domingo, 12 de julho de 2020

Resenha da obra: "Emílio, ou da educação" de Jean Jacques Rousseau!

Por Evelise Gaio,


No século XVIII, Jean Jacques Rousseau publicou Emílio, ou da Educação, que se trata de um romance pedagógico, contando a educação de Emílio. Rousseau partia do pressuposto de que o homem nascia naturalmente bom e que a sociedade é quem o corrompia, tornando-o mau. Seu principal objetivo é evitar que a criança se torne má e fazer com seja um adulto bom.

Na época em que Rousseau vivia não se tinha a ideia de criança, apenas de que essas eram “pequenos” adultos; a punição era a mesma para ambos. De acordo com seu texto, não se conhecia a infância, “eles (homens) procuram o homem na criança, sem ao menos pensar no que ela é antes de ser homem”. Para ele, a criança deveria ser entendida em sua complexidade, ou seja, por suas próprias características.

Sob esta perspectiva, para Rousseau, quem separa o adulto da criança é a educação. Seu principal foco é a valorização da criança como criança e, para ele, a educação é o principal meio de valoriza-la. Ela deve ser tratada como criança, porém não em excesso, pois o excesso para ele é “manha”.

Rousseau defende a ideia de se educar diferentemente os homens das mulheres. Para representar isso em seu texto, propõe exemplos e Emílio e Sofia, em que as mulheres devem ser criadas foras dos preceitos da razão, pois estas nasceram para serem submissas ao marido, criadas para o casamento e maternidade, não apresentando possibilidades de aprender conceitos científicos. Já o homem fora criado para ser forte e rico, devendo receber instrução científica. Educado desta forma, Emílio será um cidadão capaz de assumir e aceitar as exigências impostas pela sociedade sem que se sinta oprimido.

Em Emílio, Rousseau critica fortemente a educação tradicional da época, pois esta era muito racionalizada, muito técnica e muito impositiva. Devido a isso, nota-se o porquê de Rousseau ser considerado o pai da educação, uma vez que este realmente leva a sério a criança e reconhece a importância desse estágio. Inicia-se então, uma pedagogia voltada e centrada na criança, não mais reconhecendo-a como adulto, mas sim na sua essência, na  sua felicidade e na sua liberdade como criança.

No texto, Rousseau afirma que tudo o que não se tem quando se nasce (juízo, força, assistência) e do que se necessita quando crescidos, é dado pela educação e que apenas essa pode modificar o homem.~

Percebe-se que o principal foco da obra Emílio é o de como educar uma criança. Para Rousseau, deve se dar ênfase à educação desde o nascimento, pois ela nasce “pura” quem o modifica é a sociedade, e como dito acima, apenas a educação tem esse poder.

REFERÊNCIAS:

ROUSSEAU, J.–J. Emílio ou da educação. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1968. p.60-2 apud PILETTI, C. & PILETTI N. História da educação. 7. ed. São Paulo: Ática, 1997. p.94.

fonte: http://parquedaciencia.blogspot.com/2013/08/resenha-da-obra-emilio-ou-da-educacao.html#:~:text=Jean%20Jacques%20Rousseau!-,Resenha%20da%20obra%3A%20%22Em%C3%ADlio%2C%20ou%20da,educa%C3%A7%C3%A3o%22%20de%20Jean%20Jacques%20Rousseau!&text=Rousseau%20partia%20do%20pressuposto%20de,com%20seja%20um%20adulto%20bom.

DIETA SATTVICA: ALIMENTAÇÃO SEM CARNES




O Ayurveda coloca que as qualidades ou características que influenciam nossa mente são chamadas de Mahagunas, são elas: Sattva (pureza, equilíbrio e espiritualidade), Rajas (paixões, desejos e apegos) e Tamas (embotamento, inercia e ignorância). Durante a abordagem terapêutica ayurvedica devemos gradualmente aumentar a qualidade Sattva (equilíbrio) e diminuir as características Rajas (paixões) e Tamas ( embotamento) na nossa mente. Com este objetivo o Charaka Samhita (principal texto de clínica médica ayurvedica) recomenda: estudo das escritures, autoconhecimento, coragem mental necessária para evitar hábitos deletérios a nossa saúde, memória para relembrar efeitos nocivos de experiências passadas e prática de concentração da mente através de Yoga e meditação.
    A recomendação geral do Ayurveda é dividir o estomago em 4 partes: dois quartos ou a metade de comida, um quarto de líquido morno ou temperatura ambiente, como chá de erva doce e um quarto vazio para a movimentação do suco gástrico. A mensagem aqui é nunca levantar-se da mesa empanturrado. A refeição deve ser realizada na mesa com consciência da importância do ato de alimentar-se. Sempre devemos mastigar adequadamente os alimentos e deixar um pequeno espaço no estomago no final da refeição. O uso moderadamente de condimentos é recomendado para estimular o poder digestório (agni). Somente devemos comer se a refeição anterior tiver sido adequadamente digerida, ou seja, sentirmos fome. Além disto devemos buscar alimentos que nós conseguimos imaginar crescendo na natureza, da mesma região e estação do ano, ou seja, a comida de verdade encontrada nas feiras.     
   A Bhagavad Gita, principal texto da filosofia indiana, divide os alimentos de acordo com a qualidade ou característica que eles trazem na mente das pessoas. Os alimentos sattvicos promovem longevidade, vitalidade, saúde, alegria e uma fome saudável: frutas, legumes, verduras, leite e derivados orgânicos, ghee, mel, tâmaras, castanhas e nozes (dieta vegetariana). Os alimentos rajasicos estimulam os sentidos e as paixões: alho, cebola, pimentas, gengibre, ovos, peixes, aves e cordeiro. Porem a comida tamásica gera embotamento mental. O mestre Yogananda, autor da “Autobiografia de um Iogue”, afirma nos seus comentários ao Bhagavad Gita: “Entre os alimentos mais tamásicos consumidos, comumente, na sociedade moderna são as carnes de formas elevadas de vida animal, especialmente a carne bovina e o porco e os produtos derivados deles”.
   No seu excelente livro “Alimentação Sem Carne” o dr Eric Slywitch questiona: “O  que é ser vegetariano ? Ser vegetariano significa ter como princípio não comer produtos que implicaram na morte de qualquer ser do reino animal. Se você parar de comer qualquer tipo de carne ( de boi, frango, peixe, porco, cabrito, molusco…) você receberá a denominação de vegetariano”. A palavra vegetariano vem do latim vegetus, que significa forte, robusto ou vigoroso. Mas por que nós optamos por uma dieta vegetariana? Basicamente existem 4 principais razões:
  1. A razão ética: algumas pessoas optam pelo vegetarianismo por considerar que os animais têm direito a vida e que o uso dos animais na alimentação gera, indubitavelmente, muito sofrimento desnecessário ao animal.
  2. A razão de saúde: algumas pessoas tornam-se vegetarianas por que acreditam que uma alimentação sem carne é mais saudável.
  3. A razão espiritual-religiosa: algumas religiões e também sendas espirituais recomendam o vegetarianismo como a melhor alimentação para o desenvolvimento espiritual do ser humano. Como exemplo citamos: religião  adventista, hinduísmo, budismo, seguidores de praticas Yoga e meditação.
  4. A razão ambiental: a criação de bovinos foi a principal causa da destruição da mata atlântica e é hoje a principal causa de destruição da Amazônia. Os especialista afirmam que a exportação da carne brasileira vem associado com o “ cheiro de floresta queimada”. Por isto é, considerado por muitos, o pior negócio do planeta pois a destruição da Amazônia e o impacto ambiental negativo não está incluído no preço da carne. Parar de comer carne protege a natureza.  
Um importante motivo para nos tornarmos vegetarianos foram os relevantes benefícios a saúde que foram confirmados em diversas pesquisas:
  1. Redução de mortes por infartos em vegetarianos: cerca de 31 % dos homens e 20 % das mulheres.
  2. Menor pressão arterial: com redução de 5 a 10 mmHg nos vegetarianos.
  3. Redução no risco de apresentar diverticulite: foi observado que as pessoas que não comem carne têm um risco 50 % menor de ter diverticulite.
  4. Risco de apresentar diabetes: em uma pesquisa os vegetarianos tiveram um risco de 50 % menor de apresentar diabetes.
  5. Risco de câncer: uma pesquisa demonstrou que os vegetarianos apresentam um risco menor de 40 % de ter uma morte por câncer.
  6. Câncer de intestino grosso: o consumo regular de carne está associado a um risco 88 % maior de desenvolver câncer de intestino grosso.
  7. Câncer de próstata: o consumo regular de carne, também, aumenta em 54 % o risco de se desenvolver câncer de próstata.
   Com todas estas importantes razões e evidencias deveríamos repensar a nossa alimentação e buscar uma dieta mais saudável para a nosso corpo, mente e espírito. Terminamos com a afirmação do mestre Yogananda no belíssimo livro “A Segunda Vinda de Cristo”: “É verdade que aqueles que estão, ainda, no estágio de desenvolvimento da disciplina espiritual deveriam preferir uma dieta vegetariana”.
Prof. Dr. Aderson Moreira da Rocha. Médico de família, reumatologista, especialista em acupuntura pela Associação Médica Brasileira e especialista em Ayurveda pela Associação Brasileira de Ayurveda. Tel: (21) 25373251. Visite: www.ayurveda.com.br                            

Aderson Moreira Da Rocha

Médico de família, reumatologista, acupunturista e especialista em Ayurveda pelo Arya Vaidya Phramacy, tradicional escola de Ayurveda do sul da Índia. Mestre e doutor em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ, presidente da Associação Brasileira de Ayurveda e autor do livro “ A Tradição do Ayurveda” pela editora Águia Dourada.




Obrigado pela visita, volte sempre.

sábado, 11 de julho de 2020

Dicionário de Filosofia da Educação. Auto estima respeito #12 Podcast conservador sobre: política , filosofia, arte, cultura, educação, pedagogia , religião



Obrigado pela visita, volte sempre.

Pés No Chão | Corredores Na Contramão Da Modernidade



Este documentário foi produzido pelas jornalistas Ana Beatriz Alencar, Bárbara Martins, Clara Rios e Marília Sisti, como projeto experimental de conclusão do curso de jornalismo da PUC-Campinas. | Abaixo a descrição do DOC feita pelas autoras. “Pés no chão: corredores na contramão da modernidade” Correr sempre fez parte da natureza humana. Durante milhões de anos de evolução, a corrida foi usada como estratégia de caça, fuga, migração e, logo, sobrevivência. Após a invenção dos calçados, o exercício passou a ter treinamento especializado, ganhou lugar em provas de desempenho físico e se tornou rapidamente modalidade esportiva. Tênis cada vez mais caros e com a promessa de facilitar a corrida foram ganhando espaço. Aliás, você, corredor, conseguiria viver sem esse aparato? Já se imaginou correndo descalço? Pois há pessoas que optam por correr sem tênis e se sentem melhor dessa forma. A corrida natural procura resgatar a prática feita nos seus primórdios, quando ainda não havia tênis ou outras tecnologias criadas nos últimos 40 anos. Conheça mais sobre essa corrida, sobre seus adeptos, seus malefícios e benefícios. Será possível, de fato, correr dessa maneira? ____ #CursoFBA #EvoluçãoeMovimentação #PabloSanturbano

Obrigado pela visita, volte sempre.

Dicionário de Filosofia da Educação. Autoridade #11 Podcast conservador sobre: política , filosofia, arte, cultura, educação, pedagogia , religião



Obrigado pela visita, volte sempre.

Dicionário de Filosofia da Educação. Autonomia #10 Podcast conservador sobre: política , filosofia, arte, cultura, educação, pedagogia , religião

Obrigado pela visita, volte sempre.

Dicionário de Filosofia da Educação. Atenção #9 Podcast conservador sobre: política , filosofia, arte, cultura, educação, pedagogia , religião

Obrigado pela visita, volte sempre.

Dicionário de Filosofia da Educação. Argumentos Transcendentais #8 Podcast conservador sobre: política , filosofia, arte, cultura, educação, pedagogia , religião

Obrigado pela visita, volte sempre.

Hoje é o dia Sagrado Jejum de Sri Padmini Ekadasi 26/05/2026 terça -feira

    Suta Goswami disse: "Yudhishthira Maharaja disse: "ó Janardana, qual o nome do Ekadashi que ocorre durante a ...