sábado, 25 de janeiro de 2025

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Princípio

Princípio. Do latim principium. 1. Primeira fase da existência de algo, de uma ação ou processo; início. 2. O que é causa primeira, a base de algo; raiz. 3. Valor de ordem moral; preceito, regra (frequentemente usado no plural). 4. Conceito, ideia fundamental que serve de base a uma ordem de conhecimentos ou sobre a qual se apoia um raciocínio. A ou no princípio loc. na fase inicial; inicialmente. Em princípio loc. antes de qualquer consideração, avaliação; de forma geral. (1)

Princípio. Ponto de partida e fundamento de um processo qualquer. “Ponto de partida” e “fundamento” ou “causa” estão intimamente ligados. (2)

Princípio. Em filosofia, a palavra princípio é usada de forma metafórica, referindo-se a uma ordem ideal, e não a uma sucessão real. (3)

Princípio. a) De onde tudo inicia a ser (principia a ser). Vide Arquê.

b) A causa fundamental da verdade universal, inerente a toda coisa.

c) A primeira fonte de todo ser, de toda atualidade e de todo conhecimento.

d) Na ontologia, as categorias ou os postulados próprios.

e) Na epistemologia, a essência do ser, fundamento de todo conhecimento.

f) Na lógica, proposição primeira.

g) Na ciência, as proposições diretivas, características, às quais todo desenvolvimento posterior as subordina.

h) Regra ou norma de ação nitidamente representada ao espírito e que é enunciada como uma fórmula de ação. (5)

Princípio da Caridade. Princípio destacado sobretudo por Davidson como algo que rege a interpretação dos outros. Em várias das suas versões, o princípio impõe ao intérprete uma maximização da verdade ou a racionalidade daquilo que o sujeito diz. Para Davidson, segue-se que não faz sentido conceber sistemas de pensamento em que a maior parte das proposições são falsas, pelo que o princípio acaba surpreendentemente por constituir uma defesa contra o ceticismo. Ver também princípio da humanidade. (4)

Princípio da humanidade. Um princípio com a mesma função do princípio de caridade, mas que sugere que regulemos nossos processos de interpretação pela maximização do âmbito no qual vemos o sujeito como humanamente razoável, em vez do âmbito no qual o vemos como estando certo. (4)

Princípio do Efeito Duplo. Princípio que tenta definir as condições com que uma ação com bons e maus resultados é moralmente permissível. Numa das versões, uma tal ação é permissível se (I) não é em si mesma errada; (ii) a má consequência não é a que se pretende; (III) a boa consequência não é por si um resultado da má e (IV) as duas consequências têm impactos semelhantes. Assim, por exemplo, posso bombardear uma fábrica inimiga justificadamente apesar de prever a morte de civis nas suas proximidades, pois não tenho a intenção de provocá-los - ao passo que o bombardeamento intencional de civis não seria permissível. O princípio tem suas razões na filosofia moral tomista (ver Thomas de Aquino). A aceitabilidade de provocar um aborto (matando o feto, em consequência) para evitar a morte da mãe é uma das suas aplicações. Todas as cláusulas da definição são altamente controversas, mas é sobretudo a segunda que dá origem a profundos problemas no que diz respeito à relação entre ação, consequência e intenção. (4)

Princípio de Economia. É o nome como é mais conhecido o famoso princípio de William Ockam, franciscano: "entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem" (os entes não devem ser multiplicados, salvo necessariamente). Aplicado à demonstração, pode ser enunciado deste modo: entre duas explanações, ambas de igual valor, deve ser preferida a que invoca o menor número de princípios ou suposições, por ser mais verdadeira, e, em suma, por ser cientificamente preferida. (5)

Princípio de legalidade (legitimidade). A hipótese de que todos os fatos estão sob a égide de leis e, portanto, são legítimos. Esta hipótese ontológica corrobora a pesquisa científica.(6)

(1) DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO ILUSTRADO LAROUSSE. São Paulo: Larousse, 2007.

(2) ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970.

(3) GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.]

(4) BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de Filosofia. Consultoria da edição brasileira, Danilo Marcondes. Tradução de Desidério Murcho ... et al. Rio de Janeiro: Zahar, 1977.

(5) SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed. São Paulo: Matese, 1965.

(6) BUNGE, M. Dicionário de Filosofia. Tradução de Gita K. Guinsburg. São Paulo: Perspectivas, 2002. (Coleção Big Bang)


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Torcida da Portuguesa se emociona em jogo de ‘despedida’ do Canindé

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Dia do desaparecimento de Sri Locana Dasa Thakura 20 de janeiro de 2025 segunda-feira


Sri Lochana Dasa Thakura nasceu em 1523 em Kograma, no bloco Katwa do distrito de Burdwan. Esta vila fica a cerca de dez milhas ao norte da estação de trem de Guskara. A casa de Thakur está situada perto do Rio Ajaya. Ele nasceu no primeiro dia da quinzena da lua crescente em Paush. Ele nasceu no clã Radheya da casta dos médicos (vaidya). O nome de seu pai era Kamalakara Das, o de sua mãe Sadanande. Lochana Dasa estudou na casa de seu avô materno. Ele demonstrou devoção por Mahaprabhu desde a infância.

   Lochana Dasa se casou muito jovem. A casa de seus sogros ficava na vila de Amedpura Kakua. No entanto, embora ele tivesse entrado na estação de casado, ele era extremamente renunciado e passava todo o seu tempo discutindo Krishna-katha com outros devotos de Gauranga.

   Como Lochana Dasa se casou muito cedo, sua esposa a princípio permaneceu com os pais, mas conforme se aproximava o momento em que ela se juntaria a ele, eles começaram a se preocupar por causa da indiferença de Lochana Dasa à vida material. Eles se aproximaram de seu guru Narahari Sarkara e lhe contaram sobre sua ansiedade. Como resultado, Narahari ordenou que Lochana Dasa fosse para a casa de seus sogros.

   Quando Lochana chegou à aldeia, ele não conseguia se lembrar onde ficava a casa deles, pois fazia muito tempo que não a visitava. Ele pediu informações a uma jovem na rua, chamando-a de "Ma" ou "mãe". Quando chegou à casa dos sogros, ele descobriu que a garota a quem ele havia chamado de mãe era, na verdade, sua esposa. Daquele dia em diante, ele sempre olhou para sua esposa como uma mãe.

Narahari Sarakara Thakur, o famoso associado de Mahaprabhu de Srikhanda, era muito afetuoso com Lochana Dasa e lhe deu iniciação. Lochana Dasa entusiasticamente fixou residência com seu guru em Srikhanda. Seu guru lhe ensinou a arte do kirtan e mais tarde ordenou que ele escrevesse a biografia sagrada de Mahaprabhu. Lochana Dasa levou essa ordem a sério e escreveu o Chaitanya Mangala, cujos eventos são baseados no Chaitanya-charita de Murari Gupta.

   A palavra mangala significa auspicioso e este título reflete o fato de que ouvir os passatempos divinos de Mahaprabhu Shri Chaitanya é a atividade mais auspiciosa para todos os seres vivos. A biografia do Senhor de Vrindavan Das Thakur foi primeiramente chamada de Chaitanya Mangala e só mais tarde foi conhecida como Chaitanya Bhagavat. Lochana Dasa dá uma indicação disso na parte introdutória de seu livro:

   Presto atentamente minhas reverências a Vrindavan Dasa Thakur; as canções de seu Bhagavat encantaram o universo inteiro. (CM Sutrakhanda, 1.35)

   Algumas pessoas acreditam que Lochana Dasa e Krishnadas Kaviraj Goswami deram o nome de Chaitanya Bhagavat ao livro de Vrindavan Dasa. No Chaitanya Mangala, Lochana Dasa ora pelas bênçãos de seu guru da seguinte forma:

   Narahari Das Thakur é o proprietário da minha vida, e pela esperança de alcançar seus pés de lótus, desejo cantar as glórias de Gauranga, mesmo que eu seja o mais baixo dos baixos. Esta é minha ambição. (CM Sutrakhanda, 1.9)

   Ofereço minhas reverências a Narahari Dasa, o oceano das qualidades de Gauranga. Além dele, não tenho amigo nos três mundos. (Ibid., 1.33)

   Meu Senhor e mestre é Narahari Dasa. Eu me prostro em humildade a ele. Que ele cumpra meus desejos. (Ibid., 1.61)

   Lochana Dasa escreveu o Chaitanya Mangala no estilo Pancali de Bengala Oriental, completando-o em 1537 d.C. Há uma lenda de que ele escreveu o livro sentado em uma pedra sob uma árvore florida. Em seu novo dicionário bengali, Ashutosh Deb sublinhou a contribuição de Lochana Dasa ao declarar que ele foi o primeiro a escrever poesia bengali usando metros móricos, além de ser um dos primeiros escritores históricos em bengali. Diz-se que o manuscrito original do Chaitanya Mangala foi encontrado na biblioteca pessoal de Prakashananda Chakravarti de Kandada, perto da estação de trem de Guskara.

De acordo com o Bhakti-ratnakara, Lochana Dasa estava presente no festival do desaparecimento de Narahari Sarakara Thakur e cumprimentou os convidados dando-lhes sândalo e guirlandas.


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As Categorias de Aristóteles



As Categorias de Aristóteles

A nossa mania humana de categorizar o mundo em objetos distintos ajuda familiarizar-nos em meio a coisas confusas.

Essa obsessão por ordem e uma descrição minuciosa vem nada menos do filósofo grego Aristóteles. O Estagirita estabeleceu dez categorias pelas quais qualquer ser fisicamente sensível pudesse ser compreendido.

Para ele, as categorias são proposições acerca das características de um ser. Por ser um conhecimento primário, compreendido diretamente, sem necessidade de demonstração, Aristóteles aplicou suas categorias para o silogismo na lógica e para a construção de argumentos entimemas na retórica.

Excetuando as substâncias, as noves categorias atuam como predicados para uma substância (sujeito ou objeto). Seus nomes em português, grego e latim são os seguintes:

1. Substância (τὸ τί ἐστι, to ti esti, õὐσία, ousia, substantia). É o suporte no qual a matéria se assume uma forma. Nela agem as quatro causas. As substâncias podem ser vistas em seus aspectos essenciais ou acidentais, conforme Porfírio aplicou a ideia de acidente. Um exemplo, humano, pedra.

2. Quantidade (ποσόν, poson, quantitas). Por exemplo, dois humanos, três pedras.

3. Qualidade (ποιόν, poion, qualitas). Alto, forte, pesado.

4. Relação (πρός τι, pros ti, relatio). Diante de, conectado a.

5. Lugar, espaço (ποῦ, pou, ubi). Casa, na cidade.

6. Quando, tempo (πότε, pote, quando). Hoje, ontem, 15:30.

7. Estado (κεῖσθαι, keisthai, situs). Indica a postura. Sentado, em pé.

8. Hábito (ἔχειν, echein, habere). Ter uma pedra de estimação. Vestir roupas.

9. Ação (ποιεῖν, poiein, actio). Caminhando, vivendo.

10. Paixão (πάσχειν, paschein, passio). Ter sido alvejado por uma pedra, resposta com um sorriso.

categorias de aristóteles

O CATEGORISMO

Platão em seu diálogo Político discorreu sobre as categorias pensando em um método de agrupar objetos de acordo com suas propriedades. Mas seria seu discípulo Aristóteles que trouxe o tema à fruição no seu tratado Categorias e Da Interpretação, como parte de sua obra lógica, o Órganon.

A investigação das categorias intrigou pensadores como Plotino, Porfírio, Aquino, Descartes, Spinoza, Leibniz, Locke, Berkeley, Hume, Kant, Hegel, Brentano, Sapir e Whorf, Durkheim, Lévy-Bruhl, Heidegger, Chomsky e todo campo da antropologia cognitiva. Desde então, é assunto recorrente em ontologia, metafísica e epistemologia. Suas aplicações em algoritmos e Inteligência Artificial, bem como na semântica extrapolam seus empregos na lógica.

Logo, entretanto, surgiu a suspeita de que as categorias não seriam universais, além de estarem sujeitas às arbitrariedades. O condicionamento cultural na percepção e categorização tornou-se objeto de estudo a partir de Kant. O filólogo e filósofo alemão Friedrich Adolf Trendelenburg (1802-1872) notou com sagacidade que se Aristóteles não falasse grego, mas chinês ou dakota, sua categorização seria totalmente diferente.

Com essa limitação do categorialismo, o arguto Jorge Luis Borges escreveu no conto O idioma analítico de John Wilkins “sabidamente não há classificação do universo que não seja arbitrária e conjectural”:

Essas ambiguidades, redundâncias e deficiências recordam as que o doutor Franz Kuhn atribui a certa enciclopédia chinesa intitulada ‘Empório celestial de conhecimentos benévolos’. Em suas remotas páginas está escrito que os animais se dividem em 14 categorias:

(a) pertencentes ao Imperador

(b) embalsamados

(c) amestrados

(d) leitões

(e) sereias

(f) fabulosos

(g) cães vira-latas

(h) os que estão incluídos nesta classificação

(i) os que se agitam feito loucos

(j) inumeráveis

(k) desenhados com um pincel finíssimo de pelo de camelo

(l) et cetera

(m) os que acabaram de quebrar o vaso

(n) os que de longe parecem moscas.

SAIBA MAIS

ARISTÓTELES. Organon. Tradução de Edson Bini. Bauru: Edipro, 2010,


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Mestrado para professores da rede pública vale à pena? A metodologia cientifica às vezes nos engessa



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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Monitoramento deu seu PIX do nosso PIX , de nos pobres. Mas, para eles, sigilo de 100 anos.










A curva de Laffer é uma teoria econômica que mostra a relação entre a taxa de impostos e a receita fiscal do governoEla foi criada pelo economista Arthur Laffer na década de 1970. 
A curva de Laffer é representada por uma curva em forma de U invertido. Ela mostra que, até certo ponto, aumentar os impostos aumenta a receita, mas depois de um determinado ponto, a receita começa a diminuir. 
A curva de Laffer sugere que existe uma taxa de impostos ideal que maximiza a receita do governo. Ela é frequentemente usada para ilustrar o argumento de que cortar taxas de imposto pode resultar em aumento da receita tributária total. 
A curva de Laffer é importante porque ajuda a entender que há um equilíbrio necessário na cobrança de impostos. Altos impostos podem desestimular a economia, levando a retração econômica e à redução da receita. 








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Hoje é dia do sagrado Amalaki Ekadasi dia 27/02/26 sexta-feira explicando e lendo

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