Descobertas científicas já comprovaram que o consumo de carne animal gera doenças. Estudos demonstram, por exemplo, que a fisiologia do sistema digestivo humano difere da dos animais carnívoros. O estômago dos carnívoros tem mais músculo, as secreções gástricas são dez vezes mais ácidas, e os intestinos, bem mais curtos.
No organismo humano, as carnes tendem a ficar estagnadas por mais tempo e sua decomposição é responsável por muitas doenças. Inclusive envelhecimento prematuro das células
Um dos aspectos mais graves da questão é que os criadores ministram grandes quantidades de hormônios e antibióticos aos animais destinados à indústria de alimentos, para fazê-los engordar muito rapidamente. E já está provado cientificamente que a ingestão deste tipo de carne oferece propensão à formação de câncer e tumores.
Na Faculdade de Medicina da Universidade de Montpellier, França, pesquisas correlacionam a maioria das doenças do coração à presença de antibióticos nas carnes de animais de corte. E a formação de cânceres no baço e cólon deve-se à intoxicação química provocada pela putrefação de alimentos animais no aparelho digestivo.
Pesquisas científicas já comprovaram que um quilo de churrasco contém a mesma quantidade de benzopireno contida em 600 cigarros. O benzopireno é uma substância química, com efeito cancerígeno, encontrada no alcatrão, na fumaça de cigarro e como produto da combustão incompleta.
Além disso, a carne vermelha, mesmo a mais magra, contém enorme quantidade de gordura saturada, isto é, de má qualidade. Conseqüentemente, sua ingestão causa excesso de colesterol, que gera doenças cardiovasculares, aproveitamento deficiente de cálcio, digestão difícil e vários outros males. Sem contar que é na gordura que o organismo armazena venenos químicos.
__________________________
* Alguns trechos extraídos do livro: Gosto Superior (pg.4); São Paulo: Fundação Bhaktivedanta. 1992.
A Transposição Didática é um “instrumento” pelo qual analisamos o movimento do saber sábio (aquele que os cientistas descobrem) para o saber a ensinar (aquele que está noslivros didáticos) e, por este, ao saber ensinado (aquele que realmente acontece em sala de aula).
O termo foi introduzido em 1975 pelo sociólogo Michel Verret e rediscutido por Yves Chevallard em 1985 em seu livro La Transposition Didactique, onde mostra as transposições que um saber sofre quando passa do campo científico para o campo escolar.
O termo transposição didática, segundo Chevallard (1991), foi empregado inicialmente pelo sociólogo francês Michel Verret, na sua tese de doutorado Le temps des études, publicada em 1975.
Chevallard conceitua “Transposição Didática” como o trabalho de fabricar um objeto de ensino, ou seja, fazer um objeto de saber produzido pelo “sábio” (o cientista) ser objeto do saber escolar. A Transposição Didática, em um sentido restrito, pode ser entendida como a passagem do saber científico ao saber ensinado. Tal passagem, entretanto, não deve ser compreendida como a transposição do saber no sentido restrito do termo: apenas uma mudança de lugar. Supõe-se essa passagem como um processo de transformação do saber, que se torna outro em relação ao saber destinado a ensinar.
Mas para Chevallard, o saber escolar não é usualmente problematizado.
O que ocasiona a distância entre o saber ensinado e seus saberes de referência.
No Brasil, Lopes² (1999) propôs o conceito de mediação didática em substituição à nomenclatura transposição didática.
¹ VERRET, M. Le temps des etudes. Paris: Librairie Honore Champion, 1975.
²LOPES, A. C. Conhecimento escolar: ciência e cotidiano. 1ed. Rio de Janeiro: Editora da UERJ,1999.