segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei n° 13.709/2018, foi promulgada para proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e a livre formação da personalidade de cada indivíduo.



Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei n° 13.709/2018, foi promulgada para proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e a livre formação da personalidade de cada indivíduo. A Lei fala sobre o tratamento de dados pessoais, dispostos em meio físico ou digital, feito por pessoa física ou jurídica de direito público ou privado, englobando um amplo conjunto de operações que podem ocorrer em meios manuais ou digitais.

No âmbito da LGPD, o tratamento dos dados pessoais pode ser realizado por dois agentes de tratamento, o Controlador e o Operador. Além deles, há a figura do Encarregado, que é a pessoa indicada pelo Controlador para atuar como canal de comunicação entre o Controlador, o Operador, os(as) titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Tema fundamental trabalhado pela Lei, o tratamento de dados diz respeito a qualquer atividade que utiliza um dado pessoal na execução da sua operação, como, por exemplo: coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração.

Antes de iniciar qualquer tipo de tratamento de dados pessoais, o agente deve se certificar que a finalidade da operação está registrada de forma clara e explícita e os propósitos especificados e informados ao(à) titular dos dados. No caso do setor público, a principal finalidade do tratamento está relacionada à execução de políticas públicas, devidamente previstas em lei, regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos semelhantes.



O compartilhamento dentro da administração pública, no âmbito da execução de políticas públicas, é previsto na Lei e dispensa o consentimento específico. Contudo, o órgão que coleta deve informar com transparência qual dado será compartilhado e com quem. Do outro lado, o órgão que solicita receber o compartilhamento precisa justificar esse acesso com base na execução de uma política pública específica e claramente determinada, descrevendo o motivo da solicitação de acesso e o uso que será feito com os dados. Informações protegidas por sigilo seguem protegidas e sujeitas a normativos e regras específicas. Essas e outras questões fundamentais devem ser observadas pelos órgãos e entidades da administração federal no sentido de assegurar a conformidade do tratamento de dados pessoais de acordo com as hipóteses legais e princípios da LGPD.

A Lei estabelece uma estrutura legal de direitos dos(as) titulares de dados pessoais. Esses direitos devem ser garantidos durante toda a existência do tratamento dos dados pessoais realizado pelo órgão ou entidade. Para o exercício dos direitos dos(as) titulares, a LGPD prevê um conjunto de ferramentas que aprofundam obrigações de transparência ativa e passiva, e criam meios processuais para mobilizar a Administração Pública.

Documento base:  Guia de Boas Práticas para Implementação na Administração Pública Federal da Lei Geral de Proteção de Dados, documento elaborado pelos diferentes órgãos que compõem o Comitê Central de Governança de Dados e que contém orientações sobre as atribuições e atuação do Controlador, do Operador e do Encarregado, bem como da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e versa, ainda, sobre os direitos fundamentais dos(as) cidadãos(ãs) titulares dos dados, aborda hipóteses de tratamento dos dados e sua realização, indica o ciclo de vida do tratamento dos dados pessoais e apresenta boas práticas em segurança da informação.


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domingo, 26 de fevereiro de 2023

UM ESTUDO SOBRE LICENCIATURAS EM CIÊNCIAS DA NATUREZA NO BRASIL




UM ESTUDO SOBRE LICENCIATURAS EM CIÊNCIAS DA NATUREZA NO BRASIL

UN ESTUDIO SOBRE LICENCIATURAS EN CIENCIAS DE LA NATURALEZA EN BRASIL

RESUMO:

Neste artigo, discutimos a formação acadêmico-profissional de professores de ciências para atuar no ensino fundamental. Consideramos que o docente que leciona nesse nível deveria contar com uma formação exclusiva, que atendesse às necessidades pedagógicas do ensino fundamental e que subsidiasse a concretização, em sala de aula, de um currículo de Ciências da Natureza baseado no diálogo entre os conhecimentos disciplinares estruturadores das áreas de Química, Física, Biologia, Geologia e Astronomia. Nesse sentido, analisamos as matrizes curriculares de cursos de Licenciaturas Plenas em Ciências da Natureza. Consideramos as áreas disciplinares contempladas, os eixos formativos e os diversos contextos de criação dos cursos. A investigação sobre a formação proporcionada por esses cursos possibilitou que traçássemos pontos que diferenciam e caracterizam esse tipo de formação.

Palavras-chave:
formação de professores; licenciaturas; Ciências da Natureza

RESÚMEN

En este artículo, discutimos la formación académico-profesional de maestros de ciencias para trabajar en educación primaria. Creemos que el maestro que enseña a este nivel debe tener una capacitación exclusiva que satisfaga las necesidades pedagógicas de la educación primaria y que apoye la realización, en el aula, de un plan de estudios de Ciencias Naturales basado en el diálogo entre el conocimiento disciplinario estructurante de Química, Física, Biología, Geología y Astronomía. En este sentido, analizamos las matrices curriculares de los cursos de Licenciatura en Ciencias Naturales. Consideramos las áreas temáticas cubiertas, los ejes de capacitación y los diferentes contextos para crear los cursos. La investigación sobre la capacitación brindada por estos cursos nos permitió extraer puntos que diferencian y caracterizan este tipo de formación.

Palabras clave:
formación del profesorado; cursos de pregrado; Ciencias Naturales

ABSTRACT:

In this article, we discuss the academic training of science teachers intending to work in middle school. We believe that the teacher who teaches at this level should have an exclusive training, as students from the 6th to the 9th grades have specific pedagogical needs and the curriculum of Natural Sciences practiced in schools is far from the reality experienced in high schools, because it is based on the dialogues between disciplinary knowledge structuring the areas of Chemistry, Physics, Biology, Geology, and Astronomy. From this perspective, we analyze curricular matrices of Full Degree courses in Natural Sciences. We take into account the disciplinary areas contemplated, the formative axes and the diverse contexts of creation of these courses. The research on the training provided by these courses allowed us to draw points that differentiate and characterize this type of professional development.

Keywords:
professional development of teachers; natural sciences

INTRODUÇÃO

No Brasil, os primeiros cursos voltados para a formação de professores tiveram início na década de 30, período em que foram criadas as Faculdades de Filosofia com o objetivo de ampliar os estudos em nível superior, não somente com o enfoque profissional, mas também com o objetivo de substituir a prática do autodidatismo, comum naquela época.

No que diz respeito à formação do professor de ciências para o atual ensino fundamental II, esta se dava por meio dos Cursos de História Natural; no entanto, aqueles licenciados em Química e Física também podiam atuar nesse segmento, uma vez que havia escassez de professores de ciências. Os cursos de História Natural estavam alocados nas Faculdades de Filosofia e tinham em seu currículo disciplinas dos ramos das Ciências Biológicas e das Geociências, dentre outras.

Entretanto, o Parecer n.º107/70, do Conselho Federal de Educação (CFE), apontou que o currículo da Licenciatura em História Natural não continha disciplinas que preparavam seu egresso para atuar nas disciplinas de ciências do então ginásio (atualmente, corresponde aos anos finais do ensino fundamental). Segundo Tavares (2006), com esse posicionamento o CFE acatou um pedido da USP e estabeleceu o currículo mínimo para a Licenciatura em Ciências Biológicas visando atender às exigências das disciplinas de ciências.... continue lendo clique aqui ou no link abaixo

https://www.scielo.br/j/edur/a/Yp4x5ZhQXfwrNg45bx9PnXM/?lang=pt

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Tipos De Cursos que existiram no Brasil De Pedagogia




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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Crônica - Origem




*Crônica - Origem, Características e Tipos de Crônicas - Cola da Web

Como subdivisão da concepção moderna dos gêneros literários, a crônica é uma narrativa curta que capta o cotidiano sob o olhar do cronista. A crônica trata de assuntos variados e destina-se prioritariamente à publicação em jornais e revistas.

A palavra “crônica” vem do latim chronica, “relato de fatos ou histórias de acordo com a ordem em que se sucedem no tempo”, derivado do adjetivo chronica, “relativo a tempo”. No entanto, o latim baseou-se no vocábulo grego khrónos, “tempo”. Esse nome é emprestado do deus grego Cronos, filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra).

Origem da crônica

Nem sempre a crônica fez parte da literatura. Em suas origens, no início da Era Cristã, as crônicas eram relatos de fatos em sequência cronológica. Na Idade Média, o gênero assumiu um caráter mais histórico, em geral registrando acontecimentos, verídicos ou não, ligados à nobreza. No século XVI, com o desenvolvimento e aprofundamento do ensaio – prosa breve sobre um determinado tema, sem forma fixa, em tom pessoal, desprovido de escopo literário -, alguns estudiosos passaram a considerar a crônica uma extensão ou derivação desse tipo textual.

Tradicionalmente, considera-se a precursora da crônica uma crítica dramática do abade Geoffrey, publicada na parte inferior de uma página do jornal parisiense Journal des Débats – Politiques et Littéraires, em 1799. Surgia, assim, o folhetim, ou seja, breves textos críticos de literatura, artes, política e cultura impressos nos rodapés de um jornal.

Com o advento do Romantismo, o crescimento do público leitor e o desenvolvimento da imprensa, notadamente do jornal, a crônica teve grande impulso. Ela atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil, onde adquiriu feições mais leves e simples que o modelo francês e passou a significar um gênero literário específico, estritamente ligado ao jornalismo, já que as crônicas eram publicadas numa seção específica do jornal, o “folhetim”.

Essas crônicas folhetinescas traziam os principais acontecimentos da semana, relacionados à política, à vida social da elite carioca do século XIX e à literatura. Eram escritas em linguagem coloquial e transmitiam o ponto de vista do cronista. O texto leve e agradável tomou-se um sucesso tanto entre os seus produtores quanto entre os seus leitores.

Características da crônica

A crônica tem um canal fixo e diferenciado: jornais e revistas. Desde o final do século XX, os sites e blogs também têm sido escolhidos como meios de publicação e divulgação desse gênero.

Os assuntos são variados e remetem à atualidade dos fatos, transitando entre política, esportes, acontecimentos nacionais e internacionais, relacionamentos humanos, vida de celebridades, artes em geral, o próprio fazer literário, entre outros.

Assim, a característica primordial da crônica literária é ser um registro circunstancial, episódico, efêmero e sujeito à transformação rápida. No entanto, nem sempre a crônica é datada; por isso ela pode ser lida depois de vários anos e ainda manter um caráter universal. Algumas características são comuns na composição de uma crônica;

  • vinculação ao cotidiano, intermediada pela visão de mundo do cronista;
  • concisão, brevidade;
  • simplicidade e leveza no estilo;
  • emprego de uma linguagem coloquial e intimista, ocasionalmente lírica, irônica, humorística ou crítica;
  • predominância do foco narrativo em primeira pessoa;
  • natureza ensaística e reflexiva;
  • intenção de aproximação com o leitor por meio da sensibilidade.

No fragmento a seguir, a maior parte dessas características pode ser observada:

Ocorreu-me compor umas certas regras para uso dos que frequentam bonds. 0 desenvolvimento que tem tido entre nós esse meio de locomoção, essencialmente democrático, exige que ele não seja deixado ao puro capricho dos passageiros. Não posso dar aqui mais do que alguns extratos do meu trabalho; basta saber que tem nada menos de setenta artigos. Vão apenas dez. (…)
Mesmo tendo jornais, revistas e, recentemente, sites e blogs como canais, as crônicas podem ser compiladas posteriormente em livros, que tanto podem reunir os textos de um único autor quanto trabalhos de vários cronistas.
Art V – Dos amoladores
Toda a pessoa que sentir necessidade de contar os seus negócios íntimos, sem interesse para ninguém, deve primeiro indagar do passageiro escolhido para uma tal confidência, se ele é assaz cristão e resignado. No caso afirmativo, perguntar-se-lhe-á se prefere a narração ou uma descarga de pontapés. Sendo provável que ele prefira os pontapés, a pessoa deve imediatamente pespegá-los. No caso aliás extraordinário e quase absurdo, de que o passageiro prefira a narração, o proponente deve fazê-lo minuciosamente, carregando muito nas circunstâncias mais triviais, repetindo os ditos, pisando e repisando as coisas, de modo que o paciente jure aos seus deuses não cair em outra. (…)

“Regras para uso dos que frequentam bonds”, Machado de Assis.

Classificação da crônica

Depois de adquirir as características que possui atualmente, a crônica dividiu-se em alguns tipos, entre os quais se destacam:

Crônica lírica ou poética

Emprego de linguagem poética, com recursos estilísticos que visam imprimir lirismo ao texto e emocionar o leitor. Trata de episódios sentimentais, nostálgicos ou que sejam significativos para o cronista.

Crônica de humor

Emprego de linguagem literária com recursos que buscam o humor. Apresenta uma visão burlesca, irônica e, não raro, crítica dos costumes sociais, das relações humanas e de episódios políticos da atualidade.

Crônica-ensaio

Emprego de linguagem literária permeada, muitas vezes, de sarcasmo e humor, com intenção explícita de criticar o contexto cultural e correntes de pensamento da sociedade. Seu caráter argumentativo lembra o ensaio.

Crônica descritiva

Quando uma crônica explora a caracterização de seres animados e inanimados num espaço, viva como uma pintura, precisa como uma fotografia ou dinâmica como um filme, temos uma crônica descritiva.

A captação impressionista, particularizada e conotativa dos elementos define a descrição subjetiva; a captação referencial, impessoal e denotativa define a descrição objetiva. O descritivismo é sempre veículo para reflexões numa crônica centrada na descrição.

Crônica narrativa

Menor que um conto e maior que uma piada, a crônica narrativa conta um episódio cativante cuja trama é leve e digestiva, envolvendo muita ação, poucas personagens e uma conclusão inusitada.

O humor anedótico ou a crítica mordaz são os traços mais comuns da crônica narrativa. Geralmente, não há intromissão do narrador (digressões, comentários, apontamentos dissertativos).

Crônica narrativo-descritiva

Quando um texto alterna momentos narrativos com flagrantes descritivos, temos uma abordagem narrativo- descritiva. Dessa forma, as ações detêm-se para que o leitor visualize, mentalmente, as imagens que a sensibilidade do autor registra com palavras.

O que se observa no texto assim qualificado é a predominância da sucessão de ações sobre as inserções descritivas.

Crônica reflexiva

Se a interioridade do autor projeta-se sobre a realidade que o cerca, interpretando-a e registrando-a através de conjecturas, inferências e associações de ideias, temos a crônica reflexiva.

Crônica metalinguística

Na crônica metalinguística, o autor volta-se para o ato de escrever, sob a forma de uma reflexão despretensiosa, de uma retrospectiva das primeiras experiências com as letras, de uma análise da palavra.

fonte; https://www.coladaweb.com/redacao/cronica

Palavra crônico

Pergunta

Palavras: crônico

Gostaria de saber as etimologias das palavras crônico e crônica.

Resposta:

Elas vêm do Latim CHRONICUS, “o que segue a ordem, o transcorrer do tempo”, do Grego KHRONIKOS, “relativo ao tempo”, de KHRONOS, “tempo”.

Origem da Palavra 2023


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Por que as Livrarias estão FALINDO?!

A.B.C. Olavo de Carvalho 1 Paralaxia Cognitiva

    A análise de Olavo de Carvalho sobre René Descartes, frequentemente sintetizada em aulas e coletâneas como  Visões ...