vegetariana Vídeos Imagens Cultura e Bem Viver: Democracia direta ou indireta?: Obrigado pela visita, volte sempre.

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Democracia direta ou indireta?



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RESENHA: Pedagogia(s) da infância: dialogando com o passado construindo o futuro.




Alessandra Pimentel possui doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2004) e mestrado em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997). Atualmente é professora de Psicologia Educacional junto ao Depto de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atua na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia do Desenvolvimento Humano. Em suas atividades profissionais interagiu com 23 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. Em seu currículo Lattes os termos mais freqüentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: educação lúdica, teoria sócio-histórica, Vygotsky, formação continuada de professores, jogo educativo, história da psicologia, educação infantil, intersubjetividade, processo de ensino-aprendizagem e análise qualitativa.

A resenha que ora propamos discute uma abordagem histórico-cultural da educação infantil. Nesse trabalho, observa-se que idéias gestadas na juventude trazem as sementes do pensamento Vygotskiano: as relações viscerais entre linguagem e pensamento. Para Vygotsky, é preciso investigar o processo de construção da consciência, cujas raízes encontram-se na relação do homem com o mundo social, determinado pela mediação de instrumentos técnicos (as ferramentas construídas pelo homem) e símbolos (os signos lingüísticos).

A partir de então, junto aos parceiros da Troika e outros colaboradores, Vygotsky desenvolve os princípios da corrente histórico-cultural, construindo uma abordagem do desenvolvimento humano que é sócio-cultural, histórica, integrativa e semiótica. A grande veiculação da teoria histórico-cultural no meio educativo explica-se em parte, pelo destaque ao papel da aprendizagem no desenvolvimento. Ao contrario para esse autor, a aprendizagem não segue o desenvolvimento, mas o impulsiona e o promove.

No ideal Vygotsky, a educação tem um papel transformador do homem e da humanidade. Em sua visão educativa, sublinha dois conceitos nucleares: o de formação social das funções psicológicas superiores e o da via dupla do desenvolvimento real e potencial. Em uma forma original de compreender a relação entre os processos de aprendizagem e desenvolvimento, Vygotsky propõe a noção de zona de desenvolvimento proximal (ZDP) como referencia para transcender as posições teóricas que priorizam o nível de desenvolvimento real.

A ZDP funcionando como princípio educativo, implica a relação entre o nível de desenvolvimento real - determinado pela capacidade de solução de problemas de modo independente-e o nível de desenvolvimento potencial-em que se encontram as funções psicológicas em processo de amadurecimento, potencialmente emergentes, mas ainda suficientemente consolidadas. Vygotsky estabelece que ludicidade e aprendizagem formal funcionem como âmbitos de desenvolvimento. Em outras palavras, tal como ocorre na atividade de aprendizagem, o jogo gera zonas de desenvolvimento proximal porque instiga a criança, cada vez mais a ser capaz de controlar seu comportamento e experimentar suas habilidades ainda não consolidadas no seu repertorio. 

Focalizar as relações entre jogo e aprendizagem não é uma idéia nova na historia da educação. De acordo com os teóricos da corrente histórico-cultural, o jogo é a atividade principal da criança da pré-escola, ou seja, é o mediador por excelência das principais transformações que definem seu desenvolvimento.
Elkonin, um dos mais importantes teóricos da verdade histórico-cultural, analisou de que maneira o jogo é criador de zonas de desenvolvimento proximal.Ele acredita que o jogo cumpre um papel fundamental no desenvolvimento do psiquismo por ser uma atividade que proporciona a superação do egocentrismo cognitivo.

Independentemente da idade, o valor do jogo para a aprendizagem está na experimentação, por meio da qual quem joga atribui sentidos, compreendendo e integrando os conhecimentos trazidos aos saberes já conhecidos, internalizados. No jogo a profundidade de aprendizagem é muito superior, pois não há aprendizagem somente pelo que é transmitido por outra pessoa, mas pelo que se experencia.

Portanto, é fundamental que a formação de educadores de primeira infância efetivamente contribua para a contínua, porém lenta, transformação na forma de conceber o próprio papel de educador. Por sua vez, as propostas formativas precisam fomentar o interesse por compreender como o jogo poderia beneficiar a criança a desenvolver, inclusive sua consciência autônoma, experimentando ludicamente o mundo para interpretá-lo e participar ativamente dele. 


REFERÊNCIA:

PIMENTEL, Alessandra. Vygotsky: uma abordagem histórico-cultural da educação infantil. In. FORMOSINHO, J. O; KISHIMOTO, T.M.; PINAZZA, M. A. (ORGS). Pedagogia(s) da infância: dialogando com o passado construindo o futuro. Porto Alegre: Artmed, 2007. 




Sobre este autor(a)
Graduação em Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/ UESB. Atualmente trabalho como Coordenadora Pedagógica do PETI - Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, na cidade Jequié-BA.


Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/resenha-pedagogia-s-da-infancia-dialogando-com-o-passado-construindo-o-futuro/74145/#ixzz3IavhYbcN



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Hoje é dia do sagrado Amalaki Ekadasi dia 27/02/26 sexta-feira explicando e lendo

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