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segunda-feira, 1 de novembro de 2021
Tratamento da informação nos anos iniciais, probabilidade , estatística e situação problema. Com atividades para imprimir.
Atividades com gráficos e tabelas
Analisar e interpretar informações e fatos faz parte da vivência humana. O tempo todo, informações precisam ser organizadas, resumidas e descritas.
As atividades abaixo disponibilizadas permitem a análise de informações coletadas em gráficos e a organização e interpretação dessas informações.
Os objetivos das atividades são:
- Ler dados expressos em gráficos de colunas simples.
- Organizar os dados coletados em tabelas simples.
Para baixar grátis em PDF as atividades clique aqui:
https://drive.google.com/file/d/1jYXm2T2Eo2Dgj1JZDcbPuqQgVQNmGsHy/view?usp=sharing
O que o aluno poderá aprender:
-Desenvolver cálculo mental, envolvendo real e centavos.
-Comparar preços.
Recursos:
Cédulas e moedas fictícias com valores do sistema monetário para os alunos manusearem enquanto realizam as atividades.
Problemas para 3º e 4º ano

As situações-problemas devem permitir aos alunos elaborarem diferentes procedimentos, proporcionando desafios que os motivem a superarem seus resultados.
Dar oportunidade aos educandos de explorar diferentes possibilidades de resolver um problema é fundamental para conseguirem criar seus próprios registros, inventar uma maneira apropriada de fazer a representação.
Isso deve ser realizado com a socialização das situações em que as crianças podem defender seus procedimentos e resultados perante o grupo. Assim os alunos terão oportunidade de comparar sua forma de resolver um problema com a usada pelos colegas.
Para baixar os problemas acesse o link:
https://drive.google.com/file/d/1CfhUM_kkRBP9tb3yGbGQ2G8NWd_GSqAv/view?usp=sharing
Quando você faz aniversário?
O professor questiona os alunos sobre o mês em que fazem aniversário e entrega um retângulo de papel branco a cada um. As crianças devem escrever seu nome no papel.
Em seguida, o professor fixa, no quadro, um cartaz em papel pardo como o que segue abaixo. Um a um, os alunos dizem o mês do seu aniversário e colam o cartão com o nome escrito no mês correspondente.
Depois que todos colaram seus cartões, o gráfico resultante pode fornecer uma série de informações, tais como:
- Quantos aniversariantes há em janeiro?
- Em que mês não há aniversariantes?
- Em que mês há dois aniversariantes? E três?
- Em que mês há mais aniversariantes?
- Em algum mês há 5 aniversariantes?
Minha fruta preferida
A turma será conduzida a investigar qual a fruta de preferência dos colegas. A princípio, cada um questiona dois ou três colegas e o professor poderá provocar a curiosidade do grupo questionando se as meninas têm a mesma preferência que os meninos, se os pais têm a mesma preferência que as crianças, se as crianças da região nordeste do Brasil, por exemplo, poderão ter a mesma preferência que as crianças da região sul. É importante fazer suscitar na turma diferentes hipóteses e discussões.
Depois, é hora de fazer uma pesquisa com a turma. Para isso, o professor distribuirá um pequeno cartão branco de papel de 5 cm x 5 cm e solicitará que cada criança desenhe sua fruta preferida. Depois, cada um afixará no quadro ou papel pardo seu cartão, com o auxílio de fita adesiva, na coluna correspondente à sua preferência.
Gráfico de animais
O professor entrega uma folha com animais, tal como a do exemplo abaixo, e as crianças devem recortá-los e juntar os iguais.
Depois, as crianças colam em um gráfico os cartões dos animais, sendo os iguais na mesma coluna, formando um gráfico:
Outra forma de propor o gráfico é a seguinte:
Depois do gráfico estar pronto, uma série de questionamentos buscando a interpretação dos dados devem ser elaborados.
Como está o tempo?
Pouco antes do intervalo, o professor questiona os alunos sobre como está o tempo, ensolarado, nublado ou chuvoso e, depois, pede para os alunos o observarem.
Ao retornarem do intervalo e conversarem sobre o assunto, o professor questiona se a turma lembra como esteve o tempo nos dias anteriores. Pergunta, também, sobre como se pode guardar essas informações e provoca a necessidade de um registro gráfico para tal fato.
Então, propõe as seguintes atividades:
- Separa a classe em grupos e solicita que cada um desenhe um dia de chuva, um dia ensolarado e um dia nublado. Depois, recolhe os desenhos e a classe elege o mais representativo para cada estado do tempo.
- Cria, juntamente com o grupo, um quadro onde far-se-á, diariamente (utilizando o símbolo escolhido pela turma), o registro do tempo. Como há dias em que o tempo varia de um horário para o outro, combina que a observação se dará em um horário determinado.
- Estabelece com os alunos que, durante certo período de tempo, à mesma hora, uma criança fará o registro no calendário sobre o estado do tempo naquele dia.
Ao final de uma semana ou outro período qualquer, é feita uma exploração do calendário com perguntas do tipo:
- “Houve muitos dias de sol?”
- “Quantos dias foram chuvosos?”
- “Houve mais dias de sol ou de chuva?”
- “Quantos foram os dias nublados?”
Os ausentes
Para anotar quantos alunos faltaram as aulas em uma semana pode ser feito um gráfico. Para tal, propõe-se que as crianças marquem num quadro, como aquele mostrado abaixo, o número de ausentes em cada dia da semana.
Esta atividade deve ser desenvolvida todos os dias e, em cada semana, o quadro será trocado. No final da semana o professor analisa com a classe o quadro de alunos ausentes, fazendo perguntas do tipo:
- Quantos alunos faltaram hoje? E ontem?
- Em que dia houve mais faltas, hoje ou ontem? Quantas a mais?
- Na semana passada, em que dia houve menos faltas? Quantas a menos?
- Como foram as faltas nesta semana quando comparado com a semana passada?
Pesquisas
Temas que interessam a turma, curiosidades ou assuntos ligados a conteúdos específicos podem ser a mola propulsora para uma pesquisa na sala de aula ou fora dela.
A pesquisa pode ser feita com uma população como, por exemplo, todos os alunos da turma ou com uma amostra, que é constituída por um grupo representativo de determinada população. Por exemplo, pode-se pesquisar sobre a matéria preferida da classe, o programa de televisão preferido, meios de transporte utilizados para ir à escola, grau de escolaridade dos pais e irmãos, etc.
Após feita a pesquisa, que pode ser uma coleta de dados oral ou por meio de um questionário, é preciso fazer a apuração do dados e, depois, organizá-los através de tabelas e gráficos. Existem diferentes tipos de gráficos que podem ser trabalhados nos anos iniciais: barras, linha, setor e pictograma.
Segue, abaixo, um exemplo de atividade investigativa sobre os alimentos preferidos pelas crianças de uma turma de 3º ano:
Segundo o Pacto Nacional para Alfabetização na Idade Certa, é muito importante que as crianças conheçam diferentes tipos de gráficos para terem a capacidade de reconhecer qual a representação mais adequada para seus objetivos.
Neste artigo sugeri, basicamente, atividades relacionadas à estatística. Nos próximos, vou detalhar mais a construção de gráficos e os tipos de gráficos e, também, abordarei a combinatória e as probabilidades.
Não deixe de acompanhar!
Referências Bibliográficas
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Educação Estatística. Disponível em: <http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/cadernosmat/PNAIC_MAT_Caderno%207-pg001-080.pdf >.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Básica. Pró-Letramento: programa de formação continuada de professores dos anos/séries iniciais do Ensino Fundamental: Matemática. Brasília, 2008. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/formacao/pro-letramento>.
Bibliografia consultada
DANTE, Luiz Roberto. Didática da Matemática na Pré-Escola. São Paulo: Ática, 1996.
RANGEL, Ana Cristina Souza. Matemática da minha Vida. Porto Alegre: FAPI
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Atividades Matemáticas: Ciclo Básico. 3 ed. São Paulo: SE/CENP, 1998.
Os conteúdos propostos no bloco Tratamento da Informação são: combinatória, probabilidade e estatística.
A combinatória refere-se à possibilidade de combinar objetos que são agrupados por determinadas características. Por exemplo, com 3 saias e 2 blusas, quantos trajes podemos compor?
As probabilidades exprimem as chances de ocorrência de um evento. Por exemplo, qual a chance de dar cara quando uma moeda é lançada?
A estatística é um ramo da matemática que visa organizar, resumir, apresentar e interpretar informações. Ela trabalha com médias, tabelas, gráficos, percentagens, índices, etc. As pesquisas são orientadas por princípios estatísticos.
sábado, 30 de outubro de 2021
Hoje na História: nasce Dostoiévski

O trabalho do escritor russo representa um “divisor de águas” na compreensão da condição humana através da Literatura. Para Otto Maria Carpeaux, “tudo o que é pré-dostoievskiano é pré-histórico“
Fiódor Mijáilovich Dostoiévski nasceu no longínquo 30 de outubro de 1821, pelo calendário juliano vigente na Rússia. Aquela distante véspera de Halloween, no entanto, — com o perdão do anacronismo — faz-se presente sempre quando, desafiados pela vida, nos dispomos a pensar sobre o perdão, a redenção, o heroísmo, o amor, a coragem, os dilemas morais e, em suma, sobre a complexidade da existência. O trabalho do escritor consiste em traduzir em palavras a experiência humana encenada sobre o palco da realidade.
Evidentemente é necessário que, para tanto, o narrador descubra ser preciso mergulhar na alma humana; perscrutá-la, discerni-la com precisão cirúrgica. Não é trabalho fácil, não basta simplesmente correr a pena sobre o papel em branco. Não. O trabalho do escritor tem um quê de místico, porque é um exercício de ascese. Escritor e leitor ascendem a novos níveis de entendimento acerca da condição humana quando vislumbram as possibilidades tipificadas na Literatura. Assim é que Dostoiévski se faz um grande guia.
Sobre o escritor russo deixemos o crítico Otto Maria Carpeaux dizer algumas palavras: “Existem poucos escritores cuja obra tenha sido tão tenazmente mal compreendida como a de Dostoiévski. Dostoiévski é, se não o maior, decerto o mais poderoso escritor do século 19; ou do século 20, pois a sua obra constitui o marco entre dois séculos da literatura. Literariamente, tudo o que é pré-dostoievskiano é pré-histórico; ninguém escapa à sua influência subjugadora, nem sequer os mais contrários.
Parece, porém, que toda a Europa tenta resistir-lhe, instintivamente e obstinadamente; e como esse bárbaro barbado, com a face sulcada de sofrimentos, parece irresistível, os europeus entrincheiram-se, ao menos, num baluarte de interpretações erradas. (…) O que ele fixa — e com que segurança! — são as paisagens da alma. E o espírito sensitivo do “fin de siècle” admira, sobretudo, esta psicologia requintada, na qual acredita reconhecer a sua própria decadência; Dostoiévski será um assunto de predileção da psicanálise. Daí se origina a pretensão de reclamar Dostoiévski em favor das rebeliões mais subversivas do espírito anárquico do “après-guerre” (…).
(…) Nesse mundo, seja ele negro ou vermelho, não existe lugar para nós outros. Mas como aceitar um poeta cujo pensamento nos abala? Dostoiévski não faz “arte pela arte”; ele nos arrasta até às últimas consequências. Inúteis quaisquer concessões. Reconhecendo-se que certas acusações violentas à Europa são plenamente justificadas, é preciso admitir que daí para uma revolução total, mesmo espiritualista, vão poucos passos, dos quais somente o primeiro custa.
Inútil, igualmente, distinguir entre os frutos da inspiração poética, válidos também para nós, e as opiniões íntimas do autor, objeto somente da crítica psicológica e da história literária. Em virtude de tal distinção, a obra de arte se tornaria o fruto sublime dum solo impuro, produto exclusivo do subconsciente, resultado de uma partenogênese misteriosa; e nós não aceitaríamos esse artifício unicamente para isentar o autor, à nossa maneira, de responsabilidades, às quais ele não desejaria fugir.
Ao contrário, cumpre admitir que na obra de Dostoiévski a política ocupa um lugar maior do que a literatura, e que as suas convicções políticas nos surpreendem. É justamente isso. A literatura russa do século XIX é profundamente política. O país não tem imprensa nem tribuna, nem mesmo cátedras livres, e a literatura é a única voz do povo, em plena evolução política e social. Todas as coisas, a ciência, a própria teologia, estão impregnadas de política.
A literatura torna-se uma tribuna. Existem aí, como no parlamento inglês, dois partidos opostos. Um, o dos “Ocidentais”, que glorificam a Europa e desejam a europeização integral da Rússia; para isso é preciso primeiramente destruir as instituições estabelecidas, o que lhes vale a acusação de niilismo. Os outros, os “eslavófilos”, glorificam o passado nacional, mesmo o asiático; é necessário esmagar as influências estrangeiras, o que lhes vale a acusação de obscurantistas.
(…) Quando Dostoiévski escrevia um romance, via primeiramente os problemas e depois as personagens. O aspecto dos seus manuscritos, muitos dos quais foram editados em fac-símile, é muito curioso. No começo ele emenda mais do que escreve, e as margens são cheias de figuras, representando catedrais, demônios, anjos, que simbolizam os seus problemas. Depois, a personificação começa; o texto corre mais ligeiro, e os desenhos simbólicos se transformam em retratos imaginários; a comparação permite estabelecer as preferências do poeta, e essa comparação prova aquilo que a interpretação dos textos deixava prever: as preferências do poeta são para os seus inimigos ideológicos.
Dostoiévski é de uma perfeita imparcialidade artística. Ele sabe que o mundo não é governado pelos anjos, ou o é apenas pelo anjo vencido. Parece que ele forma os seus “anticristos” — um Raskolnikov, um Kirillov, um Ivan Karamazov — com grande simpatia, e que estes constituem, às vezes, os intérpretes do escritor. Isso explica o mal-entendido, muito tempo reinante, de que o próprio Dostoiévski era revolucionário e ateu.
(…) Dostoiévski é cristão. Nós também. Campo de encontro, enfim? Não, absolutamente. Pois Dostoiévski nos recusa o direito de nos chamarmos cristãos. Ao contrário. Ao lado do operário de Londres, do burguês de Paris e do professor de Heidelberg, ele coloca o padre romano. Vosso pretenso cristianismo — diz ele — é a religião do Anticristo. Eis aí o assunto de “O Grande Inquisidor”. (…) Cumpre recristianizar o mundo e a fé, por um esforço de síntese, por um “humanismo cristão”, que lance uma ponte sobre o abismo. Sempre é necessário saber aquilo que nos separa e aquilo que nos une. O que nos separa é muito e muito. Mas não sejamos intransigentes diante dessa face barbada, sulcada pelos sofrimentos. O que nos une é o Cristo; e “tout le reste est littérature” (…)”.
Trechos extraídos de Carpeaux, Otto Maria, Ensaios Reunidos, TopBooks Editora, São Paulo, 1999.
“É preciso falar cara a cara para poder ler a alma no rosto, para que o coração soe em palavras. Uma palavra dita com convicção, com plena sinceridade e sem medo, vale muito mais que dez folhas de papel cobertas de palavras”.
Dostoiévski
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Fonte: https://revistaesmeril.com.br/hoje-na-historia-nasce-dostoievski/
sexta-feira, 29 de outubro de 2021
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