terça-feira, 24 de outubro de 2023

O que é o Rama Vijayotsava? hoje dia 24/10/2023 terça-fera.


O que é o Rama Vijayotsava?





É o dia da celebração da vitória do Senhor Ramachandra [ o rei do dharma e da retidão ] sobre o demônio Ravana. A política de explorar a natureza do Senhor sem reconhecer a supremacia dEle, é a política de Ravana. E Ravana, por não ter reconhecido isso e ter desafiado o Senhor raptando sua esposa, foi morto, e toda a sua opulência e poder foram arruinados. Todos os anos, nesta noite, em Radharama Mandir, Sri Sri Radharamanji (a Deidade servida por Gopal Bhatta Goswami) triunfalmente passeia em um grande elefante de prata.





Srila Krishna dasa Kaviraj Goswami


Nos passatempos de Sri Chaitanya Mahaprabhu, Ele se absorveu na lila transcendental de Senhor Ramacandra da seguinte maneira, conforme registrado por Srila Krishna dasa Kaviraj Goswami, no Sri Chaitanya Charitamrita Madhya-lila Capítulo 15 Textos 31-35:

“No dia da vitória celebrando a conquista de Lanka - um dia conhecido como Vijaya-dasami - Sri Caitanya Mahaprabhu vestiu todos os Seus devotos como soldados macacos.”

“Exibindo as emoções de Hanuman, Sri Caitanya Mahaprabhu tomou um grande ramo de árvore e, montando as paredes do forte de Lanka, começou a desmontá-lo.”

“No êxtase de Hanuman, Sri Caitanya Mahaprabhu disse com raiva: ‘Onde está o patife Ravana? Ele sequestrou a mãe universal, Sita. Agora vou matá-lo e toda a sua família ’.”

“Todos ficaram muito atônitos ao ver o êxtase emocional de Sri Caitanya Mahaprabhu e começaram a cantar, ‘Todas as glórias!. Todas as glórias!’ muitas vezes”







Sita, Rama e Lakshman



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Que é Pensar?



Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Princípios de Aprendizagem: 4.1. Do Conhecido para o Desconhecido; 4.2. Do Geral para o Particular; 4.3. Aprende-se Melhor Fazendo. 5. Ferramentas Utilizadas para Bem Pensar: 5.1. Pergunta; 5.2. Problema; 5.3. Análise. 6. Pensar por Si Mesmo: 6.1. Ordenação; 6.2. Reflexão; 6.3. Libertação pelo Conhecimento. 7. conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O que se entende por bem pensar? Será que sabemos pensar? Há alguma diferença entre pensar e ruminar pensamentos? É possível melhorar o nosso pensamento? Existe alguma técnica? Com essas perguntas introdutórias, damos início à nossa análise do tema. Nele verificaremos os princípios de aprendizagem, ferramentas utilizadas para o bem pensar e algumas anotações sobre o pensar por nós mesmos.

2. CONCEITO

Pensar, na significação etimológica do termo, quer dizer sopesar, pôr na balança para avaliar o peso de alguma coisa, ponderar.

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Tomando a Natureza como ponto de partida, observamos que as pedras e as árvores existem, mas não pensam; os animais, por sua vez, têm lampejos de pensamento; somente o homem tem a capacidade de construir pensamentos através da palavra escrita e falada e, com isso, transmitir conhecimentos. Contudo, ainda estamos longe de bem utilizar o nosso cérebro, no sentido de bem pensar. Não é sem razão que muitos dizem que usamos uma parcela muito diminuta dele. É que não somos habituados a pensar com profundidade naquilo que estamos pensando. Anotemos as notícias veiculadas num jornal televisivo: há uma série de informações, muitas vezes desconexas, cuja análise fica para segundo plano. Além disso, preferimos aquilo que diverte, aquilo que mexe com as nossas emoções. De qualquer modo, todos somos obrigados a pensar melhor porque a vida, com as suas dificuldades, coloca-nos, muitas vezes, num beco sem saída. Aí não temos escolha, a não ser debruçar o pensamento sobre nós mesmos.

4. PRINCÍPIOS DE APRENDIZAGEM

4.1. DO CONHECIDO PARA O DESCONHECIDO

Qual a razão de estarmos passando do simples para o composto, do conhecido para o desconhecido? É a lei de toda a exploração. Para entrarmos numa terra desconhecida, primeiramente temos que sair da conhecida, na qual nos encontramos. Para ensinarmos eficazmente matemática a uma criança, primeiro, temos que lhe transmitir a noção de número. Claude Bernard dizia: "Assim como o homem não pode avançar a não se colocando um pé diante do outro, o espírito naturalmente deve colocar um pé diante do outro. Além disso, o pé tem como ponto de apoio o chão; assim também a inteligência apóia-se num conhecimento do qual ela tem certeza." (Ide, 2000, p. 3)

O professor ou conferencista deve constantemente cuidar para engatar o vagão do seu pensamento ao de seus ouvintes, sob pena de, como se diz familiarmente, "passar por cima da cabeça deles"

4.2. DO GERAL PARA O PARTICULAR

Aristóteles dizia: "A marcha natural do intelecto é ir das coisas mais conhecíveis e mais claras para nós às que são mais claras em si e mais conhecíveis. (...) Ora, o que para nós é primeiramente manifesto e claro são os conjuntos mais misturados; é só depois que, dessa indistinção, os elementos e os princípios se destacam por meio da análise." (Ide, 2000, p. 6)

Como decorrência do princípio anterior, as idéias são apreendidas, primeiramente, em sua generalidade, inclusive de forma nebulosa; somente depois é que elas vão se assentando em nosso cérebro. É como uma pessoa caminhando, que vê um vulto se deslocar. Pensa: deve ser um animal; chegando, porém, mais perto, percebe que é um ser humano como ele mesmo. Um outro exemplo: pense numa montanha. A imagem dela preenche todo o nosso ser. Contudo, para conhecê-la melhor temos que galgá-la ou analisá-la de cima a baixo. Disto resulta que, quanto mais particular é o dado analisado, mais conhecimento se tem a seu respeito. Lembremo-nos das especializações da ciência, que cada vez mais vão se distanciando do todo para tratar de algum fato particular. A definição filosófica do homem obedece a este raciocínio. Fala-se, primeiramente, que é um animal; depois, acrescenta-se o termo racional, ou seja, o homem é um animal racional.

4.3. APRENDE-SE MELHOR FAZENDO

Este princípio tem relação com as frases inglesas: "learn by doing" (aprender fazendo) e "try and error" (tentativa e erro). É pensando que aprendemos a pensar; é raciocinando que aprendemos a raciocinar. Muitas vezes somos bafejados por um bom intelecto, mas o usamos para o mal. Isso mostra que devemos pôr em pratica aquilo que aprendemos na teoria. Qual a utilidade de sabermos a Bíblia de cor, se não temos condições de pôr em prática nenhum de seus versículos?

5. FERRAMENTAS UTILIZADAS PARA BEM PENSAR

5.1. PERGUNTA

A primeira das preocupações para o bem pensar é a pergunta. Saber perguntar é uma arte. Diz-nos a psicologia social que o homem deveria ser avaliado não pelas respostas que dá, mas pelas perguntas que faz. Nesse mister, a filosofia se baseia muito mais na pergunta do que na resposta, pois estamos sempre em busca de respostas. Diz-se também que não há pergunta sem prévios conceitos, pois quem pergunta já sabe algo da pergunta.

Saber responder também é uma arte. As nossas respostas, na maioria das vezes, não atendem ao que foi perguntado, mas reflete muito mais o que lemos ou ouvimos: o nosso trabalho de reflexão acaba sendo efetuado, não no nível da pergunta, mas no da resposta. É preciso cercar a pergunta por todos os lados.

5.2. PROBLEMA

O que é um problema? O problema pode se descrito como uma situação de tensão sentida pela matéria viva, cada vez que um de seus afetos não encontra meio de extinção imediato ou manifesto. Diante deste conceito, os seres inanimados não teriam problema, pois não sentem este tipo de tensão. Na acepção corrente, podemos dizer que o problema é um incômodo, uma contrariedade, um mal-estar, uma oposição ao nosso pensar.

Filosoficamente considerado, o problema é o nexo ainda não manifestado entre conceitos que se comparam na reflexão. Ele não é um cálculo matemático; ele deve resumir uma pergunta, com fundamento gramatical. Assim, antes de estudarmos Kant, Hegel e Leibniz, deveríamos descobrir o que eles estavam procurando, ou seja, que tipo de resposta eles queriam dar às suas perguntas. Nesse sentido, o conteúdo filosófico é muito mais importante do que a descrição histórica, do que contar história.

Para detectar um problema, podemos nos servir de um exemplo plástico. Suponha que à nossa frente encontra-se um muro. Ele é um problema? Não? Quando ele se torna um problema? Quando o quisermos transpor. Aí, teremos que pensar, racionar e ver a melhor maneira do o fazer. (Pauli, 1964)

5.3. ANÁLISE

A apropriação de um conhecimento requer o exercício da análise filosófica. O que entende por analisar? Analisar é decompor e discernir as diferentes partes de um todo, mas também reconhecer as diferentes relações que elas mantêm, quer entre si, quer com o todo. Analisar é ousar enfrentar a dificuldade, a complexidade que o conhecimento requer. É desatar os nós que impedem a clara distinção do conhecimento. Nesse sentido, não se deve ser precipitado, nem impaciente, pois tanto uma atitude quanto a outra impede que nos façamos "engenheiro do sentido". (Arondel-Rohaut, 2000, p.2)

6. PENSAR POR SI MESMO

6.1. ORDENAÇÃO

Os dados estão na realidade, como os frutos na vitrine. Eles estão dispersos. Como somos o centro da percepção, temos que exercitar a ordenação dos mesmos. E ordenar não é tarefa fácil, pois nos obriga a juntar, a amontoar, coisa que temos um pouco de preguiça, principalmente a preguiça mental.

De que serve assistir durante meia hora a um jornal na TV, ler artigos durante uma hora, se não retivermos quase nada? É preciso alocar a nossa energia mental para aquilo que estivermos fazendo. Estamos dispostos a nos distrair ou informar-nos?

O preparo de uma palestra ilumina o nosso pensamento. Quando falamos em público, não deveríamos falar o que nos vêem à mente, mas aquilo que foi planejado, digerido, ou seja, aquilo que não aparece publicamente. É como a suavidade do gesto do dançarino, fruto visível de um trabalho invisível e quase infatigável de preparação.

6.2. REFLEXÃO

O elemento chave para o bem pensar ou pensar por nós mesmos é a reflexão. É uma volta sobre si mesmo. A reflexão seria mais perfeita se fosse somente sobre o próprio pensamento, sem a intervenção dos sentidos; mas, como o pensamento e os sentidos são inseparáveis, de qualquer forma é uma reflexão. Depois de tudo assimilado, depois de tudo associado, temos que parar e voltarmo-nos para o nosso interior, propondo, inclusive, uma mudança comportamental. Santo Agostinho, um dos expoentes da Escolástica, sugere que façamos o que ele fazia todas as noites, antes de dormir: "repassava mentalmente o que fizera durante dia, indagando como fora em palavras, pensamentos e atos".

6.3. LIBERTAÇÃO PELO CONHECIMENTO

Presentemente, há um estoque ilimitado de informações: são mais de 25 séculos de estudo e aprendizado. Os pensadores que passaram por este Planeta trouxeram coisas boas e ruins; alguns acabaram enveredando pelo seu didatismo e acabaram se distanciando da verdade. Nesse mister, o apóstolo Paulo recomenda que leiamos de tudo, mas que fiquemos com aquilo que for bom. Kant, por exemplo, é elogiado por muitos filósofos modernos, mas também muito criticado por ter desviado a filosofia da razão e a encaminhado para a emoção.

Qualquer conhecimento, sem o aval do Criador, é um conhecimento parcial que não nos liberta. A própria palavra a-teu significa esquecido de Deus, abandonado. Nesse sentido, a libertação pelo conhecimento será somente aquela que provier da Divindade, pois é aí que se encontra a verdade. Por isso, Cristo nos dizia: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

7. CONCLUSÃO

Direcionemos os nossos raciocínios pela senda do bem pensar. Não nos preocupemos com as possíveis dificuldades iniciais; ao contrário, vislumbremos os frutos sazonados nos exercitados por ele.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

IDE, Pascal. A Arte de Pensar. Tradução de Paulo Neves. 2. ed., São Paulo: Martins Fontes, 2000 (Ferramentas)

ARONDEL-ROHAUT, Madeleine. Exercícios Filosóficos. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

PAULI, E. Que é Pensar (Teoria Fundamental do Conhecimento). Florianópolis: Biblioteca Superior de Cultura, 1964.

São Paulo, maio de 2005



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Interesse chinês em Hamas x Israel: análise , Epoch Times Brasil


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Gnosis e sua História, do surgimento até os dias atuais. - Gnosis Brasil Gnosis e sua História. Como surgiu e como chegou aos dias atuais?




“A História da Gnosis é a História da evolução do mundo e da regeneração espiritual da alma.”
A Gnosis ou Gnosticismo foi um movimento filosófico religioso que originou-se na Ásia menor, e tem como base as filosofias, que floresciam na Babilônia, Egito, Síria e Grécia.

Combinava alguns elementos da Astrologia e mistérios das religiões gregas (Elêusis), bem como os do Hermetismo, e posteriormente com as doutrinas do Cristianismo e do Sufismo.

Sua “Capital” foi Alexandria no Egito, importante rota que ligava o oriente e o ocidente, promovendo um grande intercâmbio cultural entre os povos, portanto, ponto de encontro da sabedoria de vários continentes. Sua biblioteca abrigava um conhecimento inenarrável, que praticamente se perdeu com sua destruição, mas mesmo assim alguns manuscritos e conhecimentos foram mantidos e chegaram até nós.

Em síntese, a Gnosis é “A busca da Salvação pelo Conhecimento”. “Conhecei a Verdade e ela vos fará livres”.
O grande objetivo, é conhecer “Deus”, a Realidade em nós.
Não é a crença, a fé ou o simples conhecimento o que importa. O fundamental é a comunhão interior, o religar da Mente individual com a Mente universal, a capacidade do homem de

“transcender os limites da dualidade que faz dele homem e tornar-se uma consciência divina”.
A entrada na senda da Gnosis é chamada “voltar para casa”. É um retorno, um virar as costas ao mundo, um arrependimento de toda natureza!

Os primeiros cristãos eram Gnósticos
O Gnosticismo Clássico floresceu entre os séculos I a III d.C. desenvolvendo-se à partir dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Tudo gira em torno de Jesus de Nazaré, em quem vários dos grupos gnósticos da época viram personificados seus “ideais mais sublimes”, o verdadeiro Gnóstico, aquele que conhece a revelação interior ou oculta desvelada e que também compreende a revelação exterior ou pública velada, Aquele que detinha a posse da Gnosis, o que significa a habilidade para receber e compreender a revelação Divina em si mesmo.

“Ingressar na Gnosis é um despertar do sono e da ignorância de Deus, da embriaguez do mundo para a temperança virtuosa. Pois o mal (ilusão) do não conhecimento está inundando toda a terra e trazendo total ruína à alma aprisionada dentro do corpo, impedindo-a de navegar para os portos da salvação.”
Jesus portanto reuniu discípulos que pregavam a “Boa Nova” (evangelho). Aí se constrói o início do Cristianismo Primitivo. Posteriormente seus seguidores criaram Igrejas, Escolas, Seitas para propagar seus ensinamentos que inicialmente eram dados de lábios a ouvidos.

Das inúmeras correntes gnósticas que se formaram no início do cristianismo (naasenos, ofitas, sethianos…), podemos sintetizá-las em 2 principais: Cristãos Gnósticos e Cristãos Ortodoxos.

A Perseguição aos Gnósticos
Com o passar do tempo, os Ortodoxos foram crescendo em número e e importância política, então os Gnósticos foram considerados “perigosos” por algumas autoridades eclesiásticas do século II, especialmente o Bispo Irineu de Lion (180 d.c.), pois ameaçavam a estabilidade da Igreja quando afirmavam que

a pessoa não necessita de intermediários para chegar a Deus, pois ele está dentro de nós.
Depois com a decadência do Império Romano e com a institucionalização da Seita Cristã emergente (Ortodoxos) como religião oficial de Roma em 313 d.c, vários grupos gnósticos começam a ser perseguidos e exterminados. Então, à partir de 367 d.c muitos livros e evangelhos não aprovadas pela Igreja Romana, ou que não condiziam com a visão ortodoxa (o que é verdade para mim) foram deturpados ou mesmo queimados ou exterminados, assim como seus escritores e estudiosos, surgindo então a versão oficial do texto Bíblico Canônico, resumido a apenas 4 dos inúmeros evangelhos existentes na época.

O Novo Testamento é portanto, apenas uma pequena parcela original dos escritos cristãos.
Os demais permaneceram como livros apócrifos (ocultos ou secretos), cuja maioria foi se perdeu, muitos com a destruição da biblioteca de Alexandria outros pelo tempo ou pela ação dos perseguidores, porém, alguns permaneceram escondidos e foram encontrados nas cavernas ou sob as areias do deserto, ressurgindo desde o século XVIII até o século passado, podendo muitos outros ainda ser encontrados. Exemplo disso são os Manuscritos do Mar Morto e Nag Hamadhi que ficaram ocultos por séculos, porém hoje  chegam para aclarar a luz do conhecimento e preceitos gnósticos.

Gnosis na Idade Média
Os Cristãos Gnósticos constituíram, nos primeiros anos de nossa era, comunidades fechadas, iniciáticas, que guardaram os aspectos esotéricos dos evangelhos, principalmente das parábolas do Mestre Jesus, o Cristo, apresentando um cristianismo muito mais profundo e filosófico do que daqueles cristãos que ficaram conhecidos como ortodoxos.

Dentre os grupos mais ativos nos dois primeiros séculos destacam-se os naasenos (palavra em aramaico com o mesmo significado de ofitas, de origem grega), perates, sethianos (de orientação judaica) docéticos (que propunham que a natureza exterior do Cristo era ilusória), carpocráticos, basilidianos e valentinianos. Com o passar do tempo, os herdeiros da tradição gnóstica continuaram sob inúmeros nomes e formas visando ocultar-se e assim sobreviver às perseguições.

Mas o gnosticismo sobreviveu, sua luz e força continuaram a irradiar com os Bogomilos no século X.
Nos séculos XII e XIII, a “Herança Gnóstica” , foi transmitidas aos Cátaros, que também foram perseguidos e mortos pela igreja romana.

Na Idade Média, o gnosticismo manifestou-se na Ordem dos Templários, foi revivificada pela Ordem Rosa-Cruz, mantiveram ligações com a Maçonaria e em incontáveis outras ordens esotéricas iniciáticas, todas testemunhando o Cristianismo Esotérico ou Interior, descrevendo o caminho de “Retorno a Deus”, que foi aberto pelo seu “Filho, Mestre Jesus, o Cristo”.

Renascimento da Gnosis
Pouco material histórico sobre o gnosticismo chegou até os dias de hoje, a maioria foi conhecido por meio dos seus críticos.
A descoberta da Biblioteca de Nag Hammadhi,em 1945, foi de suma importância, pois seu conteúdo é eminentemente gnóstico, impulsionando pesquisas sobre os mesmos na segunda metade do século XX.
Tais manuscritos totalizavam 52 textos, em 13 códices de papiro, escritos em copta.
Dentre as obras encontradas, estavam diversos tratados gnósticos, três obras pertencentes ao Corpus Hermeticum e uma tradução parcial da República de Platão. Várias dessas obras são conhecidos como Evangelhos Gnósticos como: Evangelho de Tomé, de Maria Madalena, da Verdade, dentre outros…

O Livro Sagrado dos Gnósticos é a Pistis Sophia
Este livro foi publicado em latim em 1851. Este papiro copta foi encontrado no Egito. Esta obra provém das múltiplas Escolas e Sociedades Gnósticas primitivas e está dividida em 148 capítulos e quatro grandes partes, sendo constituída em parte pelo que seriam “discursos do prórpio Mestre Jesus à seus apóstolos após sua Ressurreição.”

A Pistis Sophia é considerado o livro sagrado dos Gnósticos. Seu tema principal é a redenção de nossa alma!
Precursores da Gnosis no Século XX
A descoberta dos Manuscritos apócrifos impulsionou toda a sociedade esotérica da época, permitindo um ressurgimento do Gnosticismo nos dias atuais.

Dentre os vários precursores do ressurgimento da Gnosis na atualidade, citamos alguns como o Ilustre Abade Alfonso Luis Constant, conhecido no meio esotérico sob pseudônimo ou nome iniciático de Eliphas Levi, quem revolucionou o pensamento esotérico, religioso, cabalístico e magístico em sua época, a famosa Madame Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, benemérita institução que trouxe ao ocidente os ensinamentos orientais, à qual pertenceram grandes iniciados, autores de obras que trouxeram à humanidade uma grande luz em relação ao ocultismo e os mundos internos como Charles Leadbeater, Krishnamurti, Annie Besant, dentre inúmeros outros.

Dentre todos esses grandes personagens queremos destacar ainda o insigne Dr. Arnold Krumm Heller, conhecido como Mestre Huiracocha, fundador da Fraternitas Rosacruciana Antiqua (FRA), detentora de antigos manuscritos através dos quais puderam ressuscitar a arcaica Igreja Gnóstica, com suas belíssimas e mui profundas cerimônias, sacramentos e rituais como a Missa Gnóstica.

Sem dúvidas, o maior Iniciado saído dessa benemérita escola foi o Mestre Samael Aun Weor, que se converteu em um grande humanista, antrópólogo e filósofo, resgatando a síntese do gnosticismo universal espalhado em todas as religiões e escolas de mistérios de todos os tempos. Escreveu mais de 70 obras sobre psicologia, esoterismo, alquimia, teurgia, kabala, política e outros. Fundou 5 Instituições: Movimento Gnóstico Cristão Universal, Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais (AGEACAC), Instituto da Caridade Universal (ICU), Igreja Gnóstica Cristã Universal e Partido Socialista Cristão Latino Americano (POSCLA), todas elas com o objetivo de propagar a Doutrina Gnóstica em todo o mundo.

Posteriormente aparece outro grande Mestre Gnóstico, nascido no Seio da Igreja Gnóstica, conhecido como Mestre Lakhsmi Daimon, que cumpriu a missão de Restaurar essa Santa Igreja e  de Guiar um Povo rumo à um êxodo tanto interior, como uma capacidade de viver em um exaltado estado de consciência que nos permita estar em constante união com o Deus Interior, como exterior, ensinando e selecionando um povo que há de cultivar em seu interior os valores que servirão de semente para uma futura raça e uma nova era deste planeta.

Jaqueline Ferreira Barbosa

e Eduardo Lima

26 de março de 2019


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TUDO É UM GRANDE TEATRO E VOCÊ VIVE A FALSA ILUSÃO DE QUE É LIVRE (Artigo especial de segunda, 23 de outubro de 2023


O que muita gente não entende quando comenta sobre a guerra envolvendo Israel e o Hamas, deixarei resumido logo abaixo: - O Hamas, o Hezbollah, o Estado Islâmico, o Boko Haram, o grupo Wagner na Rússia, o MST no Brasil e vários outros que falsamente são chamados de 'militantes' ou de 'resistência' para esconder seu principal propósito (TERRORISTAS) são apenas o braço armado dos comunistas dos seus países e dos blocos internacionais; 

- Em última instância, TODOS esses grupos terroristas são patrocinados pelos GLOBALISTAS - os donos do dinheiro – que faturam TRILHÕES com as guerras, com a desordem, com o caos e com as mortes. Algumas dessas migalhas são distribuídas para um segundo grupo, chamado de comunistas. Entenda tudo agora, lendo esse artigo esclarecedor. ELES SABOTAM PESSOAS, FAMÍLIAS, GRUPOS E PAÍSES O dinheiro é o leme do mundo. 

Com ele é possível direcionar, controlar, manipular, coordenar, influenciar, comprar, consegue-se fazer TUDO. Por isso, as famílias de bilionários que conseguiram ser dono das principais empresas do mundo, IMPEDEM que outras pessoas, outros grupos, outras famílias, ameacem o seu legado familiar, assim eles usam práticas desonestas e desleais para IMPEDIR que outros países, pessoas, grupos ou famílias cresçam a ponto de serem uma ameaça para o futuro dos seus filhos e netos. E ainda pior: durante mais de 100 anos, esses grupos veem EXPLORANDO países cheios de riquezas naturais incalculáveis, como vários da África, da América do Sul (como Brasil e Venezuela), vários outros do Oriente. São esses grupos que IMPEDEM, SABOTAM, SUBORNAM e COMPRAM vários desses nossos políticos, mantendo TODO um país refém, enquanto alguns poucos vivem uma vida de luxúria. 03 FORÇAS DISPUTAM O CONTROLE E O DIRECIONAMENTO DO MUNDO Tudo é um grande teatro - no final do jogo - tudo se resume a PODER, CONTROLE e DOMÍNIO. Quem compete pelo controle, pelo comando e pelo direcionamento dos pensamentos, das crenças e das ações das pessoas no mundo? Três ‘forças’ competem entre si: os maiorais, donos realmente do jogo, chamados de Globalistas, que mandam absolutamente no ocidente. Em segundo lugar, a força islâmica que manda majoritariamente no 
ORIENTE. 

E você tem uma terceira força, que são os comunistas. Eles também podem ser divididos por características:

 1- Os globalistas são os controladores de todo o dinheiro em circulação do mundo. Eles comandam o sistema financeiro, o sistema alimentício, as indústrias bélicas, as indústrias farmacêuticas, parte das indústrias de petróleo, etc. São representados pelos EUA, Canadá, Inglaterra, União Europeia, Japão, Israel. 

2- O islamismo O islã não possui força bélica suficiente para causar medo real as demais potências mundiais, muito menos poder financeiro. No entanto, nenhuma delas possui um povo tão disposto a lutar e dar a sua vida em prol dos seus ideais religiosos. A Turquia ainda acredita que será capaz de implantar o califado islâmico no Oriente e em seguida no mundo, eliminando as demais religiões, especialmente os cristãos. 

3- O bloco comunista, formado pela Rússia, China e com braços no Irã, na Venezuela, Brasil, Argentina e vários outros países da América Latina. Sua força vem do poder BÉLICO e da capacidade de manipulação das relações humanas usando táticas de manipulação social. No próximo artigo vou trazer mais detalhes sobre as características de cada um desses grupos e como eles se relacionam entre si.
·
22,9 mil
Diretor de Jornalismo e apresentador na Rádio e Televisão Irecê Ltda

Hoje é Dia Do Jejum Sagrado De Sri Pashankusha Ekadasi. Dia 25/10/2023 quarta-feira.




História do Vrata Pashankusha Ekadashi ou Papankusha

Yudhisthira Maharaja disse: “Ó Madhusudana qual o nome do Ekadashi que ocorre durante a quinzena luminosa do mês de Ashvina, (setembro/outubro)? Por favor, seja misericordioso e conte-me algo sobre isso”.

O Senhor Supremo, Sri Krishna respondeu: “O rei, por favor, escute enquanto te explico as glórias desse Ekadashi – Pashankusha Ekadashi que remove todos os pecados. Nesse dia deve-se adorar a Deidade de Padmanabha, o Senhor de umbigo de lótus, segundo as regras e regulações. Assim fazendo, se consegue quaisquer prazeres celestiais que se desejem nesse mundo e afinal se obtém liberação. Simplesmente por oferecer humildes reverências ao Senhor Vishnu, que cavalga Garuda, se pode obter o mesmo mérito que se consegue por realizar grandes penitências durante longo tempo com os sentidos completamente controlados. Embora uma pessoa possa ter cometido ilimitados pecados, ainda assim poderá escapar do inferno apenas por prestar suas reverências ao Senhor Hari, que remove todos os pecados”.

“Os méritos obtidos por realizar peregrinação a tirthas desse planeta terráqueo também podem ser obtidos simplesmente por cantar os santos nomes do Senhor Visnu (1). Quem cantar esses sagrados nomes – como Rama, Vishnu, Janardana ou Krishna – especialmente no Ekadashi, nunca vê a morada de Yamaraja. Tampouco aquele que jejua no Pashankusha, que Me é muito querido, verá essa morada”.

“Tanto o Vaishnava que critica o Senhor Shiva quanto o Shivaista que Me critica certamente vão para o inferno. O mérito obtido por realizar mil sacrifícios de cavalo e cem sacrifícios Rajasuya não se iguala nem mesmo a décima sexta parte do mérito que uma pessoa obtém por jejuar no Ekadashi. Não existe mérito superior que se possa alcançar, que esse obtido por jejuar no Ekadashi. De fato, nada nos três mundos é tão agradável ou tão capaz de purificar-nos do pecado como o Ekadashi, o dia do Senhor do umbigo de lótus Padmanabha”.

“Ó rei, até que a pessoa observe um jejum do dia do Senhor Padmanabha, (chamado de Papankusha Ekadashi), ela permanece pecaminosa, e as reações de suas atividades pecaminosas passadas nunca a deixam. Não há mérito nos três mundos que se iguale ao mérito obtido por observar jejum nesse Ekadashi. Quem quer que o observe fielmente, nunca tem de ver a morte personificada, o Senhor Yamaraja. Quem deseja liberação, o paraíso, boa saúde, lindas mulheres, fortuna e grãos alimentícios deve simplesmente jejuar nesse Ekadashi. Ó rei nem o Ganges, Gaya, Kashi, nem Pushkara, nem mesmo o sagrado local de Kurukshetra, podem conceder tanto mérito como Papankusha Ekadashi”.

“Ó Yudhisthira, protetor da terra, após observar Ekadashi durante o dia, o devoto deve permanecer acordado pela noite adentro, pois assim fazendo facilmente obtém a morada do Senhor Supremo, Sri Vishnu. Dez gerações de antepassados por parte da mãe, dez por parte do pai e dez por parte da esposa são todos liberados por uma só vez observar o jejum neste Ekadashi. Todos esses antepassados obtém suas formas originais transcendentais, de quatro braços. Portanto vestes amarelas e lindas guirlandas cavalgam ao mundo espiritual no dorso de Garuda, o inimigo das serpentes. Essa é a benção que meu devoto recebe simplesmente por observar um Papankusha Ekadashi devidamente”.

“Ó melhor dos reis, que sejamos crianças, jovens ou velhos, jejuar no Papankusha Ekadashi livra de pecados e torna imune ao sofrimento de renascer infernalmente. Quem observa um jejum neste Ekadashi se torna livre de todos seus pecados e retorna a morada do Senhor Hari. Quem doar ouro, sementes de gergelim, terra fértil, vacas, grãos, água potável, um guarda-chuva ou par de calçados nesse mais santificado dos dias nunca terá de visitar a morada de Yamaraja, que sempre pune pecadores. Porém se um habitante da terra deixa de realizar atos espirituais, especialmente observar um jejum em dias sagrados como Ekadashi, é dito que sua respiração não é melhor que o bafo do fole do ferreiro”.

“Ó melhor dos reis, especialmente no Papankusha Ekadashi, mesmo os pobres devem primeiro tomar banho e depois dar alguma caridade e realizar outras atividades auspiciosas de acordo com sua habilidade”.

“Quem quer que realize sacrifícios ou construa lagoas públicas, locais de descanso, jardins ou casas não sofrem as punições de Yamaraja. De fato deve-se compreender que tal pessoa deve ter realizado tais atividades piedosas assim, em sua vida passada, caso tenha vida longa, saúde, riqueza, nascimento elevado ou esteja livre de todas as doenças. Mas uma pessoa que observa Papankusha Ekadashi vai para a morada do Senhor Supremo”.
O Senhor Krishna concluiu: “Portanto, ó santo Yudhishthira, narrei-lhes as glórias de Papankusha Ekadashi. Por favor, questione-Me mais se deseja ouvir ainda mais sobre Ekadashi”.

Assim terminam as glórias de Papankusha Ekadashi ou Ashvina-sukla Ekadashi, do Brahma Vaivarta Purana.

Nota 1 – Segundo o Srimad-Bhagavatam, Vishnu é uma encarnação purusha da expansão quádrupla do Senhor Sri Krishna.  


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A.B.C. Olavo de Carvalho 1 Paralaxia Cognitiva

    A análise de Olavo de Carvalho sobre René Descartes, frequentemente sintetizada em aulas e coletâneas como  Visões ...