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quarta-feira, 15 de julho de 2020
terça-feira, 14 de julho de 2020
Teste feito por equipe da Unicamp revelou falhas de segurança nas urnas eletrônicas.
Revelado por especialista, toda podridão do voto eletrônico
O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Diego de Freitas Aranha coordenou uma equipe de profissionais num teste de segurança promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017. A missão deles, mostrar possíveis falhas no sistema de votação eletrônica adotado no Brasil, foi concluída com êxito.
O especialista foi um dos convidados da audiência pública realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, nesta terça-feira (6), sobre segurança do voto eletrônico e implementação do voto impresso nas eleições gerais de 2018.
- No último dia de testes tivemos progressos. Conseguimos, por exemplo, alterar mensagens de texto exibidas ao eleitor na urna para fazer propaganda a um certo candidato. Também fizemos progresso na direção de desviar voto de um candidato para outro, mas não tivemos tempo de testar esse tipo de ataque - explicou.
Segundo Diego, a equipe dele trabalhou em condições piores do que trabalhariam verdadeiros fraudadores, devido a restrições técnicas e de tempo impostas pelo tribunal, mas ainda assim foi possível explorar pontos vulneráveis para adulterar o software de votação e entrar no ambiente da urna eletrônica.
Segundo o professor da Unicamp, o resultado não foi surpresa, visto que todo software é potencialmente vulnerável. Por isso, é importante o registro físico para que a escolha do eleitor seja resguardada de outra forma.
- Esse é um entendimento da comunidade técnica internacional e segue a experiência de outros países. Não há país no mundo que tenha migrado para a votação eletrônica que não use o registro físico do voto como mecanismo de transparência. O registro físico é inegociável. É um instrumento básico de transparência - afirmou.
Professor lembrou que há cinco anos participou de testes semelhantes feitos pelo TSE. E na ocasião a equipe dele elaborou um ataque que quebrava o sigilo dos votos.
- Demonstramos que era possível recuperar os votos da urna em ordem, sabendo exatamente como votaram o primeiro, o segundo, o terceiro eleitores e assim sucessivamente - explicou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/03/06/teste-feito-por-equipe-da-unicamp-revelou-falhas-de-seguranca-nas-urnas-eletronicaObrigado pela visita, volte sempre.
Estudos de língua portuguesa gramática. #1 Podcast conservador sobre: política , filosofia, arte, cultura, educação, pedagogia , religião
A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono ("som, voz") e log, logia ("estudo", "conhecimento"). Significa literalmente "estudo dos sons" ou "estudo dos sons da voz".
O homem, ao falar, emite sons. Cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar esses sons no ato da fala. Essas particularidades na pronúncia de cada falante são estudadas pela fonética.
Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre as palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras:
amor - ator
morro - corro
vento - cento
morro - corro
vento - cento
Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica que você, como falante de português, guarda de cada um deles. É essa imagem acústica, esse referencial de padrão sonoro, que constitui o fonema. Os fonemas formam os significantes dos signos linguísticos. Geralmente, aparecem representados entre barras. Assim: /m/, /b/, /a/, /v/, etc.
Fonema e letra
1) O fonema não deve ser confundido com a letra. Na língua escrita, representamos os fonemas por meio de sinais chamados letras. Portanto, letra é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por exemplo, a letra s representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na palavra brasa, a letra s representa o fonema /z/ (lê-se zê).
2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que pode ser representado pelas letras z, s, x. Exemplos:
zebra
casamento
exílio
casamento
exílio
3) Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra x, por exemplo, pode representar:
- o fonema sê: texto
- o fonema zê: exibir
- o fonema chê: enxame
- o grupo de sons ks: táxi
- o fonema zê: exibir
- o fonema chê: enxame
- o grupo de sons ks: táxi
4) O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.
Exemplos:
| tóxico | fonemas: | /t/ó/k/s/i/c/o/ | letras: | t ó x i c o |
| 1 2 3 4 5 6 7 | 1 2 3 4 5 6 | |||
| galho | fonemas: | /g/a/lh/o/ | letras: | g a l h o |
| 1 2 3 4 | 1 2 3 4 5 |
5) As letras m e n, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos:
compra
conta
conta
Nessas palavras, m e n indicam a nasalização das vogais que as antecedem.
Veja ainda:
nave: o /n/ é um fonema;
dança: o n não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras a e n.
dança: o n não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras a e n.
6) A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema. Exemplos:
| hoje | fonemas: | ho / j / e / | letras: | h o j e |
| 1 2 3 | 1 2 3 4 |
Como referenciar: "Fonema" em Só Português. Virtuous Tecnologia da Informação, 2007-2020. Consultado em 14/07/2020 às 15:24. Disponível na Internet em https://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono1.php
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segunda-feira, 13 de julho de 2020
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Teoria das Elites. Poder e manipulação das massas.
Livros indicados, Distúrbios do Crescimento - Avaliação, Diagnóstico e Tratamento: Mirian Martins Airoldi Editora: Ufpe Ano: 1992 Estante: Medicina Descrição: 77 páginas. Bem conservado. Podemos enviar fotos reais desse livro. Detalhes: lombada rosa clara, letras brancas - 5 mm - Formato 22 X 15 cm - 27/08/2018 https://www.estantevirtual.com.br/seb... O Príncipe - Maquiavel - Editora Escala - Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal. https://produto.mercadolivre.com.br/M... Etimologias E Expressões Pitorescas: Marcus Cláudio Acquaviva Livro em Português (Brasil) Editora: Ícone Ano: 1994 https://www.amazon.com.br/Etimologias...
Tabuada e Tabela periódica.
circulação de elites
A sociologia das elites não é propriamente original em Pareto. O tema da dominação elitista encontra-se expresso na formulação da ideia de minorias governantes em Gaetano Mosca. Encontrámo-lo igualmente na teoria da oligarquização dos partidos políticos em Roberto Michels. É nesse sentido, também, que Pareto definiu a História como sendo "um cemitério de aristocracias". Mas as diferenças entre estes autores são notáveis: Mosca aborda a questão das elites no quadro de uma teoria sobre as organizações políticas; Michels, por sua vez, analisa-a à luz do seu estudo sobre a social-democracia alemã. O estudo de Pareto é certamente menos restritivo, já que apreende o fenómeno da formação, do desenvolvimento e da decadência das elites no âmbito mais vasto da organização social global, distinguindo as elites governamentais das elites não governamentais. A hegemonia que uma minoria alcança no seio do seu próprio grupo, camada ou classe social, ou ainda sobre o conjunto dos outros grupos, camadas ou classes sociais, constitui o facto social e sociológico das elites. A supremacia adquirida por uma minoria qualquer resulta de uma circulação das elites, ou seja, de um movimento que projeta para a frente os elementos mais válidos e que desqualifica ou desclassifica os outros.
A existência de elites é um facto social normal no sentido durkheimiano da expressão. Assim, Pareto prescinde do moralismo igualitarista pouco recetivo à ideia da hierarquização da sociedade entre superiores e inferiores.
A superioridade de uns sobre os outros é um dado da Natureza, mesmo quando alicerçada no poder económico e político e por ele justificada. A superioridade manifesta-se, aliás, nas mais variadas atividades e, deste ponto de vista, existem elites de santos como existem elites de bandidos, elites desportivas e elites eróticas, sabendo-se que a Sociologia não pode avaliar os seus objetos de estudo segundo as categorias do bem e do mal.
É um facto evidente que toda a sociedade se divide entre uma elite e as massas. É sabido também que, por natureza, as elites são mais inovadoras, mais céticas, mais lógicas e racionais, e que as massas são mais conservadoras, mais crédulas, mais emotivas e sentimentais. Pareto legitima mesmo este estado de coisas: é bom que haja mais elementos inovadores nas elites e mais elementos conservadores nas massas, já que são os sentimentos e não a razão que conduzem o mundo. "Só a fé leva os homens a agir. Assim, não é desejável, para o bem da sociedade, que o conjunto dos homens ou mesmo a maior parte deles se ocupe cientificamente dos assuntos sociais. Existe uma contradição entre as condições da ação e as condições do saber". No entanto, a circulação dos indivíduos, passando das camadas inferiores para as superiores e vice-versa, é imprescindível, não só para permitir que o raciocínio e os sentimentos se estabilizem (embora de forma desproporcional) no interior de cada classe social, mas também para alcançar um equilíbrio a nível geral na sociedade.
Assim, é mesmo desejável que os elementos degenerados das classes superiores retrocedam para as classes inferiores e, mais desejável ainda, que os elementos dinâmicos das segundas possam ter acesso às primeiras. A civilização romana salvaguardou a sua vitalidade enquanto soube renovar as suas elites, recrutando-as primeiro na plebe e depois nos próprios bárbaros. A miscigenação elogiada por Gilberto Freire e o policulturalismo posto em relevo por Michel Maffesoli constituem exemplos do vitalismo induzido pela circulação das elites. Por sua vez, a revolução que Pareto concebe, à semelhança de Tocqueville, como uma manifestação eminentemente religiosa, não é mais do que o apanágio de sociedades incapazes de se regenerarem por meio da renovação regular das elites. Nesse caso, a circulação das elites processar-se-á de forma virulenta e violenta.
De facto, a ideologia não deve ocultar-nos a função primordial das revoluções: permitir o acesso ao poder a uma nova elite, mais enérgica, mais empreendedora e mais eficiente.
É, aliás, nesse sentido que um autor paretiano pôde defini-las como "mudança de velocidade" e não como "mudança de estrutura", ou seja, como uma substituição de uma elite amolecida e decadente por uma elite mais impetuosa e oportuna. As próprias elites escondem a sua vontade de ascensão política e social sob um aparelho de justificações, isto é, de ideais nobres, a que Pareto deu o nome de derivações: reivindicações a favor da liberdade, da justiça social, dos direitos humanos, etc. Assim, os ideais não passam de meios para alcançar o poder ou para defendê-lo. Uma citação de Nietzsche ilustra bem o primeiro caso, ou seja, o maquiavelismo das elites ascendentes: "Queremos a liberdade enquanto ainda não detemos o poder". No segundo caso, é de referir que muitas vezes são os mesmos ideais que fazem periclitar as elites ainda dominantes. Nelas, estes ideais, tal como o humanitarismo, são sinais de fraqueza e são propriamente suicidários: "Nunca, ou quase nunca, as aristocracias - e eu entendo esse termo no seu sentido etimológico os melhores - foram eliminadas exclusivamente pelos golpes dos seus adversários; mas foram elas próprias as artesãs da sua própria destruição" (Pareto).
Para finalizar, convém destacar que a circulação das elites é um processo sem fim, ainda que ocorra lenta, impercetível e sub-repticiamente, pois, segundo Pareto, não pode escapar à forma ondulatória que os fenómenos sociais revestem obrigatoriamente.
Fonte: circulação de elites in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-07-13 17:31:43]. Disponível na Internet:
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