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Existem diferentes tipos de pesquisa são aplicados de acordo com o objetivo e abordagem que o pesquisador deseja utilizar como método científico do seu estudo.
Para saber qual o tipo mais adequado, o investigador precisa considerar a finalidade e o objetivo do seu trabalho, a abordagem que deseja usar, e os procedimentos escolhidos.
Engloba todos os tipos de pesquisa que se baseiam em procedimentos de caráter científico para a obtenção dos resultados.
É um processo que trabalha com a lógica aplicada na ciência: envolve a descoberta de um novo conhecimento, a correção de algum conhecimento já existente ou o acréscimo de elementos a um estudo já existente.
Todas as pesquisas feitas no âmbito acadêmico podem ser consideradas científicas, e são categorizadas em diferentes metodologias, de acordo com o objetivo, finalidade e estrutura que seguem.
No que diz respeito a sua finalidade, ou seja, ao tipo de contribuição que o estudo trará para a ciência, a pesquisa científica pode ser classificada em:
Do ponto de vista da abordagem usada pelo pesquisador no estudo, este pode ser categorizado em:
A terceira forma de classificar uma pesquisa científica é através dos seus objetivos, ou seja, por meio do tipo de conhecimento que o pesquisador quer produzir:
Por fim, a pesquisa científica também pode ser classificada de acordo com os procedimentos para utilizados para a coleta de informação. Existem diversos, sendo os mais comuns:
Ressalta-se que uma pesquisa pode ter mais do que um tipo de procedimento, fazendo com que um sirva como complemento do outro.
Saiba mais sobre Pesquisa científica e estudo de caso.
É um dos tipos de pesquisa mais comuns no âmbito acadêmico, principalmente em Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).
É orientada para o aprofundamento de um conhecimento científico que já foi estudado. Normalmente, o pesquisador que faz um estudo com essa finalidade busca complementar algum aspecto ou alguma particularidade da pesquisa anteriormente feita.
Esse é um tipo de pesquisa teórica, que requer obrigatoriamente uma revisão bibliográfica e ideias apresentadas de modo sistematizado.
A pesquisa básica ainda pode ser subdivida em pura e estratégica, dependendo do seu foco de análise.
É um tipo de pesquisa voltado exclusivamente para o meio acadêmico, sem qualquer tipo de intenção de alterar a realidade.
Consiste em um estudo totalmente teórico, onde o autor não se preocupa em como os resultados de suas pesquisas poderão ser utilizados posteriormente.
Diferentemente da pesquisa básica pura, na estratégica o pesquisador tem em mente a possibilidade de produzir um conhecimento útil que possa ser, eventualmente, utilizado em estudos práticos.
O autor não apresenta soluções para essas questões, mas recomenda a construção de futuros estudos que possam resolver esses problemas, por exemplo.
Ao contrário da pesquisa básica, a aplicada visa produzir um conhecimento que possa ser efetivamente aplicado, ajudando a alterar uma situação, um fenômeno ou um sistema.
A pesquisa aplicada pode ser um complemento ou aprofundamento sobre um assunto previamente estudado. No entanto, a proposta é apresentar alternativas que ajudem a melhorar ou transformar, por exemplo, determinado aspecto do seu objeto de estudo.
Um exemplo de pesquisa aplicada seria uma Investigação de tipos de tratamentos eficazes para a redução da depressão.
Esse tipo de metodologia é caracterizado por usar técnicas e ferramentas estatísticas como principal meio de análise dos dados obtidos em uma pesquisa.
O pesquisador se limita a coletar informações que sejam quantificáveis e aplicá-las em softwares (ou outras ferramentas técnicas) que analisam esses dados.
O investigador é um observador e não deve analisar subjetivamente os números obtidos. A sua função se limita a apresentar os resultados de modo estruturado, com ajuda de tabelas e gráficos, por exemplo.
Para obter os dados necessários em uma pesquisa quantitativa, o pesquisador utiliza questionários de múltipla escolha ou outras opções que garantam respostas objetivas e claras.
Esse tipo de pesquisa é muito utilizada em estudos de mestrado e doutorado, principalmente na área das Ciências Exatas.
Saiba mais sobre a Pesquisa quantitativa.
Nesse tipo de pesquisa, o responsável por fazer a análise das informações coletadas é o próprio pesquisador. Ela se caracteriza por coletar e interpretar as respostas subjetivas dos entrevistados.
As técnicas e os métodos estatísticos são dispensados nesse modelo, visto que o investigador se foca em características mais complexas e não-quantificáveis, como o comportamento, as expressões, os sentimentos, etc.
Nesse caso, os meios de obter os dados são menos rígidos e objetivos. Os questionários, por exemplo, podem ter espaços para respostas subjetivas, flexíveis e de múltiplas interpretações.
Essa metodologia é comum em cursos de Ciências Humanas, principalmente durante a graduação.
Saiba mais sobre a Pesquisa qualitativa.
É uma mistura entre as características da pesquisa qualitativa e da pesquisa quantitativa.
Nesse caso, o estudo pode ser dividido em duas partes:
Um exemplo de pesquisa quali-quantitativa seria uma análise dos motivos das gestantes darem à luz através da cesariana e não parto normal, em alguma cidade específica.
Essa pesquisa necessita da coleta dos relatos das mulheres que passaram por essa experiência.
A pesquisa descritiva é focada em descrever um estudo ou conhecimento que já existente.
Uma pesquisa é descritiva quando o objetivo é esclarecer ao máximo um assunto que já é conhecido, descrevendo tudo sobre ele. Nesse caso, o pesquisador deve fazer uma forte revisão teórica envolvendo o seu objeto de estudo, e deve analisar e comparar as informações.
Por fim, cabe ao autor da pesquisa traçar a sua conclusão sobre as diferentes variáveis analisadas.
A pesquisa descritiva costuma ser muito comum nos cursos de graduação, principalmente nos Trabalhos de Conclusão de Curso.
Saiba mais sobre a Pesquisa descritiva.
A proposta da pesquisa exploratória é identificar algo, ou seja, um possível objeto de estudo ou uma problematização que poderá ser alvo de futuras pesquisas.
Por norma, esse tipo de pesquisa serve para aproximar a comunidade científica de algo (fenômeno, sistema, objeto, etc) desconhecido ou pouco explorado.
Ao contrário da pesquisa descritiva, o assunto analisado na exploratória não é sistematizado. Isso significa que representa uma pesquisa mais inovadora e pioneira.
A pesquisa exploratória é útil quando não há muita informação disponível sobre o objeto de estudo, e faz com que o investigador misture o máximo de referências bibliográficas com outros métodos, como entrevistas, pesquisa documental, etc.
Um caso de pesquisa exploratória seria, por exemplo, um pesquisador que quer abordar pelo que e como os jovens chegaram ao grande evento político brasileiro das Diretas Já.
Para isso, o pesquisador deverá entrevistar pessoas que participaram deste evento, explorar suas experiências e pensamentos sobre o assunto.
Saiba mais sobre a Pesquisa exploratória.
O principal objetivo da pesquisa explicativa é explicar e racionalizar o objeto de estudo; ela busca a construção de um conhecimento totalmente novo. Para isso, é preciso a junção de muitos dados bibliográficos e resultados obtidos a partir de pesquisas experimentais, por exemplo.
Esse é um tipo de pesquisa mais complexa, normalmente é considerada o "amadurecimento" de uma prévia pesquisa descritiva ou exploratória. Por esse motivo, costuma ser mais comum em teses de doutorado ou mestrado.
Saiba mais sobre as principais diferenças entre a Pesquisa descritiva, exploratória e explicativa.
A pesquisa bibliográfica consiste na coleta de informações a partir de textos, livros, artigos e demais materiais de caráter científico. Esses dados são usados no estudo sob forma de citações e referências, e servem de embasamento para o desenvolvimento do assunto pesquisado.
Partindo do ponto de vista dos procedimentos técnicos, a pesquisa bibliográfica é uma das mais comuns. E é considerada obrigatória em quase todos os moldes de trabalhos científicos.
Trata-se de um método teórico focado em analisar os ângulos distintos que um mesmo problema pode ter, e onde são consultados autores com diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto.
Posteriormente, o investigador deverá comparar as informações levantadas e, a partir de então, construir as suas observações e conclusões.
Saiba mais sobre a Pesquisa bibliográfica.
Na pesquisa documental, qualquer documento com conteúdo informacional útil para a pesquisa pode ser usado, como jornais, revistas, catálogos, fotografias, atas, etc.
Normalmente, esse tipo de pesquisa é usado juntamente com a pesquisa bibliográfica. Assim, cria-se um vínculo entre o discurso teórico e a realidade apresentada nos documentos não-científicos, por exemplo.
Similar à pesquisa bibliográfica, a documental não se restringe apenas à coleta de informações de caráter científico.
Um exemplo de pesquisa documental seria se um pesquisar quisesse relacionar o período da Ditadura Militar no Brasil, com as consequências nas histórias das famílias dos torturados e executados na época.
Saiba mais sobre Pesquisa documental.
Ao contrário da pesquisa documental e bibliográfica, no estudo de caso o procedimento é empírico, ou seja, não se restringe ao levantamento de informações teóricas, e considera observações e experiências.
Esse tipo de pesquisa aprofunda a investigação sobre algum aspecto específico de determinado tema (indivíduo, fenômeno, ambiente, etc).
Os resultados obtidos com o estudo de caso não devem ser generalizadores. Ou seja, não podem ser usados para representar todos os elementos; fazem referência àqueles que foram diretamente investigados.
O estudo sobre uma campanha de marketing específica de uma empresa pode ser um exemplo de estudo de caso. O investigador deverá coletar informações através de questionários, entrevistas, etc. Depois, deve fazer uma crítica qualitativa dos dados levantados, com o objetivo de encontrar aspectos negativos, positivos e demais repercussões sobre o assunto.
Também é uma pesquisa empírica. É comum em pesquisas laboratoriais, onde o investigador tem controle das variáveis e simula situações que deverão ser observadas e analisadas.
Normalmente, na pesquisa experimental o pesquisador compara diferentes variáveis com o objetivo de traçar um perfil, refutar hipóteses ou aprovar teorias.
Um dos exemplos mais comuns de pesquisa experimental são as pesquisas de laboratório.
Ao contrário da pesquisa laboratorial, na pesquisa de campo o pesquisador vai até o ambiente natural do seu objeto de estudo.
O investigador deixa de ter total controle sobre as variáveis, se limitando a observar, identificar e coletar informações sobre o seu objeto de estudo no seu respectivo contexto original de vivência.
Nos trabalhos acadêmicos, a pesquisa de campo deve ser uma etapa posterior à pesquisa bibliográfica. O investigador deve estar preparado com o máximo de informações teóricas sobre o assunto que envolve o seu objeto de estudo.
Um exemplo da pesquisa de campo seria a relação das lesões no corpo dos atletas de alto nível, como os jogadores de futebol.
Saiba mais sobre a Pesquisa de campo.
Esse é um tipo de pesquisa feito após a ocorrência de alguma das variáveis / fenômenos a partir de um fato ocorrido no passado.
Neste caso, a pesquisa ex post facto investiga uma causa e efeito de algo que aconteceu em um dado momento e as suas consequências.
O seu propósito é entender como tal fato foi capaz de alterar determinado fenômeno que teve lugar posteriormente. Nesse caso, o pesquisador não tem controle da variável, visto que ela já aconteceu.
Um exemplo de pesquisa ex post facto, seria a análise das trocas de governo, fenômenos da natureza, como tsunami, entre outras.
Nesse tipo de pesquisa, o investigador se limita a verificar o comportamento/a interação de determinado grupo. O uso de questionários é comum para coletar dados.
Ao contrário do estudo de caso, a pesquisa de levantamento busca generalizar um resultado com base nas respostas obtidas.
Trata-se de uma pesquisa quantitativa, visto que não há um detalhamento dos dados, mas sim uma apresentação de seus aspectos gerais. Um exemplo típico é a pesquisa de intenções de voto antes das eleições.
É um tipo de pesquisa de campo em que o investigador se envolve diretamente com o objeto de estudo. Em outras palavras, há a interferência do pesquisador para que ocorra uma mudança no meio.
Para isso, o autor da pesquisa precisa identificar um problema (prático), criar um plano de ações para solucionar essa questão e, depois, analisar as alterações que o seu projeto trouxe para o ambiente.
Um exemplo de pesquisa-ação seria observar os comportamentos que levam o mau gerenciamento financeiro nas famílias brasileiras.
Ao contrário da pesquisa-ação, na pesquisa participante o investigador não precisa ter um plano para interferir na realidade do ambiente.
Neste tipo de pesquisa, há a interação do investigador com a comunidade ou grupo que o investigador está pesquisando.
Esse tipo de pesquisa é baseado na máxima integração do participante com o ambiente natural que envolve o seu objeto de estudo. Assim, o pesquisador consegue absorver melhor conhecimentos mais complexos e profundos sobre o assunto pesquisado.
Leia mais sobre o significado de Pesquisa e como fazer a metodologia para o TCC.
Veja também:
fonte; https://www.significados.com.br/tipos-de-pesquisa/
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O sobrestamento é um recurso muito utilizado na justiça brasileira. São sobrestados aqueles processos que têm seu andamento suspenso de maneira temporária, em razão de uma decisão judicial. Saiba mais no decorrer da leitura!
O sobrestamento é um recurso muito utilizado na justiça brasileira. Basicamente, são sobrestados aqueles processos que têm seu andamento suspenso de maneira temporária, em razão de uma decisão judicial.
São vários motivos que podem levar ao sobrestamento, e, por este motivo, consequentemente o volume de sobrestamentos no sistema judiciário é muito grande.
Mas então você pode estar se questionando por quanto tempo um processo pode ficar sobrestado? E como o CPC/15 alterou os fundamentos jurídicos do sobrestamento? Confira o conteúdo para entender melhor sobre o assunto!
Um processo é sobrestado quando ocorre a suspensão de suas movimentações de maneira temporária. O sobrestamento é determinado pelo juiz ou juíza responsável pela ação, podendo também ser solicitado pelas partes.
O resultado imediato do sobrestamento, na prática, é a interrupção da continuidade do processo judicial, ou seja, uma pausa na sua movimentação. Além do mais, existem diversos motivos que levam ao sobrestamento, como veremos ao longo deste conteúdo.
Uma das causas mais comuns é a existência de uma discussão em tribunal superior, sobre matéria de repercussão geral. Dessa forma, o processo é sobrestado, ou seja, suspenso temporariamente, até que essa matéria seja julgada.
Enquanto perdurar o sobrestamento do processo, não se pode praticar qualquer tipo de ato processual, com exceção nos casos de atos urgentes, que possuem potencial de provocar dano irreparável ao andamento futuro.
A Constituição Federal menciona sobre o sobrestamento quando da tramitação de matérias nas casas legislativas, entretanto, é no Código de Processo Civil que encontraremos a previsão de sobrestamento para processos em tramitação.
Agora, vamos entender como o processo de sobrestamento funciona em diferentes situações, veja!
Nesses casos, o processo é suspenso imediatamente, o que resulta que após comprovação do fato, qualquer ato praticado a partir do acontecimento fica comprometido.
Adiante nos aprofundaremos melhor sobre essa hipótese de sobrestamento.
A perda da capacidade processual de qualquer uma das partes resulta na suspensão do processo, ainda que a parte esteja representada ou assistida.
O sobrestamento do processo também ocorre na suspensão ou cassação da habilitação profissional ou perda da capacidade civil do advogado.
A convenção das partes em razão da possibilidade de concluírem um acordo também é hipótese para suspender o processo, assim como hipóteses de:
* Espera pela quitação de dívida em determinada data;
* Entrega do bem; ou
* Desocupação de um terreno.
O processo pode ser suspenso pelo fato de ser arguido o impedimento ou a suspeição do juiz, pois o resultado do julgamento pode ser modificado.
Essa suspensão, seja para processos individuais ou coletivos, só é válida após ter sido admitida pelo órgão colegiado competente do tribunal para julgamento, devendo ser observados o Art. 976 e o Art. 982 do CPC.
Adiante nos aprofundaremos melhor sobre essa hipótese de sobrestamento.
O processo será suspenso quando depender do julgamento de outra causa para que tenha sua decisão decretada.
Dessa forma, quando constatada a prejudicialidade decorrente de outra causa, poderá ser requerida a suspensão do processo nos termos do Art. 313, V, “a” do CPC.
Os processos podem ser suspensos em razão de fatos imprevisíveis.
No tópico a seguir vamos nos aprofundar melhor sobre essas e outras hipóteses de sobrestamento.
O Código de Processo Civil de 2015 prevê no art. 313 as hipóteses que dão causa ao sobrestamento do processo. São elas:
Essa hipótese determina que o processo é suspenso pela morte ou perda de capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu procurador.
Ou seja, o falecimento de quaisquer pessoas que estejam envolvidas no processo judicial é causa para o sobrestamento do processo.
O artigo ainda traz que, caso a parte falecida seja autora da ação, o juiz deve intimar herdeiros ou sucessores, para que se manifestem sobre o interesse em dar seguimento à ação judicial (Art. 313, § 2º, II).
Caso manifestem interesse, os sucessores ou herdeiros devem realizar a habilitação para sucessão processual (Art. 687 do CPC) dentro do prazo determinado legalmente, sob pena de o processo ser extinto sem julgamento de mérito.
Agora, no caso de morte dos procuradores legais, ou seja, advogados de qualquer das partes, o artigo traz a previsão de que o juiz determinará que a parte constitua novo representando no prazo de 15 dias.
Nesta espécie de sobrestamento, as partes têm a possibilidade de peticionar ao juiz, solicitando que o processo seja suspenso por prazo determinado. Na maioria das vezes, essa hipótese acontece quando há interesse entre as partes em realizar um acordo.
Logo após o pedido de sobrestamento, o juiz tem a possibilidade de deferir ou indeferir o pedido das partes. Caso seja deferido, o andamento processual é suspenso.
Além disso, é importante frisar que o sobrestamento não poderá superar o prazo de seis meses.
A arguição de impedimento ou suspeição do juiz também é hipótese para sobrestamento.
Ainda, é importante destacarmos também que o impedimento e a suspeição são conceitos distintos: no impedimento, há a presunção absoluta da imparcialidade do juiz, enquanto na suspeição, a presunção é relativa.
Para que o incidente de suspeição e impedimento seja reconhecido, é necessário que uma das partes fundamente os motivos que justificam a imparcialidade do juiz, apresentando documentos e arrolando testemunhas.
Caso o juiz esteja de acordo com o pedido de suspeição ou impedimento, será designado um juiz substituto para o caso. Caso contrário, o processo vai ao tribunal para decisão em relação à suspeição ou ao impedimento.
Além do mais, há ainda a possibilidade de que o juiz declare sua suspeição por razões de foro íntimo. Nesta hipótese, não há necessidade de pedido pelas partes.
Os incidentes de resolução de demandas repetitivas, conhecidos como IRDR, são um instrumento que tem o objetivo de dar celeridade e uniformidade ao julgamento de matérias que tratam da mesma questão de direito.
Por meio do IRDR, questões que são repetidas em uma grande quantidade de processos são encaminhadas ao tribunal, para que se forme uma decisão jurídica única sobre o tema discutido.
Sempre que um IRDR é admitido, o Relator deve determinar o sobrestamento de todos os processos que tramitam no Estado ou região de competência do Tribunal e que estejam relacionados à questão em análise no IRDR.
Além do mais, nestes casos, o sobrestamento possui o prazo de um ano. Após esse período a suspensão se encerra, exceto se o relator decidir em sentido contrário.
Segundo o art. 313, inciso V, é possível o sobrestamento do processo quando a decisão de mérito depender diretamente do julgamento de outra causa que for alheia a esta.
Além disso, há a possibilidade de quando houver necessidade de se aguardar a constatação de um fato ou a produção de uma prova em outro processo.
Entretanto, o Código de Processo Civil faz a ressalva de que a suspensão do processo nas hipóteses previstas neste tópico não pode ultrapassar o prazo de um ano.
O conceito de força maior consiste em algum fato imprevisível, ao qual a pessoa não tem meios de se contrapor.
Dessa forma, os casos de força maior acontecem em decorrência de epidemias graves; convulsão da ordem pública que acarreta perigo grave de vida e saúde; catástrofes meteorológicas que interrompam os serviços de transportes e comunicações, entre outros.
Em outras palavras, a “força maior” pode acontecer por causa de ações humanas ou naturais, sejam elas de pequena e média amplitude como um incêndio ou alagamento no fórum, e até mesmo global, como a pandemia do Coronavírus.
O Código de Processo Civil trata da suspensão do processo quando estão sendo discutidas em juízo questões decorrentes de acidentes e fatos da navegação, os quais são competência do Tribunal Marítimo.
É importante destacarmos aqui que o Tribunal Marítimo é um órgão administrativo, submetido ao Ministério da Marinha, cabendo averiguar e regular acidentes e ocorrências envolvendo embarcações.
Dessa maneira, o Tribunal Marítimo não se trata de um órgão jurisdicional, e sim de um órgão administrativo e, sendo assim, as conclusões por ele estabelecidas não vinculam o Poder Judiciário.
Por se tratar de um órgão especializado, o legislador entende que nas ações judiciais envolvendo embarcações, há a necessidade de verificar qual foi a conclusão do Tribunal Marítimo para assim que seja possível se basear, ficando o processo judicial suspenso até decisão daquele Tribunal.
O Código de Processo Civil deixa brechas para outras hipóteses de sobrestamento do processo, ainda mais por meio da redação do inciso VII do art. 313, onde descreve que a suspensão poderá se dar “nos demais casos que este Código regula”.
Além do mais, a partir da Lei 13.363/16, foram incluídas duas novas hipóteses de sobrestamento. São elas:
Na prática jurídica, não há um prazo específico e pré-definido para todas as hipóteses previstas de sobrestamento.
Algumas situações que podem levar à suspensão possuem prazo máximo estipulado, enquanto outras hipóteses ficam a cargo do juiz.
Sendo assim, os prazos de sobrestamento variam de acordo com o Código de Processo Civil, da seguinte forma:
Esses são os principais prazos previstos pelo Código de Processo Civil para as hipóteses de sobrestamento apresentadas no artigo 313.
Lembramos que alguns prazos são estipulados pelo juiz, que pode buscar no texto legal embasamento para cada decisão.
Basicamente, o sobrestamento é um sinônimo para a suspensão do processo, uma vez que tanto o sobrestamento quanto a suspensão possuem a função de designar uma paralisação temporária no andamento da ação!
Como você pôde observar, o sobrestamento nada mais é que uma pausa temporária em um processo judicial.
Seu uso é muito comum, motivo pelo qual é muito importante conhecer as determinações legais que baseiam as decisões de sobrestamento, para que não ocorra nenhum fator prejudicial ao andamento do processo.
Esperamos que este conteúdo tenha lhe ajudado a sanar suas dúvidas sobre sobrestamento na sua prática jurídica!
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